ir para o conteúdo
 • 

Radar Global

Imensa rachadura atravessa país de norte a oeste, fazendo com que vários tremores sejam registrados

A Turquia situa-se em uma região de imperfeição global. Está espremida entre as massas de terra árabes e eurasianas, que estão se movendo a uma velocidade de centímetros por ano. Quando continentes se atritam um no outro, a energia se acumula. Uma das fraquezas geológicas, conhecida pelos sismólogos como Falha de Anatólia, é uma imensa rachadura que atravessa a Turquia ao norte e ao oeste.Internacional_A10_24_10_2011.gif

Ao norte da falha, a terra está se deslocando para o leste; ao sul, as rochas fluem para oeste. Como acontece com a Falha de San Andreas, na Califórnia, o movimento é intermitente. As rochas abaixo da superfície permanecem unidas durante anos ou até mesmo décadas, mas, de repente, movimentam-se ao mesmo tempo.

Quando fazem isso, o movimento da base, normalmente imperceptível, se acelera em pouco tempo para uma velocidade de 8 mil quilômetros por hora. As imensas energias liberadas no epicentro de um terremoto são dissipadas como ondas, viajando a velocidades assustadoras. Se o terremoto for mais superficial, as ondas têm menos tempo para se dissipar; se elas atingem sedimentos macios, tendem a se amplificar perigosamente.

Movimentação. Uma primeira série de ondas faz o solo tremer verticalmente; um segundo conjunto de ondas, ligeiramente mais lento, abala o solo de lado a lado. As pessoas que moram próximas ao epicentro sentirão ambos os movimentos ao mesmo tempo: se suas casas forem mal projetadas ou mal construídas, de cimento ou alvenaria, o primeiro abalo – com velocidades de até um metro por segundo – poderá ser a última coisa que sentirão.

Os cientistas têm tido muitas experiências com os terremotos turcos. Um terremoto de 7,1 graus de magnitude ocorrido em Gediz, em 1970, matou 1.086 pessoas; um outro próximo a Izmit, em 1967, matou 173. Em 1754, a cidade foi atingida por um terremoto relativamente moderado, de 5,8 graus, que matou 2 mil pessoas.

Internacional_A9_24_10_2011.gif

Comente!

a6db45a4d88f4db5b4d0861d0eacea4a_a6db45a4d88f4db5b4d0861d0eacea4a_0.jpg
Policiais se preparam para operações de resgate em Miyagi, Japão: terremoto entre as causas do choque

Um novo choque do petróleo, menos agudo e mais prolongado que o dos anos 70, já começou e deve afetar o crescimento da economia mundial. A avaliação é de um relatório da consultoria Ernst&Young, que revisou a elevação do Produto Interno Bruto (PIB) global em 2011 para 4%. Os levantes no mundo árabe, somados às consequências do terremoto no Japão, são a causa principal deste novo choque.

Leia mais no blog do correspondente Gustavo Chacra, em Nova York

Comente!

As fotos abaixo mostram algumas lojas fechadas nesta quarta-feira, 11, em Roma. Muitos habitantes deixaram a capital italiana com receio depois que uma “profecia” espalhou a informação de que um terremoto atingiria a cidade. Segundo a AP, houve mais de 22 tremores até o começo da tarde em diversos lugares da Itália, mas a profecia de um terremoto que destruiria o Coliseu e a Basílica de São Pedro não se confirmou.

Na realidade, um terremoto atingiu o sul da Espanha nesta quarta.

De acordo com a Reuters, um dos bairros nos quais a preocupação foi maior é o de China Town. “Muitos lojistas mantiveram as lojas fechadas e colocaram cartazes com inscrições como ‘Fechado para inventário’ ou ‘Fechado por razões familiares graves’, ou ainda ‘Fechado por um casamento’.

2011_05_11T125912Z_01_ASB503_RTRMDNP_3_ITALY_ROME_EARTHQUAKE.JPG
Foto: Alessandro Bianchi/Reuters

bcbf007da0a647eab88f9d4983e662ea_7e6410e9cb694049a5b7faa14021e6e5_0.jpg
Foto: Pier Paolo Cito/AP

2011_05_11T130759Z_01_ASB504_RTRMDNP_3_ITALY_ROME_EARTHQUAKE.JPG
Foto: Alessandro Bianchi/Reuters

Comente!

rome_reuters.JPG
O Coliseu, em Roma, durante um apagão em 2003: vítima do ‘terremoto’ de quarta-feira?

