Por Ariel Palacios, correspondente em Buenos Aires, e Solly Boussidan, especial para o ‘estadão.com.br’
A Guerra das Malvinas, que completa 30 anos nesta segunda-feira, 2, foi travada entre a Grã-Bretanha e a Argentina pela disputa do arquipélago localizado no Atlântico Sul. Conheça alguns dos personagens deste conflito.
Veja também:
CRONOLOGIA: A história do arquipélago
CURIOSIDADES: Dados pitorescos sobre o conflito
GALERIA: Imagens das ilhas Malvinas
ARQUIVO: As capas do ‘Estado’ sobre a guerra
ESPECIAL: 30 anos da Guerra das Malvinas
Margaret Hilda Thatcher Nascida em 1925 no interior da Inglaterra, Margaret Thatcher foi a primeira mulher a liderar um grande partido britânico e a única mulher a ocupar o posto de primeiro-ministro no país. Seu governo, entre 1979 e 1990, foi o mais longo de qualquer premiê britânico do século XX. Formada em química e direito, Thatcher ficou mundialmente conhecida como “Dama de Ferro” por sua postura conservadoras e seu caráter pouco aberto a negociações. Suas políticas de flexibilização do mercado de trabalho britânico, diminuição na influência dos sindicatos locais, aumento de impostos e privatizações a tornaram bastante impopular no início dos anos 1980. Foi somente com a vitória britânica na Guerra das Malvinas, em 1982, que Thatcher recuperou sua popularidade, permitindo que vencesse as eleições de 1983. Em 1992, Margaret Thatcher recebeu o título de baronesa, tornando possível que ela participe das discussões na Câmara dos Lordes do Parlamento britânico.
John Jeremy Moore O major-general John Moore foi encarregado de comandar as forças terrestres britânicas durante a Guerra das Malvinas. Nascido em 1928 em uma família tradicional das forças armadas britânicas, o experiente militar havia se alistado no Corpo de Fuzileiros Navais da Grã-Bretanha em 1947 e servido como comandante em diversas operações táticas de sucesso na convoluta Irlanda do Norte da década de 1970. Apaixonado por música, administrou a Escola Real de Música dos Fuzileiros Navais ao longo de 1957. Moore é considerado um dos principais estrategistas britânicos das batalhas de San Carlos e Goose Green, nas Malvinas. Coube ao major-general receber a rendição das forças argentinas nas Malvinas, em junho de 1982. Condecorado como Oficial da Ordem do Império Britânico, Moore faleceu em 2007, aos 79 anos de idade.
John Forster “Sandy” Woodward Natural da região da Cornuálha, Woodward foi almirante encarregado de comandar as forças navais britânicas durante a Guerra das Malvinas. Nascido em 1932 e conhecido por sua excepcional capacidade de liderar mesmo sob intensa pressão, Sandy, como era conhecido, provou-se o par perfeito para lidar com a personalidade complicada de Moore. Foi condecorado como Cavaleiro da Ordem do Império Britânico por seu papel estratégico nas Malvinas, incluindo a destruição do cruzador argentino General Belgrano, um dos golpes mais duros infligidos ao país sul-americano. Em 1992, Sandy escreveu um livro de memórias sobre a guerra, na qual não esconde a tensão e o medo que vivenciou, extirpando a imagem de comandante durão e sem sentimentos pela qual ficou conhecido.
