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O líder da rede terrorista Al-Qaeda, o egípcio Ayman al-Zawahiri, pediu em uma mensagem de vídeo de oito minutos a derrubada do “pernicioso e cancerígeno” regime do presidente Bashar al-Assad na Síria. Com isso, aumentam os temores de que extremistas tentem explorar a revolta contra o mandatário, que começou como um movimento pacífico pela democracia mas adquire cada vez mais os contornos de uma guerra civil sectária, ao opor muçulmanos sunitas, que formam a maioria da população, contra alauitas (dissidentes xiitas) e cristãos.

Veja vídeo de al-Zawahiri:

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Visão Global; análises e comentários de especialistas

Material de treinamento de agentes do FBI continha informações provocativas e preconceituosas sobre o Islã

*SALAM AL-MARAYATI, LOS ANGELES TIMES

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Nós da comunidade muçulmana americana temos lutado contra as ideias corruptas e falidas de cultos como a Al-Qaeda. Agora parece que precisamos também lutar contra os pseudo-especialistas do FBI e do Departamento de Justiça.

Um conjunto perturbador de materiais de treinamento usados pelo FBI e pelo gabinete de um promotor federal americano veio à tona em julho, revelando a existência de um profundo sentimento antimuçulmano no governo dos EUA.

Se essa questão não for abordada imediatamente, o relacionamento entre a comunidade muçulmana americana e as forças da lei vai se deteriorar – mais um exemplo da inépcia e apatia que ameaçam as pontes cuidadosamente erguidas ao longo de décadas. Não é suficiente tratar o assunto como “uma preocupação absolutamente válida”, como disse o diretor do FBI, Robert Mueller, a uma comissão do Congresso neste mês.

O material de treinamento em questão, entregue a agentes do FBI na academia de Quantico, Virgínia – e revelado pela primeira vez pelo blog Danger Room, da revista Wired -, continha opiniões preconceituosas e provocativas a respeito dos muçulmanos, incluindo afirmações segundo as quais os muçulmanos “devotados” seriam mais inclinados à violência, o Islã teria como objetivo “fazer dos costumes árabes do século 7 a nova matriz da cultura americana”, que as doações caridosas feitas pelos muçulmanos seriam “um mecanismo de financiamento do combate” e que o Profeta Maomé teria sido “o líder violento de um culto”.

A Wired descobriu também uma apresentação preparada em 2010 por um analista contratado pelo gabinete de um promotor federal de justiça na Pensilvânia na qual se fala de uma “‘jihad civilizacional’ que teria começado nos primórdios do Islã e seria travada atualmente nos EUA por ‘civis, júris, advogados, veículos da mídia, meios acadêmicos e instituições de caridade’ que ameaçariam ‘nossos valores’. A meta dessa guerra seria ‘substituir os alicerces judaico-cristãos e liberais, políticos e religiosos da sociedade americana pelo Islã’”.

Esse tipo de afirmação infundada e provocativa deve ser deixada para aqueles que partilham da pauta da Al-Qaeda, que prefere manter os EUA num perpétuo estado de guerra contra o Islã. Em outras palavras, a retórica da Al-Qaeda e a desses responsáveis pelo treinamento dos agentes da lei são lados opostos da mesma moeda de ódio.

Se as agências americanas de investigação e policiamento continuarem a empregar uma literatura de treinamento incorreta e fomentadora de preconceitos, a parceria fundamental entre a comunidade muçulmana americana e as forças da lei vai se desintegrar lentamente. De acordo com o Banco de Dados de Incidentes de Terrorismo Pós-11/9 do Conselho Muçulmano de Questões Públicas, essas parcerias se mostraram importantes para preservar a segurança dos EUA. Quase 40% dos complôs relacionados à Al-Qaeda ameaçando o território americano após o 11/9 foram frustrados graças à ajuda dos muçulmanos.

