Confusão em licitação publicitária do BB
13 de junho de 2011 | 18h08
Bianca Pinto Lima
Representantes de agências de publicidade procuraram jornalistas no fim de semana para dizer que houve vazamento do resultado da licitação da conta de publicidade do Banco do Brasil, uma bolada de R$ 420 milhões por ano, informa o repórter David Friedlander.
Segundo os informantes, as propostas com as campanhas escolhidas, que deveriam ser divulgadas somente às 10 horas de amanhã pelo BB, já eram de conhecimento de várias pessoas. Ontem, circulou que a história estava escrita num e-mail apócrifo, endereçado às agências que participam da licitação.
Os conceitos das campanhas escolhidas seriam, pela ordem, “O melhor do Brasil para os brasileiros. Todo seu”, “É diferente. É todo seu” e “BB. Mais seu. Mais Brasil”. Pelas regras da licitação, a comissão de julgamento deveria julgar os conceitos sem saber quais as agências responsáveis por eles.
Numa situação igualzinha, a Petrobrás foi forçada a cancelar uma licitação para escolha de suas agências de publicidade no ano passado. Procurado no começo da tarde, o BB informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a divulgação do resultado está mantida para amanhã.
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Em outra situação igualzinha, um email apócrifo tentou tumultuar a última licitação de agências de publicidade da Caixa e, no final, mostrou-se totalmente infundado.
Lamentável que esse blog se preste a tentativas de tumultuar a licitação.
Entendo um jornalista não divulgar suas fontes, mas sequer saber quem são e dar credibilidade a informações sem nenhuma evidência concreta é, no mÃnimo, lastimável.
O que há no Brasil? Todas as licitações de entidades do Estados são irregulares, desonestas? Qual o remédio para nós?
É inacreditável. Não existe ação do Governo que não seja eivada de corrupção, por mais simples que seja. Os integrantes do Governo, em qualquer instituição e em qualquer nivel, agem de forma corrupta, acredito eu, por principio. Nada pode ser honesto e transparente.Até porque a impunidade esta absolutamente garantida.O Poder Judiciario tornou-se uma enorme pizzaria.
Não faça este julgamento generalizado. Sou servidor público e a maioria é honesta. E se há um problema são os agentes privados que buscam corromperem. Estes ninguém fala, ningúem critica.
atualize sua informação. o email nao antecipou as vencedoras.
Faltou o registro de que o resultado da análise das propostas técnicas divulgado hoje pela Comissão de Licitação do BB foi totalmente diferente do conteúdo do email citado.
Fica a reflexão sobre a validade de se levantar suspeitas sobre um processo licitatório com base em um email apócrifo, que não tem qualquer compromisso com a veracidade dos fatos.
Esse blog já foi melhor….
Já são duas semanas sem atualização periódica….TRISTE!!
Só matérias velhas…..zero de informação internacional…
O que aconteceu???
Se o bom negócio é a Publicidade, é melhor procurar o BNDES:
David Friedlander e Raquel Landim, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO – O presidente do JBS, Wesley Batista, diz duvidar que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) comece a se afastar da sociedade que tem com o frigorÃfico. Essa possibilidade foi levantada por analistas em maio, depois que o banco converteu debêntures (dÃvida) em ações da empresa. Como as ações são mais lÃquidas e podem ser vendidas a qualquer momento, o mercado especulou que o banco se preparava para desembarcar do investimento no JBS, que tantas crÃticas já lhe rendeu.
“O JBS é um investimento de longo prazo do BNDES. O banco não tem interesse em desinvestir”, diz Batista. Para reforçar sua opinião, o empresário cita dois episódios. Há um ano, um investidor estrangeiro pediu à famÃlia Batista que sondasse o BNDES sobre a venda de parte das suas ações no JBS. A resposta, segundo ele, foi não. Agora, por conta dessas dúvidas levantadas pelo mercado, os Batista procuraram o banco novamente e o BNDES garantiu que segue no negócio.
Recém-chegado dos Estados Unidos, Wesley Batista assumiu a presidência do JBS, o maior frigorÃfico do mundo, em fevereiro. Ele tem um estilo um pouco diferente do irmão mais novo e antecessor no cargo, Joesley. Também é despachado e orgulhoso de suas origens, mas é menos impetuoso e escolhe as palavras com mais cuidado. Assumiu com a missão de reverter as desconfianças do mercado, que castiga as ações do JBS com uma queda de 27% este ano. A seguir, os principais trechos da entrevista: