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Radar Global

Esta postagem marca o fim da lista elaborada pelo Radar Global relembrando os 12 principais personagens da política internacional de 2010. Veja também a retrospectiva dos últimos meses com os 12 principais fatos do ano.

Julian Assange, fundador do WikiLeaks

O australiano de 39 anos ganhou a atenção mundial ao vazar documentos secretos sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão e 250 mil mensagens diplomáticas do departamento de Estado americano por meio de seu site, o WikiLeaks.

Em dezembro, Assange foi preso no Reino Unido após a justiça Sueca pedir à Interpol sua detenção. Ele é acusado de crimes sexuais e deve ter sua extradição julgada em janeiro. O australiano ganhou as páginas de jornais de todo o mundo, despertando ódio em alguns líderes mundiais e sendo apoiado por outros.

A revista americana Rolling Stone o elegeu como o rockstar do ano. O vice-presidente americano, Joe Biden, por sua vez, o chamou de terrorista cibernético.

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Especial: Por dentro do WikiLeaks

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Até o dia 31 de dezembro, o Radar Global relembra os 12 principais personagens da política internacional de 2010. Acompanhe também a retrospectiva dos últimos meses com os 12 principais fatos do ano.

Os 33 mineiros chilenos

Em outubro deste ano, o mundo parou para assistir ao resgate de 33 mineiros presos por 69 dias em uma mina de cobre e ouro no deserto do Atacama. Eles foram resgatados, um a um, por uma cápsula que desceu por um túnel com 700 metros de profundidade escavado na rocha.

O drama dos mineiros  – 32 chilenos e um boliviano – foi acompanhado de perto pelas autoridades chilenas e mobilizou até a Agência Espacial Americana, a Nasa, que forneceu equipamentos para o salvamento. Os 33 mineiros se tornaram um símbolo de resistência e heroísmo em todo o mundo.

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Veja no blog como foi a operação
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Sakineh Ashtiani, a mártir iraniana

A condenação à morte por apedrejamento da iraniana Sakineh Ashtiani, acusada de adultério e de conspirar para a morte do marido gerou uma onda de protestos no Ocidente contra a prática, adotada no Irã e em outros países islâmicos.

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a oferecer asilo à iraniana e a presidente eleita, Dilma Roussef, qualificou a prática como barbárie. A abstenção brasileira na ONU a uma moção contra o apedrejamento também gerou críticas ao Itamaraty.

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Guillermo Fariñas, dissidente cubano

O dissidente cubano Guillermo Fariñas desafiou o regime de Raúl Castro com uma greve de fome de 135 dias, em protesto pela morte do preso político Orlando Zapata e chamou a atenção para a má situação dos direitos humanos e dos prisioneiros de consciência em Cuba. Em dezembro, ele ganhou o prêmio Sakharov à Liberdade de Pensamento, concedido pelo Parlamento Europeu.

Em paralelo à greve de fome de Fariñas, o governo cubano firmou um acordo com o Arcebspado de Havana e com a Espanha para libertar 52 presos políticos.

Veja nossos especiais sobre o assunto:
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Entenda a crise dos presos políticos de Cuba
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Veja lista dos 52 presos políticos

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Sarah Palin, republicana e madrinha do Tea Party

Uma das principais vozes da ala mais conservadora do partido republicano, a ex-candidata à vice-presidência dos EUA e ex-governadora do Alasca, Sarah Palin, se tornou em 2010 uma das estrelas do Tea Party, a facção mais à direita que elegeu importantes deputados e senadores na eleição de meio de mandato que retirou dos democratas o pleno controle do Congresso.

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Avigdor Lieberman, chanceler israelense 

O ministro das Relações Exteriores de Israel é face pública da facção do gabinete do premiê Benjamin Netanyahu favorável a expansão dos assentamentos na Cisjordânia. Em discurso na Assembleia-Geral da ONU, em setembro, ele disse a criação de um Estado palestino não garante a paz no Oriente Médio e que um possível acordo deveria mover fronteiras, e não populações.

As negociações diretas de paz entre israelenses e palestinos foram retomadas em setembro, mas pouco progrediram devido à expansão das colônias judaicas nos territórios ocupados. Lieberman, membro da extrema-direita da coalizão de Netanyahu, também se opõe a qualquer acordo que ceda territórios israelenses aos palestinos.

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Hugo Chávez, presidente da Venezuela

Chávez viu seu prestígio popular cair. A violência urbana em Caracas e a crise econômica gerada pela queda no preço do petróleo derrubaram a aprovação ao presidente.

Nas urnas, o Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV) perdeu a maioria qualificada na Assembleia Nacional. O partido teve apenas 120 mil votos a mais (0,2%) que os opositores nas eleições legislativas de setembro.

No final do ano, teve seus poderes ampliados pelo Congresso com a justificativa de que precisa dar respostas mais rápidas às vítimas das chuvas no país. Ele governará sem o Parlamento até sua sucessão.

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Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil

O Brasil desenvolveu uma política externa agressiva este ano ao tentar mediar o acordo nuclear com o Irã. Lula também se ofereceu para receber a iraniana Sakineh Ashtiani, condenada a morte por Teerã. Antes de deixar o poder o presidente ainda reconheceu o Estado palestino, decisão que foi seguida por outros países da América Latina e criticada por EUA e Israel.

Lula deixa o cargo com índices de aprovação altíssimos e visto como um dos líderes mais bem sucedidos da América Latina. Por isso, especula-se que ele possa tentar um cargo diplomático em órgãos como a Unasul ou a ONU. Ele, porém, nega que vá se envolver na esfera da diplomacia internacional.

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Silvio Berlusconi, premiê da Itália

O primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, acima de tudo, conseguiu sobreviver em 2010. Com a economia italiana ainda patinando para se recuperar da crise, viu-se envolto em um novo escândalo sexual, desta vez com uma menor de idade, ao qual respondeu com a polêmica frase “É melhor gostar de garotas jovens do que ser gay”.

Na arena política, Berlusconi perdeu o apoio de Gianfranco Fini, seu aliado desde 1994, que deixou o partido Povo da Liberdade para fundar uma nova legenda, levando consigo deputados, senadores e quatro ministros. Apesar da crise, no entanto, Berlusconi sobreviveu a duas moções de confiança no Parlamento e segue no poder

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Barack Obama, presidente dos EUA

Obama foi o homem do ano em 2009. Assumiu a presidência dos EUA tendo como lemas a esperança e a mudança, tornou-se o primeiro negro a ocupar o cargo e até a ganhar o prêmio Nobel da Paz. Em 2010, porém, a história foi diferente.

O ano foi marcado de frustrações e derrotas para o líder americano. O novo Start (sigla em inglês para Tratado de Redução de Armas Estratégicas), assinado com a Rússia, foi um marco para a defesa do país, mas ainda deve ser aprovado no Senado – o que deve ocorrer em breve. A reforma da saúde, prioridade doméstica de Obama, só passou no Congresso depois de serem feitas concessões aos republicanos. A falta de resultados na guerra do Afeganistão depois de ser aprovado o reforço das tropas também foi motivo de críticas.

O golpe mais duro, porém, veio no começo de novembro. O Partido Democrata perdeu a maioria na Câmara dos Representantes e teve o espaço reduzido no Senado após as eleições legislativas, vencidas pela oposição republicana. O resultado do pleito foi considerado um indicador da insatisfação dos americanos com seu presidente.

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