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Oferta de imóveis amplos deve crescer na capital paulista

7 de maio de 2013 | 10h39

Redação

GUSTAVO COLTRI

Se o crescimento das oportunidades de compra do primeiro imóvel nos últimos anos, com prazos mais longos de financiamento e juros mais baixos, alavancou a procura por unidades menores, ele também vai impulsionar o desenvolvimento dos apartamentos com metragens amplas no futuro próximo, segundo representantes do setor.

“Temos percebido que há o aumento da demanda por unidades com mais de 100 metros quadrados”, diz o diretor de atendimento da imobiliária Lopes, João Henrique. “São pessoas que compraram a primeira unidade há cinco, seis anos e agora já estão com família maior, precisando de um tipo de apartamento maior.”

De acordo com dados da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), as unidades com, pelo menos, 100 m² representam 16% de todos os imóveis lançados na cidade de São Paulo entre janeiro de 2012 e março deste ano.

 

 

“A tendência é de que esse patamar suba, em quatro, cinco anos, para os 20% ou 25%”, diz o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Claudio Bernardes. Ele lembra que a maior parte dos financiamentos imobiliários concedidos pela Caixa Econômica Federal, principal instituição do País quando o assunto é crédito imobiliário, refere-se a primeiras aquisições.

Outro estudo, da Lopes Inteligência de Mercado, sobre os lançamentos dos últimos três anos na capital mostra que os apartamentos com metragens partindo de 110 metros quadrados somaram mais de 11 mil unidades</IP> – 47,9% delas com até 149 m².

Segundo a pesquisa, cerca de 3 mil imóveis ainda estão em comercialização na cidade. Os preços médios da quantidade ofertada é de R$ 7.950 por metro quadrado na faixa de 100 m² a 129 m² e de R$ 12.150 nas residências de 300 m² a 349 m².

A maior parte dos lançamentos está localizada em bairros de renda média ou alta. A zona de valor com o maior número de lançamentos foi a Mooca, seguida por Santana, Perdizes, Morumbi e Tatuapé.

“A demanda desses imóveis passa pela renda. Se vamos lançar produtos em terrenos comprados hoje, o preço de venda deve ser de, pelo menos, R$ 6 mil por m². Menos do que isso, a renda dos compradores não é possível”, diz o diretor de incorporação da Brookfield Incorporações, Ricardo Laham.

Ele estabelece alguns limites para os projetos amplos com padrão médio ou alto: Interlagos na zona sul, Vila Carrão na zona leste, Santana na zona norte e Vila Anastácio na zona oeste. Entre as opções oferecidas pela empresa, figuram o Panamby Penthouses, na região do Morumbi, com unidades de três dormitórios e metragens variando de 148m² a 178m².

A incorporadora Eztec aposta particularmente na zona sul, a campeã de novos produtos amplos em São Paulo. Este ano, e empresa apresentou ao mercado o Splendor Vila Mariana, com 80% das unidades vendidas no lançamento, e o Le Premier Paraíso, com 60%. Há ainda previsões de produtos imobiliários na Vila Mascote. “O mercado está bem comprador para empreendimentos de luxo, com preço de metro quadrado entre R$ 11 mil e R$ 14 mil”, acredita o publicitário da companhia Alexandre Tagawa.

Produto. Em Moema, o empreendimento Araguari 561, fruto da parceria entre a Alfa Realty e MDL, ilustra o perfil mais típico de imóveis grandes. Ele oferece a área comum recheada de itens de lazer próprios para o uso familiar, além de apartamentos com living ampliado para valorizar atividades sociais dos ocupantes. “As pessoas podem criar na sala quatro, cinco ambientes diferentes”, diz o sócio da Alfa Realty, Eudoxios Anastassiadis.

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Cliente de imóvel amplo tem 36 anos e ganha R$ 15 mil

 

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7 de maio de 2013 | 10h38

Redação

GUSTAVO COLTRI

O consumidor mais típico dos imóveis com mais de 100 metros quadrados na cidade de São Paulo tem 36 anos. Essa é a mediana das idades dos adquirentes nos três últimos anos, de acordo com o levantamento feito com 1.354 adquirentes pela Lopes Inteligência de Mercado.

