
Vídeo mobiliza milhões para conflito já terminado em Uganda
ROGER COHEN
THE NEW YORK TIMES
O astro pop Justin Bieber disse curto e grosso para seu exército de 18,4 milhões de seguidores no Twitter: “Muito contente por vocês estarem apoiando isso! Ele precisa ser parado! Obrigado por ajudarem a espalhar a palavra. O poder está nos números. #ParemKony”.
Sim, como vocês devem saber a essa altura – a menos que vivam em outro planeta! – um vídeo de 30 minutos carregado no YouTube no dia 5 pela organização Invisible Children para arregimentar apoio para a prisão de Joseph Kony, um criminoso de guerra ugandense, tornou-se viral, com 71 milhões de vistas no YouTube.
Kony é o líder do Exército de Resistência do Senhor (LRA, na sigla em inglês), que iniciou operações no norte de Uganda há mais de duas décadas, sequestrando crianças aos milhares, transformando algumas em escravos sexuais e brutalizando a população civil. Ele encabeça a lista dos mais procurados pelo Tribunal Penal Internacional. Mas atenção para a última notícia: o botão de “retuitar” e o símbolo # estão operando com atraso de dez anos. E, em especial, ao seguinte: celebridades são repórteres lastimáveis.
O LRA está em declínio já faz algum tempo, seus membros provavelmente são contados em centenas em vez das dezenas de milhares mencionadas no vídeo. Kony e seu bando minguante operam sobretudo em outros países, entre os quais a República Democrática do Congo, e a cidade um dia aterrorizada de Gulu, no norte de Uganda, está suficientemente calma para atrair investimentos.
Nada disso conteve a determinação do rapper P. Diddy. Ele mobilizou seus 6 milhões de seguidores no Twitter para a causa após ver o vídeo Kony 2012: “Prezado Joseph Kony, vou ajudar a torná-lo famoso! Nós o pararemos. #ParemKony. Todos os meus 6 milhões de seguidores retuítem agora! Por favor!”.
E eles, com certeza, retuitaram. Minha filha de 14 anos foi bombardeada no Twitter e no Facebook. Ela assistiu ao vídeo, como suas amigas. Segundo cifras no Vimeo, site de compartilhamento de vídeos, 58 mil pessoas assistiram ao vídeo no dia 5. Foram 2,7 milhões no dia 6. No dia 7, já eram 8,2 milhões. Ao que parece, nada se tornou viral com tal velocidade como o filme sobre um conflito africano que basicamente já terminou.
A verdadeira pergunta é: por quê? Outra pergunta, para pessoas do meu ramo, é por que tentar deixar as pessoas enfronhadas nos problemas mundiais em 800 palavras quando textos longos são um nicho minguante, amplamente vistos como besteira, se milhões podem ser mobilizados com 140 caracteres ou menos?
Voltando ao vídeo, feito por Jason Russell e coestrelado por seu filhinho Gavin. É uma peça poderosa. É também estarrecedor. Eis o enredo: o mau elemento chamado Kony aterroriza milhares de crianças, incluindo o ex-sequestrado astro coadjuvante Jacob Acaye (cujo irmão foi morto pelo LRA). Um mundo conectado pode parar Kony se esse mundo agir. Envie US$ 30 a Invisible Children para receber seu kit de ação #StopKony – incluindo dois braceletes!
O lado estarrecedor é a maneira como Russell usa seu lindo filhinho para defender seu ponto de vista. Jacob: bom. Kony: ruim. Situação: triste. Ele faz a criança responder perguntas e assim, de fato, transforma a todos em crianças de 5 anos aprendendo sobre a África. Russell não é um totalitário sinistro, é claro. Está simplificando e distorcendo destramente para defender um ponto válido.
Este é um momento esclarecedor da internet. Todo teórico da mídia social está se manifestando, muitos deles lamentando as simplificações e distorções via internet. Pesando prós e contras, apoio Russell contra seus críticos de poltrona. Ele pôs suas botas no terreno e está fazendo alguma coisa. Simplificações grosseiras da África não são novidade. É o continente pobre, devastado por doenças, dilacerado por guerras onde cada guerra tem a ver com diamantes, certo?
Claro, o vídeo superficial e sua onda viral têm aspectos preocupantes. Como tuitou Evgeny Morozov, autor de The Net Delusion (A ilusão da internet, em tradução livre): “Devemos prestar atenção ao LRA porque Invisible Children é mais eficaz em usar a mídia social que o Exército Livre da Síria?”. Não, mas ajudaria se o Exército Livre da Síria ou o Conselho Nacional Sírio soubessem usar o Twitter.
Seja como for, já escrevi minha próxima coluna: “Ele precisa ser parado. Faça alguma coisa! Todos meus 17.577 seguidores pf retuítem agora! #ParemAssadnaSíria”. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK
É COLUNISTA
Em dezembro, um jovem tunisiano que apesar do grau universitário não havia conseguido emprego na área que estudou e vendia frutas para sustentar a numerosa família se imolou em Sidi Bouzid, na Tunísia, após ter seu carrinho confiscado. Sua morte provocou protestos no país e, após uma semana, o presidente Zine al-Abidine Ben Ali fugiu para a Arábia Saudita.
Dias depois, a Praça Tahrir, no Cairo, convertia-se no palco de manifestações em que milhares de egípcios desafiavam o governo. Em menos de um mês, o presidente Hosni Mubarak, aliado estratégico de Washington, era varrido do poder.
As revoluções se espalharam do Iêmen à Jordânia, do Bahrein à Síria, da Arábia Saudita ao Irã. Exatos três meses após a imolação na Tunísia, a ONU autorizava uma intervenção na Líbia, que culminou na morte do ditador Muamar Kadafi.
