A rede de TV norte-americana CNN mostrou, no último domingo, um mapa da Inglaterra no qual Londres aparecia mal localizado. No mapa exibido, a capital britânica aparecia na região de Norfolk, quase 200 quilômetros de distância do local correto, segundo o jornal britânico Mirror.
Nesta terça-feira, 31, a emissora emitiu um pedido de desculpas por ter cometido a gafe e disse que investiga suas causas. Dezenas de usuários do Twitter publicaram o erro no domingo. A CNN também usou sua conta no Twitter para se desculpar.

Reprodução/Mirror

O terremoto e o tsunami que arrasaram a parte nordeste do Japão em 2011 e o desastre nuclear subsequente fizeram com que muitos habitantes deixassem a região de Fukushima e abandonassem seus animais. O governo implantou uma zona de segurança devido aos riscos de contaminação radioativa na área, e os arredores da usina tornaram-se uma zona fantasma.
Dias depois, porém, o United Kennel Club do Japão fez buscas procurando os bichos de estimação deixados pelos japoneses que tiveram de deixar suas casas. Um ano depois da tragédia os animais recebem cuidados, mas ainda há gatos e cachorros que vagam na área em busca de comida e enfrentam um rigoroso inverno. Veja imagens destes outros sobreviventes do terremoto japonês.
A onda de frio no continente europeu já deixou mais de 30 mortos. Segudo o governo da Ucrânia, 18 pessoas morreram de hipotermia nos últimos dias, quando o país registrou uma rigorosa queda nas temperaturas. Em algumas regiões do país, os termômetros registraram temperatura de até -23°C.
O frio também atingiu a Sérvia, onde três pessoas morreram e outras duas estão desaparecidas. Além disso, 14 municípios estão sob situação de emergência no país. Na Bulgária, um homem de 57 anos morreu congelado. Um alerta foi declarado em 25 dos 28 distritos do país. Na capital, Sofia, as autoridades distribuem chá quente e colocam sem-teto em abrigos para protegê-los do frio.
Outras dez pessoas morreram na Polônia, que registrou temperaturas de -26°C. Segundo o porta-voz do Ministério do Interior, há idosos e desabrigados entre as vítimas. As autoridades polonesas checam prédios sem sistema de aquecimento para assegurar que as pessoas não congelem.
Veja abaixo algumas imagens do frio na Europa.
O juiz espanhol Baltasar Garzón é conhecido por lutar contra a corrupção e violação dos direitos humanos. Entre os alvos das investigações do juiz estão o grupo separatista ETA, o narcotráfico e a máfia russa. A imprensa espanhola afirma que o juiz nunca entrou em audiências pela garagem, da forma como fazem alguns dos seus companheiros por motivos de segurança.
Hoje, grupos de direita, entre eles os “falangistas“, o Sindicato Manos Limpias e advogados de pessoas afetadas pelas suas decisões judiciais movem três processos judiciais contra ele (leia a seguir). O mais polêmico é o relacionado com a investigação dos crimes da ditadura franquista, porém todos eles foram contestados pela ONU.
Os três processos contra Garzón
Crimes do franquismo. Em 2008, o juiz se declarou competente para investigar os crimes do franquismo como crimes da humanidade. O advogado da acusação, Luciano Varela, afirma que, com a iniciativa, Garzón “decidiu conscientemente ignorar a Lei de Anistia”.
Financiamento em Nova York. Garzón organizou, entre 2005 e 2006, cursos na Universidade de Nova York. Segundo a acusação, o juiz financiou esses seminários com dinheiro do banco Santander e, depois, arquivou uma denúncia contra o presidente do banco.
Caso Gürtel. Durante o julgamento do caso Gürtel na Audiência Nacional, Garzón mandou gravar conversas na prisão entre alguns advogados da trama de corrupção que afeta o Partido Popular (PP). As escutas foram anuladas e o juiz está sendo processado por prevaricação e por um delito contra garantias de intimidade.
MIAMI – Um acidente em uma estrada do Estado americano da Flórida matou ao menos dez pessoas, entre elas cinco brasileiros. O acidente envolveu 12 carros e seis caminhões em uma estrada interestadual perto da cidade de Gainesville. Um forte nevoeiro e fumaça de um incêndio no local foram as prováveis causas do acidente.
Um grupo de cerca de quinze pessoas viajava em duas minivans, segundo um funcionário do Consulado Geral do Brasil em Miami. Eles faziam parte de uma igreja de Atlanta e haviam viajado para participar de uma convenção religiosa em Orlando. Veja a seguir imagens do local do acidente.
Para os especialistas em segurança da União Europeia, as dificuldades econômicas têm alimentado atitudes nacionalistas. Levantamentos apontam para um aumento dos incidentes provocados pela direita neonazista. Em 2011, a revelação de que o grupo cometeu uma série de assassinatos de estrangeiros na Alemanha mostrou que, mesmo num país onde esse movimento não é tolerado, jovens ainda encontram espaço e meios para conduzir suas atividades.
Na Áustria, um recente relatório preparado pelo Ministério da Justiça confirmou um aumento de 31% nos incidentes registrados com grupos de extrema direita. No total, registraram-se 1040 casos em 2011, dos quais um terço foi de “violência física”. Outro levantamento feito em novembro pela entidade britânica Demos concluiu que não há dúvidas de que o movimento de extrema direita está em expansão em toda a Europa e os novos integrantes são em sua maioria jovens intimamente ligados à geração da internet.
O levantamento com mais de 10 mil simpatizantes de movimentos extremistas concluiu que o que os une é um forte sentimento nacionalista e anti-imigrantes. Eles em geral têm menos de 30 anos, são desempregados e críticos em relação a seus governos. A maioria não faz parte de um movimento específico, mas nem por isso deixa de ser uma ameaça.
Em dezembro, o italiano Gianluca Cassere saiu de sua casa determinado a “limpar” Florença dos senegaleses que atuam como vendedores ambulantes. Matou três antes de se suicidar. Políticos apressaram-se em garantir que se tratava de um caso isolado. No dia seguinte, um grupo no Facebook foi criado chamado “Gianluca morreu por nós”, com a participação de mais de 6 mil simpatizantes. Em um dos comentários, um simpatizante alertava: “Esse foi só o começo. Vamos limpar a Itália”.
“Não se pode mais falar de casos isolados quando eles são tão numerosos e espalhados por vários países”, alerta o sociólogo Jean Ziegler. Para ele e outros especialistas, partidos políticos devem ser os responsáveis por frear essas tendências, e não usar o sentimento anti-Islã ou nacionalista desse grupo para ganhar votos. Para Ziegler, é justamente essa manipulação que tem levado ao crescimento dos partidos extremistas na França, Suíça, Itália, Áustria, Dinamarca, Holanda e nos países escandinavos.
“Os eventos na Alemanha e em outras regiões provam que a ameaça à segurança não vem apenas de uma fonte”, disse o relatório preparado pela UE, indicando que o continente teria focado de forma exagerada o combate à militância islâmica, deixando aberto o caminho para o radicalismo de outras tendências. Segundo a UE, não significa que a ameaça do islamismo radical tenha desaparecido. “Jovens austríacos estão sendo recrutados por grupos terroristas”, advertiu a ministra do Interior da Áustria, Johanna Miki Leitner.
O dia 27 de janeiro é mundialmente lembrado como o Dia em Memória às Vítimas do Holocausto. Diversas homenagens ocorrem em vários lugares do mundo, inclusive no antigo campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, um símbolo da crueldade do regime nazista da década de 1940. Veja imagens das cerimônias e dos museus visitados neste dia.
THE GUARDIAN
Presentes de ditador da Romênia vão a leilão
Uma casa de leilões em Bucareste colocará à venda uma série de presentes recebidos pelo ex-ditador da Romênia Nicolau Ceausescu, que governou o país entre 1967 e 1989. Entre os objetos estão uma pomba de prata dada pelo xá do Irã, uma pele de leopardo vinda da África e um iaque de bronze que foi presente do ex-líder chinês Mao Tsé-tung.
