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Radar Global

SÃO PAULO - A ocupação da Rocinha pela polícia foi assunto em jornais dos Estados Unidos, Europa e América Latina. A ausência de tiros e de violência na operação e a possibilidade de um cenário mais seguro durante a Copa do Mundo e as Olimpíadas foram alguns dos aspectos mais destacados. Leia a seguir alguns exemplos.

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El País: “Rio de Janeiro fecha um ciclo com a ocupação da favela da Rocinha”

O jornal espanhol enfatizou o fato de que a polícia ocupou a Rocinha com um aparato de guerra, porém que não foi necessário disparar sequer um tiro. Além disso, questionou o fato de que, já que a ocupação foi pacífica, poderia ter sido feita antes. Mas elogiou que, com a ocupação, “fica definitivamente fechada a faixa de segurança das zonas no centro e no sul do Rio de Janeiro, áreas que serão as mais expostas ao turismo e ao escrutínio internacional nos próximos cinco anos”.

El Periódico: “Polícia toma a favela mais emblemática do Rio sem enfrentar resistência”

O jornal, também espanhol, destacou a operação pacífica e também abordou a falta de urbanização da favela, onde a ausência de estrutura faz com que “apenas 30% dos moradores recebam cartas”.

The Guardian: “Exército e polícia invadem favela para operação de limpeza”

O diário britânico também elogiou a ausência de tiros na operação. Destacou ainda as instalações com piscinas, jacuzzis e churrasqueiras nas casas luxuosas dos traficantes, em meio à miséria da favela.

New York Times: “Autoridades tomam o controle da maior favela do Rio”

A preocupação da comunidade com uma possível ação violenta da polícia durante a ocupação foi um dos assuntos destacados pelo jornal norte-americano New York Times. O jornal explicou que a iniciativa pacífica foi possível devido a meses de trabalho de inteligência da polícia e também graças à prisão de Antônio Bonfim Lopes “o senhor das drogas conhecido por ‘Nem’, que efetivamente controlava a Rocinha”.

The Washington Post: “Polícia brasileira toma o controle da maior favela do Rio para trazer segurança antes da Copa e das Olimpíadas”

O jornal norte-americano disse que os esforços para pacificar a “maior favela do Brasil” vão ao encontro da estratégia do país de “se consolidar como uma potência econômica, política e cultural”. Enfatizou ainda a preocupação dos moradores com relação à situação da favela nos próximos meses.

Le Monde: “Polícia ocupa a favela mais emblemática do Rio”

Na matéria sobre a ocupação, o jornal francês enfatizou em seu blog que as favelas da Rocinha e do Vidigal são mais urbanizadas do que outras da cidade, devido ao tráfico de drogas que ocorre nas áreas. Também destacou a proximidade da conferência sobre sustentabilidade “Rio+20″, que acontece no ano que vem, como parte dos argumentos da polícia para realizar a operação.

Al-Jazira: ‘Polícia brasileira assume o controle da maior favela’

A rede de televisão árabe Al-Jazira destacou a importância da ação para a segurança da Copa e das Olimpíadas.

Clarín: “Com uma megaoperação, recuperam a maior favela do Rio de Janeiro’

O diário argentino destacou o sucesso da missão e o fato de a comunidade pendurar bandeiras brancas nas janelas antes de a ocupação ser concluída.

El Universal: ‘Rio de Janeiro lança enorme operação para ocupar favela’

O jornal venezuelano disse que, apesar de a polícia já ter ocupado 18 favelas nos últimos três anos, a ocupação da Rocinha foi o primeiro grande passo para recuperar a segurança na cidade e controlar o narcotráfico.

CNN: ‘Imagens de helicópteros e blindados na favela eram impressionantes’

Rede de televisão norte-americana destaca atuação pacífica dos policiais.

 

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O presidente búlgaro Georgi Parvanov convidou nesta segunda-feira, 1º, a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, para visitar a Bulgária, país de origem de seu pai, de acordo com a agência de notícias AFP. 

O presidente também acredita que Dilma “não vai abandonar as amplas reformas iniciadas, e realizará novas (…) para o interesse de toda a sociedade brasileira.  Parvanov  destacou em sua mensagem de felicitações que a campanha e as eleições no Brasil foram acompanhadas “com um enorme interesse na Bulgária”. A vitória de Dilma “encheu de orgulho o povo búlgaro”, considerou.

A família búlgara da nova presidente do Brasil também elogiou sua vitória e lhe desejou sorte. 

O falecido pai de Dilma, Petar Roussev, emigrou primeiro para a França, em 1929, e em seguida para a Argentina, antes de se mudar para o Brasil com o nome de Pedro Rousseff. Ele não deu notícias até 1948, quando escreveu à mãe, Tsana, para comunicar sobre seu sucesso como empresário e sua nova família no Brasil, onde foi pai de três crianças, incluindo Dilma Vana. 

O prefeito da cidade de Gabrovo (centro-norte do país), Nikolai Sirakov, acredita que “a vitória de Dilma Rousseff inspirará orgulho e ânimo aos búlgaros. “Ela demonstrou que quem luta consegue”, destacou.

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O presidente venezuelano, Hugo Chávez, definiu nesta segunda-feira a eleição de Dilma Rousseff como uma “grande onda de justiça e igualdade social” que, segundo disse, atravessa a América Latina, e avaliou que o “Brasil profundo” foi determinante no resultado das urnas.

Segundo um comunicado da Presidência da Venezuela, a vitória de Dilma “é fruto de uma extraordinária mobilização das forças populares do Brasil profundo”.

