O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o governador de Miranda e líder opositor, Henrique Capriles, costumam utilizar suas contas no microblog Twitter para divulgar suas ações políticas e governamentais.
Maduro criou sua conta em março deste ano, quando se tornou candidato à presidência do país. Hugo Chávez morreu no dia 5 de março, vítima de um câncer.
Em seu perfil, Maduro se apresenta como presidente da Venezuela e “filho de Chávez”, pelo fato de ter sido escolhido pelo líder bolivariano para ser seu sucessor.
Capriles, por outro lado, é um veterano no assunto. Já havia utilizado sua conta no microblog durante as eleições de 2012, quando foi derrotado por Chávez.
Com mais de três milhões de seguidores, Capriles (@hcapriles) já postou 8.591 tuítes. Maduro (@NicolasMaduro) tem pouco mais de um milhão de seguidores e postou 835 mensagens no microblog.
O ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva declarou recentemente, em um vídeo, seu apoio a Nicolás Maduro, presidente interino da Venezuela e candidato na eleição que ocorre dia 14 deste mês.
Mas esta não foi a primeira vez que Lula declarou apoio a um político da América Latina. Veja algumas posições do ex-presidente brasileiro durante e após seu mandato presidencial:
Julho de 2012: Lula manifestou, em vídeo transmitido na cerimônia de encerramento do Foro de São Paulo, em Caracas, seu apoio a Hugo Chávez em relação às eleições presidenciais de outubro. “Chávez, conte comigo, conte com o PT, conte com a solidariedade e apoio de cada militante de esquerda, de cada democrata e de cada latino-americano. Sua vitória será nossa vitória.”

Junho de 2012: O ex-presidente brasileiro defendeu o homólogo paraguaio Fernando Lugo, deposto. Lula afirmou que “a democracia no Paraguai foi ferida.”
Setembro de 2011: Lula anunciou visita a Argentina no mês seguinte para declarar seu apoio à reeleição da presidente Cristina Kirchner.
Novembro de 2009: O ex-presidente Lula declarou apoio ao ex-guerrilheiro tupamaro José “Pepe” Mujica, da governista coalizão Frente Ampla, de centro-esquerda, no segundo turno das eleições no Uruguai. Em 2003, no segundo ano de seu mandato presidencial, Lula apoiou o então candidato socialista Tabaré Vázquez.
Agosto de 2009: Lula declarou apoio à reeleição do presidente da Bolívia, Evo Morales.

Janeiro de 2009: O ex-presidente defendeu a iniciativa de Chávez de propor a realização de um referendo sobre a possibilidade da implantação de um sistema de reeleição ilimitada para presidente da República e outros cargos do Poder Executivo do país. Na ocasião, Lula ressaltou que não considerava o mesmo caminho para o Brasil.
O corpo do presidente venezuelano Hugo Chávez, que morreu no dia cinco deste mês, foi trasladado nesta sexta-feira, 15, da Academia Militar – onde ocorreu o velório do líder bolivariano – para o Museu da Revolução no bairro 23 de Enero, que fica no oeste de Caracas e é um reduto do chavismo.
Medidas adicionais de segurança foram adotadas no bairro. O traslado atraiu milhares de pessoas às ruas como quando o corpo foi levado do hospital militar para a Academia.

Também nesta sexta-feira, o Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) prestou uma homenagem póstuma ao presidente venezuelano.
Discursos
O presidente da Assembleia-Nacional, Diosdado Cabbelo, fez um discurso aos venezuelanos ressaltando que a revolução bolivariana não terminou “com a partida física do nosso comandante.”
María Gabriela Chávez, uma das filhas do presidente venezuelano, também discursou antes do traslado do corpo. Ela leu uma carta que escreveu para o pai. “Obrigada principalmente por nos ter devolvido a pátria”, disse Gabriela ao finalizar a leitura (veja abaixo, em espanhol).
Traslado
O corpo de Chávez começou a ser trasladado por volta das 14h30 (horário de Brasília) e seguiu em caravana até o Museu da Revolução. O povo venezuelano acompanhou pelas ruas de Caracas. A caravana era composta por diversos carros e, conforme passava pelas ruas da cidade, era recebida por pessoas cantando “Pátria querida”.
