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Fecha uma das primeiras indústrias do polo de Cubatão

31 de janeiro de 2012 | 11h54

Sílvio Guedes Crespo

Atualizado às 15h27

polo_industrial_cubatao_tv_tribuna_reproducao.JPG

Enquanto o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga que a produção industrial do País teve crescimento praticamente nulo em 2011, a empresa conhecida como Companhia Santista de Papel, uma das mais antigas de Cubatão, fecha suas portas, como noticia a imprensa local.

A fábrica tinha 91 anos e atualmente era apenas uma unidade da MD Papéis. Segundo a TV Tribuna, a companhia “representa um símbolo da criação do polo industrial de Cubatão”.

A região é uma das mais importantes para a indústria paulista. O setor industrial de Cubatão movimentou R$ 3 bilhões em 2009, segundo o IBGE (dado mais recente). No ano anterior, o polo cubatonense havia gerado R$ 3,4 bilhões.

O fechamento da unidade da MD Papéis em Cubatão resultará na demissão de 380 empregados diretos e mais 120 terceirizados, segundo o jornal “A Tribuna”. O comércio local também prevê queda no movimento com a saída dos trabalhadores.

Encruzilhada

“Em 2012 a indústria estará em uma encruzilhada”, afirmou o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, em uma análise.

“Por um lado, [a indústria] se valerá das medidas de aquecimento da economia que o governo vem tomando. [...] No entanto, somente isso poderá não ser suficiente, porque os entraves competitivos para as empresas brasileiras (câmbio valorizado, carências de infraestrutura e logística, elevada carga tributária e alto custo do capital) poderão não mudar no curto prazo, exceto se o governo se empenhar fortemente em reformas e em medidas adicionais”, acrescentou.

Para a entidade, o mau resultado em 2011 (alta de apenas 0,3%) deve-se à “perda de competitividade frente aos bens importados”, que por sua vez deriva do “elevado custo de se produzir no Brasil” e do “câmbio valorizado”.

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