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Radar Global

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Imagem divulgada pelo Cimeq, onde o presidente venezuelano está sendo tratado em Cuba

HAVANA – O hospital no qual o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi operado nesta terça-feira, 28, é considerado a “joia” do sistema de saúde cubano. Nele, já foram tratados o ex-presidente cubano Fidel Castro e importantes políticos latino-americanos e africanos. O Centro de Investigaciones Médico Quirúrgicas (Centro de Pesquisas Médico-Cirúrgicas) fica no oeste da capital cubana, Havana.

Segundo seu site oficial, o Cimeq iniciou suas atividades em 1982. Em seus 30 anos de serviços, ganhou reconhecimento nacional e internacional. O centro médico ainda compartilha as instalações com o Centro Internacional de Restaurações Neurológicas (Ciren).

O local conta com 17 departamentos, dentre os quais se destacam o de transplantes de órgãos e tecidos, procedimentos com laser e tratamento de doenças oncológicas.

Antes de viajar a Havana, no dia 24 de fevereiro, Chávez adiantou que faria uma operação no início da semana. As informações divulgadas pelo governo de Caracas dão conta de que o presidente está bem e se recuperando do procedimento.

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Por Rodrigo Cavalheiro, enviado especial a Havana

O litro de gasolina custa R$ 1,80 nos postos em qualquer posto de Cuba. O valor é subsidiado graças ao envio de 115 mil barris de petróleo por dia a preços preferenciais pela Venezuela, país alinhado cujo cenário político está indefinido. As eleições de outubro de 2012 e o tratamento contra um câncer a que se submete o presidente Hugo Chávez, candidato a nova reeleição.

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Para o cubano médio, que em geral complementa sua renda com o próprio carro (seja com transporte de passageiros ou de carga), este não parece ser o melhor momento para trocar o velho veículo adaptado para rodar a diesel, cerca de 6 vezes mais econômico, por um carro mais moderno à gasolina.

A Venezuela também financia a construção de duas refinarias em Cuba, em Santiago e Cienfuegos, o que poderia baratear ainda mais o preço ao consumidor. Em 2010, as parcerias no setor foram renovadas por 10 anos, mas não há certeza sobre o efeito que uma mudança em um país polarizado como a Vezezuela teria sobre contratos fundados basicamente em afinidades ideológicas.

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Vem do Brasil a razão para os cubanos usarem a palavra “paladar” para seus restaurantes. O batismo ocorreu no anos 90, em meio à crise econômica que se seguiu ao fim da União Soviética. A TV cubana passava então a novela “Vale Tudo”, na qual a personagem Raquel, de Regina Duarte, depois de sofrer nas mãos da filha Maria de Fátima, deixava de vender sanduíches na praia e montava um restaurante – justamente o que os cubanos então faziam clandestinamente. O nome do restaurante era Paladar.

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Visão Global; análises e comentários de especialistas

Líder de grupo que exigia a libertação de presos políticos, Laura Pollan morreu de dengue diagnosticada com atraso

*YOANI SÁNCHEZ

Oito anos atrás, Laura Pollán era uma professora escolar que morava com o marido, Hector Maseda, líder do Partido Liberal Cubano, ilegal na ilha caribenha. A família tentava levar uma vida normal na pequena casa na Rua Netuno, em Havana.

Numa certa alvorada, batidas na porta mudaram a vida do casal. Depois de uma longa revista e um julgamento sumário, Maseda foi detido e sentenciado a 20 anos de prisão, acusado de agir contra a segurança nacional. O crime: imaginar uma Cuba diferente, opor-se politicamente às autoridades e expressar tais opiniões por escrito.

Setenta e cinco membros da oposição foram detidos e condenados naquele março de 2003, época marcada na história cubana como a Primavera Negra. O governo esperava que esse golpe convencesse cidadãos descontentes a abandonar as fileiras dos manifestantes. Acreditava também que mulheres, mães e filhas dos prisioneiros políticos permaneceriam caladas.