Um exemplo disto é o chamado caso dos 5 de Virgínia, de 2009, quando informações transmitidas pela comunidade muçulmana daquele Estado levaram à detenção no Paquistão de cinco muçulmanos que tinham vindo da Virgínia para se juntarem a um grupo associado à Al-Qaeda. No ano passado, num caso separado, membros de uma comunidade de Maryland alertaram as forças da lei a respeito de Antonio Martínez, que tinha recentemente se convertido ao Islã. Ele foi subsequentemente detido depois de ter supostamente tentado explodir um centro de recrutamento do Exército.

Mais importante: são os líderes muçulmanos, e não os agentes do FBI, que podem combater com mais contundência as destrutivas ideias da Al-Qaeda.

Tenho trabalhado há mais de 20 anos com as forças da lei e com as comunidades muçulmanas dos EUA, e uma das piores consequências dessas sessões de treinamento e do uso desse material é o recuo de um relacionamento vital que precisou de anos para ser construído. Sei que há críticas justificáveis que podem ser feitas a alguns líderes muçulmanos nos Estados Unidos, por não terem promovido o envolvimento cívico de maneira mais agressiva. Mas como podemos convencer as comunidades muçulmanas americanas a se manterem na mesa quando a comida servida está envenenada? Esses manuais de treinamento estão tornando mais difícil para que os muçulmanos americanos cultivem a confiança nas forças da lei. Um treinamento preconceituoso e falho leva a um policiamento preconceituoso e falho.

O verdadeiro desafio atual é devolver essa parceria aos trilhos e, para isto, é necessário que o FBI e do departamento de justiça adotem os seguintes passos: emitir um pedido inequívoco de desculpas à comunidade muçulmana americana; estabelecer um processo de seleção rigoroso e transparente na seleção dos agentes responsáveis pelo treinamento e dos materiais usados; convidar especialistas que não nutram nenhum tipo de animosidade em relação a nenhuma religião para que estes apliquem treinamentos a respeito de todas as comunidades religiosas a todos os agentes das forças da lei. Finalmente, a Casa Branca precisa formar uma força tarefa interagências que possa conduzir uma análise independente do material usado no treinamento pelo FBI e pelo Departamento de Justiça.

As seguintes palavras estão gravadas nas paredes do quartel-general do FBI em Washington: “A mais eficaz arma no combate ao crime é a cooperação… entre todas as agências da lei com o apoio e a compreensão do povo americano”.

Peço ao procurador-geral Eric H. Holder Jr. e ao diretor Mueller, do FBI, que assumam suas responsabilidades de líderes diante dessa questão. Caso contrário, a parceria que construímos para conter o extremismo violento será irreversivelmente danificada. A questão que precisa ser respondida é simples: Estamos jogando no mesmo time ou não?

*É PRESIDENTE DO CONSELHO MUÇULMANO DE QUESTÕES PÚBLICAS

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ESPECIAL: Dez Anos do 11 de Setembro

Por Christina Stephano de Queiroz, especial para o estadão.com.br

Reunir algumas das imagens mais significativas dos atentados de 2001 em Nova York. Este é o objetivo da revista Time, que lançou o livro Watching the World Change: The Stories Behind the Images of 9/11 (Assistindo ao mundo em mudança: as histórias por trás das imagens do 11/9, em tradução livre). A obra, organizada pela revista faz parte do projeto Beyond 9/11: A Portrait of Resilience (Além do 11/9: um retrato de superação).

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ESPECIAL: Dez anos do 11 de Setembro
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ENQUETE: Do 11/09 à morte de Bin Laden: onde você estava?

Para escolher as fotos que fariam parte da obra, a revista convidou editores, fotógrafos, curadores, educadores e blogueiros. Além de indicar quais eram, para eles, as fotos mais relevantes daquela terça-feira de 2001, eles também explicaram os motivos da importância de cada imagem escolhida. Entre as pessoas que participaram da produção do livro estão Vin Alabiso, editor-chefe de fotografia da agência de notícias Associated Press no dia dos atentados; Holly Hughes, editora do Photo District News; e Kent Korbersteen, antigo diretor de fotografia da National Geographic.

O livro retrata desde o assombro dos moradores da cidade até o desespero de familiares das vítimas, passando pelo empenho dos bombeiros e pelas imagens desoladoras de corpos caindo das janelas das Torres Gêmeas.

