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Radar Global

04.fevereiro.2011 16:56:46

Quem é quem na crise do Egito

Desde o dia 25 de janeiro o Egito vive dias de protestos contra o regime do presidente Hosni Mubarak, há 30 anos no poder. Saiba quem são as principais figuras políticas que de alguma maneira estão envolvidas na crise do país africano.

Hosni Mubarak, presidente do Egito desde 1981

Mubarak assumiu o poder após o assassinato de Anwar Sadat, então presidente e de quem era vice. O ditador teve o apoio dos EUA durante todo o seu mandato e agora é o principal alvo dos protestos. Até o momento, Mubarak só foi a público duas vezez. Em uma delas, anunciou que não vai disputar as eleições de setembro e que durante o resto do tempo que ficará no poder, atenderá às reivindicações da população.

Mohammed ElBaradei, opositor e Nobel da Paz

Ex-diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e ganhador do prêmio Nobel da Paz em 2005, ElBaradei é uma das principais vozes de oposição a Mubarak. O opositor tem participado ativamente das manifestações e recebeu o apoio de movimentos da oposição. Ele repetidamente pediu a renúncia imediata do presidente e já disse que pode liderar o Egito durante o período de transição se assim o for solicitado.

Omar Suleiman, ex-chefe de inteligência e atual vice-presidente

Suleiman foi nomeado vice-presidente por Mubarak em meio à crise – o primeiro a ocupar o cargo em 30 anos. Antes de ocupar o posto, ele chefiava a agência de inteligência do país e é conhecido como um aliado bastante próximo de Mubarak. Suleiman tem pedido o fim dos protestos e já convidou a Irmandade Muçulmana, principal bloco opositor, para o diálogo.

Irmandade Muçulmana, principal bloco opositor

A Irmandade Muçulmana é o maior bloco de oposição ao governo de Mubarak. Até agora, o bloco declarou apoio aos protestos e a ElBaradei e convocou seus partidários para as manifestações. O grupo sunita atua na ilegalidade, seus membros se candidatam como independentes e, embora seja fundamentalista, abdicou da violência armada.

Ahmed Shafik, novo primeiro-ministro

Shafik era o ministro da Aviação Civil e, durante os protestos, foi nomeado por Mubarak como o novo primeiro-ministro após o gabinete apresentar renúncia. O militar foi incumbido de formar o novo governo egípcio. Shafik pediu desculpas pela violência causada pela entrada dos partidários de Mubarak nas manifestações.

Gamal Mubarak, filho de Mubarak e dirigente partidário

Filho mais novo do presidente, Gamal é vice-secretário-geral do Partido Nacional Democrático e potencial sucessor de seu pai, pelo menos até o início dos protestos. Durante sua breve vida política, Gamal tem seguido os passos de seu pai, o que teria despertado a insatisfação da população com os boatos sobre a sucessão. Ele vive em Londres, onde esteve durante os protestos.

Amr Moussa, chefe da Liga Árabe

Secretário-geral da Liga Árabe desde 2001 e ex-ministro das Relações Exteriores egípcio. É um dos possíveis candidatos à presidência. Não se manifestou abertamente contra Mubarak, mas disse que espera reformas políticas por parte do governo do Egito.

Barack Obama, presidente dos EUA

Obama tem mantido uma postura cautelosa em relação à crise no Egito. Assim como seus antecessores, manteve o país como um aliado no Oriente Médio, mas a situação tornou-se insustentável após os protestos. Os americanos não disseram explicitamente que Mubarak deve sair do poder, mas pressionam por reformas o mais cedo possível. A intervenção de Washington pode ser decisiva no futuro do Egito.

Wael Ghonim, organizador dos protestos

Ativista e executivo do Google no Egito, Ghonim foi o criador da página no Facebook que convocava os egípcios a protestar contra o governo a partir de 25 de janeiro. Ele foi preso no início dos protestos e libertado após quase duas semanas, no dia 7 de fevereiro. No dia seguinte, uma entrevista em que se emocionou dada a um canal local e um discurso estimulante na Praça Tahrir deu ânimo aos protestos.

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Comentários (9)| Comente!

9 Comentários Comente também
  • 04/02/2011 - 17:37
    Enviado por: José Bruno

    Esperamos que radicais não se aproveite desta turbulência no Egito para lançar mão do poder e transformar o Egito em uma República como a do Irã, isso seria terrível para o Povo Egípcio que é bastante simpático.

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  • 04/02/2011 - 17:53
    Enviado por: Tweets that mention Quem é quem na crise do Egito « Radar Global -- Topsy.com

    [...] This post was mentioned on Twitter by Ariel Palacios, Inter Estadao. Inter Estadao said: No Radar Global, quem é quem na crise egípcia http://ow.ly/3Qwmt [...]

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  • 04/02/2011 - 19:15
    Enviado por: Caetê

    O desespero dos americanos é botar outro aliado corrupto no lugar.
    So falta EUA depois da revolta popular invadirem o Egito e lá virar outro Afeganistão ou outro Iraque.

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  • 04/02/2011 - 20:03
    Enviado por: Salustiano Ferreira

    eu acho que nosso querido presidente Lula podia ir lá no Egito e resolver aquela confusão. pode ser que o bolsa-familia e o vale-gás sejam a solução dos problemas do Egito. ou até o bolsa-ditadura tambem podia ser dado para o povo que foi torturado pelo ditador Mubaraki.

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  • 05/02/2011 - 00:08
    Enviado por: Vanderlei

    O Egito rompeu o pico do petróleo, quer dizer, a partir do próximo ano terá que importar petróleo.

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  • 05/02/2011 - 09:54
    Enviado por: Braz dos /Santos

    A situação no Egito está muito complicada. Ninguém se entende. A essa altura, a grande tarefa de todas as pessoas de bem é impedir que radicais se apossem do poder, a fim de evitar o agravamento da situação no mundo. Felizmente, a Al Qaeda não tem gande projtção no Egito, e esse talvez tenha sido um dos méritos de Mubarak. A situação está muito confusae, por isso mesmo, é difícil fazer qualquer análise objetiva sobre a situação.

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  • 05/02/2011 - 12:42
    Enviado por: José Maria

    BARACK x MuBARAK
    Tem mão ca CIA nisso aí!

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  • 06/02/2011 - 03:12
    Enviado por: Fabio Figueiredo

    Se a Irmandade Muçulmana (anti violencia que rompeu com os violentos Al-Qaeda e Jihad Islamica) unir-se a ElBaradei e o Exercito egípcio, há a possibilidade de uma longa transição, mais tranquila, para a democracia (para a alegria do Ocidente), com a organização social (partidos políticos mais fortes). Isso reduziria o ímpeto da invasão da violência, já que o Egito provavelmente voltaria a liderar o mundo Moçulmano. Um clima mais ameno se espalharia na região. Tomara…

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