Radar Global - Estadao.com.br
ir para o conteúdo
 • 

Radar Global

Como os EUA usam os drones contra suspeitos de terrorismo?

Drones são aeronaves não tripuladas. São usadas tanto para vigilância quanto para assassinatos seletivos, que permitem ao Exército americano realizar operações sem colocar em risco seu pessoal. Há diversos tipos de drones. O MQ – 1B Predator é usado para o que os militares chamam de missões longas e de média altitude. Já o MQ – 9 Reaper é usado essencialmente em missões de bombardeio.

Os drones são controlados remotamente e têm sensores visuais que permitem uma operação com foco nos alvos. Os aviões carregam vários tipos de armas. O MQ-9 usa mísseis Hellfire guiados por laser.
Quantos ataques ocorreram e quantas pessoas morreram?

Segundo estimativa da New American Foundation, ONG americana que estuda o uso de drones, houve no Paquistão 369 ataques com drones desde que o programa começou em 2005, no governo de George W. Bush. Estima-se que esses ataques tenham matado entre 2 mil e 3,4 mil pessoas, dos quais aproximadamente 10% eram civis.

No Iêmen, a ONG registra desde 2010, 97 ataques, que mataram até 923 pessoas, das quais aproximadamente 10% eram civis também.
A estratégia é eficaz?

Apenas 2% dos mortos em ataques com drones eram alvos de alto nível, segundo levantamento independente do grupo Escritório de Jornalismo Investigativo Independente. Pesquisas feitas em universidades americanas independentes estimam que a política de ataques com drones tem graves efeitos colaterais, como traumas na população civis. Além disso, eles seriam ineficazes.

Outros países usam drones?

Mais de 70 países têm algum tipo de drone, mas poucos usam aviões não tripulados armados. Segundo a New American Foundation, apenas os EUA, China, Itália, Grã-Bretanha e Israel possuem drones armados. O Irã já apresentou um protótipo desses aviões.

Comente!

  • A + A -

Um drone americano matou pelo menos 13 pessoas na quinta-feira que participavam de um casamento no Iêmen. A estratégia de caçar suspeito de terrorismo em países como o Iêmen, Somália e Paquistão com aviões não tripulados têm provocado críticas dentro e fora dos Estados Unidos. Veja neste infográfico como os drones têm se espalhado rapidamente pelo mundo.

 

arte_drones_web.jpg

Comente!

  • A + A -

BOCA RATON, FLÓRIDA – Os candidatos à presidência dos Estados Unidos, o republicano Mitt Romney e o democrata Barack Obama, voltaram a se enfrentar nesta segunda-feira, 22, no último debate presidencial realizado nesta edição das eleições americanas, marcadas para 6/11. O debate teve perguntas sobre política externa, com moderação de Bob Schieffer, correspondente-chefe da CBS em Washington e âncora do programa Face the Nation.

A transmissão foi resultado de parceria entre o estadão.com.br, o YouTube e a rede de TV americana CNN. A enviada especial do Estado à Flórida, Denise Chrispim Marin, acompanhou o embate na Lynn University, na Flórida. De Nova York, a colunista Lúcia Guimarães e o correspondente Gustavo Chacra enviaram comentários e análises durante o debateAcompanhe abaixo.

0h35 – O debate termina e os candidatos se cumprimentam e trocam sorrisos.

0h33 – Romney critica a política de Obama e afirma querer que os empregos voltem ao país. “Washington está quebrada, mas eu sei o que é preciso para trazer esse país de volta. Agora é nossa vez. Peço o seu voto, gostaria de ser o novo presidente dos EUA.”

0h32 – Nas considerações finais, Obama afirma que nos últimos quatro anos “muitos progressos ocorreram”. “Vou garantir que os empregos voltem para o nosso país, vou garantir que tenhamos uma educação da melhor qualidade. Quero reduzir nosso déficit, mas não fazendo cortes desnecessários. “

0h29 – Lúcia Guimarães: Romney critica o resgate das montadoras de Detroit. Comentário que aliena Ohio.

0h27 – O presidente afirma que cortar investimentos governamentais das áreas de pesquisas e energia não fará os “EUA mais competitivo com a China.”

0h23 – Obama afirma que o problema dos empregos devem ser corrigidos com mais investimento no setor de energia e pesquisas.

0h20 – Romney cita a China dizendo que quer construir realções que beneficiem os EUA. “Vejo, ano após ano, fábricas fechando e pessoas perdendo o emprego porque a China não joga pelas regras.”

0h14 – Obama afirma que a estratégia de seu governo não era apenas ir atrás de Bin Laden. “Fizemos alianças com diversos países para manter a democracia.”

0h12 – Questionado sobre o uso de drones, Romney afirma que tudo deve ser usado para proteger os americanos e seus aliados de ameaças.

0h11 – O mediador questiona se é o momento de cortar relações com o Paquistão. Romney afirma que não.

0h08 - Obama afirma que as ações foram planejadas e que agora as tropas americanas podem deixar o Afeganistão porque eles estçao preparados para assumir o controle.

0h05 – O mediador pergunta o que os candidatos fariam caso o prazo (2015) para a retirada total das tropas do Afeganistão chegasse e o povo não estive pronto para governar por conta própria.

2012_10_23T012018Z_01_WHT207_RTRMDNP_3_USA_CAMPAIGN.JPG

0h03 – Obama critica, mais uma vez, a postura contraditória de Romney. “Hoje você concorda com a retirada dos soldados do Iraque, mas semanas atrás disse que deveríamos ter mais homens lá.”

0h01 – O mediador questiona os candidatos sobre o que fariam caso o primeiro-ministro de Israel lhes telefonasse dizendo que um míssel estava a caminho do Irã. Romney responde que a relação que tem com o primeiro-ministro não permitiria esse telefonema porque a decisão não seria tomada sem uma discussão.

23h58 – A CNN perguntou aos espectadores e internautas quem eles acham que está vencendo o debate, que já passou da primeira metade. As respostas estão equilibradas por enquanto.

23h57 – Lúcia Guimarães: “Romney repete frase estúpida: ‘Obama estreou numa turnê de desculpas pelo mundo’. É mentira, nem republicanos com QI de 3 dígitos levam a sério”.

23h56 – Romney acusa o governo de Obama se não ser rigoroso com o Irã.

23h54 - Obama afirma que o tempo está passando e que, se o Irã não acatar a pressão da comunidade internacional, tudo será feito para evitar que o país tenha uma arma nuclear.

Lúcia Guimarães: Obama: “Enquanto eu for presidente o Irã não vai adquirir uma bomba nuclear. Sanções estão funcionando a economia iraniana está em frangalhos.”

23h51 – O mediador cita as recentes notícias de que os EUA e o Irã sentariam para discutir o programa nuclear iraniano. Obama afirma que as notícias são “mentira”.

Chacra: “Bem perguntado: ‘Por que os EUA viveram com a União Soviética nuclear e não conseguiriam com o Irã?”

23h49 – Romney afirma que, se eleito presidente, os EUA estarão ao lado de Israel em retaliação a um ataque, “até mesmo militarmente.”

Chacra: Romney repete exatamente a mesma coisa que o Obama disse. Os dois são iguais em relação ao Irã. Não existe diferença.

7e74efd142d24350adfd69129de8851a_7e74efd142d24350adfd69129de8851a_0.jpg

23h48 – Obama concorda que um Irã com armas nucleares é uma ameaça. O presidente afirma que as sanções possibilitam ao Irã escolher entre um “caminho diplomático para deixar o programa nuclear ou enfrentar as Nações Unidas.”

23h44 – Romney e Obama debatem sobre a estratégia militar dos EUA e os investimentos no setor.

23h42 – Lúcia Guimarães: “Este debate quase não é sobre política externa. É para indecisos preocupados com economia. Obama defensivo, Romney vai bem.”

23h41 – O presidente dos EUA critica a proposta de Romney de aumentar os investimentos no setor militar do país.

23h38 – Obama afirma que para melhorar a economia, é preciso investir em educação, “formar melhores professores, cientistas.”

23h36 – O republicano afirma que é preciso melhorar a economia dos EUA e para isso, um dos objetivos é ter a independência energética. Romney cita que o momento é propício para se trabalhar com a América Latina.

23h34 – O correspondente do Estado em Nova York, Gustavo Chacra, lembra que o Brasil ainda não foi mencionado no debate, focado apenas em política externa. “Romney tenta incluir economia no debate”, comenta o jornalista.

23h33 – Obama afirma que ao retirar as tropas do Iraque, foi possível direcionar os custos com a intervenção para outros setores.

23h32 – Lúcia Guimarães: Obama: “Estamos dando ajuda humanitária e tentando mobilizar as forças moderadas na Síria, em consultas com Israel, Turquia e outros aliados”. “Temos que reconhecer também que nos envolver mais na Síria é um passo sério, não adianta dar armas para quem pode se voltar contra nós.”

23h30 – Respondendo ao moderador sobre o papel dos EUA no mundo, o republicano afirma que o país tem a responsabilidade e o privilégio de liderar a luta pela liberdade.

23h28 – Romney volta a dizer que o Irã, com as declarações do presidente Mahmoud Ahmadinejad, é uma ameaça à segurança.

23h26 – O último debate ocorre no 50º aniversário do anúncio, feito pelo então presidente John F. Kennedy, de que mísseis soviéticos haviam sido colocados em Cuba, o que deu início à Crise dos mísseis. O fato foi lembrado pelo moderador na abertura do debate (na foto abaixo).

2012_10_23T011924Z_01_BRO517_RTRMDNP_3_USA_CAMPAIGN.JPG

23h25 – Questionado se tinha algum arrependimento por dizer que o presidente egípcio Hosni Mubarak deveria deixar o poder, Obama responde que não.

23h23 – Romney afirma que não pretende levar tropas americanas para lutar na Síria, mas que é preciso derrubar Assad e ter um novo governo, bem armado, em seu lugar.

23h22 – O democrata afirma que a intervenção na Líbia foi feita de forma cautelosa, sabendo com “quem estávamos lidando”.

23h19 – Romney afirma que a Síria é o único aliado do Irã no Oriente Médio atualmente. Para o republicano, é preciso reorganizar o governo na Síria, trabalhando com países aliados.

23h18 – Obama responde dizendo que os EUA colocaram sua opinião – de que Assad deve deixar o poder – para a comunidade internacional, aplicaram sanções contra a Síria e ajudaram a oposição síria.  “Estou confiante de que os dias de Assad estão contados.”

23h16 – O mediador inicia o segundo tópico da noite: a guerra civil na Síria.

23h15 – O presidente dos EUA afirma que é preciso garantir a segurança de minorias religiosas e as mulheres.

23h14 – Obama critica o fato de Romney ter dito que o inimigo n° um dos EUA na questão de segurança era a Rússia. Romney rebate dizendo que é o Irã.

23h13 – Chacra: Romney lembra bem de Mali, mas erra ao dizer que regime de Assad matou 30 mil. Este é o número total de mortos, incluindo os pró-Assad.

23h11 – Lúcia Guimarães: Romney aparenta calma, menos agressividade.

23h10 – Romney afirma que é preciso ajudar os países do Oriente Médio com educação, oportunidades e leis.

23h08 – Obama começa respondendo que sua prioridade é a “segurança dos americanos”. Ele lembra o fim da guerra no Iraque e a consequente morte de Bin Laden. “Vamos atrás dos que mataram os americanos e levá-los a Justiça, mas precisamos lembrar as melhorias que ocorreram na Líbia”, diz o presidente sobre a questão da morte do embaixador dos EUA em Benghazi.

23h06 – Mitt Romney inicia respondendo. Ele afirma que a pergunta é de grande interesse do mundo e, principalmente, da América. O republicano cita a Primavera Árabe e as mudanças que ocorrem no Oriente Médio. Romney cumprimenta o presidente Obama pela perseguição ao “terrorista Osama bin Laden”.

DEBATE_LEDEALL_33.JPG

23h04 - O mediador inicia o debate questionando os candidatos sobre o que ocorreu na Líbia, resultando na morte do embaixador dos EUA.

23h02 – Barack Obama e Mitt Romney entram para iniciar o debate.

22h43 – O debate da semana passada terminou com a revelação de um Obama mais incisivo, que não foi visto no primeiro duelo. Na opinião de especialistas, uma questão de política externa, sobre o ataque que matou o embaixador americano na Líbia no dia 11 de setembro, foi decisiva para vitória de Obama.

22h39 – Faltando pouco mais de 20 minutos para o início do último debate, aproveite para relembrar como foram os debates anteriores: 1º debate entre Romney e Obama, 2º debate entre os presidenciáveis e o debate entre os candidatos à vice-presidência, Joe Biden e Paul Ryan.

22h37 – O senador republicano John McCain conversa neste momento com a moderadora do último debate, Candy Crowley. McCain é a única pessoa a ter debatido tanto com Obama (na corrida eleitoral em 2008) quanto com Romney (na disputa pela nomeação republicana).

22h36 – Faltam pouco mais de 20 minutos para o início do debate presidencial. Acompanhe pelo Radar Global.

22h33 - Logo após o encerramento do debate acompanhe, ao vivo, uma conversa entre os jornalistas Lúcia Guimarães, Gustavo Chacra, Lourival Sant’Anna e Gabriel Toueg pelo Hangout. Eles comentarão e analisarão o desempenho dos candidatos esta noite e ao longo das últimas semanas.

22h29 – A disputa está acirrada nos EUA. Veja no infográfico abaixo os números Estado a Estado da guerra pelos votos (clique para ampliar e para ver os números da última eleição, em 2008), bem como o avanço de Obama e Romney nas pesquisas, eventos e financiamento de campanha.

ESPECIAL: A guerra pelos votos nos Estados Unidos

 

22h22 – Falta pouco mais de meia hora para o início do último debate presidencial entre Obama e Romney. Acompanhe.

22h11 – Assista ao depoimento de eleitores americanos ao repórter especial Lourival Sant’Anna, que percorreu 10 cidades de 5 Estados americanos nas últimas semanas. Na foto, um eleitor que se diz indeciso posa ao lado de figuras de Romney e Obama em Boca Raton, onde ocorre o debate hoje à noite.

2012_10_22T222204Z_01_BRO109_RTRMDNP_3_USA_CAMPAIGN.JPG

22h08 – Assista, na TV Estadão (abaixo) o comentário do repórter especial Lourival Sant’Anna sobre a polarização nos EUA. O país “está completamente dividido”, afirma.

 

22h06 – Leia no Radar Global alguns detalhes sobre os candidatos Mitt Romney e Barack Obama.

22h03 – A CNN exibe nesta momento as primeiras cenas do local do debate desta noite, que já vai ficando cheio uma hora antes do início. O ex-presidente Bill Clinton concedeu entrevista à rede americana. A entrevista vai ao ar dentro de minutos.

22h02 – Que país é esse? Ainda do jornalista Uri Friedman, do Washington Post: em 2010, 71% dos americanos disseram acreditar que o Irã já tinha armas nucleares. A pesquisa foi feita na ocasião pela rede de TV CNN.

22h – Falta uma hora para o início do debate presidencial entre Romney e Obama. Este será o último embate da eleição 2012.

21h57 – O repórter especial do Estado Lourival Sant’Anna conversou com eleitores em 10 cidades de 5 Estados americanos. “O quadro é o de um país polarizado, como sugere a pequena fatia de indecisos: em torno de 5%”, escreveu. O resultado da visita de Sant’Anna aos EUA é a reportagem especial América dividida, publicada no jornal no último domingo.

