O documentarista brasileiro Dado Galvão, diretor do filme Conexão Cuba Honduras (assista ao trailer abaixo), confirmou essa semana que a blogueira e colunista do Estado Yoani Sánchez tem passagem marcada para chegar ao Brasil no dia 18. A intenção do cineasta, que organiza a viagem da personagem de seu documentário, é que a cubana participe de uma exibição da obra em Vitória da Conquista, na Bahia.
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Galvão cuidou da reemissão do bilhete aéreo de Yoani, comprado, segundo ele, com fundos de uma campanha organizada em seu site no ano passado. O documentarista afirmou que começou em seu blog www.dadogalvao.org) a campanha de arrecadação do dinheiro necessário para a compra da passagem em18 de outubro – dois dias depois de o governo cubano ter publicado na Gazeta Oficial a alteração na Lei de Migração que, a partir de 14 de janeiro, simplificou os trâmites para que os cidadãos locais deixem a ilha. “Cubanos radicados no Brasil ajudaram muito.”
O cineasta pretende exibir seu filme em Vitória da Conquista no dia 18. “No dia seguinte, organizaremos um bate-papo.” Depois disso, Yoani deverá embarcar para São Paulo. Mas Galvão ainda não definiu os detalhes da programação da blogueira.
A cubana anunciou que pretende passar por mais de dez nações, nas Américas e na Europa. E deverá retornar ao País em abril.
Quando a versão anterior da Lei de Migração de Cuba vigorava – exigindo “cartas-convite” e permissões expressas das autoridades para que os cubanos deixassem a ilha, além de passaportes e vistos -, Yoani teve seus pedidos para deixar o país negados 20 vezes. Mas ela já saiu anteriormente de Cuba. Entre 2002 e 2004, morou na Suíça.
Assista ao trailer de Conexão Cuba Honduras:
Texto atualizado às 15h10
HAVANA – A blogueira cubana Yoani Sánchez, colunista do Estado, comentou pelo Twitter, nesta terça-feira, 16, a decisão do governo de Havana de não exigir mais, a partir do dia 14 de janeiro de 2013, que os cidadãos do país obtenham permissão de saída para viajar ao exterior. No começo do ano, Yoani tentou visitar o Brasil mas foi proibida de deixar Cuba, apesar de ter recebido visto de Brasília.

Segundo a mídia estatal cubana, a medida é uma “atualização” das leis de imigração e reflete “circunstâncias atuais e futuras”. Na rede social, Yoani escreveu: ”Já tenho uma mala pronta para viajar. Vou ver se consigo voo para o dia 14 de janeiro, para estrear a nova lei”, em referência à data anunciada para a entrada em vigor da nova lei.
Logo depois, contudo, a blogueira hesitou: ”Meus amigos disseram para eu não ter ilusões com a nova ‘lei de imigração’. Disseram que eu estou na ‘lista negra’. Mas vou tentar!”
Prisão
No início de outubro, Yoani foi presa, junto ao marido, Reinaldo Escobar, e o jornalista independente Agustín Díaz. Eles tentavam cobrir o julgamento do espanhol Ángel Carromero em Bayano, no leste de Cuba. Eles foram liberados 30 horas depois.
Carromero responde pelo homicídio culposo (sem intenção de matar) dos dissidentes Oswaldo Payá e Harold Cepero, mortos em 22 de julho, quando o carro conduzido pelo estrangeiro bateu contra uma árvore.
Luta
Autora do blog Generación Y e ganhadora de diversos prêmios internacionais de jornalismo e defesa dos direitos humanos, Yoani tem denunciado na internet detenções-relâmpago de diversos dissidentes nos últimos tempos.

