CABUL – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faz uma visita surpresa ao Afeganistão no aniversário de um ano da morte do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden. Na visita, Obama se encontrou com o presidente afegão, Hamid Karzai, com quem firmou um acordo de segurança.
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O presidente americano faz um pronunciamento à nação a partir do Afeganistão. Acompanhe abaixo a fala de Obama.
20h44: Barack Obama finaliza discurso
20h44: Presidente diz que a luz do sol brilha nas novas torres no centro de Manhattan e que o país irá construir o futuro como um só povo, como uma nação.
20h43: Obama diz que enquanto sai de uma década de conflito no exterior e de crise econômica em casa, é hora de renovar a América. Presidente fala na construção de um país onde filhos vivam livres do medo e tenham a chance de lutar pelos sonhos.
20h41: Obama lembra dos homens e mulheres, que serviram o país. Ele diz que eles responderam ao chamado para servir em lugares distantes e perigosos. Presidente diz que não poderia estar mais orgulhoso.
20h40: Presidente diz que quer cumprir a missão no Afeganistão, enquanto faz justiça em relação à Al-Qaeda.
20h38: Obama disse que retirou, no ano passado, 10 mil tropas americanas do Afeganistão. Outras 23 mil serão retiradas até o fim do verão. Depois disso, reduções continuarão em um ritmo constante, com mais de nossas tropas voltando para casa. E até o final de 2014 os afegãos serão totalmente responsáveis pela segurança de país.
20h37: Segundo o presidente, as tropas internacionais vão continuar a treinar, aconselhar e ajudar os afegãos – e lutar ao lado deles quando necessário. Mas vão mudar para um papel de apoio, enquanto os afegãos caminham para frente.
20h36: Presidente americano diz que neste mês, em um encontro da Otan em Chicago, coalizão vai definir uma meta para as forças afegãs assumirem a liderança de operações em todo país no próximo ano.
20h35: Para Obama, país terminou a missão no Afeganistão e deve retirar as tropas
20h34: Presidente lembra do atentado às Torres Gêmeas, promovido pela Al-Qaeda e fala dos períodos que os Estados Unidos perderam na Guerra do Iraque. Obama diz que Estados Unidos lutaram e combateram Al-Qaeda
20h33: Obama fala sobre acordo que assinou no Afeganistão, um acordo que pretende acabar com a guerra e iniciar novo futuro
20h31: Acompanhe discurso de Obama ao vivo pelo Radar Global. Presidente deve começar a falar em breve.
20h15: O presidente Obama deve começar a falar logo mais, às 19h30 no horário de Nova York, 4h da manhã de quarta-feira, 2, no horário local, em Cabul. Em São Paulo serão 20h30. Acompanhe pelo Radar Global e pelo Twitter do correspondente do estadão.com.br em Nova York, Gustavo Chacra.
Da BBC Brasil
A fotógrafa britânica Lalage Snow fotografou e entrevistou integrantes do Primeiro Batalhão do Regimento Real da Escócia em três momentos distintos: antes de eles serem mandados para o Afeganistão; após três meses no país; e poucos dias depois de terem voltado para casa. As imagens e palavras revelam a expectativa, o medo, e, em muitos casos, as experiências traumáticas vividas pelos militares. Leia abaixo os depoimentos dos militares.
Soldado Jo Yavala, 28 anos
Antes. ”Vou sentir falta da minha família. Já estive no Iraque, mas não no Afeganistão. Não sei o que esperar, mas estou ansioso para ir”.
Durante, após uma explosão. ”Tinha um pressentimento estranho sobre essa patrulha. Ouvi o barulho e depois, no rádio, alguém gritando ‘soldado ferido’. Foi o primeiro incidente com feridos que vi. Foi horrível. Vi o rapaz sendo tratado pelo médico. Não tinha perna. Voltei até onde tinha ocorrido a explosão e vi sua bota boiando na água. Só uma bota vazia”.
Depois – “Rezo de manhã, quando acordo, e antes de dormir. Mas lá rezava todo o tempo, pensando na minha família em casa. Por vezes, rezava durante a própria patrulha. Estava com muito medo. Especialmente quando estávamos em contato com o inimigo, não se sabe o que vai acontecer. Agora, percebo que estou um pouco nervoso, minha temperatura sobe rapidamente, especialmente se fico muito tempo em espaços fechados. Às vezes, sinto falta de estar com os caras. Nos primeiros dias, dormia mal. Sonho com coisas que aconteceram no Afeganistão. De vez em quando, acordo chorando”.
