
Os chefs dos famosos com os pratos em um hotel de Tel Aviv
TEL AVIV - Cinco chefs de líderes mundiais reuniram-se em Tel Aviv para cozinhar e levantar fundos para atividades que permitam aproximar crianças israelenses e palestinas, em uma iniciativa planejada pelo Centro Peres para a Paz. A informação é do jornal israelense Yedioth Aharonot.
Shalom Kadosh, que atua como chef no Leonardo Plaza Hotel, em Jerusalém, organizou o evento, do qual participaram 220 pessoas – israelenses e estrangeiros, segundo o site do jornal. A entrada foi preparada por Tommy Kurpradit, chef do presidente dos EUA, Barack Obama. Kurpradit preparou uma lasanha de vegetais com alcachofra e molho vinagrete trufado. O cozinheiro do presidente russo, Dmitry Medvedev, Jerome Rigaud, preparou como segundo prato uma típica sopa do país.
Já Christian Garcia, que cozinha para o príncipe Albert de Mônaco, elaborou um filé de salmonete com caldo de peixe, erva-doce e feijão como terceiro prato. O chef Kadosh ficou responsável pelo quarto prato e preparou uma salada de feijão com folhas de acelga e um molho de pimentões assados.
Bernard Vaussion, que cozinha para o presidente francês, Nicolas Sarkozy, elaborou o último prato – mas o jornal não informou do que se tratou. Por fim, a sobremesa ficou por conta do cozinheiro Ulrich Kerz, da chanceler da Alemanha, Angela Merkel. Ele fez uma mousse de maçã com iogurte, rum e passas carameladas.
Os cozinheiros também participaram de um tour culinário organizado por Kadosh nos tradicionais shuks (mercados de rua) de Jerusalém, Mahane Yehuda, e Levinsky, em Tel Aviv. O evento ocorreu na semana passada.

Escolher entre os EUA e Teerã é uma idiotice; o primeiro é uma grande potência e amigo fundamental, o outro é uma sociedade inflamável, que trabalha num programa nuclear
POR ROGER COHEN, DO THE NEW YORK TIMES*
Um embaixador israelense perguntou recentemente a um embaixador americano acreditado na Europa o que seria possível fazer para melhorar as péssimas relações entre o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu e o presidente Barack Obama. Ele respondeu: “Digam obrigado de vez em quando”.
O embaixador americano sugeriu ainda: “De vez em quando, perguntem ao presidente se há algo que vocês possam fazer por ele. E, acima de tudo, não se intrometam em nossa estratégia eleitoral”.
A resposta seca reflete a fúria de Obama provocada por uma série de coisas: o fato de Netanyahu passar por cima dele ao dirigir-se ao Congresso controlado pelos republicanos, onde é extremamente mimado; a ingratidão do premiê israelense pelo extraordinário apoio americano, até mesmo o veto de uma resolução contrária aos assentamentos na ONU, no ano passado, e à aspiração palestina a um Estado próprio; as táticas de Netanyahu que refletem sua convicção de que Obama terá um único mandato; e a recusa em suspender pela segunda vez a construção de assentamentos para o bom andamento das negociações de paz.
Gostaria de acrescentar mais um conselho a Netanyahu, se é que ele está preocupado com seu relacionamento conflituoso com Obama – e deveria estar, pois os israelenses têm consciência da importância dos Estados Unidos e talvez não estejam inclinados a reeleger um homem que envenenou as relações com Washington. O meu conselho é: Não ataque o Irã este ano.
Netanyahu sente-se tentado a bombardear o Irã nos próximos meses para frustrar o impenetrável programa nuclear deste país e – apesar do apelo de Obama, na quinta-feira passada, e das mensagens do secretário da Defesa americano, Leon Panetta – não garantiu aos Estados Unidos que não o fará. Vários fatores, iranianos e americanos, impelem Netanyahu a agir rapidamente.
Em primeiro lugar, a convicção de Israel de que o Irã está perto de um ponto irreversível em sua busca de vários elementos – do enriquecimentos de urânio aos mecanismos necessários para a construção de uma ogiva nuclear. O que intensificou estas preocupações foi o início do enriquecimento nas instalações subterrâneas de Fordo, nas proximidades da cidade de Qom, assim como o tom belicoso do Irã em resposta à ameaça de sanções contra seu setor petrolífero.
Em segundo lugar, o cálculo político dos EUA. Um ataque israelense poucos meses antes das eleições americanas, em novembro, seria desastroso para Obama. Ele não teria condições de expressar sua revolta, considerando a influência do lobby pró-Israel, o importante voto dos judeus na Flórida e o apoio extraordinário que um bombardeio israelense receberia do adversário republicano – provavelmente Mitt Romney.
Por outro lado, se Obama conseguisse um segundo mandato, teria a possibilidade de assinalar seu desagrado se Israel resolvesse agir por conta própria. Como aumenta a convicção de que Obama deverá ganhar, estas considerações têm muito peso em Jerusalém.
Drama. Netanyahu já se definiu como o homem que está entre o Irã e a bomba. Politicamente um falcão, ele tem um pendor pelo dramático. Nestas questões, Israel já agiu por conta própria uma vez, quando bombardeou uma instalação nuclear na Síria, em 2007.
A esta altura, os detonadores americano e israelense parecem distintos – Panetta afirma que “a posição definitiva dos EUA em relação ao Irã é: não desenvolva a arma nuclear”, enquanto os israelenses consideram inaceitável a irreversibilidade da capacidade nuclear, mesmo que a arma não esteja sendo construída. O perigo se oculta nesta discrepância.
Não vá para lá, Netanyahu. Seria um erro terrível. Escolher entre os Estados Unidos e o Irã é uma idiotice. O primeiro é uma grande potência e um amigo fundamental. O outro é uma sociedade violenta, inflamável, que trabalha num programa nuclear há dezenas de anos e cujo aliado regional mais próximo, a Síria, está na beira do abismo.
O sonho de Israel é que os EUA se encarreguem do ataque, mesmo que seja um ataque conjunto – uma das razões pelas quais Israel rejeita esclarecer suas intenções.
Mas, não havendo uma provocação exorbitante do Irã, como o bloqueio do Estreito de Ormuz, isso não ocorrerá antes de novembro.
Em um ano eleitoral, e o fato de o serviço de inteligência americano estar convencido de que o Irã ainda não está construindo a bomba, Obama não permitirá que os preços do petróleo cheguem às alturas e o mundo muçulmano dê início a um novo surto de revolta contra os EUA. Em grande parte, sua presidência tem se dedicado precisamente em sair da guerra e abrandar a hostilidade israelense.
Netanyahu afirmou no fim de semana que, “pela primeira vez”, via certa hesitação no Irã em consequência das sanções. Mas também pediu “uma clara afirmação” de que os EUA “recorrerão às armas”, caso as sanções fracassem. Enquanto isso, seu vice-primeiro-ministro resmungava que as sanções americanas foram decepcionantes.
Os fatos são os seguintes: um ataque de Israel uniria o Irã e, desencadeando sua fúria, isolaria a República Islâmica por uma geração, consolidaria o regime sírio, radicalizaria o mundo árabe em um momento de delicada transição, atiçaria o Hezbollah na fronteira do Líbano, encorajaria o Hamas, colocaria em perigo as forças americanas na região, espalharia o terrorismo, levaria os preços do petróleo às alturas, provavelmente desencadearia uma guerra regional, ofereceria uma tábua de salvação para o Irã no momento em que a Europa estaria decidida a parar de comprar o seu petróleo, acrescentaria um persa à vendetta árabe contra Israel, e, na melhor das hipóteses, só conseguiria atrasar as ambições nucleares iraniana em apenas um par de anos. Parecem perspectivas promissoras? Dentro em breve, o general Martin Dempsey, comandante do Estado-Maior Conjunto dos EUA, visitará Israel. Será bom que Netanyahu ouça, tire o dedo do gatilho iraniano, e entenda que o destino de Israel depende mais de Ramallah do que de Teerã.
*É JORNALISTA E ESCRITOR
TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA
A chamada “Flotilha da Liberdade” que deixou a Turquia rumo à Faixa de Gaza, em maio de 2010, terminou em tragédia: a ação de comandos israelenses que invadiram um dos navios, o Mavi Marmara, deixou nove ativistas mortos – todos de nacionalidade turca, incluindo um turco-americano. A tragédia abalou seriamente as relações entre Israel e Turquia, antigos aliados. Sob pressão, Israel acabou por afrouxar um pouco o bloqueio a Gaza. Um ano depois, ativistas tentaram fazer uma nova incursão até a costa de Gaza. Mas, na ocasião, vários países proibiram que os barcos partissem de seus portos rumo ao território palestino. Segundo os organizadores do protesto, agentes israelenses ainda sabotaram pelo menos três embarcações. Ao final, a segunda flotilha nem sequer conseguiu se aproximar de Gaza.
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JERUSALÉM - O sargento israelense Gilad Shalit chegou há pouco em Israel depois de 5 anos e 4 meses como refém do grupo militante palestino Hamas. Durante a madrugada e a manhã desta terça-feira, 18, ocorreu o processo de troca do militar por 477 presos palestinos – parte do acordo fechado entre os radicais e o governo israelense, que prevê a libertação de mais 550 detentos.
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Acompanhe AO VIVO, pelo Radar Global, o passo a passo da troca de prisioneiros, que ocorre mais de cinco anos após o sequestro de Shalit por homens do Hamas na fronteira com a Faixa de Gaza, em junho de 2006. De Israel e Gaza, o enviado especial Roberto Simon manda informações.
Terça-feira, 18
12h – A equipe de Internacional do estadão.com.br encerra aqui cobertura ao vivo da libertação do israelense Gilad Shalit e dos detentos palestinos. Veja a cobertura completa sobre o caso.
11h30 – Vários governos ao redor do mundo elogiaram o acordo entre Israel e o Hamas para a libertação de Shalit e dos mais de mil prisioneiros palestinos. O chanceler da Itália, Franco Frattini, afirmou que a libertação “abre uma página de esperança” para a paz no Oriente Médio. Na França, o presidente Nicolas Sarkozy disse que a libertação de Shalit é “um grande alívio para o país”. O ministro da Defesa e ex-chanceler do Brasil, Celso Amorim, disse que “toda ação como essa, como a libertação de um soldado israelense, é um bom sinal para a região”. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse esperar que o processo de paz entre israelenses e palestinos ganhe novo fôlego com a libertação. Leia outras reações.
10h40 – Ouça o comentário de Gabriel Toueg, editor de Internacional do estadão.com.br, sobre a troca de prisioneiros entre Israel e o Hamas na rádio Estadão ESPN. Para ele, os radicais palestinos se fortalecem com o acordo.
10h20 – Mais da coletiva de Netanyahu na base aérea:
“Hoje é um dia feliz e triste para Israel. Quando eu voltei a ser primeiro-ministro em 2009, tinha uma tarefa importante esperando por mim - traz de volta Gilad Shalit. Pensei em Shalit preso por mais cinco anos. Não queria que ele acabasse como Ron Arad, que está desaparecido há 25 anos. Pensei na dor que a mãe de Arad sentiu até seus momentos finais”.
9h48 – Na coletiva que deu após a chegada de Shalit, Netanyahu disse que fez duas exigências para que o acordo fosse fechado: que as lideranças do Hamas permanecessem na prisão e que a maioria dos prisioneiros não ficasse na Cisjordânia. O líder do Hamas na Faixa de Gaza, Mahmoud al-Zahar, por sua vez, disse ao Haaretz que o pacto inclui o fim do cerco mantido por Israel no território palestinos e o cancelamento das medidas tomadas há alguns meses para endurecer as condições dos prisioneiros palestinos em cadeias israelenses.
9h40 – FOTO: Gilad Shalit cumprimenta Benjamin Netanyahu ao desembarcar em Tel Nof.