Mísseis colocados na ilha de Fidel davam a Moscou vantagem em um eventual confronto mundial
Roberto Godoy
Os mísseis soviéticos SS-4 instalados em Cuba, em 1962, eram de fato uma ameaça. Embora haja o mito de que o velho bolchevique Nikita Khruchev teria despachado para a ilha armas ineficientes e superadas, a verdade é bem diferente: os 32 (ou 42, o número varia conforme a fonte) gigantes de 22 metros e 40 toneladas, armados com uma ogiva nuclear de 2 megatons, eram capazes de atingir alvos a 2.800 quilômetros de distância – com precisão que os equivalentes americanos estavam longe de conseguir.
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Teriam provocado uma tragédia. Um ataque lançado de determinados pontos poderia atingir Washington, Nova York, Chicago ou Atlanta, além de torrar Miami até os alicerces. Em 1963, uma análise da inteligência dos EUA confirmava que a versão do SS-4 transferida para Cuba era de segunda geração, com raio de ação mais longo e guiagem inercial autônoma, a melhor tecnologia da época, há meio século.
O R-12 Dvina, denominação soviética do míssil, foi mantido em operação durante 34 anos. O primeiro lote, entregue em 1959, estava ainda sob condições de uso, em meados de 1993, quando toda a série foi desativada. A fabrica de Yuzmash entregou 2.335 foguetes à Força Estratégica.
Simples e robusto, o balístico poderia ser disparado por carretas – era esse o arranjo cubano –, ou a partir de silos subterrâneos, na configuração R12U, alongada, capaz de cobrir 3,5 mil km.
A moeda de troca oferecida pelo presidente John Kennedy era, a rigor, falsa. Khruchev só poderia remover os seus SS-4 se os EUA oferecessem, em sacrifício, uma presa do mesmo porte. Foram colocados na mesa 30 mísseis Júpiter – 15 deles alinhados em Esmirna, na Turquia, e outros 15 em Giogia del Cole, na Itália.
Um escambo injusto. A arma, obsoleta, nunca funcionou bem. Tinha tamanho (18,5 metros) e peso (48,5 toneladas) equivalentes ao equipamento soviético. A ogiva termonuclear de combate também oferecia alto poder, coisa de 1,8 megatons. O limite efetivo era de 2,400 km. As semelhanças, entretanto, terminavam aí.
A navegação inercial era definida como “exigindo um desenvolvimento profundo”, no relatório de recebimento, da Força Aérea para o fabricante, uma divisão especializada da Chrysler Corporation. O lote de 100 unidades acabou reduzido a 45. A fabricação durou pouco, de 1956 até 1961. A frota completa foi retirada de linha em 1963, pouco depois da primeira crise atômica da história.
O Estado-Maior americano sugeriu uma resposta militar alternativa e de alto risco: lançar uma operação de bombardeio contra as baterias de mísseis previamente mapeadas pelos jatos U-2, de coleta de dados de inteligência e, simultaneamente, infiltrar um time de forças especiais com a missão de matar Fidel Castro, facilitando a invasão da ilha.
O presidente Kennedy autorizou a mobilização inicial. Ficou nisso. No dia 28 de outubro Khruchev cedeu. A comemoração no gabinete de John Kennedy só existe no filme “Os 13 Dias”, dirigido por Roger Donaldson – tomado por violentas dores na coluna, o presidente não fez festa: quando a notícia chegou, estava no ambulatório da Casa Branca, tomando analgésicos, segundo depoimento da então primeira dama, Jackie Kennedy.
Roberto Muniz
Nunca a humanidade passou tanto medo quanto naquele outubro de 1962.
Nikita Khruchev tinha instalado mísseis nucleares em Cuba. John Kennedy não gostou. Cercou a ilha de Fidel com navios e deu o ultimato: ou vocês tiram ou tiro eu.
Pela primeira vez o mundo sentia de verdade que guerra nuclear não era só conversa de apocalípticos – estava ali bem perto, dependendo só de alguém apertar o botão.
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Durante uma semana, a pergunta que todos faziam era: quem vai afinar, John ou Nikita? E a pergunta que ninguém queria fazer era: e se nenhum dos dois afinar?
