Por Ariel Palacios, correspondente em Buenos Aires, e Solly Boussidan, especial para o ‘estadão.com.br’
A Guerra das Malvinas, que completa 30 anos nesta segunda-feira, 2, foi travada entre a Grã-Bretanha e a Argentina pela disputa do arquipélago localizado no Atlântico Sul. Conheça alguns dos personagens deste conflito.
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ESPECIAL: 30 anos da Guerra das Malvinas
Margaret Hilda Thatcher Nascida em 1925 no interior da Inglaterra, Margaret Thatcher foi a primeira mulher a liderar um grande partido britânico e a única mulher a ocupar o posto de primeiro-ministro no país. Seu governo, entre 1979 e 1990, foi o mais longo de qualquer premiê britânico do século XX. Formada em química e direito, Thatcher ficou mundialmente conhecida como “Dama de Ferro” por sua postura conservadoras e seu caráter pouco aberto a negociações. Suas políticas de flexibilização do mercado de trabalho britânico, diminuição na influência dos sindicatos locais, aumento de impostos e privatizações a tornaram bastante impopular no início dos anos 1980. Foi somente com a vitória britânica na Guerra das Malvinas, em 1982, que Thatcher recuperou sua popularidade, permitindo que vencesse as eleições de 1983. Em 1992, Margaret Thatcher recebeu o título de baronesa, tornando possível que ela participe das discussões na Câmara dos Lordes do Parlamento britânico.
John Jeremy Moore O major-general John Moore foi encarregado de comandar as forças terrestres britânicas durante a Guerra das Malvinas. Nascido em 1928 em uma família tradicional das forças armadas britânicas, o experiente militar havia se alistado no Corpo de Fuzileiros Navais da Grã-Bretanha em 1947 e servido como comandante em diversas operações táticas de sucesso na convoluta Irlanda do Norte da década de 1970. Apaixonado por música, administrou a Escola Real de Música dos Fuzileiros Navais ao longo de 1957. Moore é considerado um dos principais estrategistas britânicos das batalhas de San Carlos e Goose Green, nas Malvinas. Coube ao major-general receber a rendição das forças argentinas nas Malvinas, em junho de 1982. Condecorado como Oficial da Ordem do Império Britânico, Moore faleceu em 2007, aos 79 anos de idade.
John Forster “Sandy” Woodward Natural da região da Cornuálha, Woodward foi almirante encarregado de comandar as forças navais britânicas durante a Guerra das Malvinas. Nascido em 1932 e conhecido por sua excepcional capacidade de liderar mesmo sob intensa pressão, Sandy, como era conhecido, provou-se o par perfeito para lidar com a personalidade complicada de Moore. Foi condecorado como Cavaleiro da Ordem do Império Britânico por seu papel estratégico nas Malvinas, incluindo a destruição do cruzador argentino General Belgrano, um dos golpes mais duros infligidos ao país sul-americano. Em 1992, Sandy escreveu um livro de memórias sobre a guerra, na qual não esconde a tensão e o medo que vivenciou, extirpando a imagem de comandante durão e sem sentimentos pela qual ficou conhecido.
Leopoldo Fortunato Galtieri Sósia do ator americano George C. Scott no filme “Patton”, imitador dos gestos histriônicos do ditador italiano Benito Mussolini e consumidor diário de vastas quantidades de “scotch”, Leopoldo Galtieri estudou na Escola das Américas, no Panamá. Logo depois do golpe de 1976, ocupou o comando do Segundo Exército, implantando um regime de terror, com a instalação de campos de detenção e tortura. Ambicioso, em dezembro de 1981 deu um golpe dentro do golpe e derrubou o ditador Roberto Viola. Em março de 1982, desesperado pelo crescimento dos protestos sociais, colocou em andamento um velho plano de impacto: a reconquista das Malvinas. Galtieri foi ovacionado por multidões nas primeiras semanas do conflito. Até a véspera da rendição, desde seu balcão na Casa Rosada, afirmava que a Argentina estava ganhando. Mas, no 14 de junho, furiosas, as multidões que o haviam aplaudido nas semanas anteriores, agora gritavam “Galtieri, borracho, mataste a los muchachos” (“Galtieri, seu bêbado, você matou os rapazes”). Três dias depois, Galtieri foi derrubado. Seu substituto, o general Reynaldo Bignone, começou uma abertura política que levou às eleições presidenciais de dezembro de 1983. Galtieri foi condenado em 1985 a 12 anos de prisão por ser o responsável pela má condução da guerra das Malvinas. Mas no final de 1989, o então presidente Carlos Menem (1989-99) assinou sua anistia. O ex-ditador morreu em 2005 de câncer no pâncreas.
