
O terremoto e o tsunami que arrasaram a parte nordeste do Japão em 2011 e o desastre nuclear subsequente fizeram com que muitos habitantes deixassem a região de Fukushima e abandonassem seus animais. O governo implantou uma zona de segurança devido aos riscos de contaminação radioativa na área, e os arredores da usina tornaram-se uma zona fantasma.
Dias depois, porém, o United Kennel Club do Japão fez buscas procurando os bichos de estimação deixados pelos japoneses que tiveram de deixar suas casas. Um ano depois da tragédia os animais recebem cuidados, mas ainda há gatos e cachorros que vagam na área em busca de comida e enfrentam um rigoroso inverno. Veja imagens destes outros sobreviventes do terremoto japonês.
SÃO PAULO – Em uma enquete realizada no final de novembro pelo Radar Global, os leitores escolheram a tragédia ocorrida no Japão no começo do ano como o evento mais marcante de 2011. O terremoto e tsunami, que deixaram mais de 20 mil mortos no país, ficaram com 41% dos votos dos internautas. Em seguida veio a morte do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, em maio, com 34%.
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Eventos relacionados à Primavera Árabe, que em dezembro completou um ano, tiveram destaque na enquete do Radar. A captura e morte do ditador líbio Muamar Kadafi, em outubro, ficou em terceiro lugar, com 21% dos votos. Depois vieram o 1º aniversário do movimento, com 20%, e a queda dos presidentes do Egito, Hosni Mubarak (12%) e da Tunísia, Ben Ali (6%).
Ao todo, foram 1.205 votos. Confira a seguir os resultados completos. Clique nos links para ler mais a respeito dos eventos.
1º lugar: Terremoto e tsunami no Japão – 41%, 497 votos
2º lugar: Morte de Osama bin Laden – 34%, 407
3º lugar: Captura e morte de Kadafi, na Líbia – 21%, 253
4º lugar: 1º ano da Primavera Árabe – 20%, 245
5º lugar: Queda de Hosni Mubarak – 12%, 143
6º lugar: Busca palestina pela adesão na ONU – 8%, 100
7º lugar: Queda de Ben Ali, na Tunísia – 6%, 72
8º lugar: Ataques coordenados na Noruega – 6%, 70
9º lugar: Anúncio das reformas em Cuba – 3%, 37
10º lugar: Casamento real em Londres - 2%, 30
11º lugar: Morte de Alfonso Cano, das Farc – 1%, 12
12º lugar: Erupção do vulcão chileno Puyehue – 1%, 7
Nesta sexta-feira, ocorre uma coincidência numérica curiosa: é o 11º dia do 11º mês de 2011, ou seja, 11/11/11. Para marcar a data, apresentamos a seguir uma lista de 11 eventos internacionais relevantes que ocorreram ao longo da história em algum dia 11. Confira.
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11/11/1918 – Compiègne, França. A assinatura do armistício da 1ª Guerra Mundial (que, ocorreu, curiosamente, às 11h da manhã em uma carruagem na cidade francesa que emprestou seu nome ao tratado), colocou fim ao confronto que matou cerca de 19 milhões de pessoas na Europa ao longo de quatro anos (1914-1918).

11/01/1946 – Tirana, Albânia. Enver Hoxha, líder da Albânia desde o fim da Segunda Guerra Mundial até sua morte (também num dia 11, em abril de 1985), proclama a República Popular da Albânia após a queda do rei Zog. O rei tinha sido responsável por abolir a lei islâmica no país e adotar um código civil baseado no modelo suíço, da mesma forma que a Turquia de Atatürk havia feito.

11/01/1964 – Cidade do Panamá, Panamá. O Panamá corta relações com os Estados Unidos por conta de conflitos relacionados com o Canal do Panamá, que liga o Oceano Atlântico ao Pacífico. Após diversas disputas pela soberania do canal, os dois países assinam um acordo, em 1977, que passa seu controle aos panamenhos, algo que só foi concretizado de fato em 2000.