O empresário Arthur Ramos é um desses paulistanos. Ele adquiriu uma unidade no lançamento Araguari 561, com a intenção de garantir a qualidade de vida de sua família. O apartamento fica nas proximidades do Parque do Ibirapuera.
“Eu procurava um apartamento que fosse em um prédio de uma unidade por andar, mas que não fosse muito grande”, diz Ramos. O empreendimento residencial tem unidades de quatro dormitórios e metragens partindo dos 184 m².

Renda. A pesquisa da Lopes também identificou o perfil de renda familiar dos consumidores. O grupo mais representativo de compradores possuía remuneração mensal variando entre R$ 15.000 e R$ 19.999, com 22% dos entrevistados.

A segunda faixa mais comum entre os consultados tinha renda entre R$ 10.000 e R$ 14.999, com 21%. Logo em seguida, com 20% dos respondentes, figurava o conjunto de pessoas com remuneração entre R$ 20.000 e R$ 29.999. A mediana de renda familiar dos adquirentes alcança os R$ 15.000, segundo o estudo.

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Oferta de unidades amplas deve crescer na capital paulista

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Residenciais com 20 metros quadrados se tornam realidade em São Paulo

4 de maio de 2013 | 10h27

Redação


VN Turiassu. Menor planta do edifício tem 21 m² (Imagem: Divulgação)

 

GUSTAVO COLTRI

Os imóveis supercompactos deixaram de ser apenas um assunto curioso sobre a vida em grandes cidades do mundo, como Tóquio, Paris e Nova York. Eles se tornaram realidade também na cidade de São Paulo.
Desde o ano passado até março, 20 empreendimentos lançados ofereciam opções de apartamentos com até 35 m². Na última quarta-feira, um produto da incorporadora Vitacon, batizado de VN Turiassu, colocou à venda unidades com 21 m².

Não há oportunidades para excessos. Trata-se de um estúdio com espaço para uma cama de casal, um armário no vértice de duas paredes e uma área para a preparação de alimentos com 1,20 metro de largura, além de um banheiro amplo somente para a colocação de uma pia, de um sanitário e de um chuveiro. Um janelão tenta compensar o espaço dispensado em um possível terraço. E nada mais.

Uma das arquitetas da companhia, Danielle Cruz conta que o desenvolvimento dos projetos toma como base as dimensões mínimas dispostas no Código de Obras da cidade e alguns parâmetros de comodidade. “A planta deve permitir que a pessoa possa se mexer com conforto. É preciso, por exemplo, um espaço livre para se abrir a porta de um armário ou afastar a cadeira de uma mesa.”

Exigências legais também colocam limites à tendência de redução das metragens dos estúdios, segundo Danielle, inviabilizando projetos com unidades tão pequenas quanto quartos de hotel com perfil econômico – na casa dos 15 m². “A sala e os dormitórios devem ter pelo menos 5 m² cada um.”

Responsável por uma série de apartamentos decorados, a arquiteta Daniella de Barros, do escritório DP Barros Arquitetos Associados, reduz ao máximo a divisão de ambientes nos supercompactos para diminuir a sensação de aperto.

 


“Amplo”. Integração de dependências reduz aspecto de aperto nos studios (Imagem: Divulgação)

“A varanda, o living e a cozinha ficam unidos. E o mobiliário acaba pontuando os espaços internos”, diz. Outros artifícios, como a adoção do mesmo tipo de piso na maior parte da unidade, a utilização pontual de espelhos nas paredes e a prioridade para cores claras ajudam a criar um aspecto de amplitude no apartamento.

A mobília, quando possível, também deve ser a mais versátil possível, na opinião da arquiteta Andrea Teixeira, do escritório Andrea Teixeira & Fernanda Negrelli – Arquitetura e Interiores. “Eu diminuiria a quantidade de peças e daria uma multifunção a elas. É como divisão de barco. Tudo tem de ser pensado e dimensionado, mas precisa ser bem confortável.”

Várias são as alternativas de peças versáteis, segundo Andrea. As opções vão desde bancadas compartilhadas entre o living e a área da cozinha até camas retráteis e armários que escondem os itens domésticos em momentos de desuso.

