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Radar Global

31.julho.2011 00:01:13

As blogueiras de Gaza

Saiba mais sobre o trabalho das internautas de Gaza na edição desde domingo do Estado

Lina Sharif: escreve o Live from Gaza e  os perfiis de mesmo nome no Twitter (@livefromgaza) e no YouTube

Rana Baker: autora do Palestine também mantém o Twitter @ranagaza

Sameeha Elwan: blogueira do Here, I was born, pode ser encontrada no Twitter como @Sameeha88

 

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Questionar um cidadão de Lisboa sobre as eleições legislativas de hoje em Portugal é como apertar a tecla play para um disco de fado. Como os fadistas, os eleitores expressam nostalgia, amargura e dificuldade de viver em um país socorrido por um empréstimo da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional equivalente a 40% de seu PIB. Insatisfeitos com as opções políticas, sobram desilusões e abstenções.

Nas ruas, as passeatas de candidatos cruzavam as ruas centrais na sexta-feira reunindo alguns poucos milhares de seguidores, sem perturbar a rotina do comércio nas ladeiras da capital. Da boca dos portugueses, sobram protestos contra a classe política.

“Estamos nessa crise porque são todos iguais, tanto a direita como a esquerda. Não há diferença entre os candidatos. São todos corruptos e maus administradores”, esbravejou o vendedor ambulante Paulo Pereira, após ignorar a passeata de José Sócrates, atual primeiro-ministro e candidato do Partido Socialista (PS).

Até do lado que está ganhando – a julgar pelas pesquisas de opinião – a mobilização é pequena. Na noite de sexta-feira, Pedro Passos Coelho, líder do Partido Social-Democrata (PSD), realizou seu comício de encerramento no Largo do Carmo, na zona do Chiado. Pequena praça de valor histórico para Lisboa, de onde partiram tropas para derrubar a ditadura na Revolução dos Cravos. O local não estava lotado e tinha apenas poucos milhares de militantes.

“O passado nos diz que esses dois partidos, PSD e PS, não fazem governos muito diferentes do ponto de vista econômico e social”, disse ao Estado António Costa Pinto, cientista político do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

A preocupação é tamanha que a abstenção voltou a se tornar um dos temores dos partidos. Analistas políticos esperam que ela supere os 40% normalmente registrados no país – uma das mais elevadas da Europa.

Ontem, Carlos Carreiras, presidente distrital de Lisboa e membro do PSD, pediu a mobilização popular durante discurso de apoio a Passos Coelho. “Temos de convencer todos a votar, porque senão correremos o risco de viver mais do mesmo que vivemos há seis anos”, afirmou Carreiras, referindo-se a Sócrates.

Em outro ponto da cidade, no Parque das Nações, o candidato socialista a reeleição fazia pedido semelhante para que seus militantes não falhem “neste momento especialmente grave”. “A abstenção não é uma escolha, é uma desistência. E nenhum socialista desiste”, apelou Sócrates.

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O governo dos EUA colocará as redes sociais a serviço da luta contra o terrorismo no final do mês. Os usuários do Facebook e do Twitter receberão diretamente em suas páginas pessoais alertas sobre atentados, de acordo com um documento do Departamento de Segurança Doméstica obtido pela Associated Press.

O procedimento, que deve ser introduzido no dia 27 de abril, faz parte da atualização do sistema de alertas criado depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. Serão apenas dois níveis de aviso – elevado e iminente -, mas nem sempre o comunicado será enviado pela internet, apenas quando for “apropriado”.

O documento especifica vários procedimentos das autoridades quando há uma ameaça. O novo sistema foi desenvolvido para ser mais facilmente compreendido e mais específico. Os alertas, por exemplo, deixarão de ser “amarelo, laranja e vermelho” e incluirão instruções aos funcionários do governo e aos cidadãos, algo parecido com o que acontece em países da Europa atualmente.

Sob o novo sistema, o aviso de nível “elevado” será dado quando há fortes indícios de que há ameaças nos EUA, embora sem informações de local e hora do provável ataque. Sob o alerta “iminente”, porém, haverá informações sobre até sobre alvos do atentado, que inclusive poderia estar em curso.

Fonte: The Guardian

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Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália, finalmente compareceu à corte nesta semana pela primeira vez em oito anos. O premiê depôs no processo de fraude fiscal envolvendo sua empresa de comunicação, a Mediaset.

Berlusconi, porém, enfrenta outros processos. O mais famoso dele, no qual é acusado de ter feito sexo com uma menor, tem uma audiência marcada para o dia 6 de abril. Nada de surpreendente, considerando o histórico de escândalos sexuais nos quais o premiê se envolve.

O inusitado está em uma das testemunhas de defesa do líder italiano – o ator americano George Clooney. O artista teria comparecido a uma das festas do primeiro-ministro nas quais estava Ruby, a marroquina então menor de idade que teria feito sexo com Berlusconi. A atriz italiana Elisabetta Canalis, namorada de Clooney, também teria ido à festa.

Além dos dois, outros artistas, jornalistas e até ministros do governo foram convocados para dar depoimento pela defesa do premiê. Berlusconi nega as acusações e diz que suas festas eram apenas “jantares”.

Reuters

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Na quarta-feira, respiramos aliviados: a operação na Líbia contra o regime ignóbil do ditador Muamar Kadafi, que provocou tanto barulho nos seus primeiro dias, foi salva. França, Grã-Bretanha e Estados Unidos entraram em um acordo para confiar o comando da operação para proteger os civis líbios à Oganização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), única estrutura político-militar apropriada para conduzir com bom senso um assunto tão complicado. Claro que a França de Nicolas Sarkozy, que não queria a Otan, fez careta. Mas enfim, mesmo Sarkozy se achando o maior homem de Estado do século, não podia contrariar a razão. Também não podia contrariar o presidente americano, Barack Obama, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, unidos na disposição de entregar a tarefa à aliança atlântica. Assim, o problema foi resolvido.

