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A mais longa da história, greve de mineiros na África do Sul está perto do fim

Agência Estado

segunda-feira 23/06/14

Paralisação de trabalhadores se arrasta desde setembro de 2013

A Associação dos Sindicatos de Mineiros e Trabalhadores da Construção da África do Sul disse hoje que seus membros concordaram com um acordo salarial que deve encerrar a mais longa greve da história do país. A paralisação se arrasta desde setembro do último ano

O acordo salarial vai aumentar o salário do trabalhador anualmente em cerca de 1.000 rands (US$ 94) por mês por um período de três anos, disse o presidente do sindicato, Joseph Mathunjwa, a milhares de trabalhadores de minas que se reuniram em um estádio em Rustenburg, a noroeste de Johanesburgo e no coração da região de mineração de platina.

Ele disse que o acordo será de três anos, em vez do período de cinco anos que as empresas defendiam. Mathunjwa afirmou à multidão que o sindicato vai assinar o acordo na terça-feira e que os trabalhadores de minas podem começar a retornar ao trabalho a partir de quarta-feira, marcando o fim da greve de cinco meses.

Um porta-voz das empresas de mineração de platina disse que prefere esperar até que o acordo seja assinado oficialmente por todas as partes antes de comentá-lo.

A greve prolongada provocou enormes prejuízos para os lucros das empresas, a vida dos trabalhadores e a frágil economia da África do Sul. Os produtores de platina disseram ter perdido mais de US$ 2 bilhões em receita desde que a greve começou. Os trabalhadores perderam cerca de US$ 1 bilhão em salários não pagos. A economia do país encolheu 0,6% no primeiro trimestre ante igual período do ano anterior, a primeira contração trimestral desde 2009.

Analistas de mineração dizem que levará pelo menos três meses para as empresas elevarem a produção de volta aos níveis pré-greve, depois de as minas terem ficado praticamente ociosas nos últimos meses. Os três maiores produtores de platina do mundo – Anglo American Platinum, Impala Platinum Holdings e Lonmin – disseram ter perdido, cada um, um terço de sua produção anual. (Fonte: Dow Jones Newswires.)