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Wall Street Journal mapeia atuação do Google na privacidade

11 de agosto de 2010 | 11h42

Sílvio Guedes Crespo

Depois de empresas de internet passarem anos coletando dados de quem navega na rede, chegou a vez de o diário The Wall Street Journal tentar mapear o alcance das companhias do setor na privacidade das pessoas.

Na semana passada, o jornal nova-iorquino identificou, entre 50 sites mais populares dos Estados Unidos, aqueles que têm mais mecanismos de rastreamento de internautas – uma espécie de ranking da privacidade (saiba mais).

Agora, na quarta reportegm de uma série de cinco, intitulada “What they know” (“O que eles sabem”), o mesmo periódico publica um extenso texto sobre o Google, incluindo um infográfico que mostra como, desde 1999, motor de buscas vem lançando produtos capazes de obter cada vez mais dados dos navegantes. Eis o que o WSJ constatou:

De 1999 a 2000, segundo o WSJ, o site de buscas tem acesso ao endereço de internet dos usuários. Hoje, a empresa apenas coloca links patrocinados no resultado de busca, mas, cogita usar os dados das buscas dos internautas para exibir anúncios direcionados a cada navegante;

Em 2001, a “toolbar” do Google obtém dados de seu “browser” (programa de navegação, ex: Internet Explorer) e o histórico de navegação que este armazena. Segundo o jornal, essas informações não são usadas para vender publicidade;

. Em 2005, foi lançado o Gmail, o serviço de e-mails do Google, que tem acesso ao conteúdo dos e-mails trocados pelos usuários e exibe textos publicitários;

. 2006: lançado o Google Analytics, medidor de audiência dos sites. Com isso, obtém dados dos sites que contratam o serviço. Hoje, essas informações não são usadas para fazer publicidade direcionada, mas a empresa pensa em fazer isso, segundo o WSJ

. 2007: Google adquire YouTube, que identifica os vídeos que você vê e os que você coloca no site. A empresa escolhe em quais páginas entram cada anúncio; No mesmo ano, surgiu o Google Checkout, que obtém nome, endereço e detalhes de transações feitas por usuários. Não é usado para propaganda;

. Em 2008, foi a vez do Mobile Maps, que detèm informações sobre a localização do usuário e usa para vender publicidade baseada nessa localização

. 2009: Lançado o navegador Google Chrome, que identifica os sites que acessados pelo usuário quando este escreve o endereço a ser visitado. Este também foi o ano do DoubleClick, que coleta dados sobre os sites que o usuário visita dentro da rede de anúncios do Google.

. 2010: Google Buzz consegue dados do perfil do usuário e da conexão de acesso à internet. É usado para publicidade direcionada por meio da rede de anúncios do Google.

O jornal também criou um perfil no Twitter para a série “What They Know”: http://twitter.com/whattheyknow

Veja o infográfico no site do WSJ (em inglês)

Leia a reportagem especial sobre o Google (em inglês)

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5 Comentários Comente também
  1. Nem ligo cara,esse negócio de internet é para colocar todos “fora do armário da vida” e abater solidão.O Google faz,os bancos fazem,as operadoras de telefonia,a gente besbilhota a vida dos outros,só não pode é câmera no motel nem em banheiro de meninas como a diretora do LICEU DE HUMANIDADES DE CAMPOS/RJ fez.

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