‘Não aceitarei que me digam onde cortar gastos’, diz premiê espanhol
11 de setembro de 2012 | 7h00
SÃlvio Guedes Crespo

Em sua primeira entrevista desde que assumiu o cargo, há oito meses, o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy tentou passar a ideia de que de resistirá a tentativas externas de intervenção em detalhes da polÃtica doméstica, conforme relatou o jornal El PaÃs. Dias antes, na quinta-feira 6, ele recebeu em Madri a chanceler alemã, Angela Merkel.
“Não vou aceitar que me digam quais polÃticas tenho que cortar”, afirmou o premiê. Ele defendeu que o paÃs defina internamente de que forma vai sanar suas contas públicas. “Se fizermos bem nossos deveres, começaremos a crescer criar emprego e tudo irá melhor. Temos uma etapa difÃcil e para superá-la devemos não gastar mais do que temos”, continuou.
Ele mostrou que não concorda com a ideia de que empréstimos do FMI (Fundo Monetário Internacional) ou da União Europeia sejam considerados um resgate. “Se alguma prioridade há neste momento para gerar emprego é reduzir o déficit público. Isso é muito mais importante do que isso que todo mundo chama de resgate”, disse. Segundo o diário El PaÃs, essa foi a primeira vez que o chefe do governo usou a palavra “resgate”.
A entrevista foi transmitida pela TVE. Diante do premiê estavam jornalistas de cinco diários do paÃs.
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