Mas na manhã de quinta-feira, tudo parecia ter caído por terra. O acordo entre França, Grã-Bretanha e Estados Unidos ficou obstruído.

Um empecilho paralisou a mecânica da Otan. E esse empecilho chama-se Turquia. A Turquia, com certeza, aceita auxiliar com alguns submarinos, na vigilância de uma vasta zona do Mediterrâneo. Em compensação, Ancara não queria se associar a uma ação que, na Líbia, provocasse vítimas civis.

Os turcos também não queriam, de maneira nenhuma, participar da criação de uma zona de exclusão aérea sobre o território líbio enquanto aviões franceses, britânicos e americanos, bombardeassem as cidades.

Ahmet Davutoglu, ministro turco das Relações Estrangeiras, foi duro: “Não vamos nos imiscuir numa operação que alguns descrevem como uma cruzada”.

Ora, como a Turquia é parte integrante da aliança atlântica e todas as decisões no âmbito da organização devem ser adotadas por consenso, o grande motor da OTAN engasgou e depois, na ausência dos turcos, ameaçava emperrar de vez.

É de espantar que tantos diplomatas inteligentes – franceses, britânicos e americanos – não imaginaram, por um segundo, uma eventualidade como essa que um jornalista, o mais medíocre da Província de Ontário, ou do Principado de Andorra teria previsto.

Alemanha arisca

A Alemanha, da chanceler conservadora Angela Merkel, que decididamente não simpatiza com essa “guerra de Sarkozy”, ficou do lado da Turquia. Retirou da Otan o comando dos seus navios no Mediterrâneo por que não deseja participar do embargo de armas com destino à Líbia.

A França, mesmo que um pouco inquieta ao ver que a solução da crise líbia poderia ser protelada, não ficou tão descontente com o obstáculo que surgiu. Sua ideia, até sensata, é a seguinte: é preciso de qualquer maneira impedir que as operações na Líbia sejam alardeadas ruidosamente como sendo da Otan.

De fato, a organização é detestada pelos árabes e corremos o risco de nos envolver numa terceira guerra, entre o mundo cristão e o mundo muçulmano (após as aventuras lideradas pelos Estados Unidos no Iraque e Afeganistão).

No entanto, essas disputas, enquanto a coalizão prossegue com seus ataques, são lamentáveis. Além disso, todos os diplomatas estão tentando encontrar uma maneira de acabar com o impasse e retomar tranquilamente o trabalho na Líbia.

Tentam encontrar palavras, fórmulas, paráfrases, apócopes, catacreses, metonímias, metáforas, adequadas para que nada mude nos planos dos altos comandos militares, mas de modo a parecer que não provêm da Otan.

Apostamos que, daqui a pouco, vão nos anunciar com brados de alegria que, no lugar da Otan, como cérebro da operação, será colocada alguma outra coisa, um “negócio”, uma sigla, um termo “grupo de contato” ou “comitê político”, que assumirá o controle do caso.

Na quinta-feira, a relutante Turquia acabou aceitando um acordo para transmitir o comando da operação à Otan, sob a condição de que isso não implique em ações terrestres – um cenário de pesadelo para Washington

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Por José Orenstein

O esforço de reconstrução dos japoneses após o traumático terremoto seguido de tsunami tem sido exemplar. E a rede de solidariedade que se construiu no país se estende até um setor conhecido não exatamente por ser exemplar: a Yakuza.

De Tóquio e Kobe, a máfia japonesa tem enviado caminhões repletos de alimentos, água e mantas para os centros de evacuação ao norte do Japão, zona mais afetada pelo desastre natural de 11 de março, que até agora deixou 27 mil mortos e desaparecidos.

A Yakuza ganhou fama por articular redes de crime organizado e explorar o jogo, a pornografia, a prostituição. E também pelas tatuagens que cobrem a maior parte do corpo de seus membros.

Assim como no terremoto que devastou Kobe em 1995, há queixas quanto à demora dos funcionários do Estado em chegar até os sobreviventes. A Yakuza então, como hoje, tem se mostrado mais ágil em prestar socorro aos necessitados.

Foram enviados pela Yakuza pelo menos 70 caminhões às áreas que sofreram com o terremoto, carregados com suprimentos no valor de US$ 500 mil, segundo Jake Adelstein, especialista que escreve sobre o grupo japonês. Segundo Adelstein, a caridade está na código “ninkyo”, que valoriza a justiça e proíbe o sofrimento alheio. O especialista explica que há um entendimento informal entre a Yakuza e a política, que tolera que o grupo realize caridade, mas sem fazer publicidade em cima das suas ações.

Estima-se que os membros da Yakuza sejam 80 mil no Japão. Os Sumiyoshi-kai e os Inakawa-kai, segunda e terceira maiores máfias japonesas, parecem ser os mais ativos no esforço de ajuda após o tsunami. Marginalizados na sociedade, os Yakuza preferem agir de forma independente do governo e das comunidades locais. Aproveitam a organização do crime para organizar a ajuda. E, neste momento, os japoneses não querem questionar a procedência da solidariedade.

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Por José Orenstein

 

A ex-espiã Anna Chapman pode ganhar posição de ainda mais destaque no ala jovem do maior partido russo, o Rússia Unida, que tem nas suas fileiras o poderoso ex-presidente e atual primeiro minsitro Vladimir Putin. Ela foi nomeada nesta terça-feira para o principal cargo do conselho do grupo. As informações são do site de notícias news. ru (em russo).

A fama sorriu para Chapman quando, em julho de 2010, autoridades americanas desarticularam uma rede de espiões russos, que depois foram deportados para Moscou. Chapman desde então tem a entrada em território americano proibida.

