ir para o conteúdo
 • 

Radar Global

SÃO PAULO – A divulgação de um vídeo obtido pela rede de TV ABC nesta quinta-feira, 29, levantou dúvidas sobre a versão original do “vigia voluntário” George Zimmerman, que matou o adolescente negro Trayvon Martin há mais de um mês na Flórida. Nas imagens, Zimmerman aparece ileso ao chegar a uma delegacia policial na noite do crime.

Veja também:
Amigos temem por homem que matou adolescente na Flórida
Morte de adolescente negro em caso suspeito de racismo indigna Obama
Obama diz que jovem negro morto na Flórida poderia ser seu filho
Entenda o caso do adolescente negro assassinado na Flórida

Zimmerman afirmou ter atirado contra Martin em legítima defesa, após ter levado um soco no nariz do jovem, que teria ainda batido a cabeça do vigia contra a calçada. A descrição dos fatos, contudo, é desmentida pelo vídeo, que mostra o vigia sem ferimentos na cabeça e no rosto e sem marcas de sangue na roupa. Assista.

O caso despertou a indignação nos americanos e rendeu uma declaração do presidente Barack Obama, que disse que “se tivesse um filho, ele se pareceria com Trayvon”.

Capuz. No entanto, nesta quinta o Congresso dos EUA proibiu que um legislador usasse um capuz em homenagem ao rapaz durante um discurso. Para o representante negro Bobby Rush,  Trayvon foi alvo dos disparos por causa da cor de sua pele. “A discriminação racial precisa acabar, senhor presidente. Não é porque usa capuz que alguém é bandido”, disse, antes de ser interrompido pelo presidente da sessão.

Comente!

visao_global.jpg

Especialistas concordam que um bombardeio seria desastroso; qualquer um que diga ter certeza sobre intervenção militar é tolo

NICHOLAS KRISTOF
THE NEW YORK TIMES

Me pergunto se nós, jornalistas, não estamos inadvertidamente transmitindo a impressão de que existe um debate genuíno entre os especialistas a respeito do quanto um ataque militar israelense contra o Irã faria sentido este ano. Tal debate não existe. Na verdade, o que temos é algo semelhante ao debate envolvendo a mudança climática – a grande maioria dos especialistas defende um mesmo ponto de vista. Eis o que alguns desses especialistas me disseram.

“Não conheço nenhum especialista em segurança que recomende um ataque militar contra o Irã a essa altura”, destacou Anne-Marie Slaughter, professora da Universidade Princeton que trabalhou como importante funcionária do Departamento de Estado do governo Obama.

“Com a exceção daqueles que já mergulharam tanto nas tendências neoconservadoras a ponto de ficarem cegos para as realidades geopolíticas, é esmagador o consenso segundo o qual essa seria uma má ideia”, disse W. Patrick Lang, ex-diretor de assuntos relacionados ao Oriente Médio para a Defense Intelligence Agency.

“A maioria dos especialistas em segurança concorda que seria prematuro apelar para uma opção militar”, disse Michèle Flournoy, que acaba de renunciar à terceira posição mais importante na hierarquia do Departamento de Defesa. “Estamos aplicando ao Irã um regime de sanções cada vez mais rigorosas. O país já se vê submetido às piores sanções enfrentadas até o momento, e agora estamos apertando o cerco ainda mais com sanções que afetam seu banco central, sanções que afetam seus produtos derivados do petróleo e assim por diante.”

“Vemos que a situação é ruim para eles e as coisas logo vão piorar ainda mais”, acrescentou ela. “O consenso geral diz que devemos esperar mais e dar tempo para que tais medidas façam efeito.”

É claro que os representantes americanos estão profundamente alarmados diante do programa nuclear iraniano, por mais que esse medo não esteja necessariamente relacionado à possibilidade de o Irã usar armas nucleares contra Israel ou algum outro país. O Irã parece ter desenvolvido armas químicas para responder aos ataques iraquianos dessa natureza durante a guerra entre os dois países, demonstrando comedimento no seu uso. Em vez disso, o grande medo é o de o eventual teste e fabricação de armas nucleares por parte do Irã ser seguido por outros países. Entre eles poderiam incluir-se a Arábia Saudita, a Turquia e o Egito, dando início a uma nova rodada de proliferação nuclear. Representantes do governo e especialistas em segurança apresentam várias argumentações amplas para mostrar por que um ataque militar contra o Irã num futuro próximo seria uma ideia abominável.

Em primeiro lugar, isto retardaria o programa iraniano em apenas um a três anos – e podemos imaginar que depois disso o programa iria adiante envolto num sigilo ainda maior, gozando ainda de mais apoio doméstico do que nunca.

Em segundo, a operação não se resumiria a um único ataque, envolvendo repetidas ações num período de muitos dias com o objetivo de atacar muitos alvos diferentes. E o objetivo seria em parte assassinar os cientistas responsáveis pelo programa, o que implicaria em baixas civis. A cada dia da operação, a fúria dos muçulmanos de todo o mundo contra Israel – e contra os EUA – só aumentaria. A coalizão que pressiona o Irã por meio de sanções poderia ser desfeita.

Em terceiro, o resultado poderia ser uma guerra regional no Oriente Médio, sugando os EUA para o conflito. O Irã poderia patrocinar ataques contra alvos americanos espalhados pelo mundo e poderia usar meios indiretos para intensificar os ataques contra os soldados americanos no Afeganistão.

Em quarto lugar, o transporte do petróleo vindo o Oriente Médio poderia ser interrompido, provocando grandes aumentos no preço do gás e da gasolina que teriam um impacto catastrófico na economia global.
Em quinto, as sanções e os métodos secretos como o vírus de computador Stuxnet já retardaram o progresso iraniano. Sanções mais rigorosas e operações de sabotagem vão continuar a provocar atrasos no programa sem acarretar grandes riscos.

É verdade que tudo aquilo que afirmo pode estar errado. O ataque israelense contra o reator de Osirak em 1981 e o ataque contra o projeto nuclear sírio em 2007 transcorreram sem grandes problemas e sem retaliação. Tais operações retardaram os programas nucleares dos países-alvo muito mais do que o esperado pelos céticos. Mas há bons motivos para crer que o Irã seja diferente, em parte porque o programa nuclear do país é muito bem protegido e suas instalações se encontram espalhadas.

De um ponto de vista mais amplo, a guerra é inerentemente imprevisível e Israel com frequência revela uma miopia assustadora em suas intervenções militares. Sua invasão do Líbano em 1982 se transformou num atoleiro que facilitou a emergência do Hezbollah, ao passo que seu apoio de facto ao Hamas em Gaza nos dias iniciais do movimento prejudicou a todos (com exceção do Irã).

Devemos também lembrar que, enquanto o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu toca seus tambores de guerra, isso pode conferir mais poder aos falcões iranianos. “A ameaça contínua de um ataque militar pode dissuadi-los tanto quanto pode encorajá-los a ir adiante”, destaca Anne-Marie.
A possibilidade de um ataque israelense ao Irã é uma das perguntas cruciais deste ano, e as pessoas informadas a respeito do assunto dizem que há 50% de chance de ocorrer. Ninguém sabe como a economia seria afetada, nem se uma guerra maior se seguiria a esse possível ataque. Qualquer um que se mostre confiante em relação ao que irá acontecer não passa de um tolo.

