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Eleições nos EUA

PERFIL: Barack Obama, presidente dos EUA
Miscigenação, estudo e ação social

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Filho de uma americana branca do Kansas com um estudante queniano negro, Barack Obama cresceu em diferentes partes do mundo, como Indonésia e Havaí. Na juventude, foi estudante de ciência política na Universidade Columbia, em Nova York, período explorado na biografia Barack Obama: The Story, de David Maraniss.

A obra retrata um Obama solitário nas ruas de Manhattan e do Brooklyn. Na universidade, não fazia atividades esportivas ou musicais. São poucos os estudantes contemporâneos do presidente que lembram dele como aluno da Columbia. Seus dois namoros, com uma série de trocas de cartas românticas, ocorreram em outros círculos intelectuais, numa Nova York bem mais violenta do que a de hoje.

Após essa época, Obama passou três anos vivendo em Chicago, onde realizou atividades comunitárias em áreas pobres da cidade. Em 1988, foi aceito na escola de direito de Harvard, onde também estudou Mitt Romney. Obama brilhou e alcançou um dos mais almejados postos estudantis dos EUA – a presidência da Harvard Law Review. “Ele era competitivo e isso se refletia na quadra de basquete”, disse Jason Adkins, um de seus amigos na universidade.

O próximo passo foi voltar a Chicago, onde trabalhou como advogado e professor de direito, além de ser eleito senador em Illinois (na Casa estadual, equivalente às Assembleias Legislativas brasileiras). Em 2004, foi eleito senador pelo mesmo Estado, no Congresso dos EUA, depois de um discurso marcante na Convenção Democrata. Seus críticos mais duros questionam a sua autenticidade. Outros o idolatram como um astro do rock. / GUSTAVO CHACRA

PERFIL: Mitt Romney, candidato republicano
Conservador radical ou moderado?

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Para alguns, Mitt Romney é um extremista conservador. Para outros, um moderado ex-governador do Estado de Massachusetts, que manteve diálogo com a oposição democrata. Nascido em Detroit, Michigan, em 1947, o republicano é de uma das mais proeminentes famílias mórmons dos EUA.

Seu pai, George Romney, sempre foi o seu símbolo. Foi um bem-sucedido executivo dirigindo a American Motors Corporation. Elegeu-se governador de Michigan em 1962, mas não conseguiu se candidatar à presidência.

Romney tem repetido a história do pai. Depois de se formar na Universidade Brigham Young, em Utah, obteve um MBA e uma pós-graduação em direito em Harvard. Seu próximo passo foi na área de consultoria e private equity. Na Bain Capital, fez sua fortuna, de aproximadamente US$ 300 milhões. Em 2002, foi o presidente da organização da Olimpíada de Inverno em Salt Lake City e, dois anos mais tarde, elegeu-se governador de Massachusetts, onde aprovou uma reforma do sistema de saúde semelhante à promovida por Obama na presidência.

Na época, já com os cinco filhos adultos, sua mulher, Ann, desenvolveu esclerose múltipla. No início da doença, houve grande dificuldade, mas, dez anos mais tarde, ela não apresenta nenhuma sequela.

Em 2008, Romney perdeu nas primárias republicanas. Mas venceu as prévias de seu partido em 2012. Na disputa, porém, adotou um discurso para convencer a ala mais conservadora do partido, o Tea Party, a apoiá-lo. Desde o primeiro debate, decidiu voltar a ser o republicano moderado de antes. E os americanos continuam sem saber qual deles é o verdadeiro Romney. / GUSTAVO CHACRA

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03.novembro.2012 18:55:28

A era Obama em 13 atos

Eleições nos EUA

Presidente conseguiu aprovar maior parte de projetos quando ainda tinha maioria no Congresso

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Janeiro de 2009 Proibição de tortura. Obama assina ordem para fechar a prisão de Guantánamo, em Cuba, e proíbe técnicas próximas da tortura em interrogatórios. Prisão segue aberta