Assim nasceram as Damas de Branco, grupo de mulheres que, por meio da luta pacífica, exigiu e conseguiu a libertação de todos os prisioneiros de consciência. No início, o movimento pareceu pequeno e desorganizado, levando-se em consideração os quilômetros de distância que separavam uma mulher da outra. Mas a indignação delas funcionou como elemento unificador, e suas marchas pelas ruas de Havana, vestidas de branco e carregando um gladíolo, se seguiram domingo após domingo por mais de sete anos. Uma voz se destacou entre elas: a de uma mulher de baixa estatura e olhos azuis que lecionava espanhol e literatura a adolescentes.

Laura Pollán estava se firmando como porta-voz e líder das Damas de Branco, dedicadas à defesa dos direitos humanos e à libertação dos seus entes queridos. Num país movido pela polarização do discurso ideológico, elas se mostravam diferentes. Não optaram por se organizar em torno de uma doutrina, mas sim da inatacável posição da afeição familiar. Assim conquistaram a simpatia de muitos na ilha. Provocaram as autoridades, que deram início a uma campanha de insultos contra elas.

Se houve um grupo que a mídia cubana difamou além dos limites do crível, foi o das Damas de Branco. O regime lançou uma espécie de guerra midiática. “Comícios de repúdio” – ônibus lotados de manifestantes “espontâneos” convocados para berrar insultos e até para agredir – fizeram da porta da frente de Laura Pollán seu altar principal.

Jornalistas oficiais as chamavam de “Damas de Verde”, alusão ao apoio econômico recebido dos cubanos no exílio para que pudessem levar comida aos maridos aprisionados. O governo hesitou em recorrer aos cofres públicos para financiar ataques políticos. Parte do dinheiro – que poderia ser usado para alimentar os cubanos – foi gasto arrancando das mãos dessas mulheres necessitadas cada centavo que chegava a elas.

A imprensa nacional continuou a difamar Laura até no dia 7 de outubro, quando ela deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital de Havana para tratar de dores nos ossos, falta de ar e fraqueza extrema.

Levando-se em consideração a gravidade do estado dela, funcionários do governo pediram à família que a paciente fosse transferida para uma clínica de luxo reservada aos militares. “Quero ficar no hospital do povo”, disse ela. Morreu sexta-feira, depois de um atraso de cinco dias até a conclusão do diagnóstico, dengue, num país que há meses sofre com uma epidemia forte da doença.

O Granma, jornal oficial do Partido Comunista, se manteve em silêncio – como todos os jornais das províncias. O regime Castro nunca foi capaz de fazer uma breve pausa na sua beligerância, de oferecer condolências. Esse silêncio também emana do medo em relação à pequena professora de espanhol, medo que faz o governo engolir em seco. A líder das Damas de Branco está morta, e ninguém em Cuba poderá carregar um gladíolo nas mãos sem pensar em Laura Pollán. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

É JORNALISTA CUBANA E AUTORA DO BLOG GENERACIÓN Y. EM 2008, RECEBEU O PRÊMIO ORTEGA Y GASSET DE JORNALISMO

THE WASHINGTON POST

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Veja a seguir algumas das recentes mudanças na ilha de Fidel Castro, além da autorização do comércio de veículos:


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Congresso comunista
Em abril, o governo de Havana anunciou cerca de 300 medidas para mudar a economia da ilha, durante o 6º Congresso do Partido Comunista cubano. O encontro, porém, apenas definiu as diretrizes das reformas que o presidente Raúl Castro pretende aplicar nos próximos anos e não ratificou alterações de maneira imediata

Expectativa
Entre as principais esperanças dos cubanos após o congresso do partido, estavam a liberação da compra e venda de veículos, oficializada ontem, e a autorização para o comércio de imóveis – que deve ocorrer até o fim do ano, segundo a previsão divulgada pelo governo de Raúl Castro

Alto consumo
No fim de julho, Cuba autorizou o comércio de eletrodomésticos que consomem muita energia, como chuveiros, equipamentos de ar condicionado, cafeteira, sanduicheiras e fornos elétricos

Trabalho autorizado
Entre as principais medidas de abertura econômica já aplicadas, está a autorização de trabalho autônomo para 178 profissões

