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Moeda de 1 cent de 1792 é leiloada por US$ 1 milhão

20 de abril de 2012 | 17h03

Sílvio Guedes Crespo

moeda_1792_eua_ap_heritage_auctions_media.jpg

 

numero_do_dia_138_80.JPGNúmero do dia: US$ 1 milhão

É o valor pago de uma moeda rara de 1 cent de 1792

Uma moeda de 1792, feita de cobre com detalhes em prata, foi vendida em um leilão em Chicago (EUA) por US$ 1 milhão a um grupo de investidores que preferiram não se identificar, informam agências de notícias. Os compradores vão pagar ainda 15% de comissão à Heritage Auctions, a casa de leilões que negociou a relíquia.

Segundo os organizadores do leilão, existem hoje apenas 14 exemplares dessa moeda, que nunca foi colocada em circulação. Um deles foi vendido em 1974 por US$ 105 mil.

China passa EUA e vira o maior mercado de alimentos do mundo

11 de abril de 2012 | 14h53

Sílvio Guedes Crespo

numero_do_dia_138_80.JPGNúmero do dia: R$ 1,8 trilhão

É tamanho do mercado de alimentos na China, hoje o maior do mundo

 

Mais um ranking em que a China passou os Estados Unidos e virou líder mundial: o do mercado de alimentos.

Um estudo do IGD, empresa britânica, afirma que as empresas de varejo instaladas na China movimentaram £ 607 bilhões (cerca de R$ 1,8 trilhão) no ano passado, enquanto as localizadas nos EUA faturaram £ 572 bilhões (R$ 1,7 trilhão) , segundo . No Brasil, o valor atingiu £ 212 bilhões (R$ 614 bilhões).

Apesar de a China ter uma população quase quatro vezes maior que a dos EUA, até o ano passado o mercado de alimentos no país asiático (£ 597 bilhões em 2010) era menor que o do americano (£ 666 bilhões).

A virada no topo do ranking deveu-se à expansão do mercado chinês, mas também ao encolhimento do americano.

No entanto, o valor do setor de alimentos na China dividido pelo número de habitantes (£ 467 por ano) ainda é bem menor que nos EUA (£ 1.906) e até no Brasil (£ 1.060).

Veja abaixo o tamanho do mercado de alimentos em 15 países. Os valores foram todos convertidos de libras para reais, com a cotação da terça-feira, 10, divulgada pelo Banco Central do Brasil.

 

Receita de varejistas com alimentos em países selecionados, em 2011
País Valor total (em R$ bi)
Valor per capita
China 1.759 1.309
EUA 1.658 5.297
Japão 736 5.795
Índia 707 586
Brasil 614 2.995
Rússia 574 4.159
França 542 8.338
Alemanha 417 5.148
Reino Unido 414 5.111
Itália 327 5.360
Indonésia 289 1.165
Espanha 243 5.170
México 214 1.877
Canadá 200 5.882
Austrália 182 8.272

.
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Desemprego entre jovens na Espanha supera 50% pela 1ª vez desde 1986

2 de abril de 2012 | 14h38

Sílvio Guedes Crespo

numero_do_dia_138_80.JPGNúmero do dia: 50,5%

É a taxa de desemprego entre os jovens espanhóis, a maior da Europa

 

A taxa de desemprego na Espanha é a maior de toda a Europa e, entre os jovens, ela superou 50%, o que não acontecia desde pelo menos 1986, ano a partir do qual os dados desta pesquisa estão disponíveis no site do Eurostat, escritório de estatísticas da União Europeia.

Mais da metade (50,5%) dos  espanhóis com até 25 anos estava desempregada em fevereiro. Esse número mostra que o mercado de trabalho para os jovens na Espanha já está tão difícil quanto para os da Grécia, onde a taxa está em 50,4%.

Clique no mapa abaixo para ver os dados mais recentes de desemprego, geral e entre jovens, em países selecionados.

mapa_desemprego_jovens.JPG

De volta ao pré-euro

O desemprego na Espanha, seja a taxa geral ou a de jovens, não está muito mais alto do que em meados da década de 1990, conforme mostra o gráfico abaixo. Antes do euro, o mercado de trabalho espanhol passou por momentos difíceis. Em 1994, por exemplo, o taxa de desocupação superava 20% da população ativa e 40% dos jovens.

