12:18


15 de Abril de 2010

 

Patrocinado por




Mais com menos

José Paulo Kupfer

Mais com menos

Sofrer sem ganhar

Paul Krugman

Sofrer sem ganhar

Radar Econômico
Filtro
Tamanho de texto: A A A A

Radar Econômico

BUSCA NO BLOG >>

Brasil lidera ranking de iPads mais caros; impostos são 54%

29 de maio de 2011 | 20h41

Sílvio Guedes Crespo

ipad2_divulgacao.JPG
Nos EUA, salário médio permite comprar quase 8 iPads; no Brasil, 1 (foto: divulgação)

O que você acharia de trabalhar durante um mês, sem comer, beber, sem pagar aluguel ou qualquer conta e mesmo assim não conseguir juntar dinheiro para comprar o iPad 2? Se viver de luz fosse possível, o brasileiro médio teria a opção de trabalhar um mês e uma semana para adquirir o aparelho. Mas já que comer é preciso, o tablet da Apple deve demorar para se popularizar no Brasil, em comparação com países onde o produto já é vendido.

O salário médio no País, de R$ 1.577, não é suficiente para adquirir a versão mais simples do iPad 2, lançado no Brasil na última sexta-feira, 26, por R$ 1.649. Quem ganha o salário mínimo, então, compra apenas um terço do produto se não gastar nada em um mês.


Veja também:
Nada custa pouco
Acabou o iPad 2

alcides_leite01.jpgOs dados foram levantados pelo professor de economia Alcides Leite (foto), da Trevisan Escola de Negócios, a pedido do do blog Radar Econômico e do caderno “Link“. Leite comparou o preço do iPad 2 em 12 países, assim como os salários mínimos e médios de cada localidade.

No Brasil, o preço do produto lidera esse ranking. Veja na tabela abaixo o valor, em reais, da versão mais simples do iPad 2 em 12 países (sem 3G, com 16GB):

Brasil 1.649
França 1.111
Espanha/Portugal/Itália/Alemanha 1.089
Inglaterra 1.050
Austrália 998
México 975
China 922
Japão 888
Estados Unidos 805

.

Abaixo, o preço da versão mais sofisticada (com 3G e 64GB), também em reais:

Brasil 2.599
França 1.848
Espanha/Portugal/Itália/Alemanha 1.816
Inglaterra 1.734
México 1.671
Austrália 1.636
China 1.389
Estados Unidos 1.337
Japão 1.285

.
O País conta, ainda, com a agravante de que a renda da população é baixa em comparação com a de outras nações em que a Apple já vende a segunda versão de seu tablet. A tabela abaixo mostra os salários mínimo e médio em cinco países, bem como a quantidade de iPads que se pode comprar com esses salários, considerando a versão mais simples do produto (os salários estão convertidos para reais).

País s. mín. s. méd. s. mín compra… s. méd compra…
EUA         1.902        6.223 2,4 iPads  7,7 iPads 
Reino Unido         2.716        5.426 2,6 iPads  5,2 iPads 
França         3.102        4.700 2,3 iPads  4,2 iPads
México             251           955 0,26 iPad 1 iPad
Brasil             540        1.577 0,33 iPad 1 iPad

.
Os números mostram os Estados Unidos Unidos, maior economia do mundo e terra da Apple, como o país onde o produto é mais acessível. Além de o salário médio ser alto (R$ 6.200 em Estados como Nova York, apesar da crise), o preço do iPad 2 é baixo: R$ 805, metade do valor encontrado no Brasil. Com isso, o americano médio compra quase oito iPads com um mês de trabalho. Em outras palavras, as condições da população dos EUA para comprar o tablet são oito vezes melhores do que a dos brasileiros.

Na Europa, o iPad é mais caro que nos EUA, mas as condições de vida permitem que os consumidores adquiriram o produto com mais tranquilidade do que no Brasil. No Reino Unido, por exemplo, o salário médio compra cinco unidades; na França, quatro. Já em comparação com outro país latino-americano, o México, a situação brasileira está ligeiramente melhor.

Impostos

Os impostos que incidem sobre o iPad são apontados por especialistas como um fator fundamental para explicar o alto preço do produto no País. Ao todo, a carga tributária corresponde a 54,7% do preço do tablet da Apple, segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário). Veja quanto se paga de imposto no iPad 2 no Brasil:

IPI 20%
ICMS (SP) 18%
Cofins: 7,6%
PIS 1,65%
Outros 7,42%
Total 54,67%
   
iPad 2 16GB: R$ 1.649
Impostos R$ 902
Preço sem impostos R$ 747 

.

