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Jornal grego chama Angela Merkel de nazista

10 de fevereiro de 2012 | 18h50

Sílvio Guedes Crespo

Atualizado às 19h31

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O jornal grego δημοκρατία (“Dimokratia”) estampou na sua primeira página uma fotomontagem da chanceler alemã, Angela Merkel, portando uma suástica no braço direito. A manchete é “Dachau!”, referência a um campo de concentração nazista construído nos anos 1930.

A edição do jornal que acusa Merkel de nazista é a de quinta-feira, 9 – foi feita antes, portanto, de o governo grego anunciar que cortaria gastos de 3,3 bilhões de euros neste ano, equivalentes a 1,5% do PIB (produto interno bruto).

Essa contenção de despesas foi anunciada com o objetivo de receber ajuda da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional. Porém, essas duas entidades consideraram o plano grego “incompleto e insuficiente”. A Alemanha tem sido o país mais duro nas negociações com a Grécia.

Já a população do país helênico, em grande parte, pensa exatamente o contrário sobre o plano de cortes: acha-o austero demais e iniciou uma greve geral de 48 horas. O governo quer reduzir o salário mínimo em 22% (de 750 euros para 585), demitir 15 mil servidores públicos e cortar em 20% as aposentadorias acima de 1 mil euros. Fora isso, promete diminuir os investimentos públicos em 400 milhões de euros e o orçamento militar em 300 milhões.

O periódico grego não representa, evidentemente, a posição oficial do país, mas pode refletir o sentimento de parte da população, que se sente subjugada por ter que se submeter a esse sacrifício.

Como bem afirmou o “Washington Post“, a imagem de Merkel com a suástica mostra que a crise faz os gregos ressuscitarem velhos estereótipos alemães.

A imprensa alemã, por sinal, também já deu sua alfinetada na Grécia não faz muito tempo. A revista “Focus” publicou em sua capa uma montagem mostrando a escultura de Vênus de Milo, que representa a deusa grega Afrodite, fazendo um gesto obsceno e acompanhada da chamada: “Fraudadores na família euro”. A publicação insinuava que a Grécia era culpada pela crise do euro.

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Nos EUA, bancos pagam para devedores venderem casas

10 de fevereiro de 2012 | 13h00

Sílvio Guedes Crespo

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A economia dos Estados Unidos já está produzindo mais do que em 2007, antes da crise, e também teve uma leve melhora no mercado de trabalho nos últimos meses. Mas o setor imobiliário, que gerou a bolha americana, ainda vai muito mal.

Isso pode ser constatado de longe, em indicadores como preço de moradias, em queda livre desde 2006, ou de perto, observando as mais inusitadas tentativas dos bancos de se livrarem desse problema.

A mais recente bizarrice foi noticiada pelo site CNN Money nesta sexta-feira. Os bancos estão pagando para que seus devedores vendam rápido suas casas. Assim, as instituiçoes financeiras recuperam pelo menos parte do que haviam emprestado. Em alguns casos, elas oferecem até US$ 35 mil para os inadimplentes.

O dinheiro é ofertado a pessoas cuja dívida vale mais do que a própria casa. Em situações normais, o banco tomaria a casa dos devedores. No entanto, durante a atual crise os inadimplentes aprenderam diversas formas de resistir a isso. Há quatro anos, o processo de execução de hipotecas  levava 253 dias; hoje, demora 674, segundo uma pesquisa citada pelo CNN Money.

Há devedores que conseguem segurar suas casas por mais de três anos sem pagar. Para os bancos, isso representa uma perda considerável, porque, além de demorar para receber o imóvel, ainda precisam pagar as taxas referentes ao tempo em que a residência ficou nas mãos do inadimplente.

“Para os bancos, executar hipotecas torna-se uma opção cada vez mais difícil e cara”, afirma a reportagem do CNN Money.

