
NAIRÓBI – Durante uma visita às instalações do exército, realizada na última semana, o presidente de Botsuana, Ian Khama, levou um “arranhão” de um guepardo e, por isso, precisou levar dois pontos no rosto.
Citado pelo jornal local Sunday Standard nesta segunda-feira, 29, o porta-voz do governo botsuano, Jeff Ramsay, afirmou que o episódio foi um “raro acidente, mas não um ataque”, ressaltando que o felino teve um impulso nervoso.
O incidente, que ocorreu no momento em que os criadores alimentavam o animal em sua jaula, surpreendeu tanto Khama, que olhava para baixo no momento, como sua equipe de guarda-costas. De acordo com Ramsay, o guepardo deu um salto em direção a Khama, que estava próximo ao animal, e o arranhou no rosto.
Após ter minimizado a importância dos ferimentos do presidente botsuano, o porta-voz do governo ressaltou que Khama não esteve em perigo em nenhum momento e que nem chegou a ser hospitalizado.
O episódio citado ocorreu na última semana, embora o Executivo de Gaberone só tenha confirmado hoje por considerar “um incidente menor”. / EFE
25 de fevereiro: Após as eleições gerais, apesar da vitória do Partido Democrático, nenhum partido tem maioria para formar governo no Parlamento
26 de fevereiro: Pier Luigi Bersani, líder do PD, fracassa em tentativa de formar coalizão com o Movimento 5 Estrelas, de Beppe Grillo
2 de março: Com o mandato no final, presidente Giorgio Napolitano é impedido de dissolver Parlamento e convocar nova eleição
4 de março: Bersani dá ultimato a Beppe Grillo para aceitar coalizão e impedir novas eleições
15 de março: Congressistas se reúnem pela primeira vez desde a eleição, sem chegar a consenso sobre governabilidade
28 de março: Bersani diz que condições para formar gabinete são inaceitáveis e desiste de negociações
3 de abril: A escolha do novo presidente é antecipada em um mês para permitir que Napolitano tenha margem de manobra para convocar eleições parlamentares
12 de abril: O ex-premiê Silvio Berlusconi diz que apoiarpa governo da esquerda em nome da “unidade nacional”
22 de abril: Partidos superam impasse e concordam em reeleger Napolitano
23 de abril: Reeleito, Napolitano se emociona ao pedir que partidos deixem diferenças de lado para encerrar crise
24 de abril: Napolitano indica Enrico Letta, vice-líder do PD, para formar o gabinete e pôr fim à crise
Pouco antes das 19h (horário de Brasília), o vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou a morte do presidente Hugo Chávez. “Às 16h25 (horário de Caracas – 17h55, no horário de Brasília) morreu o comandante presidente Hugo Chávez.”
Logo em seguida, líderes mundiais começaram a expressar condolências pela morte de morte do líder bolivariano. Acompanhe repercussões:
Presidente da Bolívia, Evo Morales: “Estamos doídos, destroçados”. Morales disse que Chávez era “seu amigo, seu irmão, seu mentor político”.
Ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague: “Eu fiquei triste ao saber da morte do presidente Hugo Chávez hoje. Como presidente da Venezuela por 14 anos ele deixou uma impressão permanente no país e como um todo.”
Secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza: “É um momento de grande dor para os venezuelanos e os acompanhamos, junto a todos os povos da região.”
Presidente do Uruguai, José Mujica: “Sentimos um profundo pesar. Sempre se lamenta a morte, mas quando se trata de um militante de primeira linha, de alguém que certa vez defini como ‘o governante mais generoso que conheci’, a dor tem outra dimensão. A razão não ajuda nestes casos. Dá uma magnitude maior da perda.”
Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos: “Agradeço sua dedicação e compromisso sem limites…O melhor tributo que podemos dar à memória de Hugo Chávez é cumprir com esse sonho que ele compartilhou com a gente: chegar a um acordo para o fim do conflito e ver uma Colômbia em paz. Ele dizia que era isso que queria (Simón) Bolívar e tinha toda a razão.”
Presidente dos EUA, Barack Obama: “Reafirmo o apoio dos EUA ao povo venezuelano e ao seu interesse no desenvolvimento de uma relação construtiva…Se inicia um novo capítulo na história da Venezuela. Os EUA seguem comprometidos com políticas que promovam os princípios democráticos, o Estado de Direito e o respeito aos direitos humanos.”
Ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva: “Foi com muita tristeza que recebi a notícia da morte do presidente Hugo Chávez. Me orgulho de ter convivido e trabalhado com ele pela integração da América Latina e por um mundo mais justo…Eu me solidarizo com o povo venezuelano, com os familiares e correligionários de Chávez, neste dia tão triste, mas tenho a confiança de que seu exemplo de amor à pátria e sua dedicação à causa dos menos favorecidos continuarão iluminando o futuro da Venezuela.”
Presidente do México, Enrique Peña Nieto: “Lamento a morte do presidente Hugo Chávez. Minhas mais sentidas condolências a sua família e ao povo venezuelano.”
Governo do Equador, em comunicado: “O Equador sente como própria esta perda e deseja ao povo venezuelano os melhores êxitos no futuro, com a convicção de que saberão manter e engrandecer sua história, sua revolução, o desenvolvimento, a fraternidade e a solidariedade que caracterizam suas ações.”
Dilma Rousseff: Antes de fazer um minuto de silêncio pela morte de Chávez, Dilma fez um breve discurso sobre o líder bolivariano: “Hoje lamentavelmente morreu um grande latino-americano, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Essa morte deve encher de tristeza todos os latino-americanos.”
“Chávez foi uma liderança comprometida com seu país e todos os povos da América Latina. Em muitas ocasiões, o governo brasileiro não concordou com posturas de Chávez.”
“Reconhecemos uma perda incomparável, de um amigo do Brasil. O presidente Hugo Chávez deixará no coração, na história e nas lutas da América Latina, um vazio.”
Vice-presidente da Argentina, Amado Boudou: “Grande dor em toda a América. Se foi um dos melhores. Para sempre, comandante.”
Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon: “É a primeira notícia que tenho e mais tarde farei uma declaração formal, mas quero enviar minhas sentidas condolências à família do presidente Chávez, assim como ao povo e ao governo da Venezuela.”
O ex-premiê da Itália e líder da coalizão de centro-direita, Silvio Berlusconi, ouviu xingamentos no momento em que votava no domingo, primeiro dia de votação. Três mulheres representando o movimento Femen entraram em sua seção eleitoral, protestando, com os seios nus, gritando “Basta, Berlusconi”.
No vídeo abaixo, divulgado pela emissora italiana RAI, é possível ver o momento que Berlusconi chega para votar e as manifestantes protestam, sendo detidas pela polícia em seguida.
O documentarista brasileiro Dado Galvão, diretor do filme Conexão Cuba Honduras (assista ao trailer abaixo), confirmou essa semana que a blogueira e colunista do Estado Yoani Sánchez tem passagem marcada para chegar ao Brasil no dia 18. A intenção do cineasta, que organiza a viagem da personagem de seu documentário, é que a cubana participe de uma exibição da obra em Vitória da Conquista, na Bahia.
Veja também:
- Com cerco judicial a dissidentes, Cuba limita viagens ao exterior
- Apesar de nova lei, viajar ainda é sonho distante para maioria em Cuba
Galvão cuidou da reemissão do bilhete aéreo de Yoani, comprado, segundo ele, com fundos de uma campanha organizada em seu site no ano passado. O documentarista afirmou que começou em seu blog www.dadogalvao.org) a campanha de arrecadação do dinheiro necessário para a compra da passagem em18 de outubro – dois dias depois de o governo cubano ter publicado na Gazeta Oficial a alteração na Lei de Migração que, a partir de 14 de janeiro, simplificou os trâmites para que os cidadãos locais deixem a ilha. “Cubanos radicados no Brasil ajudaram muito.”
O cineasta pretende exibir seu filme em Vitória da Conquista no dia 18. “No dia seguinte, organizaremos um bate-papo.” Depois disso, Yoani deverá embarcar para São Paulo. Mas Galvão ainda não definiu os detalhes da programação da blogueira.
A cubana anunciou que pretende passar por mais de dez nações, nas Américas e na Europa. E deverá retornar ao País em abril.
Quando a versão anterior da Lei de Migração de Cuba vigorava – exigindo “cartas-convite” e permissões expressas das autoridades para que os cubanos deixassem a ilha, além de passaportes e vistos -, Yoani teve seus pedidos para deixar o país negados 20 vezes. Mas ela já saiu anteriormente de Cuba. Entre 2002 e 2004, morou na Suíça.
Assista ao trailer de Conexão Cuba Honduras:
Por Daniel Omar Perez*
Cruzava de carro a cidade de Rosário, na Argentina, mais ou menos às 14h15, dia 20 de dezembro, para cumprimentar amigos por conta das festas de Natal e Ano Novo. Depois de um grande temporal que tinha deixado várias zonas alagadas e sem energia, o sol já estava forte e o céu claro. Ao chegar à avenida de Circunvalación o trânsito começou a se complicar até que parou completamente.