Itu entrou na guerra. Do coreto do Largo da Matriz, estrategistas notívagos remanejavam forças, montavam cenários, faziam previsões: Kennedy recua, não vai arriscar o ouro capitalista; Khruchev foge, não tem bala para enfrentar os EUA; Fidel manda tirar os mísseis (quem tem Cuba, tem medo).
E por aí seguia. Numa noite em que parecia que os mísseis estavam quase cruzando os céus ituanos rumo a Moscou, entrou em campo Armando Cordeiro, o saudoso Armandão.
Parênteses. Bon vivant, gozador, pegador, cantor, filósofo, Armandão era unanimidade ituana. Nunca se soube de alguém que não gostasse dele. Jamais foi visto por mais de alguns segundos sem rir. Fazia as pessoas rirem só de olhar para elas. Como não trabalhava, tinha tempo de enroscar em cada esquina para prosear. Parecia um pouco com Peter Ustinov, o Nero do filme Quo Vadis. Mas ninguém mais anti-Nero que Armandão: era totalmente do bem. Além disso, queimar Roma daria trabalho…
Voltemos à noite decisiva na praça. Quando os estrategistas do coreto concluíram que a guerra era inevitável e já estavam prestes a procurar abrigos antinucleares, ouviu-se uma voz poderosa, que lembrava Orson Welles narrando sua famosa invasão marciana: “O comandante Armandão ordena: matem todos! Não façam prisioneiros! Não poupem ninguém!”
Fez-se um longo segundo de estupefação ante aquele nonsense belicista – até que “americanos”, “russos” e “não alinhados” explodiram numa desafogadora gargalhada tripartite. O que se seguiu foi um ansiado alívio geral após dias de tensão. A paz mundial estava restaurada. De Itu, Armandão conseguira o que a ONU não havia conseguido. A Guerra Fria nunca mais seria a mesma.
O resto é história. Khruchev retirou os mísseis, Kennedy chamou de volta os navios, Fidel fez discurso. Mais tarde viria a perestroika, o Muro cairia. De repente, todo mundo só queria ficar rico.
Dizem que a Guerra Fria acabou porque as superpotências entenderam que não haveria vencedores. Pode ser. Mas se não fosse Armandão aquela noite na praça…
Roberto Simon
Meses antes da crise de outubro de 1962, a URSS deu garantias ao Brasil de que não pretendia levar seu arsenal nuclear a Cuba. O poderoso embaixador soviético em Havana, Sergei Kudryavtsev, foi “muito afirmativo” ao dizer que “a URSS, absolutamente, não deseja ter bases militares em Cuba”, escreveu o emissário brasileiro na ilha, Luiz Bastian Pinto, exatamente nove meses antes de a CIA descobrir os mísseis soviéticos.
Pouco após o fim da crise, o embaixador do Brasil nos EUA, Roberto Campos, disse ter sido informado por “alta fonte soviética” de que a ideia de enviar o arsenal a Cuba fora das “classes armadas” de Moscou.
Imagem divulgada pelo Cimeq, onde o presidente venezuelano está sendo tratado em Cuba
HAVANA – O hospital no qual o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi operado nesta terça-feira, 28, é considerado a “joia” do sistema de saúde cubano. Nele, já foram tratados o ex-presidente cubano Fidel Castro e importantes políticos latino-americanos e africanos. O Centro de Investigaciones Médico Quirúrgicas (Centro de Pesquisas Médico-Cirúrgicas) fica no oeste da capital cubana, Havana.
Segundo seu site oficial, o Cimeq iniciou suas atividades em 1982. Em seus 30 anos de serviços, ganhou reconhecimento nacional e internacional. O centro médico ainda compartilha as instalações com o Centro Internacional de Restaurações Neurológicas (Ciren).
O local conta com 17 departamentos, dentre os quais se destacam o de transplantes de órgãos e tecidos, procedimentos com laser e tratamento de doenças oncológicas.
