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Radar Global

30 anos da Guerra das Malvinas

Por Ariel Palacios, correspondente em Buenos Aires, e Solly Boussidan, especial para o ‘estadão.com.br’

Estatísticas da guerra Ao longo de dois meses e meio de conflito, os argentinos tiveram 649 mortos (dos quais 237 encontram-se enterrados em Goose Green, nas Malvinas), 1.068 feridos e 11.313 feitos prisioneiros. No lado britânico, vencedor do conflito, foram 258 mortos em combate, 777 feridos e 115 prisioneiros. Os kelpers, nativos do arquipélago, tiveram três mortos. Eles morreram nos últimos dias da guerra por conta de bombardeios britânicos a Port Stanley

Suicídios Os centros de veteranos argentinos indicam que desde o fim da guerra, mais de 500 ex-soldados suicidaram-se por estarem mergulhados em profundo estado de depressão. Esse número é superior ao de soldados mortos em batalhas nas ilhas, que foram um total de 326 (outros 323 morreram quando um submarino britânico torpedeou o cruzador General Belgrano)

Populações nas Malvinas 1 milhão de pinguins (quatro espécies são encontradas nas ilhas, dentre elas o pinguim rei, a segunda maior espécie da ave), 600 mil ovelhas (a produção de lã é uma das principais atividades nas Malvinas) e, além deles, 3.140 pessoas (dados de 2008). A densidade é de 0,25 habitante por quilômetro quadrado. Os habitantes são formados majoritariamente (70%) por descendentes de escoceses e galeses. Eles convivem com um volume de 1,5 mil a 2 mil soldados da base de Mount Pleasant, onde também se localiza o único aeroporto comercial da região

Transporte para as Malvinas Há apenas um voo comercial semanal, que liga as ilhas ao Chile. O voo percorre uma distância de mais de 3 mil km em cerca de 6 horas. A tarifa custa a partir de US$ 1,2 mil. Há ainda voos não comerciais operado pelo Ministério da Defesa (MD) britânico de forma irregular, que partem de Stanley rumo à ilha britânica de Ascensão, próxima a África, e de lá para uma base militar nos arredores de Oxford, na Inglaterra. A viagem dura 20 horas. O MD aceita passageiros comuns nos voos caso haja espaço, mas cobra para isso cerca de US$ 3,2 mil. Veteranos britânicos da guerra e seus familiares podem voar gratuitamente sem direito a reserva de assentos. Para ter seu lugar garantido nos aviões, os veteranos desembolsam cerca de US$ 450. No verão também é possível para os kelpers sair das ilhas em navios rumo a Argentina e ao Chile. A viagem leva pouco menos de três dias.

Economia das Malvinas Baseada historicamente na pesca, especialmente de lula (60% do PIB local) e lã. Nos últimos anos, iniciaram-se explorações de petróleo, embora ainda não seja comercializado. Os kelpers possuem a renda per capita mais elevada da América Latina: US$ 25 mil.

Curiosidades e efeitos das reivindicação argentina e britânica das Malvinas

Os argentinos, na prática, só tiveram autoridade formal sobre as ilhas entre 1820 e 1833, um total de 13 anos. Os britânicos estão lá ininterruptamente há 179 anos

Não restou uma população “étnica” argentina a partir da conquista britânica. Há, no entanto, moradores que já são a sétima geração a nascer nas ilhas após a chegada de seus antepassados do Reino Unido no século XIX

Segundo o último censo das Malvinas, há 7 brasileiros residindo no arquipélago. O próximo censo será realizado em abril de 2012

A Argentina coloca as ilhas nos mapas como sendo próprias, e contabiliza como “argentinos” seus 7,7 mil quilômetros quadrados. Entretando, paradoxalmente, as companhias telefônicas instaladas na Argentina encaram, na prática, de outra forma, já que as ligações telefônicas para Stanley são cobradas como se fossem internacionais

Já no sistema de organização administrativa britânico o território não é parte integrante do Reino Unido, mas sim ligado à coroa britânica. Mesmo assim, a representação internacional e a defesa das Malvinas ficam a cargo de Londres. A Rainha Elizabete II tem direito de interferir diretamente nos assuntos internos do território. Ela é representada localmente por um governador. O cargo atualmente é ocupado pelo diplomata britânico Nigel Haywood (leia entrevista com concedida por Haywood ao estadão.com.br)