Estímulo às empresas
O governo cubano permitiu ainda a criação de pequenas empresas na ilha. Uma alta tributação sobre as folhas de pagamento, porém, restringe a ampliação do quadro empresarial do país, afirmam especialistas no assunto

Fim da cartilha
A “eliminação ordenada” da cartilha de abastecimento, que fornece aos cubanos produtos básicos com preços subsidiados também está prevista

Reforma monetária
A unificação da moeda da ilha figura entre as medidas

Possível calote
A dívida de Cuba com empresas estrangeiras deverá ser “reestruturada”

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Por Marília Lopes

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Saúde. Médicos e enfermeiros venezuelanos protestaram nesta quinta-feira,16, para exigir salários mais altos para os trabalhadores da área médica. A faixa carregada pelos manifestantes diz: “Chávez, se você confia tanto em Barrio Adentro, por que está em Cuba?”, referindo-se a um programa governamental que leva médicos cubanos para clinicar em áreas pobres da Venezuela.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, está internado desde sexta-feira, 10, em Havana, capital de Cuba. Ele tinha um abscesso pélvico, que exigiu uma intervenção cirúrgica de emergência.

O giro de Chávez por Brasil, Equador e Cuba deveria ter começado no dia 9 de maio, mas foi adiado em razão de problemas no joelho do presidente venezuelano. Fontes oficiais afirmaram que tratava-se de uma lesão antiga que tinha se agravado, obrigando ao cancelamento da viagem na véspera da partida. No Brasil, as mesmas dores no joelho impediram Chávez de subir a rampa do Planalto ao lado da presidente Dilma Rousseff.

Os chavistas acusam a oposição venezuelano de “manipulação”, em resposta aos rumores de que a permanência de Chávez em Cuba teria relação com algum tipo de câncer – e não apenas com o abscesso pélvico. Entretanto, especialistas afirmam que a versão oficial sobre a condição de saúde do presidente da Venezuela é compatível com um quadro de abscesso pélvico.

mais  imagens Seleção de imagens: Natália Russo, da editoria de Fotografia do Estadão.com.br. Visite também o blog Olhar sobre o mundo e a página de fotos do portal.

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Até o dia 31 de dezembro, o Radar Global relembra os 12 principais personagens da política internacional de 2010. Acompanhe também a retrospectiva dos últimos meses com os 12 principais fatos do ano.

Guillermo Fariñas, dissidente cubano

O dissidente cubano Guillermo Fariñas desafiou o regime de Raúl Castro com uma greve de fome de 135 dias, em protesto pela morte do preso político Orlando Zapata e chamou a atenção para a má situação dos direitos humanos e dos prisioneiros de consciência em Cuba. Em dezembro, ele ganhou o prêmio Sakharov à Liberdade de Pensamento, concedido pelo Parlamento Europeu.

Em paralelo à greve de fome de Fariñas, o governo cubano firmou um acordo com o Arcebspado de Havana e com a Espanha para libertar 52 presos políticos.

Veja nossos especiais sobre o assunto:
especial
Entenda a crise dos presos políticos de Cuba
lista 
Veja lista dos 52 presos políticos

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Domingo, 14 de novembro -Cubanos que forem às lojas estatais de Havana comprar sandálias Havaianas não encontrarão mais os calçados empilhados em prateleiras padronizadas, como há dois meses.  Agora, “las legítimas” estão penduradas num display, colorido e modernoso, da marca.  A mudança seria banal em qualquer lugar do mundo.  Mas na ilha socialista não é, dizem empresários brasileiros de olho na iminente mudança estrutural da economia cubana.

Segunda-feira, 15 de novembro – Um pacote de segurança que inclui a entrega de 20 caças no valor de US$ 3 bilhões e outras garantias de segurança dos EUA a Israel fizeram com que o premiê israelense Binyamin “Bibi” Netanyahu aceitasse congelar as construções judaicas na Cisjordânia por 90 dias. Apesar de a expectativa ser positiva, os EUA ainda não obtiveram uma resposta oficial. Ela depende da concordância da coalização que sustenta o governo israelense.