Depois de duas horas e meia, a caravana chegou ao Museu da Revolução. O caixão foi carregado até um salão do local por integrantes da guarda venezuelana e seguido pelo presidente interino, Nicolás Maduro, e o presidente da Bolívia, Evo Morales, enquanto muitos venezuelanos diziam “Até sempre Chávez”.
Nesta sexta-feira, 8, ocorreu o funeral de Estado do presidente venezuelano Hugo Chávez. Veja como foram os principais momentos da cerimônia:
15h40 – Termina a cerimônia do funeral de Estado de Chávez.
15h36 – Maduro e chanceleres venezuelanos entregam a réplica da espada de Bolívar à família de Chávez.
15h33 – “Que vamos fazer sem você comandante? Seguir juntos, com sua Constituição, com seu exemplo. Seguir ajudando os pobres, seguir construindo a educação dos nossos filhos, seguir construindo a paz. Missão cumprida, comandante presidente. A luta continua, que viva Chávez. Até a vitória sempre”, finaliza Maduro.
15h30 – Maduro diz que Chávez deixou cinco objetivos históricos descritos: manter a independência da república bolivariana; construir o socialismo no país; construir a Venezuela como uma grande potência; construir um mundo de equilíbrio, sem impérios, e contribuir com a preservação da vida no planeta e a salvação da espécie humana.
15h20 – “Se alguém quer saber quem realmente é Chávez, sem as mentiras que contaram, leiam isso, a Constituição da Venezuela, aprovada pelo povo.”
15h19 – “Nós somos o testamento vivo de Chávez.”
15h15 – “Aqui está você, comandante, com seus homens, de pé, leais a você. Você seguirá sendo nosso presidente.”
15h07 – Maduro se emociona ao falar de Chávez e é aplaudido pelos presentes.
15h05 – “Jamais, em 200 anos, se mentiu tanto sobre um homem”, disse Maduro, se referindo às “mentiras que disseram sobre o comandante.”
15h03 – “Companheiros e companheiras, o governo bolivariano de Hugo Chávez, aqui estamos em frente a ele, como nunca desejamos estar.”
15h01 – “Agradecemos de coração a todos que vieram, que saíram de suas terras, para fazer essa homenagem tão grande.”
15h – Maduro assume a palavra.
14h58 – O orador agradece a presença de 28 delegações de Estados. Pessoas apludem no momento em que é citada a “delegação do Estado da Palestina”.
14h55 – Todos aplaudem e dizem: “Chávez vive, a luta continua.”
14h54 – Durante a cerimônia, Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, beijou o caixão de Chávez.
14h47 – Continuando os atos religiosos, fala o referendo norte-americano Jesse Jackson.
14h41 – Pastor da guarda de honra presidencial, Alexis Romero, faz homenagem a Chávez.
14h32 – Ato religioso é celebrado pelo arcebispo de Táchira, Mario Moronta.
13h49 – Juan Manuel Santos e outros líderes participam da segunda guarda de honra.
13h44 – Raúl Castro, Enrique Peña Nieto, Evo Morales e Rafael Correa estão entre os chefes de Estado que fazem a 1.ª guarda de honra ao redor do caixão de Chávez.
13h40 – Maduro recebe e coloca uma réplica da espada de Simón Bolívar em cima do caixão de Chávez.
13h35 – Orquestra Sinfônica Simón Bolívar presta homenagem a Chávez.
13h32 – O orador agradece a presença dos chefes de Estado que estão na Academia Militar, como Raúl Castro, Evo Morales, Rafael Correa e Mahmoud Ahmadinejad.
13h30 – Começa a cerimônia do funeral de Chávez.
13h17 – O presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, chega à Academia Militar para a cerimônia de funeral de Chávez.
13h13 – A rede Telesur informa que há três quilômetros de fila de pessoas que desejam ver o corpo de Chávez na entrada da Academia Militar.