Os espanhóis viram melhoras consistentes nesse indicador apenas a partir de 1997, dois anos antes da criação do euro. Após a adesão à moeda única europeia, em 1999, o desemprego na Espanha continuou caindo até o final de 2007. Subiu um pouco no início de 2008, mas disparou mesmo foi depois que estourou a crise financeira internacional, em setembro de 2008.

 

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Grupo estatal bilionário chega ao Brasil por meio de Eike

26 de março de 2012 | 15h25

Sílvio Guedes Crespo

numero_do_dia_138_80.JPGNúmero do dia: US$ 783 bilhões

É quanto os Emirados Árabes têm em fundos soberanos, incluindo o grupo que virou sócio de Eike Batista

Os Emirados Árabes Unidos têm sete fundos soberanos que, juntos, possuem US$ 783 bilhões investidos mundo afora, segundo dados do Sovereign Wealth Fund Institute (SWFI).

Um deles, o Mubadala, de Abu Dabi, acaba de chegar ao Brasil por meio do empresário Eike Batista. O fundo investiu US$ 2 bilhões no conglomerado EBX, do bilionário brasileiro.

O negócio marca mais um passo da expansão dos fundos soberanos dos países árabes exportadores de petróleo, no momento em que o alto preço dessa commodity ameaça a economia mundial, como avalia o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O Mubadala não se considera um fundo soberano. Porém, é classificado como tal pelo SWFI, pois tem US$ 27 bilhões investidos em empresas de diversois países, em setores como o energético, o aeroespacial, o imobiliário, o de tecnologia da informação, o de infraestrutura e outros.

Abaixo, os 15 países que mais têm dinheiro em fundos soberanos, segundo o SWFI. Seis deles são da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).

PAÍS ATIVOS (em US$ bi)
China 1.441
Emirados Árabes* 783
Noruega 611
Arábia Saudita* 538
Cingapura 405
Kuwait* 296
Rússia 150
Catar* 85
Austrália 73
Líbia* 65
Argélia* 57
Coreia do Sul 43
EUA 86
Casaquistão 39
Malásia 37

* Países da Opep

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Doenças por fumo custam US$ 185 milhões aos brasileiros, diz pesquisa

21 de março de 2012 | 16h24

Sílvio Guedes Crespo

Os brasileiros gastaram US$ 185 milhões (R$ 340 milhões, na cotação atual) tratando de doenças relacionadas ao uso do tabaco, segundo o mais recente relatório da Fundação Mundial do Pulmão. Esse valor inclui as despesas dos setores público e privado com o problema.

O número é relativamente baixo se comparado com outros países. Nos Estados Unidos, cuja população é apenas 64% maior que a brasileira, o chamado “custo direto do tabaco”, nas palavras da fundação, somou US$ 96 bilhões.

O estudo inclui diversos outros dados sobre a indústria de tabaco, entre eles um cálculo curioso: para cada US$ 6 mil que as empresas de fumo lucram, uma pessoa morre em decorrência do tabagismo.

O dado resulta de uma divisão do lucro estimado das seis maiores companhias de tabaco do mundo em 2010 (US$ 35 bilhões) pelo número de pessoas que morreram de doenças causadas pelo fumo (6 milhões).

Não custa dizer que essa constatação vale apenas como curiosidade. Logicamente, não pode ser interpretada ao pé da letra, como se cada pessoa morresse após gastar  US$ 6 mil em cigarros, ou seja, após consumir 2 mil maços de R$ 5 cada.

Íntegra

Clique aqui para baixar o relatório da Fundação Mundial do Pulmão.

Economia online gira US$ 46 bi no Brasil; veja ranking de países

19 de março de 2012 | 16h43

Sílvio Guedes Crespo

Atualizado em 20/03 às 17h56

numero_do_dia_138_80.JPGNúmero do dia: US$ 46 bilhões

É o movimento anual da economia online no Brasil

A economia online gira US$ 46 bilhões por ano no Brasil, o que equivale a 2,2% do PIB (produto interno bruto), segundo uma pesquisa do Boston Consulting Group (BCG). O estudo, divulgado nesta segunda-feira, 19, consolidou dados referentes ao ano de 2010.