Fevereiro de 2009 Pacote de estímulo. Obama sanciona pacote de estímulo econômico de US$ 787 bilhões para conter a recessão no país. A verba é direcionada para criar e manter 3,6 milhões de empregos

Junho de 2009 Resgate de Detroit. Obama forma uma comissão composta de representantes das montadoras, dos bancos, dos sindicatos e do governo e elabora um plano para salvar montadoras tradicionais, como a General Motors, Ford e Chrysler da falência

Março de 2010 Reforma de saúde. Após uma longa batalha no Congresso, Obama sanciona reforma no sistema de saúde americano, bandeira histórica do Partido Democrata

Julho de 2010 Regulação financeira. Obama sanciona lei que restaura parte da regulamentação sobre o sistema financeiro americano

Setembro de 2010 Impasse nuclear iraniano. Obama começa a aumentar pressão diplomática sobre o Irã com sanções econômicas

Novembro de 2010 Perda de maioria no Congresso. Republicanos retomam a Câmara e diminuem maioria democrata no Senado. Tea Party ganha força

Março de 2011 Intervenção na Líbia
EUA lideram imposição de zona de exclusão aérea contra regime de Muamar Kadafi. Meses depois, em outubro, o ditador seria preso e morto por rebeldes

Maio de 2011 Morte de Osama bin Laden. Operação da CIA mata líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, que estava escondido no Paquistão

Junho de 2011 Retirada do Afeganistão. Obama anuncia plano de retirada gradual de tropas dos EUA do Afeganistão após de aumentá-las para combater avanço do Taleban. Tropas devem sair até 2014

Agosto de 2011 Impasse orçamentário. Republicanos obstruem expansão do teto da dívida e governo fica quase sem verba para quitar salários

Outubro de 2011 Fim da Guerra do Iraque. Presidente anuncia fim das operações no Iraque, após ter acelerado cronograma de retirada. Tropas retornam no fim do ano

Setembro de 2012 Atentado em Benghazi. Radicais líbios matam embaixador Chris Stevens em Benghazi. Governo hesita em classificar ato como atentado terrorista

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O ataque com carro-bomba à sede da Falange Cristã do Líbano acontece pouco tempo depois da data que marcou os 30 anos dos massacres dos campos de refugiados palestinos de Sabra e Chatila, em Beirute. Em 18 de setembro de 1982, centenas de palestinos foram assassinados nos campos e milicianos da Falange participaram do crime.

Leia mais: http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19820919-32985-nac-0014-999-14-not/tela/fullscreen

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Eleições na Venezuela

Por Luiz Raatz

Aos 58 anos, presente na vida política da Venezuela há pelo menos 20, o tenente-coronel da reserva Hugo Rafael Chávez Frias atrai o ódio e o amor da população na mesma medida. Seus partidários o veem como o líder que tirou milhões da miséria e reduziu a pobreza de 42% para 9,5%. Os detratores o descrevem como um caudilho populista que vergou ao limite as regras da democracia, eliminando a independência entre os poderes, manobrando programas sociais em troca de votos e perseguindo a imprensa.

Chávez apareceu pela primeira vez no cenário político venezuelano ao tentar derrubar o então presidente Carlos Andrés Pérez em um golpe de Estado frustrado, em 1992. O militar foi preso e cumpriu pena por 2 anos. Em 1998, decidiu aderir ao processo democrático. Organizou uma campanha centrada no contato próximo da população mais pobre e foi eleito com 56% dos votos.

Após assumir o poder, propôs alterar a Constituição em um referendo, do qual saiu vitorioso. Ganhou nova eleição em 2000, com quase 60% dos votos. Em 2002, sofreu uma tentativa de golpe, mas ficou apenas dois dias fora do poder. Dois anos mais tarde, venceria um referendo sobre sua saída da presidência. Com sua reeleição em 2006 e a disparada do preço do petróleo no mercado internacional, aprofundou seu projeto de poder, batizado de socialismo do século 21. Nacionalizou empresas e ampliou os gastos sociais. Na época, a oposição decidiu boicotar as eleições parlamentares, dando controle total do Legislativo aos chavistas.