Em um cenário extremo, em que não houvesse impostos sobre o iPad 2, o tablet poderia custar R$ 747, desde que a Apple se dispusesse a repassar os benefícios tributários ao consumidor.

Quando surgiram, os tablets não entravam na chamada Lei do Bem, de 2005, que dá incentivos fiscais a inovações tecnológicas e vale apenas para produtos fabricados no Brasil.

Na segunda-feira passada, 23, o governo publicou a Medida Provisória que inclui os tablets na Lei do Bem. Com isso, o PIS e o Cofins (que somavam 9,25%) foram zerados, e o IPI caiu de 20% para 15%. A redução de ICMS depende de cada Estado.

A decisão, no entanto, não vale para o iPad, que é importado. A Foxconn, empresa que monta os tablets da Apple, disse que fabricará o produto no Brasil até o final do ano. Oficialmente, a companhia de Steve Jobs nunca afirmou que produziria no Brasil.

Tópicos relacionados

38 Comentários Comente também
  1. Enviado por: luis

    americanos e japoneses que têm ganho médio muito maior que o nosso pagam metade pelo mesmo produto. brasileiro nasceu pra sofrer mesmo.

  2. Enviado por: Bakunin

    Uma pena que sempre sejamos alijados da evolução tecnológica. Depois lamentam que o gap sempre aumenta e que falta mão de obra qualificada…

  3. Enviado por: Reginaldo

    A agricultura brasileira paga o gasto do brasileiro com tecnologia importada.
    Enquanto não tivermos um mercado de troca sustentável não será possível tornar a tecnologia importada mais barata, pois com o aumento da demanda a conta externa não iria fechar.

  4. Enviado por: Pedro Bó

    Mas quem precisa de um IPad? Quem tem, usa para que? Enquanto não tiver uma utilidade mínima ele vai servir somente para joquinhos!

    • Enviado por: julio botelho

      Esse cidadão é mais um analfabeto em tecnologia. Devido a alienados como esse é que essa republiqueta continua sendo de 5º mundo. Saia da toca!

  5. Enviado por: paulo

    Política da miséria!

    • Enviado por: Fabio

      Cara é igual aquele celular que acabou de sair, ninguem sabe para que serve, mas todos querem ter o cara compra o celular ai a gente pergunta como faz isso, o cara responde (sei-lá mas ele é bonito e paguei caro).
      Brasileiro é tão sem noção.

  6. Enviado por: Samarkand

    Mesmo com todos estes tributos, o preço final ao consumidor Brasileiro poderia ser mais baixo se a Apple USA faturasse à Apple Brasil os iPads pelo seu custo, deixando para dicionar a margem de lucro após a adição dos impostos; entretanto, a estratégia é maximizar os lucros da matriz portanto os iPads são faturados ao preço que a Apple vende para os lojistas dos EUA – mantendo 100% da margem de lucro do fabricante no bolso da matriz norte-americana, e o consumidor Brasileiro paga então esse monte de impostos sobre o lucro da Apple USA e mais uns trocadinhos pra Apple Brasil.

    Agora, cá entre nós… fazer esse barulho todo por uma porcaria de um tabletinho como se fosse item de primeira necessidade… vão reclamar dos impostos sobre alimentos, remédios, coisas que são pesadamente taxadas também e das quais ninguém consegue escapar.

    • Enviado por: Londoner

      E muita infantilidade achar que a empresa va faturar a preco de custo. Isto e negocio e caridade.

    • Enviado por: Londoner

      Isto e negocio e nao caridade

    • Enviado por: Samarkand

      Fatura para a FILIAL a preço de custo, o produto fica mais barato aqui, a FILIAL tem lucro significante.

      Do jeito que está, o grosso do lucro fica na matriz, o consumidor brasileiro paga imposto sobre o lucro da matriz, a filial daqui tem um lucrinho mínimo e o Steve Jobs ainda sai dizendo que operar no Brasil não dá lucro. Pura exploração do nosso mercado interno sem que a maior parte dos lucros circule por aqui mesmo.

      Vai dizer que a matriz das casas bahia também deveria vender para as suas filiais no preço de varejo e não de custo?

    • Enviado por: Ivan

      Concordo com Samarkand, quem faz críticas ao comentário dessa pessoa dizendo “isso é negócio, não é caridade” só demonstra o seu “sonambulismo” tecnológico. vai de acordo com a opinião da maioria dos ignorantes, falsos conscientes que na verdade somente reproduzem os problemas do sistema sócio-econômico vigente sem notar que eles mesmos são apenas marionetes. Acham que possuir poder de compra é tudo, pobres iludidos pensam serem senhores quando na verdade são escravos do fetiche! kkkkkkkkkkkkk Com toda certeza é importante adquirir conhecimentos e tecnologias avançados, contudo, primeiramente devemos nos preocupar com o básico tal como alimentos, medicamentos, educação, segurança – coisa que a maioria da população brasileira é carente. Agora se não querem enxergar isso por puro egocentrismo, pra não dizer ignorância ou imbecilidade, aí é outra coisa!!!!