Cabo David McLean, 27 anos
Antes. “Não estou incomodado em ir, sou um soldado e este é o meu trabalho. Estamos treinando há tanto tempo que vai ser bom finalmente chegar lá”.
Durante. ”Não aconteceu nada realmente até agora. Tem sido bem calmo e estou um pouco entediado. Quando estamos em um posto de controle, somos apenas 10, portanto ficamos um pouco mais vulneráveis. A comida fede um pouco e você se enche de comer arroz e macarrão. Do que sinto falta? Casa, mulher e álcool. Simples”.
Depois, após levar um tiro na perna. “Faltava só mais uma semana para ir embora. Eu estava na frente na patrulha. Cruzamos uma vala e me virei para ajudar quem vinha atrás. Estávamos em meio a árvores e alguém disparou contra nós. Só senti um calor no músculo e rolei para a vala. Vieram com uma maca, mas a vala era estreita demais. Você não pensa muito na hora, a adrenalina é muita. Em meia hora, eu estava no helicóptero e, no dia seguinte, em Selly Oaks”.
Soldado Matthew Hodgson, 18
Antes. “Estou ansioso para ir agora que sei que vamos, mas tenho medo de perder meus melhores amigos mais do que eu mesmo. São as baixas que me assustam. Sei que vai haver muitas”.
Durante, após uma explosão. “Foi realmente aterrorizante. Você vê a explosão e se pergunta quem foi atingido. Não é bonito de se ver. É um choque o quão real é tudo isso e você tenta não pensar mais no assunto. A patrulha era sem sentido e agora um soldado afegão não tem uma perna. E para quê?”
Depois. “Você tenta explicar como era, onde estava, mas as pessoas não tem a menor ideia. Não fazer uma refeição decente ou ter uma boa noite de sono. E estar completamente exausto após uma patrulha. E deu muito medo várias vezes. Quando você está em combate, é só ‘se abaixar’. Mas depois cai a ficha: ‘estavam atirando em mim, foi por pouco’. Agora que estou em casa, fico frustrado com coisas pequenas, me irrito. Eu não era assim”
Soldado Steven Anderson, 31
Antes. “Acho que vai ser horrível, na verdade. O trabalho será intenso, com muitas baixas. Não tenho medo de morrer, mas de perder as pernas”
Durante. “É difícil explicar como são as coisas. Geralmente, quando minha namorada me pergunta pelo telefone por que eu não estou falando normalmente, é que… Você fica simplesmente exausto. Tive medo na primeira patrulha, mas você se lembra dos treinamentos e sabe o que fazer. Não estive em nenhum tiroteio e espero que continue dessa forma e eu vá para casa com todos os meus dedos das mãos e dos pés intactos”
Depois. “Tentamos ganhar seus corações e mentes… mas essa gente vive até os 45 anos de idade e há tanta pobreza e falta remédio para tratá-los. Eles dão um valor diferente à vida. Uma criança morreu, doente. Eles trouxeram o corpo até nós, com marcas de tiros, dizendo que a criança foi pega em um tiroteio. Eles exigiam dinheiro. Como você pode mudar a cabeça de alguém assim?”
Soldado Sean Patterson, 19
Antes. “Vou me despedir logo da minha família por odiar despedidas. Vou sentir falta deles, mas não tenho medo. Mal posso esperar! Ingressei no Exército aos 15 anos de idade. Era tudo o que eu queria e agora estou ansioso para ir”.
Durante (recebendo tratamento psicológico). “Foi horrível. Quando voltamos para a área segura, comecei a chorar. Todos nós choramos. Não consegui dormir naquela noite. Pensava na minha família e olhava para as estrelas. Nas primeiras noites, tive pesadelos, acordava suando frio. Quando voltei a atuar, sofremos um ataque e dois caras tiveram que ser retirados após perderem membros. Foi horrível ver isso acontecer mais uma vez. Rezo antes de sair em uma patrulha, mas agora penso: voltarei inteiro ou sem uma perna? Fico aterrorizado toda vez que saio para patrulhar. Odeio isso. Faltam 84 dias para eu voltar para casa”.