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Kent Kobersteen, ex-diretor de fotografia da National Geographic: Imagem contextualiza tragédia e retrata normalidade presente em toda cidade, menos nas torres

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MaryAnne Golon, editor de foto e consultor de mídia:
“Com a foto, percebi as consequências da tragédia”

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Kira Pollack, diretor de fotografia da Time:
Apocalipse aconteceu em apenas uma manhã

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Olivier Picard, ex-diretor de fotografia do U.S. News and World Report
: Pessoas observam colapso e violência nas Torres Gêmeas

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Patrick Witty, editor internacional de fotos da Time: “Vi corpos caindo quando estava próximo às torres em chamas, porém não fui capaz de fotografá-los”

Veja outras imagens na seleção da Time.

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ESPECIAL: Dez Anos do 11 de Setembro

Há 10 anos hoje, na terça-feira 11 de setembro de 2001, quatro aviões comerciais foram sequestrados por terroristas muçulmanos ligados à rede Al-Qaeda. Duas aeronaves foram jogadas contra o World Trade Center, em Nova York. As Torres Gêmeas, mais tarde, ruiriam por conta do impacto. Um outro avião foi atirado contra a sede do Pentágono em Washington. A quarta foi derrubada pelos terroristas na Pensilvânia. Quase 3 mil pessoas morreram nos atentados, os maiores da história. Acompanhe ao vivo as informações sobre as celebrações que marcam esta data.

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ESPECIAL: Dez anos do 11/09
ESTADÃO ESPN: Série especial sobre os ataques
PARTICIPE: 
Onde você estava quando soube dos atentados?

Encerramos aqui a transmissão das informações sobre as cerimônias dos 10 anos do 11 de Setembro. Obrigado por nos acompanhar. 

19h12 – Em entrevista ao estadão.com.br, o jornalista Fernando Costa Neto, curador da mostra “PIILOTOS”, diz que “queria uma exposição que não mostrasse somente a relação das torres com a tragédia, mas também com a paisagem da cidade em geral“. A mostra reúne 22 imagens do WTC entre a inauguração e a destruição das torres e está aberta ao público até o dia 17 em São Paulo e Nova York. Conheça outros eventos e programas na televisão sobre o 11 de Setembro.

18h57 – Em artigo exclusivo para o estadão.com.br, o escritor espanhol Marcos Giralt Torrente relata as lembranças dos ataques em Madri.

18h22 – Da revista Piauí, “O que aprendemos, se é que aprendemos alguma coisa?“, texto de Tony Judt

18h14 – Fotógrafos, editores e blogueiros fizeram uma seleção das imagens mais significativas do 11 de Setembro para a revista americana Time. Veja algumas das fotos escolhidas.

17h57 – As homenagens às vítimas do 11 de Setembro não foram exclusivas dos americanos. Diversos países tiveram atos em memória aos quase 3 mil mortos nos ataques. Havia pelo menos 70 nacionalidades entre os mortos. Três brasileiros morreram nos atentados, todos em Nova York.

17h40 – O correspondente do jornal O Estado de S. Paulo e do estadão.com.br em Nova York, Gustavo Chacra, escreveu em seu blog um relato sobre a cerimônia no Marco Zero, onde esteve durante todo o dia. Leia “Hoje, 11 de Setembro de 2011, no Ground Zero, em Nova York

17h22 – O jornalista Fernando Gabeira escreveu hoje em seu blog: “O dia é do 11 de setembro de 2001. Talvez seja o ato inaugural do século 21, se considerarmos a queda do Muro de Berlim como o que encerrou o século 20″. Leia, na íntegra, “O falso apocalipse”.

17h01 – O presidente Obama coloca uma coroa de flores no Pentágono, em homenagem às vítimas.

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16h46 – Veja fotos das cerimônias ao longo do dia nos Estados Unidos.

