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25 de fevereiro: Após as eleições gerais, apesar da vitória do Partido Democrático, nenhum partido tem maioria para formar governo no Parlamento

26 de fevereiro: Pier Luigi Bersani, líder do PD, fracassa em tentativa de formar coalizão com o Movimento 5 Estrelas, de Beppe Grillo

2 de março: Com o mandato no final, presidente Giorgio Napolitano é impedido de dissolver Parlamento e convocar nova eleição

4 de março: Bersani dá ultimato a Beppe Grillo para aceitar coalizão e impedir novas eleições

15 de março: Congressistas se reúnem pela primeira vez desde a eleição, sem chegar a consenso sobre governabilidade

28 de março: Bersani diz que condições para formar gabinete são inaceitáveis e desiste de negociações

3 de abril: A escolha do novo presidente é antecipada em um mês para permitir que Napolitano tenha margem de manobra para convocar eleições parlamentares

12 de abril: O ex-premiê Silvio Berlusconi diz que apoiarpa governo da esquerda em nome da “unidade nacional”

22 de abril: Partidos superam impasse e concordam em reeleger Napolitano

23 de abril: Reeleito, Napolitano se emociona ao pedir que partidos deixem diferenças de lado para encerrar crise

24 de abril: Napolitano indica  Enrico Letta, vice-líder do PD, para formar o gabinete e pôr fim à crise

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O ex-premiê da Itália e líder da coalizão de centro-direita, Silvio Berlusconi, ouviu xingamentos no momento em que votava no domingo, primeiro dia de votação. Três mulheres representando o movimento Femen entraram em sua seção eleitoral, protestando, com os seios nus, gritando “Basta, Berlusconi”.

No vídeo abaixo, divulgado pela emissora italiana RAI, é possível ver o momento que Berlusconi chega para votar e as manifestantes protestam, sendo detidas pela polícia em seguida.

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Como Barack Obama e Michael Jackson, Francesco Schettino, o capitão do navio naufragado há um mês na costa da Itália, entrou no rol das personalidades que se tornam fantasias de Carnaval. Segundo o jornal italiano Corriere della Sera algumas lojas já estão vendendo o uniforme do capitão.

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Camisetas do ‘Vada a bordo!’ fazem sucesso
OUÇA: Capitão recebe ordens de voltar para o barco

ESPECIAL: O naufrágio do Costa Concordia

Luigi Torriani, dono de uma loja em Milão, disse que apenas dois dias após o naufrágio, ocorrido no dia 13 de janeiro, foram vendidas 12 fantasias de capitão marítimo, o que representou um faturamento de 600 euros. Ele ainda conta que grupos de rapazes se interessaram pela roupa e pediram para que fosse estampado o logotipo do Costa Concordia na fantasia – embora recusado o pedido.

Thomas Pacher, outro comerciante, confirma que o “boom” da procura pela fantasia de Schettino ocorreu pouco tempo após o naufrágio. “Vendemos 15 somente dois dias depois. E estão usando as roupas nos bailes, tanto que meu fornecedor disse que a fantasia quase se esgotou”. Pacher detalha que a fantasia custa 90 euros e também conta com a versão feminina, “que agrada porque é muito sexy”.

Na cidade de Viareggio, circulava um rumor de que haveria até um carro alegórico em homenagem ao famigerado capitão nas festividades carnavalescas, mas os boatos foram desmentidos pela entidade que organiza o desfile.


Schettino é levado por policiais para depor sobre o naufrágio

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ROMA – Um vídeo exibido pela TV italiana na noite de quinta-feira mostra a tripulação do Costa Concordia, pouco depois de a embarcação colidir com uma rocha, o que levaria posteriormente ao seu naufrágio, dizendo que não havia nada de errado além do blecaute, e pedindo que as pessoas voltassem para as suas cabines.