Atualizado às 20h45
Um novo vídeo divulgado na Líbia mostra o ex-ditador Muamar Kadafi ainda vivo sendo abusado por seus captores em meio a uma grande confusão. Em uma das cenas, ele é supostamente torturado com um objeto aparentando ser um facão.
Veja também:
ASSISTA: TV de Dubai exibe vídeo de suposto funeral de Kadafi
COBERTURA ESPECIAL: A Líbia pós-Muamar Kadafi
As imagens fortes foram obtidas pelo site Global Post, que publica uma série de fotos com o quadro a quadro e sustenta a versão de que o ex-ditador teria sido torturado. O vídeo foi gravado em um celular. É possível ouvir tiros e gritos. Assista abaixo.
As imagens retomam o debate sobre a forma pela qual o ex-ditador foi morto. Embora os opositores de Kadafi e o Conselho Nacional de Transição (CNT) tenham dito que ele foi atingido em uma troca de tiros, existe a versão de que ele teria sido sumariamente torturado e executado após a captura. Nesta quarta, o CNT afirmou que vai conduzir investigações sobre o caso depois da divulgação do vídeo.
ADVERTÊNCIA: O vídeo abaixo contém imagens fortes
Por Gabriel Toueg
Embora o ex-ditador líbio Muamar Kadafi tenha sido enterrado em um local secreto no deserto do Saara, o maior do mundo, o canal de televisão Al-Aan (“Agora”, em tradução livre), de Dubai, diz ter recebido um vídeo que mostraria a cerimônia do funeral.
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ASSISTA: Vídeo mostra Kadafi sendo abusado após captura
COBERTURA ESPECIAL: A Líbia pós-Muamar Kadafi
ADVERTÊNCIA: O vídeo abaixo contém imagens fortes
No vídeo, narrado em árabe, aparecem imagens escuras e amadoras do que seriam os últimos momentos antes do enterro de Kadafi e do filho do ex-ditador, Mutassim – também capturado e morto em Sirte, com o pai. Várias pessoas aparecem na cerimônia, mas não é possível identificar Kadafi ou o filho, embora seja possível ver imagens de corpos envoltos em mortalhas e dentro de caixões.
Segundo o jornal britânico Telegraph, o ex-ministro da Defesa da Líbia, Abu-Bakr Yunis, também foi enterrado com Kadafi e o filho. A cerimônia, segundo a imprensa internacional, teve a participação de dois parentes do ex-governante líbio. Após o funeral, os caixões teriam sido entregues a funcionários do Conselho Nacional de Transição (CNT), que teria feito o enterro em um local secreto.
O Al-Aan é focado, de acordo com a versão do site do canal em inglês, “em questões que são importantes para as mulheres árabes”. O Al-Aan tem conta no Twitter – em árabe.
Militantes do Al-Shabbab detonaram um caminhão-bomba em Mogadíscio, na Somália, na manhã desta terça-feira, 4, e mataram mais de 80 pessoas, disseram as autoridades. O Al-Shabbab é um grupo fundamentalista ligado à Al-Qaeda, organização responsável pelos ataques terroristas do 11 de Setembro. Os radicais somalis querem instituir a sharia, a lei islâmica no país africano, que sofre também com a crise alimentar.
Pausa. Rebeles líbios paralisam atividades de patrulha para fazer orações perto de Bani Walid, uma das poucas cidades sob controle das tropas de Kadafi. O local está cercado pelos insurgentes, que tentam invadir e expulsar os soldados do ditador.
O Conselho Nacional de Transição já se instalou em Trípoli e começou a comandar a Líbia, mesmo que Kadafi ainda se considere o verdadeiro líder do país. Em uma nova mensagem divulgada nesta segunda, o coronel prometeu manter a luta. Seu paradeiro, porém, segue um mistério.
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Seleção de imagens: Natália Russo, da editoria de Fotografia do estadão.com.br. Visite também o blog Olhar sobre o mundo e a página de fotos do portal.
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Acompanhe pelo Radar Global as principais informações da guerra na Líbia, que tomou outro rumo com a entrada dos rebeldes em Trípoli, capital e sede do quartel-general do ditador Muamar Kadafi. Após uma semana de combates, Trípoli caiu nas mãos da oposição, que já organiza um novo governo e agora avança em direção a Sirte, um dos últimos redutos da resistência. Contudo, o paradeiro do coronel, que jurou lutar até a morte, ainda é desconhecido. Os jornalistas Andrei Netto e Lourival Sant’Anna, enviados especiais do estadão.com.br e do jornal O Estado de S. Paulo, estão no país africano.
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O HORÁRIO em Trípoli
QUARTA-FEIRA, 31 de agosto
19h03 – Os rebeldes líbios garantirão a segurança de Saadi Kadafi se ele se render, reportou a AFP. Saadi, filho de Muamar Kadafi, disse ainda nesta quarta que estaria negociando o fim dos conflitos com o Conselho Nacional de Transição.
18h31 – Cenas de Trípoli. Líbios comemoram o fim do mês do ramadã em parque de diversões na capital do país.

18h05 – O aiatolá Ali Khamenei, o supremo líder do Irã, acusou os Estados Unidos e Israel de tentar “sequestrar” as revoltas no mundo árabe. O fundamentalista afirmou que os dois países, inimigos do governo iraniano, querem levar o crédito pelas revoluções que estão derrubando ditaduras na região.
O Irã se mostrou favorável às revoltas, mas Teerã também enfrentou alguns protestos no primeiro semestre. O governo iraniano também é considerado um dos mais repressores do mundo, já que a oposição é perseguida e sempre há suspeita de fraudes nas eleições.
17h47 – Um correspondente da Reuters na Líbia disse ter testemunhado a captura de Abdelati Obeidi, antigo chanceler de Kadafi. Além dele, também teria sido detido Abdallah al-Hijazi, outro aliado próximo do coronel.