13h05 – De acordo com a rede Telesur, a passagem do povo venezuelano pelo salão da Academia Militar, onde ocorre o velório de Chávez, foi interrompida para que ocorra o funeral de Estado e depois será liberada novamente.
13h – O caixão de Chávez já foi fechado e autoridades se preparam para a cerimônia do funeral.
12h40 – Rafael Correa, presidente do Equador, chega para a cerimônia.
12h25 – Presidente cubano, Raúl Castro, chega para o funeral do líder bolivariano.
12h26 – Delegação do Vietnã chega ao velório de Chávez.
12h21 – O ator norte-americano Sean Penn chega à Academia Militar e presta homenagens a Chávez.
Velório
Diversos líderes mundiais velaram o corpo de Chávez até esta sexta. Os presidentes do Uruguai, José Mujica, da Argentina, Cristina Kirchner, e da Bolívia, Evo Morales, estiveram na Academia Militar na noite de quarta-feira. Cristina retornou a Buenos Aires na quinta-feira, de acordo com a mídia local.
Morales participou de todo o cortejo de Chávez ao lado do vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e disse, quinta-feira, em entrevista à rede Telesur, que foi “impressionante ver o sentimento do povo venezuelano ao comandante”. “Chávez vive mais do que nunca. O chavismo, o socialismo, o anti-imperialismo continua crescendo. A melhor homenagem que podemos fazer é ter cada vez mais unidade e seguir avançando com os valores de Chávez, de Bolívar, de Che.”
Aliados próximos, como o presidente equatoriano, Rafael Correa, o líder cubano, Raúl Castro, e o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, também foram a Caracas. “Mais importante, ele saiu invicto”, disse Raúl, referindo-se às quatro vitórias de Chávez em eleições presidenciais, entre uma série de outras vitórias eleitorais em 14 anos de governo. “Ele era invencível. Ele saiu vitorioso e ninguém pode tirar isso. Ele está na história.”
A presidente Dilma Rousseff, que viajou a Caracas na quinta-feira acompanhada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, retornou nesta sexta-feira a Brasília após acompanhar o velório.
Corpo embalsamado
Na noite de quinta-feira, Maduro anunciou que o povo poderá velar o corpo do líder bolivariano “por pelo menos mais sete dias” e que depois ele será embalsamado - semelhante à forma como os líderes comunista Lenin, Stalin e Mao foram tratados após suas mortes.
Na quarta-feira, o corpo de Chávez foi trasladado do hospital militar até a Academia Militar, em um cortejo que durou mais de cinco horas e foi acompanhado por milhares de venezuelanos.
Mais de dois milhões de pessoas já passaram pelo velório de Chávez fazendo saudações, com os punhos cerrados, e o sinal da cruz. Passaram pela Academia Militar desde soldados em uniformes e oficiais em trajes cerimoniais até ministros e moradores das favelas venezuelanas.
“Mil agradecimentos pelas homenagens póstumas a um homem que lutou pela paz mundial, pela unidade da América Latina e do Caribe, e pela democratização das instituições globais”, disse o chanceler venezuelano Elías Jaua.
O jornalista que comandou a última campanha eleitoral do presidente Hugo Chávez – e que também é marqueteiro do PT – João Santana, divulgou um vídeo de homenagem ao líder bolivariano.
Em tom de campanha, o vídeo mostra imagens do presidente venezuelano ao som de uma música em espanhol que termina dizendo “Ele nascerá de novo. Para avançar e vencer com seu povo”.
Assista ao vídeo abaixo:
O ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, em um artigo escrito para o jornal norte-americano The New York Times, disse que o presidente venezuelano Hugo Chávez, que morreu na última terça-feira, “foi muito importante para a América Latina e deixa um grande legado.”

