Funcionários por todo Leste Europeu, Oriente Médio e Ásia estão em alerta procurando por fábricas que estão produzindo ilegalmente a toxina botulínica, ingrediente principal do Botox, um veneno altamente letal que poderia vir a ser usado por terroristas nos Estados Unidos.
No início de 2006, uma misteriosa marca de cosméticos chamada Rakhman começou a vender nos salões de São Petersburgo, na Rússia, uma droga contra o envelhecimento por um baixo custo. O “botox” Rakhman era um potente clone da substância verdadeira, mas os investigadores tinham uma outra preocupação: uma fábrica ilegal na Chechênia que vendia a toxina botulínica pura. Uma gota microscópica da substância, menor do que um grão de areia, pode matar um adulto de 70 quilos.
Nenhuma fábrica chechena foi encontrada, e a busca continua pelo Leste Europeu, Oriente Médio e Ásia. Funcionários do governo dos EUA e especialistas em segurança dizem que outros laboratórios fabricam a droga para o mercado ilegal.
A Al-Qaeda já procurou pela toxina. O Hezbollah e outros grupos já revenderam a droga para arrecadar dinheiro. Com o crescimento do mercado negro do Botox falsificado, especialistas em terrorismo veem uma brecha para o pior.
No ano passado, pesquisadores prepararam um teste para saber se militantes conseguiriam explorar o mercado de Botox falsificado para conseguir uma quantidade suficiente da substância para preparar um atentado. A investigação apontou que um biólogo com diploma de mestrado e US$ 2 mil eram suficientes para produzir um grama da toxina pura, equivalente ao peso de um clipe de papel, mas suficiente para matar milhares de pessoas.
A quantidade de veneno prescrito numa dose aplicada para tratamento estético é tão pequena que um terrorista precisaria de centenas de frascos – cada um a US$ 400 – para matar uma única pessoa, afirmam especialistas em bioterrorismo. A substância pura, porém, é tão letal que pelo menos três países – EUA, a então União Soviética e o Iraque – exploraram o possível uso da toxina como arma química ou biológica. Eles desistiram da ideia, pois a toxina degrada rapidamente no calor, impossibilitando o seu uso num míssil ou numa bomba. (The Washington Post)
Que motivo mais nobre para se desistir da fabricação de uma arma química não!
…A toxina degrada rapidamente no calor, impossibilitando o seu uso num míssil ou numa bomba…
E eu que cheguei a pensar que o fato desta arma poder matar pessoas inocentes, além da possibilidade de acordo entre as partes evitando o máximo as guerras, fossem motivos melhores e mais nobres para a não fabricação deste tipo de arma.
Prezada Amy…
Infelizmente, a arma descartada é sempre a difícil ou muito cara de ser produzida. É por esse motivo nobre, que os terroristas estão buscando a toxina botulímica. bastam uns trocados para matar milhares. Boa semana pra vc.
responder este comentário denunciar abusoPois é Amy e no final nós é que bebemos e ficamos loucas…
responder este comentário denunciar abusoAmy, muito bom o seu comentário.
Super pertinente.
Estranho caçarem uma nova invenção da indústria de cosméticos porque um ou outro grupo pretende usar para práticas terroristas. Para mim parece uma atividade de um certo grupo de empresas que não querem o crescimento do produto no mercado para não substituir o deles (já ouviu falar da força competitiva de produtos substitutos?). É como proibir a fabricação de pneus remoldados para “segurança”…
Somente para sugerir uma correcao. Biólogo nao, quimico, biólogo nao conhece química neste nível e necessário para tal.
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