Mesmo depois que conseguem tomar as casas dos devedores, os bancos continuam tendo perdas. No ano passado, o “Washington Post” noticiou que algumas instituições financeiras estavam demolindo as residências, para vender mais rápido. São soluções tão exóticas quanto as operações financeiras feitas a partir de empréstimos imobiliários de alto risco e que em 2008 se revelaram na forma de “ativos tóxicos”.

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‘No limite’, Brasil deve privatizar mais, diz ‘Economist’

9 de fevereiro de 2012 | 18h43

Sílvio Guedes Crespo

A revista britânica “The Economist” publicou uma reportagem na edição desta semana avaliando os leilões de concessão ou privatização dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília.

Para a revista, o preço alto pago pelos grupos vitoriosos (R$ 24,5 bilhões para o três aeroportos) “aumenta as perspectivas de novas vendas”.

“O Brasil está no limite [das condições de infraestrutura]. Com investimento público baixo, é necessário dinheiro privado para melhorar não apenas aeroportos como também estradas e portos. A esperança é de que uma privatização de aeroportos bem sucedida leve o governo a ser mais pragmático”, afirma a “Economist”.

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China lança unidade de TV estatal dentro dos EUA

9 de fevereiro de 2012 | 15h52

Sílvio Guedes Crespo

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A China, país dirigido por um Partido Comunista, agora tem dentro dos Estados Unidos, terra dos livres, uma unidade de sua TV estatal, a CCTV.

O braço da mídia chinesa em território americano tem como principal programa um telejornal diário de economia e finanças chamado Biz Asia America, ancorado por um americano nato chamado Phillip Yin, que em setembro confirmou interesse em se candidatar a senador pelo Partido Republicano. Depois, declinou.

Antes de desistir da disputa por uma cadeira no Capitólio, Yin chegou a ser chamado de “Wall Street insider” por um adversário, o que, naquele contexto, significava uma espécie de representante do mercado financeiro na política.

Agora, ele já aparece na TV dos EUA de novo, só que não mais na Bloomberg Television, a emissora do prefeito de Nova York, e sim na do governo chinês.

A CCTV America, como foi batizada a subsidiária da empresa chinesa nos EUA, estreou sua programação na segunda-feira 6, com cem jornalistas espalhados por 15 escritórios no Continente Americano, segundo uma reportagem da Associated Press.

A mesma agência de notícias disse que a CCTV America tem o objetivo de concorrer com as grandes redes internacionais: a americana CNN, a britânica BBC e a catariana Al-Jazeera. A rede chinesa, segundo a AP, quer atingir, 100 milhões de pessoas em 120 países, em pacotes de TV por assinatura.

O texto da Associated Press, assim como um blog do “Wall Street Journal”, mostrou ceticismo com relação à capacidade da TV chinesa de atingir esse público. A AP e o blog do WSJ acreditam que a CCTV terá dificuldade para conquistar credibilidade, por estar ligada a um governo.

No entanto, a China parece capaz de comprar credibilidade, ao menos no curto prazo. A empresa contratou pessoas já conhecidas e reconhecidas pelo público americano, que passaram por veículos de comunicação como Fox News, BBC, CNN, CBS, NBC e Bloomberg.

A CCTV America tentará oferecer “uma cobertura noticiosa alternativa”, como informa o site da emissora.

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Xangai é a cidade onde renda e emprego mais crescem; veja ranking

8 de fevereiro de 2012 | 17h33

Sílvio Guedes Crespo

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A região metropolitana de Xangai é a que tem maior crescimento de emprego e renda no mundo, entre as 200 maiores do planeta, mostra estudo recém divulgado do Brookings Institute, uma instituição de pesquisa americana sem fins lucrativos.

A renda na cidade chinesa aumentou 9,8% no ano passado, enquanto o emprego cresceu 5,8%. Na lista, há cidades em que a renda cresceu mais (como Shenyang, com alta de 11,6%), mas o ranking do Brookings combina a geração de emprego com a de renda.

As cidades brasileiras que aparecem entre as primeiras 40 do ranking são Belo Horizonte, em 28º lugar (alta de 3,1% da renda e de 3,2% do emprego), Brasília, em  34º (2,6% e 3,1%, respectivamente) e São Paulo, em 37º (3% e 2,6%).