17h24 – As declarações dos filhos de Kadafi são conflitantes.
Saif al-Islam jurou “lutar até a morte” e disse que ninguém vai se render.
Saadi, por sua vez, disse que já entrou em contato com os rebeldes para negociar o fim dos conflitos.
A postura de Kadafi tem se alinhado com o discurso de Saif, que apenas repetiu o que o pai tem dito nos últimos meses da guerra civil da Líbia. O ditador também tem feito exatamente o contrário do que disse Saadi – afirmou várias vezes que suspenderia ataques e negociaria, o que nunca aconteceu.
17h06 – A mensagem de Saif foi veiculada minutos depois de outro filho de Kadafi, Saadi, dizer que foi autorizado pelas lideranças a negociar o fim da guerra civil na Líbia com os rebeldes.
16h52 – Mais sobre a mensagem de Saif Kadafi. Ele disse que as ameaças contra a cidade de Sirte, onde o coronel nasceu, são apenas “propaganda”. De acordo com Saif, há 20 mil homens armados no local. Ele ainda acusou os rebeldes de usar “mercenários ingleses” na revolução.

Saif no último dia 23, quando apareceu nas ruas após notícias de que havia sido preso
16h34 – Saif Kadafi, filho do ditador, está falando a um canal árabe. Ele diz que seu pai e as lideranças da Líbia estão bem e afirma que “a vitória está próxima”. Assim como o ditador, Saif pediu que os líbios “ataquem os ratos (rebeldes) em todos os lugares”. “Eles estão assustados, fugindo e temendo por suas vidas”, disse.
Segundo Saif, as declarações foram feitas em um subúrbio de Trípoli. A capital está sob poder da insurgência desde o início da semana passada e os rebeldes continuam caçando Kadafi.
14h09 – A CNN conta hoje a história de uma adolescente líbia de 19 anos que teria sido forçada por homens ligados a Kadafi a executar rebeldes. De acordo com a garota, chamada pela rede de TV de Nisreen, ela teria sido capturada em casa por soldados ligados ao regime do ditador. Ela foi obrigada, disse, a escolher entre matar insurgentes ou ser morta pelos militares.
A garota ainda relatou que teria sido forçada a se juntar a uma brigada feminina pró-Kadafi, e que ela e outras mulheres teriam sido repetidamente estupradas. A garota contou que matou 11 pessoas antes de conseguir escapar. Assista abaixo à reportagem da CNN (em inglês).
13h32 – Líderes mundiais participarão de uma reunião na capital francesa, Paris, na quinta-feira. Em pauta estará o futuro da Líbia. França e Inglaterra, que patrocinam o encontro, esperam mostrar que a cara campanha militar da Otan poderá conduzir a uma transição política que evite os erros cometidos no Iraque, informa a Reuters.
Rússia e Líbano estarão entre os participantes. A África do Sul, contudo, recusou o convite do presidente francês Nicolas Sarkozy. O correspondente do estadão.com.br e do jornal O Estado de S. Paulo em Genebra, Jamil Chade, escreve sobre o encontro em Paris. Segundo ele, “as potências mundiais se reunirão em Paris para tentar declarar oficialmente que, pelo menos politicamente, o regime de Kadafi acabou“
13h22 – Confirmando a informação da AP divulgada mais cedo, um dos filhos do Kadafi, Al-Saadi, está tentando negociar os termos de sua rendição. A informação foi divulgada pelo líder dos rebeldes Abdel Hakim Belhaj à AP. Segundo ele, o primeiro contato foi feito por Al-Saadi por telefone na terça-feira, perguntando se a segurança dele seria garantida no caso de ele se entregar.
Belhaj disse à Al-Jazira que a resposta teria sido que o filho do ditador não deveria temer pela própria vida. “Dissemos a ele ‘Vamos garantir seus direitos como ser humano e o trataremos com humanidade’”, relatou o líder rebelde.
11h34 – Líbios satisfeitos com a queda de Muamar Kadafi, cujo paradeiro segue desconhecido, comemoraram hoje o fim do ramadã, o mês islâmico sagrado. Veja abaixo fotos das celebrações do ramadã ao longo do mês, em todo o mundo muçulmano.
11h18 – De acordo com um líder rebelde, um dos filhos de Muamar Kadafi estaria negociando para se entregar. A informação é da AP.
10h43 - O enviado especial do estadão.com.br e do jornal O Estado de S. Paulo à Líbia Lourival Sant’Anna conversou há pouco com a rádio Estadão ESPN. Segundo ele, algumas agências bancárias na capital, Trípoli, estão sendo reabertas.
9h09 – A Otan disse hoje que atacou “vários alvos” perto da cidade natal de Kadafi, Sirte, e de Bani Walid, localidade a sudeste de Trípoli que, dizem os rebeldes, poderia estar servindo de esconderijo pelo ditador. O paradeiro de Kadafi ainda é desconhecido, apesar do avanço dos rebeldes no país. Segundo a BBC, os rebeldes cercaram Sirte ao abrir uma terceira frente no sul da cidade. Sirte é o último reduto de Kadafi e das forças leais a ele.
8h26 – Um repórter da rede britânica BBC encontrou armas em uma fábrica de alimentos enlatados nos arredores de Trípoli. De acordo com o relato do jornalista, a maioria do armamento é de origem russa, mas havia também pistolas brasileiras no local. Assista abaixo ao vídeo da BBC em que o repórter mostra as armas.
8h02 – As sanções da União Europeia contra seis portos líbios, quatro empresas de petróleo e mais de uma dúzia de outras entidades devem ser suspensas em breve, possivelmente na sexta-feira. A informação é da Reuters, que a atribui a diplomatas da UE.