Fora. Com espaço interno reduzido nas unidades, as áreas sociais ganharam importância. “Esses empreendimentos têm de oferecer uma lavanderia coletiva. Também é legal terem um espaço para a pessoa poder receber amigos, um salão de reuniões, uma cozinha gourmet e uma boa academia”, diz o vice-presidente comercial da imobiliária Abyara Brasil Brookers, Bruno Vivanco.

Na zona sul, o lançamento imobiliário Viaza 400 Campo Belo, nas proximidades do Aeroporto de Congonhas, aposta inclusive na sofisticação. O edifício, que terá unidades partindo dos 34 m², terá uma adega climatizada entre seus diferenciais na área comum.

“O público desses prédios é urbano, habituado com as tecnologias. É uma pessoa que precisa do mínimo para viver”, alega o superintendente comercial e de marketing da Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário, Ricardo Rocha Leal.

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“A gente exercita a criatividade”, diz moradora de supercompato

Opção por ‘apartamento mínimo’impõe desafios a moradores

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“A gente exercita a criatividade”, diz moradora de apartamento supercompacto

4 de maio de 2013 | 10h06

Redação


Em Paris. Ludmila escolheu há um mês imóvel pequeno, mas bem localizado (Imagem: Arquivo pessoal)

GUSTAVO COLTRI

A advogada e jornalista Ludmila Siqueira, de 37 anos, trocou no ano passado um apartamento de 100 m² em Brasília para viver com o marido em outro de escassos 25 m².

“Reduzimos muito as nossas posses para ‘cabermos’ no espaço novo. A minha impressão foi de liberdade: casa menor, menos objetos, mais fácil de manter e cuidar. Meu marido passou por um choque inicial, mas, uma semana depois, estava adaptadíssimo”, conta ela, que passou um semestre na unidade e, há um mês, mora em outra ainda menor em Paris.

Abrir mão dos objetos que tinha foi, segundo ela, o maior desafio da mudança para um apartamento tão compacto – grande apenas para o essencial. “O lado bom é que a gente exercita a criatividade.”

Pelo pouco espaço à disposição, Ludmila não abre mão de uma cama e de um sofá de boa qualidade. Também dá prioridade a armários bem planejados porque, em um ambiente reduzido, poucos objetos fora do lugar transformam facilmente o ambiente em bagunça.

O casal prefere imóveis com dormitório separado para preservar a privacidade – na unidade em Paris, a cama está instalada em um mezanino de 6 m², cuja proximidade com o teto impede que eles fiquem de pé.
Para os potenciais usuários de imóveis pequenos, Ludmila recomenda atenção especial à localização. “É muito importante: um apartamento minimalista perto de um parque ou da praia, por exemplo, é muito ‘maior’ do que sua área útil.”

Na capital francesa, ela aproveita a disposição da unidade em que mora para explorar as belezas da cidade. “O apartamento está no Marais. É um bairro típico de Paris, com aqueles predinhos lindos e comércio local, biblioteca pública, praça com laguinho. E dá para ir a pé ao Hotel de Ville, à Catedral de Notre-Dame e ao Museu do Louvre”, conta.

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Opção por ‘apartamento mínimo’ impõe desafios a moradores

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Opção de morar em ‘apartamento mínimo’ impõe desafios a moradores

4 de maio de 2013 | 10h05

Redação

Viver em um apartamento pequeno não é para qualquer um, de acordo com o professor de psicologia social e do trabalho Gustavo Martinelli Massola, da Universidade de São Paulo (USP). “Essa escolha depende muito de uma espécie de projeto identitário que fazemos para nós mesmos. Não é possível dizer que ela é boa ou ruim.”

A tolerância ou o incômodo insuportável ocorrem, segundo ele, de acordo com as prioridades de vida do morador e o papel do imóvel neste plano. “Para um jovem que acabou de chegar a São Paulo e em que o projeto identitário tenha a ver com conhecer a vida cultural da cidade, pode ser melhor morar em um apartamento pequeno em uma área central do que em um bem maior na periferia.”

Massola diz que o problema pode surgir em situações em que a unidade se coloca como um obstáculo para o projeto pessoal dos indivíduos. “Se uma pessoa quer, por exemplo, constituir família, mas se depara com a condição de poder comprar apenas um imóvel pequeno, pode haver frustração.”