Terça-feira, 16 de novembro - Os EUA levarão à cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) neste fim de semana, em Lisboa, um plano para encerrar as operações de combate no Afeganistão em 2014. A estratégia é transferir a segurança para os afegãos progressivamente ao longo dos próximos quatro anos. Mesmo depois do prazo, assim como ocorre no Iraque, a aliança militar ocidental deve manter um contingente para treinamento e logística.

Quarta-feira, 17 de novembro - Confrontos entre soldados da Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (Minustah) e manifestantes que acusam tropas da ONU de ter iniciado uma epidemia de cólera deixaram pelo menos 2 mortos e 14 feridos desde a noite de segunda-feira. Os confrontos com vítimas ocorreram na segunda maior cidade do Haiti, Cap-Haitien, na região norte, mas distúrbios também foram registrados em Hinche, no centro do país.

Quinta-feira, 18 de novembro – A epidemia de cólera que já causou 1.034 mortes e deixou quase 17 mil pessoas internadas no Haiti chegou à República Dominicana e aos EUA, dando sinais de que pode se espalhar por outros países, prejudicar as eleições presidenciais haitianas do dia 28 e ultrapassar a barreira dos 200 mil casos no próximo ano, de acordo com projeções da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Sexta-feira, 19 de novembro – O veredicto do caso do primeiro prisioneiro de Guantánamo julgado em um tribunal civil, divulgado na quarta-feira, reacendeu o debate que envolve os esforços do governo de Barack Obama para restaurar o papel do sistema tradicional de Justiça no julgamento de casos de terrorismo. O tanzaniano Ahmed Ghailani pode pegar entre 20 anos e prisão perpétua por envolvimento nos ataques contra embaixadas americanas na África, em 1998 – lançados antes do esforço conhecido como “guerra ao terror”, que teve início após os ataques do 11 de Setembro. No entanto, como o júri o absolveu de mais de 280 outras acusações – entre elas as de assassinato –, críticos da estratégia de Obama disseram que o veredicto prova que os tribunais civis não são confiáveis para lidar com processos de terroristas da Al-Qaeda.

Sábado, 20 de novembro - A diplomacia brasileira recusou-se a apoiar a resolução na ONU que pede o fim do apedrejamento no Irã e condena esse tipo de punição. Aprovada ontem em votação, a resolução condena ainda Teerã por “graves violações de direitos humanos” e por silenciar jornalistas, blogueiros e opositores. O governo iraniano acusou a ONU de “politizar a questão do apedrejamento”

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19.outubro.2010 01:00:56

Hoje na História

Pesquisa do Centro de Documentação e Informação (CDI) o Grupo Estado

Há 50 anos, começava o embargo comercial norte-americano contra Cuba.

Há 60 anos, a tropas americanas ocupavam Pyongyang, capital da Coreia do Norte.

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Confira os destaques do noticiário na semana que passou:

Domingo, 5 de setembro - Apesar de o esquema ser do conhecimento de boa parte da população das cidades do leste de Minas Gerais, a polícia admite ter grande dificuldade para capturar e enquadrar como criminosos agenciadores locais da rede de emigração clandestina que causou a morte de pelo menos dois brasileiros há duas semanas no México, perto da fronteira com os Estados Unidos. Protegido principalmente pelo silêncio de quem os contrata – seja por medo de represálias ou pelo desejo de usar o “serviço” –, o esquema enriquece até mesmo prefeitos e conhecidos empresários dos municípios, que atuam como “cônsules” – nome pelo qual os agenciadores das viagens clandestinas são conhecidos. O modo de operação da rede está envolvido em uma lista de crimes como assassinatos, sequestros, extorsões, corrupção e falsificação de documentos, entre outros. E lucra alto em cima dos que pagam caro pelo sonho de “fazer a América”.

