‘Economist’: com Dilma, Estado deve intervir mais em etanol
2 de setembro de 2010 | 15h33
Sílvio Guedes Crespo
A indústria de etanol está atualmente na “crise da meia idade”, e é a forma como ela será regulada nos próximos anos que vai determinar se o negócio deslancha ou não, na opinião da revista “The Economist”.
Na opinião da revista, a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) “acredita ainda mais que ele [o presidente Luiz Inácio Lula da Silva] no planejamento e no direcionamento estatal da indústria de energia”.
Já os empresários da cana, ao contrário, preferem que os sinais do mercado sejam a referência para eles decidirem o que fazer com seus produtos – transformá-los em açúcar ou em etanol.
O jornalista da “Economist” escreveu sua reportagem em Piracicaba, interior de São Paulo, onde se localiza uma das usinas da Cosan, maior produtora de açúcar e de etanol do País. A companhia fechou nesta semana um acordo de US$ 12 bilhões com a Royal Dutch Shell para formar uma empresa conjunta de atuação no setor, negócio que teve repercussão na imprensa mundial.
Presente há 500 anos no Brasil, lembra a revista, a produção de cana-de-açúcar chegou a uma fase em que precisa de grande volume de capital para se expandir, além da abertura dos mercados internacionais.
A reportagem é completamente favorável à expansão do etanol de cana. Dá a entender que países europeus – e isso foi dito por uma revista do Reino Unido – fazem mal ao proteger seus produtores de etanol de milho, que produz o dobro das emissões de carbono.
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alguém para dizer se os candidatos a’ presidência têm posição sôbre um neocolonialismo europeu possivelmente em vias de implantação por aqui?A ocupação do solo e dominio dos recursos naturais pertenceria a’ quem?
Essa discussão sobre etanol é tão… ano retrasado! A pioridade atual são os carros híbridos e a hidrogênio. O etanol era mais um contraponto com relação à alta do petróleo.
Quanto menos intervenção do governo, melhor. O governo precisa investir em infraestrura, alcooldutos, estradas, reformulação e ampliação dos portos, e diminuir a carga de impostos, que é absurda para o retorno que proporciona.