Shin Dong-hyuk nasceu na Coreia do Norte, em um campo de prisão política e trabalho forçado porque seus pais eram presos políticos, casaram-se dentro do campo e tiveram filhos prisioneiros. Aos 14 anos, Shin foi submetido a tortura e tem as cicatrizes até hoje. Ele também presenciou a execução pública da mãe e do irmão, após uma tentativa de fuga.
Em 2006, Shin Dong-hyuk conseguiu escapar do campo e chegou à Coreia do Sul, onde trabalha em defesa dos direitos humanos. Além de divulgar a realidade do campo onde viveu, ele luta pela criação de uma Comissão de Inquérito da ONU para apurar abusos sistemáticos e violações de direitos humanos cometidas em seu país.
Durante a 22ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU – entre os dias 21 e 22 de março -, o ativista conversou com Conectas e pediu que governo brasileiro vote favoravelmente à criação da Comissão.
A Comissão poderá investigar décadas do regime, coletando testemunhos de vítimas, familiares e sobreviventes. Por meio da análise de informações recebidas, será possível traçar o cenário de violações cometidas no país, onde cerca de 200 mil pessoas vivem em campos de trabalho forçado.
Segundo Shin, o Brasil pode oferecer uma ajuda significativa por meio de seu voto. “Se a Comissão de Inquérito for estabelecida, os campos de trabalho forçado e outras violações de direitos humanos que a Coreia do Norte tenta esconder serão revelados à comunidade internacional. O estabelecimento da Comissão irá lançar as bases para os presos políticos serem libertados”, afirma.
Para que a Comissão seja criada, a maioria dos 47 Estados integrantes do Conselho, incluindo o Brasil, deve votar a favor do seu estabelecimento. Em 2009, o Brasil se absteve diante de resoluções sobre direitos humanos na Coreia do Norte.
Veja vídeo de Shin contando um pouco de sua história:
AL-ARABIYA
‘Falso Mubarak’ quase é linchado no Cairo
Parecido com o ex-ditador Hosni Mubarak, um turista iemenita que visitava o Cairo escapou por pouco de um linchamento. Uma multidão cercou o carro de Mohamed Shumari, acreditando que era na verdade Mubarak tentando escapar da prisão. Shumari teve de mostrar o passaporte e o sotaque iemenita para convencer os egípcios em fúria.
THE GLOBE AND MAIL
Kim Jong-un cria show com bonecos da Disney
O ditador norte-coreano, Kim Jong-un, mostrou seu gosto pelo entretenimento ocidental e criou um show com bonecos da Disney em Pyongyang. O espetáculo com atores vestidos de Mickey e Minnie foi revelado pela agência de notícias KRT.
GLOBAL NEWS
Canadense publica suas ’barbeiragens’ e é preso
A polícia de Montreal prendeu um jovem de 18 anos que publicou no YouTube um vídeo gravado ao volante. O rapaz divulgou as imagens para se gabar de dirigir em alta velocidade desviando de outros carros perigosamente em uma estrada.
AFP
Juiz condena Irã a indenizar americanos
Um juiz federal americano determinou que o Irã pague uma indenização de US$ 813 milhões às famílias de 241 soldados mortos em 1983 no Líbano. O magistrado entendeu que o regime iraniano patrocinou um atentado com um caminhão-bomba.
A Coreia do Norte anunciou nesta segunda-feira, 19, a morte de Kim Jong-il, líder do país comunista desde 1994. Ele assumiu o poder da nação asiática após a morte de seu pai, Kim Il-sung, fundador da República Democrática Popular da Coreia, e será sucedido por seu filho, Kim Jung-un.
Veja abaixo imagens de Kim Jong-il durante seu mandato como líder norte-coreano e das homenagens realizadas no país após sua morte.
Nesta sexta-feira, ocorre uma coincidência numérica curiosa: é o 11º dia do 11º mês de 2011, ou seja, 11/11/11. Para marcar a data, apresentamos a seguir uma lista de 11 autocratas que correm o risco de cair, depois que três dos mais longos regimes do norte da África – Tunísia (após 23 anos no poder), Egito (30 anos no poder) e Líbia (42 anos no poder) – cederam.