Assim, enquanto se fala numa ação militar contra o Irã, devemos ter clareza quanto a um ponto. Com exceção dos assessores de Netanyahu e de um pequeno número de aves de rapina, praticamente todos os especialistas acreditam que um ataque militar a essa altura seria uma ideia catastrófica. Isto não é um debate, e sim um consenso. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

É COLUNISTA E GANHADOR DO PULITZER

Comente!

Visão Global; análises e comentários de especialistas

Candidatos republicanos demonstram pouco interesse nos detalhes do relacionamento dos EUA com o restante do mundo

CHRISTOPHER R. HILL
PROJECT SYNDICATE

Para muitos públicos estrangeiros, as primárias da eleição presidencial americana de 2012 – que infelizmente prosseguirão durante os próximos meses – devem ser uma assustadora demonstração de tudo aquilo que os americanos e seus líderes não sabem a respeito da política externa.

Os seguidos debates revelam o fato de que nenhum dos candidatos que pretendem desafiar o presidente Barack Obama está particularmente interessado nos detalhes de nenhum dos relacionamentos dos Estados Unidos com o restante do mundo – para não mencionar as crises no cenário internacional, especialmente aquelas que excluem soldados americanos.

De fato, a ignorância parece ser uma fonte de força para os candidatos que ainda participam da corrida. Quando John Huntsman, um dos primeiros a anunciar a candidatura, demonstrou certa capacidade intelectual ao apresentar argumentos úteis a respeito de como lidar com a China, pontuando sua fala com breves exemplos do seu domínio do mandarim, alguns dos outros candidatos responderam ridicularizando-o.

O fato de simplesmente conhecer a perspectiva chinesa parece ter desabonado Huntsman, que logo pôs fim à sua candidatura. Parece que cada vez mais a política externa excita apenas o lado emocional do cérebro de um candidato à presidência.

A verdade é que os americanos com frequência têm dificuldade para compreender por que deveriam se importar com os detalhes da política externa. Infelizmente, os candidatos republicanos pouco fizeram para ajudá-los. Em 2008, o então candidato John McCain fez tentativas ocasionais nesse sentido, chegando a explicar em determinado momento a um público cético suas opiniões a respeito dos crescentes problemas no Baluchistão. Na maioria dos casos, entretanto, os candidatos evitaram falar chinês e debater problemáticas províncias paquistanesas.

Talvez o mundo espere que o povo americano – os condutores da única superpotência do mundo – estivesse muito mais envolvido nas questões da política externa. Em vez disso, o que a comunidade internacional vê são os americanos reduzindo cada vez mais seu envolvimento no mundo a um simples teatro das moralidades – parecendo evocar o icônico papel de Gary Cooper como o xerife solitário em meio aos covardes moradores em Matar ou Morrer. Aqueles que enxergam um papel a ser desempenhado por uma “coalizão dos dispostos” talvez tenham a mente suficientemente aberta para pensar em Rio Bravo, no qual John Wayne recebe bem alguns aliados.

Os estrangeiros que visitam os EUA costumam comentar que os americanos estão provavelmente entre os povos mais patrióticos do mundo, e essa característica torna-se cada vez mais acentuada. As pessoas costumavam pendurar bandeiras americanas na porta de casa somente nos feriados nacionais. Caso contrário, eram vistas somente do lado de fora dos edifícios do governo. Hoje, elas estão por toda parte durante o ano inteiro – e parece que as maiores bandeiras são encontradas do lado de fora das concessionárias de veículos, por mais que estas vendam carros importados. Da mesma maneira, durante décadas, os jogos de beisebol foram precedidos do hino nacional. Hoje em dia, depois de dois terços da partida, pede-se aos fãs que se levantem novamente para cantar o hino.

É claro que parte da dinâmica atual tem a ver com as consequências dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Mas essa onda de sentimento patriótico parece ser sustentada por forças ainda mais potentes – talvez por uma frustrante percepção de que as motivações americanas não são devidamente compreendidas no restante do mundo. Uma canção country antiga e ainda popular resume isso no refrão: “Tenho orgulho de ser americano, onde ao menos sei que sou livre”.
Ao menos? Os Estados Unidos têm uma economia do conhecimento e um dos mais elevados padrões de vida do mundo há décadas. A liberdade é sem dúvida o alicerce desse sucesso, mas, sem querer ir deliberadamente contra a maré, essa conquista também é motivo de orgulho. Mesmo hoje, a economia americana continua sendo uma das características do país mais admiradas no restante do mundo – incluindo a China.

Ainda assim, os americanos parecem desencorajados. Lembro-me do olhar entristecido no rosto de uma observadora americana das eleições no Iraque, uma legisladora estadual do Texas, quando esta perguntou a um representante iraquiano se o Iraque tinha planos de recompensar os EUA por “trazer a democracia” ao país dele. O representante (que demorou um pouco para entender a pergunta) balançou a cabeça, soturno. Ela se afastou.

Intelecto. Os debates presidenciais deste ano abordaram a política externa somente em termos do quanto cada candidato se mostraria “durão” o bastante para lidar com os desafios – em se tratando de fortaleza emocional, e não da base intelectual necessária para compreender esses desafios.

A história política americana está repleta de presidentes que, de uma maneira ou de outra, pareceram demonstrar fraqueza no palco mundial. O primeiro encontro do presidente John F. Kennedy com o premiê soviético Nikita Khruchev é um exemplo de destaque no folclore americano: o jovem presidente americano transmite uma aparência de fragilidade ao seu correspondente soviético, que então tenta instalar impunemente mísseis nucleares de longo alcance em Cuba, uma jogada que levou ao ponto mais próximo que EUA e URSS chegaram de uma guerra. Levando-se em consideração narrativas desse tipo, a política externa regride nas eleições americanas a uma espécie de teste de testosterona, deixando de lado aquilo que é necessário: um teste do conhecimento e da capacidade de decisão de um candidato.

A boa notícia é que são muitas as evidências históricas sugerindo que, uma vez na Casa Branca, o candidato desenvolve uma compreensão dos temas e um instinto diante das nuances necessárias para lidar com eles – um fato que deve acalmar o público internacional.

Seja ela causada por um excesso de TV a cabo, ou por um excesso dos próprios debates, a “temporada das asneiras” parece especialmente prolongada, até assustadora. Quer os candidatos à presidência o saibam ou quer não estejam nem remotamente interessados, o mundo escuta suas palavras com mais atenção do que aquela às vezes demonstrada por eles ao proferi-las. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

É EX-SECRETÁRIO-ASSISTENTE DE ESTADO PARA O LESTE ASIÁTICO, EMBAIXADOR AMERICANO NO IRAQUE, NA COREIA DO SUL, MACEDÔNIA E POLÔNIA, ENVIADO ESPECIAL DOS EUA AO KOSOVO E FEZ PARTE DAS NEGOCIAÇÕES DOS ACORDOS DE PAZ DE DAYTON. TRABALHA ATUALMENTE COMO DIRETOR DA FACULDADE DE ESTUDOS INTERNACIONAIS KORBEL, DA UNIVERSIDADE DE DENVER

Comente!

Por Denise Chrispim Marin, correspondente em Washington

A criação de uma zona de exclusão aérea na Síria não é opção neste momento para os EUA e seus aliados. Mas essa alternativa não está descartada. A mensagem indireta foi dada nesta quarta-feira, 14, pelo presidente americano, Barack Obama, e pelo premiê britânico, David Cameron.

Após ressaltar o fato de os militares dos EUA terem “plano para tudo”, Obama disse preferir solucionar a crise síria por meio da diplomacia. Para ele, a queda do ditador sírio, Bashar Assad, é uma questão de tempo. “Quando vemos a violência pela TV, nosso instinto natural é agir”, disse Obama. “Uma das coisas que aprendemos com essas crises é que é importante avaliar todas nossas ações”. Cameron foi igualmente cuidadoso. “A maneira mais rápida de acabar com a violência é começar uma transição, com a saída de Assad”.

Comente!

Eleições nos EUA 2012

Acontece hoje nos Estados Unidos a Superterça, dia em que dez dos Estados americanos – Alasca, Geórgia, Idaho, Massachusetts, Dakota do Norte, Ohio, Oklahoma, Tennessee, Vermont e Virgínia - fazem votações prévias do partido Republicano para definir o candidato que disputará as eleições com o presidente democrata Barack Obama em novembro. Ao todo, 419 dos 1.144 delegados necessários para garantir a nomeação republicana estão em jogo hoje.

Acompanhe as informações mais recentes sobre as prévias e os resultados à medida em que forem divulgados.

2h58 Encerramos aqui nossa cobertura ao vivo da Superterça. Acompanhe mais informações sobre essa etapa das eleições norte-americanas no portal.

2h55 Romney vai vencendo no Alasca, segundo a CNN.

2h44 Para o correspondente do estadão.com.br em Nova York, Gustavo Chacra, o democrata Barack Obama foi o grande beneficiado pela Superterça republicana.

2h34 Mitt Romney vence prévia republicana em Ohio, segundo a CNN. Diferença entre o ex-governador de Massachussets e Rick Santorum foi de apenas 12.040 votos, segundo o jornal New York Times.

2h23 VEJA OS RESULTADOS PARCIAIS DE TODOS OS ESTADOS DA SUPERTERÇA (fonte: New York Times):

Alasca: apuração ainda não começou

Dakota do Norte (apuração: 100%)
Santorum 39,7%; Paul 28,1%; Romney 23,7%; Gingrich 8,5%

Geórgia (apuração: 96%)
Gingrich 47,5%; Romney 25,7%; Santorum 19,6%; Paul 6,5%

Idaho (apuração: 77%)
Romney 68,6%; Paul 16,6%; Santorum 12,2%; Gingrich 2,5%

Massachussets (apuração: 98%)
Romney 72,1%; Santorum 12,1%; Paul 9,6%; Gingrich 4,6%

Oklahoma (apuração: 99%)
Santorum 33,8%; Romney 28,1%; Gingrich 27,5%; Paul 9,6%

Tennessee (apuração: 96%)
Santorum 37,2%; Romney 28%; Gingrich 23,9%; Paul 9,1%

Vermont (apuração: 75%)
Romney 40,3%; Paul com 25,1%; Santorum 23,4%; Gingrich 8,3%

Virgínia (apuração: 100%)
Romney 59,5%; Paul com 40,5% (Santorum e Gingrich não concorreram pelo Estado)

Wyoming (apuração: 22%)
Romney 57,1%; Santorum com 33,1%; Paul com 2,7%; Gingrich com 0%

2h04 Com 96% dos votos apurados, segundo o New York Times, Romney lidera com 436.278 votos (37,8%). Santorum vem atrás com 429.014 (37,2%). Gingrich vem bem atrás, com 168.899 (14,6%) e Paul tem 106.997 (9,3%). A corrida em Ohio, o Estado mais importante, vai chegando ao fim, com a disputa voto a voto entre o ex-governador de Massachussetts Mitt Romney e ex-senador pela Pensilvânia Rick Santorum.

1h59 Com 95% dos votos apurados, segundo o New York Times, Romney lidera com 435.457 votos (37,8%). Santorum vem atrás com 427.908 (37,1%). Gingrich vem bem atrás, com 168.551 (14,6%) e Paul tem 106.794 (9,3%).

1h52 Com 93% dos votos apurados, segundo o New York Times, Romney lidera. As porcentagens permanecem inalteradas, contudo. De acordo com a previsão do jornal, Romney deve obter um total 17 dos 66 delegados. Santorum ficaria com 9. Segundo a CNN, Romney lidera com 435.457 (ainda 38%), seguido de perto por Santorum com 427.908 (37%). Gingrich vem bem atrás, com 168.551 (15%) e Paul tem 106.794 (9%).

1h48 Com 92% dos votos apurados, segundo a CNN, Romney lidera com 432.585 (38%), seguido de perto por Santorum com 426.220 (37%). Gingrich vem bem atrás, com 167.858 (15%) e Paul tem 106.268 (9%).

1h35 Com 91% dos votos apurados, segundo a CNN, Romney lidera com 423.680 (38%), seguido de perto por Santorum com 417.821 (37%). Gingrich vem bem atrás, com 164.770 (15%) e Paul tem 106.095 (9%). A diferença entre os dois primeiros candidatos se mantém relativamente inalterada, deixando a disputa acirrada até o último momento.

1h24 Com 90% dos votos apurados, segundo a CNN, Romney lidera com 418.719 (38%), seguido de perto por Santorum com 413.600 (37%). Gingrich vem bem atrás, com 162.722 (15%) e Paul tem 102.799 (9%).

1h18 Com 88% dos votos apurados, segundo a CNN, Romney lidera com 411.605 (38%), seguido de perto por Santorum com 407.798 (37%). Gingrich vem bem atrás, com 160.725 (15%) e Paul tem 101.351 (9%).

1h15 Com 87% dos votos apurados, segundo a CNN, Romney lidera com 408.541 (38%), seguido de perto por Santorum com 403.074 (37%). Gingrich vem bem atrás, com 159.353 (15%) e Paul tem 100.365 (9%).

1h10 Com 86% dos votos apurados, segundo a CNN, Romney lidera com 390.810 (37%), seguido de perto por Santorum com 388.973 (37%). Gingrich vem bem atrás, com 153.793 (15%) e Paul tem 98.455 (9%).

1h07 Veja o total de delegados de cada pré-candidato republicano até o momento, em todos os Estados que já realizaram prévias este ano: Romney tem 298; Santorum, 121; Gingrich, 83 e Paul, 52. São necessários  1.144 delegados para garantir a nomeação republicana.

1h A CNN afirma ter números exclusivos da contagem em Ohio. Segundo a rede, Romney está à frente de Santorum na prévia de Ohio, o Estado mais importante da chamada Superterça. De acordo com a previsão do canal, Romney terá 3 mil votos a mais que Santorum no Estado. Os números do New York Times até 79% de apuração: Santorum (38%), Romney (37%), Gingrich (15%) e Paul (9%). O Wall Street Journal dá os números de 79% apurados, também: Santorum (370.558 votos; 37,6%), Romney (367.388; 37,3%), Gingrich (145.024; 14,7%) e Paul (91.515; 9,3%). Existe uma diferença no sistema de contagem de veículo para veículo.

0h58 ENTENDA: Superterça não encerrará disputa republicana, do correspondente do estadão.com.br em Nova York, Gustavo Chacra.

0h53 A disputa ficou mais apertada em Ohio, ainda com 85% dos votos apurados, segundo a CNN. Veja os números: Santorum tem um total de 365.098 votos (37%); Romney, em segundo, está bem perto, com 362.826 votos (37%); Gingrich tem 142.918 votos (15%) e Paul 90.246 (9%).