21h47 – Diferentemente dos últimos debates, o desta noite começa às 23h de Brasília, devido à mudança do horário no Brasil. O Radar Global acompanha minuto a minuto e, ao final, promove debate entre jornalistas do Estado, com a participação de Lúcia Guimarães, Gustavo Chacra, Lourival Sant’Anna e Gabriel Toueg. Acompanhe.

21h46 – Que país é esse? Outro dado revelado por Uri Friedman, do Washington Post: em uma pesquisa Roper Public Affairs/National Geographic Society feita há seis anos, 88% dos jovens americanos não sabiam apontar o Afeganistão em um mapa. Três quartos não sabiam onde fica Israel ou o Irã e 63% não souberam identificar o Iraque.

21h42Cenas de Boca Raton: Na foto abaixo, o democrata John Kerry, diante do local do debate após dar uma entrevista.

0cf3cf7e2beb4226ba8768d30c77df58_0cf3cf7e2beb4226ba8768d30c77df58_0.jpg

21h36Que país é esse? Ainda segundo o colunista do Washington Post Uri Friedman, a China é a grande potência econômica mundial para 41% dos americanos. Os dados são de um levantamento do Pew. Na realidade, os EUA lideram o ranking (o país foi mencionado por 40% dos entrevistados).

21h35 – O debate hoje é sobre política externa. Mas, segundo a colunista Lúcia Guimarães, com empate técnico Obama e Romney vão devem usar respostas para voltar a temas domésticos. Segundo a jornalista, Uma nova pesquisa CBS dá vantagem de 7 pontos ao democrata em liderança no mundo.

21h28Cenas de Boca Raton: Um agente do Serviço Secreto americano guarda o local do debate desta noite.

xDEBATE_LEDEALL_6.JPG

21h27 – Faltando duas semanas para o pleito, Obama e Romney dedicarão o tempo restante para a conquista dos eleitores indecisos e desmotivados nos Estados tradicionalmente decisivos, chamados de swing States. O democrata e o republicano seguem empatados nas pesquisas nacionais de opinião e mantêm pouca diferença nos cálculos dos delegados necessários a vitória no Colégio Eleitoral. Mas, como informa a enviada especial do Estado a Boca Raton, onde ocorre o debate desta noite, o republicano mantém uma vantagem de US$ 46 milhões no caixa de campanha destinado à propaganda na etapa final.

21h23 - O presidente Obama aposta em uma relação mais estreita dos EUA com o mundo árabe. “América e Islã não são excludentes e não precisam estar em lados opostos”, disse o democrata. Conheça algumas das diferenças na política externa dele e do republicano Mitt Romney.

21h19 – Cenas de Boca Raton: Alunos da Lynn University, que sedia o debate na noite desta segunda-feira, brincam na piscina do campus.

2012_10_22T212525Z_01_JLS09_RTRMDNP_3_USA_CAMPAIGN.JPG

21h18Que país é esse? O debate de hoje será focado em questões externas. No primeiro duelo, Obama e Romney focaram em política doméstica. Na semana passada, eles responderam a questões de leitores sobre temas internos e externos. A pauta da noite envolve muito desconhecimento dos próprios americanos, como destacou um colunista do jornal The Washington Post, Uri Friedman. Como ele ressaltou, quase um quarto dos americanos não sabe que o país obteve sua independência do Reino Unido, de acordo com uma sondagem do Instituto Marist.

21h16 – Veja o local do debate desta noite. O duelo é o último das eleições, marcadas para dia 6 de novembro. Os candidatos devem abordar questões de política externa.

1406249.jpg

20h25 – Os preparativos para o debate foram concluídos no domingo. Abaixo, homem passa aspirador de pó no local do duelo, que começa às 23h (horário de Brasília).

55848f1de76a43b985e8616455f020a2_55848f1de76a43b985e8616455f020a2_0.jpg

20h03 – O debate desta noite foca em assuntos de política externa.

Comente!

  • A + A -

THE GUARDIAN
Britânico detido por fazer piada é absolvido
O britânico Paul Chambers, detido e condenado em primeira instância por fazer uma piada sobre bombas no Twitter, venceu um recurso judicial e reverteu a condenação. O “crime” de Chambers foi enviar para a rede social uma mensagem reclamando sobre problemas de atraso no aeroporto de South Yorkshire dizendo que “explodiria o lugar”.

WIRED
Europa quer usar drones para vigiar imigração
A Comissão Europeia planeja usar aviões não tripulados para vigiar o fluxo de imigrantes ilegais no Mediterrâneo. O programa faz parte de um pacote de segurança proposto a todos os países integrantes da União Europeia e custaria US$ 410 milhões.

REUTERS
Plano de demolir bairro é criticado em Berlim
Os planos das autoridades de Berlim para demolir uma vizinhança do período soviético no Leste da cidade causaram reações negativas de setores de conservação de patrimônio. A demolição seria “perder parte do passado”, segundo os críticos.

FRANCE 24
Japão equipara canetas a armas em importação
As regras de importação de armamentos no Japão passaram a incluir alguns tipos de canetas fabricadas no exterior. Importadores precisarão obter licenças especiais antes aplicadas apenas a “armas convencionais” antes de levarem os produtos ao país.

Comente!

  • A + A -

 

visao_global.jpg

 

O programa de drones tem boa relação custo-benefício, é o arquétipo do conflito desprovido de riscos, mas é preciso que seu uso tenha um prazo para terminar

Por Paul D. Miller*, do Washington Post

O próximo presidente dos EUA precisa responder a esta pergunta: quando, e sob quais condições, o governo americano pretende suspender o uso de aviões não tripulados (drones) para bombardear suspeitos de terrorismo ao redor do mundo? O programa de drones – imaginando que a cobertura da mídia e dos centros de estudos estratégicos a respeito dele seja verdadeira, e ressaltando que este artigo não pode ser interpretado como uma confirmação da existência de tal programa – é uma inovação tática e tecnológica que se mostrou de valor incalculável na guerra contra a Al-Qaeda. Apresentando uma boa relação custo-benefício e tornando-se cada vez mais preciso e cirúrgico, o programa é quase o arquétipo da guerra esterilizada, desprovida de riscos e administrada por botões com a qual o Exército americano sonha há uma geração.

Mas os bombardeios realizados pelos drones são também um ato de guerra que provoca a morte de pessoas. E as guerras devem um dia chegar ao fim. É preciso que cheguem ao fim. Uma guerra sem fim é inaceitável e perigosa. O governo americano não pode simplesmente arrogar-se o direito de travar uma guerra interminável e global contra aqueles que forem considerados uma ameaça à segurança nacional. A perspectiva de tal guerra deve preocupar todos aqueles minimamente conhecedores da história ou da filosofia política.

O autor Randolph Bourne alertou que “A guerra é a saúde do Estado” e uma guerra global e interminável é perigosa para os proponentes do governo limitado. Depois que o cidadão americano Anwar al-Awlaki foi morto em setembro num ataque realizado por aeronaves não tripuladas, o vice-diretor legal da União Americana pelas Liberdades Civis disse, com razão: “É um erro investir o presidente – qualquer presidente – com o poder de matar um americano considerado uma ameaça ao país sem ser questionado”.

A questão é simples: este poder vai corromper aqueles que o exercem. Não acredito que o presidente George W. Bush tenha usado mal este poder, nem que o presidente Barack Obama o tenha usado mal até o momento. Está claro que os drones terão de estar nos céus por mais alguns anos. Mas isso não significa que devamos estender nossa confiança automaticamente a qualquer presidente futuro.

O melhor argumento para permitir que o governo americano mate seus cidadãos sem acusação nem julgamento é o de que o presidente estaria autorizado a defender o país de uma rebelião, como ocorreu na Guerra de Secessão, o que significa que ele pode travar uma guerra contra os rebeldes.