9h29 – A conta do Twitter do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu divulgou uma foto do reencontro entre Gilad e seu pai, Noam Shalit.

9h25 – Netanyahu disse que sabia que tinha uma grande responsabilidade nas mãos ao negociar a troca de Gilad Shalit pelos prisioneiros palestinos, muitos dos quais condenados por ataques terroristas. O premiê, porém, disse que o governo manteve suas exigências sobre a deportação de alguns detentos e que os ministros apoiaram o acordo com o Hamas.
9h22 – Neste momento, Benjamin Netanyahu discursa.
9h18 – Além de seus familiares, Shalit encontrou autoridades como o ministro da Defesa, Ehud Barak, e o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. Este último disse que “é muito bom” ver o militar de volta a Israel.
9h14 – O Haaretz informa que às 13h04 do horário de Israel (9h04 de Brasília), Gilad Shalit reencontrou sua família após cinco anos e quatro meses como prisioneiro do Hamas.
9h05 – Ouça agora na rádio Estadão ESPN, ao vivo, os comentários do editor de Internacional do estadão.com.br, Gabriel Toueg, sobre a troca de prisioneiros entre Israel e Hamas envolvendo Gilad Shalit.
8h59 – Segundo o Canal 2 da TV de Israel, as autoridades israelenses acreditam que Shalit possa estar desnutrido e que ele tenha tido exposição insuficiente à luz solar durante o período em que ficou preso.
8h53 – De acordo com o Jerusalem Post, Gilad Shalit já chegou a Tel Nof, base aérea onde encontrará sua família. A seguir, mais uma foto oficial divulgada pelo Ministério da Defesa de Israel.

8h44 – De acordo com o Haaretz, um vídeo de Shalit cumprimentando outros militares israelenses já foi ao ar pelo Canal 2. As imagens mostram o sargento em uniforme do Exército. Assista abaixo.
8h39 - O Ministério da Defesa de Israel anunciou que está encerrada a troca de prisioneiros envolvendo Shalit e a primeira leva de palestinos. 477 prisioneiros palestinos foram soltos nesta terça. Os demais (550) serão libertados posteriormente, dentro de dois meses de acordo com o plano original.
8h37 – FOTO: Oficiais da divisão de comunicação das Forças de Defesa de Israel se emocionam durante a transmissão das imagens da libertação de Gilad Shalit.

8h30 – Gilad Shalit já está no helicóptero que o transporta para a base aérea de Tel Nof, onde encontrará sua família. O encontro deve ocorrer em aproximadamente 15 minutos.
8h27 – De acordo com o Haaretz, há enfrentamentos entre palestinos e as forças de segurança de Israel em Ramallah. Os manifestantes estão irritados com o local da libertação de alguns prisioneiros, alterado de última hora. A rota do comboio que levava os ex-detentos aparentemente foi mudada porque havia palestinos queimando pneus no local.
8h22 – O governo de Israel confirma, após a realização de exames, que Gilad Shalit está bem. Na entrevista à TV estatal do Egito, o militar disse que foi bem tratado pelo Hamas durante seus cinco anos em cativeiro. Na imagem abaixo, divulgada pelo Ministério de Defesa de Israel, ele aparece falando com sua família ao telefone.

8h11 – FOTO: Ônibus levando ex-prisioneiros palestinos chega a Gaza.

8h09 – O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, faz discurso neste momento à multidão que aguarda a chegada dos palestinos. Ele reconhece que os ex-detentos chegaram e agradece o Egito pelo papel no acordo de troca de prisioneiros. O líder também toca no assunto do reconhecimento do Estado, dizendo que os esforços para que os palestinos tenham uma nação continuam.
8h06 – A CNN exibe imagens dos presos palestinos que chegam a Gaza. Os ex-detentos são recebidos com festa no território palestino.
8h – O Ministério de Defesa de Israel informou que a bateria de exames à qual Gilad Shalit foi submetido terminou e agora ele se dirige à base aérea onde encontrará sua família, o primeiro-ministro de Israel e o ministro da Defesa. Seu pai, Noam Shalit, disse nesta terça que, apesar de todas as confirmações de que o militar está bem, o clima entre os parentes ainda é de “expectativa e preocupação”.
7h52 – De acordo com o Haaretz, Shalit passa por exames médicos. O reencontro com sua família deve ocorrer em breve.
7h48 – Assista abaixo ao vídeo da entrevista concedida por Shalit à TV estatal egípcia. Aparentemente encenada, as respostas feitas por uma jornalista em inglês foram respondidas pelo soldado em hebraico e traduzidas por um intérprete para o árabe. Segundo comentaristas da rádio Reshet Bet, de Israel, houve erros e emissões importantes na tradução. (No vídeo, não há tradução para o português).
7h44 – Imagem de uma família israelense se emocionando com a libertação de Shalit. Israel aguardava ansiosamente pelo soldado, que estava há mais de cinco anos como refém do Hamas. Após o anúncio do acordo de troca de prisioneiros, o clima era de festa em todo o país, assim como entre os palestinos.

7h40 – Durante o processo da troca, o Hamas afirmou que o processo é uma vitória para os palestinos. Os prisioneiros serão recebidos como heróis na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. A libertação dos detentos é vista também como um fator que influencia as negociações de paz na região e a busca dos palestinos pelo reconhecimento de seu Estado.
7h34 – Foto da entrevista concedida por Gilad Shalit à televisão egípcia. A imagem foi divulgada pelo Canal 10 da TV de Israel (por isso os caracteres hebraicos no pé da foto). No texto, lê-se: “Gilad Shalit em entrevista à TV egípcia; Gilad: Pensei que eu me encontraria nesta situação por anos”.