Confira o perfil dos pré-candidatos republicanos

0h51 A rede de TV CNN dá 85% dos votos apurados em Ohio, o Estado mais decisivo da disputa da Superterça. Veja os números: Santorum tem um total de 345.098 votos (38%); Romney, em segundo, está bem perto, com 362.826 votos (37%); Gingrich tem 142.918 votos (15%) e Paul 90.246 (9%).

0h48 Acompanhe os números de Ohio, de acordo com o Wall Street Journal (com 75%): Santorum tem um total de 346.802 votos (37,8%); Romney, em segundo, está bem perto, com 340.747 votos (37,1%); Gingrich tem 133.660 votos (14,6%) e Paul 85.765 (9,3%).

0h43 A disputa em Ohio continua apertada. De acordo com os últimos números do New York Times, com 69% dos votos apurados, Santorum tem 38% dos votos, seguido por Romney com 37%. Bem atrás vêm Gingrich, com 15%, e Paul com 9%. O Estado não é reduto de nenhum dos pré-candidatos que disputam a vaga republicana. Assista ao vídeo da TV EstadãoOhio não tem pré-candidato favorito na Superterça

0h40 RESULTADOS ATÉ O MOMENTO DE TODOS OS ESTADOS DA SUPERTERÇA (informações do New York Times):

Alasca: apuração ainda não começou;
Dakota do Norte: Santorum tem 40% dos votos, seguido por Romney com 25%, Paul com 27 e Gingrich com 8% (com 60% dos votos apurados);
Geórgia: 
Gingrich lidera com 48%, Romney tem 25%, seguido por Santorum com 20%, Paul com 6% (87% dos votos apurados);
Idaho: Romney tem 78% dos votos, seguido por Paul com 11%, Santorum com 8%, Gingrich com 3% (com 16% dos votos apurados);
Massachusstes: Romney tem 72% dos votos, seguido por Santorum com 12%, Paul com 10% e Gingrich com 5% (com 93% dos votos apurados);
Oklahoma: Santorum tem 34% dos votos, seguido por Romney com 28%, Gingrich com 27% e Paul com 10% (com 91% dos votos apurados);
Ohio: Santorum tem 38% dos votos, seguido por Romney com 37%, Gingrich com 15% e Paul com 9% (com 69% dos votos apurados);
Tennessee: Santorum 37% dos votos, seguido por Romney com 28%, Gingrich com 24% e Paul com 9% (com 83% dos votos apurados);
Vermont: Romney tem 41% dos votos, seguido por Paul com 25%, Santorum com 23%, Gingrich com 8% (com 67% dos votos apurados);
Virgínia: Romney tem 59% dos votos, seguido por Paul com 41% (com 100% dos votos apurados). Santorum e Gingrich não concorreram pelo Estado;
Wyoming: Romney tem 55% dos votos, seguido por Santorum com 41%, Paul com 3% e Gingrich com 0% (com 13% dos votos apurados).

0h33 Leia, dos correspondentes do Estado em Washington, Denise Chrispim Marin, e em Nova York, Gustavo Chacra: Romney, Santorum e Gingrich vencem em Estados importantes na Superterça

0h08 Santorum vence em Dakota do Norte, diz CNN.

0h11 Dakota do Norte: Santorum vence com 40% dos votos, seguido por Romney com 25% dos votos, Gingrich com 8% e Paul com 27% (segundo o jornal New York Times, com 39% dos votos apurados).

23h45 Leia, dos correspondentes do Estado em Washington, Denise Chrispim Marin, e em Nova York, Gustavo Chacra: Romney vence primárias em Virgínia, Vermont e Massachusetts

23h28 Santorum  lidera a votação na Dakota do Norte, onde 4% dos votos foram apurados (segundo o New York Times). O pré-candidato tem 52% dos votos, seguido de Paul, com 21%, Romney com 15% e Gingrich com 11% .

Confira o perfil dos pré-candidatos republicanos

23h27 Wyoming, com 4% dos votos apurados, tem Romney na liderança, com 51% dos votos. Santorum tem 49%. Gingrich e Paul ainda não têm votos. Os números são do New York Times.

23h24 O ex-senador pela Pensilvânia disse que considera o resultado da Superterça “satisfatório”: “Perdemos em alguns Estados e ganhamos em outros”, disse. Até o momento, Santorum ganhou em dois Estados. “Estamos prontos para vencer em todo o país”, disse. Ele também afirmou que os pais dele “fazem parte da melhor geração dos EUA”.

23h22 Ao lado da família, Santorum faz neste momento discurso em Ohio. Ele diz que sua campanha visa lembrar “os tempos que deixamos para trás e as famílias que fizeram grandes histórias no país”.

23h19 A disputa segue apertada entre Santorum e Romney em Ohio. O Estado é considerado o mais decisivo desta Superterça na corrida republicana, valendo 66 delegados. Com 17% das urnas apuradas, Santorum tem 38,5% dos votos, seguido de perto por Romney, com 36,5%. Bem atrás vêm Gingrich (15,2%) e Paul (8,5%). Os dados são do Wall Street Journal.

23h16 Segundo projeções do jornal New York Times, Santorum venceu as primárias em Oklahoma (com 34% dos votos) e Tennesse (41%) e lidera a apuração em Ohio, com 38%, seguido por Romney com 37%. O ex-senador pela Pensilvânia fala a apoiadores em Ohio. Confira o perfil dos pré-candidatos republicanos.

5aa6bdb574a748bcaa9736849563e5f1_5aa6bdb574a748bcaa9736849563e5f1_0.jpg
Gingrich e a esposa cercados por apoiadores na Geórgia, onde ele venceu as prévias

23h05 Santorum vence em Oklahoma.

23h03 RESULTADOS ATÉ O MOMENTO DE TODOS OS ESTADOS DA SUPERTERÇA (informações do New York Times):

Alasca: apuração ainda não começou; Dakota do Norte: apuração ainda não começou;  Geórgia: Gingrich lidera  com 49%, Romney tem 22%, seguido por Santorum com 22%, Paul com 6% (40% dos votos apurados); Idaho: apuração ainda não começou; Massachusstes: Romney tem 72% dos votos, seguido por Santorum com 12%, Paul com 9% e Gingrich com 5% (com 26% dos votos apurados). Oklahoma: Santorum tem 35% dos votos, seguido por Gingrich com 27%, Romney com 26% e Paul com 10% (com 17% dos votos apurados); Ohio: Santorum tem 38% dos votos, seguido por Romney com 37%, Gingrich com 15% e Paul com 8% (com 11% dos votos apurados); Tennessee: Santorum 43% dos votos, seguido por Romney com 28%, Gingrich com 19% e Paul com 8% (segundo a CNN, com 10% dos votos apurados); Vermont: Romney tem 40% dos votos, seguido por Paul com 25%, Santorum com 23%, Gingrich com 8% (com 40% dos votos apurados); Virgínia: Romney tem 59% dos votos, seguido por Paul com 41% (com 97% dos votos apurados). Santorum e Gingrich não concorreram pelo Estado.

22h55 Virgínia: Romney tem 59% dos votos, seguido por Paul com 41% (segundo o New York Times, com 93% dos votos apurados). Santorum e Gingrich não concorreram pelo Estado. Vermont deve ser o próximo Estado a encerrar a contagem dos votos. Até o momento, 35% foram apurados. Os resultados: Romney lidera com 40% dos votos, seguido por Paul com 26%, Santorum com 24% e Gingrich com 8% (também segundo o New York Times).