Depois. “As pessoas pensam que você pode viver a vida tranquilamente, mas não é assim tão fácil. Um ônibus pode te pegar e acabou, você nunca sabe o que vai acontecer, especialmente ali. Você pode sair numa patrulha e aquele é seu dia. Fim. Acredito que devemos deixar eles (afegãos) se resolverem. Já perdemos muitas pessoas. Você vê gente voltando sem três membros. Eles não vão arrumar emprego civil, vão? Então, não vejo sentido. Não temos nada a ganhar no Afeganistão. É problema deles. Eles que se resolvam”.
Cabo Ben Frater, 21
Antes. “Sim, tenho medo. De não voltar para casa. Sentirei falta de meus finais de semana, ir a festas com amigos, este tipo de coisa”.
Durante. “Está sendo mais fácil do que pensei, mas não aguento o calor. Ele me enlouquece e nosso treinamento deveria ter sido feito em um país quente para que não nos sentíssemos despreparados para a realidade. A área é tranquila e sair para patrulhar parece um passeio. Mas você nunca sabe. E por ser calmo, sobra mais tempo para pensar sobre a vida normal. Sinto falta dela. E de banhos e roupas limpas”.
Depois. “Nunca esquecerei o dia em que o soldado Warton, da Guarda Escocesa, foi alvejado. Patrulhávamos, tentando nos distanciar de onde estavam os insurgentes. Eles nos seguiram e nos emboscaram. Warton não encontrou proteção e foi atingido na perna. Foi um pesadelo tirá-lo de lá e conseguir transporte enquanto estávamos com água até o queixo. Agora em casa? É estranho. Calmo. Fico entediado facilmente, depois de uns 10 minutos. Me sinto ansioso toda vez que tenho que fazer algo.”
Segundo tenente Adam Petzsch, 25 anos
Antes. “Acho que estou um pouco apreensivo, mas quero ver como a coisa realmente é. Foi por isso que entrei nas Forças Armadas, mas não sei o que esperar”.
No Afeganistão, após uma explosão. “Foi minha primeira explosão envolvendo bombas com feridos. Na hora, sua prioridade é pegar a pessoa e levá-la até um local seguro. Mas depois você começa a pensar no que aconteceu, se dava para ter evitado, se a culpa foi sua e no que os outros fizeram. Antes desta operação, eu notava como estava tudo quieto e pensava que deveríamos ser cuidadosos e não abaixar a guarda”.
Depois. “Estávamos em uma nova instalação e se nos aventurássemos a mais de 200 ou 300 metros, seríamos alvejados. No começo, podíamos patrulhar por quilômetros e ninguém nos encostava a mão. Mas sim, acho que, em alguns aspectos, nossa presença (no Afeganistão) faz diferença”.
Cabo Martyn Rankin (Mazzer), 23
Antes. “Não estou com medo, apenas um pouco apreensivo. Vou sentir falta dos amigos e de tempo livre”.
Durante. “Temos menos pessoal que o necessário, mas damos um jeito. Ouvimos pelo rádio o Taleban dizendo que iria acabar conosco, seu comandante dizendo que seria fácil demais. Penso o tempo todo na ameaça do inimigo e em cenários diferentes. O que faria se… Não tenho medo o tempo todo, os moradores locais são OK. Quero ser testado. É para isso que você se alista, não para apertar as mãos dos locais”.
SÃO PAULO – O Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quinta-feira, 8, foi celebrado de diferentes maneiras em várias partes do mundo. No Afeganistão, a data foi marcada com uma partida de basquete entre uma equipe profissional afegã e funcionárias americanas da Força Internacional de Assistência à Segurança, em Cabul. Na capital britânica, londrinas fizeram uma marcha bem-humorada pedindo “poder para mulheres”, igualdade entre os gêneros e paz.
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Na capital da Colômbia, Bogotá, vítimas de agressões fizeram um protesto para sensibilizar a sociedade sobre a violência com ácido. Mulheres fazem dezenas de cirurgias plásticas para minimizar a marca de ataques realizados com ácido. Elas pedem no mínimo 30 anos de prisão sem condicional. Hoje, agressões assim são consideradas lesão corporal no país. Assista aos vídeos e veja a galeria de fotos.