O modelo de carro mais comum nas Malvinas é o Land Rover. As placas dos carros são idênticas às placas utilizadas na Inglaterra, mas sempre começam com a letra F (de Falklands, o nome inglês do arquipélago)

Diplomatas argentinos e parlamentares recusam-se a ir às Malvinas para evitar que os britânicos carimbem seus passaportes (seria uma forma de reconhecer que estão entrando em território estrangeiro). Por outro lado, a Argentina não realiza controle de imigração ou alfandegário de passageiros que chegam a seus portos em embarcações procedentes das ilhas por considerar que se trata de uma viagem doméstica

O território reivindicado pela Argentina engloba ainda os arquipélagos das Ilhas Geórgia do Sul e das Ilhas Sandwich do Sul, ambos controlados pela Grã-Bretanha. Buenos Aires e Londres também disputavam o controle das Ilhas Orkney (ou Orcadas, em espanhol) do Sul, das Ilhas Shetland do Sul e da Península Antártida até a assinatura do Tratado Antártico em 1959, que congelou as questões de soberania ligadas a esses territórios. Os mapas de ambos países continuam a exibir esses territórios como seus

Distâncias As ilhas estão a 550 km do litoral argentino; a distância entre a Grã-Bretanha e as Malvinas é de 12,8 mil km. O território britânico mais próximo das Malvinas é a ilha de Tristão da Cunha a 4 mil km de distância de Stanley

Denominações O nome da capital das ilhas é “Stanley” de acordo com a denominação britânica e dos ilhéus. Para os argentinos, desde 1982, a cidade chama-se “Puerto Argentino”. Os ilhéus autodenominam-se “islanders” (ilhéus). O termo “kelper”, utilizado tanto na Grã-Bretanha como na Argentina, é considerado depreciativo pelos habitantes das ilhas, pois é o nome das algas laminariales que crescem com abundância no litoral do arquipélago. O nome das ilhas em inglês, Falklands, é uma homenagem a Anthony Cary, que era Visconde de Falklands e financiou a viagem do explorador John Strong às ilhas em 1690. Já o nome Malvinas, em português e espanhol, tem origem no nome francês dado ao arquipélago: Îles Malouines.

Efeitos da guerra

A derrota argentina levou a Ditadura Militar ao colapso; 15 meses depois o país tinha eleições livres e voltava à democracia

A vitória britânica salvou o governo de Margaret Thatcher da crise política e lhe conferiu elevada popularidade, que permitiria que ela permanecesse no poder por longo tempo (até 1990)

A indústria bélica aproveitou o conflito para observar o funcionamento – em uma guerra real – de uma série de novos armamentos, entre eles, o míssil francês Exocet

Graças à neutralidade do Brasil na guerra, a Argentina começou a deixar de ver o país vizinho como um potencial perigo bélico

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30 anos da Guerra das Malvinas

Por Ariel Palacios, correspondente em Buenos Aires, e Solly Boussidan, especial para o ‘estadão.com.br’

A Guerra das Malvinas, que completa 30 anos nesta segunda-feira, 2, foi travada entre a Grã-Bretanha e a Argentina pela disputa do arquipélago localizado no Atlântico Sul. Conheça alguns dos personagens deste conflito.

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Margaret ThatcherMargaret Hilda Thatcher Nascida em 1925 no interior da Inglaterra, Margaret Thatcher foi a primeira mulher a liderar um grande partido britânico e a única mulher a ocupar o posto de primeiro-ministro no país. Seu governo, entre 1979 e 1990, foi o mais longo de qualquer premiê britânico do século XX. Formada em química e direito, Thatcher ficou mundialmente conhecida como “Dama de Ferro” por sua postura conservadoras e seu caráter pouco aberto a negociações. Suas políticas de flexibilização do mercado de trabalho britânico, diminuição na influência dos sindicatos locais, aumento de impostos e privatizações a tornaram bastante impopular no início dos anos 1980. Foi somente com a vitória britânica na Guerra das Malvinas, em 1982, que Thatcher recuperou sua popularidade, permitindo que vencesse as eleições de 1983. Em 1992, Margaret Thatcher recebeu o título de baronesa, tornando possível que ela participe das discussões na Câmara dos Lordes do Parlamento britânico.