Leopoldo Fortunato Galtieri Sósia do ator americano George C. Scott no filme “Patton”, imitador dos gestos histriônicos do ditador italiano Benito Mussolini e consumidor diário de vastas quantidades de “scotch”, Leopoldo Galtieri estudou na Escola das Américas, no Panamá. Logo depois do golpe de 1976, ocupou o comando do Segundo Exército, implantando um regime de terror, com a instalação de campos de detenção e tortura. Ambicioso, em dezembro de 1981 deu um golpe dentro do golpe e derrubou o ditador Roberto Viola. Em março de 1982, desesperado pelo crescimento dos protestos sociais, colocou em andamento um velho plano de impacto: a reconquista das Malvinas. Galtieri foi ovacionado por multidões nas primeiras semanas do conflito. Até a véspera da rendição, desde seu balcão na Casa Rosada, afirmava que a Argentina estava ganhando. Mas, no 14 de junho, furiosas, as multidões que o haviam aplaudido nas semanas anteriores, agora gritavam “Galtieri, borracho, mataste a los muchachos” (“Galtieri, seu bêbado, você matou os rapazes”). Três dias depois, Galtieri foi derrubado. Seu substituto, o general Reynaldo Bignone, começou uma abertura política que levou às eleições presidenciais de dezembro de 1983. Galtieri foi condenado em 1985 a 12 anos de prisão por ser o responsável pela má condução da guerra das Malvinas. Mas no final de 1989, o então presidente Carlos Menem (1989-99) assinou sua anistia. O ex-ditador morreu em 2005 de câncer no pâncreas.
Alfredo Ignacio Astiz “É o mais sinistro paradigma do terrorismo de Estado”. Com esta frase, o escritor e jornalista Jorge Camarasa define a personalidade do ex-capitão Alfredo Astiz, um dos mais famosos integrantes da ditadura, apelidado de “o anjo loiro da morte” por suas vítimas e “o corvo” por seus amigos (por seu ar sempre sombrio). Garoto mimado da ditadura, a alta hierarquia militar encomendava a Astiz as missões mais complexas. Entre seus assassinatos mais famosos estão os das freiras francesas Alice Domon e Leonie Duquet, além de três fundadoras das Mães da Praça de Maio, entre elas, Azucena Villaflor. Astiz foi recompensado por seus serviços com o cargo de comando nas ilhas Geórgias durante a Guerra das Malvinas, em 1982. No entanto, as Geórgias foram o primeiro ponto recuperado pelos britânicos durante o conflito. Após um único tiro de bazuca disparado pelos britânicos, Astiz desistiu de resistir “até a morte”, como havia prometido. Com um copo cheio de uísque em uma das mãos, assinou a rendição incondicional. Em outubro de 2011 Astiz foi condenado à prisão perpétua por torturas e assassinatos de civis durante a ditadura.
Mario Benjamin Menéndez Integrante de uma família de militares que protagonizaram golpes de Estado, em março de 1982 Mario Menéndez era o comandante do Primeiro Corpo de Exército em Buenos Aires. Homem de confiança do general Galtieri, Menéndez foi enviado no dia 7 de abril às Malvinas para ocupar o posto de governador-geral militar do arquipélago e virtual organizador da defesa das ilhas para enfrentar um ataque inglês. No início, o militar acreditava que a Grã-Bretanha não enviaria tropas para a reconquista das ilhas. No entanto, dias depois, Londres anunciou que o próprio príncipe Andrew estaria entre os militares que a Grã-Bretanha enviaria. O general – que havia preparado um antiquado sistema de defesas fixas, tal como na Primeira Guerra Mundial, assinou a rendição argentina no dia 14 de junho.
Era Semana Santa de 1982, em plena Guerra nas Malvinas, quando o chefe da Divisão de América Latina do Itamaraty, Rubens Ricupero, foi chamado à casa do chanceler do Brasil, Ramiro Saraiva Guerreiro. Lá, o diplomata escutou do chefe uma notícia alarmante: um avião com o embaixador cubano na Argentina entrara, sem permissão, no espaço aéreo brasileiro e caças da Aeronáutica tentavam obrigá-lo a pousar em Brasília. A ordem do presidente João Figueiredo era abater a aeronave caso ela não obedecesse.
Veja também:
CRONOLOGIA: A história do arquipélago
PERFIL: Os protagonistas do conflito
GALERIA: Imagens das ilhas Malvinas
ARQUIVO: As capas do ‘Estado’ sobre a guerra
ESPECIAL: 30 anos da Guerra das Malvinas
Documentos obtidos pelo Estado mostram que a Marinha brasileira acreditava que o embaixador cubano levaria a Buenos Aires um plano de cooperação com Havana. Ricupero diz desconhecer essa informação.