Abraham Lincoln matou mais americanos do que Bush e Obama – e a Al-Qaeda – e o fez com razão. Ele não mobilizou o Exército da União para prender a Confederação, e sim para destruí-la. Era dever dele fazê-lo.

De maneira semelhante, após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, o Congresso autorizou o presidente a empregar “todas as forças necessárias e cabíveis” contra os que cometeram o que foi considerado (com razão) ato de guerra.

Diferenças. Mas a comparação da guerra contra o terrorismo com a Guerra de Secessão só sublinha as diferenças entre ambas: no fim, a Guerra de Secessão foi encerrada e o governo americano parou de tentar matar seus cidadãos. Com o término das hostilidades, a autoridade do presidente para matar rebeldes perdeu a validade, e a responsabilidade normal de respeitar os devidos procedimentos legais foi restaurada.

Trazendo as mesmas condições aos dias de hoje, isso significa que o presidente deve explicar precisamente as condições que estamos trabalhando para atingir e representarão o fim da guerra contra a Al-Qaeda. Ao alcançá-las, os esforços do governo para matar pessoas, incluindo cidadãos americanos, devem cessar. A autoridade presidencial para matar deve ser a exceção, e não a regra.

Dito de maneira simples: quando esta guerra chegará ao fim? A resposta não pode ser “quando tivermos matado todos eles”, pois nunca saberemos se – nem quando – esta meta terá sido cumprida. Usar a morte de cada membro ativo ou potencial da Al-Qaeda como métrica da vitória é simplesmente uma receita para prolongar a guerra por tanto tempo quanto o governo julgar conveniente. E o critério de “quando a Al-Qaeda” se render não serve, porque não haverá cerimônia de rendição.

É provável que a resposta seja obscura: quando a espionagem americana deixar de considerar a Al-Qaeda um perigo real e imediato para a segurança nacional. O governo deve deixar claro qual é a sua expectativa para este cenário e, no limite do possível, definir esta meta com tantos marcos concretos e verificáveis quanto for possível, de modo que haja objetividade na sua avaliação e também elementos para possibilitar a cobrança dos responsáveis.

Sem referências como estas, estaremos simplesmente confiando que o governo tomará a decisão correta e abrirá mão de seus poderes de guerra por conta própria, quando avaliar que chegou o momento correto de fazê-lo.

Não sei qual seria a melhor e mais precisa resposta à pergunta. Mas tenho a impressão de que o governo Obama não está nem mesmo se fazendo esta pergunta, e isso é o mais preocupante.

*É EX-DIRETOR DO CONSELHO DE SEGURANÇA NACIONAL PARA QUESTÕES RELACIONADAS AO AFEGANISTÃO DE 2007 A 2009

TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

1 Comentário | Comente! !

  • A + A -

Visão Global

O bombardeio aéreo é uma arma imprevisível e seu maior perigo está no fato de que, por sugerir um possível conflito fácil, nos arrasta para guerras que poderíamos evitar

DANIEL SWIFT, THE NEW YORK TIMES*

aviaorgbDOMINGO600.JPG

Há cem anos, em3 de novembro de 1911, um aviador italiano chamado Giulio Gavotti lançou três granadas de mão do seu monoplano sobre um acampamento de soldados árabes e turcos em Ain Zara, a leste de Trípoli, durante a guerra turco-italiana. Foi o primeiro bombardeio aéreo da história. Cada granada pesava quase 1,5 quilo e provavelmente ninguém se feriu. ”Voltei realmente satisfeito com o resultado”, escreveu o tenente Gavotti ao pai. Os jornais italianos tripudiaram com o ataque: “Aterrorizados, os turcos se espalham”.

Deste modesto começo, o ataque aéreo como novo estilo de guerra cresceu, tanto em escala quanto em imaginação. Romancistas famosos como H. G. Wells fantasiavam sobre a guerra a bordo de aviões e máquinas voadoras desde o final do século 19. Quando a 1.ª Guerra eclodiu, essas cenas de ficção científica tornaram-se recorrentes nas avaliações estratégicas dos planejadores militares, que pressupunham que vitória e derrota numa guerra feita com bombas seriam absolutas e imediatas.

Em 1914, o almirante Paul Behncke, da Marinha alemã, observou que uma incursão sobre os edifícios do governo em Whitehall, em Londres, “causaria pânico entre a população fazendo com que a continuação da guerra se tornasse duvidosa”.

Em janeiro de 1915, as incursões aéreas começaram; até o final da guerra, os zepelins alemães haviam despejado 6 mil bombas sobre a Grã-Bretanha, matando 556 pessoas. Em 1917, o general Jan Smuts previu: “Talvez não esteja muito distante o dia em que as operações aéreas, com sua possibilidade de devastação dos territórios inimigos e da destruição de centros populosos e industriais em vasta escala, se tornarão as principais operações de guerra”.

Os bombardeios sempre prometeram transformar a guerra. “Não se recorrerá mais ao cansativo e dispendioso método de desgaste das forças terrestres inimigas por meio de ataques contínuos”, afirmou Billy Mitchell, o pai da Força Aérea dos Estados Unidos, na década de 20. E ele insistiu que os bombardeios certamente provocariam “a melhoria e o aprimoramento das condições da guerra”, pois trariam “resultados rápidos e duradouros”. Era uma alternativa atraente para as confusas guerras do passado que se desenrolavam em terra.

Além disso, os defensores mais entusiastas do poderio aéreo eram obcecados pela lembrança das trincheiras da 1.ª Guerra, descrita de maneira chocante pelo poeta Wilfred Owen: “Encurvados, como velhos pedintes cobertos de sacos, os joelhos se tocando em tesoura, tossindo como megeras, praguejávamos envoltos na lama”. Owen queria ser aviador, mas, como tantos outros, morreu como soldado em solo francês. Mais de 57 mil soldados britânicos perderam a vida somente no primeiro dia da Batalha do Somme.

Nada poderia ser tão terrível do que isso, e se alguém tiver de combater numa guerra em algum lugar, faça-o no ar e não na lama. Em 30 de maio de 1942, a Real Força Aérea britânica lançou o primeiro de mil ataques aéreos sobre uma cidade da Alemanha, Colônia.

Duas semanas mais tarde, o chefe do Comando de Bombardeiros, Arthur Harris, escreveu a Winston Churchill solicitando uma força de bombardeiros mais potente. Era a única maneira, explicou, de impedir um massacre das forças britânicas “na lama de Flandres e da França”.

Na Conferência de Casablanca, em janeiro de 1943, Franklin D. Roosevelt e Churchill concordaram numa ofensiva conjunta de bombardeios aéreos. Entre julho de 1944 e abril de 1945, a campanha anglo-americana despejou mais de 1 milhão de toneladas de bombas sobre a Europa.

Continuidade

As guerras continuam, assim como os bombardeios. Entre 1950 e 1953, os EUA lançaram 635 mil toneladas de bombas na Coreia, além de 32.557 toneladas de napalm. Segundo o historiador Bruce Cummings: “Depois da 2.ª Guerra, a Coreia fez reviver o refrão da força aérea de que as bombas incendiárias enfraqueceriam o moral do inimigo e acabariam com a guerra mais rapidamente”. Esta vã ilusão continuou determinando a estratégia bélica.

Em 13 de fevereiro de 1965, o presidente Lyndon Johnson ordenou o início de uma campanha de bombardeios aéreos graduais, denominada Rolling Thunder. O general Maxwell Taylor imaginava “uma lenta, mas inexorável, barragem de ataques aéreos avançando rumo ao norte (o Vietnã do Norte), capaz de convencer o governo de Hanói de que tudo o que existisse na área da cidade seria destruído, a não ser que seus líderes modificassem suas atitudes”. Talvez as bombas tenham contribuído para acelerar o final destas guerras, embora não seja possível saber ao certo.