11/09/1973 – Santiago, Chile. Um golpe de Estado no Chile, que resultou na morte, ainda hoje cercada de mistérios, do então presidente Salvador Allende, inaugurou a ditadura militar que duraria quase 17 anos. Aliás, o fim do regime também ocorreu num dia 11, em março de 1990.

11/11/1975 – Luanda, Angola. Embora a independência angolana de Portugal tenha sido declarada no dia 10 de novembro, o “povo angolano” passou a ter soberania sobre o país no dia seguinte. O resultado, contudo, foi uma guerra civil que durou três décadas e acabou apenas em 2002.

11/01/1994 – Dublin, Irlanda. O governo da Irlanda acaba com a censura ao movimento IRA, grupo paramilitar católico que defende a separação da Irlanda do Norte do Reino Unido e sua reanexação à República da Irlanda.

11/09/2001 – Nova York e Washington, EUA. O maior ataque terrorista ocorrido em solo americano, usando aviões comerciais contra as torres gêmeas e o Pentágono, foi assumido mais tarde pela Al-Qaeda. No evento, que recentemente completou dez anos, morreram quase 3 mil cidadãos americanos e de outros países.
11/03/2004 – Madri, Espanha. Uma série de explosões coordenadas no sistema de trens da capital espanhola deixou 191 mortos e 1,8 mil feridos – e ocorreu três dias antes das eleições no país, mudando seu resultado. A Al-Qaeda se responsabilizou pelos ataques, que teriam sido feitos em resposta à presença da Espanha no Iraque.
11/02/2011 – Cairo, Egito. Após 18 dias de intensas manifestações pacíficas nas ruas do Cairo e de outras cidades egípcias, o presidente Hosni Mubarak, que estava no poder havia 30 anos, cedeu e renunciou. Ele foi o segundo presidente da chamada “primavera árabe” a deixar o cargo, depois do colega da Tunísia. Mais tarde, Mubarak seria julgado.
11/03/2011 – Japão. O terremoto de 8.9 graus seguido de tsunami no Japão foi imenso nos números: segundo a polícia nacional japonesa, foram quase 16 mil mortos, cerca de 6 mil feridos e mais de 3,5 mil pessoas desaparecidas, além de um prejuízo trilionário para o país.

11/10/2011 – Jerusalém, Israel. Após mais de 5 anos desde a captura do soldado israelense Gilad Shalit na fronteira com a Faixa de Gaza, o governo israelense anunciou um acordo com o Hamas para troca de prisioneiros. A troca de Shalit por 1.027 palestinos começaria uma semana depois.

Fotos: Reprodução
Iluminado. O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, é fotografado durante o debate com o principal líder da oposição no país, Sadakazu Tanigaki, do Partido Liberal Democrático. O círculo vermelho registrado na imagem devido ao reflexo de uma lâmpada no local simula a bandeira do Japão.
Os membros dissidentes do Partido Democrático, de Kan, aumentaram a pressão sobre o já impopular premiê, que enfrenta uma crise nuclear iniciada após o terremoto de 11 de março. Eles ameaçam apoiar a moção de censura contra Kan caso ele se recuse a deixar o cargo.
Seleção de imagens: Natália Russo, da editoria de Fotografia do Estadão.com.br. Conheça também o blog Olhar sobre o mundo e a página de fotos do portal.
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Policiais se preparam para operações de resgate em Miyagi, Japão: terremoto entre as causas do choque
Um novo choque do petróleo, menos agudo e mais prolongado que o dos anos 70, já começou e deve afetar o crescimento da economia mundial. A avaliação é de um relatório da consultoria Ernst&Young, que revisou a elevação do Produto Interno Bruto (PIB) global em 2011 para 4%. Os levantes no mundo árabe, somados às consequências do terremoto no Japão, são a causa principal deste novo choque.
