
Foto: Rolando Pujol/EFE
Em greve de fome desde 24 de fevereiro, o jornalista e psicólogo Guillermo Fariñas tornou-se um símbolo de resistência contra o regime cubano. O dissidente, que garante que seguirá com o jejum “até a morte”, já foi hospitalizado duas vezes e perdeu 13 quilos em duas semanas. O objetivo de Fariñas é apenas um: conseguir a libertação de 26 presos políticos que estão com a saúde deteriorada.
O opositor vem de uma família de autênticos revolucionários cubanos. Seu pai lutou ao lado de Ernesto “Che” Guevara no Congo, em 1965. Sua mãe também participou da derrubada do regime de Fulgêncio Batista e até hoje simpatiza com o governo de Fidel e Raúl Castro. “Não apoio esta greve nem compartilho a ideologia de meu filho”, disse a mãe de Fariñas, Alicia Hernández, à agência de notícias France Press.
Na juventude, Fariñas estudou na União Soviética e serviu ao Exército cubano. Desde que entrou para a oposição, em 1989, ficou mais de 11 anos na prisão e já fez 23 greves de fome. A mais famosa delas foi em 2006, quando passou quatro meses sem comer, recebendo apenas nutrição intravenosa.
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