Preço de imóvel nos EUA patina no pior nÃvel desde a bolha
1 de fevereiro de 2012 | 13h36
SÃlvio Guedes Crespo

Apesar de a economia dos Estados Unidos já ter mostrado diversos sinais de recuperação, o preço dos imóveis, epicentro da crise local e mundial, está em seu pior momento desde o estouro da bolha, mostram dados da Standard & Poor’s.
As moradias nas 20 regiões metropolitanas analisadas pela S&P estão 33% mais baratas do que no pico histórico, de julho de 2006, sendo o momento atual o pior da série com ajuste sazonal.
Na pesquisa sem esse tipo de ajuste, o indicador também aparece em nÃvel comparável ao dos seus momentos mais crÃticos. O Ãndice da S&P mostra que, desde 2009, o setor teve breves momentos de recuperação, mas sempre seguidos por perdas que levaramm de volta a um patamar em torno de 140 pontos.
Essa pontuação serve para comparar os preços em diferentes momentos. No pico histórico, por exemplo, o Ãndice sem ajuste sazonal marcava 206 pontos. Se hoje está em 140, significa que houve uma queda de 33% nos preços nesse Ãnterim.
Os piores momentos da crise, pela série não ajustada, ocorreram em abril de 2009 (139 pontos), em abril do ano passado (138) e em novembro último (140, dado mais recente). Nesse meio tempo, houve alguns lampejos de recuperação, chegando a atingir 149 pontos em julho de 2010, mas tais momentos foram sempre frustrados por perdas posteriores.
Bolha
O gráfico mostra que houve uma alta praticamente contÃnua de 2000 a 2006, seguida de uma queda iniciada naquele ano e acentuada em meados de 2007, um ano antes da quebra do banco Lehman Brothers. Desde 2009, o setor vem se debatendo, sem sucesso.
Vale notar que o nÃvel atual equivale ao de 2003 e está acima do de 2000. Quem comprou casa em janeiro de 2000 ainda consegue vendê-la por um preço 38,5% maior.
Atualmente (novembro, dado mais recente), o preço médio de imóveis vendidos nas 20 regiões metropolitanas analisadas foi de US$ 214 mil. Um ano antes, estava em US$ 219 mil.
As piores cidades para o setor imobiliário ultimamente são Atlanta (queda de 12% no preço em 12 meses acumulados até novembro) e Las Vegas (de 9%).
Apenas duas regiões metropolitanas apresentaram alta no acumulado de 12 meses. Uma delas é Washington, onde o avanço foi de apenas 0,5%. Outra é Detroit, onde os preços subiram 3,8%, mas, como mostra um gráfico do “New York Times, essa região havia sido profundamente judiada pela crise.
As residências em Detroit quase não subiram no momento em que o setor imobiliário “bombava” nos EUA (2000 a 2006) e mesmo assim despencaram a partir de 2007. Hoje, acumulam queda de 44% desde 2006 e de 29% desde 2000.
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