22h51 Oklahoma: Santorum lidera. Ele tem 37% dos votos, seguido por Romney com 27%, Gingrich com 25% e Paul com 9% (segundo o New York Times, com 6% dos votos apurados).

22h44 Tennessee: Santorum 45% dos votos, seguido por Romney com 28%, Gingrich com 18% e Paul com 7% (segundo a CNN, com 15% dos votos apurados).

22h43 Esposa de Gingrich diz que único oponente do marido é o presidente democrata Barack Obama. Ela chama Gingrich de “o próximo presidente dos Estados Unidos”. O pré-candidato teve 49% dos votos no Estado, seguido por Romney, com

22h41 CNN: Romney tem 40% dos votos em Ohio, seguido de Santorum com 37%, Gingrich com 14% e Paul com 7%

22h40 Mulher de Gingrich começa a falar a simpatizantes na Geórgia.

22h37 Simpatizantes aguardam discurso de Gingrich na Geórgia, onde ele ganhou as prévias desta Superterça. Na foto abaixo, pessoas preparam o local em que ele falará a apoiadores.

140796472.jpg

 

140790950.jpg
Adesivos com a inscrição ‘Sou um eleitor da Geórgia’ são vistos em uma igreja local

22h27 Segundo projeções, Santorum deve ter vencido em Oklahoma e no Tennesse. Os dois Estados são sulistas e conservadores. Pesquisas indicam empate entre Romney e Santorum em Ohio.

22h21 A rede de TV CNN mostra imagens de Sarah Palin no cáucus do Alaska, Estado no qual foi governadora entre 2006 e 2009. Ao ser perguntada sobre seu candidato ela disse “Eu acho que Barack Obama é a pior escolha”. Palin foi candidata à vice-presidente na chapa de John McCain na última corrida eleitoral, contra Obama.

ohio.jpg
Homem leva a filha de 9 meses para votar em Ohio; Estado é o mais decisivo da Superterça

22h18 Estes são os números de delegados de cada um dos Estados com projeção de vitória dos pré-candidatos republicanos: Romney: Massachussets (38 delegados), Vermont (17) e Virgínia (46); Gingrich; Geórgia (76 delegados). Ao todo, Romney já tem 172 delegados, Santorum tem 60, Gingrich tem 29 e Paul tem 23. São necessários 1.144 delegados para garantir a nomeação republicana.

22h15 ATÉ O MOMENTO, Romney venceu em 3 Estados (Massachussets, Vermont e Virgínia), Gingrich em 1 (Geórgia). Acompanhe, Estado a Estado, o resultado das prévias republicanas

22h10 ”Até agora, nenhuma zebra nas primárias”. Esta é a análise do correspondente do estadão.com.br em Nova York, Gustavo Chacra. Leia:

Mitt Romney, como esperado, venceu em Massachusetts, onde foi governador, no Estado liberal Vermont e também na Virgínia por não precisar enfrentar dois de seus adversários, que ficaram de fora. Rick Santorum levou os sulistas Oklahoma e Tenneessee, que são dois Estados conservadores. Newt Gingrich ganhou na Geórgia, onde fez toda a sua carreira política. O libertário Ron Paul, por sua vez, aguarda os resultados nos cáucuses em Idaho, Dakota do Norte e Alasca. Diante deste cenário, Ohio deve definir o grande vencedor da noite. De acordo com pesquisas, Romney está em primeiro, mas por uma margem de apenas quatro pontos percentuais à frente de Santorum.

22h06 ATÉ O MOMENTO: Romney venceu em 2 Estados (Vermont e Virgínia), Gingrich em 1 (Geórgia). Na foto abaixo, uma apoiadora de Gingrich aparece com bonecos do pré-candidato e do presidente democrata Barack Obama.

1068382.jpg

22h04 Santorum venceu no Tennesse, também de acordo com a CNN, com 35% dos votos segundo as projeções iniciais.

22h02 De acordo com projeções da CNN, Romney venceu em Massachussets com folga – ele teria obtido 70% dos votos. Em seguida, Santorum tem 12%, Paul tem 9% e Gingrich tem 4%.

21h59 Romney venceu com facilidade na Virgínia, segundo as primeiras pesquisas. Ainda de acordo com Chacra, os dois principais adversários dele, Newt Gingrich e Rick Santorum, não participaram das primárias. Os dois, por falhas de suas campanhas, fracassaram na apresentação dos documentos necessários. Caso contrário, poderiam ter obtido bons resultados neste swing state, como são denominados os Estados sem predomínio democrata ou republicano.

21h57 De acordo com o correspondente do estadão.com.br em Nova York, Gustavo Chacra, mesmo a derrota na Geórgia pode ser considerada uma vitória para Mitt Romney, que já venceu, nesta Superterça, as prévias em Vermont e Virgínia, segundo pesquisa da CNN. Afinal, com o resultado, Newt Gingrich não abandonará a sua candidatura e continuará dividindo votos com Rick Santorum. Além disso, ganhar no Estado sulista, onde fez toda a sua carreira, era uma obrigação para Gingrich. Ainda assim, poucos consideram possível a sua nomeação no fim do processo. O ex-presidente da Câmara apenas permanece com seu discurso populista devido ao Super PAC (fundo de campanha sem ligações diretas à candidatura) bancado por um bilionário dos cassinos de Las Vegas.

rom.jpg
Apoiadores de Romney em Massachusetts

21h52 Romney venceu as primárias republicanas na Virgínia (EUA), Estado onde concorria apenas contra o congressista Ron Paul.

21h35 CNN diz que, apesar das pesquisas, ainda não se pode dizer que Romney venceu em Ohio.

21h31 Segundo a CNN, as votações em Ohio foram encerradas. Os números da rede de TV na saída do Estado, o mais importante da Superterça, são: Romney com 40%, Santorum com 36%, Gingrich com 12% e Paul com 11%.

21h27 A CNN afirma que Romney venceu as primárias na Virgínia. Gingrich e Santorum não concorreram no Estado.

2012_03_06T164158Z_01_JEY902_RTRMDNP_3_USA_CAMPAIGN.JPG
Eleitora vota em Ohio, Estado mais decisivo desta Superterça

21h22 Redes de televisão norte-americanas garantem que Gingrich venceu as primárias republicanas na Geórgia. No Estado, estão em jogo 76 delegados. Acompanhe os resultados das prévias republicanas Estado a Estado.

21h21 CNN projeta que Romney ganhará na Virgínia.

21h19 Gingrich tem 58% dos votos que já foram apurados na Geórgia.

21h18 Paul obtém 38% dos votos já apurados em Vermont.

21h14 De acordo com números do jornal americano New York Times, Romney tem 62% dos votos na Virginia. Conheça o perfil dos pré-candidatos republicanos.

21h09 A rede de TV americana CNN afirma que Mitt Romney lidera na Virginia e em Vermont.

21h05 Segundo a CNN e o jornal New York Times, Newt Gingrich venceu as primárias na Geórgia. O resultado era esperado. Gigrich fez carreira no Estado. Conheça o perfil dos pré-candidatos republicanos.

2012-03-06T231831Z_01_BKS19_RTRMDNP_3_USA-CAMPAIGN-ROMNEY_1.JPG
Romney e a esposa deixam o local de votação em Massachussets nesta terça

21h Os Estados de Georgia, Virginia e Vermont encerram votações.