Leia mais no blog do correspondente Gustavo Chacra, em Nova York
Por José Orenstein
O esforço de reconstrução dos japoneses após o traumático terremoto seguido de tsunami tem sido exemplar. E a rede de solidariedade que se construiu no país se estende até um setor conhecido não exatamente por ser exemplar: a Yakuza.
De Tóquio e Kobe, a máfia japonesa tem enviado caminhões repletos de alimentos, água e mantas para os centros de evacuação ao norte do Japão, zona mais afetada pelo desastre natural de 11 de março, que até agora deixou 27 mil mortos e desaparecidos.
A Yakuza ganhou fama por articular redes de crime organizado e explorar o jogo, a pornografia, a prostituição. E também pelas tatuagens que cobrem a maior parte do corpo de seus membros.
Assim como no terremoto que devastou Kobe em 1995, há queixas quanto à demora dos funcionários do Estado em chegar até os sobreviventes. A Yakuza então, como hoje, tem se mostrado mais ágil em prestar socorro aos necessitados.
Foram enviados pela Yakuza pelo menos 70 caminhões às áreas que sofreram com o terremoto, carregados com suprimentos no valor de US$ 500 mil, segundo Jake Adelstein, especialista que escreve sobre o grupo japonês. Segundo Adelstein, a caridade está na código “ninkyo”, que valoriza a justiça e proíbe o sofrimento alheio. O especialista explica que há um entendimento informal entre a Yakuza e a política, que tolera que o grupo realize caridade, mas sem fazer publicidade em cima das suas ações.
Estima-se que os membros da Yakuza sejam 80 mil no Japão. Os Sumiyoshi-kai e os Inakawa-kai, segunda e terceira maiores máfias japonesas, parecem ser os mais ativos no esforço de ajuda após o tsunami. Marginalizados na sociedade, os Yakuza preferem agir de forma independente do governo e das comunidades locais. Aproveitam a organização do crime para organizar a ajuda. E, neste momento, os japoneses não querem questionar a procedência da solidariedade.
O Japão foi atingido por um terremoto de magnitude 9 na sexta-feira, 11. Mais de mil pessoas morreram e o tsunami que se seguiu ao tremor afetou áreas no nordeste do país. O governo japonês declarou estado de emergência em uma usina nuclear próxima do epicentro, e posteriormente uma outra foi colocada em alerta. Ao menos 20 países banhados pelo Oceano Pacífico emitiram alertas para as ondas gigantes. Acompanhe no Radar Global os últimos desdobramentos da tragédia.
10h15: Segundo a rede japonesa NHK, número confirmado de mortos chega a 4.340 e 9.083 desaparecidos.
8h00: Técnicos voltam ao complexo de Fukushima após níveis de radiação cairem novamente.
QUARTA-FEIRA, 16 DE MARÇO
22h05: Masami Nishimura, porta-voz da Agência de Segurança Nuclear do Japão, disse que a Tepco considera usar caminhões de bombeiro e helicópteros para jogar ácido sobre os núcleos e prevenir um vazamento ainda maior de material radioativo.
21h54: Núlceos dos reatores 1 e 2 de Fukushima sofreram danos, diz Tepco
19h10: Foi descoberto um foco de incêndio no complexo do reator 4 de Fukushima, informou a empresa gestora da usina.
18h53: Novos números oficiais das vítimas no Japão: são 7.558 desaparecidos e 1.990 feridos. Os mortos permanecem em 3.373.
17h51: A Marinha americana está distribuindo pílulas de iodo entre seus efetivos “apenas como medida de precaução”, disse o porta-voz dos militares. Os americanos já detectaram baixos níveis de radiação.