A gravação, que foi exibida pela rede italiana Rainews24, foi feita por um telefone celular e mostra uma integrante da tripulação dizendo que “tudo está sob controle”.

“Em nome do capitão, pedimos gentilmente que retornem às suas cabines ou, se desejarem, voltem ao salão”, diz a tripulante.

“Já resolvemos o problema elétrico que tínhamos, o problema com o gerador. Tudo ficará bem”, continuou.

“Se quiserem continuar aqui, está tudo bem, mas peço gentilmente que retornem às suas cabines e mantenham a calma”, reitera a funcionária do navio antes do fim do vídeo.

As autoridades investigam se o atraso em dar a ordem de abandonar o navio pode ter provocado a morte de 11 pessoas no acidente no litoral italiano.

As informações são da BBC Brasil.

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Ouça (em italiano) a gravação da primeira conversa entre a tripulação do Costa Concórdia e a Guarda Costeira italiana após a colisão do cruzeiro.

No telefonema, o capitão da embarcação Francesco Schettino reporta que ouve apenas um blecaute, mas não cita que houve uma batida. Schettino afirma que a tripulação está investigando as causas do apagão e confirma que os passageiros estão usando coletes salva-vidas.

O oficial da Guarda Costeira insiste que a polícia os avisou que pessoas presentes no navio ligaram reportando problemas. O capitão, porám, insiste que está tudo sob controle e que a situação a bordo está sendo verificada.

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ROMA – Em uma resposta rápida e bem-humorada ao diálogo entre o capitão do Costa Concordia, Francesco Schettino, e a Capitania dos Portos, os italianos começaram a vender diferentes modelos de camisetas com a frase “Volte a bordo, c…!” (“Vada a bordo, cazzo!”, no original). Em um dos sites de vendas, um modelo custa quase 13 euros.

Vada a bordo, cazzo!

Veja também:
Imprensa divulga áudio de diálogo entre capitão do navio e capitania dos portos
Oficial que repreendeu comandante de navio vira herói na Itália

ESPECIAL: O naufrágio do Costa Concordia

Schettino abandonou o navio durante as operações de resgate, provocando a ira do comandante das operações que falava com ele por rádio. O áudio da conversa entre os dois foi divulgado pela imprensa italiana na terça-feira, 17.

Os italianos reagiram com fúria à negligência do capitão do navio, transformando Gregorio De Falco, o oficial da Capitania dos Portos, em herói. No acidente, pelo menos 11 pessoas morreram. Os desaparecidos são 21.

Entre os modelos de camisetas há uma branca com os dizeres em preto na frente, e a palavra “cazzo” (palavra ofensiva em italiano, referente ao membro sexual masculino) em destaque.

Na rede

Além de ilustrar os artigos à venda, a frase acabou virando páginas no Facebook – como esta, com mais de 7,1 mil “fãs” – e uma poderosa hashtag no Twitter. Os italianos usaram a rede para protestar contra o capitão Schettino e apoiar o vigor do oficial da Capitania dos Portos.

Atualizado às 22h31

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 O navio Costa Concordia encalhou e naufragou na noite da sexta-feira, 13, perto da ilha de Giglio, na Itália. Havia cerca de 4,2 mil passageiros no navio. Até o momento, seis pessoas morreram e outras 16 estão desaparecidas. As equipes de resgate continuam com as buscas, embora a piora nas condições climáticas e as fortes ondas dificultem os trabalhos e tenham feito com que o casco do enorme cruzeiro começasse a se romper sobre a rocha onde ficou encalhado, o que pode fazer o barco afundar ainda mais. Veja imagens do acidente.

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Visão Global; análises e comentários de especialistas

 

Para não ficar à margem, a União Europeia deve propor alternativas para consolidar a democracia no Oriente Médio e no Norte da África

*Massimo D’Alema, Project Syndicate

O termo “primavera” talvez sugira um suave despertar, mas o que está acontecendo no Norte da África e no Oriente Médio é uma verdadeira revolução, fomentada por uma nova geração que domina a linguagem digital. Os levantes árabes são um subproduto do inexorável processo de globalização do século 21, com comunicações quase instantâneas e um contato cada vez mais próximo com as esperanças de transformação social e econômica do Ocidente.