7h30 – O primeiro ônibus com prisioneiros palestinos que saiu de Israel chegou há pouco na Faixa de Gaza. Lembrando que já houve libertações e que os detentos seriam soltos nos territórios palestinos, em território israelense ou seriam deportados para países como Catar, Síria e Turquia.
7h23 – Na entrevista concedida à televisão egípcia, Shalit elogiou a atuação do Cairo no acordo, dizendo acreditar que isso ocorreu porque os egípcios têm boas relações tanto com o Hamas quanto com os israelenses. O militar disse ter sido informado sobre a libertação há uma semana – no mesmo dia em que o acordo foi anunciado formalmente – e afirmou ter sido bem tratado pelos radicais palestinos. Segundo o Haaretz, Shalit disse que gostaria que todos os palestinos fossem libertados “se não voltassem a atacar” Israel.
7h15 – Imagem da família de Shalit caminhando para um helicóptero que os levaria do norte de Israel, onde moram, para a base Tel Nof da Força Aérea, onde encontrarão Gilad. A base fica na região central do país.

7h12 – Shalit está falando ao canal estatal do Egito. A entrevista está sendo reproduzida pela CNN.
7h10 – Foi divulgado o primeiro vídeo da transferência de Shalit para o território israelense. Nas imagens, o soldado aparece usando roupas civis, boné e cercado de pessoas. A TV de Israel destacou o fato de que ele não usava óculos nas imagens. Aparentemente ele teria ficado sem óculos durante todo o tempo em que esteve cativo, o que pode ter prejudicado a visão. Assista abaixo.
6h56 – Está confirmado: depois de 5 anos e 4 meses como refém do Hamas, o sargento israelense Gilad Shalit volta ao seu país.
6h50 – Foram divulgadas as primeiras imagens de Shalit em seu processo de libertação. A imagem é da BBC, reproduzindo a transmissão de um canal árabe. O cabo aparece usando roupas civis e cercado de pessoas.

6h44 – O Ministério da Defesa de Israel anunciou há pouco que Gilad Shalit foi entregue pelo Hamas às autoridades egípcias em Rafah, ponto de passagem entre Gaza e a península do Sinai. Ele encontrará uma equipe do governo israelense em breve e seguirá para Israel.
6h20 – O jornal Haaretz confirma que Shalit foi identificado como “bem e saudável” pelas autoridades israelenses.
6h05 – De acordo com a BBC, Gilad Shalit conversou com sua família por telefone. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também falou com a família do cabo e disse estar “feliz por este dia ter chegado”.
5h50 – O processo envolvendo Shalit ocorreu da seguinte forma – representantes do Hamas o levam às autoridades egípcias, que por sua vez vão conduzi-lo aos israelenses. Cresce a expectativa por sua libertação. Já os prisioneiros palestinos vão sendo levados aos poucos aos locais marcados para a soltura. Lembrando que alguns deles seriam soltos em Israel, outros nos territórios palestinos e uma terceira parte seria deportada para Síria, Catar e Turquia – os deportados viajam em aviões nacionais dos países que os recebem a partir do Cairo.
3h43 – Acompanhe, a partir de agora, os acontecimentos no Twitter do editor de Internacional do estadão.com.br, Gabriel Toueg. A atualização deste blog voltará por volta das 6h (horário de Brasília) desta manhã.
3h41 – Na imagem abaixo, da rede de TV do Hamas Al-Aqsa, palestinos comemoram perto da passagem de Betunya, na Cisjordânia. Os 450 palestinos que serão deportados para a Cisjordânia deverão entrar por esta passagem, depois que Shalit entrar em Israel e telefonar para a família.
3h39 – De acordo com um porta-voz do Exército israelense, o porta-voz do Hamas teria confirmado neste momento que Shalit já cruzou da Faixa de Gaza para o lado egípcio da fronteira, em Rafah.
3h33 – De acordo com o Canal 1 da TV israelense, um porta-voz do Hamas negou que Shalit já tenha sido transferido para o Egito.
3h32 – Na foto abaixo, veículos da Cruz Vermelha se aproximam da prisão de Ofer, perto de Ramallah.
3h31 – A transferência dos prisioneiros palestinos e de Shalit será feita ao longo da terça-feira em etapas. Em uma primeira fase, Shalit vai da Faixa de Gaza para o Egito pela passagem de Rafah. Há informações desencontradas sobre o local em que Shalit estaria neste momento – se ainda em Gaza ou já no Egito.
Depois, Israel liberta 27 prisioneiras presas em Ketziot, no sul do país. Shalit entra em Israel e, da base Kerem Shalom, próxima do local da captura, em 2006, telefona para a família, que estará em Tel Nof, base aérea na região central do país. Ele vai telefonar usando o mesmo aparelho que tinha quando foi capturado, em 2006.
Na sequência, Israel liberta 450 palestinos da prisão de Ofer, perto da fronteira com a Cisjordânia, na altura de Ramallah. Shalit, então, encontra a família na base de Tel Nof. Lá, será submetido a exames médicos.
Haverá também uma cerimônia com a participação do premiê Benjamin Netanyahu e do ministro da Defesa Ehud Barak, entre outros. Depois, Shalit segue com a família para Mitzpe Hila, cidade no norte de Israel, onde vivem.
3h29 – Acaba de partir um helicóptero levando os pais de Gilad Shalit para a base de Tel Nof, na região central de Israel, onde deverão receber o filho.
3h27 – A foto abaixo, divulgada pelo porta-voz do Exército israelense, mostra jornalistas preparando a cobertura na prisão Ofer, perto da Cisjordânia.