THE CONSUMERIST
Carteiro é acusado de roubar correspondência
O serviço postal do Texas investiga um carteiro que admitiu ter roubado correspondências durante os últimos 10 anos. O funcionário juntou todos os papéis roubados em sua casa e alegou sofrer de uma doença mental quando foi descoberto.
SEATTLE TIMES
Aérea para de distribuir ‘cartão de oração’ em voo
Uma empresa aérea do Alasca deixará de distribuir aos passageiros seus tradicionais “cartões de oração” antes dos voos. A prática de entregar folhetos com trechos bíblicos e de oração assusta alguns passageiros e considerada “ultrapassada” pela empresa.
CCSU
Washington é a cidade que mais lê nos EUA
A capital americana, Washington DC, lidera o ranking das cidades “mais letradas” do país, realizado por uma universidade desde 2005. O segundo lugar ficou com Seattle e o terceiro com Minneapolis. O pior índice foi o de Bakersfield, na Califórnia.
A imprensa internacional repercutiu nesta quinta-feira, 26, o desabamento de três edifícios que deixou três mortos até o momento no Rio de Janeiro, destacando o fato de que a cidade será sede da Copa do Mundo e de os prédios estarem localizados no centro da cidade.
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Os momentos de desespero após o desabamento
Veja fotos dos desmoronamentos no Rio
Durante todo o dia, a rede de TV americana CNN exibe imagens do desabamento, com transmissão do escritório em São Paulo. Em seu site, a CNN menciona “5 mortos e 19 desaparecidos” por conta do acidente.
A chamada do site da CNN: “5 mortos, 19 desaparecidos em desabamento de prédios no Rio”
O jornal El País, um dos mais importantes da Espanha, publicou em seu site uma imagem aérea da região do desabamento e a manchete: ‘Três edifícios caem no centro do Rio de Janeiro e causam três mortos”. A reportagem destaca o trabalho dos bombeiros para localizar desaparecidos no edifício em pleno centro da cidade. Na Argentina, o Clarín apontou problemas estruturais como possíveis causas do desastre no texto “Cinco mortos e desaparecidos com o desabamento de três edifícios no Rio de Janeiro”, também publicado em seu site.
Na Europa, o italiano Corriere Della Sera ilustrou a tragédia no Rio com fotos e vídeos em matérias reunidas sob a chamada “Terror no Brasil”. O francês Le Monde publicou no site uma galeria de fotos na matéria “Três edifícios desmoronaram no Rio de Janeiro”.

Campanha republicana à presidência dos EUA revela ignorância sobre um complexo aliado de Obama, um país referência para os regimes que a Primavera Árabe derrubou
POR JACKSON DIEHL, DO WASHINGTON POST*
Seria agradável pensar que a saída de Rick Perry da corrida presidencial do Partido Republicano teve algo a ver com a observação obtusa que ele fez sobre a Turquia no debate em Myrtle Beach, na Carolina do Sul.
O diálogo com Bret Baier, da Fox News, é sem dúvidas o ponto mais baixo no tema política externa das primárias republicanas até agora – o que significa muito. Ele chama a atenção também para um problema na compreensão americana – em particular, republicana – da transformação do Oriente Médio que é muito maior que Perry.
Baier fez uma descrição basicamente precisa, embora parcial, do governo de Recep Tayyip Erdogan, dizendo que “desde que seu partido orientado para o islamismo chegou ao poder… o índice de assassinatos de mulheres aumentou 1.400%, a liberdade de imprensa caiu ao nível da Rússia, (Erdogan) adotou o Hamas e a Turquia ameaçou usar força militar contra Israel e Chipre”. Em seguida, ele perguntou: “Acredita que a Turquia ainda tem lugar na Organização de Tratado do Atlântico Norte (Otan)?” Perry respondeu: “Bem, evidentemente quando se tem um país que está sendo governado pelo que muitos percebem ser terroristas islâmicos…”
Terroristas islâmicos? Isso, reparem, é sobre um governo que acaba de instalar um radar avançado em seu território que poderá ser usado para monitorar e abater mísseis do Irã. Que participou da operação da Otan contra Muamar Kadafi na Líbia. Que se tornou hospedeiro da oposição ao ditador sírio, Bashar Assad. E, tendo repetidamente vencido eleições democráticas livres, emendou a Constituição da Turquia para aumentar os direitos de mulheres, minorias étnicas e sindicatos.