Com esse porcentual, o Brasil fica em 13º lugar entre os países do G-20 (grupo que reúne as sete economias mais desenvolvidas, 12 emergentes e a União Europeia).

A lista é encabeçada pelo Reino Unido, onde a economia da internet representa 8,3% do PIB.

O Brasil supera países como Itália e Argentina, mas está abaixo da média tanto dos países ricos como dos emergentes. O País deve cair para antepenúltimo do ranking em 2016, ficando à frente apenas da Turquia e da Indonésia, na estimativa dos pesquisadores.

Dos US$ 46 bilhões que formam o que o BCG chamou de “PIB da internet” do Brasil, US$ 34 bilhões vêm do comércio online, US$ 14 bilhões são investimentos e US$ 4 bilhões são gastos do governo no setor. A soma dá US$ 52 bilhões, mas os pesquisadores subtraírem desse montante os US$ 6 bilhões que representam o déficit comercial do Brasil com outros países nesse segmento.

Abaixo, o ranking da economia online, como porcentual do PIB em 2010, entre os países do G-20, segundo o BCG.

Publicidade online

Apesar de estar bem atrás dos demais países na economia online, o Brasil é um dos países onde a publicidade está migrando para a internet mais rapidamente, segundo a pesquisa.

Somente em seis países do G-20 o dinheiro gasto com publicidade na internet já supera os anúncios de jornal. São eles Brasil, Argentina, Japão, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos.

No Brasil, 15,6% do dinheiro gasto com publicidade é destinado à internet; os jornais impressos ficam com 10,1%, e as revistas, 7,5%. Veja abaixo a lista com todos os membros do G-20.

Outra particularidade do Brasil é a importância que os anunciantes dão à televisão. Do total da verba publicitária, 60,3% vão para a TV. No G-20, apenas o México tem um porcentual maior (74,6%).

Os números do BCG diferem da pesquisa Inter-Meios, segundo a qual a TV ficou com 67% do bolo publicitário no Brasil em 2010, e a internet, com apenas 5%.

Íntegra

Veja no site do BCG o estudo na íntegra e o comparativo dos países.

PIB brasileiro equivale à fortuna de apenas 230 pessoas

6 de março de 2012 | 10h39

Sílvio Guedes Crespo

numero_do_dia_138_80.JPGNúmero do dia: R$ 4,1 trilhões

Foi o PIB brasileiro em 2011

 

O PIB (produto interno bruto) brasileiro cresceu 2,7% no ano passado e, pelas contas da consultoria IHS Global Insight, tornou-se o sexto maior do mundo, desbancando a economia do Reino Unido.

A população ativa do Brasil – hoje de 99,5 milhões de pessoas – produziu bens e serviços no valor total de R$ 4,143 trilhões em 2011, ou US$ 2,48 trilhões, considerando a taxa de câmbio média usada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os números podem parecer altos – e são -, mas equivalem à riqueza de poucas famílias. Juntas, as 230 pessoas mais ricas do mundo detêm uma fortuna de exatamente US$ 2,48 trilhões, segundo o ranking mais recente da revista americana “Forbes“.

Esse grupo é encabeçado pelo magnata mexicano Carlos Slim, que tem um patrimônio de US$ 74 bilhões. O mais pobre dessa turma possui uma fortuna de US$ 4,5 bilhões. Em média, cada um desses 230 tem propriedades no valor de US$ 11 bilhões.

A comparação do PIB de um país com o patrimônio de algumas pessoas é meramente uma curiosidade, mas serve para dar uma ideia, bem de leve, da distribuiçao de riquezas do mundo.

Vale lembrar, ainda, que o real tem se valorizado. Isso quer dizer que, por causa da variação do câmbio, e não só pelo aumento da produção nacional, é necessário juntar cada vez mais bilionários para alcançar uma fortuna somada igual ao do PIB brasileiro.

Atualização

O Radar Econômico tomou como base o levantamento mais recente da revista “Forbes”, que é de março do ano passado. Nos próximos dias, possivelmente nesta terça-feira mesmo, o periódico deve divulgar o ranking de 2012.

