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Radar Global

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Imagem divulgada pelo Cimeq, onde o presidente venezuelano está sendo tratado em Cuba

HAVANA – O hospital no qual o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi operado nesta terça-feira, 28, é considerado a “joia” do sistema de saúde cubano. Nele, já foram tratados o ex-presidente cubano Fidel Castro e importantes políticos latino-americanos e africanos. O Centro de Investigaciones Médico Quirúrgicas (Centro de Pesquisas Médico-Cirúrgicas) fica no oeste da capital cubana, Havana.

Segundo seu site oficial, o Cimeq iniciou suas atividades em 1982. Em seus 30 anos de serviços, ganhou reconhecimento nacional e internacional. O centro médico ainda compartilha as instalações com o Centro Internacional de Restaurações Neurológicas (Ciren).

O local conta com 17 departamentos, dentre os quais se destacam o de transplantes de órgãos e tecidos, procedimentos com laser e tratamento de doenças oncológicas.

Antes de viajar a Havana, no dia 24 de fevereiro, Chávez adiantou que faria uma operação no início da semana. As informações divulgadas pelo governo de Caracas dão conta de que o presidente está bem e se recuperando do procedimento.

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Os venezuelanos lembram neste sábado, 4, com um misto de orgulho e vergonha, as duas décadas da tentativa frustrada de golpe liderada por Hugo Chávez contra o governo de Carlos Andrés Pérez. Relembre a seguir a cronologia do golpe.

3 de fevereiro de 1992

16 horas. Chávez e outros quatro tenentes-coronéis do Exército venezuelano mobilizam oficiais na “Operação Zamora” para tentar derrubar o presidente Carlos Andrés Perez

23 horas. Em Caracas, militares rebelados tentam ocupar o Palácio de Miraflores, a residência presidencial, a base aérea Francisco de Miranda e outros pontos estratégicos

4 de fevereiro de 1992

Zero-hora. Tanques e paraquedistas tentam invadir Miraflores. Há confronto com militares leais ao governo, que se estende por toda a madrugada

1 hora. Pérez consegue fugir do palácio e se abriga na sede da TV Venevisión, de onde informa o país da insurreição armada

8 horas. O comando militar consegue controlar a situação

Meio-dia. Chávez entrega-se e pede que seus comandados deponham as armas: “Por ora, me retiro”, declarou

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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, aprovou uma bonificação de Natal para os funcionários públicos e militares do país com o objetivo de “assegurar o bem-estar e a prosperidade” das pessoas que servem o Estado venezuelano.

A ação foi batizada de “Chavidad”, em alusão ao Natal – que, em espanhol, é “Navidad”. “Chegou o Chavidad! Feliz Chavidad a todos”, afirmou o ministro de Comunicação e Informação da Venezuela, Andrés Izarra.

A bonificação prometida pelo governo consiste no pagamento do equivalente a um salário de 90 dias a partir de 31 de outubro para os trabalhadores do setor público em serviço ativo, afastados e aposentados. Dois terços do bônus devem ser pagos antes de 15 de novembro e o terço restante até 1º de dezembro.

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*Andrew Cawthorne, Reuters

Um estranho que desembarque na Venezuela hoje seria perdoado se pensasse que as eleições presidenciais ocorrerão em poucos dias e não em um ano. Em luta contra um câncer, o presidente Hugo Chávez e seus aliados falam diariamente sobre a “Missão 7 de Outubro” – a candidatura do líder socialista para um novo mandato de seis anos.

A coalizão de oposição também está mobilizada, divulgando a mensagem de união e mudança, além da crença genuína de que pode, finalmente, destronar Chávez e dar fim aos seus 13 anos à frente do único membro sul-americano da Opep. A antecipação reflete a convicção de que tudo está em jogo e qualquer vantagem alcançada agora pode ser decisiva quando as urnas forem abertas.

“Ninguém pode realmente prever o resultado dessa eleição”, afirmou um diplomata estrangeiro em Caracas. “Em circunstâncias normais, poderíamos pensar que Chávez tem a vantagem. Mas há um fator-chave que é seu câncer e a oposição parece buscar uma atuação conjunta, unindo-se contra ele.”

Pesquisas indicam que Chávez ganharia de forma apertada se a eleição ocorresse amanhã. Mas a oposição espera impulsionar sua candidatura quando oficializar seu candidato único, nas prévias de fevereiro. Em favor da oposição, nessa que provavelmente será a mais fascinante eleição desde que Chávez assumiu o poder, em 1999, está a crescente insatisfação dos venezuelanos em relação aos serviços públicos. Cortes de energia são comuns e há um crescente déficit habitacional.

A grande incógnita é o impacto do tratamento de câncer de Chávez. Ninguém do restrito círculo de confidentes sabe sua real condição, muito menos como isso pode interferir na campanha. Até agora, a doença deu a Chávez a simpatia do eleitor e poderia ajudar mais se ele for visto, no período da votação, como exemplo de superação heroica da adversidade. Qualquer que seja o cenário, muitos na Venezuela já fazem planos para um período de turbulência no final de 2012.