Veja também:
HOTSITE: Veja outras listas de 11
‘DITADÔMETRO’: O destino de outros líderes árabes
A lista a seguir foi elaborada com base em uma outra relação, publicada pela revista Time no começo do ano - quando Mubarak e Kadafi ainda estavam no poder. Ela não inclui todas as ditaduras ainda no poder ao redor do mundo, mas apenas 11 das que estão, usando o termo da Time, “vivendo no limite”. Confira.
ARGÉLIA: Abdelaziz Bouteflika

No comando da Argélia desde 1999, quando venceu uma guerra civil contra radicais islâmicos, Bouteflika tem enfrentado severas dificuldades econômicas. No começo do ano, protestos similares aos da Tunísia e do Egito ameaçaram irromper no país.
BAHREIN: rei Salman ben Hamad al-Khalifa
Há 12 anos no poder, o rei Hamad se junta aos ditadores de Síria, Iêmen, Jordânia e Argélia na luta para permanecer no governo. O Bahrein, depois de massacrar protestos opositores, corre o risco de ver suspensa a compra de US$ 53 milhões em armas dos EUA.
BIELO-RÚSSIA: Alexander Lukashenko

Descrito como ‘o último ditador da Europa’, Lukashenko governa a ex-república soviética da Bielo-Rússia há 16 anos. Após a queda do regime soviético, O bielo-russo evitou um impeachment em 1996 e desde então governa o país com mão de ferro. A imprensa é censurada, e dissidentes, perseguidos. Na última eleição, na qual foi reeleito com 80% dos votos, houve denúncias de fraude generalizada. O país enfrenta sanções da comunidade internacional.
COREIA DO NORTE: Kim Jong-il
Líder da ditadura mais fechada do mundo, Kim Jong-il indicou seu filho Kim Jong-un, um jovem de pouco mais de 20 anos, para sucedê-lo. Em meio ao impasse sobre o programa nuclear e o conflito com a Coreia do Sul, Pyongyang enfrenta também problemas com a distribuição de comida. A incerteza provocada pela sucessão, dizem analistas, pode provocar um golpe contra a família de Kim.
IÊMEN: Ali Abdullah Saleh
No poder há 32 anos, o presidente do Iêmen governa o país mais pobre do Oriente Médio, dividido entre tribos e clãs, que abrigam a franquia da Al-Qaeda na Península Arábica. Após os protestos da primavera árabe, que começaram na Tunísia e se estenderam para o Egito, o país também viu protestos contra o presidente e a corrupção. Saleh sofreu um atentado e se exilou na Arábia Saudita para tratar de ferimentos graves que teve.
IRÃ: Mahmoud Ahmadinejad
Um ano e meio antes da Revolução de Jasmin, os iranianos tomaram as ruas do país na chamada ‘Revolução Verde’, para protestar contra fraudes que teriam ocorrido nas eleições presidenciais que reelegeram Ahmadinejad. A reação do regime foi brutal. A internet foi censurada e os manifestantes, perseguidos. Desde os confrontos, Ahmadinejad tem enfrentado uma oposição maior de alguns clérigos do próprio regime.
JORDÂNIA: Abdullah II ibn al-Hussein
Embora com menor intensidade, os protestos da primavera árabe ocorreram também na Jordânia, país governado há 12 anos pelo rei Abdullah. Em março, uma pessoa morreu e 100 ficaram feridas quando apoiadores do regime atacaram manifestantes pró-reforma na capital, Amã. Em abril um homem ateou fogo ao próprio corpo diante do escritório de Abdullah. Consultorias de risco avaliam como delicada a sua situação.
SÍRIA: Bashar al-Assad
O presidente sírio, que está há 11 anos no poder, assumiu depois da morte do pai, Hafez al-Assad – que governava desde 1971. O país está mergulhado desde março em violentos confrontos entre opositores e o regime. De acordo com a ONU, mais de 3,5 mil pessoas já morreram nos conflitos.
SUDÃO: Omar al-Bashir
O Tribunal Penal Internacional de Haia emitiu um mandado de prisão contra o presidente do Sudão por crimes contra a humanidade, cometidos durante o conflito em Darfur, no sul do país. Neste ano, a região optou por se separar do país em um referendo – a separação ocorreu em julho. No norte, Bashir tem enfrentado protestos similares aos da primavera árabe.
