O turbulento 2009 do médico David Uip
- 28 de dezembro de 2009|
- 11h11|
- Por Redação

Por Edison Veiga
Entre os meses de maio e setembro, o médico infectologista paulistano David Uip, 57 anos, dormiu apenas 3 horas por noite. Profissional respeitado – foi ele quem tratou, entre outros pacientes ilustres, do governador Mario Covas (1930-2001) – e diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas desde fevereiro, ele foi o cabeça da operação montada no Brasil para combater o vírus da nova gripe – conhecida como gripe suína – que acabou vitimando mais de 1,6 mil brasileiros, de acordo com o Ministério da Saúde. “Era obrigado e me manter atualizado o tempo todo e estudar ainda mais do que já costumo fazer”, afirma. “Além de atender a toda a mídia, não só brasileira. Cheguei a dar entrevistas a emissoras do Japão, da Coréia do Sul, da Inglaterra…”. No total, foram 15 horas de entrevistas, se forem levados em conta apenas os canais de televisão.
Entre outras alterações de sua rotina, a epidemia de gripe impossibilitou que ele fosse para Angola, como faz anualmente porque participa de uma equipe de médicos empenhados no combate à Aids no país africano. E no meio de tanto corre-corre, a família não se sentiu em segundo plano? “Não”, garante Uip, casado e pai de três filhos. “Eles são treinados a não me ver muito.”
> Confira outras histórias na retrospectiva de 2009 publicada ontem pelo Estado.
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30/12/2009 - 10:25 Enviado por: Gislene Bosnich
Heroicização? Numa hora destas? É completamente desnecessário.
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É indiscutível a competência do médico, mas não dá para torná-lo herói – mesmo que seja nas entrelinhas.
Há muitas trabalhadores que dormem três para sustentar sozinhas os seus filhos. Já sei que é outro assunto, mas ninguém as chama de heroína, ao contrário, sabemos a alcunha que costumam “ganhar”.
Heróico mesmo foi o povo que não teve o tratamento correto em 48 horas e faleceu.
Gislene Bosnich -
30/12/2009 - 10:29 Enviado por: Gislene Bosnich
Heroicização? Numa hora destas? É completamente desnecessário.
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É indiscutível a competência do médico, mas não dá para torná-lo herói – mesmo que seja nas entrelinhas.
Há muitas trabalhadores que dormem três para sustentar sozinhas os seus filhos. Já sei que é outro assunto, mas ninguém as chama de heroína, ao contrário, sabemos a alcunha que costumam “ganhar”.
Heróico mesmo foi o povo que não teve o tratamento correto em 48 horas e faleceu.
Gislene Bosnich -
30/12/2009 - 12:42 Enviado por: joão francisco de oliveira
Em meio a tanta imundície da política brasileira, anima-nos ver que existe pessoas abnegadas como o Dr. Davi Uip, que Deus o abençoe e lhe dê muitos anos de vida para continuar sua missão.
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30/12/2009 - 17:39 Enviado por: Dalton
Parabéns Doutor e que Deus recompece você e sua família.
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04/01/2010 - 00:56 Enviado por: Waldomiro Pompiani Milanesi
Doutor David Uip.
“Sou pessimista em relação ao futuro porque o vejo como uma época turbulenta. Mas lá no fundo do meu coração sou bastante otimista porque o vejo como uma época de grandes oportunidades para inúmeras pessoas que nunca pensaram que pudessem realmente fazer alguma diferença no mundo”.
( CHARLES HANDY 2001 )Sua sabedoria faz a diferença e é imprescindível para todos nós Brasileiros e milhares de pessoas por todo o mundo.
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