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Por Marília Lopes

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Saúde. Médicos e enfermeiros venezuelanos protestaram nesta quinta-feira,16, para exigir salários mais altos para os trabalhadores da área médica. A faixa carregada pelos manifestantes diz: “Chávez, se você confia tanto em Barrio Adentro, por que está em Cuba?”, referindo-se a um programa governamental que leva médicos cubanos para clinicar em áreas pobres da Venezuela.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, está internado desde sexta-feira, 10, em Havana, capital de Cuba. Ele tinha um abscesso pélvico, que exigiu uma intervenção cirúrgica de emergência.

O giro de Chávez por Brasil, Equador e Cuba deveria ter começado no dia 9 de maio, mas foi adiado em razão de problemas no joelho do presidente venezuelano. Fontes oficiais afirmaram que tratava-se de uma lesão antiga que tinha se agravado, obrigando ao cancelamento da viagem na véspera da partida. No Brasil, as mesmas dores no joelho impediram Chávez de subir a rampa do Planalto ao lado da presidente Dilma Rousseff.

Os chavistas acusam a oposição venezuelano de “manipulação”, em resposta aos rumores de que a permanência de Chávez em Cuba teria relação com algum tipo de câncer – e não apenas com o abscesso pélvico. Entretanto, especialistas afirmam que a versão oficial sobre a condição de saúde do presidente da Venezuela é compatível com um quadro de abscesso pélvico.

mais  imagens Seleção de imagens: Natália Russo, da editoria de Fotografia do Estadão.com.br. Visite também o blog Olhar sobre o mundo e a página de fotos do portal.

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A equipe do Radar Global escolheu os 12 principais fatos que marcaram o ano de 2010 para uma breve retrospectiva. Até o dia 31 de dezembro, relembraremos o que aconteceu de mais importante nos últimos 12 meses no cenário internacional – entre eleições a desastres naturais. Veja também os 12 principais personagens de 2010.

Eleições legislativas na Venezuela (setembro)

Os venezuelanos foram às urnas no dia 26 de setembro e, se não impuseram uma derrota ao presidente Hugo Chávez, ao menos conseguiram dar mais força à oposição.

O PSUV – partido de Chávez – ficou muito aquém de sua meta de alcançar a bancada de 110 deputados, que lhe daria a maioria de dois terços. O partido obteve apenas 98 dos 165 assentos.

A oposição, unificada sob a legenda da MUD, por sua vez, ficou com 65 cadeiras, impedindo a plena maioria chavista. Nas eleições anteriores, de 2005, os opositores haviam boicotado o pleito, o que permitiu o controle dos partidários de Chávez por todo o período legislativo.

A vantagem PSUV só foi obtida em razão do redesenho do mapa das circunscrições do país, aprovado no ano passado, que causou uma enorme distorção entre a votação nacional e a representação das forças políticas no Legislativo. De acordo com a apuração paralela da oposição, os partidos que se opõem a Chávez obtiveram 52% dos votos.

Veja nossos especiais sobre o assunto:
especial
Raio-X das eleições parlamentares

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Até o dia 31 de dezembro, o Radar Global relembra os 12 principais personagens da política internacional de 2010. Acompanhe também a retrospectiva dos últimos meses com os 12 principais fatos do ano.

Hugo Chávez, presidente da Venezuela

Chávez viu seu prestígio popular cair. A violência urbana em Caracas e a crise econômica gerada pela queda no preço do petróleo derrubaram a aprovação ao presidente.

Nas urnas, o Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV) perdeu a maioria qualificada na Assembleia Nacional. O partido teve apenas 120 mil votos a mais (0,2%) que os opositores nas eleições legislativas de setembro.

No final do ano, teve seus poderes ampliados pelo Congresso com a justificativa de que precisa dar respostas mais rápidas às vítimas das chuvas no país. Ele governará sem o Parlamento até sua sucessão.

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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que já havia declarado que apoiava Dilma e que a preferia para ocupar o cargo de presidente do Brasil, parabenizou a petista por “entrar no clube”. “Vem de longe, companheira, te conheço. Sabemos de onde vem, das batalhas pelo Brasil, das duras batalhas. Uma grande mulher, uma patriota”, disse Chávez.

O venezuelano disse que Dilma “se converterá em outra giganta”, assim como Cristina Kirchner na Argentina. “Vou mandar um beijo para minha querida Dilma”, disse ele ao final do seu programa dominical, o “Alô, Presidente”.