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TV ESTADÃO: Londrinas celebram o Dia Internacional da Mulher
TV ESTADÃO: Colombianas procuram plástica para esconder marcas de violência
SÃO PAULO – Um vídeo divulgado nesta terça-feira, 6, pela rede de TV norte-americana CNN mostra o momento exato da explosão que matou mais de 60 pessoas em Cabul, capital afegã. O ataque foi um atentado suicida feito em um santuário muçulmano xiita no centro da capital, no momento em que centenas de fiéis estavam reunidos para o festival da ashura. O ataque parece ter sido uma ação sectária, algo incomum no país nos últimos anos. Assista ao vídeo abaixo.
Um outro vídeo (abaixo), da rede Russia Today e divulgado pelo site do jornal The Washington Post, também norte-americano, mostra a reação das pessoas segundos após a explosão, ocorrida na manhã desta terça (horário local) em Cabul. O festival xiita da ashura relembra o martírio do neto do profeta Maomé, Hussein, na batalha de Kerbala, no Iraque, no ano de 680. Esse é o maior evento no calendário religioso dos xiitas, que compõem cerca de 20% da população afegã.
Em 7 de outubro de 2001, a força internacional liderada pelos Estados Unidos deu início aos bombardeios no Afeganistão em resposta aos atentados terroristas perpetrados pela Al-Qaeda pouco menos de um mês antes, em 11 de setembro. Dez anos – e mais de 13 mil vidas perdidas, entre civis e militares – depois, o conflito continua sem resolução.
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ESPECIAL: Dados sobre a década de guerra
HOTSITE: Dez anos de guerra no Afeganistão
Leia a seguir alguns dos principahttp://blogs.estadao.com.br/rada… destaques da década de conflito no país.
2001
7 de outubro. Primeiro bombardeio dos EUA em Cabul, capital do Afeganistão
13 de novembro. Taleban abandona Cabul
2002
13 de junho. Hamid Karzai (na foto à esquerda) assume governo interino afegão
2003
Maio. EUA declaram o fim dos maiores combates
2004
9 de outubro. Karzai é oficialmente eleito
2006
Outubro. Otan assume a segurança de todo o território afegão
2008
Setembro. Ano mais violento contra as tropas: 224 mortos. Coalizão tem 31 mil militares no país
2009
17 de fevereiro. O presidente dos EUA, Barack Obama, eleva o número de soldados no Afeganistão
1 de dezembro. Número de soldados dos EUA chega a 100 mil
2011
1 de maio. Osama bin Laden (na foto à direita) é morto no Paquistão
Junho. Obama anuncia retirada de 33 mil soldados em 2012
WASHINGTON – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anuncia na noite desta quarta-feira, 22, a partir das 20h locais (21h no horário de Brasília), os detalhes da retirada de tropas americanas do Afeganistão. De acordo com a correspondente do jornal O Estado de S. Paulo em Washington, Denise Chrispim Marin, Obama deve anunciar o retorno de 3 a 5 mil militares, equivalente a até 5% das tropas no front – 100 mil no total.
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AO VIVO: Leia informações no Twitter da editoria
Até 2014, todos os soldados devem ser retirados
Três décadas de caos e violência no Afeganistão
Obama anuncia hoje plano de retirada de soldados
Pesquisa: aumenta pressão por saída imediata
Até o final do ano, um segundo grupo, de até 5 mil soldados, deve deixar o Afeganistão. Pelo menos outros 2o mil serão retirados em 2012, ano em que Obama tentará a reeleição. Como diz o repórter especial Lourival Sant’Anna, até 2014 todos os soldados estrangeiros – dos EUA e dos outros 45 países da coalizão – devem ser retirados.
Em dezembro de 2009, 33 mil soldados americanos foram deslocados do Iraque para o Afeganistão. Há ainda 47 mil soldados da Otan (Aliança do Tratado do Atlântico Norte) no país. Desde o início da guerra, em 2001, 1.522 soldados dos EUA morreram no país – uma pesquisa divulgada ontem indica que 56% dos americanos querem a retirada imediata de todos os soldados, e 39% defendem a manutenção dos militares até a “estabilização” do Afeganistão.
Assista abaixo ao discurso de Obama, ao vivo, a partir de 21h. Acompanhe também flashes e informações pelo Twitter da editoria de Internacional do estadão.com.br.