Sem-teto’. Ainda que o projeto de vida dos compradores esteja de acordo com a proposta dos apartamentos, há um desafio cultural de se escolher um pequeno estúdio como moradia, na opinião do especialista. A realocação externa de dependências tradicionalmente privativas, como a área de serviço, poderia gerar a sensação de falta de pertencimento ao lar por parte dos ocupantes.

“A imagem que nós, brasileiros, temos da nossa casa é de um imóvel autosustentável, em que podemos realizar nossas atividades privadas, lavar a nossa roupa e tomar banho.”
Massola ressalta que esse desconforto não existe em outros países mais habituados com ambientes compartilhados. Haveria também a possibilidade de os brasileiros se adaptarem ao novo conceito de lar, eliminando as fontes de tensão.

O incômodo na unidade poderia ser causado ainda pela relativa superpopulação do ambiente – possível, no caso de um supercompacto, com a convivência de um casal. Segundo o especialista, cada indivíduo tem um espaço pessoal, uma área que deve ser respeitada para preservar a própria privacidade. “Aceitamos melhor a invasão do nosso espaço pessoal por pessoas íntimas. Mas só toleramos isso por um tempo. Depois, a situação gera frustração, que pode criar tensão na relação do casal.”

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Trajetória de alta de preços em Miami incentiva investidor

30 de abril de 2013 | 16h08

Redação


 Crescimento. Nova expansão do mercado também criou opção de negócios na planta (Imagem: Divulgação)

GUSTAVO COLTRI

Se a baixa dos preços foi o mote da invasão brasileira no mercado imobiliário do sul da Flórida há três anos, agora o crescimento deles é o que motiva a compra de propriedades no destino norte-americano. E, cada vez mais, as aquisições ganham ares de investimento.

Regiões badaladas pelos incorporadores locais acumulam alta de mais de 20% nos valores desde o início do ano passado. De acordo com a consultora imobiliária Yara Gouveia, da Elite International Realty, o metro quadrado médio em Sunny Isles Beach, próximo à região de Aventura, a 20 quilômetros ao norte do centro de Miami, saltou de US$ 4,5 mil para US$ 5,5 mil nos últimos 12 meses. Já Brickell, ao sul e próximo de Downtown, teve no período aumento de aproximadamente 17%, passando dos US$ 3,5 mil médios para US$ 4,1 mil.

“As condições atuais e o ambiente para negócios nos EUA estão favoráveis a brasileiros. Os bancos estão com liquidez e interessados em financiar estrangeiros, com 35% de entrada e juros de 4% ao ano. Outro atrativo é o processo de compra, bastante transparente e fácil.”

Mesmo considerando os efeitos da variação, o preço dos imóveis em Miami, segundo Yara, ainda está 40% abaixo do verificado em 2007, um ano antes dos estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos.

“Passamos daquela fase da crise. E, no ano passado, os empreendedores começaram a lançar novos empreendimentos”, diz Chris Brooks, sócia-diretora da imobiliária Chris Brooks. Para ela, a subida nos valores do metro quadrado ofertado no sul da Flórida acompanha a recuperação da economia americana e cria condições para quem quer aproveitar este novo momento de expansão.

“Eu diria que o brasileiro ainda é um dos principais compradores de Miami, mas hoje há também um perfil diferente: o investidor.” Há, segundo Chris, tanto consumidores de imóveis prontos, interessados nas rendas de aluguel, quando de unidades na planta, ávidos pelos retornos da revenda dos bens após a construção.

Os negócios imobiliários nos Estados Unidos apresentam-se ainda como uma alternativa de fuga para poupadores brasileiros frente às instabilidades econômicas enfrentadas atualmente no País, na opinião da diretora da área internacional da Coelho da Fonseca, Gabriela Duva.


Marina Palms. Apartamento de R$ 196 m¹ é vendido por US$ 666 mil (Imagem: Divulgação) 

“O cliente quer diversificar. Ele compra em dólar e conta com a valorização do imóvel”, afirma. Por aqui, a alta de 1,94% da inflação oficial acumulada no primeiro trimestre superou a rentabilidade da maior parte das aplicações financeiras, caso, por exemplo, da renda fixa e da caderneta de poupança.