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Corte no Orçamento equivale a 3,7% da receita da União

15 de fevereiro de 2012 | 16h19

Sílvio Guedes Crespo

Atualizado às 17h29

numero_do_dia_138_80.JPGNúmero do dia: 3,7%

É quanto o corte de R$ 55 bi representa na receita prevista até então

 

O governo anunciou um corte de R$ 55 bilhões no Orçamento, com o objetivo de aumentar investimentos e programas sociais.

Esse valor pode parecer muito ou pouco, dependendo da comparação que se faz. O volume corresponde, por exemplo, a apenas 3,7% das receitas da União. Mas já é um terço da meta de superávit primário (dinheiro que o governo junta para pagar dívida) deste ano, de R$ 140 bilhões.

A receita prevista pelo governo na Lei do Orçamento, em janeiro, era de R$ 1,5 trilhão, sem contar o que entrará nos cofres públicos por meio de emissão de títulos, ou seja, por meio de endividamento.

Se tiramos dessa receita de R$ 1, trilhão as transferências a Estados e municípios (R$ 202 bilhões) e a receita dos poderes Legislativo e Judiciário e de órgãos fora do controle do executivo (R$ 614 bilhões no total), percebemos que sobravam R$ 881 bilhões para o governo federal manusear, segundo a lei orçamentária de janeiro. O corte anunciado nesta quarta representa 6,2% disso.

Desses R$ 55 bilhões cortados, R$ 35 bilhões são em despesas discricionárias (aquelas que o governo consegue manejar livremente) e R$ 20 bilhões em obrigatórias (aquelas que já estão comprometidas e são mais difíceis de cortar).

A tabela abaixo, sobre as despesas discricionárias, mostra os ministérios que tiveram maior corte em termos absolutos e qual o novo orçamento dessas pastas (em bilhões de reais).

Ministério Tamanho do corte Como ficou
Saúde 5,5 86,3
Educação 1,9 72,3
Cidades 3,3 18,7
Defesa 3,3 61,2
Justiça 2,2 10,2
Integração 2,2 5,5

.

O corte na Saúde foi, portanto, o maior entre os ministérios, em termos absolutos. Mas como esta pasta é uma das que têm maior Orçamento, em termos proporcionais a redução acabou ficando em 6% – portanto, dentro da média de cortes federais.

Em relação às despesas obrigatórias, as maiores reduções em termos absolutos ocorreram em benefícios previdenciários (R$ 7,7 bilhões) e subsídios (R$ 5,16 bilhões).

Aperto maior

O economista Vítor Wilher, do Instituto Milenium, analisou o contingenciamento orçamentário da seguinte maneira:

“O corte já era esperado porque o governo está trabalhando com o superavit primário cheio, incluindo os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento. Então, é necessário um aperto maior do que o do ano passado. Além disso, o Banco Central trabalha com um cenário futuro de corte nos juros. Portanto, ou o governo fazia essa redução nos gastos, ou o BC não poderia reduzir a Selic. Existem dúvidas no mercado se, para atingir a meta do superavit neste ano, o governo vai apertar o cinto ou vai contar com uma arrecadação extra de impostos, que viria, sobretudo, de dividendos de estatais e de concessões, como as de aeroportos.”

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PIB dos EUA já é maior do que antes da crise de 2008

27 de janeiro de 2012 | 13h34

Sílvio Guedes Crespo

Atualizado às 17h45

numero_do_dia_138_80.JPGNúmero do Dia: US$ 13,3 trilhões

Foi o PIB dos EUA em 2011, pela 1ª vez acima do nível pré-crise

 

Com todos os problemas que vem enfrentando, a economia dos Estados Unidos nunca produziu tanto como no ano passado, segundo dados do Departamento do Comércio americano.

Pela metodologia mais utilizada, que calcula o PIB (produto interno bruto) com preços de 2005, a economia dos EUA movimentou US$ 13,313 trilhões no ano passado. Com esse resultado, o PIB americano recupera o mesmo patamar verificado antes da crise. Em 2007, a atividade econômica no país produziu US$ 13,2 trilhões.

Preços de 2005?