19h34 Cerca de cinco mil pessoas se reuniram hoje em Nova York para pedir emprego. A manifestação coincide com a Superterça. Assista ao vídeo na TV Estadão.

19h Segundo o correspondente do estadão.com.br em Nova York, Gustavo Chacra, Newt Gingrich deve vencer na Geórgia, onde fez carreira política. “Mas ele não tem chance em outros Estados com prévias hoje”, informa. Conheça o perfil dos pré-candidatos republicanos.

18h32 Até agora Romney, ex-governador de Massachusetts, tem 203 delegados e oito vitórias: New Hampshire, Flórida, Nevada, Maine, Michigan, Arizona, Wyoming e Washington. Veja os números Estado a Estado. O segundo colocado é Rick Santorum, ex-senador pela Pensilvânia, com 92 delegados e quatro triunfos: Iowa, Colorado, Missouri e Minnesota.

18h Uma sondagem do Instituto Pew, feita para o jornal Washington Post, indica que a campanha acirrada dos republicanos está beneficiando o presidente americano Barack Obama.

17h49 Gingrich, terceiro colocado, ataca Obama e Romney, favorito, tenta aumentar a vantagem sobre Santorum. Assista na TV Estadão.

17h04 As bolsas dos EUA começaram a Superterça em queda.

16h05 O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se mostrou categórico em sua entrevista coletiva desta terça-feira ao pedir prudência a seus rivais políticos que reivindicam medidas militares contra o Irã devido ao programa nuclear da República Islâmica. Obama escolheu justo a Super Terça, dia mais importante do calendário das eleições primárias do Partido Republicano, para realizar sua primeira entrevista coletiva formal na Casa Branca em seis meses.


						
						

Comente!

Visão Global

Memorial planejado para homenagear o 34º presidente dos EUA não faz justiça a ele e dá mais destaque a aspectos de sua vida comum do que a seu heroísmo

ROSS DOUTHAT
THE NEW YORK TIMES

Duas decisões serão tomadas este ano que, em longo prazo, influirão muito na maneira como entendemos a presidência. Em novembro, os eleitores decidirão se vão conceder um segundo mandato a Barack Obama. E, antes disso, em algum momento a National Capital Planning Commission decidirá se leva adiante o projeto de Frank Gehry de um Memorial a Dwight Eisenhower.

O projeto de Gehry é, bem, é típico do arquiteto: ele reelabora o modelo tradicional de um monumento usando imensas telas metálicas para retratar o ambiente da infância de Eisenhower no Kansas, ao passo que consagra um espaço muito menor às suas realizações na 2.ª Guerra e na Casa Branca. A única estátua importante vai retratar Eisenhower como um garoto de pés descalços, não um líder da guerra ou um presidente).
O projeto foi amplamente criticado – pela família de Eisenhower, por arquitetos tradicionalistas e articulistas de centro-direita como George Will e David Frum. Algumas críticas têm a ver somente com a estética, mas as mais importantes se referem à essência da obra: da forma planejada, o memorial subestima a grandeza do comandante supremo das forças aliadas.

O interessante, contudo, é que ao dar mais destaque a aspectos comuns da vida de Eisenhower do que ao seu heroísmo, Frank Gehry está sendo mais convencional do que radical. Da maneira como foi concebido, o seu monumento só vai confirmar, e não alterar, o lugar que Eisenhower ocupa hoje na memória nacional.
Como escreveu Philip Kennicott, do Washington Post, a visão de Gehry sugere que embora “Eisenhower tenha sido um grande homem, houve outros Eisenhowers por trás dele, outros homens que podiam fazer o que ele fez”. Longe de uma reformulação corajosa da sua imagem, esse monumento é um resumo quase perfeito da maneira que muitos americanos veem hoje aquele que foi o 34.º presidente dos EUA.
Não quer dizer que os americanos não gostam de Eisenhower nem lembram com carinho do serviço que ele prestou. O novo livro Eisenhower in War and Peace, de Jean Edward Smith é a mais recente de uma série de biografias que se tornaram sucesso de vendas sobre Ike. Mas ele não é tão amado como muitos dos seus contemporâneos de meados do século. Como líder de guerra, ele foi ofuscado por Franklin Delano Roosevelt e por seus muitos subordinados pitorescos, e seus dois mandatos como presidente atraíram pouco daquele entusiasmo póstumo que fez do seu predecessor do “mostra para eles”, um herói popular e do seu sucessor martirizado um ícone.
Numa pesquisa Gallup de 2011 sobre o maior presidente que o país já teve, Eisenhower ficou em 12.º lugar, empatado com Jimmy Carter. Ele tem um desempenho mais sólido nas pesquisas acadêmicas, mas com frequência vem sempre atrás dos seus proeminentes rivais do século 20.
Em parte, essa desvalorização resulta da persona política que Eisenhower cultivou – uma fachada simpática, de avô, que ocultava o mestre implacável da política. E em parte ela reflete o fato de a sua presidência jamais ter tido um acento fortemente ideológico. Os liberais (que preferiam Adlai Stevenson) comumente lembram o governo Eisenhower como um parêntese entre eras democratas heroicas, enquanto os conservadores (que defendem Robert Taft) sempre evocam a situação estática em que estavam antes da sua ascensão, que começou com Goldwater até Reagan.
Mas, enfim, Eisenhower é subestimado porque na Casa Branca sua liderança não se enquadrou no padrão de “grandeza” que muitos americanos esperavam dos seus presidentes. Não era um homem de grandes projetos, cruzadas corajosas ou tentativas para mudar a história do mundo. Não houve nenhuma “revolução Ike” na política americana, tampouco uma “Eisenmania” entre ativistas e intelectuais, nenhum realinhamento estilo Eisenhower.
Inversamente, sua grandeza manifestou-se nas crises que ele aplacou e nos erros que não cometeu. Não criou programas de dotações orçamentárias proibitivos, não adotou teorias econômicas implausíveis e não deixou déficits insustentáveis para seus sucessores. Ele pôs fim a um conflito paralisante na Coreia, manteve os EUA fora da guerra no Sudeste Asiático e rejeitou uma política nuclear arriscada na qual seu sucessor tropeçou. Não permitiu que uma série de crises no Oriente Médio levasse os americanos a uma intervenção ao estilo do Iraque.
Não arriscou sua presidência com roubos de terceira classe ou aventuras sexuais. Era resoluto quando necessário, mas seus sucessos – prosperidade, paz, avanços sólidos no campo dos direitos civis – foram quase sempre o fruto da precaução estratégica e inação magistral.
Talvez “outros homens” pudessem ter conseguido essa combinação de firmeza, competência e sucesso na administração de crises, como o projeto impessoal deste Memorial Eisenhower parece sugerir. Mas poucos ocuparam o Salão Oval nestes últimos 50 anos. Pelo contrário, desde a década de 60, passando pelas eras George W. Bush e Barack Obama – do “pagar qualquer preço, suportar qualquer fardo” ou o “você nunca deve desperdiçar uma crise grave” -, os vícios definidores da presidência moderna têm sido o orgulho excessivo, a irresponsabilidade e a ambição desmedida.
É por isso que a controvérsia envolvendo o memorial é de fato importante. Eisenhower merece um monumento que o coloque onde ele deve estar – na primeira fila de líderes americanos – porque é preciso lembrar a nação onde está a verdadeira grandeza de um presidente. Muitos políticos combinam a retórica exaltadora com grandes ambições. Mas são poucos o que têm os dons necessários para conduzir o navio do Estado mantendo-o longe das rochas e penhascos e, depois de oito anos, conduzi-lo indene ao porto. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

É ANALISTA POLÍTICO

Comente!