John Jeremy Moore O major-general John Moore foi encarregado de comandar as forças terrestres britânicas durante a Guerra das Malvinas. Nascido em 1928 em uma família tradicional das forças armadas britânicas, o experiente militar havia se alistado no Corpo de Fuzileiros Navais da Grã-Bretanha em 1947 e servido como comandante em diversas operações táticas de sucesso na convoluta Irlanda do Norte da década de 1970. Apaixonado por música, administrou a Escola Real de Música dos Fuzileiros Navais ao longo de 1957. Moore é considerado um dos principais estrategistas britânicos das batalhas de San Carlos e Goose Green, nas Malvinas. Coube ao major-general receber a rendição das forças argentinas nas Malvinas, em junho de 1982. Condecorado como Oficial da Ordem do Império Britânico, Moore faleceu em 2007, aos 79 anos de idade.

John Forster “Sandy” Woodward Natural da região da Cornuálha, Woodward foi almirante encarregado de comandar as forças navais britânicas durante a Guerra das Malvinas. Nascido em 1932 e conhecido por sua excepcional capacidade de liderar mesmo sob intensa pressão, Sandy, como era conhecido, provou-se o par perfeito para lidar com a personalidade complicada de Moore. Foi condecorado como Cavaleiro da Ordem do Império Britânico por seu papel estratégico nas Malvinas, incluindo a destruição do cruzador argentino General Belgrano, um dos golpes mais duros infligidos ao país sul-americano. Em 1992, Sandy escreveu um livro de memórias sobre a guerra, na qual não esconde a tensão e o medo que vivenciou, extirpando a imagem de comandante durão e sem sentimentos pela qual ficou conhecido.

galtieri.jpgLeopoldo Fortunato Galtieri Sósia do ator americano George C. Scott no filme “Patton”, imitador dos gestos histriônicos do ditador italiano Benito Mussolini e consumidor diário de vastas quantidades de “scotch”, Leopoldo Galtieri estudou na Escola das Américas, no Panamá. Logo depois do golpe de 1976, ocupou o comando do Segundo Exército, implantando um regime de terror, com a instalação de campos de detenção e tortura. Ambicioso, em dezembro de 1981 deu um golpe dentro do golpe e derrubou o ditador Roberto Viola. Em março de 1982, desesperado pelo crescimento dos protestos sociais, colocou em andamento um velho plano de impacto: a reconquista das Malvinas. Galtieri foi ovacionado por multidões nas primeiras semanas do conflito. Até a véspera da rendição, desde seu balcão na Casa Rosada, afirmava que a Argentina estava ganhando. Mas, no 14 de junho, furiosas, as multidões que o haviam aplaudido nas semanas anteriores, agora gritavam “Galtieri, borracho, mataste a los muchachos” (“Galtieri, seu bêbado, você matou os rapazes”). Três dias depois, Galtieri foi derrubado. Seu substituto, o general Reynaldo Bignone, começou uma abertura política que levou às eleições presidenciais de dezembro de 1983. Galtieri foi condenado em 1985 a 12 anos de prisão por ser o responsável pela má condução da guerra das Malvinas. Mas no final de 1989, o então presidente Carlos Menem (1989-99) assinou sua anistia. O ex-ditador morreu em 2005 de câncer no pâncreas.