Alfredo Ignacio Astiz “É o mais sinistro paradigma do terrorismo de Estado”. Com esta frase, o escritor e jornalista Jorge Camarasa define a personalidade do ex-capitão Alfredo Astiz, um dos mais famosos integrantes da ditadura, apelidado de “o anjo loiro da morte” por suas vítimas e “o corvo” por seus amigos (por seu ar sempre sombrio). Garoto mimado da ditadura, a alta hierarquia militar encomendava a Astiz as missões mais complexas. Entre seus assassinatos mais famosos estão os das freiras francesas Alice Domon e Leonie Duquet, além de três fundadoras das Mães da Praça de Maio, entre elas, Azucena Villaflor. Astiz foi recompensado por seus serviços com o cargo de comando nas ilhas Geórgias durante a Guerra das Malvinas, em 1982. No entanto, as Geórgias foram o primeiro ponto recuperado pelos britânicos durante o conflito. Após um único tiro de bazuca disparado pelos britânicos, Astiz desistiu de resistir “até a morte”, como havia prometido. Com um copo cheio de uísque em uma das mãos, assinou a rendição incondicional. Em outubro de 2011 Astiz foi condenado à prisão perpétua por torturas e assassinatos de civis durante a ditadura.
Mario Benjamin Menéndez Integrante de uma família de militares que protagonizaram golpes de Estado, em março de 1982 Mario Menéndez era o comandante do Primeiro Corpo de Exército em Buenos Aires. Homem de confiança do general Galtieri, Menéndez foi enviado no dia 7 de abril às Malvinas para ocupar o posto de governador-geral militar do arquipélago e virtual organizador da defesa das ilhas para enfrentar um ataque inglês. No início, o militar acreditava que a Grã-Bretanha não enviaria tropas para a reconquista das ilhas. No entanto, dias depois, Londres anunciou que o próprio príncipe Andrew estaria entre os militares que a Grã-Bretanha enviaria. O general – que havia preparado um antiquado sistema de defesas fixas, tal como na Primeira Guerra Mundial, assinou a rendição argentina no dia 14 de junho.
Era Semana Santa de 1982, em plena Guerra nas Malvinas, quando o chefe da Divisão de América Latina do Itamaraty, Rubens Ricupero, foi chamado à casa do chanceler do Brasil, Ramiro Saraiva Guerreiro. Lá, o diplomata escutou do chefe uma notícia alarmante: um avião com o embaixador cubano na Argentina entrara, sem permissão, no espaço aéreo brasileiro e caças da Aeronáutica tentavam obrigá-lo a pousar em Brasília. A ordem do presidente João Figueiredo era abater a aeronave caso ela não obedecesse.
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Documentos obtidos pelo Estado mostram que a Marinha brasileira acreditava que o embaixador cubano levaria a Buenos Aires um plano de cooperação com Havana. Ricupero diz desconhecer essa informação.
Sob uma tempestade, o diplomata brasileiro foi até a Base Aérea de Brasília. “Quando entrei na sala de operações, fiquei gelado: ouvi o diálogo no rádio entre o controlador e um dos pilotos, que dizia que o avião cubano se recusava a pousar. Chegaram a dar tiros de advertência”, lembra o embaixador. O alívio veio quando a aeronave, de fabricação russa, começou a dispensar combustível, indicando que aterrissaria.
O pouso em Brasília ocorreu na madrugada, com a pista cheia de soldados. “Quando abrem a porta, desce um senhorzinho rechonchudo de meia-idade, uma matrona e um menino, neto do casal, todos assustadíssimos”, diz Ricupero. O avião foi inspecionado, mas a Aeronáutica nada encontrou. “Imagine se tivessem abatido o avião, em plena guerra. Teria sido mais do que uma tragédia.”
SÃO PAULO – A divulgação de um vídeo obtido pela rede de TV ABC nesta quinta-feira, 29, levantou dúvidas sobre a versão original do “vigia voluntário” George Zimmerman, que matou o adolescente negro Trayvon Martin há mais de um mês na Flórida. Nas imagens, Zimmerman aparece ileso ao chegar a uma delegacia policial na noite do crime.
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Zimmerman afirmou ter atirado contra Martin em legítima defesa, após ter levado um soco no nariz do jovem, que teria ainda batido a cabeça do vigia contra a calçada. A descrição dos fatos, contudo, é desmentida pelo vídeo, que mostra o vigia sem ferimentos na cabeça e no rosto e sem marcas de sangue na roupa. Assista.
O caso despertou a indignação nos americanos e rendeu uma declaração do presidente Barack Obama, que disse que “se tivesse um filho, ele se pareceria com Trayvon”.
Capuz. No entanto, nesta quinta o Congresso dos EUA proibiu que um legislador usasse um capuz em homenagem ao rapaz durante um discurso. Para o representante negro Bobby Rush, Trayvon foi alvo dos disparos por causa da cor de sua pele. “A discriminação racial precisa acabar, senhor presidente. Não é porque usa capuz que alguém é bandido”, disse, antes de ser interrompido pelo presidente da sessão.
Por Christina Stephano de Queiroz, do estadão.com.br
Um imigrante magrebino aponta uma arma para um policial francês, enquanto este também lhe aponta o revólver. Os companheiros de ambos se paralisam diante da situação que terá, certamente, um final trágico. Quem vai disparar primeiro? Quem merece morrer primeiro?
A cena final do filme “O Ódio” (1995), do diretor Mathieu Kassovitz (premiado em Cannes pelo trabalho e que ficou conhecido após interpretar o galã sonhador de “O Fabuloso Destino de Amelie Poulain”, de 2001), pode resumir, de alguma forma, os temores expressados pelo presidente Nicolas Sarkozy após o anúncio de que o suspeito dos assassinatos na escola judaica da França na última segunda-feira é um francês de origem argelina. Em declaração dada na manhã desta quarta-feira, 21, o presidente pediu que a prisão do suspeito, Mohammed Merah, não incite o ódio racial no país – que abriga as maiores comunidades muçulmanas e judias da Europa. Merah teria dito que cometeu os assassinatos para se vingar das mortes de crianças palestinas e das injustiças cometidas pela França na região.
Em preto e branco, o filme de Kassovitz conta a história de um dia na vida de Vinz (Vincent Cassel), que é judeu, Hubert (Hubert Kounde), que é negro e Said (Saïd Taghmaoui), descendente de árabe. Os três são jovens imigrantes desempregados que vivem na periferia de Paris e decidem se vingar dos ataques da polícia a um colega do bairro, após este ser hospitalizado a estar entre a vida e a morte. Os jovens vagam enfurecidos pelas ruas da vizinhança cometendo pequenos delitos, até que um deles revela que tem um revólver.

Crédito: reprodução
Legenda: Vincent Cassel em uma das cenas do filme.
Apesar de ser de 1995, o filme, retrato das tensões na periferia de Paris, permanece atual.
Veja trechos do filme:
Da BBC Brasil
A fotógrafa britânica Lalage Snow fotografou e entrevistou integrantes do Primeiro Batalhão do Regimento Real da Escócia em três momentos distintos: antes de eles serem mandados para o Afeganistão; após três meses no país; e poucos dias depois de terem voltado para casa. As imagens e palavras revelam a expectativa, o medo, e, em muitos casos, as experiências traumáticas vividas pelos militares. Leia abaixo os depoimentos dos militares.