Sob uma tempestade, o diplomata brasileiro foi até a Base Aérea de Brasília. “Quando entrei na sala de operações, fiquei gelado: ouvi o diálogo no rádio entre o controlador e um dos pilotos, que dizia que o avião cubano se recusava a pousar. Chegaram a dar tiros de advertência”, lembra o embaixador. O alívio veio quando a aeronave, de fabricação russa, começou a dispensar combustível, indicando que aterrissaria.
O pouso em Brasília ocorreu na madrugada, com a pista cheia de soldados. “Quando abrem a porta, desce um senhorzinho rechonchudo de meia-idade, uma matrona e um menino, neto do casal, todos assustadíssimos”, diz Ricupero. O avião foi inspecionado, mas a Aeronáutica nada encontrou. “Imagine se tivessem abatido o avião, em plena guerra. Teria sido mais do que uma tragédia.”
Por Roberto Godoy, de ‘O Estado de S. Paulo’
É do alto que se vê melhor as facilidades da base aeronaval de Mount Pleasant, revela o oficial da reserva D.W., um ex-integrante da tropa britânica nas ilhas. “Depois de voar dez horas ou mais desde a Ilha da Ascensão, nos limites do Atlântico Norte, é um alívio ver a pista de pouso, uma faixa preta de mais 3 mil metros, riscada na pedra, cercada de prédios e luzes”, conta. O problema, diz, “é que a vida nas Falklands é tediosa, limitada ao trabalho, à cervejaria, ao alojamento ou à igreja – para não beber demais, entrar em depressão ou virar místico, a única opção é trabalhar duro”.
Veja também:
CRONOLOGIA: A história do arquipélago
PERFIL: Os protagonistas do conflito
GALERIA: Imagens das ilhas Malvinas
ARQUIVO: As capas do ‘Estado’ sobre a guerra
ESPECIAL: 30 anos da Guerra das Malvinas
O núcleo militar foi criado em 1982, apenas três dias depois do cessar-fogo, pela ex-primeira-ministra Margaret Thatcher. Em 2007, quando o conjunto ficou pronto, o investimento chegava a US$ 523 milhões. O custo de manutenção dos serviços é de US$ 3,9 milhões semanais. As instalações abrigam, além de 1.650 soldados de elite, 4 caças Typhoon, mais 2 aviões de inteligência e de reabastecimento em voo. De quebra, há lugar também para um destróier lançador de mísseis e um submarino nuclear. As forças da Argentina estão desequipadas, passados 30 anos desde o conflito. A aeronáutica não consegue cumprir uma programação de voos de vigilância até o limite do arquipélago e tem poucos aviões de combate – 30 unidades, talvez, prontas para uso. Todas com cerca de 30 anos.
Durante a Guerra das Malvinas, cujo 30º aniversário ocorre na segunda-feira, 2, diversas declarações exaltadas foram feitas por líderes argentinos e britânicos, pela imprensa e por pessoas comuns. Algumas são mais marcantes. Confira a seleção.