A comparação entre o PIB de diferentes períodos toma como base os preços de um determinado ano, para evitar distorções causadas pela inflação. Isso significa que, se no ano passado tudo o que os EUA produziram fosse vendido a preços de 2005, a economia teria movimentado aqueles US$ 13,3 trilhões citados acima.

O governo divulga também o PIB a preços correntes, mostrando que, de fato, o país produziu em 2011 mercadorias no valor total de US$ 15,1 trilhões.

Esse número, no entanto, diz pouco em comparações entre períodos. Quando o governo afirma que a economia dos EUA cresceu 2,8% no último trimestre do ano passado, por exemplo, refere-se ao cálculo com preços de 2005.

Abaixo, o PIB americano a preços de 2005 (em trilhões de dólares):

2007 13,2
2008 13,2
2009 12,7
2010 13,1
2011 13,3

.

Os dados anunciados pelo governo americano nesta sexta-feira, 27, são preliminares. Uma revisão será divulgada no dia 29 de fevereiro.

Veja no gráfico o PIB dos EUA desde 1929.

Crise persiste

Esses números de maneira nenhuma significam que os EUA tenham saído da crise. Apesar de o PIB estar no mesmo nível de 2007, em dezembro daquele ano, por exemplo, a taxa de desemprego estava em 4,9%; já em dezembro último, em 8,5%.

O economista Júlio Hegedus Netto, do Instituto Millenium, explica o que está havendo:

“A economia norte-americana vem crescendo, nos últimos meses, baseada no crédito. O governo dos Estados Unidos trabalhou fortemente em uma política de estímulo da demanda. Assim, o consumo das famílias aliado ao consumo do governo, que está investindo pesadamente em obras públicas, estimulou a economia novamente.

Apesar dessa recuperação, o páis continua em crise e com uma elevada taxa de desemprego. Isso porque o setor que mais sofreu os efeitos da crise foi o imobiliário, por conta da bolha. E este setor emprega muita mão-de-obra. Como as pessoas ainda estão extremamente endividadas, pagando suas hipotecas, o setor imobiliário não conseguiu sair do prejuízo. As pessoas estão, sim, consumindo, mas não plenamente. Elas não estão com condições de consumir um imóvel, o que reduz a taxa de atividade do setor e, portanto, reduz as ofertas de emprego.

Sendo o setor imobiliário um dos que mais empregam pessoas no país e que, infelizmente ainda sofre prejuízos da crise de 2008, é fácil entender por que o desemprego norte-americano segue elevado. O governo injetou muita liquidez na economia, mas o consumo no país ainda não chegou à sua plenitude. A crise continua.”

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Só presidente da República manuseia mais dinheiro que Petrobrás

23 de janeiro de 2012 | 19h05

Sílvio Guedes Crespo

numero_do_dia_138_80.JPG

Número do Dia: R$ 213 bilhões

É a receita anual da Petrobrás, atrás apenas dos R$ 919 bi da União

 

A presidência da Petrobrás – que deve trocar de mãos em fevereiro – é o cargo público que manuseia mais recursos no País, atrás apenas da Presidência da República, que tem à disposição todo o orçamento do executivo federal.

O balanço anual mais recente mostra que a estatal teve uma receita operacional líquida de R$ 213 bilhões em 2010.

O economista Frederico Turolla, da Pezco Consultoria, observa que, no mesmo ano, o governo do Estado de São Paulo teve uma receita de R$ 149 bilhões, enquanto o executivo federal arrecadou R$ 919,8 bilhões, incluindo o Tesouro e a Previdência.

A Previdência, sozinha, obteve R$ 212 bilhões, mas isso não torna o cargo de ministro dessa área comparável ao do presidente da Petrobrás, em termos de recursos à disposição. A maior parte do orçamento da Previdência não pode ser manipulada pelo chefe da pasta, pois já tem destino definido.

Já o presidente da Petrobrás, apesar de também ter gastos correntes, é responsável por um plano de investimento de US$ 224 bilhões a ser executado em quatro anos.

Pode-se argumentar que a presidência da Petrobrás não é um cargo apenas político, uma vez que atende também a acionistas privados. No entanto, chamei de “cargo público” neste texto porque é indicado pelo governo.

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