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O governo da presidente Cristina Kirchner implementou em fevereiro um congelamento de preços de produtos que foi acompanhado por uma proibição às redes de supermercados e lojas de eletrodomésticos de publicar anúncios com ofertas nos jornais e canais de televisão da cidade de Buenos Aires e da Grande Buenos Aires. No entanto, desde de domingo, 12, a proibição não está sendo mais aplicada para os meios de comunicação.

Ou, quase todos os meios de comunicação. Ficam de fora da suspensão desta proibição os jornais “Clarín”, “La Nación” e “Perfil”. Coincidentemente, estes três periódicos possuem tons críticos com a administração Kirchner. Um deles, o “Clarín”, é considerado “inimigo mortal” pela presidente Cristina.

Os outros meios de comunicação, a grande maioria aliados do governo Kirchner, são ironicamente denominados de “amigopólio” pela oposição, já que constituem em conjunto um grande grupo de mídia, que possui a maioria dos canais e estações de rádio da Argentina. Estes meios foram favorecidos neste fim de semana com a suspensão sobre a proibição de publicidade.

A proibição sobre a publicidade, imposta em fevereiro, não foi escrita, já que o autor da medida, o secretário de comércio interior, Guillermo Moreno (o braço-direito da presidente Cristina na área de medidas sobre a inflação) costuma telefonar pessoalmente aos grandes empresários para avisá-los sobre suas novas medidas.

O argumento de Moreno era que “se os preços estão congelados, não faz falta publicidade para vender mais”. Mas os líderes da oposição contra-argumentaram, afirmando na época que o governo estava implementando uma forma adicional para “estrangular” a mídia não-alinhada com a administração Kirchner.

Desta forma, nos últimos três meses e meio os consumidores portenhos e da Grande Buenos Aires não tiveram acesso às informações sobre os preços dos produtos. Além disso, as empresas jornalísticas ficaram sem uma de suas principais fontes de renda, os anúncios das grandes redes de supermercados.

O Grupo Clarín, com esta medida, perdeu em média mensalmente US$ 5 milhões em faturamento.

Enquanto que em janeiro deste ano (antes do congelamento de preços, aplicado desde o dia 1.º de fevereiro) o “Clarín” contou com 264 de páginas com publicidade de supermercados e lojas de eletrodomésticos, em fevereiro o volume caiu para 61 páginas.

Estimativas divulgadas pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) indicam que a proibição sobre a publicação de publicidade de supermercados provocou uma queda de quase 20% nas receitas dos jornais portenhos.

“Isso, em pouco tempo, poderia comprometer a viabilidade destes meios de comunicação”, disse em abril uma alta fonte de um dos principais matutinos portenhos. “Nos próximos meses, o prejuízo poderia ser equivalente a US$ 80 milhões”, explicou a fonte.

O “Clarín” – o jornal de maior tiragem da Argentina – também foi excluído há pouco tempo da publicidade da maior empresa petrolífera do país, a YPF, expropriada pelo governo Kirchner há quase um ano.

Os analistas destacam que a proibição para os supermercados e lojas de eletrodomésticos de colocar publicidade nos jornais críticos com o governo é uma espécie de mecanismo de censura indireta, já que desfinancia as empresas de mídia, fato que, por tabela, poderia afetar a liberdade de expressão.

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Um policial da cidade de Medellín, na Colômbia, salvou a vida de um homem que caía na linha do trem. Um vídeo postado na internet e datado de 21 de abril mostra a cena e já teve mais de 465 mil visualizações.

O homem, vestindo camisa branca e uma calça preta, se aproxima do trilho do trem e em seguida cruza com o policial, que para próximo dele. Quando o trem se aproxima, é possível ver que o homem quase cai, mas o policial o agarra e impede o incidente.

Assista ao vídeo:

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Após a divulgação da identidade dos acusados pelo atentado durante a Maratona de Boston, há uma semana, que deixou três pessoas mortas e 176 feridas, os perfis dos irmãos Tsarnaev foram divulgados e se descobriu que os dois fazem parte de uma família chechena.

Como o nome de um dos acusados – Dzhokhar – apresenta diversas consoantes, houve dúvidas de como pronunciá-lo corretamente.

Em seu site, a revista Slate divulgou áudios com a pronúncia correta do nome do acusado de 19 anos, preso sexta-feira em Watertown, e de seu irmão, Tamerlan, morto após confronto com policiais na madrugada de sexta.