16h39: O jornal britânico The Guardian informa a situação dos seis reatores de Fukushima:
Reator 1: núcleo resfriado pela água do mar jogada pelas equipes técnicas
Reator 2: água do mar foi usada no resfriamento, mas a água evaporou e o núcleo ficou exposto. Há risco de derretimento
Reator 3: sistema de resfriamento falhou e, após explosão de hidrogênio, houve pequeno vazamento de material radiativo
Reator 4: explosão de hidrogênio causou incêndio na piscina do núcleo
Reator 5: temperatura na câmara do núcleo está aumentando gradativamente
Reator 6: temperatura na câmara do núcleo está aumentando gradativamente
16h05: A crise nas usinas nucleares ganhou espaço sobre o terremoto e o tsnunami em si. Vejamos algumas informações deste início de tarde:
- A França aumentou a gravidade do acidente em Fukushima para 6, dentro de uma escala onde 1 é um risco baixo, e 7 é um risco alto.
- O Exército dos EUA confirmou ter detectado radiação em suas bases militares em Yokosuba e Atsugi, 320 km ao sul de Fukushima.
- A equipe que estava em Fukushima tentando controlar a situação teve de ser evacuada devido aos altos níveis de radiação.
11h35: Ante o aumento dos níveis de radiação, Áustria decide transferir embaixada de Tóquio para Osaka. Maioria dos jornalistas alemães também decidem deixar capital.
11h30: Radiação do reator 4 de Fukushima pode afetar saúde, diz governo japonês.
11h02: Tremor de magnitude 6,0 atingiu o leste do Japão há pouco, e pôde ser sentido em Tóquio.
9h15: O nível de radiação na capital japonesa estava 10 vezes o índice normal na noite de terça-feira, quatro dias depois que um terremoto e um tsunami destruíram um reator nuclear no nordeste do país, mas não há ameaça para a saúde humana, informou o governo municipal, segundo a Reuters.
9h08: AIEA foi informada por autoridades japonesas que o nível de radiação caiu entrada principal de Fukushima, indo de 11,9 microsieverts (mSv)por hora para 0,6 microsierverts por hora, num intervalo de 6 horas.
8h45: A União Europeia está considerando a possibilidade de fazer testes em suas usinas nucleares contra acidentes. A Alemanha disse nesta terça que pode desativar todas as usinas construídas antes da década de 80.
8h42: Autoridades na França disseram que acidente em no complexo de Fukushima Daichi já é considerado de nível seis (acidente sério), numa escala de sete.
8h00: Agência da ONU diz que os ventos já estão dispersando material radioativo no oceano, mas que não há perigo para o Japão ou região.
TERÇA-FEIRA, 15 DE MARÇO
22h07: No 1º dia de operações da Bolsa de Valores de Tóquio após o terremoto, houve queda de -6,5% . Nesta terça, no horário japonês, o mercado abriu em baixa de -5%.
21h52: O Serviço Geológico dos EUA elevou a magnitude do terremoto de sexta-feira para 9,0. Assim, o tremor do Japão é o 4º mais forte desde 1900.
21h40: Mais informações sobre a nova explosão em Fukushima. O incidente danificou a piscina de condensação da câmara de confinamento do reator 2 , que serve para resfriar o núcleo.
Além disso, a Agência Kyodo informou que os níveis de radiação estão acima do normal na província de Ibaraki, ao norte de Tóquio. Em Ibaraki está a usina de Tokai – a 1ª do Japão, construída nos anos 60. Houve problemas no sistema de refrigeração deste complexo antes.
21h33: Novo balanço de vítimas: 2.414 mortos e 3.118 desaparecidos e 1.885 feridos
20h31: Nova explosão no reator 2 de Fukushima. Não há informações sobre danos ao dispositivo.
16h54: Mais números, dessa vez da Cruz Vermelha do Japão.
Quase 2 mil mortos confirmados. A estimativa, porém, é que as baixas cheguem a 10 mil. Também há 2 mil feridos.
530 mil pessoas tiveram de deixar suas casas e estão em 2.500 centros de desabrigados, como escolas e ginásios.
24 mil pessoas ainda estão completamente isoladas e inalcançáveis. 1,2 milhão de casas seguem sem energia, e 1,4 milhão está sem água.