16h44 – A correspondente em Washington, Denise Chrispim Marin, relata que o presidente Obama está neste momento cumprimentando, abraçando, deixando-se fotografar e conversando com sobreviventes e parentes das vítimas do ataque da Al-Qaeda ao Pentágono. “Menos solene do que no Marco Zero, em Nova York, as pessoas mostram-se felizes de cumprimentar o presidente, que é o comandante-em-chefe das Forças Armadas dos EUA”, conta. A cerimônia ocorre do lado de fora do prédio do Pentágono, debaixo de forte sol e de temperatura de 28 graus.

16h29 – Acompanhado pela primeira-dama Michele, Obama vai conversar no Pentágono com militares e civis que sobreviveram à queda do avião.

16h28 – Obama acaba de chegar ao Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA, para homenagear as vítimas do voo American Airlines 77.

16h18 – De acordo com a correspondente do jornal O Estado de S. Paulo e do estadão.com.br em Washinton, Denise Chrispim Marin, o presidente Barack Obama e a primeira-dama Michele desembarcaram há pouco na Base Aérea de Andrews e estão a caminho do Pentágono, onde haverá uma cerimônia em homenagens às vítimas da queda do voo American Airlines 77. Antes, o casal Obama e Michele esteve em Shanskville, onde foi construído um memorial para as 40 vítimas do voo United Airlines 93. “Michele Obama teve o cuidado de apanhar uma flor caída da coroa por eles depositada e colocá-la de volta”, conta a correspondente. O casal passou cerca de uma hora cumprimentando as famílias das vítimas. Na foto abaixo, o casal caminha para o ponto de impacto do avião.

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16h11 – Leia no caderno Aliás deste domingo, especial sobre os atentados de 2011, As outras faces do 11 de Setembro. O caderno traz ainda reportagens e análises sobre os ataques e o que eles causaram nos Estados Unidos e no resto do mundo.

15h34 – A capital britânica, Londres, que também relembrou os ataques de 11 de Setembro, foi palco neste domingo de protestos de grupos islâmicos. Na foto abaixo, um manifestante segura um cartaz com os dizeres “11/9 – o começo do fim da democracia; sharia é o futuro”, em referência à lei islâmica. O protesto ocorre próximo do local da cerimônia de homenagem às vítimas.

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15h31“O governo dos Estados Unidos leva a sério informações não confirmadas de um possível plano de ataque da Al-Qaeda por ocasião do 10º aniversário” dos atentados. A informação é do conselheiro de Obama para combate ao terrorismo, John Brennan.

15h28 – Os Estados Unidos recordam neste domingo os 10 anos desde os atentados de 11/9/2001, em Nova York, Washignton e Shankville, na Pensilvânia.

15h23 -Na foto abaixo, uma bandeira gigante dos Estados Unidos é estendida logo antes do jogo entre Baltimore Ravens e Pittsburgh Steelers em Baltimore, no Estado de Maryland, em lembrança aos  dez anos do 11 de Setembro.

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15h19 – Familiares de vítimas do ataque contra o Pentágono, em Washington, posam ao lado do ex-secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, no local da cerimônia em lembrança às vítimas. Rumsfeld estava no cargo quando a sede do Pentágono foi atacada na manhã de 11/9/2011 e estava no prédio no momento do impacto do avião.

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15h05 – A BBC Brasil mostra como estava Nova York antes do início das cerimônias. De acordo com a rede, mesmo com a segurança intensificada, os visitantes não foram afastados da metrópole. Assista.

14h50 – O co-editor do livro “The Long Shadow of 9/11: America’s Response to Terrorism”, Brian Michael Jenkins, escreveu no Washington Post o artigo “Cinco mitos sobre o 11 de Setembro

14h46 – Releia “Como evitar o próximo 11 de Setembro“, artigo do secretário-geral da Interpol, Ronald K. Noble, publicado originalmente no jornal americano The New York Times.

14h44 – Em Bruxelas, o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse que “o extremismo não tem afiliação religiosa”. Ele fez um discurso em lembrança ao 10º aniversário do 11 de Setembro.

14h40 – A cerimônia em homenagem às vítimas no Marco Zero, em Nova York, chegou ao fim. O presidente Barack Obama deve chegar ao Pentágono em breve. Na foto abaixo, flores são depositadas sobre os nomes de algumas vítimas no memorial em Nova York.