Mas o rosto da moça de cabelos vermelhos e 28 anos se fez conhecido pelo mundo. A ex-agente secreta tipo ‘femme-fatale’ – ou seria Bond-girl? – teve que abandonar o trabalho em Wall Street, mas capitalizou o sucesso e já aufere lucros no campo político – e também no do show business. 

Champan já posou para fotos sensuais em uma revista masculina, virou bonequinho de uma empresa americana, apresenta programa de curiosidade e bizarrices na TV russa e é consultora de um banco de investimento. Ela ainda fez uma aparição no lançamento de uma nave espacial russa. 

Recentemente, a ex-espiã lançou um site  - todo em russo também (para não se perder, o link direto da galeria de fotos). Apesar de toda a fama que o status de agente secreta lhe conferiu, a russa nunca admitiu publicamente ter atuado como espiã no EUA.

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O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou no dia 17 de março uma resolução que prevê a imposição de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia e o uso de quaisquer medidas necessárias para proteger os civis líbios do ditador Muamar Kadafi. Um dia depois, começou a intervenção internacional no país africano. Acompanhe no Radar Global os desdobramentos da guerra na Líbia.

17 DE MARÇO – QUINTA-FEIRA

ONU aprova a resolução 1947. Brasil, Rússia, Índia, China e Alemanha se abstêm, enquanto EUA, França, Reino Unido, África do Sul, Nigéria, Gabão, Líbano, Colômbia, Portugal e Bósnia votam a favor da medida. Texto exige cessar-fogo imediato.

Minutos depois de a decisão da ONU ser anunciada, Kadafi critica a intervenção e a considera ”um ato flagrante de colonização” ilegal. “Isso é loucura, insanidade, arrogância. Se o mundo enlouquecer, enlouqueceremos junto. Vamos responder. Faremos de sua vida um inferno, porque estão fazendo isso da nossa. Eles nunca terão paz”.

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18 DE MARÇO – SEXTA-FEIRA

Um dia depois de aprovada a resolução, governo Líbio decreta cessar-fogo para “proteger sua população”. Os ataques de Kadafi contra a população, porém, não são paralisados, segundo os rebeldes.

Barack Obama, presidente dos EUA, lança ultimado ao ditador líbio e afirma que se ele não cooperar, a resolução da ONU seria implantada à força.

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19 DE MARÇO – SÁBADO

Líderes ocidentais, africanos e árabes se reúnem para discutir a intervenção na Líbia. Enquanto isso, Kadafi segue atacando Benghazi, principal reduto rebelde. Pouco tempo depois, a França anuncia o início da incursão, que prevê apenas patrulhas e ataques aéreos, sem o destacamento de tropas terrestres no país africano.

Mais tarde, a coalizão amplia seus ataques e afirma ter danificado boa parte das defesas líbias. Em resposta, Kadafi afirma que atacaria alvos civis no Mar Mediterrâneo e que ‘impediria a segunda cruzada do Ocidente’.

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20 DE MARÇO – DOMINGO

Mesmo com ação internacional e suposto cessar-fogo decretado, tropas de Kadafi seguem atacando  Misrata, cidades controlada pelos rebeldes. A Líbia anuncia uma nova trégua, mas o ditador, na contra-mão, promete uma ‘guerra longa’. Os ataques da coalizão se intensificam, e os EUA afirmam que passariam o controle da incursão aos europeus.

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21 DE MARÇO – SEGUNDA-FEIRA

Quatro jornalistas do New York Times presos pelo governo líbio são libertados. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, pede medidas ‘legais, justas e necessárias’ contra Kadafi, enquanto os EUA estudam a ampliação da zona de exclusão aérea. Os rebeldes, que ganharam novo fôlego após o início da intervenção, dizem que querem levar Kadafi a julgamento após o fim da guerra. Obama afirma que a intervenção internacional tem como um de seus objetivos a deposição do ditador líbio.

O Brasil, que se absteve na votação no Conselho de Segurança, pede cessar-fogo na Líbia. O próprio Conselho, por sua vez, rejeita os pedidos do governo líbio para discutir a intervenção.

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22 DE MARÇO – TERÇA-FEIRA

Os militares americanos reportam que um F-15 cai perto de Benghazi. Os dois tripulantes são resgatados e levados para um local seguro. Durante a operação de salvamento, seis civis líbios teriam sido baleados pelas tropas dos EUA, mas os relatos não são confirmados.

EUA, França e Reino Unido entram em acordo sobre a participação da Otan na intervenção contra o ditador líbio. O comitê político que deverá liderar as ações, porém, não é formado, mas a decisão dá indícios de que a aliança comandará as operações. Hillary Clinton, secretária de Estado dos EUA, afirma que pessoas próximas ao coronel estão buscando quais seriam as ‘opções’ do ditador, o que indica que ele estaria procurando o exílio.

Kadafi, que perdeu um de seus principais comandantes perto de Trípoli, diz que continará lutando e promete sair vitorioso da guerra contra o Ocidente. “Não vamos nos render. Vamos derrotá-los de qualquer forma. Estamos prontos para a luta, seja ela longa ou curta. Venceremos no final”. Foi a primeira aparição de Kadafi aos seus apoiadores desde o início da incursão.

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23 DE MARÇO – QUARTA-FEIRA

Os rebeldes, em demonstração de que seguem com o objetivo de derrubar Kadafi, nomeiam um presidente do governo interino.

A Otan se diz pronta para as operações sobre o embargo de armas contra a Líbia, e o Reino Unido afirma que a força aérea de Kadafi foi destruída pelos ataques da coalizão.

De acordo com a televisão estatal e com testemunhas, novos ataques ocorreram em Trípoli. Uma fonte militar disse à emissora que foram atingidos “alvos civis e militares” e que “um grande número de civis” morreu. Da parte de Kadafi, tanques dispararam contra um hospital em Misrata. Um porta-voz dos rebeldes disse que 16 pessoas morreram.

Já a Otan não se decidiu sobre o comando das operações na Líbia. Os países-membros da aliança marcam para o dia seguinte uma nova reunião para discutir o assunto.

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O presidente da França Nicolas Sarkozy anunciou neste sábado o início da intervenção militar na Líbia, após o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovar uma  resolução que estabalece uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia e autoriza os países membros da ONU a usar “todas as medidas necessárias” para proteger os civis do ditador Muamar Kadafi. Acompanhe no Radar Global.

8h43: Os bombardeios à cidade de Ajdabiyah pelas forças de Kadafi já foram retomados. Os rebeldes prometeram contra-atacar as forças em terra.

************ SEXTA-FEIRA, 25****************************

10h08: Segundo a rede americana ABC, um caça francês abateu um jato líbio que não estava respeitando a zona de exclusão aérea.

9h49: O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, disse que o comando das operações das forças aliadas deve ser passado para a Otan. Hague também afirmou que Kadafi irá pagar pelos crimes que cometeu, e que as forças de repressão líbias continuam ativas.

9h00: Segundo a BBC, Trípoli está sendo bombardiada. Uma fonte do Exército líbio disse que as forças aliadas estão bombardeando o bairro de Tajoura. A informação, no entanto, não pôde ser confirmada por outras fontes.

Na cidade de Ajdabiya, os hospitais estão em estado crítico: não há comida, medicamentos ou eletricidade para atender os doentes e feridos nos confrontos.

8h15: Os tanques líbio estão no centro de Misrata, dando continuidade aos ataques.  A coalizão segue com os bombardeios contra as forças de Kadafi que estão fora da cidade.

************ QUINTA-FEIRA, 24****************************

20h01: A CNN cita oficiais do governo dos EUA dizendo que aliados próximos de Kadafi contataram governos africanos e Washington. O assunto: desconhecido. Nenhum deles indicou se Kadafi sairia do poder ou disse que abandonaria o ditador. “Não estão claros os objetivos de todos esses contatos”, disse a fonte.

19h45: Várias novidades sobre a situação na Líbia:

> Novos ataques da coalizão internacional foram realizados em Trípoli, de acordo com testemunhas e a televisão estatal da Líbia. Ao menos oito explosões foram ouvidas. É a quarta noite seguida de bombardeios na capital.

> A Otan, que deve assumir o comando das operações na Líbia, não se decidiu sobre o assunto. A palavra final pode ser dada na quinta, quando os representantes da aliança se reunirão novamente.

> Kadafi, por sua vez, está atacando Misrata, cidade na região oeste do país ainda sob controle dos rebeldes. Um porta-voz dos insurgentes afirmou que 16 pessoas morreram. Um hospital teria sido atacado por tanques.

> A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmou que há uma forma simples de Kadafi acabar com a crise no país: deixando o poder.

10h39: As forças leias a Kadafi continuam seus ataques às cidades de Misrata e Zintan.

10h12: A Turquia concordou em enviar 5 navios e um submarino para reforçar o embrado de armas imposto à Líbia, segundo a Reuters.

8h32: Segundo a Al-Jazira, os rebeldes da Líbia indicaram Mahmoud Jabril para chefiar o governo interino, e já estão escolhendo ministros.

7h53: Um residente de Misrata disse que a coalizão lançou um ateaque aéreo onde as forças de Kadafi se concentram, segundo a Reuters.

7h39: A Otan confirmou à BBC que deu início ao controle naval do embargo de armas imposto à #Líbia

************ QUARTA-FEIRA, 23****************************

22h09: Mais informações sobre a liderança dos EUA nos primeiros dias da intervenção na Líbia.

21h50: Segundo o Pentágono, os aviões estrangeiros realizaram 336 sobrevoos dos – quais 108 resultaram em ataques – na Líbia. Só dos EUA, foram 212 ações, quase dois terços do total. A França foi responsável por 63 das 124 saídas restantes – 18% do total.

21h21: A Alemanha, uma das principais forças da Otan, está retirando seus navios e aviões do Mediterrâneo após receber a notícia de que EUA, França e Reino Unido concordaram que a aliança participará da intervenção na Líbia.

Os alemães se abstiveram de aprovar a intervenção no Conselho de Segurança da ONU. Aparentemente, o governo não participará das operações. O aparato militar alemão na região já serviu várias outras missões da Otan.

20h53: A Holanda também entrou na coalizão. O país fornecerá seus caças F-16, um avião de reabastecimento e um detector de minas.

19h57: Em entrevista à ABC, Hillary Clinton afirmou que os EUA tomaram conhecimento de movimentações de aliados de Kadafi sondando quais seriam as “opções” do ditador em outros países – um indício de que ele estaria considerando o exílio.

19h24: Após uma semana sem aparecer em público, Kadafi fez um breve pronunciamento para seus seguidores. Mais uma vez o coronel prometeu continuar lutando e afirmou que ele e suas tropas “sairão vitoriosos” de qualquer forma. O ditador falou de sua propriedade em Bab Al-Aziziya, o mesmo local que foi atingido por um míssil no domingo.

17h57: A França confirmou ter concordado com os EUA e o Reino Unido que a Otan deve ter um papel na intervenção na Líbia. O comunicado divulgado pelo governo francês afirma que Sarkozy e Obama “concordaram nas modalidades de uso das estruturas do comando da Otan para apoiar a coalizão”.

17h33: O governo da Líbia anunciou a libertação de três jornalistas: Dave Clark e Roberto Schmidt (AFP) e Joe Raedle (Getty Images).

17h19: A Romênia entrou na coalizão, informa o Guardian. O presidente romeno, Traian Basescu, afirmou que serão fornecidos 207 fuzileiros navais e uma fragata por três meses para reforçar o embargo de armas sobre a Líbia.