4.700 casas foram destruídas e outras 50 mil sofreram danos. 582 estradas estão sem condições de circulação e 32 pontes ruíram.
15h48: Algumas informações do jornal britânico The Guardian sobre três das mais atingidas províncias japonesas:
Miyagi
785 mortos confirmados
2 mil corpos foram achados em duas praias – Minamisanriku e Ishinomaki
A população de Minamisanriku é de 17 mil pessoas. 10 mil delas estão desaparecidas.
Iwate
574 mortos confirmados
80% da cidade de Rikuzentakata, de 23 mil habitantes, foram destruídos pelo tsunami
12 mil dos 15 mil moradores de Otsuchi estão desaparecidos
Fukushima
420 mortos confirmados
1.200 estão desaparecidos
15h29: As empresas desenvolvedoras de jogos eletrônicos e softwares do Japão – um dos maiores mercados mundiais do ramos – também estão se mobilizando em prol das vítimas das tragédias dos últimos dias. A seguir, uma lista das companhias e o que elas estão doando.
Nintendo: US$ 3,66 milhões
Sony: US$ 3,66 milhões e 30 mil aparelhos de rádio
SEGA: US$ 2,44 milhões
Koei Tecmo: US$ 1,22 milhões
Namco Bandai: US$ 1,22 milhões
Microsoft (EUA): US$ 2 milhões
15h09: A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que o acidente nuclear do Japão “dificilmente tomará as proporções de Chernobyl”. Segundo o diretor-geral da Agência Yukiya Amano, há diferenças entre os dois casos, como o projeto e a estrutura das usinas nucleares.
O acidente de Chernobyl ocorreu em abril de 1986 na Ucrânia. A explosão do reator da usina se transformou no que é considerado o pior acidente nuclear da história.
15h01: A Comissão de Regulação Nuclear dos EUA anunciou que o governo japonês pediu formalmente a ajuda de Washington para resfrias os reatores com problemas em suas usinas nucleares. O chefe do órgão disse que atenderá à solicitação de Tóquio.
14h47: O número de mortos subiu para 1.897 desde a sexta-feira. De acordo com a Agência Nacional de Polícia, ao menos 3.002 pessoas estão desaparecidas. Os números não incluem os 2 mil corpos encontrados na província de Miyagi, uma das mais atingidas.
13h45: A chanceler alemã, Angela Merkel, suspendeu o plano de estender o tempo de vida útil de usinas nucleares alemãs após os problemas com o complexo de Fukushima
12h56: O Japão pediu à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que envie especialistas para ajudar na atual crise nuclear.
12h32: Segundo a agência AP, as barras de combustível estariam derretendo dentro dos três reatores afetados no complexo de Fukushima devido ao superaquecimento.
12h13: O presidente americano, Barack Obama, voltou a oferecer ajuda ao Japão após o terremoto. “Estaremos ao lado do Japão nestes dias difíceis que virão”, disse. “Meu coração ainda está partido pelas cenas de destruição”.
11h56: O número de mortos na tragédia é de 1.886, com 2.369 desaparecidos, indica o último balanço da polícia
11h26: Após cancelar o campeonato japonês, a seleção local pode desistir da Copa América, para qual foi convidada. O torneio será disputado na Argentina em julho.
8h57: Tokyo Electric Power Co. informou que barras de combustível estão expostas devido ao baixo nível da água no reator 2 da usina de Fukushima.
SEGUNDA-FEIRA, 14 DE MARÇO
Leia o relato enviado ao estadão.com.br pelo Twitter pela leitora Giovanna Calicchio (@gih_calicchio) , de 18 anos, que é fotógrafa e mora em Iwakura, no Japão:
“Tudo começou as 14:58 de hoje, quando eu digitava um e-mail a um amigo parada na frente do armário de louça. Achei que eu estava tonta, ou sem equilíbrio, quando eu ouvi o barulho das louças se quebrando no chão e caindo em cima de mim. Em 6 anos de Japão nunca vi algo assim.