Para a CEO da consultoria Hibou Monitoramento de Mercado e Consumo, Ligia Mello, o bom momento para aquisições no sul da Flórida, deve perdurar por todo o ano até se estabilizar em novos patamares, mais elevados, a partir de 2014. “O juro nos EUA está muito mais baixo do que no Brasil. E como está havendo a valorização, o comprador sabe que terá um valor muito maior no futuro”, diz

Oferta. As opções disponíveis em Miami custam a partir de US$ 200 mil, segundo Yara. No entanto, em regiões como Brickell, uma unidade de dois dormitórios custaria pelo menos o dobro, e, em Aventura, um apartamento usado de mesma tipologia seria vendido por ao menos 50% a mais do que o valor piso.

Os imóveis de alto padrão também são muito procurados pelos brasileiros e oferecem boas oportunidades. Um apartamento de 196 m² no lançamento Marina Palms, próximo a Aventura, está avaliado em US$ 666 mil. Além disso, há opções em regiões em desenvolvimento como Hollywood Miami, Midtown e Design District.

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Aluguel é objetivo de quase um terço dos compradores brasileiros em Miami

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30 de abril de 2013 | 16h05

Redação

Sozinhos, os brasileiros foram responsáveis por 12% das comercializações de imóveis no sul da Flórida, no ano passado. E quase um terço deles consideravam utilizar o novo bem como ferramenta de investimento.

De acordo com A Associação dos Corretores de Miami, 14,52% dos compradores de 2012 pretendiam gerar renda com a locação da habitação. Outros 16,13% tinham como intenção aproveitar a unidade durante as férias familiares, além utilizar a propriedade eventualmente para aluguel.

A maior parte dos brasileiros, com 41,94% do total de adquirentes na região, ainda busca um espaço apenas para descanso. A pesquisa da entidade norte-americana mostra ainda que 3,23% dos proprietários provenientes do País manifestaram a vontade de ocupar o bem como casa pós-aposentadoria. E 6,45% não souberam dizer com precisão a finalidade da compra.

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São Paulo recebe 43% mais imóveis no primeiro trimestre

22 de abril de 2013 | 15h03

Redação

GUSTAVO COLTRI

Depois de pisar no freio em 2012, o mercado de lançamentos da capital paulista surpreendeu no primeiro trimestre deste ano. Foram lançadas na cidade 5.321 unidades residenciais de janeiro a março, o que representa alta de 43,92% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados levantados pela Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).

O crescimento também é expressivo se a análise considerar a quantidade de empreendimentos: eles passaram de 61 em 2012, distribuídos em 70 torres, para 116, divididos em 133 prédios.

Para esta época do ano, o resultado de 2013 pode ser considerado bom, mesmo na comparação com os anos mais aquecidos do mercado. Apenas 2010, quando o Produto Interno Bruto (PIB) do País avançou 7,5%, teve um primeiro trimestre com número maior de unidades, com 6.193 imóveis.

Em relação aos três últimos meses de 2012 – como já era de se esperar, já que a tendência é de aquecimento do mercado imobiliário no decorrer do ano – , houve redução. De outubro a dezembro, 11.585 imóveis foram lançados em São Paulo, 117% a mais do que no início de 2013.

Oito em cada dez novos imóveis colocados à venda na cidade até março pertenciam a edifícios – no período, apenas 678 unidades foram registradas em condomínios horizontais pelo levantamento da Embraesp.

Os imóveis de dois dormitórios continuam sendo os mais comuns, confirmando a tendência dos últimos anos. Houve 2.459 novas unidades dessa tipologia no município. Logo em seguida, as propriedades de três dormitórios chegaram a 1.184, seguidas pelos compactos de até um dormitório, com 905, e de quatro ou mais dormitórios, com 773.

Na média, o valor do imóvel lançado na cidade de janeiro a março ficou em R$ 657.781, e o metro quadrado, em R$ 7.927. Proporcionalmente, as unidades de até um dormitório foram as mais valorizadas, com metro quadrado avaliado em R$ 10.918. No outro extremo, as unidades de dois dormitórios apresentaram metro quadrado ao custo médio de R$ 5.963.

