A imprensa internacional destacou o caráter histórico da posse da presidente Dilma Roussef, a primeira mulher a chegar ao cargo no Brasil. Com a manchete ‘Roussef se torna presidente do Brasil’, a rede de TV britânica BBC destacou em seu site que Dilma terá o desafio de suceder Luiz Inácio Lula da Silva, o líder mais popular da história do país.
Na Espanha, o jornal El País lembrou que Dilma será a primeira presidente do País e terá que ocupar o papel de seu mentor, Lula

Os principais jornais da América Latina também deram bastante destaque à posse de Dilma. O argentino Clarín, o colombiano El Tiempo e o venezuelano El Universal também lembraram o caráter histórico da posse.



O presidente búlgaro Georgi Parvanov convidou nesta segunda-feira, 1º, a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, para visitar a Bulgária, país de origem de seu pai, de acordo com a agência de notícias AFP.
O presidente também acredita que Dilma “não vai abandonar as amplas reformas iniciadas, e realizará novas (…) para o interesse de toda a sociedade brasileira. Parvanov destacou em sua mensagem de felicitações que a campanha e as eleições no Brasil foram acompanhadas “com um enorme interesse na Bulgária”. A vitória de Dilma “encheu de orgulho o povo búlgaro”, considerou.
A família búlgara da nova presidente do Brasil também elogiou sua vitória e lhe desejou sorte.
O falecido pai de Dilma, Petar Roussev, emigrou primeiro para a França, em 1929, e em seguida para a Argentina, antes de se mudar para o Brasil com o nome de Pedro Rousseff. Ele não deu notícias até 1948, quando escreveu à mãe, Tsana, para comunicar sobre seu sucesso como empresário e sua nova família no Brasil, onde foi pai de três crianças, incluindo Dilma Vana.
O prefeito da cidade de Gabrovo (centro-norte do país), Nikolai Sirakov, acredita que “a vitória de Dilma Rousseff inspirará orgulho e ânimo aos búlgaros. “Ela demonstrou que quem luta consegue”, destacou.
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, definiu nesta segunda-feira a eleição de Dilma Rousseff como uma “grande onda de justiça e igualdade social” que, segundo disse, atravessa a América Latina, e avaliou que o “Brasil profundo” foi determinante no resultado das urnas.
Segundo um comunicado da Presidência da Venezuela, a vitória de Dilma “é fruto de uma extraordinária mobilização das forças populares do Brasil profundo”.
“Com seus sindicatos e movimentos sociais, estudantis, intelectuais e artísticos, o Brasil ratificou sua vontade de seguir no caminho do desenvolvimento e progresso social aberto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, acrescenta a nota.
O comunicado, no qual também são enviadas “efusivas felicitações do Governo e do Povo da Venezuela à Dilma Rousseff”, qualifica a eleição de domingo de “histórica jornada democrática”, por ser a primeira vez que uma mulher chega à Presidência do Brasil.
“A vitória da presidente Dilma é garantia de que o processo de união dos povos de nossa região seguirá se consolidando em espaços como o Mercosul, a Unasul e a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos”, afirma a nota, que acrescenta que “o Brasil seguirá aproximando-se dos povos irmãos do continente”. (Efe)
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, falou nesta segunda-feira, 1º, por telefone com Dilma Rousseff “para felicitá-la calorosamente” após “sua brilhante eleição” para a Presidência do Brasil, anunciou nesta segunda o Palácio do Eliseu em comunicado, segundo a agência de notícias AFP.
Sarkozy assegurou a Dilma “sua determinação pessoal e a vontade de a França continuar com a futura presidente do Brasil o aprofundamento em todos os setores da parceria estratégica que une os dois países”.
O presidente francês, que recebeu Dilma no Palácio do Eliseu quando ela era candidata, celebra a possibilidade de reunir-se novamente com ela na próxima reunião do G20 em Seul, juntamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para tratar de respostas aos desafios globais e preparar juntos a presidência francesa do G20 de 2011″, acrescentou o comunicado.
O presidente americano, Barack Obama, telefonou para a presidente eleita do Brasil, Dilma Roussef, para parabenizá-la pela eleição de ontem. Na conversa mantida no início da tarde de hoje, segundo o texto, Obama elogiou o povo brasileiro pelo que qualificou de “fé e compromisso” com a democracia e destacou “a excelente relação de trabalho existente entre os Estados Unidos e o Brasil”.
O presidente norte-americano prometeu aprofundar a cooperação bilateral e buscar novas áreas de cooperação entre Brasília e Washington. Ainda no telefonema, prossegue a nota, Obama disse que gostaria de reunir-se com Dilma em breve e desenvolver trabalhos conjuntos em áreas como energia limpa, crescimento global, ajuda à reconstrução do Haiti, esforços colaborativos de desenvolvimento, além de “outras questões de importância global”.
O departamento de Estado, em comunicado, também cumprimentou Dilma pela vitória. “Felicitamos a presidente eleita Dilma Roussef por sua eleição e também os milhões de brasileiros que exerceram seu direito ao voto em um processo eleitoral exemplar”, diz o comunicado assinado pelo porta-voz P.J. Harvey.
“Desejamos trabalhar com a presidente eleita para aprofundar nossa aliança e avançar em temas de interesse comum para nossos povos”.
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, felicitou nesta segunda-feira a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) através de uma carta. Segundo a imprensa iraniana, Ahmadinejad também expressou seu desejo de que as relações entre Irã e Brasil sejam ampliadas e fortalecidas nesta nova etapa da política brasileira.
“Tenho certeza de que o Brasil continuará no caminho do progresso e do desenvolvimento, inclusive de forma mais rápida”, destacou.
O presidente iraniano também declarou que “os laços de amizade construídos entre os dois países durante a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva produziram avanços a nível bilateral, regional e internacional”.
“Esses laços entre Irã e Brasil foram consideravelmente ampliados nos últimos anos e tenho certeza de que esta tendência será mantida” no Governo de Dilma, acrescentou.