Soldado Jo Yavala, 28 anos
Antes. ”Vou sentir falta da minha família. Já estive no Iraque, mas não no Afeganistão. Não sei o que esperar, mas estou ansioso para ir”.
Durante, após uma explosão. ”Tinha um pressentimento estranho sobre essa patrulha. Ouvi o barulho e depois, no rádio, alguém gritando ‘soldado ferido’. Foi o primeiro incidente com feridos que vi. Foi horrível. Vi o rapaz sendo tratado pelo médico. Não tinha perna. Voltei até onde tinha ocorrido a explosão e vi sua bota boiando na água. Só uma bota vazia”.
Depois – “Rezo de manhã, quando acordo, e antes de dormir. Mas lá rezava todo o tempo, pensando na minha família em casa. Por vezes, rezava durante a própria patrulha. Estava com muito medo. Especialmente quando estávamos em contato com o inimigo, não se sabe o que vai acontecer. Agora, percebo que estou um pouco nervoso, minha temperatura sobe rapidamente, especialmente se fico muito tempo em espaços fechados. Às vezes, sinto falta de estar com os caras. Nos primeiros dias, dormia mal. Sonho com coisas que aconteceram no Afeganistão. De vez em quando, acordo chorando”.
Cabo David McLean, 27 anos
Antes. “Não estou incomodado em ir, sou um soldado e este é o meu trabalho. Estamos treinando há tanto tempo que vai ser bom finalmente chegar lá”.
Durante. ”Não aconteceu nada realmente até agora. Tem sido bem calmo e estou um pouco entediado. Quando estamos em um posto de controle, somos apenas 10, portanto ficamos um pouco mais vulneráveis. A comida fede um pouco e você se enche de comer arroz e macarrão. Do que sinto falta? Casa, mulher e álcool. Simples”.
Depois, após levar um tiro na perna. “Faltava só mais uma semana para ir embora. Eu estava na frente na patrulha. Cruzamos uma vala e me virei para ajudar quem vinha atrás. Estávamos em meio a árvores e alguém disparou contra nós. Só senti um calor no músculo e rolei para a vala. Vieram com uma maca, mas a vala era estreita demais. Você não pensa muito na hora, a adrenalina é muita. Em meia hora, eu estava no helicóptero e, no dia seguinte, em Selly Oaks”.
Soldado Matthew Hodgson, 18
Antes. “Estou ansioso para ir agora que sei que vamos, mas tenho medo de perder meus melhores amigos mais do que eu mesmo. São as baixas que me assustam. Sei que vai haver muitas”.
Durante, após uma explosão. “Foi realmente aterrorizante. Você vê a explosão e se pergunta quem foi atingido. Não é bonito de se ver. É um choque o quão real é tudo isso e você tenta não pensar mais no assunto. A patrulha era sem sentido e agora um soldado afegão não tem uma perna. E para quê?”
Depois. “Você tenta explicar como era, onde estava, mas as pessoas não tem a menor ideia. Não fazer uma refeição decente ou ter uma boa noite de sono. E estar completamente exausto após uma patrulha. E deu muito medo várias vezes. Quando você está em combate, é só ‘se abaixar’. Mas depois cai a ficha: ‘estavam atirando em mim, foi por pouco’. Agora que estou em casa, fico frustrado com coisas pequenas, me irrito. Eu não era assim”
Soldado Steven Anderson, 31
Antes. “Acho que vai ser horrível, na verdade. O trabalho será intenso, com muitas baixas. Não tenho medo de morrer, mas de perder as pernas”
Durante. “É difícil explicar como são as coisas. Geralmente, quando minha namorada me pergunta pelo telefone por que eu não estou falando normalmente, é que… Você fica simplesmente exausto. Tive medo na primeira patrulha, mas você se lembra dos treinamentos e sabe o que fazer. Não estive em nenhum tiroteio e espero que continue dessa forma e eu vá para casa com todos os meus dedos das mãos e dos pés intactos”
Depois. “Tentamos ganhar seus corações e mentes… mas essa gente vive até os 45 anos de idade e há tanta pobreza e falta remédio para tratá-los. Eles dão um valor diferente à vida. Uma criança morreu, doente. Eles trouxeram o corpo até nós, com marcas de tiros, dizendo que a criança foi pega em um tiroteio. Eles exigiam dinheiro. Como você pode mudar a cabeça de alguém assim?”