3h10 – A TV oficial do Egito informou há pouco que Gilad Shalit já estaria no deserto do Sinai, território egípcio, mas o Exército israelense não confirmou a informação, segundo o Canal 1.
2h53 – Neste momento os pais de Gilad Shalit, Noam e Aviva, deixam a casa deles em Mitzpe Hila, no norte de Israel, em direção à base Tel Nof, na região central do país. Eles são levados em uma viatura da polícia acompanhada por outros veículos policiais.
2h51 – Ouça abaixo o depoimento de um brasileiro que servia no Exército israelense quando Shalit foi capturado, em 2006.
2h49 – Segundo o repórter do Canal 1, o primeiro contato com Gilad Shalit deve ocorrer por volta de 9h locais (5h no horário de Brasília). Os horários não são precisos, já que dependem da articulação entre os dois lados – com a moderação de Egito e da Cruz Vermelha.
2h45 – Mais uma imagem (abaixo) da região de Ketziot, prisão no sul de Israel, de onde palestinos saíram mais cedo em comboios de ônibus. Os prisioneiros palestinos que serão trocados por Gilad Shalit estão sendo transferidos para os locais nos quais serão soltos com uma forte estrutura de segurança, como é possível ver na imagem.
2h38 – Ao chegar em Israel, Gilad Shalit receberá o mesmo telefone celular que usava quando foi capturado, em 2006. Com o aparelho, telefonará para a família, que já está a caminho da base Tel Nof, na região central do país.
2h37 – De acordo com o correspondente da Al-Jazira no Oriente Médio, Cal Perry, a Cruz Vermelha deve informar Israel em breve que Gilad Shalit passa bem e que está sendo transferido para o Egito. Em seguida, 27 prisioneiras palestinas serão soltas por Israel.
2h31 – Segundo a rede de TV Al-Jazira, o soldado israelense Gilad Shalit já não está nas mãos do Hamas. A TV diz ainda que ele está em boas condições de saúde. Não há confirmação da informação, contudo.
2h27 – Escreve Marcos Guterman: “É improvável que os militantes mais apaixonados da causa palestina se emocionem com o fato de que vários dos palestinos libertados por Israel, na troca pelo sargento Gilad Shalit, tenham sido responsáveis por crimes bárbaros, como os atentados a uma pizzaria em Jerusalém (15 civis mortos), a uma discoteca em Tel Aviv (21 civis mortos) e a um hotel em Netanya (29 civis mortos)”. Leia a íntegra: O acordo Israel-Hamas: só um negócio de ocasião.
2h14 – Um ativista próximo à família Shalit disse há pouco ao Canal 1 da TV israelense que a família deve deixar a casa onde mora, em Mitzpe Hila, no norte de Israel, por volta de 6h30 (horário local, 2h30 no horário de Brasília).
2h09 – A imagem abaixo, feita mais cedo, mostra alguns dos ônibus com prisioneiros deixando a prisão de Ketziot, no sul de Israel.
2h01 – Segundo informações ainda não confirmadas, o soldado Gilad Shalit deve cruzar a fronteira de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito, dentro de poucos minutos.
1h55 – A imagem abaixo, tomada ao vivo do Canal 1 da televisão israelense, mostra o local da captura de Gilad Shalit, em junho de 2006 – a torre à esquerda indica o local. O soldado voltará a Israel por um ponto próximo ao lugar de onde foi sequestrado pelo Hamas há mais de cinco anos.
1h51 – Há cerca de 40 minutos todas as fronteiras de Israel passaram a ser zona militar restrita, em preparação à transferência de prisioneiros palestinos. Segundo um correspondente da Al-Jazira, o premiê Netanyahu e o chefe do Estado-maior do Exército, Benny Gantz, estariam com os pais de Shalit, Noam and Aviva, a caminho de Tel Nof, na região central do país.
1h46 – De acordo com um site de notícias do grupo palestino Hamas, depois que metade dos prisioneiros palestinos cruzar a fronteira para o Egito, um soldado do Exército israelense entrará para identificar Shalit. Apenas após a identificação um segundo comboio de palestinos poderá cruzar a fronteira para o Egito.
1h42 – Amanhece em Israel.
1h39 – Um comboio com 147 palestinos, de acordo com o site do jornal Yedioth Aharonot deixou a prisão Ketziot em direção ao Centro de Detenção Ofer, perto da Cisjordânia, há cerca de meia hora.
The prisoners in question will be allowed to return to their homes in the West Bank. (Ilana Curiel, Yair Altman)
1h36 – O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deve chegar à base aérea de Tel Nof, na região central do país, por volta de 8h da manhã no horário local (4h da manhã no horário de Brasília). De lá, ele vai acompanhar a transferência dos prisioneiros até que Shalit chegue ao local.
1h27 – A transferência dos prisioneiros palestinos e de Shalit será feita ao longo da terça-feira em etapas. Em uma primeira fase, Shalit vai da Faixa de Gaza para o Egito pela passagem de Rafah. A seguir, Israel liberta 27 prisioneiras presas em Ketziot, no sul do país.
Shalit entra em Israel e, da base Kerem Shalom, próxima do local da captura, em 2006, telefona para a família, que estará em Tel Nof, base aérea na região central do país.
Na sequência, Israel liberta 450 palestinos da prisão de Ofer, perto da fronteira com a Cisjordânia, na altura de Ramallah. Shalit, então, encontra a família na base de Tel Nof. Lá, será submetido a exames médicos. Haverá também uma cerimônia com a participação do premiê Benjamin Netanyahu e do ministro da Defesa Ehud Barak. Depois, Shalit segue com a família para Mitzpe Hila, cidade no norte de Israel, onde vivem.
1h16 – Na imagem abaixo, do Canal 1 da televisão israelense, ônibus são vistos perto da prisão de Ketziot, no sul de Israel. De lá 27 prisioneiras serão soltas logo depois que o soldado Gilad Shalit atravessar da Faixa de Gaza para o Egito.
1h12 – Um repórter do Canal 1 da TV israelense, que está em Kerem Shalom, explica os preparativos de segurança. O local é o ponto no qual o soldado Gilad Shalit deverá chegar – de helicóptero – em Israel. De lá, ele deverá telefonar para a família.
1h09 – Os prisioneiros palestinos serão deportados para países como Turquia, Catar e Síria. Um prisioneiro deverá vir ao Brasil.
1h06 – Jornalistas da televisão israelense comentam que há muita segurança – do Shabak (serviço secreto de Israel), polícia, Exército, policiais de fronteira e Serviço Prisional (Shabas) – acompanhando os ônibus com prisioneiros.
1h01 – Imagens da TV israelense mostram os ônibus com prisioneiros chegando à Cisjordânia, perto de Ramallah. Segundo o repórter, 106 palestinos estariam nos ônibus, que chegaram à prisão Ofer, perto da fronteira com a Cisjordânia.
0h47 – Uma primeira imagem divulgada pela rede de TV Al-Jazira mostra ônibus levando prisioneiros palestinos escoltados pela polícia israelense, à noite. Veja:

0h42 – O site do jornal Yedioth Aharonot relata que uma moção de última hora foi apresentada à Corte Suprema de Justiça de Israel por Aharon Kobirkov, vítima de um ataque a tiros ocorrido em 2001. Ele procura frear a soltura de 27 palestinas presas em Ketziot.
0h37 -Funcionários do Consulado egípcio em Israel chegaram na madrugada desta terça, 18 (horário local) na prisão Ketziot, no sul do país. Eles vão acompanhar a soltura dos prisioneiros palestinos. O Egito mediou as negociações entre Israel e o Hamas.
0h34 – Segundo o site do jornal israelense Yedioth Aharonot, um pequeno protesto ocorreu no lado de fora da prisão de Hasharon, contra a troca de prisioneiros. Seis extremistas de direita, de acordo com o site, tentaram bloquear os veículos que levavam prisioneiros deitando no chão. Eles foram detidos.
0h27 – A Corte Suprema de Israel aprovou, na noite de segunda-feira, o acordo entre Israel e o Hamas, apesar de famílias de vítimas de ataques terem feito uma petição para adiá-lo ou evitar que entrasse em vigor. O premiê israelense Benjamin Netanyahu enviou, na segunda-feira, uma carta para os familiares, dizendo que tomou a decisão “com coração pesado”.
0h21 – De acordo com o jornal Haaretz, um dos líderes do Hamas em Gaza disse que Israel teria concordado em acabar com o bloqueio à Faixa de Gaza como parte do acordo para recuperar o soldado israelense Gilad Shalit. Segundo Mahmoud Zahar, que participou das negociações, Israel teria concordado com a condição “há muito tempo”, em conversações mediadas pela Alemanha.
0h18 – De acordo com um porta-voz do Serviço Prisional de Israel, os primeiros 96 palestinos já foram transferidos de uma cadeia no sul de Israel para outra na Cisjordânia, de onde serão libertados mais tarde (provavelmente ao amanhecer de terça).
Segunda-feira, 17
23h02 – Wassem Mahmud Amasha é o primeiro palestino a ser solto. De acordo com a imprensa israelense, ele foi levado na madrugada de terça-feira, 18 (às 3h no horário local) para o norte do país, de onde será solto.
17h46 – A Corte Suprema de Israel aprovou a troca dos prisioneiros, apesar dos apelos de familiares de vítimas de ataques terroristas.
*ETHAN BRONNER
A troca de prisioneiros entre o Hamas e Israel poderá mudar as relações regionais, fortalecendo o Egito, o Hamas e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de Israel, e representar um sério desafio para a Autoridade Palestina na Cisjordânia. Uma das consequências no longo prazo poderá ser um movimento palestino fortemente influenciado pelo Hamas, inspirado na primavera árabe e mais disposto ao confronto, o que aumentaria as dificuldades de Israel e estreitaria as relações entre o Hamas, o Egito e a Turquia.
Os detalhes do acordo não foram revelados e é difícil determinar o motivo que levou os dois lados a um entendimento depois de anos de impasse. No entanto, os crescentes tumultos na região foram um elemento preponderante, assim como a evolução da política interna.
O Hamas, preocupado com sua base na capital síria, Damasco, onde está havendo um levante contra o presidente Bashar Assad, está sondando Turquia e Egito como possíveis refúgios futuros. O acordo ajudará o grupo em ambos os seus objetivos. Israel, por seu lado, temendo que, depois das eleições no Egito, o governo daquele país não lhe seja favorável, achou mais conveniente agir agora.
Além disso, é possível que a concretização do acordo entre Hamas e Israel seja uma consequência dos esforços da Autoridade Palestina, dominada pelo Fatah, para obter sua aceitação como membro da ONU. O Hamas, que governa Gaza e quer a destruição de Israel, criticou a decisão. No momento, Abbas está tendo problemas em obter suficiente apoio no Conselho de Segurança e entre as principais potências europeias.
Para Netanyahu, trazer de volta Gilad Shalit, cuja imagem está em toda parte em Israel, será um significativo feito político. O anseio popular pelo retorno do soldado, em muitos aspectos, é comparável ao movimento de protesto social aqui, iniciado nos últimos meses com a revolta contra o custo de vida elevado. Essa vitória pode promover a união numa sociedade fragmentada e estender seu mandato.
Para o Hamas, o momento da troca é quase ideal. Nas suas negociações com Israel, o Hamas insistiu para que todas as facções palestinas, bem como os árabes-israelenses e os residentes em Jerusalém, estivessem representados entre os prisioneiros que serão libertados, dando-lhe a possibilidade de afirmar que o grupo está zelando por todos os palestinos.
Ambas as partes cederam em alguns pontos que defendiam obstinadamente havia muito tempo. O Hamas concordou em retirar de sua lista alguns dos prisioneiros mais perigosos do ponto de vista de Israel e aceitou que alguns prisioneiros fossem enviados para o exílio por certo número de anos, condição que anteriormente rejeitara.
Israel concordou em permitir o retorno de outros prisioneiros para a Cisjordânia, convicto de que as forças de segurança palestinas na região estão mais preparadas e pelo fato de os militares israelenses manterem um controle rigoroso no território.
A troca, no entanto, poderá também enfraquecer Abbas e a Autoridade Palestina na Cisjordânia. Se as conversações a respeito de um futuro Estado palestino não forem retomadas, essas forças de segurança poderão mudar o seu objetivo. /TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA
*É escritor e jornalista do New York Times
Por Gabriel Toueg