Em 2007, consultou os venezuelanos sobre o fim da limitação para a reeleição e sofreu sua única derrota eleitoral, revertida depois num referendo. O maior abalo veio em 2011, quando descobriu que sofria de um câncer pélvico. Os detalhes da doença e do tratamento nunca foram divulgados.

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Eleições na Venezuela

Cinco razões para Chávez ganhar a eleição

1. Programas sociais. As missões financiadas pelo petróleo – como o Mercal e o Barrio Adentro – tiraram da situação de pobreza absoluta, em 14 anos de chavismo, mais de 2 milhões de venezuelanos. Nessa situação, ainda permanecem cerca de 4,5 milhões, em uma população de 27 milhões.

2. Organização partidária. Desde 2006, após vencer a eleição presidencial, Chávez concentrou as forças que lhe davam apoio político em um único partido, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). Com isso, evitou divisões internas e centralizou o controle de sua base.

3. Controle do Estado. Chávez instalou seus partidários em todas as instituições do país, incluindo a eleitoral. Dos cinco juízes do organismo, três são considerados dóceis ao chavismo. Isso permitiu, em 2009, que os chavistas redesenhassem o mapa das representações dos distritos de forma a favorecê-los na distribuição das cadeiras da Assembleia Nacional.

4. Exposição. Com a não renovação da concessão da maior rede de TV privada do país, a Radio Caracas Televisión (RCTV), Chávez deu início à construção de uma rede de mídia estatal da qual se tornou a principal estrela. Além disso, ele convoca rede nacional obrigatória a todas as demais emissoras quando julga necessário.

5. Doença. Desde que Chávez anunciou que tem câncer, em junho do ano passado, a oposição e jornalistas ligados a ela divulgam notícias sem parar de que a expectativa de vida do presidente se conta em dias, não em anos. Ao sobreviver – independentemente de seu real e supersecreto estado de saúde -, Chávez passou a ser visto como o líder que venceu até a uma moléstia mortal.

Cinco razões para Chávez perder a eleição

1. Desgaste. Nenhum chefe de Estado democrático resiste ao desgaste de 14 anos no poder. Levando-se em conta a redundância do discurso chavista, a resistência do líder bolivariano torna-se ainda mais surpreendente. Além disso, pelo menos a metade de suas promessas feitas à população, principalmente em relação à criação de empregos, caíram no vazio.

2. Autoritarismo. O estilo Chávez de governar já há algum tempo vem incomodando alguns setores da sociedade venezuelana. A Lei Habilitante, dispositivo constitucional que permite ao presidente governar por decreto, deu ao líder bolivariano poderes sem limites para expropriar e nacionalizar grandes empresas, substituindo-as por estatais pouco eficazes.

3. Ajuda ao exterior. Na visão do venezuelano médio, a distribuição do petróleo a preços subsidiados para países como Cuba e Nicarágua significa uma grande sangria dos recursos naturais do país. Além disso, o impasse ideológico com os Estados Unidos e a aproximação com o Irã e com regimes ditatoriais árabes são vistos com reservas por boa parte dos venezuelanos.

4. Infraestrutura. Apesar de possuir uma das maiores reservas de hidrocarbonetos do planeta, a Venezuela passou, nos 14 anos sob o domínio chavista, por uma das maiores crises energéticas de sua história, com blecautes constantes em várias regiões do país. Ao mesmo tempo, a criminalidade explodiu e o sistema de transportes público está à beira do colapso.

