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Radar Global

O americano Washington Post escreveu que a vitória de Dilma, “uma guerrilheira marxista que se tornou uma tecnocrata especialista em desde finanças a energia”, mostra a “confiança do eleitor no homem que a escolheu para o cargo, o presidente Lula”.

O jornal publicou o discurso recente de Dilma, realizado quando os resultados finais já haviam sido divulgados. Segundo o Post, a eleição de Dilma é o apoio dos brasileiros às políticas sociais iniciadas por Lula.

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Após a divulgação dos resultados oficiais, o governo da Argentina também felicitou Dilma pela vitória. “O governo da República Argentina felicita a senhora Dilma Rousseff pelo triunfo popular obtido no dia do segundo turno, que lhe consagrou como a primeira chefe de Estado do Brasil”, dizia o comunicado da chancelaria.

Expressando sua “indeclinável vontade de seguir trabalhando com o governo e com a nação irmã do Brasil para aprofundar a estreita e rica relação que une os países”, o governo de Cristina Kirchner afirmou que a vitória da petista “afirma a continuidade das políticas que vêm se desenvolvendo no Mercosul, como a Unasul, para o bem-estar de toda a comunidade latino-americana”.

Dilma se torna uma das três chefes de Estado na América Latina, ao lado de Cristina Kirchner, da Argentina, e Laura Chinchilla, da Costa Rica.

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O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, felicitou Dilma Rousseff e se mostrou seguro de que seu mandato constituirá “uma renovada oportunidade” para aprofundar as relações bilaterais.

Cavaco transmitiu suas “mais efusivas felicitações” em nome do povo português, desejou à petista “o maior sucesso” no exercício de suas funções e disse esperar uma visita de Dilma em “breve”.

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“Uma ex-rebelde marxista, que foi presa e torturada durante a ditadura brasileira, se tornou a primeira presidente mulher da história do seu país”. Assim iniciava a notícia da vitória de Dilma no britânico The Guardian.

O Guardian publicou declarações recentes da candidata eleita. A notícia era a quarta chamada principal na primeira página do jornal na internet.

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O presidente do governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, enviou um telegrama a Dilma parabenizando-a pela vitória nas eleições e se comprometendo a seguir trabalhando para que relação bilateral entre Brasil e Espanha continue “magnífica”.

Fontes do Governo espanhol informaram que o chefe do Executivo, em sua primeira mensagem de felicitação, desejou sucesso a Dilma. “Seguiremos trabalhando para que as relações entre nossos dois países continuem em um nível magnífico”, disse Zapatero.

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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que já havia declarado que apoiava Dilma e que a preferia para ocupar o cargo de presidente do Brasil, parabenizou a petista por “entrar no clube”. “Vem de longe, companheira, te conheço. Sabemos de onde vem, das batalhas pelo Brasil, das duras batalhas. Uma grande mulher, uma patriota”, disse Chávez.

O venezuelano disse que Dilma “se converterá em outra giganta”, assim como Cristina Kirchner na Argentina. “Vou mandar um beijo para minha querida Dilma”, disse ele ao final do seu programa dominical, o “Alô, Presidente”.

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O presidente da França, Nicolas Sarkozy, deu os parabéns à petista Dilma Rousseff pela eleição à presidência por meio de comunicado divulgado pela chancelaria francesa. Segundo o francês, a escolha de Dilma é o “reconhecimento do povo brasileiro ao trabalho do presidente Lula para fazer do Brasil um país mais justo e moderno”.

Sarkozy ainda disse que a França e o Brasil “compartilham os mesmos valores e as mesmas visões de mundo” e que os países devem seguir com a cooperação em todas as áreas.

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No paraguaio La Nación, a vitória de Dilma não destacada e foi tratada como as demais notícias. O diário, porém, publicou um perfil da presidente eleita, embora não tenha ilustrado nenhum dos dois textos.

“Dilma Rousseff, uma ex-guerrilheira e ministra enérgica de 62 anos, se converteu neste domingo na primeira presidente mulher a alcançar o cargo de presidente no maior país da América Latina, o Brasil, graças ao apoio do carismático presidente Lula”, dizia o perfil da petista.

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O jornal italiano Corriere della Sera destacou que Dilma “herdou um país que vive um de seus melhores momentos na frente econômica, com a industrialização em crescimento e o desemprego em um nível mínimo”. Destacou também que Lula não intervirá hoje, deixando o dia de hoje como “dia de Dilma”.

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O peruano La República foi um dos poucos jornais latino-americanos a dar pouco destaque à eleição brasileira. A notícia ocupava um espaço pequeno na página inicial do diário, junto de chamadas convencionais.

No texto, o La República escreveu que Dilma será a primeira mulher a ocupar um cargo que antes foi de 39 homens. O jornal, porém, foi o único a destacar que, apesar de ter sido eleita a primeira presidente mulher, o legislativo ainda é constituído em sua maioria por homens. “Nas legislativas de 3 de outubro, os brasileiros elegeram 45 mulheres entre 513 deputados e oito senadoras entre os 51 assentos renovados na casa”.

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