Sob o sol do Afeganistão. Soldados canadenses tomam banho de sol na cobertura de uma base militar em Kandahar, província no sul do Afeganistão, nesta quarta-feira, 22. O Canadá vai encerrar no final de julho sua presença no país, após quase dez anos de guerra.
Hoje à noite, o presidente americano, Barack Obama, deve anunciar detalhes do plano de retirar também os soldados dos EUA do Afeganistão. De acordo com a correspondente do jornal O Estado de S. Paulo em Washington, Denise Chrispim Marin, Obama deve anunciar a saída de um contingente limitado.
Segundo estimativas, o número será algo em torno de 3 a 5 mil militares, equivalente a até 5% do total das tropas dos EUA no front. Até o final do ano, um grupo de até 5 mil soldados deve deixar o Afeganistão. Pelo menos outros 2o mil serão retirados em 2012, ano em que Obama tentará a reeleição.
O discurso de Obama está programado para começar às 20h de Washington (21h no horário de Brasiília). Acompanhe flashes e informações pelo Twitter da editoria de Internacional do estadão.com.br.
Seleção de imagens: Natália Russo, da editoria de Fotografia do estadão.com.br. Visite também o blog Olhar sobre o mundo e a página de fotos do portal.
A foto não será publicada nos próximos dias por conta do feriado de Corpus Christi.

O dia de 44 milhões. No dia do refugiado, relembrado globalmente nesta segunda-feira, 20, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) divulgou um relatório que revela dados desanimadores. O número de pessoas deslocadas no mundo aumentou ao longo do último ano. Em dezembro de 2010 eram 43,7 milhões de pessoas, número maior que os 43,3 milhões de um ano antes.
Veja também:
GALERIA DE FOTOS: Refugiados, por Natália Russo
Mais desanimador é o dado sobre o deslocamento dessa multidão de refugiados. Segundo o relatório, 80% estão em países em desenvolvimento, em geral vizinhos imediatos das nações de origem. É o caso do Paquistão, que abriga o maior número de refugiados no mundo: 1,9 milhão de pessoas. A maioria deles vem do vizinho Afeganistão. Logo depois do Paquistão vêm Irã e Síria na lista de países com o maior número de pessoas nessas condições. Juntos, eles têm cerca de 2,1 milhões de refugiados.
O Afeganistão é o país de origem do maior número de refugiados, segundo a Acnur. É o caso das menininhas da imagem, que encaram o fotógrafo Gemunu Amarasinghe, da AP, hoje, enquanto um homem mais velho descansa na sombra em um campo de refugiados na capital Cabul.
Como iniciativa no dia dessas menininhas e de outros quase 44 milhões, a Acnur pediu que se acelere a busca de iniciativas para que cada um deles possa voltar para casa.
Seleção de imagens: Natália Russo, da editoria de Fotografia do Estadão.com.br. Visite também o blog Olhar sobre o mundo e a página de fotos do portal.
Há 1 ano (2009) era realizada a cerimônia de posse do presidente reeleito do Afeganistão, Hamid Karzai
Há 10 anos (2000) o presidente peruano Albert Fujimori enviava do Japão sua carta de renúncia ao cargo
Há 20 anos (1990) era assinado em Paris o Tratado de Forças Armadas Convencionais da Europa (FACE) por 22 Estados (membros da OTAN e do Pacto de Varsóvia) limitando o uso de forças militares na Europa. Foi um dos marcos finais da Guerra Fria
Há 40 anos (1970) Albert Sabin, descobridor da vacina contra a poliomielite, chegava ao Brasil para intensificar o intercâmbio científico com os Estados Unidos
Há 1 ano (2009) o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, era declarado vencedor da eleição presidencial, um dia após seu adversário no segundo turno, Abdullah Abdullah, ter desistido da disputa sob a alegação de que não havia “condições mínimas” para evitar fraudes
Há 10 anos (2000) a Estação Espacial Internacional (ISS) recebia seus primeiros moradores: dois russos e um americano
Há 15 anos (1995) era assassinado em Bogotá, na Colômbia, o candidato presidencial conservador Álvaro Gomez Hurtado
Há 90 anos (1920) a KDKA, de Pittsburg, entrava no ar como a primeira rádio comercial do mundo (Estados Unidos)
2012
2011
2010
2009
2005