17h00: Em Londres, o chanceler da Arábia Saudita disse apoiar os objetivos da resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a Líbia. A Arábia Saudita é mais um país árabe a apoiar a ação contra Kadafi abertamente. A Liga Árabe havia respaldado a intervenção, mas alguns de seus membros expressaram reservas. O Líbano, porém, era um dos mais ferrenhos defensoras das medidas, e o Qatar já participa da coalizão internacional que promove a incursão.

16h42: Segundo o almirante Samuel Locklear III, comandante das forças navais dos EUA na Europa e na África, as forças de Kadafi ao ponto de elas não serem mais capazes de infligir “impactos negativos” na coalizão internacional.

16h31: Hussein El Warfali, um dos comandantes das brigadas de Kadafi perto de Trípoli, de acordo com a Al-Jazira.

16h22: Um canal britânico reportou que seis civis foram baleados por militares americanos durante a operação de resgate dos dois pilotos do caça F-16 Strike Eagle acidentado perto de Benghazi. Os EUA negam envolvimento. O episódio não foi confirmado.

12h52: A França anuncia que os ministros de Relações Exteriores dos países da coalizão devem se reunir sobre a Líbia.

12h31: O presidente Nicolas Sarkozy disse que irá visitar a base aére em Córsega em  usada nas operações militares contra a Líbia.

7h52: O exército americano confirmou que um de seus jatos se acidentou na Líbia. Os dois pilotos que estavam na aeronave estariam bem. O exército americano confirmou que um de seus jatos se acidentou na Líbia. Os dois pilotos que estavam na aeronave estariam bem.

************ TERÇA-FEIRA, 22*****************************

21h46: Nic Robertson, correspondente da CNN, criticou a Fox News. O canal conservador noticiou que as tropas de Kadafi estão usando jornalistas como escudos humanos. Segundo ele, a alegação é “ultrajante e absolutamente hipócrita”.

“Quando você vem a um lugar como a Líbia, você espera mentiras e descaso por parte da ditadura. Você não espera isso de outros jornalistas”

21h27: O envolvimento das tropas britânicas na intervenção na Líbia  foi submetido ao Parlamento – foram 557 votos a favor e apenas 13 contra.

20h50: Em nota, o governo brasileiro pediu um cessar-fogo na Líbia e reiterou suas reservas sobre a intervenção internacional no país africano. A presidente Dilma Rousseff e o chanceler Antonio Patriota discutiram o comunicado durante a tarde. O texto só foi divulgado após o presidente dos EUA, Barack Obama, embarcar para o Chile.

20h39: O Conselho de Segurança da ONU rejeitou discutir a intervenção, denunciada como ‘agressão militar’ pelo governo da  Líbia.

20h01: Um porta-voz dos rebeldes disse à BBC que houve ataques em Misrata e que a situação na cidades, a única no lado oeste em que ainda há forte presença da oposição, é uma “catástrofe”.

“Tivemos mais de 40 mortos, mais de 200 feridos hoje porque quando Kadafi encerrou as ações militares, as pessoas saíram às ruas para comemorar. Os militares, então, abriram fogo, e usaram armas pesadas. Eles até atiraram em três ambulâncias – dois motoristas morreram”

19h06: Segundo o governo da Líbia, novos ataques ocorreram no fim da noite desta quarta (de acordo com o horário local). Os alvos foram a capital Trípoli, o aeroporto de Sirte (cidade natal de Kadafi), a base naval de Boussetta (próxima à capital) e a cidade de Sebha, no sul do país.

16h52: Barack Obama, em viagem ao Chile, falou sobre a Líbia. Ele disse que os EUA apoiam a saída de Kaadafi do poder, mas afirmou que a participação americana na incursão será limitada à obediência do mandado da ONU.

Ele ainda disse que o Exército americano prevê transferir em dias o comando da operação para outros países da coalizão. Para isso acontecer, porém, seria preciso primeiro destruir as defesas antiaéreas de Kadafi.

16h30: Novas explosões foram ouvidas em Trípoli. Os barulhos foram seguidos de rajadas de baterias antiaéreas. Segundo a televisão estatal, trata-se de novos bombardeios da coalizão internacional contra Kadafi.

15h22: Uma pesquisa da CNN indica que 70% dos americanos apoiam a intervenção na Líbia. O apoio cresceu 14 pontos percentuais em relação ao último levantamento.

14h23: Não há planos para o envio de uma missão com tropas terrestres na Líbia, disse um general americano, segundo a Al-Jazira.  A mesma fonte indicou que o paradeiro de Kadafi segue desconhecido após o bombardeio a um quartel-general do ditador.

13h52: O general Carter Ham, comandante das tropas dos EUA na África, disse que não há tropas americanas na Líbia e que Kadafi ‘não é um alvo’. Ainda segundo ele, entre 70 e 80 sobrevoos foram feitos pela coalizão internacional nesta segunda. No domingo, foram até 60.

13h10: Alain Juppe, chanceler francês, repetiu o discurso de Cameron: disse que a intervenção foi ‘um sucesso’ e evitou ‘um banho de sangue’.

12h55: A coalizão que atua na Líbia para assegurar a imposição da resolução da ONU é formada por Bélgica, Reino Unido, Canadá, Dinamarca, França, Itália, Noruega, Qatar, Espanha e EUA. O Qatar é o primeiro país árabe a atuar abertamente contra a nação africana de Kadafi.

12h48: O primeiro-ministro britânico, David Cameron, falou ao Parlamento do Reino Unido sobre a interveção na Líbia. Ele afirmou que a força internacional ‘evitou um massacre’ e defendeu ‘medidas legais, corretas e necessárias’ para deter Kadafi.

11h20: O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, condenou a intervenção ocidental na Líbia. O primeiro-russo, Vladimir Putin, acusou os países europeus e os EUA, de travarem uma ‘cruzada medieval’ contra o país.