Leia abaixo o artigo, na íntegra:
A América do Sul após Hugo Chávez
Por Luiz Inácio Lula da Silva
O presidente Hugo Chávez foi muito importante para a América Latina e deixa um grande legado. A história registrará, com justiça, o papel que ele desempenhou na integração latino-americana e sul-americana, e a importância de seu governo para o povo pobre de seu país. Mas, antes que a história se encarregue disso, é importante que tenhamos clareza da importância de Chávez no cenário político nacional e internacional. Somente assim poderemos definir as tarefas que se colocarão à nossa frente para que avancemos e consolidemos os avanços obtidos nesta última década, agora sem a ajuda de sua energia inesgotável e de sua convicção profunda no potencial da integração dos países da América Latina e nas transformações sociais necessárias no seu país para debelar a miséria de seu povo. Suas “misiones” sociais, especialmente na área da saúde e da habitação popular, foram bem sucedidas em melhorar as condições de vida de milhões de venezuelanos.
As pessoas não precisam concordar com tudo que Chávez falava. Tenho que admitir que o presidente venezuelano era uma figura polêmica, que não fugia ao debate e para o qual não existiam temas tabus. E preciso admitir que, muitas vezes, eu achava que seria mais prudente que ele não tentasse falar sobre tudo. Mas essa era uma característica pessoal de Chávez que não deve, nem de longe, ofuscar as suas qualidades.
Pode-se também discordar ideologicamente de Chávez: ele não fez opções políticas fáceis e tinha enorme convicção de suas decisões.
Mas ninguém minimamente honesto pode desconhecer o grau de companheirismo, de confiança e mesmo de amor que ele sentia pela causa da integração da América Latina, pela integração da América do Sul e pelos pobres da Venezuela. Poucos dirigentes e líderes políticos, dos muitos que conheci em minha vida, acreditavam tanto na construção da unidade sul-americana e latino-americana como ele.
Junto com Chávez criamos a Unasul (União de Nações Sul-Americanas), que integra 12 países do continente. Em 2010, a Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) saiu do papel e ganhou forma jurídica – e isso não teria sido possível sem o empenho de Chávez. O Banco do Sul, um banco de desenvolvimento da Unasul, não seria possível sem a participação do líder venezuelano. Foi junto com ele também que conseguimos formar a Cúpula América do Sul-África (ASA) e a Cúpula América do Sul-Oriente Médio.
Por isso mesmo que a contribuição de Chávez ao seu país e ao projeto de integração da América do Sul e da América Latina não se extinguirá com sua morte. Se um homem público morre sem deixar ideias, quando o seu corpo físico acaba, acaba o homem. Não é o caso de Chávez, que foi uma figura tão forte que suas ideias permanecerão discutidas nas academias, nos sindicatos, nos partidos políticos e em qualquer lugar que exista uma pessoa preocupada com a justiça social e com a igualdade de poder entre os povos no cenário internacional. E talvez venham a inspirar outros jovens no futuro, como a vida do herói da independência Simon Bolívar inspirou o próprio Chávez. Isso no campo das ideias.
No cenário político onde essas ideias são debatidas, disputadas e podem virar realidade, todavia, ficar sem Chávez exigirá empenho e vontade para que os ideais do líder venezuelano não sejam lembrados, no futuro, apenas no papel.
Na Venezuela, os simpatizantes de Chávez, para manter o seu legado, vão ter pela frente um trabalho de construção de institucionalidades. Terão que trabalhar para dar mais organicidade ao sistema político, tornar o poder mais plural, conversar com outras forças e fortalecer sindicatos e partidos. A unidade do país dependerá desse esforço.
É preciso garantir as conquistas obtidas até agora. Essa é, sem dúvida, a aspiração de todos os venezuelanos, sejam eles de oposição ou de situação, militares ou civis, católicos ou evangélicos, ricos ou pobres… Todos precisam compreender que somente a paz e a democracia vão permitir que se realize o potencial de um país tão promissor quanto a Venezuela.