O tremor durou cerca de 2 minutos, sendo que normalmente dura segundos! quando liguei a televisão para saber a magnitude, eu senti tanto medo, como nunca senti na vida! Instantes após o terremoto, a água engolia a cidade de Iwata, parecia cena de cinema!
A Disney de Tóquio está de baixo d’água. Vejo na televisão que são mais de 8 mil relatos de desaparecimento. A torre de Tóquio ( Tokyo tower ), que é um marco aqui no Japão, simplesmente entortou como se fosse um brinquedo! Muitas cidades estão sem energia. Pessoas amedrontadas saem de casa procurando refúgio. Os bancos foram todos fechados
Essa catástrofe não só está matando muita gente e destruindo uma cidade como está trazendo a crise ao Japão novamente, mas isso é o de menos. O dia estava lindo pela manhã, em questão de horas o tempo fechou radicalmente! Na região onde moro o tremor não foi tão forte, mas as ondas subiram 0.5m, suficiente para levar carros e bicicletas!
Estamos sob alerta. São 00:33 e tenho medo de fechar os meus olhos e acordar debaixo de escombros. Os “Kits Jishin (jishin=terremoto) estão na porta de casa. A vontade de chorar ao ver o país que eu amo mais até mesmo do que a minha pátria sendo destruído aos poucos assim dói demais. E dói mais ainda ver as pessoas sofrendo pela televisão e estar aqui sem ao menos poder sair de casa!
Vocês não têm noção do medo que nos aqui estamos, qualquer coisinha já achamos que é terremoto.”
O Japão foi atingido por um terremoto de magnitude 8,9 nesta sexta-feira, 11. Mais de mil morreram e o tsunami que se seguiu ao tremor afetou áreas no nordeste do país. O governo japonês declarou estado de emergência em uma usina nuclear próxima do epicentro, e posteriormente uma outra foi colocada em alerta. Ao menos 20 países banhados pelo Oceano Pacífico emitiram alertas para as ondas gigantes. Acompanhe no Radar Global os últimos desdobramentos da tragédia.
DOMINGO, 13 DE MARÇO
16h55: Especialistas ouvidos pela Reuters dizem que os riscos de saúde provenientes da contaminação pelos reatores nucleares atingidos pelo terremoto parecem baixos e os ventos devem levar toda a radiação para o Pacífico, sem ameaçar outros países.
“Não é um problema grave de saúde pública no momento,” disse Malcolm Crick, secretário do Comitê Científico de Efeitos de Radiação Atômica da ONU.
16h18: O New York Times (@nytimes) produziu um infográfico mostrando imagens de satélite de várias cidades japonesas antes e depois do terremoto e do tsunami. O poder de destruição do sismo e da onda são impressionantes.
15h46: Uma das duas bombas de resfriamento do reator da usina nuclear de Tokai Dai-Ni parou de funcionar depois do terremoto de sexta-feira, informou a Japan Atomic Power Co., operadora da instalação atômica.
Apesar da falha no funcionamento da bomba, a companhia assegurou que o reator opera normalmente e não há risco de vazamento de radiação. A usina de Tokai Dai-Ni situa-se 120 quilômetros ao norte de Tóquio.
14h07: Novo balanço oficial das vítimas do terremoto no Japão: 1.579 mortos, 1.481 desaparecidos e 1.923 feridos.
14h05: A Bolsa de Valores de Tóquio reabrirá na segunda-feira, segundo a Reuters. De acordo com o governo, o mercado de ações operará normalmente, mas sob fiscalização das autoridades para assegurar que não haja manipulação.
13h54: Informações sobre as montadoras de automóveis.
A Toyota informou que suspenderá as operações em suas 12 fábricas no Japão na segunda-feira. A Nissan paralisará suas três fábricas – duas delas sofreram danos com o tremor.