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14h28 – Um blogueiro fez uma seleção de cartuns políticos sobre os efeitos do 11 de Setembro. Veja alguns no Radar Global.

14h18 – A CNN exibe ao longo do dia os nomes das quase 3 mil vítimas dos ataques terroristas de 11 de Setembro, com idade e local de nascimento. Morreram no atentado pessoas de mais de 70 nacionalidades.

14h17 – Um coral faz uma apresentação no Marco Zero, em meio às cerimônias.

14h14 – Em um dos locais mais movimentados de Nova York, a Times Square, turistas assistem às homenagens em telões. Segundo a BBC, o local amanheceu tranquilo neste domingo.

14h09 – O correspondente do jornal O Estado de S. Paulo e do estadão.com.br em Nova York, Gustavo Chacra, que está acompanhando as cerimônias no Marco Zero, conta que algumas crianças presentes, lendo os nomes dos pais e mães mortos no 11 de Setembro, “são tão pequenas que não deviam ter mais de um ano na época” dos ataques.

14h05 – Veja abaixo fotos da jornalista Adriana Carranca, de O Estado de S. Paulo, feitas em suas visitas ao Afeganistão.

14h02 – O aniversário de 10 anos do 11 de Setembro está sendo relembrado em diversas partes do mundo. Na foto abaixo, franceses fazem um minuto de silêncio em homenagem às vítimas no Trocadero, em Paris, perto da torre Eiffel.

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13h54 – A repórter especial do jornal O Estado de S. Paulo Adriana Carranca, que esteve duas vezes no Afeganistão desde os atentados, escreve em seu blog, hoje, que os afegãos achavam que os EUA transformariam o Afeganistão em uma espécie de Manhattan da Ásia Central. Adriana lança, no final do mês, o livro “O Afeganistão depois do Talibã”, no qual relata suas viagens e conta onze histórias do 11 de Setembro da forma como foi vivenciado pelos afegãos.

13h47 – O presidente Barack Obama conversa com familiares de vítimas do avião que foi derrubado pelos terroristas em Shanksville, Pensilvânia.

13h42 – Na Inglaterra, o príncipe Charles, o premiê David Cameron e o embaixador americano em Londres, Louis Susman, participam de uma cerimônia em homenagem às vítimas do 11 de Setembro (foto abaixo).

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13h31 – O blog Radar Global publicou, ao longo do último mês, uma série de fotos do dia dos ataques. Na foto de hoje, o segundo avião se aproxima do WTC, momentos antes do choque contra a Torre Sul. Veja aqui as outras fotos.

13h29 – O jornal americano The New York Times publicou uma página com as manchetes do dia 11 de setembro de 2001, com a cobertura dos eventos dos ataques.

13h07 – Os tributos às vítimas dos atentados continuam no Marco Zero.

12h58 – O presidente Barack Obama acaba de chegar a Shanksville, na Pensilvânia, para os atos em memória aos mortos quando uma das aeronaves sequestradas no 11 de Setembro foi derrubada no local.

12h40 – Muitos dos que participavam das homenagens em Shanksville, na Pensilvânia, deixaram o local antes da chegada do presidente Obama, segundo o jornal britânico Guardian.

12h33 – Milhares de pessoas permanecem do lado de fora do monumento no Marco Zero, em Nova York. Apenas familiares, amigos de vítimas, jornalistas cadastrados e forças de segurança podem entrar no local hoje. O memorial será aberto ao público apenas amanhã.


Avião comercial passa próximo ao Pentágono enquanto o vice-presidente americano discursa

11h46 – O correpondente do jornal O Estado de S. Paulo e do estadão.com.br em Nova York, Gustavo Chacra, está no Marco Zero e relata: Bush e Giuliani receberam mais aplausos do que Obama. Acompanhe ao vivo as informações a partir do local.

11h38 – Em Washington, as homenagens são feitas pelo vice-presidente Joe Biden e pelo Secretário de Defesa americano, Leon Panetta.

11h33 – Paul Simon toca neste momento “Sound of Silence”.

11h31 – Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York quando os ataques ocorreram, discursa neste momento. “Um tempo de amor, um tempo de ódio. Um tempo de guerra, um tempo de paz”, disse.