É preciso garantir instituições multilaterais fortes para garantir definitivamente a consagração da unidade da América do Sul. Chávez não estará nas reuniões de cúpula sul-americanas, mas seus ideais e o governo venezuelano lá estarão. A convivência democrática na diversidade dos líderes dos governos da América do Sul e Latina, é a certeza da construção da unidade política, econômica, social e cultural da América do Sul e da América Latina, que tanto precisamos. Um caminho sem retorno. E, quanto mais fortes formos, mais teremos força para negociar a nossa participação da América do Sul nos fóruns internacionais, e sobretudo, para democratizar os órgãos multilaterais, como a ONU, o Banco Mundial e o FMI, que ainda respondem à realidade internacional do fim da Segunda Guerra Mundial e não ao mundo de hoje.
Certamente Chávez fará falta. Ele era uma figura muito forte e ímpar, capaz de fazer amizades e se comunicar como poucos líderes. Precisamos ter a sabedoria de tirar da passagem dele pela Terra e pelo governo da Venezuela as contribuições que podem resultar na consagração da unidade latino-americana. E tenho a certeza de que todos os governantes da região farão um grande esforço para que isso aconteça.
Carismático e idiossincrático, capaz de fazer amigos com facilidade e de se comunicar com as massas como poucos outros líderes, Chávez vai fazer falta. Eu, pessoalmente, guardarei para sempre a relação de amizade e parceria que durante os oito anos em que trabalhamos juntos como presidentes, produziu tantos benefícios para o Brasil e para a Venezuela e para os povos de nossos países.
A Venezuela começou na manhã desta quarta-feira, 6, a despedir-se do presidente Hugo Chávez, que morreu ontem em razão de um câncer pélvico. A Força Armada Nacional Bolivariana saudou o líder com 21 tiros de canhão às 8h da manhã (9h30 de Brasília). O corpo do presidente foi trasladado do Hospital Militar de Caracas para a Academia Militar, onde será velado por três dias.

Veja como foram os principais momentos da cerimônia:
19h30 – Após um cortejo de mais de seis horas, os venezuelanos terão três dias para passarem pelo velório de Chávez que ocorre na Academia Militar. Ainda não foi informado onde o corpo do presidente venezuelano será enterrado.
19h25 – As portas do salão da Academia Militar são fechadas e começam as honras militares ao presidente Chávez.
19h23 – Caixão é retirado do carro e carregado ao som da guarda militar. O corpo de Chávez ficará na Academia Militar até setxa-feira para que o povo possa se despedir do presidente.
19h15 – O clima é tranquilo na entrada do salão da Academia Militar e não houve tumultos durante o cortejo.
19h08 – “Eu tenho uma casa graças à Revolução”, dizem alguns venezuelanos que acompanham o cortejo.
19h05 – O caixão de Chávez foi coberto por bandeiras, cartazes e flores ao longo de todo o cortejo.
19h03 – O cortejo de Chávez pelas ruas de Caracas durou mais de seis horas.
18h49 – Venezuelanos gritam “Chávez vive.”
18h45 – O corpo de Chávez chega à Academia Militar.
18h43 – O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, disse que a Constituição da Venezuela é “muito clara” e estabelece que a eleição presidencial deve ocorrer nos próximos 30 dias. (Globovisión)
18h35 – O presidente sírio, Bashar Assad, classificou a morte de Chávez como “uma grande perda para mim pessoalmente e para o povo da Síria”. “Ele repetidamente declarou sua solidariedade com a liderança da Síria e do seu povo diante do feroz ataque imperialista, e condenou a pressão norte-americana (sobre a Síria).”
17h50 – Venezuelanos carregam quadro de Simon Bolívar no cortejo de Chávez.
17h44 – Maduro assina decreto de luto nacional de sete dias pela morte de Chávez como presidente interino
17h38 – O ministro Ernesto Villegas afirmou, segundo a Globovisión, que será respeitada a decisão da família de Chávez sobre o local onde o líder bolivariano será enterrado.
17h32 – De acordo com a rede Globovisión, foi declarada Lei Seca e proibido o porte de armas na Venezuela até o dia 12 de março.
17h15 – Venezuelanos chegam na Academia Militar para esperar o corpo de Chávez. “Tenho o direito de vê-lo, também sou Chávez”, dizem algumas pessoas. A guarda venezuelana está posicionada para evitar tumulto e confusões no local.