Veja também:
CRONOLOGIA: A história do arquipélago
PERFIL: Os protagonistas do conflito
GALERIA: Imagens das ilhas Malvinas
ARQUIVO: As capas do ‘Estado’ sobre a guerra
ESPECIAL: 30 anos da Guerra das Malvinas

“Las malvinas son y serán argentinas” (“As Malvinas são e serão argentinas”), slogan repetido à exaustão nas escolas primárias do país latino-americano aos alunos a partir dos seis anos de idade
“Que venga el principito!” (“Que venha o principezinho!”), General Menéndez, ao saber, durante a guerra, que o príncipe Andrew, filho da Rainha Elizabeth II, faria parte da Task Force
“Es la pelea de dos calvos por un peine” (“É a briga de dois carecas por um pente”), Jorge Luis Borges, sobre a futilidade de uma guerra por um arquipélago árido
“The Empire Strikes Back” (“O império contra-ataca”), chamada na capa da revista britânica Newsweek de 19 de abril de 1982, quando o conflito ainda estava se desenrolando nas Malvinas (veja a cronologia da Guerra das Malvinas)
“Subordinación y valor” (“Subordinação e valor”), palavras de ordem dos oficiais do Exército argentino a seus soldados
“Malvinas para los pingüinos!” (“A Malvinas para os pinguins”), inscrição bem humorada em camisetas impressas no Brasil durante a guerra, fazendo referência aos animais que são maioria no arquipélago disputado entre Argentina e Grã-Bretanha
“Gotcha” (“Te peguei”), manchete do jornal britânico Sun de 2 de maio de 1982, com a notícia sobre o cruzador argentino General Belgrano, que foi a pique depois de ser torpedeado pela marinha britânica (veja a cronologia da Guerra das Malvinas)
“Estamos ganando” (“Estamos vencendo”), chamada na capa da revista argentina Gente e de vários outros meios de comunicação em Buenos Aires, poucos dias antes da derrota
“Seguimos ganando!” (“Continuamos vencendo!”), manchete de jornais e revistas argentinos nos últimos dias da guerra, ainda sem admitir a iminente derrota
“Estas ilhas não produzem coisa alguma. Neve, granizo e gelo. O ar está sempre úmido. Os alimentos daqui reduzem-se a peixe. É para mim este um país cruel. O reino deverá subsidiá-lo”, Frei Felipe de Mena, clérigo espanhol, em 1767
“Estamos tão entediados aqui, que não queremos mais ficar”, Mena, novamente em referência às Malvinas
“A Argentina precisa ser esfregada no barro da humilhação”, Winston Spencer Churchill, neto de Winston Churchill, no Parlamento britânico em junho de 1982 (veja a cronologia da Guerra das Malvinas)
“Hubieran sido amigos, pero se vieron uma sola vez cara a cara, em unas islas demasiado famosas, y cada uno de los dos fue Caín, y cada uno, Abel” (“Teriam sido amigos, mas viram-se uma única vez cara a cara, em umas ilhas famosas demais, e cada um dos dois foi Caim e cada um, Abel”), trecho do poema “Juan López e John Ward”, de Jorge Luis Borges, sobre dois soldados – um britânico e outro argentino – amantes da literatura do país do outro, que matam-se mutuamente na Guerra das Malvinas
Pesquisa e seleção: Ariel Palacios, correspondente em Buenos Aires

Republicanos aproveitam episódio de vazamento de áudio do presidente americano para recuperar vídeo de 2001 em que o então senador se dizia contra sistema de defesa
AAMER MADHANI – USA TODAY
O presidente Obama tentou na terça-feira esclarecer sua sugestão, feita no dia anterior, de que haverá “mais flexibilidade” depois das eleições em novembro para abordar a controvertida proposta de construção de um sistema de defesa antimísseis na Europa.
Obama foi criticado por alguns republicanos em razão do comentário feito ao presidente russo, Dmitri Medvedev, a respeito da flexibilidade, captado por um microfone ligado na segunda feira.
Obama fez pouco da gafe ao cobrir o microfone com a mão ao cumprimentar o líder russo na Cúpula de Segurança Nuclear, perguntando aos repórteres se seus microfones estariam ligados. Ele então comentou a substância de sua conversa com Medvedev. “Acho que todos compreendem… Que desejo reduzir os arsenais nucleares”, disse Obama. “E um dos obstáculos para tanto é o estabelecimento da confiança mútua em relação ao tema da defesa antimísseis. Portanto, não se trata de esconder o jogo.”
Os russos se opõem à construção do sistema na Europa. Representantes do governo destacaram que o sistema de defesa antimísseis tem como objetivo proporcionar proteção contra um possível ataque com mísseis disparados pelo Irã, mas os russos temem que o sistema seja usado contra eles.