O Ocidente só poderá dar à região o devido apoio – e esse apoio é crucial – se compreender plenamente as reivindicações e as demandas dos revolucionários árabes. As revoltas árabes não tiveram como alvo o Ocidente – ao contrário, foram alimentadas pelos princípios e pelos valores democráticos ocidentais -, mas ainda poderão produzir um contragolpe reacionário.

Europa e EUA terão de obedecer a três precondições se quiserem frustrar essa possibilidade. Em primeiro lugar, o apoio dos países ocidentais não deve deixar margem a dúvidas. Os povos árabes precisam entender claramente que a União Europeia e os EUA pretendem sinceramente apoiar suas reivindicações em matéria de democracia, liberdade de expressão e oportunidades econômicas. Em suma, o povo dessa região precisa ter provas do interesse do Ocidente em estabelecer seu direito à dignidade humana e a um padrão de vida mais elevado.

Isto significa a elaboração de estratégias coerentes e a adoção de medidas concretas com a finalidade de favorecer uma pacífica transição para a democracia. Também significa que as ditaduras em toda a região deverão ser isoladas – até mesmo os governos tradicionalmente considerados aliados do Ocidente e parceiros econômicos e políticos confiáveis.

A segunda condição para estimular uma evolução política pacífica no mundo árabe, que se aplica particularmente à União Europeia, é abordar a questão da região mediterrânea com a mesma determinação oferecida aos países do Leste Europeu no fim da Guerra Fria. Com a queda do Muro de Berlim e o colapso da União Soviética, o Ocidente identificou objetivos comuns para os países que se encontravam diante da difícil transição pós-comunista para a democracia e para a economia de mercado.

Aos antigos satélites soviéticos foi oferecida a atraente perspectiva de ingressar na União Europeia e na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que contribuiu para facilitar o caminho para reformas políticas e econômicas radicais. Embora a União Europeia não possa fazer a mesma proposta aos países árabes, ela tem o dever moral e o interesse político de apresentar-lhes algo equivalente.

Em termos práticos, a União Europeia precisa contemplar seus parceiros mediterrâneos com importantes concessões no acesso aos mercados, ajuda financeira e políticas de migração. Deve reduzir consideravelmente os aspectos tecnocráticos de sua abordagem à ação externa e, ao mesmo tempo, considerar suas relações com os países do sul do Mediterrâneo de grande prioridade.

Em termos institucionais, isso significa a substituição da ineficiente União pelo Mediterrâneo por uma entidade que exija uma governança totalmente democrática como critério para sua adesão. O Conselho Italiano do Movimento Europeu, por exemplo, pede o estabelecimento de uma Comunidade Euro-Med entre os países da União Europeia e os países do Mediterrâneo que não pertencem à União Europeia. Sua preocupação, além da integração econômica, deve ser a promoção da paz e dos direitos humanos.

A terceira precondição para a credibilidade ocidental na região do Mediterrâneo é toda uma série de medidas visando a solução do conflito palestino-israelense. Até o momento, esse foi o principal obstáculo para uma parceria mais estreita entre os países ocidentais e o mundo árabe. A União Europeia e seus membros precisam se comprometer a encontrar uma estratégia viável para acabar com um conflito que já se prolonga há 70 anos.

A primavera árabe oferece uma extraordinária oportunidade para isso. Os ditadores árabes há muito não têm nenhum interesse na paz verdadeira entre Israel e os palestinos, pois a precária estabilidade da região serve de justificativa para seus próprios regimes não democráticos.