17h – Dez países decretaram luto oficial pela morte do presidente Hugo Chávez: Argentina, Brasil, Equador, Bolívia, Uruguai, República Dominicana, Cuba, Nicarágua, Chile, Irã.
16h55 – Ao longo do cortejo de Chávez, venezuelanos jogaram diversas flores sobre o caixão do presidente.
16h35 – A rede Telesur exibe imagens de seguidores de Chávez prestando uma homenagem ao líder bolivariano na Plaza Puerto del Sol, em Madri, na Espanha.
16h26 – O presidente da França, François Hollande, elogiou Chávez, mas admitiu que “nem todos partilhavam” de seus pontos de vista.
16h16 – O cortejo de Chávez já dura cinco horas. A família do presidente segue acompanhando o corpo do presidente pelas ruas de Caracs.
16h14 – Venezuelanos gritam que “Chávez não morreu, Chávez vive no povo.”
16h04 – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, qualificou Chávez como “líder forte e extraordinário que olhou para o futuro e sempre teve grandes ambições.”
15h55 – Em breve, o cortejo de Chávez deve chegar na Academia Militar de Caracas.
15h40 - O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, enviou telegrama ao vice-presidente e herdeiro político de Chávez, Nicolás Maduro, nesta quarta-feira, 6, afirmando que, com a morte de Chávez “desaparece uma das figuras mais influentes da história contemporânea” do país. “O governo da Espanha expressa sua vontade de continuar trabalhando intensamente no fortalecimento dos vínculos bilaterais e das relações de profunda amizade que unem nossos países e nossos cidadãos há tantos anos.”
15h27 – Venezuelanos realizaram homenagens ao presidente Chávez em frente de embaixadas da Venezuela em outros países.

15h18 – Nabil Shaath, assessor da presidência da Autoridade Nacional Palestina (ANP), qualificou Chávez como “um amigo fiel que defendeu apaixonadamente nosso direito à liberdade e à autodeterminação.”
15h12 – Em matéria da Reuters, analistas dizem que morte de Chávez vai deixar um vazio na esquerda da América Latina.
14h58 – Veja vídeo de imagens aéreas feito pela rede VTV das ruas de Caracas, tomadas pela “maré vermelha”:
14h51 – O ex-jogador de futebol argentino, Diego Maradona, lamentou a morte de Chávez, por meio de sua conta no Twitetr. “Até sempre comandante, vamos sentir sua falta sempre.”
14h46 – O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, decretou luto nacional de um dia e qualificou Chávez como “um santo que regressará no Dia da Ressurreição”.
14h43 - Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o presidente em fim de mandato da China, Hu Jintao, e seu sucessor, Xi Jinping, lamentaram, nesta quarta-feira, 6, a morte de “um grande amigo do povo chinês.”
14h26 – A procuradora-geral da Venezuela, Cilia Flores, afirmou, em entrevista na Telesur, que “com a ausência absoluta de Chávez, que assume o cargo é o vice-presidente, Nicolás Maduro”. A procuradora citou o artigo 233 da Constituição venezuelana.
14h22 - Evo Morales diz, em entrevista para a rede Telesur, que “jamais vou abandonar essa grande luta do presidente Chávez.”
14h15 – Cortejo de Chávez saiu do hospital militar, onde o líder estava internado, já acompanhado por milhares de venezuelanos
14h – Os venezuelanos que seguem o cortejo do corpo de Chávez seguem gritando “Todos somos Chávez”.
12h50 – Milhares de venezuelanos seguem o cortejo de Chávez. Repórteres em Caracas chamam a atitude do povo de “maré vermelha”.
12h47 – Nesta quarta-feira, 6, o principal fórum de direitos humanos da ONU fez um minuto de silêncio em homenagem ao presidente da Venezuela.
12h45 - ”Estendemos nosso profundo sentimento de pesar ao povo venezuelano, ao governo, à família e às Forças Armadas”, declarou Morales ao desembarcar em Caracas.
12h40 – Nicolás Maduro acompanha o cortejo fúnebre ao lado de Evo Morales, presidente da Bolívia.