Soldado Sean Patterson, 19
Antes. “Vou me despedir logo da minha família por odiar despedidas. Vou sentir falta deles, mas não tenho medo. Mal posso esperar! Ingressei no Exército aos 15 anos de idade. Era tudo o que eu queria e agora estou ansioso para ir”.
Durante (recebendo tratamento psicológico). “Foi horrível. Quando voltamos para a área segura, comecei a chorar. Todos nós choramos. Não consegui dormir naquela noite. Pensava na minha família e olhava para as estrelas. Nas primeiras noites, tive pesadelos, acordava suando frio. Quando voltei a atuar, sofremos um ataque e dois caras tiveram que ser retirados após perderem membros. Foi horrível ver isso acontecer mais uma vez. Rezo antes de sair em uma patrulha, mas agora penso: voltarei inteiro ou sem uma perna? Fico aterrorizado toda vez que saio para patrulhar. Odeio isso. Faltam 84 dias para eu voltar para casa”.
Depois. “As pessoas pensam que você pode viver a vida tranquilamente, mas não é assim tão fácil. Um ônibus pode te pegar e acabou, você nunca sabe o que vai acontecer, especialmente ali. Você pode sair numa patrulha e aquele é seu dia. Fim. Acredito que devemos deixar eles (afegãos) se resolverem. Já perdemos muitas pessoas. Você vê gente voltando sem três membros. Eles não vão arrumar emprego civil, vão? Então, não vejo sentido. Não temos nada a ganhar no Afeganistão. É problema deles. Eles que se resolvam”.
Cabo Ben Frater, 21
Antes. “Sim, tenho medo. De não voltar para casa. Sentirei falta de meus finais de semana, ir a festas com amigos, este tipo de coisa”.
Durante. “Está sendo mais fácil do que pensei, mas não aguento o calor. Ele me enlouquece e nosso treinamento deveria ter sido feito em um país quente para que não nos sentíssemos despreparados para a realidade. A área é tranquila e sair para patrulhar parece um passeio. Mas você nunca sabe. E por ser calmo, sobra mais tempo para pensar sobre a vida normal. Sinto falta dela. E de banhos e roupas limpas”.
Depois. “Nunca esquecerei o dia em que o soldado Warton, da Guarda Escocesa, foi alvejado. Patrulhávamos, tentando nos distanciar de onde estavam os insurgentes. Eles nos seguiram e nos emboscaram. Warton não encontrou proteção e foi atingido na perna. Foi um pesadelo tirá-lo de lá e conseguir transporte enquanto estávamos com água até o queixo. Agora em casa? É estranho. Calmo. Fico entediado facilmente, depois de uns 10 minutos. Me sinto ansioso toda vez que tenho que fazer algo.”
Segundo tenente Adam Petzsch, 25 anos
Antes. “Acho que estou um pouco apreensivo, mas quero ver como a coisa realmente é. Foi por isso que entrei nas Forças Armadas, mas não sei o que esperar”.
No Afeganistão, após uma explosão. “Foi minha primeira explosão envolvendo bombas com feridos. Na hora, sua prioridade é pegar a pessoa e levá-la até um local seguro. Mas depois você começa a pensar no que aconteceu, se dava para ter evitado, se a culpa foi sua e no que os outros fizeram. Antes desta operação, eu notava como estava tudo quieto e pensava que deveríamos ser cuidadosos e não abaixar a guarda”.
Depois. “Estávamos em uma nova instalação e se nos aventurássemos a mais de 200 ou 300 metros, seríamos alvejados. No começo, podíamos patrulhar por quilômetros e ninguém nos encostava a mão. Mas sim, acho que, em alguns aspectos, nossa presença (no Afeganistão) faz diferença”.
Cabo Martyn Rankin (Mazzer), 23
Antes. “Não estou com medo, apenas um pouco apreensivo. Vou sentir falta dos amigos e de tempo livre”.