7h34 – O jornalista Andrei Netto também relata, na edição de hoje do jornal O Estado de S. Paulo, que a Argélia, vizinha da Líbia, decidiu fechar a fronteira no deserto do Saara depois das críticas dos rebeldes, motivadas pela decisão de Argel de dar abrigo, na segunda-feira, de parentes de Kadafi para o país. O CNT chegou a dizer que o refúgio à família Kadafi se trataria de “ato de agressão”.
Ainda sobre a relação entre os rebeldes líbios e Argel, Gilles Lapouge escreve em artigo no jornal que a Argélia seria amiga de Kadafi “por que o presidente Houari Boumedienne, ele também um tirano, mais refinado do que Kadafi, teme que a ‘primavera líbia’ contamine a Argélia.
7h32 – Também em Trípoli, o enviado especial do estadão.com.br e do jornal O Estado de S. Paulo Andrei Netto conta na edição impressa de hoje sobre o bombardeio da Otan à cidade natal de Kadafi, Sirte, e sobre a exigência rebelde de rendição do ditador até sábado.
7h08 – Leia na edição impressa do jornal O Estado de S. Paulo de hoje reportagem de Lourival Sant’Anna, enviado especial à Líbia. Ele informa que a ONU quer tropas estrangeiras na Líbia pós-Kadafi, em um plano que prevê a permanência de tropas da Otan e eleições no país em 2012.
A informação de Sant’Anna é baseada em um documento de dez páginas ao qual o Estado obteve acesso – o rascunho das estratégias para a Líbia pós-Kadafi. Os rebeldes, contudo, recusam a ideia de uma missão internacional no país. Ainda segundo o jornalista, os insurgentes distribuíram gasolina.
0h15 – Um resumo das mais recentes notícias na Líbia:
- Segundo enviado especial da ONU, rebeldes rejeitarão envio de forças de paz ou observadores à Líbia futuramente.
- A ONU autorizou a Grã-Bretanha a liberar cerca de US$ 1,6 bilhão em ativos líbios para a compra de ajuda humanitária.
- Aisha Kadafi, filha do ditador que fugiu para a Argélia, deu à luz uma menina. O governo argelino defendeu sua iniciativa de abrigar os familiares do coronel, mas afirmou que o entregaria ao Tribunal Penal Internacional se ele entrasse no país.
- ONU denunciou que milhares de prisioneiros das tropas de Kadafi teriam desaparecido durante a guerra na Líbia. Os rebeldes também disseram que cerca de 50 mil pessoas morreram desde o início da revolução.
- Kadafi teria deixado Trípoli e fugido para uma cidade no meio do deserto no sul da Líbia, segundo um guarda-costas de Khamis, filho do ditador.
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19h03 – Os rebeldes líbios garantirão a segurança de Saadi Kadafi se ele se render, reportou a AFP. Saadi, filho de Muamar Kadafi, disse ainda nesta quarta que estaria negociando o fim dos conflitos com o Conselho Nacional de Transição.
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O Irã se mostrou favorável às revoltas, mas Teerã também enfrentou alguns protestos no primeiro semestre. O governo iraniano também é considerado um dos mais repressores do mundo, já que a oposição é perseguida e sempre há suspeita de fraudes nas eleições.
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17h24 – As declarações dos filhos de Kadafi são conflitantes.
Saif al-Islam jurou “lutar até a morte” e disse que ninguém vai se render.
Saadi, por sua vez, disse que já entrou em contato com os rebeldes para negociar o fim dos conflitos.
A postura de Kadafi tem se alinhado com o discurso de Saif, que apenas repetiu o que o pai tem dito nos últimos meses da guerra civil da Líbia. O ditador também tem feito exatamente o contrário do que disse Saadi – afirmou várias vezes que suspenderia ataques e negociaria, o que nunca aconteceu.
17h06 – A mensagem de Saif foi veiculada minutos depois de outro filho de Kadafi, Saadi, dizer que foi autorizado pelas lideranças a negociar o fim da guerra civil na Líbia com os rebeldes.
16h52 – Mais sobre a mensagem de Saif Kadafi. Ele disse que as ameaças contra a cidade de Sirte, onde o coronel nasceu, são apenas “propaganda”. De acordo com Saif, há 20 mil homens armados no local. Ele ainda acusou os rebeldes de usar “mercenários ingleses” na revolução.

Saif no último dia 23, quando apareceu nas ruas após notícias de que havia sido preso
16h34 – Saif Kadafi, filho do ditador, está falando a um canal árabe. Ele diz que seu pai e as lideranças da Líbia estão bem e afirma que “a vitória está próxima”. Assim como o ditador, Saif pediu que os líbios “ataquem os ratos (rebeldes) em todos os lugares”. “Eles estão assustados, fugindo e temendo por suas vidas”, disse.
Segundo Saif, as declarações foram feitas em um subúrbio de Trípoli. A capital está sob poder da insurgência desde o início da semana passada e os rebeldes continuam caçando Kadafi.
14h09 – A CNN conta hoje a história de uma adolescente líbia de 19 anos que teria sido forçada por homens ligados a Kadafi a executar rebeldes. De acordo com a garota, chamada pela rede de TV de Nisreen, ela teria sido capturada em casa por soldados ligados ao regime do ditador. Ela foi obrigada, disse, a escolher entre matar insurgentes ou ser morta pelos militares.
A garota ainda relatou que teria sido forçada a se juntar a uma brigada feminina pró-Kadafi, e que ela e outras mulheres teriam sido repetidamente estupradas. A garota contou que matou 11 pessoas antes de conseguir escapar. Assista abaixo à reportagem da CNN (em inglês).
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Belhaj disse à Al-Jazira que a resposta teria sido que o filho do ditador não deveria temer pela própria vida. “Dissemos a ele ‘Vamos garantir seus direitos como ser humano e o trataremos com humanidade’”, relatou o líder rebelde.