Veja também:
Onda de saques na Argentina deixa 3 mortos e se aproxima de Buenos Aires
Quatro pessoas haviam bloqueado a circulação com pneus velhos, galhos e madeiras velhas. Saí imediatamente da avenida por uma rua na contramão e quando cheguei na esquina dei de cara com cinco motos da polícia de trânsito que ignoraram completamente minha contravenção. Estavam menos preocupados comigo que com o caos que estava causando o bloqueio naquela região da cidade. Cheguei a entrar numa favela, mas lá estava tudo tranquilo, havia gente concertando carros outras tomando cerveja.
Retornei à avenida algumas quadras adiante, mas me deparei com a mesma situação, outro bloqueio, dessa vez com seis ou sete pessoas que pararam o trânsito usando o mesmo procedimento: pneus velhos, alguns ferros, galhos e madeiras velhas e deitadas no chão. A polícia isolou um perímetro de 100 metros em torno do piquete. Vários carros tentaram sair da fila que não andava em busca outras alternativas, porém mas a frente havia mais um piquete. Desisti de continuar por essa avenida e busquei outros caminhos e novamente parei em um bloqueio. E dessa vez um pouco mais violento.
No Boulevar Oroño 4000 já havia umas 15 pessoas, seis ou sete delas atacaram um ônibus e um caminhão com pedras e paus, quando esses aparentemente tentaram furar o piquete. A polícia chegou, isolou a área e os atos de violência cessaram.
No resto da cidade a vida corria normalmente, alguns estavam preocupados com as consequências das chuvas do dia anterior, outros compravam presentes, ou comemoravam em bares e restaurantes a chegada das festas. Durante a noite vi como dois grupos de umas 10 pessoas tentavam roubar as lojas do bairro e chamavam outras pessoas para entrarem no lugar depois de arrombado. Passada a meia noite voltei a casa depois de visitar meus amigos, já não tinha piquetes, apenas ficava a marca no chão dos pneus queimados. No dia seguinte o sol voltou a aparecer, a temperatura estava mais alta e as pessoas continuavam se preparando para encerrar os trabalhos e esperar em família a celebração das festas.
* Daniel Omar Perez, é filósofo, mora no Brasil e é natural de Rosário, onde passa férias.
Alunos da escola primária Sandy Hook , em Newtown, Connecticut, deram entrevistas contando terem ouvido diversos disparos. Um tiroteio deixou diversos mortos na escola, entre eles crianças. A emissora CBS cita 27 mortos, sendo 14 crianças.
Os professores e policiais, que chegaram ao local pouco depois das 9h30 (horário local) ajudaram a retirar as crianças do local.
Veja vídeos das emissoras norte-americanas, em inglês:
Uma emissora de televisão de Newtown, Connecticut, registrou a chegada de policiais e ambulâncias à escola primária Sandy Hook, onde um tiroteio deixou crianças mortas. De acordo com a polícia local, dois atiradores entraram no local e um deles morreu.
Veja o vídeo:
No décimo episódio da série “O Mundo Amanhã”, Julian Assange encontra Imran Khan, candidato à presidência do Paquistão, para discutir o futuro de um dos países mais afetados pela chamada Guerra ao Terror. Khan, que nos anos 70 e 80 foi capitão do vitorioso time de críquete do Paquistão, fala sobre corrupção, Osama Bin Laden, soberania e bombas atômicas. Hoje Khan está na corrida para a presidência, em 2013, liderando a oposição com o partido que criou, o Movimento para Justiça, que combate a corrupção no país.
O candidato se tornou a principal voz crítica ao fazer denúncias sobre o governo. “40 mil paquistaneses foram mortos em uma guerra com a qual não temos nada a ver. Basicamente, nosso próprio exército matando nosso povo e eles fazendo ataques suicidas a civis paquistaneses. O país já perdeu US$ 70 bilhões nessa guerra. A ajuda humanitária total tem sido de menos de US$ 20 bilhões.”
Como Khan levaria a relação com os Estados Unidos caso fosse eleito? “Não deveria ser uma relação de cliente-patrão, e pior ainda, o Paquistão como pistoleiro contratado, sendo pago para matar inimigos da América. Nós somos um Estado independente e soberano e a relação com os EUA deve ser de dignidade e respeito mútuo, não mais uma relação de cliente-patrão”, diz.
Assista a conversa:
2013
2012
2011
2010
2009
2005