Em dezembro, um jovem tunisiano que apesar do grau universitário não havia conseguido emprego na área que estudou e vendia frutas para sustentar a numerosa família se imolou em Sidi Bouzid, na Tunísia, após ter seu carrinho confiscado. Sua morte provocou protestos no país e, após uma semana, o presidente Zine al-Abidine Ben Ali fugiu para a Arábia Saudita.
Dias depois, a Praça Tahrir, no Cairo, convertia-se no palco de manifestações em que milhares de egípcios desafiavam o governo. Em menos de um mês, o presidente Hosni Mubarak, aliado estratégico de Washington, era varrido do poder.
As revoluções se espalharam do Iêmen à Jordânia, do Bahrein à Síria, da Arábia Saudita ao Irã. Exatos três meses após a imolação na Tunísia, a ONU autorizava uma intervenção na Líbia, que culminou na morte do ditador Muamar Kadafi.
[...] Tunísia, onde a imolação de um vendedor desencadeou a primavera árabe, mais de 90% dos eleitores compareceram às primeiras eleições livres. Filas de cidadãos [...]
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