9h45: Segundo a AFP, os quatro jornalistas do NYT já foram soltos e entregues à embaixada da Turquia em Trípoli.  Em seu twitter, o embaixador turco nos EUA disse que os jornslitas já estão saindo da Líbia e serão entregues a oficiais americanos.

9h20: Dois caças F-18 espanhóis já estão voando sobre território líbio, segundo o El País. Assim começa a participação direta da Espanha na ação. Seis caças F-16 da Noruega também já foram enviados às bases aliadas do Mediterrâneo para se juntarem à intervenção.

9h15: Os aviões franceses já retomaram as operações naLíbia. O Ministério da Defesa da França fará uma coletiva de imprensa nesta quarta, às 17h30 (13h30 no horário de Brasília).

Segundo a Al Arabiya, as forças de Kadafi cercaram Misrata, no centro da Líbia, e cortaram o fornecimento de água da cidade. O líder líbio pediu para que seus partidários facham uma “marcha verde” pacífica em Benghazi.

Chefe da Defesa britânica assegurou que Kadafi não é o alvo dos ataques na Líbia, reforçando o pronunciamento feito anteriomente pelo Pentágono.

************ SEGUNDA-FEIRA, 21*****************************

17h55: Veja este infográfico produzido pelo nosso colega Carlos Lemos, da editoria de arte do estadão.com.br, sobre os bombardeios na Líbia:

17h53: Tiros e explosões são ouvidos em Trípoli. Há fumaça nas cercanias do palácio de Kadafi

16h40: A Cruz Vermelha Internacional divulgou um comunicado no qual diz que o risco de baixas civis na Líbia é alto

16h11: Um porta-voz do Exército líbio anuncia um novo cessar-fogo imediato. É o terceiro desde a aprovação da resolução da ONU.

14h54: Nosso enviado à Líbia, @lsantanna. relata o horror nos hospitais de Benghazi, após a invasão das tropas de Kadafi, ontem.

“Nos dois maiores hospitais de Benghazi, Jalal e Hawari, as histórias da guerra são terríveis. Uma ambulância do Hawari foi chamada. Quando chegou, foi atacada. Era uma emboscada. Um auxiliar da ambulância estava sendo operado para a retirada da bala de fuzil do peito. Outra ambulância foi sequestrada e usada por membros das kataeb – as brigadas de Kadafi – que abriam fogo aleatoriamente.

Um menino de cinco anos e sua mãe, que foram alvejados a tiros de fuzil por membros das kataebi quando saíam de casa para tentar fugir de Benghazi, também estavam sendo atendidos no hospital. O pai morreu ontem. A mãe levou um tiro na cabeça e não deve resistir, mas respirava. O menino sofreu um tiro no peito, mas vai resistir. Gemia de dor.”

17h14: Novos tiros defesa antiaérea e explosões são ouvidos em Trípoli

14h28: Segue um resumo do que aconteceu até agora na Líbia: Os EUA retomaram os ataques às forças de Kadafi na manhã de hoje, mas o chefe do Estado maior americano, almirante Mike Mullen, a zona de exclusão aérea prvista pela ONU já está em funcionamento. Os bombardeios foram conduzidos por caças ‘invisíveis’ B-2. No sábado,  cerca de 110 mísseis Tomahawk americanos e britânicos atingiram 20 de 22 alvos em Trípoli e Misrata. Caças franceses fizeram quatro bombardeios nos arredores de Benghazi contra tanques de Kadafi.

O ditador líbio, Muamar Kadafi, voltou a ameaçar o Ocidente com uma guerra longa. Forças leais a ele entraram na cidade de Misrata, a oeste de Trípoli, última sob controle rebelde no leste do país. Enquanto isto, no front oeste, rebeldes aproveitaram os ataques de ontem para avançar rumo ao oeste de Benghazi, conforme relato de nosso enviado, @lsantanna.

No front diplomático, a Rússia e a Liga Árabe acusaram a aliança de matar civis e pediram que EUA, Reino Unido e França limitem os ataques a alvos militares.

14h37: De acordo com fontes líbias, a base aérea de al-Watyah, 170 km a sudoeste de Trípoli foi bombardeada. “Eles tentaram atacar as defesas antiaéreas. Houve algum dano”, disse um porta-voz militar líbio.

14h20: O Pentágono informou que devem haver mais ataques à Líbia, mas o controle da operação deve passar para os aliados nos próximos dias

14h19: O ministério da Defesa da França disse que 15 de seus caças que patrulharam os céus da Líbia não encontraram oposição e não dispararam.

13h23: De acordo com o jornal britânico ‘The Guardian’, o almirante americano Samuel Locklear III é o comandante da intervenção militar na Líbia

12h35: Filho de Kadafi diz á TV dos EUA que ataques à  Líbia são um “grande mal-entendido

12h09: Enquanto a Líbia está em guerra, resto do mundo árabe ferve. Protestos chegam a Síria, onde centenas protestam contra a repressão policial. Uma pessoa morreu.

11h39: Veja imagens da guerra na Líbia:

Rebeldes comemoram captura de tanque em Benghazi. Anja Niedringhaus/AP

Tanques de Kadafi foram alvo de ataque no leste do país. Foto Goran Tomasevic/Reuters

11h38: A Liga Árabe também acusou a coalizão de matar civis.  que está acontecendo na Líbia difere do objetivo de impor uma zona de exclusão aérea, e o que nós queremos é a proteção de civis e que não haja mais bombardeios a eles”, disse o secretário-geral do bloco, Amr Moussa.

11h14: Ministro da Defesa da Itália diz que caças do país estão prontos para agir

10h41: A Rússia acusou a coalizão de matar civis durante o bombardeio à Líbia

10h03: De acordo com a CNN, tropas de Kadafi estão bombardeando a cidade de Misrata, no oeste da Líbia

09h54: A Rússia pede que Reino Unido, França e EUA interrompam o ‘uso não-seletivo da força’ na Líbia.