A mãe do soldado Gilad Shalit (no fundo), Aviva, sorri ao saber do acordo para a soltura
(Atualizado às 19h21) O soldado israelense Gilad Shalit, que tem também cidadania francesa, foi capturado pelo Hamas na fronteira com a Faixa de Gaza, em 2006. Na época, ele tinha 19 anos e servia no Exército israelense como cabo. O militar foi promovido a sargento apesar de estar em cativeiro. Desde então, diversas tentativas têm sido realizadas para alcançar um acordo e libertar o soldado. O Hamas exige que Israel solte até mil palestinos detidos em prisões do país.
Poucos sinais de que Shalit estaria vivo foram divulgados pelo Hamas desde a captura, há quase cinco anos e meio. O último deles, um vídeo de quase três minutos (assista abaixo) foi divulgado em 2009, em troca da soltura de mulheres palestinas. Nas imagens, o soldado aparece com um jornal que circula em Gaza e pede que o governo se esforce para conseguir libertá-lo. Não houve divulgação de novos sinais de que ele estaria vivo desde então. Entidades humanitárias, como a Cruz Vermelha e a Anistia Internacional, não são autorizadas pelo Hamas a visitar o soldado.
Em 2007 o Hamas tomou a Faixa de Gaza depois de ter vencido as eleições contra o Fatah, partido do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas. O Exército israelense havia se retirado do território palestino em 2005, também removendo toda a população civil de assentamentos judaicos no local.
Leia a seguir alguns dos principais momentos do processo para libertar o militar:
2006
25 de junho. O soldado é capturado na Faixa de Gaza em uma operação que deixou dois outros soldados israelenses e dois palestinos mortos.
26 de junho. O Hamas exige a libertação de todas as mulheres e todos os jovens detidos em Israel em troca de Shalit. O então primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, rejeita.
28 de junho. Em uma operação do Exército israelense em Gaza, 60 integrantes do Hamas são detidos, incluindo políticos eleitos do grupo.
26 de novembro. Uma nova incursão de Israel para conseguir resgatar o soldado termina na morte de cerca de 400 palestinos, em sua maioria civis.
2007
9 de janeiro. O Hamas, que não permite o acesso de entidades humanitárias ao soldado, declara que Gilad Shalit passa bem.
25 de fevereiro. O então ministro da Defesa, Amir Peretz, anuncia que Israel mantém negociações secretas para conseguir a libertação de Shalit. Peretz não confirma se as conversações seriam diretas com o Hamas.

8 de abril. Mediadores egípcios entregam a Israel uma relação com cerca de 1,4 mil nomes que o Hamas exige que sejam soltos em troca de Gilad Shalit. Entre eles aparece o nome de Marwan Barghouti (na foto acima), ativista e líder da Fatah preso em Israel desde 2002 sob acusação de assassinato.
2008
9 de junho. Por intermédio do ex-presidente americano Jimmy Carter, os pais de Shalit, Noam (na foto abaixo, ao lado de cartazes com a foto do soldado) e Aviva, recebem uma carta escrita por ele.

23 de junho. Quase dois anos após a captura, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, faz um apelo para que o Hamas solte Shalit. O soldado é também cidadão francês.
24 de junho. A Corte Suprema de Israel rejeita um pedido feito pela família de Shalit para que o Exército mantenha o cerco à Faixa de Gaza até que o soldado seja resgatado. Apesar disso, o cerco é mantido, e eventualmente leva à guerra entre Israel e Hamas no final de 2008 e começo de 2009.
4 de setembro. Sarkozy entrega ao presidente da Síria, Bashar al-Assad, uma carta dirigida ao soldado, escrita pelo pai de Gilad, Noam. A Síria tem fortes laços com o Hamas.
30 de outubro. O Egito, um dos principais moderadores, declara que Shalit passa bem.
2009
10 de fevereiro. Embora tenha vencido as eleições pelo Kadima, a líder do partido, Tzipi Livni, não consegue formar uma coalizão de governo. O líder do Likud, que ficou em segundo lugar, Benjamin Netanyahu, tem mais sucesso e assume como primeiro-ministro.
17 de março. O governo israelense volta a rejeitar as condições exigidas pelo Hamas para conseguir a soltura de Shalit.
21 de abril. Ofer Dekel, israelense que lidera as negociações, renuncia.
29 de abril: O premiê Netanyahu diz estar “comprometido” em levar Gilad Shalit “são e salvo” de volta aos pais.
30 de setembro. Depois de um novo ciclo de negociações mediadas pela Alemanha e pelo Egito, Israel aceita liberar prisioneiras palestinas em troca de um vídeo de Shalit (assista acima).
2 de novembro. Como resultado do acordo, 19 palestinas detidas em Israel são libertadas. Em troca, Israel recebe o vídeo, em que Shalit aparece e pede que o governo se esforce para resgatá-lo.
25 de novembro. Israel rejeita a libertação de comandantes do Hamas como parte de uma troca por Shalit, sinalizando novo impasse nas negociações sobre o soldado.
2010
27 de junho. Os pais de Shalit começam uma marcha de 12 dias desde sua casa, no norte de Israel, em direção à residência oficial do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para pressionar por uma troca de prisioneiros. A partir de então passam a morar em uma tenda no local, que reúne apoiadores e manifestações.
3 de agosto. Às vésperas do ramadã, Noam Shalit, pai do soldado, faz um apelo ”ao povo palestino, povo muçulmano, nossos vizinhos e às famílias dos prisioneiros palestinos” ao ler uma carta em um hotel de Jerusalém oriental. Na ocasião, ele respondeu a um jornalista sobre a alegação de que a soltura de mil prisioneiros palestinos em troca do filho poderia colocar em risco centenas de civis israelenses, Noam disse, em tom de cansaço: “Sou apenas o pai de um soldado capturado. Não lido com assuntos do Oriente Médio. É responsabilidade do governo israelense cuidar para que o terrorismo não volte”.
27 de setembro. Brasileiros que vivem em Israel assinam uma petição e fazem um protesto diante da tenda da família Shalit em Jerusalém pedindo a interferência do governo Lula na libertação do militar. Na foto abaixo, brasileiros ao lado do pai do soldado, Noam Shalit.

2011
3 de outubro. Centenas de prisioneiros palestinos iniciam uma greve de fome em prisões israelenses para protestar contra as condições carcerárias. Israel aumentou as restrições sobre detentos palestinos para pressionar pela libertação de Shalit.
11 de outubro. O governo de Israel e o Hamas anunciam um acordo para a troca de Shalit e por mil prisioneiros palestinos.
Ampliação de assentamentos corrói esperança de paz com palestinos e aumenta o isolamento diplomático
*NICHOLAS KRISTOF é colunista do New York Times