A população em Roma, na Itália, está com medo por conta de uma profecia. Trata-se de uma “previsão” de que um terremoto destruirá a cidade na quarta-feira, 11, amanhã. O medo é tão grande que, segundo agências de notícias, a cidade está se esvaziando às vésperas da “catástrofe”. Por isso, as autoridades italianas estão sendo obrigadas a tranquilizar à população – com a simples explicação de que terremotos não podem ser previstos.

Há meses corre pela internet uma “profecia” do astrônomo e sismólogo autodidata italiano Raffaele Bendandi (1893-1979), que afirma que um tremor de terra de “grande intensidade” atingirá Roma no dia 11 de maio de 2011. Na previsão de Bendandi (na foto abaixo), dois dos principais cartões-postais da cidade, o Coliseu e a Basílica de São Pedro, seriam destruídos durante o terremoto.

raffaele_bendandi.jpgNas últimas semanas, segundo a Efe, meios de comunicação divulgaram a profecia, assustando a maioria dos romanos, que decidiu abandonar a cidade nesta quarta-feira e passar o dia em fazendas dos arredores, em parques ao ar livre e a muitos quilômetros de distância. Segundo a organização de empresários agrícolas Coldiretti, citada pela imprensa local, as pousadas da província estão “cheias” graças às numerosas reservas feitas por famílias.

A maior parte das lojas administradas por chineses entre a praça Vittorio e ruas adjacentes anunciou o fechamento do comércio na quarta-feira, enquanto a imprensa local garantiu que pelo menos 15% dos funcionários públicos pediram dispensa. Perante a situação criada, a prefeitura de Roma pôs à disposição um posto telefônico para tranquilizar à população e oferecer todo tipo de informação.

‘Fraude’

Especialistas e sismólogos asseguraram que esses “prognósticos” são falsos. Paola Lagorio, presidente da Associação La Bendandiana, que guarda o legado de Bendandi, sentenciou que a história do terremoto “é uma fraude”. Em uma entrevista a um programa da televisão pública RAI, Paola disse: “É uma notícia totalmente inventada, obra de alguém que sabe que a única pessoa crível na Itália para uma previsão desse tipo é Bendandi”.

Segundo ela, as únicas previsões sísmicas que Bendandi fez são para 6 de abril de 2521, data na qual, segundo seus estudos, a situação planetária pode causar tremores de grande intensidade na Terra.

Perante o alarme criado, a associação de consumidores Codacons apresentou nesta terça-feira uma denúncia perante a promotoria de Roma por suposto “delito de abuso da credulidade popular” e pediu para investigarem “todos os que alimentaram e divulgaram a notícia do terremoto”. O presidente da Codacons, Carlo Rienzi assinalou que se trata de uma notícia “sem fundamento científico, que está criando alarme entre muitos romanos, contribuindo para medos totalmente injustificados”.

Efe

Comentários (9)| Comente!

Por José Orenstein

O esforço de reconstrução dos japoneses após o traumático terremoto seguido de tsunami tem sido exemplar. E a rede de solidariedade que se construiu no país se estende até um setor conhecido não exatamente por ser exemplar: a Yakuza.

De Tóquio e Kobe, a máfia japonesa tem enviado caminhões repletos de alimentos, água e mantas para os centros de evacuação ao norte do Japão, zona mais afetada pelo desastre natural de 11 de março, que até agora deixou 27 mil mortos e desaparecidos.

A Yakuza ganhou fama por articular redes de crime organizado e explorar o jogo, a pornografia, a prostituição. E também pelas tatuagens que cobrem a maior parte do corpo de seus membros.

Assim como no terremoto que devastou Kobe em 1995, há queixas quanto à demora dos funcionários do Estado em chegar até os sobreviventes. A Yakuza então, como hoje, tem se mostrado mais ágil em prestar socorro aos necessitados.

Foram enviados pela Yakuza pelo menos 70 caminhões às áreas que sofreram com o terremoto, carregados com suprimentos no valor de US$ 500 mil, segundo Jake Adelstein, especialista que escreve sobre o grupo japonês. Segundo Adelstein, a caridade está na código “ninkyo”, que valoriza a justiça e proíbe o sofrimento alheio. O especialista explica que há um entendimento informal entre a Yakuza e a política, que tolera que o grupo realize caridade, mas sem fazer publicidade em cima das suas ações.