TAJIQUISTÃO: Emomali Rahmon

O presidente do Tajiquistão, no poder desde 1992, governa um dos países mais pobres do antigo bloco soviético. Fazendo fronteira com países conturbados, como Afeganistão e Paquistão, o Tajiquistão tem enfrentado sérios problemas nos últimos anos por ser rota de tráfico de drogas como ópio e heroína.
ZIMBÁBUE: Robert Mugabe
Único presidente da história do Zimbábue, no poder desde 1980, Mugabe governa um país onde a inflação é incalculável e o dinheiro perdeu o valor de face. Após uma crise política em 2008, iniciada depois de o ditador recusar a derrota em eleições, um acordo de coalizão foi costurado com a oposição.
Democracias que substituem regimes árabes depostos talvez não sejam ideais, mas são melhores do que a tirania
JOHN HUGHES, THE CHRISTIAN SCIENCE MONITOR*
Este tem sido um ano ruim para os déspotas. A primavera árabe os derrubou na Tunísia, no Egito e na Líbia. Quem será o próximo? E qual será o tipo de democracia que o mundo árabe vai adotar?
Os mais comentados dentre os possíveis futuros déspotas depostos são os líderes da Síria e do Iêmen. O sírio Bashar al-Assad, educado no Ocidente, já foi um dia anunciado como um convertido à reforma democrática. Mas se revelou um assassino tão agressivo quanto foi o pai, a quem sucedeu. A rebelião no país tem se arrastado e os manifestantes parecem determinados. Agora, a Liga Árabe está trabalhando num plano para a realização de eleições livres na Síria e a retirada dos tanques e blindados leves das ruas.
Enquanto isso, o presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, que se mantém no poder há mais de três décadas, encontra-se sitiado, mas insiste em recusar os acordos que o afastariam do cargo. Há no país a ameaça de uma guerra civil aberta.
Atentos à tempestade política que varre o deserto, outros governantes árabes, como o rei Abdullah, da Jordânia, e o rei Mohammed, do Marrocos, falaram em ceder ao povo parte do poder monárquico. Resta saber se isso poderá salvá-los no longo prazo.
Na Arábia Saudita, a monarquia tentou afastar a insatisfação por meio da distribuição dos lucros do petróleo entre seus súditos. Foi feita a promessa de mais autonomia para as mulheres, conferindo-lhes o direito de votar nas eleições locais. Desde a recente morte do príncipe Sultan, o novo herdeiro do trono é o príncipe Nayef, ministro do Interior. Ele mantém um relacionamento próximo com o influente e conservador clero do país. E opõe-se a algumas das reformas anunciadas.
Graças ao sacrifício americano, o Iraque viu-se livre do ditador, Saddam Hussein. O fraturado governo do país, formado por múltiplas vozes e partidos, está longe do ideal. Mas é o tipo de democracia imperfeita com que os ocidentais precisam demonstrar paciência enquanto milhões de muçulmanos descobrem o caminho da liberdade. Para os iraquianos, a verdadeira pergunta é se eles querem que seu país se torne uma província do ameaçador vizinho iraniano.
A Tunísia, que liderou a primavera árabe, parece ter dado seus primeiros passos na democracia com as eleições de outubro. Os egípcios, livres de Hosni Mubarak, estão se debatendo com a relutância do Exército em entregar o controle das alavancas do poder e do comércio.
O povo da Líbia poderá agora beneficiar-se do substancial lucro da exploração do petróleo, açambarcado por tantas décadas por Muamar Kadafi e sua família. Mas um país com mais de 100 tribos diferentes terá de realizar eleições livres, criar um sistema coerente de governo e construir a infraestrutura nacional para um povo que passou mais de 40 anos submetido aos caprichos de um tirano.
A grande esperança no Oriente Médio está na maneira com a qual as mulheres participam da mudança, mostrando sua coragem nas barricadas, exigindo voz na formulação dos novos governos e reivindicando o respeito há tanto tempo negado. Será que há outros ditadores prestando atenção ao destino desses tiranos árabes? O Irã fica no Oriente Médio, mas não é árabe. Seus líderes parecem nada ter aprendido com a primavera árabe.
Na Coreia do Norte, Kim Jong-il pretende dar continuidade à tradição da ditadura dinástica ao nomear seu filho como sucessor. Na África, Robert Mugabe, do Zimbábue, preside uma brutal ditadura que mata e aprisiona os opositores que protestam contra o governo. Apesar dos tiranos que ainda restam, estamos testemunhando um extraordinário levante em favor da liberdade numa parte importantíssima do mundo. Pode não ser o tipo de democracia que os ocidentais preferem. Mas, como disse certa vez o sábio Winston Churchill: “A democracia é a pior forma de governo – exceto todas as outras”.
*É EX-EDITOR DO ‘CHRISTIAN SCIENCE MONITOR’
O Twitter já causou dor de cabeça para muitas pessoas que postam mensagens preconceituosas ou polêmicas. Mas um caso recente ocorrido na Coreia do Sul foge de tudo o que já foi reportado até agora a respeito de posts inapropriados na rede de microblogs.
Segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap, um homem foi condenado no país por “retuitar” (reproduzir e disseminar, na linguagem da rede) mensagens de uma conta de um site pró-Coreia do Norte no Twitter. A prática teria se configurado na primeira violação da Lei de Segurança Nacional envolvendo a reprodução de mensagens nos microblogs.
O homem, de 55 anos e identificado somente como Cho, foi condenado a dois anos de prisão. A divulgação das mensagens do site Uriminzokkiri, mantido pelo governo norte-coreano, ocorreu de agosto a dezembro do ano passado.
O caso escancara a sensibilidade do impasse na Península Coreana, apesar da fama de lado mais tolerável do conflito que a Coreia do Sul leva.
Quatro quilômetros de um campo minado vigiado por guardas. Nem isso foi o bastante para deter um norte-coreano que, no dia das festividades do aniversário de Kim Jong-il, desertou para o país vizinho do Sul.
O corajoso norte-coreano foi encontrado por guardas da Coreia do Sul logo após cruzar a fronteira e foi levado para um interrogatório. Não se sabe como ele atravessou o campo minado e ainda assim evitou ser visto pelos soldados do Norte. Ele desertou na noite da terça-feira.
A Zona Desmilitarizada na fronteira entre os países desde o fim da Guerra da Coreia, em 1953, é fortemente guardada e pouco visitada. Há apenas duas paragens usadas por autoridades construídas em 2000, quando os vizinhos começaram a restabelecer seus laços.
Centenas de norte-coreanos fogem do país todo ano. Os principais motivos são a perseguição política e as duras condições de vida no empobrecido país comunista. Muitos desertam pela fronteira norte, com a China, onde há menos vigilância, mas a maioria tenta a sorte no caminho para a Coreia do Sul – cerca de 20 mil já conseguiram chegar ao vizinho.
A deserções são motivo de vergonha para Pyongyang, mas as histórias ficam só entre os figurões. A imprensa, controlada pelo governo, não mostra esse tipo de coisa à população e esteve ocupada com as comemorações do 69º aniversário do ‘Grande Líder Kim Jong-il’.
Veja também:
Arquivo Estado: O armistício de Pan-Mun-Jon
Infográfico: As origens do impasse na península coreana
Reuters
Foto: KCNA/Reuters
Por Luciana Vicente
Epítetos que reforçam o culto à personalidade não são novidade em ditaduras pelo mundo. Mao Tse Tung era conhecido como ”O Grande Timoneiro”. Nicolau Ceausescu gostava de ser chamado de ‘Gênio dos Cárpatos”. Atualmente, o ditador norte-coreano, Kim Jong-il, líder de um dos países mais fechados do mundo, é um dos representantes desta tradição.
“Brilhante Líder”, “Raio Guia do Sol”, “Sina da Nação” e “Líder Mundial do Século XXI” são apenas alguns dos títulos acumulados por Kim desde 1973, quando foi secretamente nomeado sucessor de seu pai, Kim Il-sung, e ganhou a distinção honorífica de “Centro do Partido” para poder ser mencionado pela mídia do país, mas sem ter seu nome publicado.
Os títulos são usados todas as vezes em que há referência na mídia ao ditador. Os nomes e frases, pelos menos 54 listados pela Wikipedia, são desenvolvidos pelo próprio Partido dos Trabalhadores da Coreia.