23.fevereiro.2012 03:00:02

O deserto eleitoral

visao_global.jpg

TIMOTHY EGAN – THE NEW YORK TIMES – É COMENTARISTA POLÍTICO

Em 50 anos, a população dos EUA triplicou, mas os eleitores que participam da escolha do candidato republicano não representam o perfil geral do país

No curto espaço de um século, a população dos Estados Unidos mais que triplicou. Chegou a 313 milhões. O país é um agrupamento assertivo, estridente, de quase todas as raças e religiões do mundo e de muitos idiomas do planeta sob uma mesma bandeira.

Ninguém diria isso se olhasse apenas para quem está votando em uma das campanhas das primárias para as eleições presidenciais mais estranhas da história. Não há outra maneira de expressar isso sem recorrer à pura e simples demografia: a pequena fração de americanos que está tentando escolher o candidato republicano é velha, branca, uniformemente cristã e não representativa do país em geral.

Nada disso causa surpresa. Mas quando se olha para os números, é um espanto como esse eleitorado das primárias republicanas se assemelha pouco ao restante dos Estados Unidos. Ele lembra mais a população de 1890 que a de 2012.

Dado o grau de atenção da mídia, sabemos que está havendo uma eleição de grande importância no lado republicano. Mas ela está ocorrendo num lugar diferente, guiada por extremistas radiofônicos e fanáticos religiosos, com uma vaga semelhança apenas com os Estados onde está se desenrolando. Desse pequeno mundo surgiu um conjunto de posições retrógradas, doidas e impopulares para a vasta maioria dos americanos.

Mas, antes de analisarmos como essa minoria conseguiu acuar o partido, consideremos o tamanho do eleitorado. Os nove Estados que realizaram assembleias (caucus) ou primárias até agora, abrigam um total aproximado de 28 milhões de eleitores registrados de todas as orientações políticas.

Até agora, 3 milhões de eleitores participaram das disputas republicanas, menos que a população de Connecticut. Isso significa que 89% de todos os eleitores registrados nesses Estados não participaram do que é, no linguajar de uma corrida de cavalos, uma disputa cabeça a cabeça.

Sim, é sabido que os republicanos não gostam de suas opções. Mas, em alguns Estados, essa eleição poderia estar ocorrendo numa cidade fantasma. Dos eleitores registrados, menos de 1% compareceu à votação do Maine. Em Nevada, onde o comparecimento republicano foi 25% inferior ao de 2008, somente 3% dos eleitores registrados participaram. Isso não é um regime majoritário sob nenhum parâmetro; mal se qualifica como uma democracia participativa.

Os resultados dos dois Estados populosos que realizaram primárias grandes, com cobertura extensa da mídia e mais propensas a atrair o eleitor médio, também são reveladores. Na Flórida, o Estado maior e mais diversificado entre os nove, o comparecimento foi 14% inferior ao de 2008. E 84% dos eleitores registrados do Estado não participaram na disputa republicana. A Carolina do Sul teve a maior discrepância deste ano. Foi o único Estado a mostrar um forte aumento no comparecimento, 35% maior que o de 2008. Mas, quando se olha quem votou, percebe-se um nicho muito específico.

Nesse Estado, 98% dos votantes na primária eram brancos, 72% tinham 45 anos ou mais e quase dois terços eram cristãos evangélicos, segundo pesquisas de boca de urna. Por esse quadro, daria para pensar que a Carolina do Sul é um Estado de população inteiramente branca, envelhecida, repleto de religiosos praticantes. Mas o Censo diz que o Estado é 66% branco, com uma idade média de 36 anos. As pesquisas de boca de urna de 2008 situaram o voto evangélico em 40% do total.

A Flórida ficou ao menos mais próxima – somente no voto latino – da eleição geral de 2008. Em ambos os casos, ele representou cerca de 14% do total. Mas os eleitores de 45 anos ou mais representaram 78% da primária, ante 59% na disputa geral de quatro anos atrás.

Com a exceção da Flórida, essa disputa foi um assunto quase inteiramente branco. A população de Nevada é 26% latina; na primária, somente 5% eram latinos. Na convenção em Iowa, 99% dos votantes eram brancos.

De novo, esses números representam uma pequena câmara de eco. Os brancos são 63,7% da população total dos Estados Unidos. Em 1900, eles eram 88% – ainda mais diversificados que os eleitores de hoje nas primárias republicanas.

Comparecimento. O ponto importante dessa primária republicana com baixo comparecimento e baixa representatividade não é focar totalmente em quem está votando, mas em por que os candidatos estão tomando posições tão extremas. Uma coisa explica a outra.

Uma pesquisa do New York Times esta semana revelou que os eleitores em geral, 66%, apoiam a exigência federal de que os planos de saúde privados cubram o custo integral do controle de natalidade para pacientes mulheres. Entre as mulheres, o apoio é de 72%. E entre os católicos, é de 67%. Sim, os católicos são um pouquinho mais liberais que a população em geral.

Outras sondagens mostram que uma enorme maioria de americanos quer aumentar os impostos para os ricos, defende a retirada planejada do Afeganistão e acredita que a Terra está se aquecendo por causa da ação humana. No entanto, o republicano Rick Santorum está com a minoria em cada uma dessas questões. Mitt Romney fica perto.

Uma vez que os dois candidatos estão fora de sincronia com o restante do país, como eles podem ser os concorrentes mais bem colocados? É simples: vejam quem está votando, uma nação em si mesma. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

Comente!

Veja também:
ESPECIAL: Guerra do Iraque: do início ao fim

19/3/2003: Soldados americanos invadem Iraque

19/8/2003: Brasileiro Sérgio Vieira de Mello, chefe da ONU no Iraque, morre em atentado

19/12/2003: Saddam Hussein é capturado

30/1/2005: Iraquianos vão às urnas para eleger novo governo

22/2/2006: Violência entre sunitas e xiitas leva o país à guerra civil

8/6/2006: Abu Musab al-Zarqawi, um dos principais líderes da Al-Qaeda, morre em ataque aéreo dos EUA

31/12/2006: Saddam Hussein é executado

10/1/2007: Presidente George W. Bush aumenta efetivo militar em solo iraquiano

27/2/2009: Presidente Barack Obama anuncia que retirará todas as tropas de combate do Iraque até agosto de 2010

2/8/2010: Obama diz que missão americana de combate no Iraque terminará no fim do mês, mas afirma que um contingente de 50 mil soldados permanecerá no país até 31 de dezembro de 2011

Comente!

A eleição presidencial nos Estados Unidos se divide em duas etapas: as primárias e a eleição geral. Na primeira parte, os dois principais partidos – o Democrata e o Republicano – reúnem os pré-candidatos em uma série de eleições estaduais.

Afiliados e simpatizantes votam em dois tipos de votação diferentes. As primárias, que se assemelham a uma eleição comum, com cédulas e apuração, e os caucus, que são assembleias de eleitores que escolhem seu candidato em um recinto fechado.

O calendário obedece a uma sequência tradicional. Iowa, New Hampshire e Carolina do Sul costumam ser os primeiros. O vencedor em cada Estado recebe um determinado número de delegados – ganha quem obtiver o maior número no fim, quando o nome do candidato é aclamado em uma convenção partidária. A republicana está marcada para 27 de agosto, na Flórida. A democrata será no dia 3 de setembro, na Carolina do Norte. Apesar de o presidente Barack Obama já ser tratado como candidato, haverá primárias democratas com candidato único.