Alfredo Ignacio Astiz “É o mais sinistro paradigma do terrorismo de Estado”. Com esta frase, o escritor e jornalista Jorge Camarasa define a personalidade do ex-capitão Alfredo Astiz, um dos mais famosos integrantes da ditadura, apelidado de “o anjo loiro da morte” por suas vítimas e “o corvo” por seus amigos (por seu ar sempre sombrio). Garoto mimado da ditadura, a alta hierarquia militar encomendava a Astiz as missões mais complexas. Entre seus assassinatos mais famosos estão os das freiras francesas Alice Domon e Leonie Duquet, além de três fundadoras das Mães da Praça de Maio, entre elas, Azucena Villaflor. Astiz foi recompensado por seus serviços com o cargo de comando nas ilhas Geórgias durante a Guerra das Malvinas, em 1982. No entanto, as Geórgias foram o primeiro ponto recuperado pelos britânicos durante o conflito. Após um único tiro de bazuca disparado pelos britânicos, Astiz desistiu de resistir “até a morte”, como havia prometido. Com um copo cheio de uísque em uma das mãos, assinou a rendição incondicional. Em outubro de 2011 Astiz foi condenado à prisão perpétua por torturas e assassinatos de civis durante a ditadura.

Mario Benjamin Menéndez Integrante de uma família de militares que protagonizaram golpes de Estado, em março de 1982 Mario Menéndez era o comandante do Primeiro Corpo de Exército em Buenos Aires. Homem de confiança do general Galtieri, Menéndez foi enviado no dia 7 de abril às Malvinas para ocupar o posto de governador-geral militar do arquipélago e virtual organizador da defesa das ilhas para enfrentar um ataque inglês. No início, o militar acreditava que a Grã-Bretanha não enviaria tropas para a reconquista das ilhas. No entanto, dias depois, Londres anunciou que o próprio príncipe Andrew estaria entre os militares que a Grã-Bretanha enviaria. O general – que havia preparado um antiquado sistema de defesas fixas, tal como na Primeira Guerra Mundial, assinou a rendição argentina no dia 14 de junho.

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30 anos da Guerra das Malvinas

Era Semana Santa de 1982, em plena Guerra nas Malvinas, quando o chefe da Divisão de América Latina do Itamaraty, Rubens Ricupero, foi chamado à casa do chanceler do Brasil, Ramiro Saraiva Guerreiro. Lá, o diplomata escutou do chefe uma notícia alarmante: um avião com o embaixador cubano na Argentina entrara, sem permissão, no espaço aéreo brasileiro e caças da Aeronáutica tentavam obrigá-lo a pousar em Brasília. A ordem do presidente João Figueiredo era abater a aeronave caso ela não obedecesse.

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ESPECIAL:  30 anos da Guerra das Malvinas

Documentos obtidos pelo Estado mostram que a Marinha brasileira acreditava que o embaixador cubano levaria a Buenos Aires um plano de cooperação com Havana. Ricupero diz desconhecer essa informação.

Sob uma tempestade, o diplomata brasileiro foi até a Base Aérea de Brasília. “Quando entrei na sala de operações, fiquei gelado: ouvi o diálogo no rádio entre o controlador e um dos pilotos, que dizia que o avião cubano se recusava a pousar. Chegaram a dar tiros de advertência”, lembra o embaixador. O alívio veio quando a aeronave, de fabricação russa, começou a dispensar combustível, indicando que aterrissaria.

O pouso em Brasília ocorreu na madrugada, com a pista cheia de soldados. “Quando abrem a porta, desce um senhorzinho rechonchudo de meia-idade, uma matrona e um menino, neto do casal, todos assustadíssimos”, diz Ricupero. O avião foi inspecionado, mas a Aeronáutica nada encontrou. “Imagine se tivessem abatido o avião, em plena guerra. Teria sido mais do que uma tragédia.”

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30 anos da Guerra das Malvinas

Por Roberto Godoy, de ‘O Estado de S. Paulo’

É do alto que se vê melhor as facilidades da base aeronaval de Mount Pleasant, revela o oficial da reserva D.W., um ex-integrante da tropa britânica nas ilhas. “Depois de voar dez horas ou mais desde a Ilha da Ascensão, nos limites do Atlântico Norte, é um alívio ver a pista de pouso, uma faixa preta de mais 3 mil metros, riscada na pedra, cercada de prédios e luzes”, conta. O problema, diz, “é que a vida nas Falklands é tediosa, limitada ao trabalho, à cervejaria, ao alojamento ou à igreja – para não beber demais, entrar em depressão ou virar místico, a única opção é trabalhar duro”.

