Cidades ainda vão à falência nos EUA 4 anos após a crise
13 de julho de 2012 | 7h00
SÃlvio Guedes Crespo
Quatro anos após a crise financeira de setembro de 2008, marcada pela quebra do banco Lehman Brothers, cidades americanas continuam indo à falência, conforme relata o jornal Los Angeles Times.
Na Califórnia, o Estado com maior PIB (produto interno bruto) dos EUA, três municÃpios pediram proteção na lei de falências em menos de 30 dias. O maior deles é Stockton, com cerca de 300 mil habitantes. A prefeitura deixou de pagar credores alegando não ter recursos. Segundo o LA Times, os mais afetados pela crise na cidade serão os idosos. O prefeito quer reduzir em US$ 26 milhões os gastos de um programa de saúde pública para aposentados.
Outro municÃpio que recorreu à lei de falências foi San Bernardino, de 200 mil habitantes. A cidade não conseguiu pagar o salário de seus funcionários públicos, apesar de ter demitido um quinto deles nos últimos quatro anos. Autoridades locais disseram que será necessário um “corte draconiano” nos gastos, atingindo inclusive a polÃcia e os bombeiros.
Mammoth Lakes, uma estação de esqui com apenas 8 mil habitante, também quebrou. A gota d’água foi uma decisão judicial determinando que o municÃpio pagasse US$ 43 milhões por violação de contrato com a empresa Mammoth Lakes Land Acquisition.
O LA Times afirma que várias outras cidades na Califórnia estão passando por dificuldade. O principal motivo são os gastos com aposentadoria e pensão, que cresceram, em média, 11% nas maiores cidades do Estado entre 1999 e 2010, ritmo duas vezes mais rápido do que o de aumento das despesas com segurança e saúde, segundo um estudo do Stanford Institute for Economic Policy Research citado pelo jornal.
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