Veja abaixo alguns dos títulos mais curiosos usados para fazer referência ao “Mentor da Revolução” Kim Jong-il:
- Maior Encarnação do Amor e Camaradagem Revolucionárias
- Grande Homem, Que é Um Homem de Ações
- Invencível e Sempre Triunfante General
- Glorioso General Que Veio do Céu
- Líder Inigualável
- Estrela Brilhante da Montanha Paektu
- Sol do Socialismo
- Sol do Futuro Comunista
- Pessoa Superior
- Querido Líder, Que é a Encarnação Perfeita da Aparência Que Um Líder Deveria Ter
- Sua Excelência
A equipe do Radar Global escolheu os 12 principais fatos que marcaram o ano de 2010 para uma breve retrospectiva. Até o dia 31 de dezembro, relembraremos o que aconteceu de mais importante nos últimos 12 meses no cenário internacional – entre eleições a desastres naturais. Veja também os 12 principais personagens de 2010.
Nova tensão entre as Coreias (novembro)

Após o afundamento do Cheonan, quando a Península Coreana voltou a viver em relativa calma, uma nova troca de tiros entre Coreia do Sul e Coreia do Norte disparou os alertas na região. Disparos norte-coreanos atingiram uma ilha sul-coreana e mataram dois militares e dois civis, mais uma vez levando os dois países ao pé de guerra.
Domingo, 21 de novembro -Uma sensação estranha toma conta de quem chega à passagem de San Ysidro. De um lado está a Califórnia, Estado mais rico dos EUA. Do outro, Tijuana, cidade-problema com fama de ser a bomba-relógio do México. Todas as noites, perto dali, um infame jogo de gato e rato ocorre no deserto. Imigrantes que fogem do implacável controle da fronteira são caçados por membros do Minuteman, milícia de extrema direita que sequestra, tortura e mata latinos que tentam entrar no país.
Segunda-feira, 22 de novembro - A Coreia do Norte mostrou a um cientista nuclear americano que visitou o país este mês uma nova instalação construída secreta e rapidamente para o enriquecimento de urânio, confrontando o governo de Barack Obama com a perspectiva de o regime de Kim Jong-il estar se preparando para expandir seu arsenal nuclear ou construir um tipo muito mais poderoso de bomba atômica.
Terça-feira, 23 de novembro - Pelo menos 345 pessoas morreram e 329 ficaram feridas ontem no Camboja após um tumulto generalizado durante um festival realizado em uma ilha fluvial na capital, Phnom Penh. De acordo com as autoridades locais, milhares de pessoas entraram em pânico quando forçaram a passagem por uma ponte sobre o Rio Tonle Sap. Muitas foram pisoteadas. Outras caíram na água e morreram afogadas.
Quarta-feira, 24 de novembro – A Coreia do Norte disparou cerca de 200 peças de artilharia contra a Ilha de Yeonpyeong, da Coreia do Sul. O bombardeio incendiou quase 70 casas, matou 2 soldados sul-coreanos e deixou outros 14 feridos. Militares em Seul entraram em alerta máximo. Tropas dos dois países trocaram disparos e o enfrentamento foi considerado um dos mais grave desde o fim da Guerra da Coreia (1950-1953).
Quinta-feira, 25 de novembro - Um dia depois de a Coreia do Norte atacar a ilha sul-coreana de Yeonpyeong, o porta-aviões americano USS George Washington partiu em direção à região. De domingo a quarta-feira, EUA e Coreia do Sul planejam realizar manobras militares conjuntas. Segundo o Pentágono, a ação havia sido programada antes do bombardeio
Sexta-feira, 26 de novembro - O bombardeio norte-coreano à Ilha de Yeonpyeong fez mais uma vítima. O ministro sul-coreano da Defesa, Kim Tae-young, renunciou após intensos protestos contra a resposta de Seul ao ataque. A demissão coincidiu com a promessa do presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, de aumentar o número de militares em Yeonpyeong.
Sábado, 27 de novembro – As eleições no Haiti têm despertado pouca paixão entre seus habitantes. Os haitianos evitam discutir em quem votarão e assistem à propaganda política como se fosse programas de comédia. Não entraram no clima eleitoral, apesar de esta ser a primeira vez na história do país que um presidente democraticamente eleito passará a faixa para outro.
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