O americano Washington Post escreveu que a vitória de Dilma, “uma guerrilheira marxista que se tornou uma tecnocrata especialista em desde finanças a energia”, mostra a “confiança do eleitor no homem que a escolheu para o cargo, o presidente Lula”.
O jornal publicou o discurso recente de Dilma, realizado quando os resultados finais já haviam sido divulgados. Segundo o Post, a eleição de Dilma é o apoio dos brasileiros às políticas sociais iniciadas por Lula.
Após a divulgação dos resultados oficiais, o governo da Argentina também felicitou Dilma pela vitória. “O governo da República Argentina felicita a senhora Dilma Rousseff pelo triunfo popular obtido no dia do segundo turno, que lhe consagrou como a primeira chefe de Estado do Brasil”, dizia o comunicado da chancelaria.
Expressando sua “indeclinável vontade de seguir trabalhando com o governo e com a nação irmã do Brasil para aprofundar a estreita e rica relação que une os países”, o governo de Cristina Kirchner afirmou que a vitória da petista “afirma a continuidade das políticas que vêm se desenvolvendo no Mercosul, como a Unasul, para o bem-estar de toda a comunidade latino-americana”.
Dilma se torna uma das três chefes de Estado na América Latina, ao lado de Cristina Kirchner, da Argentina, e Laura Chinchilla, da Costa Rica.
O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, felicitou Dilma Rousseff e se mostrou seguro de que seu mandato constituirá “uma renovada oportunidade” para aprofundar as relações bilaterais.
Cavaco transmitiu suas “mais efusivas felicitações” em nome do povo português, desejou à petista “o maior sucesso” no exercício de suas funções e disse esperar uma visita de Dilma em “breve”.

“Uma ex-rebelde marxista, que foi presa e torturada durante a ditadura brasileira, se tornou a primeira presidente mulher da história do seu país”. Assim iniciava a notícia da vitória de Dilma no britânico The Guardian.
O Guardian publicou declarações recentes da candidata eleita. A notícia era a quarta chamada principal na primeira página do jornal na internet.
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