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Domingo, 24 de outubro - O vazamento de quase 400 mil documentos sobre a Guerra do Iraque ocorre no momento em que cai a influência dos EUA sobre a política iraquiana e aumenta o domínio do Irã sobre Bagdá. Uma das milícias que, segundo os papéis divulgados pelo WikiLeaks, foi treinada pelo regime de Teerã deve integrar a coalizão proposta pelo premiê iraquiano, Nuri al-Maliki. Opositores ao atual primeiro-ministro disseram, no Iraque, que as acusações de tortura contra as forças iraquianas colocam em cheque a permanência de Maliki no poder, acentuando ainda mais a instabilidade política que vive o país desde as eleições de março. O novo governo não foi oficializado e o premiê segue interinamente no poder.

Segunda-feira, 25 de outubro - Um surto de cólera que matou mais de 250 pessoas nos últimos cinco dias no Haiti chegou à capital, Porto Príncipe, onde milhares de desabrigados vivem sem água e esgoto desde o terremoto que matou 250 mil pessoas, em janeiro. A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que cinco pessoas morreram depois de chegar à cidade já infectadas. Pelo menos 3,5 mil haitianos estão internados com suspeita da enfermidade. “Dos cinco casos de cólera confirmados em Porto Príncipe, quatro eram de pessoas originárias de Artibonite (no norte do país) e uma do Departamento Centro”, informou o escritório de coordenação de assuntos humanitários das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça. “Esses casos não constituem uma propagação da doença, já que não se trata de um novo foco (de infestação). A identificação desses cinco casos na capital, ainda que preocupante, demonstra que o sistema de vigilância da epidemia funciona.”

Terça-feira, 26 de outubro - O surto de cólera que já deixou 259 mortos e 3.342 infectados no Haiti pode obrigar o governo a adiar a eleição presidencial de 28 de novembro, comprometendo a estabilização do país mais pobre das Américas. Além do rápido avanço da doença, as forças de paz temem que a temporada de furacões, que começa agora, castigue ainda mais os acampamentos onde vivem 1,5 milhão de desabrigados do terremoto de 12 de janeiro. Segundo o comandante militar da Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (Minustah), o general brasileiro Luiz Guilherme Paul Cruz, uma das preocupações é manter a segurança diante da crise sanitária. Neste momento, diz o general, há 100% de estabilidade. Mas, “se considerarmos o pior cenário (de pico da doença), nos traz preocupação”. “Todo o esforço será feito para que nós tenhamos a eleição e possamos dar o atendimento a essa emergência”, garante Paul Cruz.

Quarta-feira, 27 de outubro - Um terremoto de 7,7 graus na escala Richter, seguido de um tsunami e uma erupção vulcânica, deixou pelo menos 138 mortos e 500 desaparecidos nas ilhas que formam a Indonésia, maior arquipélago do mundo, no Sudeste Asiático. O epicentro do tremor foi localizado nas Ilhas Mentawai, na noite de segunda-feira. O local atrai turistas do mundo todo. Pelo menos oito estrangeiros estavam entre os desaparecidos.

Quinta-feira, 28 de outubro - A política argentina está lançada num cenário de ainda mais incerteza, com a morte súbita do ex-presidente Néstor Kirchner – considerado o político que verdadeiramente exercia o poder no governo de sua mulher, Cristina. Ele estava em El Calafate, no extremo sul da Argentina, quando passou mal de madrugada. Às 7 horas, ao lado de Cristina, deu entrada no Hospital José Formenti. Pouco mais de duas horas depois, apesar das tentativas dos médicos de reanimá-lo, o homem mais poderoso da Argentina – o caudilho que alinhou o país à agenda bolivariana do venezuelano Hugo Chávez, acirrou a disputa do peronismo com produtores agrícolas, empresários e jornalistas, centralizou todas as decisões de governo e não poupou seus opositores do peso da máquina implacável do Estado – estava morto.

Sexta-feira, 29 de outubro - Políticos, celebridades e esportistas argentinos, além de vários líderes internacionais, velaram na ala dos “heróis latino-americanos” da Casa Rosada o corpo do ex-presidente Néstor Kirchner, morto de um ataque cardíaco na quarta-feira. Diferentemente dos rumores que circularam logo após a morte do líder, o enterro de Kirchner ocorrerá hoje, e não amanhã, como chegou a ser anunciado.

Sábado, 30 de outubro - Pacotes-bomba, enviados do Iêmen, assustaram ontem os EUA e colocaram o país, além de aliados europeus e árabes, em alerta. Os pacotes estavam endereçados a instituições judaicas de Chicago. O presidente Barack Obama havia sido avisado na quinta-feira sobre a ameaça e ontem prometeu em discurso combater a chamada “Al-Qaeda na Península Arábica”, isolada no Iêmen e considerada a principal suspeita pela tentativa de ataque.

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29.outubro.2010 01:00:26

Hoje na História

Pesquisa do Centro de Documentação e Informação (CDI) o Grupo Estado

Há 1 ano, o Senado aprovava o ingresso da Venezuela no Mercosul.

Há 200 anos, era fundada a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, para abrigar o acervo real trazido pela corte do príncipe regende D. João, em 1808.

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