No entanto, ninguém poderá afirmar que as campanhas de bombardeios fizeram do conflito no Vietnã uma guerra limpa, que tornaram a Coreia eficiente. Todas as histórias de bombardeios são também uma história de vítimas civis, pois os bombardeios salvam as vidas dos soldados em detrimento de outras vidas.

As estatísticas das mortes em bombardeios entre os civis nunca são confiáveis, mas é provável que, durante a 2.ª Guerra, os ataques aéreos das forças aliadas tenham tirado a vida de 500 mil civis alemães. Acredita-se que a operação Rolling Thunder tenha deixado 182 mil mortos entre os civis no Vietnã do Norte.

Entretanto, continuamos planejando nossas guerras com base numa ideia utópica a respeito dos bombardeios. Em março deste ano, aviões franceses bombardearam tanques líbios ao redor de Benghazi, dando início a uma campanha da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que prosseguiu até a morte do coronel Muamar Kadafi, no dia 20. Este fato é significativo: um drone Predator e um caça francês voavam no céu líbio naquele momento, mas foram soldados líbios no solo que capturaram seu antigo líder.

O bombardeio aéreo é uma forma de combate prevista como uma fuga do passado. No entanto, cada novo conflito não passa de mais um episódio da longa história de promessas que exaltam a vitória “sem custos” e a guerra limpa. Para cada exemplo de um conflito aparentemente facilitado pelo poderio aéreo, existe seu reverso: um conflito que o poderio aéreo só contribuiu para complicar e intensificar.

Embora a guerra na Líbia quase certamente pudesse ter sido muito mais sangrenta sem o poderio aéreo da Otan, os ataques aéreos realizados por drones como o Predator e o Reaper no Afeganistão e no Paquistão são a causa do sentimento antiamericano.

O bombardeio aéreo é uma arma imprevisível e seu maior perigo está talvez no fato de que, por sugerir a possibilidade de um conflito fácil, nos arrasta para guerras que poderíamos evitar. Desse modo, ele é ao mesmo tempo o símbolo da nossa fé na tecnologia e o sinal da nossa dependência do passado. Algumas semanas atrás, um avião da Otan bombardeou Ain Zara – hoje um bairro de Trípoli. Um século depois, voltamos ao ponto de onde começamos. TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

*É AUTOR DE ‘BOMBER COUNTY: THE POETRY OF A LOST PILOT’S WAR’

Comente!

  • A + A -

LE FIGARO
Revista francesa publica nova sátira com Maomé
Depois da fúria provocada pela charge de Maomé publicada na Dinamarca em 2005, a revista de humor francesa Charlie Hedbo, agora, publica uma edição especial “Charia Hebdo”, trazendo na capa um desenho do profeta islâmico. Além da charge, o conteúdo tem um editorial “escrito” por Maomé, que foi designado “editor-chefe” por uma edição.

DAILY NEWS
Universidade americana recusa homossexuais
O preconceito contra os homossexuais virou norma na Universidade de Shorter, no Estado americano da Geórgia. Ligada à igreja Batista, a instituição exige que os professores assinem um termo jurando não serem homossexuais no ato da contratação.

MSNBC
Menina de nove anos é detida por atacar policial
Policiais do condado de Lee, no Estado americano da Flórida, detiveram uma menina de nove anos após “atos de violência”. No total, foram quatro acusações oficiais de agressão, incluindo “resistência à prisão” por ter jogado uma cadeira na polícia.

ENGADGET
Polícia terá drones para vigiar cidades nos EUA
Helicópteros não tripulados e capazes de levar armamentos passarão a ser utilizados pela polícia do Texas para vigiar as ruas de algumas cidades. A medida foi alvo de críticas de parte da população, acusando o Estado de criar um espírito de “big brother”.

Comente!

  • A + A -

BUSINESS INSIDER
Filha de político causa fúria em cidade chinesa
A filha do vice-prefeito de Jinping, na Província chinesa de Guizhou, causou a fúria dos cidadãos ao espalhar pela internet fotos com suas bolsas de grife. A jovem You Yixi exibia nas imagens acessórios de marcas francesas e italianas com preços exorbitantes. O pai de Yixi tentou amenizar o caso declarando que todas as peças são falsificações.

THE NEW YORK TIMES
Preso processo o Estado para poder ler um livro
Mark Melvin, um americano de 33 anos que está preso por homicídio no Alabama, decidiu abrir um processo contra o Estado para poder ler um livro sobre escravidão. Melvin ganhou o livro do advogado, mas a direção da prisão o tomou por “questão de segurança”.

WIRED
Pentágono estuda criar novos ‘drones insetos’
Pesquisadores militares americanos estudam uma forma de transformar os aviões não tripulados em mecanismos que interajam com o ambiente em voo. Entre as ideias está a de instalar “pelos” e “olhos” com funções semelhantes aos dos insetos.

CBS
Ladrões de cães causam onda de brigas no Vietnã
Cidadãos de várias cidades no Vietnã cansaram de esperar que a polícia fizesse algo contra os ladrões de cães que atacam nas cidades e resolveu combatê-los. Milícias foram formadas para buscar os bandidos, que roubam os animais para revendê-los.

Comente!

  • A + A -

WIRED
Irã faz competição para aprimorar seus drones
A força aérea do Irã lançou uma competição aberta ao público para aprimorar a qualidade de seus aviões não tripulados – os chamados drones. O concurso recebeu inscrições de 65 equipes de cientistas e inventores independentes. Os modelos desenvolvidos estão em exposição e as tecnologias mais inovadoras serão premiadas e usadas pelos militares.

S. FRANCISCO CHRONICLE
Estudantes protestam contra ‘cardápio racista’
Um grupo de estudantes da universidade de Berkeley ligados ao Partido Republicano causou revolta e protestos ao criar um “cardápio racista” para uma venda de biscoitos no câmpus. Os preços eram diferentes para brancos, afro-americanos e hispânicos.

WKRG
Justiça oferece igreja como pena alternativa
Condenados por infrações de menor gravidade na cidade de Bay Minette, no Estado americano do Alabama, poderão optar entre a pena de reclusão e frequentarem a igreja durante um ano. A cidade pretende reduzir os custos com a cadeia local.

CHINA DAILY
Ladrão de caixão é pego depois de cinco anos
A polícia de Xianmen, na Província chinesa de Fujian, conseguiu prender depois de cinco anos de investigações um homem que roubou o caixão de um milionário da cidade. O ladrão extorquia os herdeiros do morto ameaçando destruir o esquife.

Comente!

  • A + A -

 

803950head.jpg
Acompanhe pelo Radar Global as principais informações da guerra na Líbia, que chegou em um ponto crítico neste final de semana com a nova investida rebelde contra Muamar Kadafi em seu quartel-general situado em Bab al-Aziziya, no sul da capital Trípoli.

Veja também:
CHACRA: A ação da Otan na primavera árabe
ESPECIAL: Quatro décadas de ditadura na Líbia
RADAR GLOBAL: Os mil e um nomes de Kadafi
ARQUIVO: ‘Os líbios deveriam chorar’, dizia Kadafi
VISÃO GLOBAL: A insustentável situação de Kadafi
HORÁRIO em Trípoli

—————————————————————————-

SEGUNDA-FEIRA, 22 de agosto

22h09 – Diversas embaixadas da Líbia ao redor do mundo foram tomadas por líbios – ou simples manifestantes – contrários a Kadafi. No Brasil, não foi diferente. Leia mais aqui.

21h58 – Esta imagem publicada pela Al-Jazira em seu site mostra o momento em que Saif al-Islam cumprimenta seus seguidores. “Estamos bem. Trípoli está sob controle”, garantiu o filho de Kadafi. Repórteres estrangeiros que o viram no hotel garantem que ele é o verdadeiro filho do ditador.