Maneira correta de pronunciar os nomes (transcrição de como são ditos):

Dzhokhar Tsarnaev: Djorrar Sarnaev

Tamerlan Tsarnaev: Teimerlam Sarnaev

Zubeidat Tsarnaeva (mãe dos acusados): Zubindate Sarnaeva

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Por Lais Cattassini

Aos 24 anos Manixia Thor lidera uma equipe de mulheres especialistas em desativar bombas no Laos. Estima-se que o Laos tenha mais de 80 milhões de bombas, disparadas durante a guerra do Vietnã, que não foram detonadas, colocando em risco a vida dos habitantes do país. Nos últimos 40 anos mais de 20 mil pessoas morreram em decorrência de explosões dessas bombas. Manixia vive no norte do Laos com seu marido e um filho de 2 anos.

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Thoummy Silamphan tinha 8 anos quando foi ferido por uma bomba no Laos. Ao lado de Manixia Thor ele trabalha para conscientizar o resto do mundo da situação no país, que tem mais de 80 milhões de bombas ainda não detonadas desde 1973.

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FELIPE CORAZZA / ENVIADO ESPECIAL A CARACAS

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O candidato de oposição ao chavismo, Henrique Capriles, não reconheceu a vitória apertada de Nicolás Maduro anunciada na noite de domingo (14) pelo Conselho Nacional Eleitoral. Maduro, sucessor indicado por Hugo Chávez antes de sua morte, obteve 50,66% do eleitorado na votação do domingo. Capriles ficou com 49,07%.

Leia também:
- Maduro herdará situação econômica complicada  

Diante de uma diferença menor do que 300 mil votos, o opositor disse que o candidato chavista foi “derrotado” e exigiu uma recontagem dos votos. No sistema venezuelano, os eleitores usam urnas eletrônicas e confirmam a preferência depositando um comprovante em urna.

Mesmo que saia vitorioso após a recontagem, Maduro terá muitos problemas para governar com uma vitória tão apertada. Internamente, a pouca diferença sobre Capriles o impede de se impor como líder de fato do chavismo. Do outro lado, o presidente eleito fica sob a pressão de uma oposição fortalecida e com voz suficiente para fazer exigências. Também existe a possibilidade de convocação de um referendo revogatório após três anos de mandato.

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Felipe Corazza

ENVIADO ESPECIAL / CARACAS

Com uma margem estreita, Nicolás Maduro venceu a disputa com Henrique Capriles e é o novo presidente eleito da Venezuela. Depois de tensão e atraso na noite de domingo (14), o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) proclamou a vitória do chavista com números preliminares de 50,66% dos votos, contra 49,07% do opositor Henrique Capriles. O resultado foi anunciado com 97,12% das urnas apuradas, quando o triunfo do sucessor indicado por Hugo Chávez era irreversível.

O novo presidente recebeu os resultados da votação no Quartel da Montanha, no centro de Caracas, local do túmulo de Chávez. Maduro dirigiu-se ao local logo após votar em um colégio também no centro da cidade. Uma multidão já estava a postos para comemorar a vitória do autoproclamado “filho de Hugo Chávez”.

“Temos um triunfo eleitoral justo, constitucional, legal e popular”, disse Maduro em discurso. “Chávez continua ganhando batalhas nessa terra”, completou. Maduro, que teve 7,505 milhões de votos, disse ter conversado por telefone com Capriles, que teve 7,270 milhões de votos. Maduro afirmou ter dito a Capriles que aceitaria uma auditoria, se fosse necessário.

Horas antes, após o fechamento das urnas, o chefe do comando de campanha de Maduro, indicado pelo próprio Chávez para ser seu sucessor, Jorge Rodríguez, havia convocado o povo para se concentrar em frente ao Palácio de Miraflores, na capital, e “defender o resultado das urnas”. Dando a entender que havia resultados preliminares na mão dos candidatos, Rodríguez disse que o chavismo “respeitaria o resultado”, mas não ficaria inerte caso a oposição não o reconhecesse. “Defenderemos o resultado com as armas que a Constituição nos dá.”

O chefe do comando da campanha de Capriles, Ramón Aveledo, respondeu aos chavistas afirmando que organizar concentrações populares era ilegal.

Até a 1h15 (horário de Brasília), Capriles não havia reconhecido a vitória do rival. Antes da votação, houve repetidas acusações por parte dos chavistas de que a Mesa da Unidade Democrática (MUD), coalizão de Capriles, não pretendia admitir uma derrota em caso de margem apertada.

A margem estreita de votos é vista por analistas como um problema para Maduro. Uma vantagem mais ampla garantiria a ele uma imposição definitiva como líder dentro do próprio chavismo. Além disso, Maduro não tem margem para negociar com a oposição e realizar um governo de conciliação. O risco de tal movimento seria perder legitimidade com sua base, já que um dos lemas de Chávez era “para os inimigos, nem água”, referindo-se à oposição. O líder tinha como mote, ainda, “com a burguesia, nenhuma conciliação”.