“Com seus sindicatos e movimentos sociais, estudantis, intelectuais e artísticos, o Brasil ratificou sua vontade de seguir no caminho do desenvolvimento e progresso social aberto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, acrescenta a nota.

O comunicado, no qual também são enviadas “efusivas felicitações do Governo e do Povo da Venezuela à Dilma Rousseff”, qualifica a eleição de domingo de “histórica jornada democrática”, por ser a primeira vez que uma mulher chega à Presidência do Brasil.

“A vitória da presidente Dilma é garantia de que o processo de união dos povos de nossa região seguirá se consolidando em espaços como o Mercosul, a Unasul e a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos”, afirma a nota, que acrescenta que “o Brasil seguirá aproximando-se dos povos irmãos do continente”. (Efe)

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O presidente francês, Nicolas Sarkozy, falou nesta segunda-feira, 1º, por telefone com Dilma Rousseff “para felicitá-la calorosamente” após “sua brilhante eleição” para a Presidência do Brasil, anunciou nesta segunda o Palácio do Eliseu em comunicado, segundo a agência de notícias AFP.

Sarkozy assegurou a Dilma “sua determinação pessoal e a vontade de a França continuar com a futura presidente do Brasil o aprofundamento em todos os setores da parceria estratégica que une os dois países”.

O presidente francês, que recebeu Dilma no Palácio do Eliseu quando ela era candidata, celebra a possibilidade de reunir-se novamente com ela na próxima reunião do G20 em Seul, juntamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para tratar de respostas aos desafios globais e preparar juntos a presidência francesa do G20 de 2011″, acrescentou o comunicado.

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O presidente americano, Barack Obama, telefonou para a presidente eleita do Brasil, Dilma Roussef, para parabenizá-la pela eleição de ontem.  Na conversa mantida no início da tarde de hoje, segundo o texto, Obama elogiou o povo brasileiro pelo que qualificou de “fé e compromisso” com a democracia e destacou “a excelente relação de trabalho existente entre os Estados Unidos e o Brasil”.

O presidente norte-americano prometeu aprofundar a cooperação bilateral e buscar novas áreas de cooperação entre Brasília e Washington. Ainda no telefonema, prossegue a nota, Obama disse que gostaria de reunir-se com Dilma em breve e desenvolver trabalhos conjuntos em áreas como energia limpa, crescimento global, ajuda à reconstrução do Haiti, esforços colaborativos de desenvolvimento, além de “outras questões de importância global”.

O departamento de Estado, em comunicado, também cumprimentou Dilma pela vitória. “Felicitamos a presidente eleita Dilma Roussef por sua eleição e também os milhões de brasileiros que exerceram seu direito ao voto em um processo eleitoral exemplar”, diz o comunicado assinado pelo porta-voz P.J. Harvey.

“Desejamos trabalhar com a presidente eleita para aprofundar nossa aliança e avançar em temas de interesse comum para nossos povos”.

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O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, felicitou nesta segunda-feira a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) através de uma carta. Segundo a imprensa iraniana, Ahmadinejad também expressou seu desejo de que as relações entre Irã e Brasil sejam ampliadas e fortalecidas nesta nova etapa da política brasileira.

“Tenho certeza de que o Brasil continuará no caminho do progresso e do desenvolvimento, inclusive de forma mais rápida”, destacou.

O presidente iraniano também declarou que “os laços de amizade construídos entre os dois países durante a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva produziram avanços a nível bilateral, regional e internacional”.

“Esses laços entre Irã e Brasil foram consideravelmente ampliados nos últimos anos e tenho certeza de que esta tendência será mantida” no Governo de Dilma, acrescentou.

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O americano Washington Post escreveu que a vitória de Dilma, “uma guerrilheira marxista que se tornou uma tecnocrata especialista em desde finanças a energia”, mostra a “confiança do eleitor no homem que a escolheu para o cargo, o presidente Lula”.

O jornal publicou o discurso recente de Dilma, realizado quando os resultados finais já haviam sido divulgados. Segundo o Post, a eleição de Dilma é o apoio dos brasileiros às políticas sociais iniciadas por Lula.

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Após a divulgação dos resultados oficiais, o governo da Argentina também felicitou Dilma pela vitória. “O governo da República Argentina felicita a senhora Dilma Rousseff pelo triunfo popular obtido no dia do segundo turno, que lhe consagrou como a primeira chefe de Estado do Brasil”, dizia o comunicado da chancelaria.

Expressando sua “indeclinável vontade de seguir trabalhando com o governo e com a nação irmã do Brasil para aprofundar a estreita e rica relação que une os países”, o governo de Cristina Kirchner afirmou que a vitória da petista “afirma a continuidade das políticas que vêm se desenvolvendo no Mercosul, como a Unasul, para o bem-estar de toda a comunidade latino-americana”.

Dilma se torna uma das três chefes de Estado na América Latina, ao lado de Cristina Kirchner, da Argentina, e Laura Chinchilla, da Costa Rica.

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O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, felicitou Dilma Rousseff e se mostrou seguro de que seu mandato constituirá “uma renovada oportunidade” para aprofundar as relações bilaterais.

Cavaco transmitiu suas “mais efusivas felicitações” em nome do povo português, desejou à petista “o maior sucesso” no exercício de suas funções e disse esperar uma visita de Dilma em “breve”.

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“Uma ex-rebelde marxista, que foi presa e torturada durante a ditadura brasileira, se tornou a primeira presidente mulher da história do seu país”. Assim iniciava a notícia da vitória de Dilma no britânico The Guardian.

O Guardian publicou declarações recentes da candidata eleita. A notícia era a quarta chamada principal na primeira página do jornal na internet.

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