11h28 – Sinos soam para marcar a queda da Torre Norte do World Trade Center.

11h25 – A leitura dos nomes das vítimas continua no Marco Zero.  As homenagens também seguem em Washington e na Pensilvânia.


Laura e George W. Bush, Michele e Barack Obama cantam o hino dos EUA em Nova York

11h08 – O presidente Barack Obama já deixou o Marco Zero e segue para Shanksville, onde continuará com as homenagens.

11h06 – Americanos fazem um minuto de silêncio pelos mortos do voo 93 da United Airlines, que caiu em Shanksville, na Pensilvânia.

11h05- O governador de Nova Jersey, Chris Christie, faz um discurso. Logo em seguida, Emi Ferguson toca flauta.

11h02 – O discurso de Panetta é interrompido e sinos soam para marcar o momento da queda da Torre Sul.

11h – O secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, está discursando neste momento.


Vista do Marco Zero, onde estão sendo celebrados os 10 anos dos atentados contra o WTC

10h55 – Familiares de vítimas conversam com a secretária de Estado Hilary Clinton.

10h42 – James Taylor toca piano no Marco Zero. A leitura dos nomes das vítimas é retomada.

10h37 – A homenagem às pessoas que morreram no atentado contra o Pentágono acaba de começar. No momento, as pessoas presentes no local fazem um minuto de silêncio.

10h35 – No memorial do Marco Zero, parentes e amigos de vítimas deixam flores sobre o nomes dos que morreram, tiram fotos e reproduzem com lápis e papel os nomes escritos.

10h32 – Os bombeiros mortos também são homenageados no memorial em frente à estação de bombeiros Engine 54.  Pelo menos 343 bombeiros morreram nos atentados, 15 deles da Engine 54.

10h27 – O memorial onde acontece as celebrações dos 10 anos do atentado será aberto ao público a partir de amanhã, segunda-feira.

10h25 – Obama pediu às pessoas que tenham fé.

10h18 – Em seu discurso, Bush cita uma carta de Abraham Lincoln a uma viúva da Guerra Civil americana. Bush fez essa referência para uma mãe que perdeu todos os seus cinco filhos na tragédia.

10h13 – “Peço a Deus que amenize sua dor e sempre mantenha a recordação de seus filhos, disse em seu discurso o ex-presidente George W. Bush ao parente de uma das vítimas dos atentados. Bush estava no cargo quando os atentados ocorreram, há dez anos.

10h05 – Familiares falam agora sobre as vítimas dos atentados. Os nomes estão sendo lidos em ordem alfabética.


Obama e Bush fazem um minuto de silêncio em frente ao monumento do Marco Zero, em NY

10h – Os americanos realizam neste momento um grande evento no Marco Zero, onde se localizavam as duas torres do World Trade Center. Milhares de pessoas estão no local. O presidente Barack Obama, assim como seu antecessor, George W. Bush, fizeram um pequeno discurso sobre os atentados, assim como o prefeito de Nova York.

Os afegãos achavam que os EUA transformariam o Afeganistão em uma espécie de Manhattan da Ásia Central

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ESPECIAL: Dez Anos do 11 de Setembro

 A foto acima integra o pacote de imagens vencedor do prêmio Pulitzer – o mais importante do jornalismo – em 2001. Um momento que poucos puderam registrar. Enquanto todos os olhos do mundo voltavam-se para a Torre Norte, que agonizava o choque do primeiro avião, uma segunda aeronave surgia no horizonte para consolidar o plano da Al-Qaeda. Uma das muitas fotos que traduz a atrocidade que foi o 11 de Setembro.

Nesta segunda imagem, divulgada apenas recentemente pela Reuters, o fotógrafo Sean Adair também conseguiu registrar o momento em que o voo 175 da Uniter Airlines se aproxima, inclinando-se levemente para acertar em cheio a Torre Sul. Um registro do último instante do mundo pré-11 de setembro, do limiar entre dois períodos distintos da história contemporânea.