Antes de viajar a Havana, no dia 24 de fevereiro, Chávez adiantou que faria uma operação no início da semana. As informações divulgadas pelo governo de Caracas dão conta de que o presidente está bem e se recuperando do procedimento.
Por Rodrigo Cavalheiro, enviado especial a Havana
O litro de gasolina custa R$ 1,80 nos postos em qualquer posto de Cuba. O valor é subsidiado graças ao envio de 115 mil barris de petróleo por dia a preços preferenciais pela Venezuela, país alinhado cujo cenário político está indefinido. As eleições de outubro de 2012 e o tratamento contra um câncer a que se submete o presidente Hugo Chávez, candidato a nova reeleição.
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Para o cubano médio, que em geral complementa sua renda com o próprio carro (seja com transporte de passageiros ou de carga), este não parece ser o melhor momento para trocar o velho veículo adaptado para rodar a diesel, cerca de 6 vezes mais econômico, por um carro mais moderno à gasolina.
A Venezuela também financia a construção de duas refinarias em Cuba, em Santiago e Cienfuegos, o que poderia baratear ainda mais o preço ao consumidor. Em 2010, as parcerias no setor foram renovadas por 10 anos, mas não há certeza sobre o efeito que uma mudança em um país polarizado como a Vezezuela teria sobre contratos fundados basicamente em afinidades ideológicas.
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Vem do Brasil a razão para os cubanos usarem a palavra “paladar” para seus restaurantes. O batismo ocorreu no anos 90, em meio à crise econômica que se seguiu ao fim da União Soviética. A TV cubana passava então a novela “Vale Tudo”, na qual a personagem Raquel, de Regina Duarte, depois de sofrer nas mãos da filha Maria de Fátima, deixava de vender sanduíches na praia e montava um restaurante – justamente o que os cubanos então faziam clandestinamente. O nome do restaurante era Paladar.
Líder de grupo que exigia a libertação de presos políticos, Laura Pollan morreu de dengue diagnosticada com atraso
*YOANI SÁNCHEZ
Oito anos atrás, Laura Pollán era uma professora escolar que morava com o marido, Hector Maseda, líder do Partido Liberal Cubano, ilegal na ilha caribenha. A família tentava levar uma vida normal na pequena casa na Rua Netuno, em Havana.
Numa certa alvorada, batidas na porta mudaram a vida do casal. Depois de uma longa revista e um julgamento sumário, Maseda foi detido e sentenciado a 20 anos de prisão, acusado de agir contra a segurança nacional. O crime: imaginar uma Cuba diferente, opor-se politicamente às autoridades e expressar tais opiniões por escrito.
Setenta e cinco membros da oposição foram detidos e condenados naquele março de 2003, época marcada na história cubana como a Primavera Negra. O governo esperava que esse golpe convencesse cidadãos descontentes a abandonar as fileiras dos manifestantes. Acreditava também que mulheres, mães e filhas dos prisioneiros políticos permaneceriam caladas.
Assim nasceram as Damas de Branco, grupo de mulheres que, por meio da luta pacífica, exigiu e conseguiu a libertação de todos os prisioneiros de consciência. No início, o movimento pareceu pequeno e desorganizado, levando-se em consideração os quilômetros de distância que separavam uma mulher da outra. Mas a indignação delas funcionou como elemento unificador, e suas marchas pelas ruas de Havana, vestidas de branco e carregando um gladíolo, se seguiram domingo após domingo por mais de sete anos. Uma voz se destacou entre elas: a de uma mulher de baixa estatura e olhos azuis que lecionava espanhol e literatura a adolescentes.