5. Economia. Dados não oficiais estimam que a inflação de 2012 deve ficar em torno dos 30%. A política cambial é uma farsa, com a cotação do dólar no paralelo chegando a mais do que o dobro da oficial, e a taxa de desemprego entre as mais altas da região. Na visão da população, o governo é ineficaz na administração da economia e não é capaz de criar postos de trabalho.

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Por Bruna Ribeiro

SÃO PAULO – O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, está asilado na embaixada do Equador, em Londres, desde o dia 19 de junho. Até a quinta-feira, ele aguardava a resposta do país sobre a concessão de asilo político. Decisão tomada, Assange poderá se refugiar no país, mas, para que possa sair da Inglaterra, precisa de um salvo-conduto de Londres.

A autorização permitiria que ele transitasse pelo território britânico entre a Embaixada e o aeroporto sem ser preso pelas autoridades britânicas. Mas o chanceler William Hague disse que se recusa a oferecer tal benefício a Assange. Dessa forma, não há previsão para a saída do fundador do WikiLeaks da Embaixada. Casos parecidos ocorreram no passado. Confira alguns abaixo e leia histórias relacionadas no Acervo Estadão.

Quinze anos na Embaixada. Possivelmente o caso mais longo de um dissidente abrigado em uma embaixada foi o do cardeal católico húngaro Jozsef Mindszenty. Ele passou 15 anos sob proteção da Embaixada dos EUA em Budapeste, de 1956 a 1971.

‘Bombardeio’ musical. O líder do Panamá Manuel Noriega se refugiou na Embaixada do Vaticano em dezembro de 1989, quando seu país foi invadido pelos EUA. As forças americanas “bombardearam” Noriega com música ininterrupta no volume máximo, até que ele não aguentou mais, saiu do prédio e foi preso.

Asilo e bolsa de estudos. O astrofísico chinês Fang Lizhi, crítico do governo de seu país, se refugiou na Embaixada dos EUA em Pequim em 1989, quando as autoridades chinesas lançavam os ataques contra os protestos da Praça da Paz Celestial. Ele permaneceu por mais de um ano do local, de onde saiu após um acordo, pelo qual recebeu uma bolsa de estudos na Universidade de Cambridge. Depois, mudou-se para os EUA, onde permaneceu até sua morte, em abril deste ano.

Do refúgio ao governo. O então líder da oposição do Zimbábue Morgan Tsvangirai se refugiou na Embaixada da Holanda em Harare em junho de 2008. Em 2009, foi nomeado primeiro-ministro, em um governo de coalizão.

Exílio e embaixada. Após ter sido preso e expulso do país, enviado à Costa Rica em junho de 2009, o presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya voltou escondido à capital, Tegucigalpa, em setembro daquele ano e se refugiou na Embaixada do Brasil. Ele permaneceu quatro meses no local, até o término de seu mandato, em janeiro de 2010. Depois, partiu para o exílio na República Dominicana.

Fuga de prisão domiciliar. Em abril deste ano, o dissidente cego chinês Chen Guangcheng escapou da prisão domiciliar e se refugiou na Embaixada dos EUA em Pequim. Ele permaneceu na missão diplomática por uma semana, até que deixou o local para se internar em um hospital. Em maio, ele, a mulher e os dois filhos deixaram a China rumo aos EUA.

Na Embaixada do Brasil. O senador boliviano de oposição Roger Pinto Molina está abrigado na Embaixada do Brasil em La Paz desde 28 de maio deste ano. No início de junho, ele recebeu asilo político do Brasil, mas ainda aguarda salvo-conduto das autoridades bolivianas para poder deixar o país.

Com informações da BBC Brasil

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Por Fernanda Simas

Analisando pesquisas feitas pelo Pew Research Center após as duas últimas eleições presidenciais norte-americanas, é possível verificar que a fidelidade partidária é a principal característica nos votos dos grupos religiosos. Em 2004, os candidatos eram George W. Bush (republicano, eleito) e John Kerry (democrata); em 2008, John McCain (republicano) e Barack Obama (democrata, eleito).