Ok. Esse também é um relato parcial do currículo de Erdogan. Mas essa é precisamente a questão: a Turquia tornou-se um aliado complexo, dinâmico, difícil, algumas vezes exasperante, outras muito útil e, indiscutivelmente, importante dos EUA. Nesse sentido, o governo de Erdogan é um paradigma das relações que os governos americanos estarão gerindo – se tivermos sorte – no Egito, Iraque e outros lugares no Oriente Médio durante a próxima década.
A verdade é que, gostemos ou não, governos “orientados para o islamismo” estão perto de se tornar a normalidade numa região dominada durante décadas por autocratas seculares e generais pró-americanos. Por isso, o preconceito tosco sobre movimentos muçulmanos instalado na visão de muitos conservadores americanos – a de que eles são inevitavelmente fundamentalistas, antidemocráticos, anti-Israel e antiamericanos, se não explicitamente “terroristas” – virou problema grave. Se for levado a sério, ele tornará impossível ao atual governo dos EUA, e a outros futuros, transitar pela nova política da região e preservar alianças cruciais.
Alguns movimentos islâmicos poderão se tornar como o Hamas e o Hezbollah – implacavelmente hostis. Outros, porém, como a Irmandade Muçulmana, no Egito, provavelmente enveredarão por um terreno intermediário ambíguo, tentando equilibrar a necessidade de investimento ocidental e as aspirações seculares de suas populações com sua ideologia religiosa. A maneira certa de responder a eles é ser ágil: tolerar alguma turbulência, esquivar-se de alguns golpes, revidar outros e continuar pressionando os líderes a não se afastar dos princípios democráticos.
Isso é parecido com a maneira como Barack Obama tem lidado com Erdogan e seu governo – com um resultado líquido que, ao menos por enquanto, parece positivo. Escrevi não faz muito tempo sobre as falhas de Obama em várias iniciativas suas de política externa. Mas a maneira como tratou a Turquia e seu caprichoso líder pode ser classificada como uma de suas melhores realizações.
Fortuitamente, Obama começou a cortejar Erdogan desde o início de seu governo, escolhendo Istambul para uma de suas primeiras viagens ao exterior e pronunciando ali um discurso em que prometeu construir relações sólidas entre os EUA e a Turquia, e também com o mundo muçulmano em geral.
Seguiram-se algumas grandes decepções. Erdogan indispôs-se com Israel antes mesmo da desastrosa interceptação por comandos israelenses de uma embarcação turca que tentava furar o bloqueio a Gaza em 2010. Ele tentou barrar, e depois votou contra, a tentativa de Obama de aprovar no Conselho de Segurança da ONU sanções contra o Irã. Em casa, seus ataques a jornalistas críticos e a prisão de centenas de militares e ativistas seculares com base em acusações dúbias de conspiração provocaram críticas públicas do embaixador americano e, por fim, da secretária de Estado americana, Hillary Clinton.
Obama, entretanto, continuou trabalhando com o líder turco, telefonando para ele mais vezes do que para qualquer outro aliado estrangeiro, com a exceção de David Cameron da Grã-Bretanha. O resultado foi uma relação pessoal relativamente estreita. Questionado sobre suas relações externas numa entrevista na semana passada, Obama citou Erdogan entre os cinco líderes mundiais com os quais havia forjado “laços de confiança”.
Dirigentes do governo dizem que houve uma convergência entre as políticas americana e turca no ano passado – sobre Líbia, Síria, Irã e Primavera Árabe em geral.
Apesar de a tendência de Erdogan para uma autocracia doméstica continuar sendo uma grande preocupação, algumas autoridades americanas acreditam que a nova Constituição que seu partido está elaborando resultará em uma melhor distribuição de poderes e menos jornalistas na prisão.
Isso não fará da Turquia um aliado ideal ou corrigirá suas relações ainda problemáticas com Israel. Mas é muito melhor do que transformar islâmicos em adversários – ou não distingui-los de terroristas.
*É JORNALISTA
TRADUÇÃO DE CELSO M. PACIORNIK
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