  7. Enviado por: LV

    Mais da metade do valor é imposto e quem traz de fora sem declarar no aeroporto é o bandido. Mas como ainda não serve pra nada além de jogo, qsf o Ipad.

    • Enviado por: Tio Bill

      Concordo plenamente que o imposto é escorchante e que o iPad não é um produto de primeira necessidade, nem de segunda, nem de terceira…

      Mas, sinceramente, se você acha que o iPad só serve para jogos, certamente que você não tem um…

  8. Enviado por: Rogerio

    É uma vegonha um país como o nosso ter tanta desigualdade de renda, enquanto alguns ganham muito e jogam dinheiro no lixo tem muita gente ralando para conseguir ganhar o mínimo para poder ter algo e ainda no fim tem ainda dívidas para pagar. Não adianta aumentar sálario mínimo enquanto tivemos carga tributária horrorosa e prejudicial aoproprio povo, quee no fim não ver resultado do Governo.

  9. Enviado por: João Carlos

    O “QUINTO DOS INFERNOS”:

    Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de “O Quinto”. Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.

    O “Quinto” era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam … “O Quinto dos Infernos”. E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.

    A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os “quintos atrasados” de uma única vez, no episódio conhecido como “Derrama”. Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de “Inconfidência Mineira”, que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

    De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final deste ano de 2011 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção.

    Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente “dois quintos dos infernos” de impostos…

    Para que? Para sustentar a corrupção?? os mensaleiros?? o Senado com sua legião de “diretores”, a festa das passagens, o bacanal (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra familiar nos 3 poderes (executivo/legislativo e judiciário).

    Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do “quinto dos infernos” para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa.

    E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente!

  10. Enviado por: Gabriel

    Querem trocar o imposto de renda do norte pelos impostos de consumo deles? Estão todos preparados para alíquotas de 40% para poder comprar iPad com alíquota de 15%?

  11. Enviado por: Marcelo

    Obrigado Governo Brasileiro, democrático, explorador, por continuarem a engordar suas contas com os impostos que cobram de nós. Obrigado também aos brasileiros ricos que sempre ajudam nosso governo a terem mais dinheiro, comprando esses produtos caríssimos. Ambos governo e população rica estão fazendo sua parte para manter os brasileiros, em geral trabalhadores, bem distantes dessa realidade que os ricos vivem. Democracia? hahahahahaha

  12. Enviado por: Marcelo

    Palmas para o Gabriel… ele tem razão… nos não pagamos nada de imposto de renda no Brasil.. e o pouco que pagamos temos um retorno fantastico…. olhem nossas estradas, ruas, a passagem dos coletivos, vejam os valores dos voos nacionais? É relamente os americanos são um povo muito mais explorado pelo LEÃO…Gabriel.. eu voto em vc para a proxima eleição.

  13. Enviado por: Thiago

    O Brasil é uma lata de lixo!

  14. Enviado por: Francisco Amorim

    Estou tendo uma alucinação lógico-matemática ou a forma usada para calcular o iPad2 sem impostos está equivocada?

    O autor do post usa a seguinte fórmula para chegar nos R$747,00:

    R$ 1649, (valor com impostos) * 0,4533 = 747,00 (valor sem impostos)

    Enquanto o correto, ao meu ver, seria:
    x + 0,5467x = 1649,00
    1,5467x = 1649
    x = 1649/1,5467 = 1066,14

    O que cai por terra a tese de que a carga tributária é o grande vilão do preço do iPad2. Ou seja, o iPad2 seria caro no Brasil mesmo sem impostos.

    • Enviado por: Sílvio Guedes Crespo

      Prezado Francisco Amorim,
      Na sua equação, “X” é o preço sem impostos, certo? Nesse caso, sua equação representaria o seguinte:

      Preço sem impostos + 54,67% do preço sem impostos = preço total.

      Para tornar essa equação correta, seria necessário fazer o seguinte:
      Preço sem impostos + impostos = preço total.

      Como os impostos são 54,67% do total, então:
      Preço sem impostos + 54,67% de 1.649 = 1.649.
      Continuando:
      Preço sem impostos + 902 = 1.649
      Preço sem impostos = 1.649 – 902
      Preço sem impostos = 747

      Mas ainda prefiro o outro caminho:
      Preço sem impostos = 45,33% de 1.649
      Preço sem impostos = 747

      Abs

  15. Enviado por: Mujo

    Francisco,

    o que ocorre é uma jogada de marketing do governo para camuflar os impostos abusivos, fazendo com que estes sejam calculados em cima do valor final do produto, e não sobre o valor sem impostos.

    por isso que sua conta não bate. a realidade é que os impostos sobre o ipad, se calculados em cima do valor sem impostos, são da grandeza de 220,60%.

    o que cai por terra a sua tese de que o problema não seria os impostos.