12h38 – Os presidentes da Argentina, da Bolívia e do Uruguai já estão em Caracas para os funerais de Chávez.
12h31 – De acordo com a rede Telesur, muitos venezuelanos pedem que o corpo de Chávez seja enterrado ao lado de Bolívar.
12h29 – Dilma Rousseff, presidente do Brasil, decretou três dias de luto pela morte de Chávez.
12h24 – Começa o traslado do corpo de Chávez do Hospital Militar de Caracas para a Academia Militar.
Após o vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciar a morte do presidente, Hugo Chávez, nesta terça-feira, 5, os venezuelanos fizeram manifestações de solidariedade e lamentaram a perda do líder bolivariano.
Chávez estava internado em um hospital militar de Caracas desde o dia 18 de fevereiro, quando voltou de surpresa de Cuba, onde passou pela quarta cirurgia para tratar o câncer na região pélvica.
O presidente venezuelano não era visto em público desde dezembro, quando viajou para Havana. Desde então, apenas no dia 15 de fevereiro, o governo divulgou imagens do bolivariano, ao lado das filhas.
O último post publicado no twitter do presidente data justamente de 18 de fevereiro. “Sigo agarrado a Cristo e confiando em meus médicos e enfermeiras. Até a vitória sempre! Viveremos e venceremos!”
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Ao fazer o anúncio da morte de Chávez, Maduro se emocionou, pediu que os opositores respeitassem o momento de dor dos chavistas e agradeceu os atos do presidente. “Comandante Chávez, obrigado por tudo que fez por este povo. Pedimos que canalize nossa dor em paz, com tranquilidade.”
Assista anúncio em vídeo da TV ESTADÃO:
Pouco antes das 19h (horário de Brasília), o vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou a morte do presidente Hugo Chávez. “Às 16h25 (horário de Caracas – 17h55, no horário de Brasília) morreu o comandante presidente Hugo Chávez.”
Logo em seguida, líderes mundiais começaram a expressar condolências pela morte de morte do líder bolivariano. Acompanhe repercussões:
Presidente da Bolívia, Evo Morales: “Estamos doídos, destroçados”. Morales disse que Chávez era “seu amigo, seu irmão, seu mentor político”.
Ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague: “Eu fiquei triste ao saber da morte do presidente Hugo Chávez hoje. Como presidente da Venezuela por 14 anos ele deixou uma impressão permanente no país e como um todo.”
Secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza: “É um momento de grande dor para os venezuelanos e os acompanhamos, junto a todos os povos da região.”
Presidente do Uruguai, José Mujica: “Sentimos um profundo pesar. Sempre se lamenta a morte, mas quando se trata de um militante de primeira linha, de alguém que certa vez defini como ‘o governante mais generoso que conheci’, a dor tem outra dimensão. A razão não ajuda nestes casos. Dá uma magnitude maior da perda.”
Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos: “Agradeço sua dedicação e compromisso sem limites…O melhor tributo que podemos dar à memória de Hugo Chávez é cumprir com esse sonho que ele compartilhou com a gente: chegar a um acordo para o fim do conflito e ver uma Colômbia em paz. Ele dizia que era isso que queria (Simón) Bolívar e tinha toda a razão.”
Presidente dos EUA, Barack Obama: “Reafirmo o apoio dos EUA ao povo venezuelano e ao seu interesse no desenvolvimento de uma relação construtiva…Se inicia um novo capítulo na história da Venezuela. Os EUA seguem comprometidos com políticas que promovam os princípios democráticos, o Estado de Direito e o respeito aos direitos humanos.”
Ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva: “Foi com muita tristeza que recebi a notícia da morte do presidente Hugo Chávez. Me orgulho de ter convivido e trabalhado com ele pela integração da América Latina e por um mundo mais justo…Eu me solidarizo com o povo venezuelano, com os familiares e correligionários de Chávez, neste dia tão triste, mas tenho a confiança de que seu exemplo de amor à pátria e sua dedicação à causa dos menos favorecidos continuarão iluminando o futuro da Venezuela.”