Estima-se que os membros da Yakuza sejam 80 mil no Japão. Os Sumiyoshi-kai e os Inakawa-kai, segunda e terceira maiores máfias japonesas, parecem ser os mais ativos no esforço de ajuda após o tsunami. Marginalizados na sociedade, os Yakuza preferem agir de forma independente do governo e das comunidades locais. Aproveitam a organização do crime para organizar a ajuda. E, neste momento, os japoneses não querem questionar a procedência da solidariedade.

Comentários (2)| Comente!

O Japão foi atingido por um terremoto de magnitude 9 na sexta-feira, 11.  Mais de mil pessoas morreram e o tsunami que se seguiu ao tremor afetou áreas no nordeste do país. O governo japonês declarou estado de emergência em uma usina nuclear próxima do epicentro, e posteriormente uma outra foi colocada em alerta. Ao menos 20 países banhados pelo Oceano Pacífico emitiram alertas para as ondas gigantes.  Acompanhe no Radar Global os últimos desdobramentos da tragédia.

10h15: Segundo a rede japonesa NHK, número confirmado de mortos chega a 4.340 e 9.083 desaparecidos.

8h00: Técnicos voltam ao complexo de Fukushima após níveis de radiação cairem novamente.

QUARTA-FEIRA, 16 DE MARÇO

22h05: Masami Nishimura, porta-voz da Agência de Segurança Nuclear do Japão, disse que a Tepco considera usar caminhões de bombeiro e helicópteros para jogar ácido sobre os núcleos e prevenir um vazamento ainda maior de material radioativo.

21h54: Núlceos dos reatores 1 e 2 de Fukushima sofreram danos, diz Tepco

19h10: Foi descoberto um foco de incêndio no complexo do reator 4 de Fukushima, informou a empresa gestora da usina.

18h53: Novos números oficiais das vítimas no Japão: são 7.558 desaparecidos e 1.990 feridos. Os mortos permanecem em 3.373.

17h51: A Marinha americana está distribuindo pílulas de iodo entre seus efetivos “apenas como medida de precaução”, disse o porta-voz dos militares. Os americanos já detectaram baixos níveis de radiação.

16h39: O jornal britânico The Guardian informa a situação dos seis reatores de Fukushima:

Reator 1: núcleo resfriado pela água do mar jogada pelas equipes técnicas

Reator 2: água do mar foi usada no resfriamento, mas a água evaporou e o núcleo ficou exposto. Há risco de derretimento

Reator 3: sistema de resfriamento falhou e, após explosão de hidrogênio, houve pequeno vazamento de material radiativo

Reator 4: explosão de hidrogênio causou incêndio na piscina do núcleo

Reator 5: temperatura na câmara do núcleo está aumentando gradativamente

Reator 6: temperatura na câmara do núcleo está aumentando gradativamente

16h05: A crise nas usinas nucleares ganhou espaço sobre o terremoto e o tsnunami em si. Vejamos algumas informações deste início de tarde:

- A França aumentou a gravidade do acidente em Fukushima para 6, dentro de uma escala onde 1 é um risco baixo, e 7 é um risco alto.

- O Exército dos EUA confirmou ter detectado radiação em suas bases militares em Yokosuba e Atsugi, 320 km ao sul de Fukushima.

- A equipe que estava em Fukushima tentando controlar a situação teve de ser evacuada devido aos altos níveis de radiação.

11h35: Ante o aumento dos níveis de radiação, Áustria decide transferir embaixada de Tóquio para Osaka.  Maioria dos jornalistas alemães também decidem deixar capital.

11h30: Radiação do reator 4 de Fukushima pode afetar saúde, diz governo japonês.

11h02: Tremor de magnitude 6,0 atingiu o leste do Japão  há pouco, e pôde ser sentido em Tóquio.

9h15: O nível de radiação na capital japonesa estava 10 vezes o índice normal na noite de terça-feira, quatro dias depois que um terremoto e um tsunami destruíram um reator nuclear no nordeste do país, mas não há ameaça para a saúde humana, informou o governo municipal, segundo a Reuters.