    []‘s

    • Enviado por: Mujo

      apenas uma pequena correção: o valor correto é 120,60% sobre o preço inicial.

  16. Enviado por: Francisco Amorim

    Obrigado pela resposta, Sílvio. A sua resposta fez com que eu fizesse uma pesquisa a respeito da base de cálculo de algumas alíquotas. Logo encontrei referências de que o ICMS, por exemplo, sofre uma espécie de retrotributação sobre ele mesmo. Exemplo: se um produto custa R$8,20 para ser produzido e o ICMS tem alíquota de 18%, o preço do produto após a aplicação do tributo será de R$10,00, e não R$9,67, resultado da operação 8,20 * 118%. A falta de transparência no nosso sistema tributário desafia o senso comum com regras obscuras como essa. Aliás, há empresas que já conseguiram mudar esse cálculo no STF, mas não sei se a Apple estaria entre elas.

    Segue um artigo interessante:
    http://www.widesoft.com.br/users/fp/Artigo_IcmsBaseCalculo.htm

    Abraços

  17. Enviado por: Thalisson

    Há países em que os desastres são naturais. No Brasil, os desastres são eleitos.

    Esse país é uma vergonha. Uma vergonha.

    • Enviado por: daniel

      Não vamos nos esquecer que os eleitos são apenas “espelhos” de nós. Somos todos iguais.

  18. Enviado por: Bruno

    Infelizmente, no Brasil, a única solução é estudar muito para ter um emprego descente, e mesmo assim, sem um salário a altura, talvez se o governo criasse planos de longo prazo para melhorar nosso ensino, os salários seriam melhores e o país se desenvolvesse um pouco, podendo diminuir assim o preço de tudo que está alto de mais…

    • Enviado por: Adriano

      Cuidado, porque se você estudar demais não consegue mais emprego porque vão considerar que o seu currículo está “acima” do que eles precisam. Ou seja, em vez de ganhar mais, você vai ficar desempregado.

      Se você quer ganhar mais, atualmente o melhor caminho passa pela filiação a um determinado partido e à militância em favor de mais impostos, que serão necessários para pagar o seu salário. :-)

  19. Enviado por: André Ysven

    O jeito e trabalhar trabalhar e trabalhar para pagar o salário dos políticos. IPAD (1700) esquece, MAC (4500) esquece, PS3 esquece (pelo preço dos jogos 200 por um dvd)depois não querem pirataria, TV 3D (de 5 a 15 mil) esquece….
    E pra onde vai o dinheiro dos impostos….
    pro bolso da DILMA (28 mil) fora a mãozinha.

  20. Enviado por: indignado!

    Parabéns por toda a coluna! Li todo o material e estou certo de que, quem faz as críticas aos seus modos, são frustrados que gostariam de estar no seu lugar. O que me assustou na realidade é o nosso salário médio ser de R$ 1.577,00 sendo que o mínimo é de R$ 540,00. Certo que isso não entrou em nenhum comentário porque quem lê esse tipo de matéria ganha bem acima da média, peço que reflitam sobre esse valor! O prefeito aqui de São Paulo ganha hoje R$ 22.111,00 (sem contar os benefícios que são incontáveis! (rs.)) Para chegar essa média, precisamos de aproximadamente 40 pessoas de salário mínimo! Acho que isso sim mostra um pouco da nossa realidade! Pra cada bacana do nosso país temos um bando de miseráveis que nem sabem que iPad existe!!! Pensem que não tem graça nenhuma ser rico num país pobre! Você nunca poderá se deleitar sob seu iPad num banco de uma linda praça como a da Sé para curtir seu brinquedinho novo enquanto nossos números não mudar! Mesmo que todos você possam comprar iPad, tomar cerveja, comer carne de primeira, tomar vinho etc. isso não vai ter a menor graça enquanto não mudar nossa realidade! Espero que nossos filhos possam curtir isso… No mais tardar os netos… Mas para que isso aconteça é preciso mudar! Pensem nisso…

    • Enviado por: Sílvio Guedes Crespo

      Muito obrigado, caro “Indignado!”!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*


Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Enquete >>

Em tempo de turbulência, onde você pretende investir o seu dinheiro?

Ver Resultados

Loading ... Loading ...

Radar Econômico ganha prêmio >>



Blogs do Estadão