A participação do eleitorado foi de 78,7%, quase idêntica aos 80% alcançados em outubro, quando o próprio Chávez derrotou Capriles.

PERFIL

Nicolás Maduro venceu as eleições na Venezuela com crédito de ter sido um dos colaboradores mais incondicionais dos últimos 14 anos do governo Hugo Chávez. Ele também tem fama de ser um negociador que escuta os outros. Algumas pessoas o qualificam como radical, mas todos estão de acordo quanto à sua lealdade ao projeto de Chávez, de quem não se separou nos últimos 20 meses, enquanto o ex-presidente lutava contra um câncer que o levou à morte em 5 de março.
Chávez instituiu Maduro como seu sucessor político e foi ele o responsável de dar a notícia da morte do “líder da revolução”. Maduro fez uma campanha totalmente concentrada no líder bolivariano, repetindo ser “filho” do ex-governante, prometendo continuar seu legado e seguir ponto a ponto seu programa político.

 
As pessoas que o conhecem garantem que ele é um homem de equipe, que sabe como se apoiar nos grupos com que trabalha e tem uma grande capacidade de negociação que aprendeu no passado como sindicalista – período de profunda e estruturada formação ideológica maoista.
Antigo líder sindical, antes de representar a Venezuela no exterior Maduro foi motorista de ônibus e entrou nas alta esfera da política internacional sem complexos e sem esconder que não fala mais do que o espanhol.
Durante a campanha, ele alardeou o passado de motorista e chegou aos comícios dirigindo um ônibus com toda a equipe de campanha. Assumiu a pasta do Exterior, em 2006, como o mais jovem ministro de Chávez, e foi nomeado vice-presidente em outubro do ano passado.

Nascido em Caracas em 1962, Maduro cresceu no bairro popular de El Valle. É um esquerdista convicto e na escola secundária foi líder estudantil. Não foi para a universidade e trabalhou como na empresa Metrô de Caracas, destacando-se como líder sindical nos anos 90. Maduro conheceu Chávez quando o ex-presidente estava preso em razão do seu fracassado golpe de Estado em 1992. Nesse contexto também conheceu sua mulher, a advogada e antiga líder parlamentar do chavismo, Cilia Flores (nove anos mais velha do que ele).

Maduro contribuiu para a fundação do partido que levou Chávez ao poder, o Movimento V República (MVR). Foi eleito deputado em 2000 depois de participar da redação da Constituição Bolivariana em 1999. Em janeiro de 2006, foi designado presidente do Parlamento, cargo no qual permaneceu sete meses, até ser nomeado ministro do Exterior em agosto do mesmo ano. Seus detratores o acusam de ter destroçado o Ministério do Exterior, com demissões de diplomatas de carreira e admissões de quem o acompanhou durante sua vida de trabalho.
Durante a campanha, o presidente eleito surpreendeu quando disse que Chávez havia aparecido diante dele na forma de passarinho. As piadas que se multiplicaram na oposição, e entre os próprios chavistas, não impediram sua vitória. / EFE

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O ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva declarou recentemente, em um vídeo, seu apoio a Nicolás Maduro, presidente interino da Venezuela e candidato na eleição que ocorre dia 14 deste mês.

Mas esta não foi a primeira vez que Lula declarou apoio a um político da América Latina. Veja algumas posições do ex-presidente brasileiro durante e após seu mandato presidencial:

Julho de 2012: Lula manifestou, em vídeo transmitido na cerimônia de encerramento do Foro de São Paulo, em Caracas, seu apoio a Hugo Chávez em relação às eleições presidenciais de outubro. “Chávez, conte comigo, conte com o PT, conte com a solidariedade e apoio de cada militante de esquerda, de cada democrata e de cada latino-americano. Sua vitória será nossa vitória.”

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Junho de 2012: O ex-presidente brasileiro defendeu o homólogo paraguaio Fernando Lugo, deposto. Lula afirmou que “a democracia no Paraguai foi ferida.”

Setembro de 2011: Lula anunciou visita a Argentina no mês seguinte para declarar seu apoio à reeleição da presidente Cristina Kirchner.

Novembro de 2009: O ex-presidente Lula declarou apoio ao ex-guerrilheiro tupamaro José “Pepe” Mujica, da governista coalizão Frente Ampla, de centro-esquerda, no segundo turno das eleições no Uruguai. Em 2003, no segundo ano de seu mandato presidencial, Lula apoiou o então candidato socialista Tabaré Vázquez.