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11h18 – De acordo com um líder rebelde, um dos filhos de Muamar Kadafi estaria negociando para se entregar. A informação é da AP.
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- Segundo enviado especial da ONU, rebeldes rejeitarão envio de forças de paz ou observadores à Líbia futuramente.
- A ONU autorizou a Grã-Bretanha a liberar cerca de US$ 1,6 bilhão em ativos líbios para a compra de ajuda humanitária.
- Aisha Kadafi, filha do ditador que fugiu para a Argélia, deu à luz uma menina. O governo argelino defendeu sua iniciativa de abrigar os familiares do coronel, mas afirmou que o entregaria ao Tribunal Penal Internacional se ele entrasse no país.
- ONU denunciou que milhares de prisioneiros das tropas de Kadafi teriam desaparecido durante a guerra na Líbia. Os rebeldes também disseram que cerca de 50 mil pessoas morreram desde o início da revolução.
- Kadafi teria deixado Trípoli e fugido para uma cidade no meio do deserto no sul da Líbia, segundo um guarda-costas de Khamis, filho do ditador.
21h18 – No vídeo abaixo, imagens de como Trípoli começa a voltar à normalidade.
20h56 – Um dos repórteres do canal Al-Jazira na Líbia conversou com um dirigente do Conselho Nacional de Transição em Trípoli e o rebelde disse-lhe que Saadi Kadafi, um dos filhos do ditador, planeja se entregar.
“Temos informações de inteligência que nos permite encontrar Kadafi e seus aliados, aqueles que representam os pilares do regime. Sabemos com certeza onde alguns estão, e temos informações não confirmadas sobre o paradeiro de Kadafi”, disse o comandante militar Abdelhakim Belhaj.
“Conversei com o filho de Kadafi, Saadi, e ele me pediu para fazer parte da revolução, garantias para voltar para seu povo e para a capital. Ele deu dicas sobre onde está, e entraremos em contato com ele para tratar do assunto”, concluiu.

20h17 – O responsável da ONU pelo planejamento da Líbia pós-conflito disse que o Conselho Nacional de Transição rejeita a ideia do envio de qualquer força de paz ou observadores internacionais ao país. “Está claro que eles querem evitar isso”, disse o diplomata Ian Martin.
Mais cedo, Mustafa Abdel-Jalil, chefe do órgão governamental dos rebeldes, afirmou que a Líbia não precisará de ajuda externa para manter a segurança.
19h02 – A Otan informou ter conduzido 120 sobrevoos na Líbia na segunda-feira, sendo 42 destes operações de ataque.
Perto de Sirte, foram atingidos três postos de controle, quatro radares, um sistema de mísseis terra-ar, 22 veículos armados, dois veículos militares, um posto de comando, um sistema de mísseis antiaéreos e uma instalação militar.
Na região de Bani Walid, os alvos foram dois postos de comando e um centro de armazenamento de munição.
Na área de Hun, os aviões atacaram cinco artilharias antiaéreas, um lançados de foguetes, um radar e um canhão antiaéreo.
Desde que a Otan tomou o comando das missões na Líbia, em 31 de março, foram conduzidos 20.751 sobrevoos, incluindo 7.848 bombardeios. Entre os membros da aliança participantes das operações estão França, Grã-Bretanha, Itália, Canadá, Dinamarca, Bélgica e Estados Unidos.
18h39 – A Médicos Sem Fronteiras afirmou que centenas de imigrantes e refugiados africanos escondidos em acampamentos perto de Trípoli necessitam de ajuda médica urgente.
“Muitas dessas pessoas já fugiram de seus países de origem, como a Somália, o Sudão e outros países africanos. Alguns vieram para esses acampamentos procurando um modo de chegar à Europa de barco. Agora eles estão presos sem ter para onde ir”, afirmou um porta-voz da entidade.

18h13 – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou os levantes no mundo árabe em seu discurso de votos pelo fim do ramadã. Segundo ele, os americanos estarão “ao lado da dignidade e dos direitos de todas as pessoas, seja uma criança faminta no Chifre da África ou um jovem exigindo liberdade do Oriente Médio e no norte da África”.
18h00 - O Conselho Nacional de Transição já está se mobilizando para restabelecer a vida normal em Trípoli. Na próxima semana, os rebeldes querem normalizar o bombeamento de petróleo e gás e, nas próximas 24 horas, restabelecer o abastecimento de água na capital.
“Nossa principal preocupação é retomar a vida cotidiana. Já houve melhoras em questões como água, energia elétrica e remédios e há um plano para recuperar o fluxo de combustível”, assinalou Ali Tarhouni, ministro das Finanças e do Petróleo dos rebeldes.
17h40 – Cenas da Líbia. Com o restabelecimento dos serviços bancários, milhares de pessoas correram às agências de Trípoli para receber pagamentos e cuidar de assuntos financeiros.

17h22 – A Otan acredita que Kadafi ainda controla parte de suas tropas e das armas do governo líbio e que os seguidores do coronel recuam de maneira organizada às posições mais favoráveis diante dos ataques dos rebeldes.
Segundo o porta-voz da missão da Otan na Líbia, o coronel Roland Lavoie, “a ameaça continua”. “Kadafi demonstrou repetidamente que é agressivo e que não tem a intenção de retirar-se com calma e acabar com as hostilidades”, julgou.
A Otan ainda informou que considera a manutenção da missão na Líbia necessária até que a população civil do país não esteja mais ameaçada pelas forças do ditador.
17h09 – O Departamento de Defesa dos Estados Unidos enviará mais de US$ 25 milhões em equipamentos militares, pequenas embarcações e outros itens para Tunísia e Malta, duas nações próximas da Líbia e aliadas dos americanos na região.