09h51: O papa Bento XVI pediu que a segurança de civis líbios seja levada em conta durante a intervenção militar contra o ditador Muamar Kadafi. O pontífice pediu que todos os civis tenham acesso à ajuda médica. “As hostilidades despertaram um grande medo em mim”, disse Bento XVI. Ele prometeu rezar pela paz.

09h48: O comando militar francês informou que o porta-aviões Charles de Gaulle está a caminho da Líbia. Duas fragatas francesas já operam no Mediterrâneo. Os ataques aéreos da Força Aérea Francesa contra forças de Kadafi continuam.

09h42 - TV estatal da Líbia- controlada por Kadafi – diz que 1 milhão de pessoas pegarão em armas nas próximas horas

09h29: De acordo com o Pentágono, os ataques continuam neste domingo. A defesa antiaérea do ditador e forças terrestres foram bombardeadas por caças AV-8B Harriers da Marinha americana.

09h00: O chefe das Forças Armadas dos EUA, almirante Mike Mullen, diz que a zona de exclusão aérea foi implementada na Libia. Segundo ele, as tropas de Kadafi recuaram e já não atacam mais Benghazi, a capital rebelde.

************ DOMINGO, 20*****************************

20h10: Retomaremos amanhã a partir das 8h o tempo real sobre a Líbia

19h46 Os Emirados Árabes Unidos devem usar 24 aeronaves na #Libia, o Catar, entre 4 e 6

19h24: São divulgadas as primeiras imagens do bombardeio (Crédito Divulgação/AP)

19h17:  ditador da Líbia, Muamar Kadafi, ameaçou mais uma vez atacar alvos civis e militares fora da Líbia e disse que o Mar Mediterrâneo se tornou um campo de batalha. Ele prometeu reagir à operação Alvorada da Odisseia, lançada pela coalizão formada por EUA, França, Reino Unido, Canadá e Itália para implementar a resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas

17h47: De acordo com o Pentágono, os EUA comandam a operação na Líbia, mas a entregarão para outros membros da coalizão nos próximos dias.

17h45: Obama diz ter autorizado ação militar limitada na Líbia. “Mas nós não podemos ficar inertes quando um tirano diz a seu povo que não haverá misericórdia”, disse Obama.

17h 40: Mais de 110 mísseis tomahawk foram disparados contra a Líbia, segundo os Estados Unidos. Eles atingiram 20 alvos em Trípoli e Misrata.

17h13: O Pentágono batizou o primeiro ataque na Líbia de Operação Alvorada da Odisseia.

17h06: Segundo a Al-Jazira, o alvo dos ataques americanos são os sistemas de defesa de míssies na costa líbia. A Reuters diz que não há nenhum grande ataque planejado para a cidade de Benghazi. As defesas aéreas do governo são o foco das operações.

16h53: Televisão estatal líbia diz que  alvos civis foram atingidos em Trípoli pelos aviões de guerra.

16h52: O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, confirmou que as forças britânicas já estão em operação na Líbia . Espanha, Canadá, Catar e Emirados Árabes também devem participar.

16h46: A rede americana de TV NBC diz que os EUA lançaram seus primeiros mísseis contra a Líbia.

16h42: Fortes explosões são ouvidas a leste de Trípoli, diz a agência AFP.

16h40: Até agora, houve quatro bombardeios de caças franceses na Líbia. Vários veículos militares de Kadafi foram destruídos, diz a França.

16h30: Este é o porta-aviões francês Charles de Gaulle que sairá amanha de Toulon, no sul da França, em direção à Líbia. (Foto: GALLO/GETTY)

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16h25: A Casa Branca informou que Obama deve voltar a falar sobre a Líbia em Brasília. A Marinha americana disseque três submarinos estão se preparando para participar da intervenção.

16h22: Catar e Emirados Árabes devem participar da Intervenção. O Iraque e a Liga Árabe compareceram à reunião de Paris. Outros países que mandaram representantes a Paris são: França, Reino Unido, França, Espanha, Itália, Alemanha, Holanda, Noruega, Dinamarca, Polônia e Bélgica, além de ONU, Liga Árabe e UE

15h26: O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chamou a intervenção na Líbia de “irresponsável”.

15h25: A Força Aérea Francesa destruiu ‘alguns’ tanques e veículos armados, diz o ministério da Defesa. A Al-Jazira diz que já seriam quatro os tanques de Kadafi atacados pelos caças da coalizã.

15h19: A França informou também que enviará o porta-aviões Charles de Gaulle à Líbia.

14h25: O porta-voz do ministério da Defesa da França Laurent Teisseire disse o primeiro alvo foi identificado e destruído às 16h45 GMT (13h45 em Brasília). A operação envolve 20 caças em uma área 15 mil km²  em torno da capital rebelde, Benghazi.

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Rafale, o tipo de caça usado na intervenção é o mesmo que a França quer vender para o Brasil. (Foto: GALLO/GETTY)

14h15: O ministério da Defesa francês informou que um de seus caças Rafale fez seu primeiro disparo contra um veículo militar na Líbia.

SÁBADO, 19 DE MARÇO

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 O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução que estabelece uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia e autoriza os países membros da ONU a usar “todas as medidas necessárias” para proteger os civis do ditador Muamar Kadafi. Acompanhe no Radar Global.

21h46: A seguir, o pronunciamento da enviada brasileira ao Conselho de Segurança, Maria Luiza Ribeiro Viotti.

“Senhor Presidente,

O Brasil está profundamente preocupado com a deterioração da situação na Líbia. Apoiamos as fortes mensagens da Resolução 1970 (2011), adotada por consenso por este Conselho.

O Governo do Brasil condenou publicamente o uso da violência pelas autoridades líbias contra manifestantes desarmados e as exorta a respeitar e proteger a liberdade de expressão dos manifestantes e a procurar uma solução para a crise por meio de diálogo significativo.