9h08: AIEA foi informada por autoridades japonesas que o nível de radiação caiu entrada principal de Fukushima, indo de 11,9  microsieverts (mSv)por hora para 0,6 microsierverts por hora, num intervalo de 6 horas.

8h45: A União Europeia está considerando a possibilidade de fazer testes em suas usinas nucleares contra acidentes. A Alemanha disse nesta terça que pode desativar todas as usinas construídas antes da década de 80.

8h42: Autoridades na França disseram que acidente em no complexo de Fukushima Daichi já é considerado de nível seis (acidente sério), numa escala de sete.

8h00: Agência da ONU diz que os ventos já estão dispersando material radioativo no oceano, mas que não há perigo para o Japão ou região.

TERÇA-FEIRA, 15 DE MARÇO

22h07: No 1º dia de operações da Bolsa de Valores de Tóquio após o terremoto, houve queda de -6,5% . Nesta terça, no horário japonês, o mercado abriu em baixa de -5%.

21h52: O Serviço Geológico dos EUA elevou a magnitude do terremoto de sexta-feira para 9,0. Assim, o tremor do Japão é o 4º mais forte desde 1900.

21h40: Mais informações sobre a nova explosão em Fukushima. O incidente danificou a piscina de condensação da câmara de confinamento do reator 2 , que serve para resfriar o núcleo.

Além disso, a Agência Kyodo informou que os níveis de radiação estão acima do normal na província de Ibaraki, ao norte de Tóquio. Em Ibaraki está a usina de Tokai – a 1ª do Japão, construída nos anos 60. Houve problemas no sistema de refrigeração deste complexo antes.

21h33: Novo balanço de vítimas: 2.414 mortos e 3.118 desaparecidos e 1.885 feridos

20h31: Nova explosão no reator 2 de Fukushima. Não há informações sobre danos ao dispositivo.

16h54: Mais números, dessa vez da Cruz Vermelha do Japão.

Quase 2 mil mortos confirmados. A estimativa, porém, é que as baixas cheguem a 10 mil. Também há 2 mil feridos.

530 mil pessoas tiveram de deixar suas casas e estão em 2.500 centros de desabrigados, como escolas e ginásios.

24 mil pessoas ainda estão completamente isoladas e inalcançáveis. 1,2 milhão de casas seguem sem energia, e 1,4 milhão está sem água.

4.700 casas foram destruídas e outras 50 mil sofreram danos. 582 estradas estão sem condições de circulação e 32 pontes ruíram.

15h48: Algumas informações do jornal britânico The Guardian sobre três das mais atingidas províncias japonesas:

Miyagi
785 mortos confirmados
2 mil corpos foram achados em duas praias – Minamisanriku e Ishinomaki
A população de Minamisanriku é de 17 mil pessoas. 10 mil delas estão desaparecidas.

Iwate
574 mortos confirmados
80% da cidade de Rikuzentakata, de 23 mil habitantes, foram destruídos pelo tsunami
12 mil dos 15 mil moradores de Otsuchi estão desaparecidos

Fukushima
420 mortos confirmados
1.200 estão desaparecidos

15h29: As empresas desenvolvedoras de jogos eletrônicos e softwares do Japão – um dos maiores mercados mundiais do ramos – também estão se mobilizando em prol das vítimas das tragédias dos últimos dias. A seguir, uma lista das companhias e o que elas estão doando.

Nintendo: US$ 3,66 milhões
Sony: US$ 3,66 milhões e 30 mil aparelhos de rádio
SEGA: US$ 2,44 milhões
Koei  Tecmo: US$ 1,22 milhões
Namco Bandai: US$ 1,22 milhões
Microsoft (EUA): US$ 2 milhões

15h09: A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que o acidente nuclear do Japão “dificilmente tomará as proporções de Chernobyl”. Segundo o diretor-geral da Agência Yukiya Amano, há diferenças entre os dois casos, como o projeto e a estrutura das usinas nucleares.

O acidente de Chernobyl ocorreu em abril de 1986 na Ucrânia. A explosão do reator da usina se transformou no que é considerado o pior acidente nuclear da história.

15h01: A Comissão de Regulação Nuclear dos EUA anunciou que o governo japonês pediu formalmente a ajuda de Washington para resfrias os reatores com problemas em suas usinas nucleares. O chefe do órgão disse que atenderá à solicitação de Tóquio.