Presidente do México, Enrique Peña Nieto: “Lamento a morte do presidente Hugo Chávez. Minhas mais sentidas condolências a sua família e ao povo venezuelano.”
Governo do Equador, em comunicado: “O Equador sente como própria esta perda e deseja ao povo venezuelano os melhores êxitos no futuro, com a convicção de que saberão manter e engrandecer sua história, sua revolução, o desenvolvimento, a fraternidade e a solidariedade que caracterizam suas ações.”
Dilma Rousseff: Antes de fazer um minuto de silêncio pela morte de Chávez, Dilma fez um breve discurso sobre o líder bolivariano: “Hoje lamentavelmente morreu um grande latino-americano, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Essa morte deve encher de tristeza todos os latino-americanos.”
“Chávez foi uma liderança comprometida com seu país e todos os povos da América Latina. Em muitas ocasiões, o governo brasileiro não concordou com posturas de Chávez.”
“Reconhecemos uma perda incomparável, de um amigo do Brasil. O presidente Hugo Chávez deixará no coração, na história e nas lutas da América Latina, um vazio.”
Vice-presidente da Argentina, Amado Boudou: “Grande dor em toda a América. Se foi um dos melhores. Para sempre, comandante.”
Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon: “É a primeira notícia que tenho e mais tarde farei uma declaração formal, mas quero enviar minhas sentidas condolências à família do presidente Chávez, assim como ao povo e ao governo da Venezuela.”
1998:
6 de dezembro: Chávez é eleito presidente com 56,24% dos votos
1999:
2 de fevereiro: Chávez assume o cargo e convoca referendo para designar a Assembleia Nacional
2000:
30 de julho: Com 58,9% dos votos, Chávez ganha mais um mandato
2002 :
10 de abril: Comando militar se rebela em um golpe de Estado. Empresário Pedro Carmona assume o poder por dois dias
2003:
4 de dezembro: Dois abaixoassinados que pediam referendo para tirar Chávez são recusados
2005:
3 de dezembro: Oposição boicota eleições para Assembleia Nacional, que passa a ser 100% chavista
2006:
3 de dezembro: Chávez vence mais uma eleição com 62% dos votos
2007:
24 de março: Chávez cria o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV)
28 de maio: Radio Caracas Televisión (RCTV), de oposição, encerra transmissões depois de Chávez não renovar concessão. Milhares protestam contra o governo
2 de dezembro: Proposta de nova Constituição é rejeitada por 50,7% dos venezuelanos e dá a Chávez primeira grande derrota política
2009:
15 de fevereiro: Chávez vence referendo sobre reeleição com 54% dos votos e pode se candidatar a vários mandatos consecutivos
2010:
27 de outubro: Urnas reduzem poder de Chávez
17 de dezembro: Assembleia em fim de mandato dá a Chávez superpoderes por 18 meses
2011:
8 de junho: Chávez desembarca em Cuba para tratar um câncer. Em outubro, se diz curado
2012:
21 de fevereiro: Chávez anuncia que câncer voltou e deve viajar a Cuba para novo tratamento
7 de outubro: Chávez é reeleito com mais de 54,4% dos votos, derrotando o opositor Henrique Capriles
8 de dezembro: Chávez faz um pronunciamento em Caracas dizendo que o câncer voltou e indica o vice, Nicolás Maduro, como seu sucessor, antes de viajar para Cuba e passar por nova cirurgia
11 de dezembro: Chávez passa pela quarta cirurgia desde que foi diagnosticado com câncer na região pélvica
2013:
9 de janeiro: Tribunal Supremo de Justiça considera legal o adiamento da posse de Chávez
15 de fevereiro: Governo da Venezuela divulga primeiras imagens de Chávez desde sua última cirurgia em Cuba
18 de fevereiro: Chávez volta durante a madrugada de Cuba e continua tratamento do câncer em hospital militar de Caracas
4 de março: Governo anuncia que situação respiratória de Chávez piora e pede que povo ore pelo líder bolivariano
5 de março: Morre Hugo Chávez
2013
2012
2011
2010
2009
2005