Comente!

visao_global.jpg

A salvação pode estar nos jovens que deixam a faculdade para se dedicar a novos empreendimentos e criar empregos

diplomargb.jpg

MICHAEL ELLSBERG, THE NEW YORK TIMES, É AUTOR DE THE EDUCATION OF MILLIONAIRES: ITS NOT WHAT YOU THINK AND ITS NOT TOO LATE, MICHAEL , ELLSBERG, THE NEW YORK TIMES, É AUTOR DE THE EDUCATION OF MILLIONAIRES: ITS NOT WHAT YOU THINK AND ITS NOT TOO LATE

Digitei essas palavras num computador projetado pela Apple, e Steve Jobs, um de seus fundadores, abandonou a Universidade antes de se formar. O programa que usei para escrevê-las foi criado pela Microsoft, fundada por Bill Gates e Paul Allen, que também largaram os estudos.

Assim que esse texto for publicado, o compartilharei com meus amigos pelo Twitter, que tem entre seus fundadores Jack Dorsey, Evan Williams e Biz Stone, que não concluíram os estudos, e no Facebook – inventado, entre outros, por Mark Zuckerberg e Dustin Moskovitz, que também deixaram a escola antes do término, e alimentado por Sean Parker, outro que nunca tirou diploma.

O ambiente acadêmico americano é ótimo para produzir escritores, críticos literários e historiadores, e também para produzir profissionais com diplomas universitários. Os EUA não têm escassez de advogados e professores. Os EUA têm escassez de gente capaz de criar empregos. E as pessoas que criam empregos não são os profissionais tradicionais, mas os empreendedores.

Num discurso pronunciado recentemente para promover um projeto de lei, o presidente Barack Obama disse ao Congresso: “Todos aqui sabem que é nas pequenas empresas que surge a maior parte dos novos empregos”.

Quase certo. O setor onde quase todos os empregos são criados nos EUA é o das empresas que acabam de entrar no mercado, e não necessariamente empresas pequenas. Se a atividade das startups é o verdadeiro motor da criação de empregos nos EUA, uma coisa é clara: o atual sistema educacional funciona como freio. Em palavras simples, do jardim da infância até a universidade, aprendemos a nos dotar de algumas aptidões ou atitudes que poderiam nos ajudar a começar um empreendimento: aptidões nas áreas de comércio, networking, criatividade, e para enfrentar o fracasso sem nos deixarmos abater.

Nos EUA, não surge nenhuma empresa sem que alguém compre alguma coisa. Mas não é na faculdade que a maioria dos estudantes aprende alguma coisa sobre vendas. Muito provavelmente, eles farão um curso sobre o quanto o comércio (e o capitalismo) é um mal.

Além disso, poucas startups decolam sem uma ampla e vibrante rede de assessores e mentores, clientes e consumidores em potencial, vendedores de qualidade e talentos valiosos para empregar. Nós não aprendemos a usar uma rede debruçados sobre uma escrivaninha, estudando para provas de múltipla escolha. Aprendemos fora da sala de aula, conversando cara a cara com os nossos semelhantes. As startups são por definição realizações criativas. Mas nossas atuais salas de aulas, onde os alunos são preparados para testes sobre assuntos acadêmicos estritamente delimitados, asfixiam a criatividade.

Finalmente, os empreendedores precisam aceitar o fracasso. Passei os dois últimos anos entrevistando estudantes que deixaram a escola e tornaram-se milionários e bilionários. Todos falaram entusiasmados sobre a importância dos fracassos em seu empreendimento ao caminhar para o sucesso. Nosso sistema educacional estimula os estudantes a serem cautelosos e a desistirem ao primeiro sinal de fracasso (pressupondo que poderá dar uma péssima impressão nos seus currículos).

Segurança. Evidentemente, se uma pessoa quer se tornar médico, advogado ou engenheiro, precisa cursar uma faculdade. Mas, além de campos como esses, rigorosamente definidos, encarar a educação superior como o único caminho para um emprego estável constitui um grave equívoco, exacerbado por pais que consideram as profissões clássicas o melhor caminho para a segurança no emprego.

Talvez isso fosse válido há 50 anos, mas não agora. Em nossa economia imprevisível, caótica, até os jovens que não têm nenhum interesse em começar um empreendimento e querem se tornar profissionais ainda precisarão aprender as aptidões para seguir em frente.

Na verdade, as pessoas com diplomas universitários em geral ganham mais. Mas talvez isso ocorra porque a maioria das pessoas ambiciosas costuma ir para a universidade. Não há muitas evidências de que as mesmas pessoas ambiciosas ganhariam menos sem um diploma universitário.

Embora a maioria das pessoas que fundam uma empresa provavelmente tenha diploma universitário, pressupor que a faculdade é responsável pelo sucesso equivale a dar ao ensino superior mais crédito do que ele merece. Afinal, não há um mercado único de emprego nos EUA, mas dois. O mercado formal – empregos preenchidos por meio de apresentações de currículos em resposta a anúncios – representa 20% dos empregos. Os outros 80% são preenchidos no mercado informal. O empregador precisa de uma pessoa para ocupar um cargo, pede a amigos, colegas e empregados se conhecem alguém que gostaria de fazer um bom trabalho.

Nesse mercado informal, as exigências acadêmicas mencionadas nos anúncios costumam ser extremamente negociáveis e menos importantes do que os resultados no mundo real e o entusiasmo da indicação pessoal.

As aptidões adquiridas na sala de aula colocam a pessoa em uma posição de vantagem no mercado formal, mas, no informal, a aptidão obtida por meio de uma aguda percepção nas relações comuns da vida cotidiana é infinitamente mais importante. Mas os nossos filhos crescem numa cultura que os obriga a tirar boas notas, fazer bons testes de avaliação escolar e a gastar em média US$ 45 mil com educação assumindo uma dívida de US$ 23 mil para obter uma educação superior em quatro anos de universidade.

Está na hora de os EUA aceitarem um fato fundamental. Você não precisa de um diploma (e muito menos de um MBA) para começar um empreendimento e criar empregos.Os pais poderiam mudar completamente o sistema se não tivessem mentalidades fechadas, moldadas na economia estável dos anos 50. Os empregadores poderiam modificar esse panorama se oferecessem explicitamente os caminhos para o emprego àqueles que não tiraram um diploma porque deixaram a escola para se lançar num empreendimento.

E o governo poderia destinar parte das verbas que agora gasta no programa da universidade para todos à promoção da ideia de que criar uma startup é uma alternativa válida e respeitável à formação acadêmica.

Se eu apostasse nos motores da futura criação de empregos, não colocaria meu dinheiro nos jovens dos cursos superiores que se matam de estudar para passar nos testes e redigir textos com citações devidamente formatadas no estilo dos manuais a fim de incrementar seus currículos, em busca de carreiras nas profissões tradicionais e empregos nos escalões médios de grandes máquinas burocráticas empresariais ou oficiais.

Apostaria nos jovens que deixam a faculdade a fim de se dedicar a novos empreendimentos. Se quisermos sair da situação calamitosa do emprego, deveremos imaginar que outros seguirão o exemplo deles.

TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

Comentários (2)| Comente!

Arquivos

TODOS OS BLOGS DO ESTADÃO