Atípico. O desempenho do primeiro trimestre não deve se tornar regra por conta de algumas excepcionalidades, de acordo com especialistas no mercado imobiliário. Em março, por exemplo, a cidade recebeu os primeiros prédios do megaempreendimento Jardim das Perdizes, da incorporadora Tecnisa em parceria com a PDG Realty. Sozinho, ele foi responsável por 472 unidades de quatro dormitórios colocados à venda na capital no trimestre.

O presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo, Claudio Bernardes, também acredita que a mudança do sistema de licenciamento de projetos na Prefeitura para uma plataforma eletrônica no fim do ano passado tenha gerado o represamento de alguns lançamentos de 2012.

“Se considerarmos também o bimestre, vamos ver que as vendas em São Paulo tiveram um porcentual menor do que no ano passado (-12,7%). Mas o mercado continua forte dentro de uma certo equilíbrio. A variação de preço foi de 1,4% no período, que é de estabilidade.”

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Contratação de empresa de segurança requer atenção especial de síndicos

20 de abril de 2013 | 9h37

Redação

GUSTAVO COLTRI

Ora guarda-chuvas ora guarda-sóis, as sombrinhas chamam a atenção de quem passa nas ruas nobres da capital paulista. Elas protegem das intempéries do clima alguns engravatados com a árdua missão de proteger condomínios residenciais na cidade.

Não raramente, os vigias invadem parte de calçadas, expondo-se aos perigos da rua e ao âmbito da ilegalidade. De acordo com a Lei 7.102/1983, que dispõe sobre a atividade de segurança privada no País, a abrangência da vigilância patrimonial se esgota nos limites da propriedade – por isso, alguns condomínios reservam um recuo para a instalação dos profissionais dentro do terreno.

O serviço de guarda exige autorização da Polícia Federal e é realizado por empresas especializadas. Pelo risco inerente, ele pede que os gestores dos edifícios tomem cuidados no momento da escolha das terceirizadas.  “No caso de um incidente, o segurança que se sentir prejudicado pode processar a empresa que o empregou e, de forma subsidiária, o condomínio”, diz a especialista em direito do trabalho Marcia Regina Assis Del Giudice, do escritório Moreau & Balera Advogados. Isso significa que, se a empregadora não puder saldar a dívida com profissional, o edifício será responsabilizado.

Para evitar sustos, um ponto essencial, de acordo com o especialista em direito imobiliário Marcelo Tapai, é analisar a estrutura e as práticas da terceirizada. Ele recomenda que os condomínios verifiquem se a empresa tem patrimônio capaz de suprir eventuais condenações judiciais. Além disso, que peçam para as prestadoras de serviço apresentar comprovantes de pagamento salarial, contribuições previdenciárias e eventuais direitos específicos da categoria.

Novidade. A advogada Mônica Giannantonio, da administradora Oma, chama a atenção especial para o cumprimento da Lei 12.740/2012, publicada em dezembro e que acrescentou um inciso ao artigo 193 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O novo texto incluiu os vigias na lista dos trabalhadores com direito a adicional de periculosidade de 30% na remuneração.

Há 120 mil vigilantes, distribuídos em cerca de 400 empresas, no Estado de São Paulo. O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Vigilância (Abrevis) e diretor do Sindicato das Empresas de Segurança do Estado de São Paulo(Sesvesp), José Jacobson Neto, diz que os potenciais clientes devem buscar em três principais fontes informações dos prestadores de serviço no mercado: a Abrevis (www.abrevis-seg.com.br), a Federação de Trabalhadores em Segurança e Vigilância Privada, Transporte de Valores, similares e Afins do Estado de São Paulo (Fetravesp), no site www.fetravesp.org.br, e a Polícia Federal. “É também importante fazer prospecção em condomínios que já conheçam a empresa. “

Jacobson Neto lembra que, por decisão em convenção coletiva, os vigilantes têm direito a plano de saúde com cobertura de 100% e auxílio funeral (se for o caso). As empresas também assumiriam todas as responsabilidades pelos funcionários em disputas judiciais. “Nós pedimos a exclusão do tomador do serviço – o condomínio – do polo passivo da ação em uma demanda trabalhista”, garante.