Durante anos, líderes palestinos pareceram os piores inimigos do seu povo. Os radicais palestinos provocaram o antagonismo do Ocidente, e, quando os líderes militantes começaram a apelar para sequestros e foguetes, acabaram prejudicando a causa palestina no mundo todo – para quem eles justificavam atos de colonos e falcões e enfraqueciam as pombas israelenses.
O mundo hoje está de cabeça para baixo. Agora é Israel que coloca em risco a maior parte dos seus líderes e os defensores da posição radical. O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu está isolando seu país, e, francamente, sua intransigência na questão dos assentamentos parece uma política nacional suicida.
Nada é mais corrosivo do que a ampliação dos assentamentos de Israel. Eles destroem a esperança de um futuro acordo de paz. O mais recente passo em falso de Netanyahu ocorreu depois que o governo de Barack Obama se humilhou exercendo uma pressão diplomática para bloquear a solicitação palestina de reconhecimento do seu Estado na ONU.
Num momento em que Obama tinha outras prioridades – por exemplo, evitar um derretimento econômico global -, os EUA ameaçavam vetar o pedido de reconhecimento de um Estado palestino ao qual todo mundo era favorável.
Enquanto o conflito diplomático se desenrolava na ONU, Israel anunciou planos para a construção de mais 1.100 unidades habitacionais numa parte de Jerusalém fora de seus limites anteriores a 1967. Em vez de mostrar sua apreciação ao presidente Obama, Netanyahu recorreu a um golpe baixo.
Agora, prevejo uma avalanche de respostas iradas. Entendo que muitos insistam que, de qualquer maneira, Jerusalém deve pertencer inteiramente a Israel em um acordo de paz, portanto os novos assentamentos não contam. Mas, se essa é a posição, pode-se dizer adeus a qualquer acordo de paz.
Todo negociador conhece o quadro de um acordo de paz – as fronteiras de 1967 com troca de terras, Jerusalém como capital do Estado israelense e do palestino, e apenas o direito simbólico de retorno dos refugiados. A insistência numa Jerusalém totalmente israelense significa que não haverá acordo de paz.
O ex-presidente dos EUA Bill Clinton recentemente culpou Netanyahu pelo fracasso do processo de paz no Oriente Médio. Um fator secundário, observou Clinton, é a mudança demográfica e política na sociedade israelense, que tornou o país mais conservador nas questões das fronteiras e das terras.
Intransigência. Netanyahu está longe de ser o único obstáculo à paz. Os palestinos estão divididos, com o Hamas controlando Gaza. E o Hamas não só oprime o seu próprio povo como também conseguiu devastar o movimento pela paz em Israel. É a coisa mais triste na questão do Oriente Médio: intransigentes, como o Hamas, de um lado, acabam fortalecendo autoridades intransigentes como Netanyahu, do outro.
Atravessamos um período perigoso na região. A maioria dos palestinos parece achar que o processo de paz virou fumaça, e os israelenses parecem concordar. Dois terços deles afirmaram numa recente pesquisa de opinião publicada pelo jornal Yediot Ahronot que não há nenhuma possibilidade de paz com os palestinos – e jamais haverá.
A esperança mais acalentada pelos palestinos seria um amplo movimento das bases de resistência pacífica não violenta, liderado pelas mulheres e inspirado na obra de Mahatma Gandhi e do reverendo Martin Luther King. Um número cada vez maior de palestinos apoia variações desse modelo, embora às vezes o deturpem quando atiram pedras e atribuem o protagonismo a jovens de cabeça quente.
O Exército de Israel pode lidar com terroristas suicidas e foguetes. Não tenho certeza se poderia derrotar mulheres palestinas bloqueando estradas que levam a assentamentos ilegais e dispostas a suportar gás lacrimogêneo e pauladas – com vídeos imediatamente postados no YouTube.
Netanyahu também comprometeu a segurança israelense rompendo com o amigo mais importante de Israel na região, a Turquia. Agora, há também o risco de confrontos no Mar Mediterrâneo entre navios israelenses e turcos. É uma das razões pelas quais o secretário da Defesa dos EUA, Leon Panetta, recriminou o governo israelense por isolar-se diplomaticamente.
Se um acordo de paz não for concluído logo, e Israel continuar sua ocupação, será melhor conceder o direito de voto aos palestinos nas áreas controladas por eles nas próximas eleições israelenses.
Se os judeus da Cisjordânia podem votar, os palestinos também.
Democracia é isso: as pessoas têm o direito de votar para escolher o governo que controla suas vidas. Alguns israelenses pensarão que estou sendo injusto e duro, que uso dois pesos e duas medidas, destacando os defeitos israelenses e dando menos atenção a outros países da região. Justo: declaro-me culpado.
Aplico a norma mais dura a um estreito aliado americano como Israel, que é beneficiado por uma enorme ajuda americana.
Amigos não permitem que outros amigos sigam uma linha diplomática que deixa o seu país se desviar de toda esperança de paz. Hoje, os líderes israelenses comportam-se como os piores inimigos do seu país, e enfatizar isso é um ato de amizade. TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA
*Craig Whitlock
O secretário da Defesa dos EUA, Leon Panetta, disse no domingo que Israel está se tornando “cada vez mais isolado” no Oriente Médio por causa da deterioração de suas relações com Egito e Turquia, e também do tumulto político causado pela primavera árabe.
Panetta partiu para uma viagem de vários dias pelo Oriente Médio e Europa. Sua primeira parada foi em Israel, onde ele tem alertado líderes israelenses e palestinos que as condições são muito favoráveis à instabilidade se eles não retomarem as negociações de paz em breve.
As relações de Israel com Egito e Turquia – antes os seus principais aliados na região – sofreram desgaste desde o início dos movimentos pró-democracia no mundo árabe. Ao mesmo tempo, o governo Obama lutou para convencer Israel e a Autoridade Palestina a retomar as negociações, enquanto ambos se mostraram cada vez menos flexíveis. No domingo, Israel concordou com uma proposta feita por mediadores internacionais para reabrir as negociações de paz depois que os palestinos reagiram positivamente a um novo plano.
Em Israel, Panetta deve se reunir com o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e outros representantes. Ele planeja também uma viagem ao Cairo para visitar Mohammed Hussein Tantawi, chefe da junta militar que governa o Egito.
“No momento, com tantas mudanças ocorrendo, são muitos os pontos de atrito”, disse Panetta. “O mais importante para Israel agora é tentar desenvolver laços melhores com todos esses países vizinhos, para que ao menos eles possam se comunicar entre si em lugar de levar tais questões às ruas.” Manifestantes egípcios invadiram a embaixada israelense no Cairo no mês passado. Quando as forças egípcias reagiram com lentidão para garantir a proteção dos funcionários da embaixada, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, pediu a Panetta que interviesse.
Panetta disse que tentaria convencer os lados a aceitar a mais recente tentativa de retomar as negociações, apoiada por EUA, União Europeia, ONU e Rússia. A proposta pede que israelenses e palestinos cheguem a um acordo em um ano. Se não houver progresso em breve, funcionários do governo americano temem que as manifestações de rua nos países abalados pela primavera árabe possam chegar aos territórios palestinos, que têm se mantido em relativa calma.
*Publicado no Washington Post
Karin Laub, Associated Press
Com discursos aguerridos na ONU, os líderes palestino e israelense entrincheiraram-se em posições que aparentemente impedirão a retomada das conversações de paz e abrem uma temporada de confrontos sobre a questão do Estado palestino. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, agora procurará conseguir todo o apoio internacional possível, afirmam assessores, na esperança de pressionar e isolar Israel e aumentar o custo político da preservação dos territórios que este ocupou na guerra de 1967.
Abbas insiste que não voltará às conversações se Israel não decretar um congelamento dos assentamentos ou não aceitar as fronteiras anteriores a 1967 como ponto de partida. Apesar de o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, pedir novas negociações, não se mostrou disposto a considerar tais reivindicações.
Os mediadores internacionais pediram a conclusão de um acordo em um ano, mas não apresentaram propostas para tentar resolver as enormes divergências.
Os palestinos agora tentarão fortalecer sua posição, principalmente na ONU. Embora o pedido de reconhecimento do Estado palestino com certeza não deva ser atendido os palestinos têm boas chances de melhorar seu status na Assembleia-Geral e garantir o acesso às agências da ONU e aos tribunais internacionais.
As autoridades palestinas admitiram que não têm um plano para seguir em frente, além de pedir à Assembleia-Geral que admita a Palestina como Estado não membro se sua adesão plena for rejeitada pelo CS. Abbas não disse como lidará com seus rivais do Hamas, que criticaram seu pedido de reconhecimento na ONU. Um acordo de divisão do poder com o Hamas não foi adiante. Retomar uma aliança com os militantes, que querem a destruição de Israel, poderia custar ao líder palestino a perda do apoio internacional em um momento crucial.
Por enquanto, a opções de Netanyahu para responder à pressão parecem limitadas. Os membros de sua coalizão exigem medidas punitivas. Mas a retaliação poderá ser contraproducente e provocar maior simpatia internacional pelos palestinos.
A região agora caminha para um perigoso ano de paralisia, segundo o analista israelense Yossi Alpher. “Barack Obama deixou claro que no próximo ano não deverá promover ativamente as conversações de paz. Netanyahu não tem nada de novo para oferecer e Abbas obterá algum tipo de reconhecimento de um Estado, mas isso não é um Estado”. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA
NOVA YORK – Acompanhe ao vivo as palavras dos líderes mundiais na 66ª Assembleia-Geral das Nações Unidas. Assista ao vídeo ao vivo direto da ONU e leia, logo abaixo, os comentários da equipe de jornalistas do estadão.com.br e dos correspondentes em Nova York, Gustavo Chacra e Lisandra Paraguassu. Os posts estão no horário de Brasília.
Veja também:
HOTSITE: A busca pelo Estado palestino
CHACRA: Acompanhe o blog do correspondente
Os destaques dos discursos da quarta-feira, 21
22h20 – Os chanceleres da Grécia, Stavros Lambrinidis, e da Bulgária, Nickolay Mladenov, encerraram os discursos do dia na Assembleia-Geral da ONU.
21h30 – Discursaram ainda o presidente de Madagascar, Andry Nirina Rajoelina, o primeiro-ministro de Fiji, Josaia Bainimarama, a primeira-ministra do Mali, Cissé Kaidama Sidibé, o presidente da Suazilândia, Sibusiso Dlamini, o presidente de Granada, Tillman Thomas, o presidente do Timor Leste, Kay Rala Gusmão.
19h52 – Quem discursa agora é Andry Nirina Rajoelina, presidente de Madagascar.
19h35 – O presidente do Kiribati, Anote Tong, sobe ao palanque.
19h20 – É a vez de Ikililou Dhoinine, presidente das Ilhas Comores.
18h59 - Nkurunziza dá lugar a Emanuel Mori, presidente dos Estados Federados da Micronésia.
18h44 - Pierre Nkurunziza, presidente do Burundi, é o próximo a discursar.
18h30 – Ele fala, obviamente, da situação crítica que o país ainda vive após o terremoto que arrasou o país em janeiro de 2010. Mais de um ano e meio depois da tragédia, os haitianos ainda sofrem com as condições precárias e muitos vivem em campos de desabrigados na capital, Porto Príncipe.
18h29 – Fala agora o presidente do Haiti, Michel Martelly.