A ajuda faz parte de um pacote de US$ 44 milhões previsto pelo Pentágono, também destinado ao fortalecimento da democracia tunisiana. A Tunísia foi o primeiro país a ver um ditador cair após a revolta popular – Zine Abidine Ben Ali foi deposto em janeiro depois de 14 anos no poder.
16h57 – A Grã-Bretanha anunciou há pouco que a ONU aprovou a liberação de aproximadamente US$ 1,6 bilhão de ativos do governo líbio para os rebeldes. William Hague, secretário de Exteriores britânico, aprovou a decisão e a considerou “um grande passo para atender as necessidades do povo líbio”.
Segundo ele, a liberação dos fundos “ajudará a atender as demandas humanitárias urgentes, retomar a confiança no setor bancário, pagar salários de funcionários públicos e estimular a liquidez da economia”.
Os ativos estavam bloqueados sob controle do governo britânico por decisão do Conselho de Segurança da ONU.
16h15 – A Eslováquia é o mais novo país a reconhecer os rebeldes líbios como os legítimos governantes da Líbia.
15h36 – Cenas da Líbia. Piscina na casa de Kadafi em Abu Grein. Rebeldes tem descoberto itens de luxo nas propriedades invadidas do ditador.

15h18 – Em entrevista ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung, o ministro de Exteriores da França, Alain Juppe, afirmou que seu país crê que a União Europeia deva enviar observadores à Líbia para ajudar o país africano a se recuperar da guerra civil.
O argumento do governo francês é de que “o Conselho Nacional de Transição ainda é jovem e há tensões internas”, disse Juppe, sem citar motivos militares. “Nós fizemos nosso papel, agora é a vez dos outros”, disse o chanceler, referindo-se à participação de outros países europeus na composição da missão
15h01 – O Programa Mundial de Alimentos da ONU anunciou que enviará 250 mil toneladas de gasolina ao Conselho Nacional de Transição, o que “cobriria as necessidades humanitárias imediatas por um mês”. O comunicado do órgão especifica que o combustível será usado em geradores de hospitais e em veículos que levarão alimentos e remédios para a população.
14h44 – Ali Tarhouni, um dos ministros do Conselho Nacional de Transição, disse que os rebeldes têm “uma boa ideia” de onde Kadafi está se escondendo e “não têm dúvida alguma” de que o ditador será capturado. O dirigente, porém, não deu mais detalhes.
14h28 – Ante as informações – verdadeiras ou não – de que Kadafi poderia estar rumando para a Argélia, a exemplo do que fez parte de sua família, o governo argelino afirmou que entregaria o ditador ao Tribunal Penal Internacional caso ele entrasse no país. A Argélia ainda afirmou que fecharia parte de sua fronteira com a Líbia por conta da “precária situação” da região.
14h00 – Cenas da Líbia. Rebeldes se divertem na cama de Kadafi em uma das casas do ditador tomadas em Abu Grein, perto de Sirte.

12h15 - A filha de Muamar Kadafi, Aisha, deu à luz uma menina hoje, na Argélia, segundo um funcionário do Ministério argelino da Saúde, que acrescentou que o parto aconteceu na capital do país, Argel. O Ministério de Relações Exteriores confirmou que a mulher de Kadafi, Safiya, seu filhos Hannibal e Mohammed, e sua filha Aisha entraram no país pelo sul, a partir da fronteira com a Líbia, na segunda-feira. Segundo meios de comunicação argelinos, a gravidez de Aisha foi uma das razões pelas quais o governo concordou em receber a família no país.
11h50 - Kadafi segue no comando de tropas que continuam travando confrontos com rebeldes, que já controlam a maior parte da Líbia, indicou o porta-voz da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Roland Lavoie, hoje. “Ele demonstra estar em condições de exercer certo nível de comando e controle”, afirmou à AFP. “Os partidário de Kadafi não estão em plena debandada. Apenas retrocederam para uma posição não tão ruim”, ressaltou. Lavoie informou que a Otan ainda não sabe o paradeiro de Kadafi.
Os rebeldes líbios lançaram hoje um ultimato para que os combatentes de Kadafi se rendem antes do sábado. Eles continuam tentando conquistar Sirte, o último bastião do ditador.
11h - A ONU denunciou hoje que milhares de prisioneiros detidos pelas forças de Kadafi na Líbia estariam desaparecidos e que a recente descoberta de covas provoca temor por seu paradeiro. O porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Rupert Colville, indicou que não é possível comprovar nenhum número – como o de 50 mil, divulgado pelos rebeldes -, mas confirmou que “é grande” a quantidade de pessoas desaparecidas. Na segunda-feira, mais de 50 corpos foram encontrados em um depósito na capital da Líbia, Trípoli, atrás da sede da temida Brigada Kamis, uma unidade especial do Exército líbio.
10h10 - O guarda-costas de um dos filhos de Muamar Kadafi afirmou que o líder deposto deixou Trípoli na sexta-feira e seguiu para a cidade desértica de Sabha, no sul, divulgou a Sky News. Segundo o guarda-costas de Khamis, cuja identidade não foi revelada, por volta de 13h30 de sexta-feira (horário local, 8h30 em Brasília), Kadafi teria se reunido com o filho em um complexo da capital que estava sob forte tiroteio no momento.
9h50 - A Otan afirmou nesta terça-feira, 30, que continuará sua missão na Líbia. Segundo o porta-voz Oana Lungescu, a atuação na Líbia ainda é necessária por conta da ameaça das forças de Muamar Kadafi contra a população. “A missão ainda é necessária para proteger os civis”, declarou o porta-voz. A resolução 1973 aprovada em março autorizava incursão da Otan na Líbia “para proteger a população civil” da repressão do regime de Kadafi.
9h09 – Cenas de Trípoli. Líbios fazem o sinal da vitória e exibem a bandeira pré-Kadafi em uma manifestação contra o ditador na Praça Verde, rebatizada pelos rebeldes de “Praça dos Mártires”, em Trípoli. A foto foi tirada na manhã desta terça-feira (horário local, 5 horas à frente do horário de Brasília).