Segundo o diretor de operações da empresa de segurança Verzani & Sandrini, Ademar Barbosa, a colocação de seguranças em áreas mais expostas somente ocorre após a realização de uma análise de riscos, da elaboração de um plano de segurança individualizado e somente se o condomínio tiver condições adequadas. “Se avaliarmos que, naquela área, o segurança não tem a visão e a iluminação adequadas, não recomendamos”, explica. A Verzani Sandrini investe em treinamentos de atenção e percepção para os vigilantes antes de colocá-los em ação. “O segurança não pode lidar com o elemento surpresa. Quem gosta disso é o assaltante.”

Os funcionários não fazem uso de armas de fogo durante as rondas e, se o assalto é inevitável, a recomendação da empresa é clara: não reagir aos bandidos e comunicar a equipe interna por meio de rádio. Ela teria a missão de pedir auxílio à autoridades.

 

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Arte agora chega às fachadas dos lançamentos imobiliários

15 de abril de 2013 | 15h48

Redação


 (Imagem: Divulgação)

ELI SERENZA - Especial para o Estado

Obras de arte em prédios geralmente ficam disponíveis apenas para poucos privilegiados, que transitam nos espaço fechados onde são mantidas. Mas incorporadoras e construtoras vêm mudando esse panorama.

Projeto das empreendedoras Stan e Yuny, por exemplo, vai permitir que os habitantes do entorno do megacondomínio residencial Habitarte, previsto para ser lançado no Brooklin no próximo mês, também desfrutem trabalhos de artistas renomados. Como a escultura de 50 metros de altura assinada pelos irmãos Campana, artistas brasileiros de renome mundial. Ela preencherá um vão entre duas torres e será instalada em uma praça aberta que faz parte do projeto.

Na opinião do presidente da Eugenio Marketing Imobiliário, Carlos Valladão, a estratégia utilizada no novo empreendimento indica a necessidade de criar novidades para atrair o consumidor – ele diz que cada vez mais pessoas querem se sentir integradas à vizinhança.

“Esses compradores, uma espécie de vanguarda, trazem um conceito mais cosmopolita e têm motivações diferentes para escolher seu imóvel. As obras de arte e o convívio social certamente estão entre elas”, afirma. A tendência é confirmada pelo arquiteto Márcio Curi. Diariamente ele se depara com uma escultura de 40 metros instalada no saguão e que se projeta pelos 25 andares do edifício Arte Arquitetura Itaim, onde mora.

Segundo Curi, não há quem fique indiferente à obra, também de autoria dos irmãos Campana e que dá charme especial ao prédio, além de valorizar o imóvel. O apartamento foi comprado em 2009 pelo arquiteto, que pagou cerca de R$ 6,5 mil por metro quadrado. Hoje, ele garante que a unidade em seu nome vale exatamente o dobro.

A ideia de conviver com arte e abrir-se para a vizinhança vem ganhando espaço em grandes condomínios residenciais. Leyla Jacy, diretora de incorporação da Stan, acredita que a mudança atende aos anseios de um público especial formado por jovens executivos, solteiros ou recém-casados, sem pressa de constituir família, mas com bom poder aquisitivo e que compra imóveis cada vez mais cedo.

Para essa fatia do mercado, os espaços privados podem ser menores e a segurança deve ser garantida pela tecnologia cada vez mais avançada, segundo o diretor de incorporação da Yuny, Filipe Soares. A ideia é desfrutar os espaços comuns, onde as possibilidades de convívio são proporcionais ao tamanho da área e aos serviços oferecidos.


 (Imagem: Divulgação)

No caso do Habitarte, além da escultura colossal, o paisagismo será uma atração a parte – seu autor, Luiz Carlos Orsini, é o mesmo profissional responsável pelo projeto do Centro de Arte Contemporânea de Inhotim, em Brumadinho (MG), considerado o maior museu ao ar livre da América Latina.

Localizado no quarteirão formado pelas ruas Flórida, Nova York, Michigan e Califórnia em um terreno de 20 mil m², o condomínio tem projeto arquitetônico de Aflalo & Gasperini e será erguido em três fases.

A primeira torre será lançada em maio e terá 391 unidades, que variam entre 41, 61 e 81 m² de área útil, com uma ou duas suítes. O Valor Geral de Vendas (VGV) anunciado é de mais de R$ 1 bilhão, sendo R$ 250 milhões somente na primeira fase.

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