18h25 - Issoufou apontou para os conflitos atuais no mundo. Ele afirmou que o mundo não pode vive hostilidades e se dividir entre o Ocidente cristão e o muçulmanos extremistas. O nigerino advogou pela liberdade religiosa e afirmou que a humanidade não pode retroceder à barbárie com esses conflitos.
18h00 – É a vez do presidente do Níger, Mahamadou Issoufou.
17h45 – Marcus Stephen, presidente do Nauru, é o próximo.
17h30 – No palanque, discursa Isaias Afwerki, presidente da Eritreia.
17h15 – Quem fala agora é Alpha Condé, presidente da Guiné.
17h - Tadic fala sobre os Bálcãs. Ele elogia a decisão do Conselho de Segurança da ONU de conceder à Sérvia um mandato para investigar crimes de guerra e contra a humanidade cometidos nas várias guerras pelas quais a região passou noas últimas décadas. Várias suspeitos foram presos e levados ao Tribunal Penal Internacional de Haia, o que “contribuiu para a reintegração regional”.
16h51 – Fala agora Boris Tadic, presidente da Sérvia.
16h45 – O Quarteto para o Oriente Médio estabelece um novo quadro de prazos para israelenses e palestinos. Uma primeira reunião deve ocorrer dentro de um mês para que sejam acertados os termos da retomada das negociações de paz. Além disso, os lados têm três meses para apresentar propostas e seis meses para conseguirem o que o grupo chamou de “progressos substanciais”.
16h28 – Schmitt encerra sua fala e dá lugar a Ernest Bai Koroma, presidente da Serra Leoa.
16h21 – O presidente húngaro diz apoiar as revoltas e a ajuda internacional aos países onde elas ocorrem, mas alertou que o respeito aos direitos humanos e os valores democráticos devem prevalecer sem que princípios culturais e religiosos sejam sobrepostos.
16h18 - Schmitt disse que pontuará as políticas de seu país para três pontos – Primavera Árabe, desenvolvimento financeiro e doenças.
16h16 – Após quase uma hora, os chefes de Estado voltam a falar. Quem abre o segundo bloco é Pál Schmitt, presidente da Hungria.
15h25 – “Os processos pela paz estão sujeitos a erros e acertos, mas não devem ser nunca abandonado”, afirma o sueco, que encerra o primeiro-bloco de discursos desta sexta-feira.
15h08 – Netanyahu conclui o discurso, que é aplaudido por sua delegação e, em seguida, pelos presentes. O próximo a falar é o premiê da Suécia, Fredrik Reinfeldt.
15h07 – “Vamos falar ‘dugri’”, diz, usando uma expressão em árabe que significa “diretamente”. “Não posso fazer paz sem você, presidente Abbas”. Ele diz ainda que estende a mão para a paz.
15h06 – O premiê sugere que o presidente palestino deveria se reunir com ele ali mesmo, em Nova York. “O que pode nos parar de nos reunir e começar, hoje mesmo, negociações de paz?”
15h05 – Netanyahu se dirige ao presidente palestino: “Temos que parar de negociar sobre as negociações. Vamos negociar a paz”. Ele é novamente aplaudido. “Se você quiser, posso ir a Ramallah”, diz.
15h04 – O premiê de Israel volta à questão dos assentamentos, dizendo que nenhum outro primeiro-ministro israelense congelou construções nos locais durante dez meses, como ele fez. Segundo ele, “não houve nenhuma resposta” dos palestinos.
15h03 – Netanyahu: “Os palestinos precisam levar a sério as exigências de segurança de Israel”.
15h02 – Segundo o correspondente Gustavo Chacra, que está em Nova York, “a mega tempestade na cidade atrapalhou manifestações contra e a favor da iniciativa palestina nas Nações Unidas”.
15h02 – Há apenas uma pessoa da delegação palestina presente no discurso de Netanyahu. O presidente Abbas não está no local.
15h01 – Netanyahu: Palestinos precisam viver em um Estado deles mesmos. Mas precisam estar prontos a fazer concessões.
14h58 – Netanyahu menciona mais uma vez o presidente palestino. “Abbas disse que a principal questão do conflito são os assentamentos. Irônico, nosso conflito dura sessenta anos e não havia assentamentos 60 anos atrás”. Segundo ele, os assentamentos são um resultado do conflito, não o principal motivo. Ele reconhece que o tema precisa ser reconhecido.
14h57 – Netanyahu disse também que já chegou o momento no qual os palestinos devem reocnhecer o Estado judaico de Israel. “Não queremos que os palestinos tentem mudar o caráter judaico do nosso Estado”.
14h55 – Netanyahu fala do soldado Gilad Shalit, capturado pelo Hamas em 2006. Ele diz que o grupo, que controla a Faixa de Gaza, viola uma lei internacional ao não permitir acesso ao soldado capturado. “Gilad Shalit é o filho de cada israelense”, diz.
14h54 – “Não seremos os últimos a receber o Estado palestino na ONU – seremos os primeiros, diz. Ele é aplaudido.
14h52 – O premiê de Israel fala das dimensões do país e as compara com os Estados Unidos e com Nova York. “O país é muito pequeno”. Netanyahu diz que enquanto leva-se seis horas para cruzar os EUA em um avião, em Israel isso pode ser feito em três minutos.
14h50 – “Os críticos nos pressionam a fazer concessões, sem preocupação com a segurança”, diz.
14h47 – Netanyhu faz referência ao discurso de Abbas, presidente palestino, logo antes. “Abbas disse que os palestinos estão armados com esperança – sim, esperança e mísseis”, afirma.
14h45 – “Quando Israel deixou o Líbano e a Faixa de Gaza, os moderados não venceram os radicais, os moderados foram devorados pelos radicais”, diz.
14h44 – “Deixamos Gaza querendo paz”, diz Netanyahu. “Demos as chaves de Gaza para o presidente Abbas”.
14h42 - Netanyahu diz que a primavera árabe pode se tornar o “inverno iraniano” e adverte sobre programa nuclear de Teerã.
14h41 – “Não posso arriscar o futuro do povo judeu por um pensamento otimista”, diz o premiê.
14h41 – A comunidade internacional precisa parar o Irã antes que seja tarde demais, diz Netanyahu.
14h37 – Netanyahu afirma que a verdade é que Israel quer paz com os palestinos, mas os palestinos querem um Estado sem paz. “Vocês não devem permitir isso”, diz, dirigindo-se às delegações.
14h35 – “Não vim aqui por aplausos, vim para dizer a verdade”, diz o premiê. Ele é aplaudido.
14h34 - Netanyahu ataca a ONU e diz que o Hezbollah controla o Conselho de Segurança. O correspondente do estadão.com.br em Nova York, Gustavo Chacra, lembra que o Líbano preside o CS e que o Hezbollah integra (de forma ultra minoritária) o governo libanês.
14h33 – A imagem de Israel normalmente pintada neste local não é a real, diz o premiê israelense. Netanyahu faz seu discurso em inglês, idioma que domina.
14h32 – “Acima de tudo, estendo minha mão por paz ao presidente palestino, com quem queremos ter paz”. Netanyahu é aplaudido.
14h30 – O premiê israelense Benjamin Netanyahu começou seu discurso. Logo no início, ele diz que estende a mão por paz.
14h29 – Segundo o correspondente do Estado em Nova York, Gustavo Chacra, que acompanha a Assembleia-Geral da ONU, o ministro de Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, deixou a sala quando Abbas falou.
14h28 - De acordo com o Twitter oficial do premiê israelense Benjamin Netanyahu, ele está neste momento fazendo os últimos ajustes no discurso que fará logo mais diante da Assembleia-Geral da ONU
14h24 – O butanês pede que sejam repensados os parâmetros de desenvolvimento econômico atuais, para que pequenos países – como o próprio Butão, situado entre a Índia e a China – tenham maiores oportunidades e reduzam a pobreza e a desigualdade social.
14h18 – Discursa agora o primeiro-ministro do Butão, Lyonchoen Jigmi Yoezer Thinley.
14h15 – Noda termina seu discurso pontuando alguns aspectos sobre o terremoto que deu início a uma crise nuclear no Japão em março. Ele agradeceu a comunidade internacional por seus esforços de ajuda e, principalmente, elogiou o povo japonês pela força demonstrada frente a tragédia.
13h57 – O premiê do Japão começou seu discurso falando sobre o terremoto e a tsunami que devastaram o país em março. Ele cita e agradece a ajuda dada ao país, incluindo a de alunos de uma escola brasileira, que se juntaram para arrecadar dinheiro e comida para os desasbrigados do país.
13h55 – O próximo a falar é Yoshihiko Noda, o primeiro-ministro do Japão.
13h54 – De acordo com um jornalista da RFI, houve um confronto entre manifestantes diante da sede da ONU em Nova York durante a fala de Abbas.
13h54 – Ao concluir o discurso, Abbas é demoradamente aplaudido, de pé, pela maioria dos diplomatas presentes na sala da Assembleia-Geral da ONU. Em Ramallah, a cena é a mesma. Palestinos reunidos na praça al-Manara, a principal da cidade, aplaudem e sacodem bandeiras.
13h52 – Trouxe hoje uma mensagem muito importante, diz Abbas.
13h51 – O apoio dos países do mundo para o nosso esforço é uma vitória da verdade, liberdade, justiça, lei e legitimidade internacional, e oferece um grande apoio para a opção de paz e aumenta as chances de sucesso das negociações.
13h49 – Abbas diz que entregou a Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, o pedido formal para o reconhecimento do Estado palestino nas fronteiras pré-1967. Ele é aplaudido de pé e demoradamente por muitos diplomatas.
13h47 – Abbas diz que o desejo do povo palestino, “meu povo”, é exercer o direito de ter uma vida normal, “como o resto da humanidade”. Ele continua: “Fico aqui, fico aqui, permanentemente aqui, eternamente aqui, e temos apenas um objetivo, só um, só um: ser”. Trata-se de uma menção ao poeta palestino Mahmoud Darwish.
13h46 – Chegou o momento para que nossos homens, mulheres e crianças vivam vidas normais, diz Abbas.
13h45 – Chegou o momento da “primavera palestina”, o tempo de independência, diz o presidente palestino. Ele é bastante aplaudido em seguida.
13h43 – Abbas pergunta se o mundo “permitirá que Israel continue com sua ocupação, a única ocupação no mundo?”
13h42 – Este é o momento da verdade, diz o presidente palestino. “Meu povo está esperando a resposta do mundo”.
13h39 – ”O Estado que queremos será um Estado caracterizado pela Lei, pelo exercício da democracia e pela proteção das liberdades e igualdade para todos os cidadãos, sem qualquer discriminação”.
13h34 - Abbas: “Vamos construir um futuro para nossas crianças, onde elas possam ter liberdade, segurança e prosperidade”. E continua, em um apelo aos israelenses: “Vamos construir pontes de diálogo em vez de postos de controle e muros de separação”.
13h31 – Abbas menciona palestinos presos em cadeias israelenses e pede a liberação deles “sem atraso”.
Abbas fala diante da Assembleia-Geral da ONU nesta sexta-feira
13h30 – O objetivo do povo palestino é realizar seus direitos nacionais, com a criação do Estado palestino, tendo Jerusalém oriental como capital, diz Abbas.
13h28 – “Porque acreditamos na paz e temos a coragem de tomar decisões difíceis, decidimos tomar o caminho da Justiça”, diz o presidente palestino. Ele diz que a decisão difícil foi aceitar a formação do Estado palestino em apenas 22% do território original.
13h25 – Ao mencionar o líder palestino Yasser Arafat, morto em 2004, Abbas é aplaudido. Ele diz que Arafat esteve naquela mesmo palanque há alguns anos.
13h22 – Os moradores de Ramallah seguem, na rua, o discurso do presidente palestino.
13h21 – Segundo o presidente palestino, o “poder ocupante”, como ele chama Israel, segue com medidas que minam o potencial de criação do Estado palestino.
13h18 – Abbas menciona o fato de que o governo israelense segue aprovando a construção em assentamentos nos territórios palestinos, o que ele chama de “confiscamento de terras palestinas”.
13h17 – De acordo com o correspondente do estadão.com.br em Nova York, Gustavo Chacra, pouco antes de começar o discurso o presidente da AP apresentou requerimento formal pedindo a integração da Palestina como membro pleno das Nações Unidas. Na foto abaixo, Abbas entrega ao secretário-geral da ONU o pedido formal.