7h43 – A Argélia, cujo chanceler disse ontem que a esposa e três filhos de Kadafi estariam no país, defendeu hoje a decisão de recebê-los, o que irritou os rebeldes. Para os insurgentes, o acolhimento é ”um ato de agressão contra o povo líbio”. O representante de Argel na ONU, Mourad Benmehidi, disse que existe na região uma ”regra sagrada de hospitalidade”. O governo argelino diz que decidiu abrigar os parentes do ditador por “razões humanitárias”.
6h50 – Aviões da Otan voltaram a atacar Sirte, em mais uma investida contra o reduto de Kadafi. Na ação, de acordo com a aliança militar, armamento e veículos de tropas ainda leais ao ditador foram atingidos.
2h12 – As tropas leais ao ditador da Líbia, Muamar Kadafi, usaram civis como escudos durante os combates com os rebeldes, afirmam ativistas dos direitos humanos. Segundo a AP, as práticas ainda incluem séries de estupros, massacres, sequestros e outros crimes de guerra cometidos pelos militares do coronel.
00h15 – Veja mais imagens sobre a preparação dos rebeldes para investir contra Sirte, a cidade natal de Kadafi e um dos últimos redutos da resistência do ditador.
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Acompanhe pelo Radar Global as principais informações da guerra na Líbia, que tomou outro rumo com a entrada dos rebeldes em Trípoli, o maior foco de resistência do ditador Muamar Kadafi. Após uma semana de combates, a capital finalmente caiu nas mãos da oposição, que já organiza um novo governo. O paradeiro do coronel, que jurou lutar até a morte e convocou seus partidários a defender o regime, porém, ainda é desconhecido. Os jornalistas Andrei Netto e Lourival Sant’Anna, de O Estado de S. Paulo, estão no país africano.
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HORÁRIO em Trípoli
SEGUNDA-FEIRA, dia 29 de agosto
21h55 – Neste vídeo da Al-Jazira, soldados de Kadafi caem em uma emboscada dos rebeldes ao passar por um posto de controle dos insurgentes durante uma missão de reconhecimento.
21h14 – Carlos Latuff, carioca de 42 anos, cria charges sobre as revoltas no mundo árabe. Seu trabalho já foi baixado por milhares de pessoas no Oriente Médio e no norte africano. Veja na página de cultura do estadão.com.br mais sobre seu trabalho.

20h53 – O cerco começa a se formar perto de Sirte. Comandantes rebeldes afirmaram ter 4 mil combatentes no fronte ocidental – isso sem contar as forças do leste – e estimam que enfrentarão cerca de mil soldados pró-Kadafi.
Os opositores de Kadafi disseram que as forças leais ao ditador estão exortando a população a lutar, o que complica os esforços para fechar um acerto pacífico na cidade. “Estamos dando um tempo às conversações”, disse Mohammed Salim, um capitão rebelde.
Os insurgentes, porém, já avisaram que se não houver acordo, haverá “uma grande batalha”.
20h28 – De acordo com a Al-Jazira, os líbios de Trípoli planejam celebrar o Eid al-Fitr – a grande ceia que encerra o mês sagrado do ramadã – na quarta-feira. A festa, porém, ocorrerá em meio a uma escassez de mantimentos na capital líbia. As batalhas dos últimos dias atrasaram a distribuição na cidade, o que deve se estabilizar nos próximos dias.
20h01 – Cenas da Líbia. Rebeldes se dirigem a Sirte com seus veículos blindados para tentar tomar a cidade, a única na costa líbia ainda sob controle das tropas de Kadafi.

19h45 – O presidente da Comissão da União Africana, Jean Ping, suspeita que os rebeldes líbios estejam matando negros indiscriminadamente na Líbia ao confundir trabalhadores imigrantes com mercenários da África subsaariana contratados por Kadafi.
“O Conselho Nacional de Transição parece confundir negros com mercenários. Todos são mercenários. Se você pensa assim, um terço da população líbia será de mercenários. Eles estão matando trabalhadores, mal tratando-os”, disse Ping.
19h12 – Lourival Sant’anna, enviado especial do Estado à Líbia, afirma que a captura de Kadafi é algo que pode fugir ao controle dos rebeldes, cujo órgão governamental ainda está em processo de amadurecimento na Líbia. Ouça a coluna desta segunda na rádio Estadão ESPN.
18h50 - O coronel Salem Muftah al-Refaidy, um dos comandantes militares dos rebeldes, disse ao canal Al-Arabiya que Sirte deve ser tomada em no máximo dez dias. Sirte é a cidade natal de Kadafi e um dos últimos redutos de resistência do ditador.
Os rebeldes se aproximam da cidade do lado leste – estão a cerca de 60 quilômetros de distância – e pelo oeste, a partir de Misrata, um dos centros da rebelião. Se dominarem Sirte, os insurgentes terão o controle de toda a costa da Líbia e a partir e então investirão no deserto líbio, que cobre todo o centro e o sul do país.
18h24 – O Departamento de Estado americano aconselhou os líderes rebeldes a tentar recuperar os ativos do governo líbio congelados no exterior para reativar a indústria do petróleo do país e financiar a reconstrução da Líbia para diminuir a dependência na ajuda estrangeira.
“Os próximos dias e semanas serão críticos para o povo líbio, e os Estados Unidos e seus parceiros continuarão a agir rapidamente e de forma decisiva para ajudar os rebeldes e responder às necessidades do povo líbio”, disse Victoria Nuland, porta-voz do departamento. “A primeira prioridade é devolver o dinheiro para o povo líbio e para a autoridade em exercício”, completou.