Segunda-feira, 6 de setembro - O mais importante grupo independentista em atividade na Europa Ocidental, Pátria Basca e Liberdade (ETA), anunciou um cessar-fogo que, respeitado, representará o fim de mais de 50 anos de luta sangrenta pela separação da Espanha. A declaração suscitou cautela na Espanha e na França porque não faz exigências, não fala em processo de paz, nem menciona diretamente a deposição das armas. O anúncio foi feito em um vídeo e um texto enviados à emissora de TV britânica BBC e ao jornal espanhol Gara. Nas imagens, dois homens e uma mulher encapuzados – praxe nos anúncios do grupo – comunicam: “A ETA faz saber que há alguns meses tomou a decisão de não levar a cabo ações armadas ofensivas. A ETA reafirma seu compromisso com uma solução democrática para que, por meio do diálogo e da negociação, nós, cidadãos bascos, possamos decidir nosso futuro de forma livre e democrática.”

Terça-feira, 7 de setembro - Desafiando as sanções unilaterais e do Conselho de Segurança da ONU, o Irã acelerou seu programa nuclear, impediu a entrada de dois inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em suas instalações atômicas e negou o acesso a informações que determinariam se o real propósito do programa de Teerã é produzir a bomba. Segundo um relatório da AIEA, entre 9 de fevereiro e 20 de agosto, o Irã produziu 22 quilos de urânio enriquecido a 20% em sua usina de Natanz. No passado, o Irã havia enriquecido urânio apenas a 3,5% – o grau necessário para a produção de energia. O governo iraniano alega que começou a enriquecer urânio a 20% em fevereiro para produzir combustível para seu reator de pesquisas médicas.

Quarta-feira, 8 de setembro - Com uma força jamais vista no governo de Nicolas Sarkozy, que assumiu em 2007, os franceses foram às ruas para protestar contra a reforma da previdência, a corrupção e a política migratória. Entre 1,1 milhão de pessoas, segundo a polícia, e 2,5 milhões, conforme os sindicatos, cruzaram os braços nas áreas de educação, transporte e serviços públicos.

Quinta-feira, 9 de setembro - O líder cubano Fidel Castro, de 84 anos, admitiu que o modelo econômico de Cuba “não funciona mais” e, num mea culpa histórico, afirmou que sua posição na Crise dos Mísseis de 1962, que quase levou os Estados Unidos e a ex-União Soviética a um conflito nuclear, no auge da Guerra Fria, “não valeu nada a pena”. As declarações foram publicadas ontem no blog do jornalista americano Jeffrey Goldberg, da revista americana Atlantic Monthly. “O modelo cubano não funciona mais nem para nós”, disse Fidel ao jornalista, ao responder a uma questão sobre se o modelo econômico da ilha ainda poderia ser exportado.

Sexta-feira, 10 de setembro - Horas depois de o presidente dos EUA, Barack Obama, sair a público e assumir a condição de comandante-chefe das Forças Armadas para condenar seu plano de queimar exemplares do Alcorão no nono aniversário do 11 de Setembro, o obscuro pastor evangélico Terry Jones anunciou ter desistido de seu “protesto”. Mas, à noite, ele afirmou que tinha suspenso temporariamente a medida, não cancelado. Ampliando a confusão, Jones ameaçou rever sua decisão após dizer que haviam mentido para ele. O reverendo tinha anunciado durante o dia diante de sua igreja, em Gainesville, Flórida, que desistira da manifestação como parte de um acordo com autoridades muçulmanas dos EUA para evitar que uma mesquita seja construída perto de onde estavam as Torres Gêmeas. No entanto, o imã Feisal Abdul Rauf, que coordena o projeto do centro islâmico em Manhattan, negou ter feito qualquer barganha com o líder evangélico. Ele disse que apenas havia aceitado se reunir no sábado com Jones em Nova York.

Sábado, 11 de setembro - Diante das crescentes manifestações de islamofobia nos EUA, o presidente Barack Obama precisou reforçar publicamente que professa a fé cristã e seu país não está em guerra contra o Islã, mas contra o terrorismo. Em entrevista coletiva, na Casa Branca, Obama condenou atitudes internas de provocação às “paixões de bilhões de muçulmanos”, em referência à proposta de um pastor evangélico da Flórida de queimar exemplares do Alcorão.

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