13h16 – Há um ano, diz Abbas, todos tínhamos grandes expectativas sobre uma nova rodada de negociações entre israelenses e palestinos.
13h14 – Abbas: “A trajetória palestina está intimamente ligada à da ONU”.
13h13 – O presidente palestino começa o discurso mencionando o Sudão do Sul, país que mais recentemente se uniu às Nações Unidas, tornando-se a 193ª nação reconhecida internacionalmente.
13h12 – Abbas sobe ao palanque e começa a falar, dirigindo-se aos presentes.
13h11 – Ao ser anunciado, Abbas é demoradamente aplaudido pelos diplomatas presentes na sala da Assembleia-Geral.
13h10 – O próximo a falar é o presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmud Abbas, que já foi anunciado.
13h09 - ”Há uma década, os Estados Unidos experimentaram o que foi a maior atrocidade de todos os tempos”, diz o presidente armênio. Ele completa dizendo que seu país está disposto a colaborar com o fim da intolerância e do terrorismo.
13h05 - Sargsyan, presidente armênio, fala sobre esforços para combater massacres.
12h52 – Houve uma inversão na ordem dos discusos divulgada pela ONU. Após o presidente do Sudão do Sul, quem discursa no momento é Serzh Sargsyan, presidente da Armênia.
12h36 – Após o presidente da Armênia, Serzh Sargsyan, a palavra é dada ao presidente do mais novo membro das Nações Unidas, a Sudão do Sul.
12h13 – Os presidente do Djibouti, Ismael Omar Guelleh, e da Namibia, Hifikenuye Pohamba, discursaram.
11h50 – O representante do Sri Lanka, Mahinda Ralapaksa, é o próximo a se pronunciar.
11h34 – Carlos Mauricio Funes Cartagena, presidente de El Salvador, discursa.
11h18 – O presidente do Turcomenistão, Gurbanguly Berdimuhamedov, se dirige neste momento aos membros da Assembleia-Geral.
11h05 – Václav Kaus, presidente da República Tcheca, discursa neste momento na AG.
10h55 – Quem fala neste momento é o presidente do Iraque, Jalal Talabani.
10h16 – O presidente de Gana, John Evans Atta Mills, é o primeiro a discursar nesta sexta na Assembleia-Geral da ONU.
9h18 – Enquanto líderes mundiais esperam a volta da 66ª sessão da AG, confrontos são iniciados na Cisjordânia. Jovens palestinos atiram pedras contra soldados israelenses.
8h30 – A Assembleia-Geral da ONU voltará a se reunir às 10h00. Os primeiros a se pronunciar serão John Evnas Atta Mills (Gana), Jalal Talabani (Iraque), Václav Klaus (Repúbluca Tcheca), Gurbanguly Berdimuhamedov (Turcomenistão), Carlos Mauricio Funes Cartagena (El Salvador), Mahinda Rajapaksa (Sri Lanka), ISmael Omar Guelleh (Djibouti), Hifikepunye Pohamba (Namibia), Serzh Sargsyan (Armenia), Salva Kiir (Sudão do Sul), Mahmoud Abbas (Organização da Libertação da Palestina e Autoridade Palestina), Yoshihiko Noda (Japão), Lyonchoen Jigmi Yoezer Thniley (Butão), Benjamin Netanyahu (Israel) e Fredrik Reinfeldt (Suécia).
7h13 - Acompanhe a partir de agora os destaques dos discursos desta sexta-feira, 23, na 66ª Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. O destaque do dia é a fala do presidente palestino, Mahmud Abbas, que vai apresentar a proposta de que o Estado palestino seja reconhecido no Conselho de Segurança com direitos plenos. Abbas fala por volta de 12h35 no horário de Brasília. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, também fará discurso hoje.
Na quarta, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, abriu os trabalhos. Como é tradição desde a criação da ONU, a presidente Dilma Rousseff foi a primeira a falar, representando o Brasil. Leia, na íntegra, o discurso de Dilma. Leia destaques dos discursos de chefes de Estado e de Governo na quarta e na quinta. Veja abaixo fotos dos chefes de Estado e de Governo que falaram na quarta-feira. Logo abaixo, os líderes que falaram na quarta.
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