Obama reiterou seu compromisso com o sistema de defesa antimísseis. Ele disse que, no curto prazo, é impossível apressar sua implementação em razão da complexidade do tema, da resistência russa e da proximidade das eleições nos Estados Unidos. Os republicanos disseram que os comentários de Obama sugerem a possibilidade de ele estar disposto a abandonar o sistema de defesa.
Num memorando aos repórteres, representantes da Comissão Nacional Republicana (CNR) destacaram que Obama pediu cortes de US$ 9,3 bilhões nos programas de defesa antimísseis no orçamento de 2010. Os republicanos distribuíram o trecho de uma entrevista em vídeo gravada em 2001 no qual Obama diz: “Eu… Não concordo com um sistema de defesa antimísseis”.
Então senador pelo Estado de Illinois, Obama fez tal comentário ao criticar a escolha de Donald Rumsfeld para o cargo de secretário da Defesa. Rumsfeld defendia um sistema mais amplo, com base em instalações em terra, diferente do escudo antimísseis defendido por Obama atualmente.
A porta-voz da CNR, Kirsten Kukowski, disse que o vídeo é “relevante, especialmente depois do comentário feito ao presidente russo dizendo que é melhor esperar até o fim da eleição para realmente tratar do assunto”.
O porta-voz da campanha de Obama, Ben LaBolt, disse que a CNR distribuiu um vídeo que “não passa de uma sobra requentada da campanha de 2008, um comentário editado e tirado de contexto”.
A Casa Branca reagiu ao candidato republicano Mitt Romney, que chamou na véspera a Rússia de “principal adversária geopolítica” dos EUA, mostrando-se “muito preocupado” com os comentários do presidente.
“A Rússia não é uma amiga no palco mundial, e o fato do presidente buscar uma maior flexibilidade num momento em que não terá de responder ao povo americano me parece extremamente alarmante”, disse Romney em entrevista à CNN.
O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse que o comentário de Romney ignora o fato de a Rússia ter cooperado em muitas questões difíceis, como a imposição de sanções ao Irã no Conselho de Segurança das Nações Unidas. “Me parece pouco correto dizer isso a respeito da Rússia”, disse ele.
Ainda na terça-feira, Obama reuniu-se com o primeiro-ministro paquistanês, Yusuf Raza Gilani. O encontro, ocorrido num momento de tensão entre Paquistão e EUA, marcou a negociação de mais alto nível entre os dois países desde que o ataque de forças de elite da Marinha americana levou à morte de Osama bin Laden.
Os paquistaneses estão promovendo uma reavaliação no parlamento depois que 24 de seus soldados foram mortos por engano num ataque aéreo americano perto da fronteira.
Antes da reunião, Obama reconheceu que o relacionamento passa por um período difícil.
“Nos últimos meses, houve momentos em que, para não usar termos mais fortes, nosso relacionamento passou por períodos de desgaste”, disse Obama.
“Mas considero positivo o fato de o parlamento paquistanês estar reavaliando a natureza do relacionamento entre nossos países. Considero importante que este seja definido nos termos corretos.”
TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL
STORYFUL
Obama reage ao ‘filme de terror’ de Santorum
A equipe de campanha do presidente americano, Barack Obama, reagiu a um vídeo lançado pelo pré-candidato republicano Rick Santorum. O filme original era um “filme de terror” sobre o possível segundo mandato de Obama, incluindo menções a um Irã nuclear. O vídeo de Obama diz que é hora de “combater os truques sujos” de Santorum.
WORLDCRUNCH
Site promove ‘caçada aos imigrantes’ na Suíça
A Justiça da Suíça recebeu uma denúncia contra o site comandado por um político de extrema-direita que promove uma “caçada aos imigrantes”. O endereço tem uma lista de nomes e fotos de estrangeiros e a mensagem “procurados vivos ou mortos”.
EL UNIVERSAL
Ladrões tentam roubar banco usando pedras
Um grupo de ladrões tentou roubar o dinheiro de uma agência bancária na Cidade do México usando apenas pedras. Os bandidos conseguiram entrar na agência de madrugada, mas desistiram de tentar quebrar os caixas eletrônicos e fugiram sem nada.