Nosso voto de hoje não deve de maneira alguma ser interpretado como endosso do comportamento das autoridades líbias ou como negligência para com a necessidade de proteger a população civil e se respeitarem os seus direitos.

O Brasil é solidário com todos os movimentos da região que expressam suas reivindicações legítimas por melhor governança, maior participação política, oportunidades econômicas e justiça social.

Condenamos o desrespeito das autoridades líbias para com suas obrigações à luz do direito humanitário internacional e dos direitos humanos.

Levamos em conta também o chamado da Liga Árabe por medidas enérgicas que deem fim à violência, por meio de uma zona de exclusão aérea. Somos sensíveis a esse chamado, entendemos e compartilhamos suas preocupações.

Do nosso ponto de vista, o texto da resolução em apreço contempla medidas que vão muito além desse chamado. Não estamos convencidos de que o uso da força como dispõe o parágrafo operativo 4 (OP4) da presente resolução levará à realização do nosso objetivo comum – o fim imediato da violência e a proteção de civis.

Estamos também preocupados com a possibilidade de que tais medidas tenham os efeitos involuntários de exacerbar tensões no terreno e de fazer mais mal do que bem aos próprios civis com cuja proteção estamos comprometidos.

Muitos analistas ponderados notaram que importante aspecto dos movimentos populares no Norte da África e no Oriente Médio é a sua natureza espontânea e local. Estamos também preocupados com a possibilidade de que o emprego de força militar conforme determinado pelo OP 4 desta resolução hoje aprovada possa alterar tal narrativa de maneiras que poderão ter sérias repercussões para a situação na Líbia e além.

A proteção de civis, a garantia de uma solução duradoura e o atendimento das legítimas demandas do povo líbio exigem diplomacia e diálogo. Apoiamos os esforços em curso a esse respeito pelo Enviado Especial do Secretário-Geral e pela União Africana.

Nós também saudamos a inclusão, na presente resolução, de parágrafos operativos que exigem um imediato cessar-fogo e o fim à violência e a todos os ataques a civis e que sublinham a necessidade de intensificar esforços que levem às reformas políticas necessárias para uma solução pacífica e sustentável. Esperamos que tais esforços continuem e tenham sucesso.

Obrigada.”

21h40: Veja neste link, do jornal The Guardian, o texto completo da resolução aprovada pela ONU (em inglês).

21h04: Imagem da Al-Jazira, mostrando o lado dos rebeldes – Benghazi, à esquerda – e o lado dos apoiadores de Kadafi – Trípoli, ao leste.

 

20h58: O pronunciamento do diplomata líbio é de um tom completamente diferente do usado por Kadafi até agora. Ele disse que o governo vai “reagir positivamente” e que “respeita as responsabilidades do Conselho de Segurança da ONU”.

Ele elogiou os trechos da resolução que afirmam que o objetivo é “proteger os civis líbios e a integridade do país”. O vice-ministro afirmou que este é também o objetivo do governo. Segundo ele, haverá cooperação na área humanitária.

20h52: Khaled Kaim, vice-ministro de Exteriores, agradeceu os países que se abstiveram na votação da ONU e citou cada um deles – China, Rússia, Brasil, Alemanha e Índia – individualmente. “Uma surpresa”, disse ele sobre a Alemanha.

20h39: Entre a multidão de Benghazi, bandeiras são agitadas. A maioria é de bandeiras da Líbia pré-Kadafi, mas há bandeiras francesas.

20h35: A resolução deixa claro que os países podem “tomar todas as medidas necessárias” para proteger os civis líbios. Isso significa que a resolução autoriza mais que uma zona de exclusão aérea. O texto permite ataques aéreos e qualquer tipo de ação militar que não envolva a ação de soldados no solo. Bombardeios de tanques do governo perto de Benghazi, por exemplo, estão autorizados.

20h29: As ações militares – que só podem ser ataques aéreos, de acordo com a resolução – podem começar a qualquer momento. Espera-se, porém, que os bombardeios comecem apenas na sexta (no horário de Brasília).

20h25: Festa em Benghazi. Os rebeldes assistiram à votação e agora comemoram como nunca. Salvas de tiros para todos os lados.

20h21: A Itália anunciou que abrirá suas bases militares na Sicília para as operações contra a Líbia. Os locais provavelmente abrigarão os aviões americanos e britânicos.

20h15: Kadafi falou minutos depois da decisão da ONU. O ditador chamou a aprovação da zona de “um ato flagrante de colonização” ilegal. 

“Isso é loucura, insanidade, arrogância. Se o mundo enlouquecer, enlouqueceremos junto. Vamos responder. Faremos de sua vida um inferno, porque estão fazendo isso da nossa. Eles nunca terão paz”.

Foram as palavras do ditador ao canal português RTP, citado pelo jornal britânico The Guardian.

20h05: A embaixadora brasileira no Conselho de Segurança, Maria Luíza Ribeiro Viotti, explicou a abstenção do País.

Tais medidas podem ter o efeito indesejado de causar mais mal que bem aos civis que queremos proteger”.

19h53: A resolução que impõe a zona de restrição aérea sobre a Líbia passa no Conselho de Segurança da ONU por dez votos a favor e cinco abstenções.

Votos a favor: França, Reino Unido, Líbano - os três principais apoiadores da medida -, EUA, Gabão, Nigéria, Colômbia, África do Sul, Portugal e Bósnia

Abstenções: Brasil, Rússia, China, Índia e Alemanha. 

19h47: O Conselho aprovou a resolução.

19h31: O chanceler francês, autor da resolução, começa a falar. ‘O tempo é curto. Cada dia e hora que passa aumenta o peso nos nossos ombros. O Conselho de Segurança deve garantir que a lei e  democracia prevaleçam’

19h25: O embaixador chinês, presidente do Conselho, abre a sessão

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