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ESPECIAL: Dez Anos do 11 de Setembro

Naquele 11 de Setembro, todos os olhos estavam voltados para apenas um lugar - o World Trade Center. Quem assistia ao desenvolvimento dos fatos ao vivo, nas ruas de Manhattan que ficaram depois repletas de poeira e escombros, e quem acompanhava tudo pela televisão não desgrudava os olhos dos arranha-céus cuspindo fumaça nos céus de Nova York.

Não é exagero dizer que o mundo parou. Toda a operação aérea dos Estados Unidos – e várias outras em diferentes países – foram canceladas. O mercado financeiro despencou e a Bolsa de Nova York nem chegou a abrir naquele dia. Televisões nos cinco continentes atraíam olhares incrédulos para o que o extremismo era capaz de fazer. O mundo parecia não acreditar no que mais parecia um filme apocalíptico. Mas era a realidade.

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ESPECIAL: Dez Anos do 11 de Setembro

O jornal americano The Atlantic publicou em seu site fotos de eventos da semana que antecedeu os ataques do 11 de Setembro.

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Cenas do 11 de Setembro de 2001

As fotos fazem parte de uma série de três partes que mostram imagens do dia dos atentados e da década desde então. Confira algumas:


As Torres Gêmeas no dia 5 de setembro de 2001, quase uma semana antes dos ataques

 


Saddam Hussein observa uma maquete do abrigo de al-Amiria, em Bagdá, no dia 3/9/2001

 


O então presidente Bush posa para foto com time de futebol americano de Washington (9/9/2001)

 


Imagem de satélite mostra o Pentágono intacto quatro dias antes do ataque (7/9/2001)

 


Imagem panorâmica de Nova York e o topo da Torre Norte do WTC  no dia 5 de setembro de 2001

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ESPECIAL: Dez Anos do 11 de Setembro

Mais de 400 empresas funcionavam no World Trade Center. Cerca de 50 mil pessoas trabalhavam diariamente em todo o complexo de sete prédios. Das 2.977 vítimas registradas nos incidentes do 11 de Setembro, 2.606 morreram nas Torres Gêmeas. Grande parte dos ocupantes dos edifícios, porém, conseguiu percorrer um longo caminho até a rua para se tranformar em sobreviventes e em pedaços vivos da história do maior atentado terrorista que o mundo já viu.

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ESPECIAL: Dez Anos do 11 de Setembro

SÃO PAULO – Os atentados de 11 de Setembro de 2001 inspiraram uma série de filmes, livros e histórias em quadrinhos. Entre tantas produções, a brasileira Carolina Lopes, em parceria com o desenhista Ricardo Morelatto, também resolveu contar o episódio – e suas consequências – de um modo diferente.

A jornalista, que trabalha com educação há três anos, imaginou que o assunto poderia ser tratado de forma mais elucidativa e didática se reproduzida no formato de graphic novel. “Percebi que trabalhar com certos conteúdos era mais difícil por causa do interesse do público. Comecei a fazer experiências com informações visuais e tive um retorno maior”, conta.

Uma das séries produzidas pela dupla fala justamente sobre os ataques da Al-Qaeda, as guerras às quais os incidentes deram origem e dos personagens envolvidos. Tudo ilustrado e com diálogos em forma de balões.

O trabalho de Carolina e Morelatto, que inclui outras séries, pode ser encontrado no blog Desenho da Notícia. “É bem didático, interessante e acessível, achei que os quadrinhos se aproximariam do jornalismo, que tem outra linguagem”, conclui a jornalista, responsável pelo roteiro das histórias.

Entre as referências da dupla, estão os desenhistas brasileiros João Spacca e Gilberto Maringoni, o sueco Art Spilgerman e o maltês Joe Sacco – este último autor de uma vasta obra de graphic novels sobre os conflitos entre israelenses e palestinos.

As “reportagens em quadrinhos”, como Carolina prefere categorizar suas produções, ainda têm poucas produções de referência no Brasil, mas segundo a autora, o formato tem tudo para ganhar maior repercussão. “Estamos vivendo um momento no qual as coisas são mais enxutas e visuais, acho que (contar determinados casos) é adequado a esse formato”, justifica.

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