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O núcleo militar foi criado em 1982, apenas três dias depois do cessar-fogo, pela ex-primeira-ministra Margaret Thatcher. Em 2007, quando o conjunto ficou pronto, o investimento chegava a US$ 523 milhões. O custo de manutenção dos serviços é de US$ 3,9 milhões semanais. As instalações abrigam, além de 1.650 soldados de elite, 4 caças Typhoon, mais 2 aviões de inteligência e de reabastecimento em voo. De quebra, há lugar também para um destróier lançador de mísseis e um submarino nuclear. As forças da Argentina estão desequipadas, passados 30 anos desde o conflito. A aeronáutica não consegue cumprir uma programação de voos de vigilância até o limite do arquipélago e tem poucos aviões de combate – 30 unidades, talvez, prontas para uso. Todas com cerca de 30 anos.

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30 anos da Guerra das Malvinas

Durante a Guerra das Malvinas, cujo 30º aniversário ocorre na segunda-feira, 2, diversas declarações exaltadas foram feitas por líderes argentinos e britânicos, pela imprensa e por pessoas comuns. Algumas são mais marcantes. Confira a seleção.

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ESPECIAL: 30 anos da Guerra das Malvinas

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“Las malvinas son y serán argentinas”
 (“As Malvinas são e serão argentinas”), slogan repetido à exaustão nas escolas primárias do país latino-americano aos alunos a partir dos seis anos de idade

“Que venga el principito!” (“Que venha o principezinho!”), General Menéndez, ao saber, durante a guerra, que o príncipe Andrew, filho da Rainha Elizabeth II, faria parte da Task Force

“Es la pelea de dos calvos por un peine” (“É a briga de dois carecas por um pente”), Jorge Luis Borges, sobre a futilidade de uma guerra por um arquipélago árido

The_empire_strikes_back_newsweek200.jpg“The Empire Strikes Back” (“O império contra-ataca”), chamada na capa da revista britânica Newsweek de 19 de abril de 1982, quando o conflito ainda estava se desenrolando nas Malvinas (veja a cronologia da Guerra das Malvinas)

“Subordinación y valor” (“Subordinação e valor”), palavras de ordem dos oficiais do Exército argentino a seus soldados

“Malvinas para los pingüinos!” (“A Malvinas para os pinguins”), inscrição bem humorada em camisetas impressas no Brasil durante a guerra, fazendo referência aos animais que são maioria no arquipélago disputado entre Argentina e Grã-Bretanha

gotcha_headline.jpg“Gotcha” (“Te peguei”), manchete do jornal britânico Sun de 2 de maio de 1982, com a notícia sobre o cruzador argentino General Belgrano, que foi a pique depois de ser torpedeado pela marinha britânica (veja a cronologia da Guerra das Malvinas)

“Estamos ganando” (“Estamos vencendo”), chamada na capa da revista argentina Gente e de vários outros meios de comunicação em Buenos Aires, poucos dias antes da derrotablogmalvinasgentemayo1982200.jpg

“Seguimos ganando!” (“Continuamos vencendo!”), manchete de jornais e revistas argentinos nos últimos dias da guerra, ainda sem admitir a iminente derrota

“Estas ilhas não produzem coisa alguma. Neve, granizo e gelo. O ar está sempre úmido. Os alimentos daqui reduzem-se a peixe. É para mim este um país cruel. O reino deverá subsidiá-lo”, Frei Felipe de Mena, clérigo espanhol, em 1767

“Estamos tão entediados aqui, que não queremos mais ficar”, Mena, novamente em referência às Malvinas

“A Argentina precisa ser esfregada no barro da humilhação”, Winston Spencer Churchill, neto de Winston Churchill, no Parlamento britânico em junho de 1982 (veja a cronologia da Guerra das Malvinas)

“Hubieran sido amigos, pero se vieron uma sola vez cara a cara, em unas islas demasiado famosas, y cada uno de los dos fue Caín, y cada uno, Abel” (“Teriam sido amigos, mas viram-se uma única vez cara a cara, em umas ilhas famosas demais, e cada um dos dois foi Caim e cada um, Abel”), trecho do poema “Juan López e John Ward”, de Jorge Luis Borges, sobre dois soldados – um britânico e outro argentino – amantes da literatura do país do outro, que matam-se mutuamente na Guerra das Malvinas