Agosto de 2009: Lula declarou apoio à reeleição do presidente da Bolívia, Evo Morales.

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Janeiro de 2009: O ex-presidente defendeu a iniciativa de Chávez de propor a realização de um referendo sobre a possibilidade da implantação de um sistema de reeleição ilimitada para presidente da República e outros cargos do Poder Executivo do país. Na ocasião, Lula ressaltou que não considerava o mesmo caminho para o Brasil.

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O ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva gravou um depoimento de apoio ao presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, declarando seu apoio ao herdeiro político de Chávez. “Maduro presidente é a Venezuela que Chávez sonhou”, diz Lula ao final do vídeo.

O marqueteiro brasileiro João Santana, ideólogo das últimas campanhas do Partido dos Trabalhadores (PT), cuida da publicidade do candidato chavista, que concorre com Henrique Capriles pela presidência da Venezuela. A eleição ocorre no dia 14 de abril.

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Shin Dong-hyuk nasceu na Coreia do Norte, em um campo de prisão política e trabalho forçado porque seus pais eram presos políticos, casaram-se dentro do campo e tiveram filhos prisioneiros. Aos 14 anos, Shin foi submetido a tortura e tem as cicatrizes até hoje. Ele também presenciou a execução pública da mãe e do irmão, após uma tentativa de fuga.

Em 2006, Shin Dong-hyuk conseguiu escapar do campo e chegou à Coreia do Sul, onde trabalha em defesa dos direitos humanos. Além de divulgar a realidade do campo onde viveu, ele luta pela criação de uma Comissão de Inquérito da ONU para apurar abusos sistemáticos e violações de direitos humanos cometidas em seu país.

Durante a 22ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU – entre os dias 21 e 22 de março -, o ativista conversou com Conectas e pediu que governo brasileiro vote favoravelmente à criação da Comissão.

A Comissão poderá investigar décadas do regime, coletando testemunhos de vítimas, familiares e sobreviventes. Por meio da análise de informações recebidas, será possível traçar o cenário de violações cometidas no país, onde cerca de 200 mil pessoas vivem em campos de trabalho forçado.

Segundo Shin, o Brasil pode oferecer uma ajuda significativa por meio de seu voto. “Se a Comissão de Inquérito for estabelecida, os campos de trabalho forçado e outras violações de direitos humanos que a Coreia do Norte tenta esconder serão revelados à comunidade internacional. O estabelecimento da Comissão irá lançar as bases para os presos políticos serem libertados”, afirma.

Para que a Comissão seja criada, a maioria dos 47 Estados integrantes do Conselho, incluindo o Brasil, deve votar a favor do seu estabelecimento. Em 2009, o Brasil se absteve diante de resoluções sobre direitos humanos na Coreia do Norte.

Veja vídeo de Shin contando um pouco de sua história:

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O corpo do presidente venezuelano Hugo Chávez, que morreu no dia cinco deste mês, foi trasladado nesta sexta-feira, 15, da Academia Militar – onde ocorreu o velório do líder bolivariano – para o Museu da Revolução no bairro 23 de Enero, que fica no oeste de Caracas e é um reduto do chavismo.

Medidas adicionais de segurança foram adotadas no bairro. O traslado atraiu milhares de pessoas às ruas como quando o corpo foi levado do hospital militar para a Academia.

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Também nesta sexta-feira, o Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) prestou uma homenagem póstuma ao presidente venezuelano.

Discursos

O presidente da Assembleia-Nacional, Diosdado Cabbelo, fez um discurso aos venezuelanos ressaltando que a revolução bolivariana não terminou “com a partida física do nosso comandante.”

María Gabriela Chávez, uma das filhas do presidente venezuelano, também discursou antes do traslado do corpo. Ela leu uma carta que escreveu para o pai. “Obrigada principalmente por nos ter devolvido a pátria”, disse Gabriela ao finalizar a leitura (veja abaixo, em espanhol).

Traslado

O corpo de Chávez começou a ser trasladado por volta das 14h30 (horário de Brasília) e seguiu em caravana até o Museu da Revolução. O povo venezuelano acompanhou pelas ruas de Caracas. A caravana era composta por diversos carros e, conforme passava pelas ruas da cidade, era recebida por pessoas cantando “Pátria querida”.

Depois de duas horas e meia, a caravana chegou ao Museu da Revolução. O caixão foi carregado até um salão do local por integrantes da guarda venezuelana e seguido pelo presidente interino, Nicolás Maduro, e o presidente da Bolívia, Evo Morales, enquanto muitos venezuelanos diziam “Até sempre Chávez”.

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