21h32 – Mais informações sobre a aparição da Saif al-Islam em Trípoli (da CNN e da BBC). O canal Al-Urubah mostrou o filho de Kadafi negando sua captura no que chamou de “tour pela capital”. Ele apareceu nas imagens cumprimentando partidários do regime e escoltado.

Saif disse que seu pai “quebrou a espinha dorsal dos ratos, dos gângsteres”, referindo-se aos rebeldes que entraram na capital domingo. Ele ainda afirmou que as forças de Kadafi “vão assegurar que tudo vai ficar bem em Tripoli” e mandou o Tribunal Penal Internacional – que o acusa de crimes contra a humanidade – “para o inferno”.

20h43 -Jornalistas de canais internacionais afirmaram teria visto Saif al-Islam, um dos filhos de Kadafi, no hotel onde estão em Trípoli. Os rebeldes afirmaram ter capturado Saif ainda no domingo. O porta-voz do governo líbio havia negado a captuda do filho de Kadafi mais cedo.

20h34 – Os rebeldes estão reforçando seu contingente em Trípoli. O Conselho Militar de Misrata informou que enviou soldados à capital. “Vários barcos chegaram à nossa amada capital Trípoli desde Misrata, com um grande número de guerreiros e munições a bordo”, afirma um comunicado. Nesta segunda, cerca de 200 combatentes chegaram à capital pelo mar.

20h28 – Mais informações sobre o custo da guerra liberadas pelo Pentágono:

US$ 896 milhões foram gastos pelos americanos do início da campanha na Líbia até o fim de julho. A cifra inclui a verba para operações diárias e munições, assim como assistência humanitária.

US$ 221 milhões em munição, peças de reposição, combustível e assistência técnica foram vendidos pelos Estados Unidos aos seus aliados até 19 de agosto.

Washington afirma não ter fornecido qualquer tipo de equipamento letal ou armas para os rebeldes.

20h17 – A informação de que Mohammed Kadafi, filho do ditador, escapou do cerco que os rebeldes mantinham sobre sua casa foi confirmada por dirigentes da oposição e pelo embaixador líbio nos Estados Unidos.

20h11 – O Guardian afirma que, segundo o Pentágono, os Estados Unidos realizaram 38 bombardeios em Trípoli entre 10 e 22 de agosto – uma média superior a três por dia. De 1º de abril a 10 de agosto, foram 224 ações – uma média pouco acima dos 1,5 por dia.

Desde abril, 101 ataques de drones (aviões não tripulados) ocorreram na capital. A partir de 10 de agosto, foram 17. O período, não por coincidência, corresponde aos dias em que os rebeldes conseguiram avançar em direção a Trípoli.

20h00 – Moussa Ibrahim, porta-voz o governo Líbio, disse à emissora Al-Urubah que Trípoli está “em uma situação muito melhor que no domingo” e que “80% da cidade está sob completo controle”.

Sobre Kadafi e seus filhos, o porta-voz diz que eles estão bem. “O líder está bem, seus filhos também e os líderes comandando a política e a batalha também. O Estado líbio ainda existe”. Segundo Ibrahim, o coronel está no país. “Ele está na Líbia, liderando a batalha pessoalmente. Estamos sob seu comando. Seus filhos também estão no país, lutando e dando seu sangue”.

O porta-voz negou que Saif al-Islam, um dos filhos de Kadafi, tenha sido capturado pelos rebeldes.

19h42 – Alguns jornais europeus já têm liberaram suas primeiras páginas na internet. Veja algumas:


EL PAÍS (ESPANHA) – ‘Kadafi está desmoronando’


THE TIMES (GRÃ-BRETANHA) – ‘Onde está Kadafi?’


THE GUARDIAN (GRÃ-BRETANHA) – ‘A caçada por Kadafi’

19h34 – Segundo a emissora Al-Arabiya, a Otan está bombardeando o complexo de Kadafi neste momento. Mais cedo, rebeldes já haviam dito que a aliança atacaria o local depois das orações do período noturno do ramadã.

19h22 – Mais informações da Otan sobre os mísseis Scud disparados contra os rebeldes. Foram três projéteis lançados de Sirte contra a cidade de Misrata, sendo que pelo menos um deles foi interceptado pela aliança.

18h57 – Com os rebeldes no poder, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha estudam pedir a extradição de Abdel Basset al-Megrahi, informa a CNN. O líbio é considerado o responsável pelo atentado de Lockerbie, quando explosivos foram detonados dentro de um avião em pleno voo sobre a cidade escocesa. No total, 270 pessoas morreram no incidente.

18h50 – Segundo a BBC, os rebeldes não sabem onde Kadafi e Mohammed, seu filho que escapou mesmo com a residência cercada pelas forças da oposição, estão. Justamente por isso, estão formando postos de controle ao redor da capital. Um dos rebeldes ainda previu uma dura batalha para tomar Bab al-Azizya, o complexo do ditador em Trípoli, um dos poucos locais ainda sob controle das forças do coronel.

18h26 – Ouça abaixo (em inglês) o áudio, fornecido pela CNN, do pronunciamento do presidente americano Barack Obama sobre a situação na Líbia. Em férias, Obama disse que “o regime de Kadafi está chegando ao fim e o futuro da Líbia está nas mãos de seu povo”. Ouça:

18h03 – A complicada (e insustentável) situação de Kadafi virou “Fim de jogo para Kadafi?”, uma engraçada animação de uma empresa chinesa, a Next Media Animation. No desenho, o ditador líbio aparece desesperado e em um labirinto, e colegas como os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da África do Sul, Jacob Zuma, fecham as portas para ele. Assista ao vídeo (em inglês):

17h38 – A Otan disse há pouco, segundo a Reuters, que um de seus aviões interceptou um míssil Scud lançado a partir de Sirte, a cidade natal do ditador Muamar Kadafi. A informação foi transmitida pela Al-Jazira, segundo a Reuters, citando o relato de um dos correspondentes da rede em Trípoli.

17h22 – De acordo com o correspondente do estadão.com.br em Nova York, Gustavo Chacra, a Líbia pós-Kadafi não será idêntica ao Iraque pós-Saddam. Mas, escreve, haverá algumas similaridades.

17h18 – Segundo um comunicado do governo italiano, o premiê Silvio Berlusconi deverá receber o líder dos rebeldes, Mahmoud Jibril, em Roma nos próximos dias. Berlusconi e Jibril conversaram hoje por telefone e o líder italiano confirmou o apoio do país à nova autoridade para construir uma “Líbia unida e democrática”.

17h13 – Veja fotos de celebrações de líbios em diversas capitais no mundo – inclusive Brasília – pelo avanço dos rebeldes em Trípoli.

16h46 -Depois da tomada da principal praça de Trípoli pelos rebeldes, a Praça Verde, o local simbólico foi renomeado por eles para “Praça dos Mártires”. O nome é o mesmo usado antes do golpe que colocou Kadafi no poder, em 1969. E o GoogleMaps já adotou a mudança no mapa da capital líbia. Veja abaixo:GoogleMaps_reprodu_pcamartires.JPG

16h37 – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a situação na Líbia continua “fluida” e incerta, mas afirmou que a situação chegou a um “caminho sem volta” e que o regime de Muamar Kadafi se aproxima do fim.

16h18 – Um dos primeiros reflexos do avanço dos rebeldes em Trípoli é a manifestação de opositores ao regime de Kadafi que vivem no exílio. Na foto abaixo, uma foto do ditador e a bandeira verde, do regime, são queimadas em Istambul, na Turquia, diante do Consulado líbio.

803950.jpg

15h45 – A televisão rebelde, citada pela BBC, diz que tropas pró-Kadafi estão disparando indiscriminadamente na área próxima a Bab al-Azizya, onde fica o complexo do ditador em Trípoli. Os militares leais ao coronel já conseguiram libertar Mohammed Kadafi, filho do líder líbio, que estava sob custódia da oposição.