14h47: O número de mortos subiu para 1.897 desde a sexta-feira. De acordo com a Agência Nacional de Polícia, ao menos 3.002 pessoas estão desaparecidas. Os números não incluem os 2 mil corpos encontrados na província de Miyagi, uma das mais atingidas.

13h45: A chanceler alemã, Angela Merkel, suspendeu o plano de estender o tempo de vida útil de usinas nucleares alemãs após os problemas com o complexo de Fukushima

12h56: O Japão pediu à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que envie especialistas  para ajudar na atual crise nuclear.

12h32: Segundo a agência AP, as barras de combustível estariam derretendo dentro dos três reatores afetados no complexo de Fukushima devido ao superaquecimento.

12h13: O presidente americano, Barack Obama, voltou a oferecer ajuda ao Japão após o terremoto. “Estaremos ao lado do Japão nestes dias difíceis que virão”, disse. “Meu coração ainda está partido pelas cenas de destruição”.

11h56: O número de mortos na tragédia é de 1.886, com 2.369 desaparecidos, indica o último balanço da polícia

11h26: Após cancelar o campeonato japonês, a seleção local pode desistir da Copa América, para qual foi convidada. O torneio será disputado na Argentina em julho.

8h57: Tokyo Electric Power Co. informou que barras de combustível estão expostas devido ao baixo nível da água no reator 2 da usina de  Fukushima.

SEGUNDA-FEIRA, 14 DE MARÇO

Comente!

A equipe do Radar Global escolheu os 12 principais fatos que marcaram o ano de 2010 para uma breve retrospectiva. Até o dia 31 de dezembro, relembraremos o que aconteceu de mais importante nos últimos 12 meses no cenário internacional – entre eleições a desastres naturais. Veja também os 12 principais personagens de 2010.

O terremoto no Haiti

O Haiti, país mais pobre das Américas, foi devastado por um terremoto de magnitude 7,0 no dia 12 de janeiro. Mais de 250 mil pessoas morreram e 1,3 milhão permanecem desalojadas por conta do desastre. Toda a comunidade internacional se mobilizou para ajudar as vítimas do tremor, mas o país ainda enfrenta os desafios da reconstrução.

Em outubro, ainda se recuperando do desastre, o país ainda sofreu com um surto de cólera que matou mais de 2.500 pessoas.

Veja nossos especiais sobre o assunto:
especialPanorama da tragédia no Haiti
especialEntenda o terremoto no Haiti

Comente!

Domingo, 24 de outubro - O vazamento de quase 400 mil documentos sobre a Guerra do Iraque ocorre no momento em que cai a influência dos EUA sobre a política iraquiana e aumenta o domínio do Irã sobre Bagdá. Uma das milícias que, segundo os papéis divulgados pelo WikiLeaks, foi treinada pelo regime de Teerã deve integrar a coalizão proposta pelo premiê iraquiano, Nuri al-Maliki. Opositores ao atual primeiro-ministro disseram, no Iraque, que as acusações de tortura contra as forças iraquianas colocam em cheque a permanência de Maliki no poder, acentuando ainda mais a instabilidade política que vive o país desde as eleições de março. O novo governo não foi oficializado e o premiê segue interinamente no poder.

Segunda-feira, 25 de outubro - Um surto de cólera que matou mais de 250 pessoas nos últimos cinco dias no Haiti chegou à capital, Porto Príncipe, onde milhares de desabrigados vivem sem água e esgoto desde o terremoto que matou 250 mil pessoas, em janeiro. A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que cinco pessoas morreram depois de chegar à cidade já infectadas. Pelo menos 3,5 mil haitianos estão internados com suspeita da enfermidade. “Dos cinco casos de cólera confirmados em Porto Príncipe, quatro eram de pessoas originárias de Artibonite (no norte do país) e uma do Departamento Centro”, informou o escritório de coordenação de assuntos humanitários das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça. “Esses casos não constituem uma propagação da doença, já que não se trata de um novo foco (de infestação). A identificação desses cinco casos na capital, ainda que preocupante, demonstra que o sistema de vigilância da epidemia funciona.”