Pesquisa e seleção: Ariel Palacios, correspondente em Buenos Aires

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BUENOS AIRES – Ao menos 49 pessoas morreram em um acidente com um trem cheio de passageiros que ficou sem freios e bateu na estação ferroviária Once, em Buenos Aires, nesta quarta-feira, 22. Agências de notícias afirmam que o número de feridos é superior a 400, enquanto o secretário dos Transportes local, J.P. Schiavi, diz que há 340 feridos. O jornal Clarín, no entanto, contabiliza 600 feridos. A Embaixada do Brasil em Buenos Aires assegura que não há informações sobre brasileiros entre os mortos ou feridos até o momento.

O vídeo abaixo foi feito no momento do choque e transmitido pelo canal local C5N. Assista:

 


As imagens a seguir foram feitas após o choque:

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Vai a 49 número de mortos em acidente
GALERIA:  Imagens do acidente
VÍDEOS: YouTube reúne imagens da colisão

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Integrantes da comunidade judaica de Buenos Aires, na Argentina, participam nesta segunda-feira, 18, de ato em memória aos dezessete anos desde que 85 pessoas foram mortas no pior atentado terrorista que a América Latina já sofreu. Às 9h53 da manhã do dia 18 de julho de 1994 um carro-bomba explodiu diante da sede da principal entidade judaica do país, a Amia (Asociación Mutual Israelita Argentina).

Veja também:
linkArgentinos lembram 17 anos de ataque contra Amia e pedem justiça
blog ARIEL PALACIOS: Zero culpado condenado: o atentado contra a AMIA

Além dos 85 mortos, centenas de pessoas ficaram feridas. Ano após ano, os familiares das vítimas – judeus e não judeus – pedem Justiça, como fizeram nesta segunda. Como relata o correspondente do estadão.com.br em Buenos Aires Ariel Palacios, o então presidente Carlos Menem prometeu punir os responsáveis. “Desta vez pegaremos os culpados”, ele disse em 1994.

“As palavras de Menem jamais foram cumpridas. Nem por ele, nem por seus sucessores”, escreve Palacios. No fim de semana, a chancelaria do Irã – país acusado de envolvimento no ataque – disse que Teerã está “preparado para cooperar com a Argentina” para esclarecer o atentado.

Pouco mais de dois anos antes, em 1992, um outro atentado, contra a Embaixada israelense em Buenos Aires, deixara 29 mortos e 242 feridos.

mais      imagens Seleção de imagens: Natália Russo, da editoria de Fotografia do estadão.com.br e Bia Rodrigues, da editoria de especiais. Visite também o blog Olhar sobre o mundo e a página de fotos do portal.

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Os dois ‘Felipes’: à esquerda, o amigo e fonte de inspiração de Quino. À direita, o amigo de Mafalda

BUENOS AIRES – Jorge Timossi, fonte de inspiração do personagem Felipe, criado nos anos 1960 pelo cartunista argentino Joaquín Salvador Lavado, o Quino, faleceu nesta quarta-feira, 11, de um enfarto do miocárdio em Havana, Cuba, aos 75 anos de idade. Timossi foi grande amigo de Quino desde os anos 50, quando os dois conheceram-se em Buenos Aires.

Continue lendo (e reveja tirinhas de ‘Felipe’) no blog de Ariel Palacios, correspondente na Argentina

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A equipe do Radar Global escolheu os 12 principais fatos que marcaram o ano de 2010 para uma breve retrospectiva. Até o dia 31 de dezembro, relembraremos o que aconteceu de mais importante nos últimos 12 meses no cenário internacional – entre eleições a desastres naturais. Veja também os 12 principais personagens de 2010.

Morte de Néstor Kirchner (outubro)

Vítima de uma parada cardíaca, o ex-presidente argentino Néstor Kirchner morreu no dia 27 de outubro. Néstor, considerado a principal força política por trás de sua esposa, a presidente Cristina Kirchner, era tido como um dos principais postulantes à Casa Rosada. Kirchner era líder do partido peronista, deputado federal e presidente da Unasul.

Veja nossos especiais sobre o assunto:
especialA trajetória de Néstor Kirchner

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