Um grupo de técnicos brasileiros ajudará o governo venezuelano a combater a crise energética. Uma política de racionamento tem deixado às escuras diversas regiões do país, às vezes por até oito horas por dia.
Na semana passada, o socorro brasileiro foi acertado em uma visita a Caracas do assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia. E, no início da semana, uma delegação venezuelana chegou à Brasília para expor o problema com detalhes. O objetivo da cooperação é aproveitar a experiência brasileira com grandes hidrelétricas para ajudar o país vizinho a aproveitar melhor sua capacidade energética.
Segundo autoridades de Brasília, parte do interesse brasileiro no caso está relacionado à Roraima, Estado abastecido com energia proveniente da hidrelétrica de Guri, na Venezuela. Roraima vinha recebendo uma carga de 100 MW dos venezuelanos. Depois do racionamento, passou a contar apenas com 80 MW.
Também preocupa o governo brasileiro a instabilidade no país vizinho – que poderá entrar para o Mercosul se receber o aval do Congresso paraguaio e no qual estão investidos cerca de US$ 15 bilhões em capitais brasileiros.
Os apagões, juntamente com a suspensão das transmissões da RCTV por cabo, estão motivando uma série de protestos na Venezuela. Chávez chegou a demitir um ministro que anunciou que o racionamento poderia atingir Caracas. E, se a capital ficar às escuras, as consequências políticas para o líder venezuelano (cuja popularidade já caiu para 46%) seriam imprevisíveis.
Na terça-feira, dias depois da saída do ministro, a agência estatal venezuelana anunciou, sem alarde, que Caracas, de fato, terá de reduzir seu consumo em 20%. Ou seja, o risco existe.
A usina de guri baixou até agora 10m perdeu menos de 6% da potencia. Se baixar a tensão de 127v Para 120v no uso domestico e as tensões maiores logicamente proporcionais,vai ter uma economia de mais de 10%.
Isto não vai resolver, mas ameniza a atraza o tempo do nível crítico.
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