THE GLOBE AND MAIL
Canadá tira moedas de um centavo de circulação
O Ministério das Finanças canadense decidiu retirar de circulação as moedas de um centavo no país. O ministro Jim Flaherty justificou a medida alegando que as moedas são “inúteis” e a retirada representará economia equivalente a US$ 11 milhões por ano.

Republicanos aproveitam episódio de vazamento de áudio do presidente americano para recuperar vídeo de 2001 em que o então senador se dizia contra sistema de defesa
AAMER MADHANI
USA TODAY
O presidente Obama tentou na terça-feira esclarecer sua sugestão, feita no dia anterior, de que haverá “mais flexibilidade” depois das eleições em novembro para abordar a controvertida proposta de construção de um sistema de defesa antimísseis na Europa.
Obama foi criticado por alguns republicanos em razão do comentário feito ao presidente russo, Dmitri Medvedev, a respeito da flexibilidade, captado por um microfone ligado na segunda feira.
Obama fez pouco da gafe ao cobrir o microfone com a mão ao cumprimentar o líder russo na Cúpula de Segurança Nuclear, perguntando aos repórteres se seus microfones estariam ligados. Ele então comentou a substância de sua conversa com Medvedev. “Acho que todos compreendem… Que desejo reduzir os arsenais nucleares”, disse Obama. “E um dos obstáculos para tanto é o estabelecimento da confiança mútua em relação ao tema da defesa antimísseis. Portanto, não se trata de esconder o jogo.”
Os russos se opõem à construção do sistema na Europa. Representantes do governo destacaram que o sistema de defesa antimísseis tem como objetivo proporcionar proteção contra um possível ataque com mísseis disparados pelo Irã, mas os russos temem que o sistema seja usado contra eles.
Obama reiterou seu compromisso com o sistema de defesa antimísseis. Ele disse que, no curto prazo, é impossível apressar sua implementação em razão da complexidade do tema, da resistência russa e da proximidade das eleições nos Estados Unidos. Os republicanos disseram que os comentários de Obama sugerem a possibilidade de ele estar disposto a abandonar o sistema de defesa.
Num memorando aos repórteres, representantes da Comissão Nacional Republicana (CNR) destacaram que Obama pediu cortes de US$ 9,3 bilhões nos programas de defesa antimísseis no orçamento de 2010. Os republicanos distribuíram o trecho de uma entrevista em vídeo gravada em 2001 no qual Obama diz: “Eu… Não concordo com um sistema de defesa antimísseis”.
Então senador pelo Estado de Illinois, Obama fez tal comentário ao criticar a escolha de Donald Rumsfeld para o cargo de secretário da Defesa. Rumsfeld defendia um sistema mais amplo, com base em instalações em terra, diferente do escudo antimísseis defendido por Obama atualmente.
A porta-voz da CNR, Kirsten Kukowski, disse que o vídeo é “relevante, especialmente depois do comentário feito ao presidente russo dizendo que é melhor esperar até o fim da eleição para realmente tratar do assunto”.
O porta-voz da campanha de Obama, Ben LaBolt, disse que a CNR distribuiu um vídeo que “não passa de uma sobra requentada da campanha de 2008, um comentário editado e tirado de contexto”.
A Casa Branca reagiu ao candidato republicano Mitt Romney, que chamou na véspera a Rússia de “principal adversária geopolítica” dos EUA, mostrando-se “muito preocupado” com os comentários do presidente.
“A Rússia não é uma amiga no palco mundial, e o fato do presidente buscar uma maior flexibilidade num momento em que não terá de responder ao povo americano me parece extremamente alarmante”, disse Romney em entrevista à CNN.
O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse que o comentário de Romney ignora o fato de a Rússia ter cooperado em muitas questões difíceis, como a imposição de sanções ao Irã no Conselho de Segurança das Nações Unidas. “Me parece pouco correto dizer isso a respeito da Rússia”, disse ele.
