Oferta de imóveis amplos deve crescer na capital paulista
7 de maio de 2013 | 10h39
Redação
GUSTAVO COLTRI
Se o crescimento das oportunidades de compra do primeiro imóvel nos últimos anos, com prazos mais longos de financiamento e juros mais baixos, alavancou a procura por unidades menores, ele também vai impulsionar o desenvolvimento dos apartamentos com metragens amplas no futuro próximo, segundo representantes do setor.
“Temos percebido que há o aumento da demanda por unidades com mais de 100 metros quadrados”, diz o diretor de atendimento da imobiliária Lopes, João Henrique. “São pessoas que compraram a primeira unidade há cinco, seis anos e agora já estão com família maior, precisando de um tipo de apartamento maior.”
De acordo com dados da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), as unidades com, pelo menos, 100 m² representam 16% de todos os imóveis lançados na cidade de São Paulo entre janeiro de 2012 e março deste ano.
“A tendência é de que esse patamar suba, em quatro, cinco anos, para os 20% ou 25%”, diz o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Claudio Bernardes. Ele lembra que a maior parte dos financiamentos imobiliários concedidos pela Caixa Econômica Federal, principal instituição do País quando o assunto é crédito imobiliário, refere-se a primeiras aquisições.
Outro estudo, da Lopes Inteligência de Mercado, sobre os lançamentos dos últimos três anos na capital mostra que os apartamentos com metragens partindo de 110 metros quadrados somaram mais de 11 mil unidades</IP> – 47,9% delas com até 149 m².
Segundo a pesquisa, cerca de 3 mil imóveis ainda estão em comercialização na cidade. Os preços médios da quantidade ofertada é de R$ 7.950 por metro quadrado na faixa de 100 m² a 129 m² e de R$ 12.150 nas residências de 300 m² a 349 m².
A maior parte dos lançamentos está localizada em bairros de renda média ou alta. A zona de valor com o maior número de lançamentos foi a Mooca, seguida por Santana, Perdizes, Morumbi e Tatuapé.
“A demanda desses imóveis passa pela renda. Se vamos lançar produtos em terrenos comprados hoje, o preço de venda deve ser de, pelo menos, R$ 6 mil por m². Menos do que isso, a renda dos compradores não é possível”, diz o diretor de incorporação da Brookfield Incorporações, Ricardo Laham.
Ele estabelece alguns limites para os projetos amplos com padrão médio ou alto: Interlagos na zona sul, Vila Carrão na zona leste, Santana na zona norte e Vila Anastácio na zona oeste. Entre as opções oferecidas pela empresa, figuram o Panamby Penthouses, na região do Morumbi, com unidades de três dormitórios e metragens variando de 148m² a 178m².
A incorporadora Eztec aposta particularmente na zona sul, a campeã de novos produtos amplos em São Paulo. Este ano, e empresa apresentou ao mercado o Splendor Vila Mariana, com 80% das unidades vendidas no lançamento, e o Le Premier Paraíso, com 60%. Há ainda previsões de produtos imobiliários na Vila Mascote. “O mercado está bem comprador para empreendimentos de luxo, com preço de metro quadrado entre R$ 11 mil e R$ 14 mil”, acredita o publicitário da companhia Alexandre Tagawa.
Produto. Em Moema, o empreendimento Araguari 561, fruto da parceria entre a Alfa Realty e MDL, ilustra o perfil mais típico de imóveis grandes. Ele oferece a área comum recheada de itens de lazer próprios para o uso familiar, além de apartamentos com living ampliado para valorizar atividades sociais dos ocupantes. “As pessoas podem criar na sala quatro, cinco ambientes diferentes”, diz o sócio da Alfa Realty, Eudoxios Anastassiadis.
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