Laura Pollán estava se firmando como porta-voz e líder das Damas de Branco, dedicadas à defesa dos direitos humanos e à libertação dos seus entes queridos. Num país movido pela polarização do discurso ideológico, elas se mostravam diferentes. Não optaram por se organizar em torno de uma doutrina, mas sim da inatacável posição da afeição familiar. Assim conquistaram a simpatia de muitos na ilha. Provocaram as autoridades, que deram início a uma campanha de insultos contra elas.
Se houve um grupo que a mídia cubana difamou além dos limites do crível, foi o das Damas de Branco. O regime lançou uma espécie de guerra midiática. “Comícios de repúdio” – ônibus lotados de manifestantes “espontâneos” convocados para berrar insultos e até para agredir – fizeram da porta da frente de Laura Pollán seu altar principal.
Jornalistas oficiais as chamavam de “Damas de Verde”, alusão ao apoio econômico recebido dos cubanos no exílio para que pudessem levar comida aos maridos aprisionados. O governo hesitou em recorrer aos cofres públicos para financiar ataques políticos. Parte do dinheiro – que poderia ser usado para alimentar os cubanos – foi gasto arrancando das mãos dessas mulheres necessitadas cada centavo que chegava a elas.
A imprensa nacional continuou a difamar Laura até no dia 7 de outubro, quando ela deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital de Havana para tratar de dores nos ossos, falta de ar e fraqueza extrema.
Levando-se em consideração a gravidade do estado dela, funcionários do governo pediram à família que a paciente fosse transferida para uma clínica de luxo reservada aos militares. “Quero ficar no hospital do povo”, disse ela. Morreu sexta-feira, depois de um atraso de cinco dias até a conclusão do diagnóstico, dengue, num país que há meses sofre com uma epidemia forte da doença.
O Granma, jornal oficial do Partido Comunista, se manteve em silêncio – como todos os jornais das províncias. O regime Castro nunca foi capaz de fazer uma breve pausa na sua beligerância, de oferecer condolências. Esse silêncio também emana do medo em relação à pequena professora de espanhol, medo que faz o governo engolir em seco. A líder das Damas de Branco está morta, e ninguém em Cuba poderá carregar um gladíolo nas mãos sem pensar em Laura Pollán. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL
É JORNALISTA CUBANA E AUTORA DO BLOG GENERACIÓN Y. EM 2008, RECEBEU O PRÊMIO ORTEGA Y GASSET DE JORNALISMO
THE WASHINGTON POST
Veja a seguir algumas das recentes mudanças na ilha de Fidel Castro, além da autorização do comércio de veículos:
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Em abril, o governo de Havana anunciou cerca de 300 medidas para mudar a economia da ilha, durante o 6º Congresso do Partido Comunista cubano. O encontro, porém, apenas definiu as diretrizes das reformas que o presidente Raúl Castro pretende aplicar nos próximos anos e não ratificou alterações de maneira imediata
Expectativa
Entre as principais esperanças dos cubanos após o congresso do partido, estavam a liberação da compra e venda de veículos, oficializada ontem, e a autorização para o comércio de imóveis – que deve ocorrer até o fim do ano, segundo a previsão divulgada pelo governo de Raúl Castro
Alto consumo
No fim de julho, Cuba autorizou o comércio de eletrodomésticos que consomem muita energia, como chuveiros, equipamentos de ar condicionado, cafeteira, sanduicheiras e fornos elétricos
Trabalho autorizado
Entre as principais medidas de abertura econômica já aplicadas, está a autorização de trabalho autônomo para 178 profissões
Estímulo às empresas
O governo cubano permitiu ainda a criação de pequenas empresas na ilha. Uma alta tributação sobre as folhas de pagamento, porém, restringe a ampliação do quadro empresarial do país, afirmam especialistas no assunto
Fim da cartilha
A “eliminação ordenada” da cartilha de abastecimento, que fornece aos cubanos produtos básicos com preços subsidiados também está prevista
Reforma monetária
A unificação da moeda da ilha figura entre as medidas
Possível calote
A dívida de Cuba com empresas estrangeiras deverá ser “reestruturada”
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