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WSJ: real forte demais afeta crescimento do Brasil

10 de abril de 2012 | 10h28

Sílvio Guedes Crespo

Por ocasião da visita da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos, o Wall Street Journal escreveu em reportagem que a desaceleração econômica em alguns países, incluindo o Brasil, é em parte decorrente de moedas locais sobrevalorizadas.

“As reclamações de líderes de países emergentes segundo os quais as políticas de afrouxamento monetário dos EUA e da Europa têm efeitos indesejados voltam à tona num momento em que grandes economias emergentes como o Brasil desaceleram – sendo puxadas para baixo, em parte, por moedas fortes demais”, afirmou o Journal.

O diário, no entanto, também apresentou o outro lado, dos economistas que defendem os países ricos. Segundo eles, as políticas dessas nações se justificam porque o mundo inteiro, Brasil incluso, vai acabar se beneficiando da recuperação econômica dos EUA e da Europa.

Tsunami monetário

Nas reportagens sobre a viagem de Dilma aos EUA, os dois principais jornais de finanças destacaram as críticas da chefe de Estado brasileira à política econômica do governo americano. Segundo ela, as injeções de dinheiro no mercado por parte do Federal Reserve equivalem a um “tsunami monetário”.

O Journal diz logo no título de seu texto que a “Líder brasileira bate na política monetária americana”. Sobre o mesmo assunto, o Financial Times afirmou: “Rousseff busca apoio dos EUA na ‘guerra cambial’”.

O New York Times, que não é especializado em economia, optou por destacar que o Brasil e os EUA “acentuam os pontos positivos”. O jornal avalia que os dois países preferiram tratar dos pontos em comum, como a maior abertura dos EUA para entrada de turistas brasileiros, e deixaram de lado temas em que não há consenso, como a intenção do Brasil de obter assento vitalício no Conselho de Segurança da ONU.

Na semana passada, antes da viagem, a revista The Economist afirmou que “o Brasil provavelmente nunca foi tão importante para os EUA como hoje” e, ao mesmo tempo, “os EUA nunca foram tão pouco importantes para o Brasil”.

Também antes do encontro dos dois presidentes, o Financial Times disse, em editorial, que “em certos aspectos as relações entre as duas maiores economias do Continente Americano há muito tempo não são tão boas”.

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