15h32 – Obama, que deve falar sobre a situação na Líbia em breve, já fez algumas considerações, transmitidas via rádio. Ele disse que a “situação na Líbia é bastante fluida”. “Ainda há certo grau de incerteza e ainda há elementos do regime que são uma ameaça. Mas está claro – o regime de Kadafi está chegando ao fim e o futuro da Líbia está nas mãos do seu povo”.

15h07 – De acordo com a Efe, o chanceler marroquino, Taieb Fasi Fihri, viaja a Trípoli na terça-feira. Fihri deverá se encontrar com a liderança dos rebeldes e com o presidente do Conselho Nacional de Transição, Mustafa Abdelchalil. A informação é da agência oficial do Marrocos, MAP.

14h58 – A rede de TV Al-Jazira disse que dois corpos encontrados em Trípoli podem ser de um dos filhos de Muamar Kadafi, Khamis, e do chefe de inteligência do regime, Abdallah Senussi. A Al-Jazira disse também, mais cedo, que forças leais ao ditador teriam ajudado um outro filho dele, Mohammed, a escapar da prisão domiciliar.

14h39 – Edifícios de embaixadas da Líbia em diversos países, como é o caso da representação em Brasília, nas fotos abaixos, estão exibindo a bandeira anterior ao regime de Muamar Kadafi, símbolo reconhecido pelos rebeldes líbios.

2011_08_22T164331Z_01_BSB001_RTRMDNP_3_BRAZIL.JPG

2011_08_22T165422Z_01_BSB002_RTRMDNP_3_BRAZIL.JPG

14h27 – Uma enviada da CNN a Trípoli contou que a situação ainda é tensa em alguns lugares da capital. Segundo ela, “você nunca sabe quando vai virar em uma esquina e dar de cara com um tanque”. Ela ainda disse que há homens armados no topo de prédios da Praça Verde, mas não soube precisar se são rebeldes ou tropas leais a Kadafi.

14h00 – Veja o que está sob controle dos rebeldes e o que está nas mãos de Kadafi.

13h53 – Segundo o jornal espanhol El País, os rebeldes indicaram ao canal Al-Arabiya que a Otan bombardeará o complexo de Kadafi em Trípoli logo que terminarem as orações do período da noite do ramadã. Acredita-se que Kadafi esteja escondido no local, mas seu paradeiro ainda é desconhecido.

13h49 – Os correspondentes da CNN, da BBC e todos os enviados a Trípoli que estavam no hotel Rixos agora estão presos no local. Eles relatam intensa batalha nas imediações e afirmam que o prédio do hotel foi atingido por balas perdidas. A energia elétrica do local também foi cortada.

13h45 – O Tribunal Penal Internacional negocia com os rebeldes como e onde os filhos de Kadafi serão julgados. Eles foram detidos depois que os rebeldes tomaram Trípoli. O Conselho Nacional de Transição assegura que o destino da família do ditador será decidido por votação. Eles decidirão se os julgamentos ocorrerão em Haia ou em território líbio. Pelos relatos, a segunda opção é a preferida dos insurgentes.

13h37 – A Efe entrou em contato com representantes dos rebeldes no Cairo, Egito. Segundo a agência, os insurgentes já falam de futuro e afirmam que não permitirão a instalação de bases da Otan uma vez que o regime de Kadafi acabe.

13h30 – Ban Ki-moon também anunciou a realização de uma reunião entre blocos regionais para discutir a situação na Líbia. O encontro ocorreria ainda esta semana e contaria com União Africana, União Europeia e Liga Árabe.

13h24 – Com a televisão estatal fora do ar, o principal veículo de comunicação favorável a Kadafi é o canal Al-Urubah. Segundo a BBC, a emissora transmite depoimentos de líbios exaltando o coronel e afirmando que “90% de Trípoli está sob comando do governo”.

13h19 – As forças rebeldes anunciaram a “libertação total” da cidade petrolífera de Brega, no centro-norte líbio. O local foi palco dos primeiros combates entre as forças de Kadafi e a oposição no início da revolta.

13h15 – O ministro de Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, assegurou que o que aconteceu na Líbia deve “servir de lição” para o resto dos líderes do Oriente Médio. A declaração foi interpretada como uma mensagem ao presidente da Síria, Bashar al-Assad, que também reprime protestos contra seu regime autocrático. Outros países da região, como o Bahrein e o Iêmen, vivem revoltas semelhantes.

13h09 – O Pentágono informou também que não pretende enviar tropas para operações na Líbia após uma eventual queda de Kadafi. Os americanos apenas continuarão com as missões de vigilância que já transcorrem nas operações da Otan e sob mandato da ONU.

12h50 – Milhares de rebeldes tomaram as ruas de Trípoli para comemorar a tomada da cidade, como se vê no vídeo abaixo. Há, porém, versões conflitantes sobre quando da capital está nas mãos do ditador e quanto é controlado pela oposição. Todos os relatos, porém, dão conta de que ao menos 70% da cidade já é da insurgência.

 

12h41 – O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez seu primeiro discurso sobre a Líbia desde que as lutas chegaram a Trípoli. Segundo ele, “é crucial que o conflito termine sem mais perdas de vida”. “Peço que as forças do coronel Kadafi cessem a violência imediatamente e deem espaço para uma transição pacífica”.

Ban disse que a ONU esteve preparando um plano de ajuda para a reconstrução da Líbia nos últimos dois ou três meses. Ele vai presidir uma reunião com organizações regionais ainda nesta semana sobre o assunto. “A ONU permanece pronta para dar toda a assistência possível ao povo líbio”.

12h36 – Ibrahim Dabashi, vice-embaixador líbio na ONU, que apoia os rebeldes, acredita que a maioria dos que ainda lutam ao lado de Kadafi o fazem por sua própria segurança, e não porque ainda acreditam em uma vitória do ditador. Segundo ele, a luta vai acabar assim que Kadafi for capturado ou morto.

12h27 – O Pentágono afirmou que Muamar Kadafi está na Líbia, segundo a AFP.

12h18 – O deputado Protógenes Queiroz, do PCdoB, que foi barrado na Líbia junto a outros políticos brasileiros, conversou na manhã desta segunda-feira com a rádio Estadão ESPN. Ouça a entrevista com Queiroz.

12h05 – Segundo informações da Al-Arabiya, outro filho de Kadafi, o ex-jogador de futebol Al-Saadi, foi capturado.

11h30 – O Egito reconheceu o Conselho de Transição Nacional como o único governo legítimo da Líbia, disse o ministro das Relações Exteriores do Egito, Mohammed Kamel Amr, em uma conferência de imprensa.

11h25 – Segundo a rede Al-Jazira, um dos guarda-costas de Kadafi foi detido ao tentar fugir da Líbia.

11h21 – A TV estatal Jamahiriyah saiu do ar nesta e um porta-voz rebelde disse que as forças de oposição a Kadafi haviam assumido o controle da sede da emissora, em Trípoli. “Os revolucionários invadiram o edifício da televisão… depois de matar os soldados que o cercavam. Agora está sob o controle deles”, disse o porta-voz antes da rede sair do ar.

11h10 – O primeiro-ministro da Líbia Mahmudi el Baghdadi, está em Túnis, na ilha de Yerba, confirmaram fontes locais à Efe. Há cerca de 24h Al Baghdadi está alojado em um hotel da ilha, que também acolhe o diretor da televisão estatal líbia, segundo fontes locais.

11h – Segundo informações das agências de notícias, banderias líbias pré-Kadafi foram hasteadas nas embaixadas líbias no Egito, Turquia e Algéria.

10h39 – Segundo o Guardian há também confrontos em Ziltan entre os rebeldes e as forças de Kadafi.

10h30 - A África do Sul nega ter enviado um avião para fuga del Muamar Kadafi após a entrada dos rebeldes em Trípoli, confirmou nesta segunda-feira, 22, a ministra de Relações Exteriores sul-africana, Maite Nkoana-Mashabane.
“O Governo sul-africano desmente os rumores de que enviou aviões à Líbia para levar o coronel Kadafi e sua família para local não revelado”, disse Nkoana-Mashabane aos jornalistas em Johanesburgo, segundo a EFE. Anteriormente, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores sul-africano, Clyson Monyela, respondeu à Agência Efe com um categórico “não” ao ser perguntado se a África do Sul mandou avião para tirar Kadafi e se seu Governo negocia para encontrar um país que o receba, como havia sugerido a imprensa árabe.

10h11 – Segundo a rede Al Arabiya, a energia elétrica foi cortada em parte de Trípoli e cidade sofre com um blackout.

9h53 – Mustafa Abdul Jalil, líder do Conselho Nacionla de Transição disse em um pronunciaento na tv que não pode afirmar que os rebeldes têm controle total de Trípoli. Segundo ele, o paradeiro de Kadafi segue desconhecido. “Peço a todos na Líbia para agir com responsabilidade e não fazer justiça com as próprias mãos… que tratem bem os prisioneiros de guerra. Todos nós temos o direito de viver com dignidade nesta nação”, disse. Jalil afirmou que a luta terá acabado apenas quando Kadafi for capturado.

9h35 -A oposição líbia disse que pretende julgar o Saif Al Islam Kadafi na Líbia, segundo a Reuters. A prisão de Al-Islam foi confirmada pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, na Holanda, para onde o filho de Kadafi pode ser extraditado. Os rebeldes afirmam ainda que um outro filho de Khadafi – Mohammed – teria se rendido, assim como a guarda pessoal do líder líbio.

9h25 – A Itália diz que Kadafi controla no momento apenas 15% da capital líbia. Os rebeldes dizem o o ditador tem o controle de apenas 5% de Trípoli.

7h45 - Tanques das forças leais a Kadafi permanecem ao redor do complexo militar do lider líbio. As agências internacionais relatam tiros no local.

7h37 - O premiê britânico fez há pouco um pronunciamento em Londres. Segundo ele, a maioria da capital Líbia está sob controle dos rebeldes e a OTAN ainda não tem informações sobre o paradeiro de Muamar Kadafi. Cameron acredita que o destino de Kadafi deveria ser decidido pela população líbia, apesar de querer vê-lo enfrentar a justiça.

4h50 – Combates violentos explodiram em Trípoli em volta do quartel-general do líder líbio Muamar Khadafi, segundo a BBC, horas após rebeldes terem assumido o controle da maior parte da capital.
Não havia informações sobre se Khadafi estava no local, ou sobre qual seria seu paradeiro.
No começo da manhã (horário local), tanques saíram do QG de Khadafi, conhecido como Bab al-Azizia, e começaram a disparar, segundo um porta-voz dos rebeldes. Há intensa troca de tiros na área.
Os rebeldes encontraram pouca resistência à medida que avançavam pela cidade, assumindo rapidamente o controle de leste, sul e oeste da capital. Um porta-voz dos rebeldes disse, entretanto, que forças pró-Khadafi ainda controlam de 15% a 20% de Trípoli.

4h – O Banco Mundial informou, segundo a Agência Estado, que está pronto para prestar ajuda financeira ao novo regime líbio, após os rebeldes entrarem na capital Trípoli, o que, na teoria, seria o último obstáculo a ser vencido contra o ditador Muamar Kadafi, no poder há 42 anos. Um dos três diretores do Banco Mundial, Sri Mulyani Indrawati, disse que vai usar sua vasta experiência em lidar com a reconstrução pós-conflito “para ajudar na reconstrução da Líbia”.

3h30 – O jornalista Matthew Price, da rede britânica BBC, está em Trípoli. Ele descreveu o fim de semana tenso na cidade, com a chegada dos rebeldes. O correspondente contou que o hotel Rixos, no qual o regime de Kadafi obrigou os jornalistas estrangeiros a ficar, foi cercado pelos opositores e virou alvo: no mesmo edifício ficava a sede da TV estatal líbia e os porta-vozes do governo desde o início dos confrontos, no país, entre tropas de Kadafi e os rebeldes. Na foto abaixo, jornalistas observam do alto o lobby do Rixos, usando coletes a prova de balas e capacetes.

eab04ce342d64c73a7227b272740277b_eab04ce342d64c73a7227b272740277b_0600400.jpg

2h34 – O governo australiano se uniu às vozes que pedem a saída de Kadafi do poder na Líbia, segundo a Agência Estado. “Continuamos insistindo para que o coronel Kadafi saia do caminho”, disse a premiê da Austrália, Julia Gillard, nesta segunda-feira, 22. Segundo ela, o ditador deve enfrentar as acusações internacionais que existem contra ele.

1h42 – Na foto abaixo, jovens integrantes da comunidade líbia na Tunísia fazem o “V” da vitória diante da Embaixada da Líbia em Túnis, na madrugada desta segunda-feira (horário local), em comemoração à presença de opositores ao regime de Muamar Kadafi em Trípoli.

2011_08_22T042130Z_01_TUN07_RTRMDNP_3_LIBYA.JPG

1h18 - Opositores ao regime de Kadafi disseram, segundo a Efe, que as forças leais ao ditador estariam fugindo da capital, Trípoli. De acordo com o ministro da Justiça do Conselho de Transição Nacional, o grupo dos rebeldes, Mohamed al-Alaqi, uma das esposas de Kadafi, Fadhia, teria sido detida pelos opositores. Al-Alaqi, que conversou com a Efe a partir de Túnis, capital da Tunísia, disse que esse é “o último capitulo do fim do regime”. Segundo ele, a detenção de Kadafi, “se ainda não aconteceu, está muito próxima” de acontecer.

00h38 – Depois das declarações do presidente Barack Obama, cerca de 100 pessoas se reuniram diante da Casa Branca, em Washington, e entoaram slogans como “EUA, EUA, Kadafi caiu hoje” ou “Kadafi deixou Trípoli, a Líbia está livre”. As informações são da AFP.

00h30 – Na foto abaixo um homem atira para o alto em Benghazi, reduto rebelde, em comemoração à notícia sobre a prisão de um dos filhos de Muamar Kadafi, duante de uma enorme bandeira norte-americana. Os Estados Unidos fazem parte da coalizão da Otan cuja incursão foi decisiva para permitir o avanço dos opositores.

a6f7e54b79e242dbb7e5a1001cd394b6_a6f7e54b79e242dbb7e5a1001cd394b6_0.jpg

00h21 – A correspondente da CNN em Trípoli Sara Sidner escreveu há pouco no Twitter que a Praça Verde, que foi palco de celebrações de opositores ao regime de Kadafi mais cedo, está vazia. De acordo com a jornalista, rebeldes disseram que tropas de Kadafi estariam avançando para o local, indicando que ainda pode haver mais resistência e confrontos durante o final da madrugada (são 5h21 no horário local) e começo da manhã de segunda-feira.

00h14 – Um garoto sorri em Benghazi, reduto dos rebeldes, ao mostrar uma caricatura do ditador Muamar Kadafi e de um dos filhos dele, Saif al-Islam Kadafi, enforcados. No balão, de acordo com a AP, está a inscrição “Já tomamos Benghazi?”

1e2cd5b8435a4beea2ff47da28ffcb3b_1e2cd5b8435a4beea2ff47da28ffcb3b_0.jpg

Leia ainda:
As notícias de DOMINGO, 21 de agosto

Comentários (2)| Comente!

  • A + A -

Arquivos

TODOS OS BLOGS DO ESTADÃO