17h58 – O Fantástico, programa dominical da rede Globo, exibiu no dia 28 uma reportagem sobre os dois cirurgiões brasileiros que visitaram a Líbia há 16 anos para realizar uma cirurgia plástica. Somente no momento do procedimento, descobriram que o paciente era ninguém menos que Kadafi. Veja mais detalhes aqui.
17h42 – A Al-Jazira postou um vídeo mostrando a dificuldade dos imigrantes africanos em manter uma vida segura em Trípoli. Segundo a emissora, muitos deles vivem em acampamentos às margens da capital e são acusados de serem mercenários da Kadafi. Eles nem mesmo sabem se as pessoas que estão os atacando são rebeldes ou soldados do ditador. Veja no vídeo abaixo (em inglês).
17h07 – Cenas de Trípoli. Rebeldes transformaram escola da capital em prisão para abrigar soldados de Kadafi capturados durante a investida contra a cidade.

16h38 – A relativa estabilidade em Trípoli também faz voltar à ativa a diplomacia na Líbia. Nesta segunda, a França reabriu sua embaixada na capital. A França tem liderado os encontros diplomáticos com os rebeldes líbios e vai sediar, na próxima quinta-feira, uma reunião na qual será discutido o futuro da Líbia sem Kadafi,
16h21 – Os Estados Unidos continuam sem ver indicações de que Kadafi teria deixado a Líbia, indica um comunicado da Casa Branca. “Se nós soubéssemos onde ele está, passaríamos essa informação à oposição”, afirmou Jay Carney, porta-voz do governo, quando questionado sobre o paradeiro do ditador líbio.
16h14 – Mais cedo, os rebeldes disseram que tentam negociar um fim pacífico para os conflitos com as forças de Kadafi em Sirte (cidade natal do ditador). “Se essas negociações falharem, usaremos outros meios”, disse Mahmoud Shamman, ministro da Informação do Conselho Nacional de Transição. O local tem sido alvo de ostensivos ataques da Otan nos últimos dias e é uma das poucas áreas ainda sob controle do coronel.
16h06 – Um comandante rebelde que conversou com o canal árabe Al-Arabiya disse que Khamis Kadafi, um dos filhos do ditador líbio, foi morto durante combates entre as cidades de Tarhoni e Bin Walid. Não há, porém, confirmações independentes da informação.
Na semana passada, os insurgentes haviam noticiado a captura de Saif al-Islam, outro dos filhos de Kadafi. Pouco tempo depois, porém, Saif apareceu em imagens da televisão estatal, desmentindo as declarações da oposição.
15h40 – O Conselho Nacional de Transição quer extraditar os familiares de Kadafi que fugiram para a Argélia. “Prometemos tentar julgar todos os responsáveis pelo regime e consideramos isso um ato de agressão. Estamos avisando a todos para não abrigar Kadafi e seus filhos. Vamos atrás deles em qualquer lugar para encontrá-los e prendê-los”, disse Mahmoud Shamman, porta-voz dos rebeldes.

Na imagem acima, estão Aisha (filha), Hannibal (filho) e Safia (esposa de Kadafi), três dos quatro parentes que fugiram para a Argélia. O outro que cruzou a fronteira é Mohammed, outro filho do ditador. Créditos: Louafi Larbi/Reuters, Ismail Zitouny/Reuters e Amr Nabil/AP.
15h27 – Cenas de Trípoli. A vida na capital tem retornado à normalidade com o domínio dos rebeldes e o fim dos combates. Na imagem a baixo, os moradores de Trípoli fazem fila para comprar pães.

15h13 – A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, viajará a Paris na próxima quinta-feira, para participar de uma reunião do Grupo de Contato sobre a Líbia. O encontro, uma continuidade do que já aconteceu na última quinta-feira, serve para que os países que apoiam o Conselho Nacional de Transição discutam formas de ajuda diplomática e financeira ao órgão de governo dos rebeldes.
15h07 – Fontes da imprensa italiana ouvidas pela agência AFP disseram que Kadafi e dois de seus filhos, Saadi e Saif al-Islam, se encontrariam em Bani Walid, cidade situada 100 quilômetros a sudeste de Trípoli, onde o ditador mantinha seu quartel-general. As informações seriam de “influentes diplomatas líbios”.
14h58 – A CNN descobriu que o estado de saúde do líbio Abdel Basset al-Megrahi, responsável pelo atentado de Lockerbie, é gravíssimo e que ele está à beira da morte. De acordo com a rede americana, ele está sob cuidados da família, respira por aparelhos e é alimentado via intravenosa.
Al-Megrahi talvez seja a única pessoa que saiba quem do governo líbio autorizou o ataque contra o voo 103 da Pan Am em 21 de dezembro de 1988. Ele detonou explosivos enquanto o avião sobrevoava a cidade escocesa e matou 270 pessoas.
O terrorista foi solto da prisão em 2009 depois de ficar preso por oito anos. Embora tenha sido condenado à pena de morte, foi libertado por “motivos de saúde”. Na ocasião, os médicos deram-lhe apenas mais três meses de vida, mas Al-Megrahi continua vivo até agora.
14h41 – Mais sobre a fuga dos familiares de Kadafi para a Argélia. Estão no país Safia (esposa), Aisha (filha), Mohammed e Hannibal (filhos). Eles atravessaram a fronteira nesta segunda-feira e via terrestre, indica o comunicado da chancelaria argelina, sem dar mais detalhes. Os rebeldes estão acusando o país vizinho de “apoiar o regime de Kadafi”.
14h20 - O ministro de Exteriores da Argélia revelou há pouco que a mulher de Muamar Kadafi e três de seus filhos fugiram para o país vizinho da Líbia. É a primeira informação oficial de um governo estrangeiro a respeito do paradeiro de parentes do ditador líbio. Não se sabe, porém, onde o próprio Kadafi está.
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