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A tendência dos grupos, segundo as pesquisa, é votar no partido com o qual se identificam e que apoiam e não de acordo com o candidato de cada legenda. Thomas Mann, analista do Brookings Institution, explica que o Partido Republicano apresenta uma plataforma mais conservadora. Inclusive, em meados dos anos 1970, conseguiu se aproximar de extratos mais religiosos da sociedade – até hoje, parte importante de seu eleitorado. Por outro lado, o Partido Democrata tem uma plataforma mais liberal, com políticas sociais voltadas para imigrantes e minorias étnicas.

A mudança que pode ser observada de 2004 para 2008 partiu dos grupos religiosos minoritários no país. Mais de 50% das minorias católicas deixaram de apoiar os republicanos e votaram em Obama. Entre as minorias protestantes, em 2004, mais de 50% do grupo votou no candidato republicano. Em 2008, a mesma quantidade de votos foi do candidato democrata.

Agora resta saber se essa tendência vai se confirmar nas eleições deste ano ou se haverá alguma mudança mais relevante.

Veja os gráficos e entenda:

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Crédito: Pew Research Center

Intenções de voto no Twitter

Uma ferramenta no Twitter permite que os eleitores acompanhem dia a dia as intenções de voto para a Presidência dos EUA na eleição deste ano. De acordo com o que é compartilhado pelos usuários do microblog, um gráfico mostra a evolução da aprovação de Obama e Romney.

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MOSCOU – Três integrantes da banda punk rock russa Pussy Riot foram condenadas nesta sexta-feira, 17, a dois anos de prisão. A sentença lida no tribunal em Moscou descreveu a perfomance do grupo no altar da Catedral do Cristo Salvador, a mais importante da capital russa, como “vandalismo e distúrbio da ordem pública”. Na ocasião, em fevereiro, elas entoaram uma “oração punk” que protestava contra o presidente Vladimir Putin.

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Durante a leitura do veredicto pela juíza, em um discurso que falou em respeito, religiosidade e manifestações, Algemadas, Nadezhda Tolokonnikova, de 22 anos, Yekaterina Samutsevich, de 29, e Maria Alekhina, de 24,  expressavam tranquilidade, esboçando sorrisos de ironia. Assista abaixo ao vídeo do protesto que deu início ao processo contra elas.

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Por Paula Carvalho, do estadão.com.br

Iraquianos protestam por justiça após a morte de Hadi al-Mahdi (Karim Kadim/AP)

SÃO PAULO – A organização americana Committee to Protect Journalists (Comitê de Proteção a Jornalistas – CPJ, na sigla em inglês) divulgou nesta terça-feira, 17, o relatório ‘Impunity Index‘, que lista os países com maior impunidade em crimes contra jornalistas. Os números são calculados com base no número de assassinatos de jornalistas não esclarecidos em relação ao número de habitantes do país. 

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Brasil é o 11º país mais impune em relação a assassinatos de jornalistas 

O Iraque é o país com maior impunidade: 93 assassinatos não resolvidos e uma população de 32 milhões de habitantes. Em segundo lugar está a Somália, com 11 homicídios não esclarecidos e uma população de 9.3 milhões de pessoas. Em seguida, Filipinas, Sri Lanka e Colômbia completam o ranking dos 5 países mais impunes.

O relatório também traz detalhes de alguns assassinatos em cada país. No Iraque, o locutor de rádio Hadi al-Mahdi foi morto em sua casa em 2011 depois de denunciar um escândalo de corrupção no governo; na Somália,  Abdisalan Sheikh Hassan foi morto depois de cobrir uma sessão turbulenta do Parlamento Federal de Transição.