Israel agora deve estar perfeitamente consciente de que os novos governos democráticos não tolerarão uma situação que era aceitável aos regimes árabes autoritários. Ao contrário de seus predecessores, os novos líderes árabes exigirão o respeito pelos direitos humanos dos palestinos que vivem sob a ocupação israelense.

A atitude míope e fraca do governo de Israel em relação à primavera árabe é espantosa, principalmente porque há muito tempo o país é a única autêntica democracia da região. O governo do presidente americano, Barack Obama, parece ter compreendido o alcance das mudanças que estão ocorrendo no Oriente Médio. Em maio, ele declarou publicamente que é essencial o retorno às negociações com base nas fronteiras anteriores a 1967.

Os EUA, ou Obama, parecem estar caminhando na direção certa, apesar dos aplausos que saudaram o discurso e o tom intransigente do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, no Congresso dos EUA na primavera passada. Em contraposição, a União Europeia mais uma vez está se mostrando hesitante e dividida por conflitos internos tanto em relação ao processo de paz palestino-israelense (ou pela falta de um processo) quanto aos levantes árabes.

A mesma abordagem incoerente comprometeu no passado os esforços da União Europeia, que tentava projetar uma política externa confiável, fazendo com que a Europa seja percebida muitas vezes como frágil e ineficiente. Se a Europa não quiser ser marginalizada no plano da política internacional, deverá apresentar rapidamente uma resposta estratégica à primavera árabe, com base numa visão irresistível do futuro do Oriente Médio e do Norte da África. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

*É ex-primeiro-ministro da Itália (de 1998 a 2000), presidente da Fundação para Estudos Europeus Progressistas e da Fondazione Italiani Europei e preside a Comissão Parlamentar Italiana para a Segurança da República

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Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália, finalmente compareceu à corte nesta semana pela primeira vez em oito anos. O premiê depôs no processo de fraude fiscal envolvendo sua empresa de comunicação, a Mediaset.

Berlusconi, porém, enfrenta outros processos. O mais famoso dele, no qual é acusado de ter feito sexo com uma menor, tem uma audiência marcada para o dia 6 de abril. Nada de surpreendente, considerando o histórico de escândalos sexuais nos quais o premiê se envolve.

O inusitado está em uma das testemunhas de defesa do líder italiano – o ator americano George Clooney. O artista teria comparecido a uma das festas do primeiro-ministro nas quais estava Ruby, a marroquina então menor de idade que teria feito sexo com Berlusconi. A atriz italiana Elisabetta Canalis, namorada de Clooney, também teria ido à festa.

Além dos dois, outros artistas, jornalistas e até ministros do governo foram convocados para dar depoimento pela defesa do premiê. Berlusconi nega as acusações e diz que suas festas eram apenas “jantares”.

Reuters

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07.fevereiro.2011 23:20:18

Mafiosos e tomates

A máfia está honrando as suas origens italianas passou a enriquecer de forma ilícita por meio de um produto legitimamente nacional, de acordo com o jornal britânico The Guardian.

Segundo Alessandro Di Pietro, um apresentador de um programa matinal da Rai, a televisão estatal italiana, os mafiosos dominaram o mercado dos tomates Pachino, uma das variedades mais famosas do vegetal, e fazem a população pagar 11 vezes mais que o preço normal do produto.

A declaração de Di Pietro, que pediu o boicote aos pequenos tomates, irritou ministros do governo. Stefania Prestigiacomo, do Meio Ambiente, afirmou que o anúncio do apresentador colocava em risco a vida de mais de 5 mil produtores do vegetal.

Os tomates Pachino são produzidos na região da Sicília, em uma cidade de mesmo nome. No Brasil, a variedade é conhecida como tomate-cereja.

A polícia italiana tem constatado – e até detido mafiosos – que o crime organizado passou a agir no ramo do comércio de frutas e legumes e que as máfias da Calábria, da Sicília e de Nápoles teriam se unido no esquema. Os criminosos também usariam contêineres de alimentos para transportar armas.

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