Durante. “Temos menos pessoal que o necessário, mas damos um jeito. Ouvimos pelo rádio o Taleban dizendo que iria acabar conosco, seu comandante dizendo que seria fácil demais. Penso o tempo todo na ameaça do inimigo e em cenários diferentes. O que faria se… Não tenho medo o tempo todo, os moradores locais são OK. Quero ser testado. É para isso que você se alista, não para apertar as mãos dos locais”.
Por Talita Eredia, enviada especial do ‘Estado’ a Moscou
MOSCOU – As câmeras de vídeo instaladas nos mais de 90 mil centros de votação na Rússia flagraram diversas irregularidades durante a eleição presidencial realizada no país neste domingo. Alguns internautas conseguiram registrar as imagens e publicá-las no YouTube.
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Nos vídeos – muitos deles capturados com celulares a partir das imagens transmitidas – eleitores aparecem depositando dezenas de votos. Segundo a ONG de monitoramento eleitoral Golos, mais de 3 mil denúncias foram feitas. Líderes da oposição e observadores russos afirmaram que identificaram amplas violações.
Veja a seguir alguns dos vídeos:
Alguns internautas reclamaram ainda que muitas câmeras pararam de transmitir as imagens logo depois das 20h, quando as urnas foram fechadas. Segundo eles, foi impossível acompanhar o processo de retirada dos votos.
Um dos vídeos tem imagens inusitadas: uma festa realizada em uma casa na noite de sábado, véspera da votação. Veja:
Imagem divulgada pelo Cimeq, onde o presidente venezuelano está sendo tratado em Cuba
HAVANA – O hospital no qual o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi operado nesta terça-feira, 28, é considerado a “joia” do sistema de saúde cubano. Nele, já foram tratados o ex-presidente cubano Fidel Castro e importantes políticos latino-americanos e africanos. O Centro de Investigaciones Médico Quirúrgicas (Centro de Pesquisas Médico-Cirúrgicas) fica no oeste da capital cubana, Havana.
Segundo seu site oficial, o Cimeq iniciou suas atividades em 1982. Em seus 30 anos de serviços, ganhou reconhecimento nacional e internacional. O centro médico ainda compartilha as instalações com o Centro Internacional de Restaurações Neurológicas (Ciren).
O local conta com 17 departamentos, dentre os quais se destacam o de transplantes de órgãos e tecidos, procedimentos com laser e tratamento de doenças oncológicas.
Antes de viajar a Havana, no dia 24 de fevereiro, Chávez adiantou que faria uma operação no início da semana. As informações divulgadas pelo governo de Caracas dão conta de que o presidente está bem e se recuperando do procedimento.
BUENOS AIRES – Ao menos 49 pessoas morreram em um acidente com um trem cheio de passageiros que ficou sem freios e bateu na estação ferroviária Once, em Buenos Aires, nesta quarta-feira, 22. Agências de notícias afirmam que o número de feridos é superior a 400, enquanto o secretário dos Transportes local, J.P. Schiavi, diz que há 340 feridos. O jornal Clarín, no entanto, contabiliza 600 feridos. A Embaixada do Brasil em Buenos Aires assegura que não há informações sobre brasileiros entre os mortos ou feridos até o momento.
O vídeo abaixo foi feito no momento do choque e transmitido pelo canal local C5N. Assista:
As imagens a seguir foram feitas após o choque:
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VÍDEOS: YouTube reúne imagens da colisão
O líder da rede terrorista Al-Qaeda, o egípcio Ayman al-Zawahiri, pediu em uma mensagem de vídeo de oito minutos a derrubada do “pernicioso e cancerígeno” regime do presidente Bashar al-Assad na Síria. Com isso, aumentam os temores de que extremistas tentem explorar a revolta contra o mandatário, que começou como um movimento pacífico pela democracia mas adquire cada vez mais os contornos de uma guerra civil sectária, ao opor muçulmanos sunitas, que formam a maioria da população, contra alauitas (dissidentes xiitas) e cristãos.
Veja vídeo de al-Zawahiri:
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