No México, oitavo colocado do ranking, a rede entre tráfico de drogas e corrupção no governo tem provocado muitas mortes entre jornalistas. Em 2011, a morte de Maria Elizabeth Macías Castro foi o primeiro caso documentado pelo CPJ de ter tido relação direta com denúncias feitas em mídias sociais – o que tem sido feito por cidadãos do país para trocar informações sobre as atividades criminosas no país.

O Brasil, em 11º lugar no ranking, teve 20 crimes contra jornalistas desde 1992. Onze deles têm como principais suspeitos agentes oficiais, outros sete teriam sido mortos por grupos criminosos – como Tim Lopes – um por moradores, e outro de forma desconhecida.

 

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Por Gabriel Toueg e Bruna Ribeiro, do estadão.com.br

SÃO PAULO – Enquanto a Espanha oscila à beira de um colapso econômico, o rei do país, Juan Carlos, despertou fúria depois de uma viagem de caça para a África, que só foi descoberta porque ele tropeçou e fraturou o quadril. Por conta do acidente, Juan Carlos precisou ser levado às pressas de volta à capital espanhola, Madri, onde foi submetido a uma cirurgia de emergência.

Em resposta à viagem fora de hora, a imprensa espanhola e estrangeira atacou o estilo de vida do monarca, de 74 anos. Vários jornais estamparam imagens de viagens anteriores de Juan Carlos à África, em missões parecidas. Em uma das fotos, o rei aparece armado, ao lado de um elefante que teria sido abatido por ele. A imagem seria de uma viagem de 2006.

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“Foi uma viagem irresponsável, feita no pior momento possível”, escreveu o jornal espanhol El Mundo. “A imagem de um monarca caçando elefantes na África, em um momento em que a crise econômica em nosso país cria tantos problemas para o povo espanhol, é um exemplo muito ruim”, completou.

O mesmo El Mundo publicou uma entrevista com um especialista em organização de expedições de caça no continente africano. Na matéria, ele afirma que uma viagem desse tipo pode custar até 30 mil euros (mais de R$ 73 mil). A expedição a Botsuana, que, segundo o especialista, não é um dos países mais baratos na África, teria custado US$ 26 mil (cerca de R$ 48 mil), enquanto espanhóis comuns lutam para sobreviver.

A respeitada revista Time também criticou a viagem real. A correspondente da revista em Madri, Lisa Abend, comenta a importância histórica da monarquia no país, mas afirma: “Se os espanhóis de repente começaram a se imaginar sem um rei, não é por qualquer razão histórica. É por causa de elefantes“. A Time também publicou a imagem de Juan Carlos ao lado do animal abatido.

A dívida da Espanha causada por empréstimos contraídos nos mercados internacionais aumentou fortemente, gerando preocupações de que o país poderia seguir os passos de Grécia, Irlanda e Portugal, necessitando um plano de resgate financeiro da zona do Euro. O desemprego na Espanha entre os jovens é superior a 50% e o país enfrenta cortes de gastos sem precedentes em meio a um recorde de 4,75 milhões de pessoas sem trabalho.

Além de comentários irritados na internet e a repercussão na imprensa, a imagem do elefante abatido provocou o pedido de mais transparência das finanças da família real. Em 2006, houve relatos de que o rei teria matado um urso, durante uma viagem de caça à Rússia. A queda do rei em Botsuana acontece poucos dias depois de o neto de 13 anos dele, Felipe Juan Froilan, ter dado um tiro no pé acidentalmente com uma espingarda durante uma prática de tiro ao alvo.

Manifestação. Um grupo de pessoas protestou nesta terça diante do hospital no qual Juan Carlos está internado, em Madri. Com cartazes, eles pedem o fim da morte de animais e denunciam as “vítimas reais da caça”.

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Irritações à parte, os mais sarcásticos não perderam tempo. O jornal britânico Sun reproduziu, hoje, uma foto do rei retratado como o personagem Rambo, dos filmes de ação. Na imagem, o monarca aparece com um lança-foguetes em mãos, enquanto animais parecem se esconder no fundo.

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