Terça-feira, 26 de outubro - O surto de cólera que já deixou 259 mortos e 3.342 infectados no Haiti pode obrigar o governo a adiar a eleição presidencial de 28 de novembro, comprometendo a estabilização do país mais pobre das Américas. Além do rápido avanço da doença, as forças de paz temem que a temporada de furacões, que começa agora, castigue ainda mais os acampamentos onde vivem 1,5 milhão de desabrigados do terremoto de 12 de janeiro. Segundo o comandante militar da Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (Minustah), o general brasileiro Luiz Guilherme Paul Cruz, uma das preocupações é manter a segurança diante da crise sanitária. Neste momento, diz o general, há 100% de estabilidade. Mas, “se considerarmos o pior cenário (de pico da doença), nos traz preocupação”. “Todo o esforço será feito para que nós tenhamos a eleição e possamos dar o atendimento a essa emergência”, garante Paul Cruz.

Quarta-feira, 27 de outubro - Um terremoto de 7,7 graus na escala Richter, seguido de um tsunami e uma erupção vulcânica, deixou pelo menos 138 mortos e 500 desaparecidos nas ilhas que formam a Indonésia, maior arquipélago do mundo, no Sudeste Asiático. O epicentro do tremor foi localizado nas Ilhas Mentawai, na noite de segunda-feira. O local atrai turistas do mundo todo. Pelo menos oito estrangeiros estavam entre os desaparecidos.

Quinta-feira, 28 de outubro - A política argentina está lançada num cenário de ainda mais incerteza, com a morte súbita do ex-presidente Néstor Kirchner – considerado o político que verdadeiramente exercia o poder no governo de sua mulher, Cristina. Ele estava em El Calafate, no extremo sul da Argentina, quando passou mal de madrugada. Às 7 horas, ao lado de Cristina, deu entrada no Hospital José Formenti. Pouco mais de duas horas depois, apesar das tentativas dos médicos de reanimá-lo, o homem mais poderoso da Argentina – o caudilho que alinhou o país à agenda bolivariana do venezuelano Hugo Chávez, acirrou a disputa do peronismo com produtores agrícolas, empresários e jornalistas, centralizou todas as decisões de governo e não poupou seus opositores do peso da máquina implacável do Estado – estava morto.

Sexta-feira, 29 de outubro - Políticos, celebridades e esportistas argentinos, além de vários líderes internacionais, velaram na ala dos “heróis latino-americanos” da Casa Rosada o corpo do ex-presidente Néstor Kirchner, morto de um ataque cardíaco na quarta-feira. Diferentemente dos rumores que circularam logo após a morte do líder, o enterro de Kirchner ocorrerá hoje, e não amanhã, como chegou a ser anunciado.

Sábado, 30 de outubro - Pacotes-bomba, enviados do Iêmen, assustaram ontem os EUA e colocaram o país, além de aliados europeus e árabes, em alerta. Os pacotes estavam endereçados a instituições judaicas de Chicago. O presidente Barack Obama havia sido avisado na quinta-feira sobre a ameaça e ontem prometeu em discurso combater a chamada “Al-Qaeda na Península Arábica”, isolada no Iêmen e considerada a principal suspeita pela tentativa de ataque.

Comente!

19.setembro.2010 01:00:43

Hoje na História

Pesquisa do Centro de Documentação e Informação (CDI) o Grupo Estado

Há 25 anos, um terremoto de 8,1 graus na escala Richter destruía um terço dos edifícios da Cidade do México e causava a morte de 12 mil pessoas.

Comente!

13.junho.2010 01:00:02

Hoje na História

Pesquisa do Centro de Documentação e Informação (CDI) o Grupo Estado

Há 1 ano, era reeleito o presidente conservador Mahmoud Ahmadinejad com 63% dos votos válidos, contra 34% para o candidato moderado Mir Hossein Mousavi e a oposição denunciava fraude eleitoral, espalhando confrontos em Teerã.

Há 5 anos, um terremoto de 7,9 graus no Chile deixava 12 mortos no norte, com epicentro a 100 quilômetros de Iquique. Nos dias seguintes ocorreram mais de 180 réplicas.

Há 10 anos, dirigentes das duas Coreias reeuniam-se em Pyongyang, pela primeira vez desde a guerra que dividiu o país em 1953 e comprometeram-se a colaborar para uma eventual reunificação da península.

Comente!

Arquivos

TODOS OS BLOGS DO ESTADÃO