Ainda na terça-feira, Obama reuniu-se com o primeiro-ministro paquistanês, Yusuf Raza Gilani. O encontro, ocorrido num momento de tensão entre Paquistão e EUA, marcou a negociação de mais alto nível entre os dois países desde que o ataque de forças de elite da Marinha americana levou à morte de Osama bin Laden.
Os paquistaneses estão promovendo uma reavaliação no parlamento depois que 24 de seus soldados foram mortos por engano num ataque aéreo americano perto da fronteira.
Antes da reunião, Obama reconheceu que o relacionamento passa por um período difícil.
“Nos últimos meses, houve momentos em que, para não usar termos mais fortes, nosso relacionamento passou por períodos de desgaste”, disse Obama.
“Mas considero positivo o fato de o parlamento paquistanês estar reavaliando a natureza do relacionamento entre nossos países. Considero importante que este seja definido nos termos corretos.” / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL
É JORNALISTA
RADIO FREE EUROPE
Medvedev se pronuncia sobre gato de estimação
O presidente russo, Dmitri Medvedev, precisou fazer um pronunciamento público sobre seu gato de estimação após rumores no Twitter de que o animal, Dorofei, teria desaparecido. Diversas versões da história começaram a circular pela rede. Para frear a boataria, Medvedev tuitou que “Dorofei não se perdeu” e agradeceu a todos pela preocupação.
NEWSER
Soldados terão ‘anjos da guarda’ no Afeganistão
Os recentes ataques a tropas da Otan no Afeganistão levaram os americanos a adotarem novas medidas de segurança. Entre elas, foi instituída a política do “anjo da guarda”, determinando que um soldado acordado proteja os que estão dormindo.
TIME
Irã pretende lançar um chimpanzé ao espaço
O governo iraniano pretende lançar um chimpanzé ao espaço como parte do desenvolvimento do programa aeroespacial do país. O chefe da Agência Espacial do Irã diz que o lançamento do foguete Kavoshgar-5, levando o animal, será em setembro.
MSNBC
Por atrasos, empresa de trens indeniza demitida
A empresa de trens francesa SNCF foi condenada a pagar indenização a uma passageira que foi demitida por seus repetidos atrasos. A mulher, que perdeu o trabalho de secretária, pediu inicialmente 45 mil. A Justiça concedeu apenas 1,5 mil.
SÃO PAULO – A divulgação de um vídeo obtido pela rede de TV ABC nesta quinta-feira, 29, levantou dúvidas sobre a versão original do “vigia voluntário” George Zimmerman, que matou o adolescente negro Trayvon Martin há mais de um mês na Flórida. Nas imagens, Zimmerman aparece ileso ao chegar a uma delegacia policial na noite do crime.
Veja também:
Amigos temem por homem que matou adolescente na Flórida
Morte de adolescente negro em caso suspeito de racismo indigna Obama
Obama diz que jovem negro morto na Flórida poderia ser seu filho
Entenda o caso do adolescente negro assassinado na Flórida
Zimmerman afirmou ter atirado contra Martin em legítima defesa, após ter levado um soco no nariz do jovem, que teria ainda batido a cabeça do vigia contra a calçada. A descrição dos fatos, contudo, é desmentida pelo vídeo, que mostra o vigia sem ferimentos na cabeça e no rosto e sem marcas de sangue na roupa. Assista.
O caso despertou a indignação nos americanos e rendeu uma declaração do presidente Barack Obama, que disse que “se tivesse um filho, ele se pareceria com Trayvon”.
Capuz. No entanto, nesta quinta o Congresso dos EUA proibiu que um legislador usasse um capuz em homenagem ao rapaz durante um discurso. Para o representante negro Bobby Rush, Trayvon foi alvo dos disparos por causa da cor de sua pele. “A discriminação racial precisa acabar, senhor presidente. Não é porque usa capuz que alguém é bandido”, disse, antes de ser interrompido pelo presidente da sessão.
2013
2012
2011
2010
2009
2005