13h10: Um idoso de 65 anos foi resgatado dois dias após o terremoto e o tsunami. Ele usou o telhado de sua casa como jangada e estava a 15 km da costa do Japão no momento em que foi salvo.
12h57: Novo balanço oficial de vítimas do terremoto do Japão: 1.353 mortos, mais de 1.700 feridos e 1.085 desaparecidos. O governo informou que o número de fatalidades aumentará.
11h45: O governo emitiu um alerta de estado de urgência na região próxima à usina de Onagawa, no nordeste do país, um pouco ao norte de onde estão situadas as usinas de Fukushima. O nível de radiação detetado na área foi registrado como acima do normal, mas os reatores estão sob controle, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica. As autoridades tentam detectar qual é a fonte da radiação.
11h34: Desde o grande tremor da sexta-feira, (de magnitude 8,9 na escala Richter) 303 réplicas atingiram o Japão. Nenhuma teve magnitude superior a 8,0, mas os movimentos sísmicos seguem ativos na região.
De acordo com a CNN, 91 réplicas tiveram magnitude baixa, de 4,0 a 4,9. A maioria dos tremores – 183 – está na faixa intermediária, de 5,00 a 5,9. De força moderada, na faixa entre 6,0 e 6,9, foram 28 réplicas. Apenas uma, considerada forte, teve magnitude entre 7,0 e 7,9.
11h26: Os governos de EUA e França emitiram alertas para seus cidadãos que planejavam viajar ao Japão ou já estão em solo japonês.Washington pediu que os americanos que desejavam visitar o país adiem suas viagens, enquanto Paris recomendou aos seus cidadãos que vivem nas regiões próximas à área afetada pelo terremoto e pelo tsunami que deixem o local.
11h11: O governo japonês aprovou um plano de racionamento de energia. O programa deve começar na segunda. Os cortes de energia durarão três horas cada.
10h35: Alguns números da tragédia no Japão:
Mais de 350 mil pessoas tiveram de deixar suas casas.
100 mil militares foram mobilizados pelo governo para ajudar nos trabalhos de resgate.
2,5 milhões de casas estão sem energia elétrica.
Dezenas de milhares de pessoas se abrigaram em escolas e ginásios.
Quase 21 mil casas e prédios foram destruídos pelo terremoto e pelo tsunami.
Prejuízo do terremoto pode ser entre US$ 14,5 bilhões e US$ 34,6 bilhões.
Na escala de 0 a 7, acidente nuclear é classificado como 4.
10h23: A Nissin, maior produtora de macarrão instantâneo do Japão, doará um milhão de pacotes do alimento às vítimas da tragédia. A empresa também vai disponibilizar “carros-cozinha” para preparar as refeições.
A Suntory, produtora de bebidas, enviará 360 mil garrafas às regiões mais afetadas.
10h12: Um pequeno resumo do que ocorreu no Japão durante a nossa madrugada:
O total de fatalidades, segundo o balanço oficial do governo, já ultrapassa 1.200. As autoridades, porém, estimam que o número de mortos possa chegar a 10 mil.
O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, descartou um desastre nuclear de maiores proporções, mas afirmou que a crise pela qual o país passa é a pior desde a Segunda Guerra Mundial, quando o Japão foi arrasado pelas bombas atômicas americanas.
Um dos reatores da usina de Fukushima já foi danificado, o que causou um pequeno vazamento de material radiativo. O governo luta agora contra um segundo acidente em outro dispositivo para evitar uma catástrofe nuclear. té agora, 22 pessoas foram contaminadas pela radiação e estão sob acompanhamento.
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SÁBADO, 12 DE MARÇO
17h32: A Agência Internacional de Energia Atômica informou que o Japão confirmou que os níveis de radioatividade na região das usinas e Fukushima têm caído nas últimas horas.
17h08: A Tepco, administradora da usina de Fukushima, tem histórico de escândalos no Japão. Maior empresa elétrica do país, ela é acusada de fraudar fiscalização de suas instalações.