Todas as dez primeiras regiões metropolitanas do ranking estão localizadas em países em desenvolvimento. Quatro delas estão na China: Xangai, Hangzhou, Shenzhen e Shenyang.

As quatro únicas cidades de países ricos que aparecem entre os 40 primeiro do ranking são Houston (nos Estados Unidos), Stuttgart (Alemanha), Dallas (EUA) e Estocolmo (Suécia).

As cidades com pior desempenho são Atenas, Lisboa e Dublin, justamente as capitais dos países europeus que tiveram que recorrer a uma ajuda internacional para não quebrar – Grécia, Portugal e Irlanda.

Cidades onde emprego e renda mais crescem

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Cidades onde emprego e renda menos crescem

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China medirá desigualdade social em padrão internacional

7 de fevereiro de 2012 | 11h49

Sílvio Guedes Crespo

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A China promete medir e divulgar a partir do ano que vem a distribuição interna de riquezas com base em critérios internacionais.

Isso significa que, pela primeira vez, o mundo terá conhecimento de como está a desigualdade social no maior país autoproclamado comunista, hoje a segunda maior economia do planeta.

A informação de que uma medição com padrão internacional está sendo preparada foi reportada com exclusividade pelo jornal estatal “China Daily“.

Desde 2000, o governo local divulga seu índice de Gini (que calcula desigualdade), mas ele é focado apenas na zona rural. O problema é que o país mudou muito rápido na última década, de modo que, atualmente, quase metade da população chinesa vive no meio urbano (isso mesmo, “quase metade”; a maioria ainda vive no campo).

Isso gerava dúvidas na comunidade internacional. Os dados mais recentes dizem que o coeficiente de Gini na China foi de 0,39 pontos (2011), segundo o governo, ou de  0,47 em 2009, segundo o Banco Mundial. O número varia entre zero (igualdade total) e um (maior desigualdade imaginável).

Como há diferença de rendimento entre as zonas rural e urbana na China (atualmente, a  renda per capita na cidade é o triplo da do campo, como mostra o gráfico abaixo), o novo indicador deve registrar uma desigualdade maior do que o atual.

Para o escritório oficial de estatísticas da China, o fato de o cálculo atual não abranger os milionário chineses (960 mil pessoas com patrimônio de mais de 10 milhões de yuans, ou US$ 1,58 milhão) é o principal motivo de o cálculo da desigualdade estar incompleto.

Segundo o “China Daily”, o indicador com padrão internacional está sendo desenvolvido em parceria com o escritório oficial de estatísticas do Canadá, o que tende a dar mais credibilidade para os dados chineses aos olhos da comunidade internacional.

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Bovespa ressurge após ano ‘horrível’, diz ‘Financial Times’

6 de fevereiro de 2012 | 18h12

Sílvio Guedes Crespo

A bolsa brasileira “voltou à vida normal” em 2012, após o “annus horribilis” de 2011, afirma o “Financial Times“.

“Em janeiro, o primeiro sinal de que a vida normal estava voltando para o sofrido mercado de ações de São Paulo foi o reaparecimento de um termo cujo significado os investidores estavam até se esquecendo: ‘oferta inicial de ações’”, disse o “FT”.

Ele se refere à notícia de que duas empresas, a Brasil Travel e a Seabras (esta última uma subsidiária da companhia norueguesa de serviços na área de petróleo SeaDrill), estão com planos lançar ações na bolsa.

A BM&FBovespa estima que, além dessas empresas, outras 40 tenham planos de oferta de ações.

O “FT” lembra que o Índice Bovespa, que reúne as principais ações da bolsa brasileira, subiu 33,6% desde agosto do ano passado. Só em janeiro, a alta foi de 11%. Para estrangeiros, a situação é ainda melhor, porque eles ganham também com a queda do dólar. Avaliadas na moeda americana, as ações brasileiras subiram 20% em janeiro.

“O cenário externo está melhorando e o ambiente doméstico está um tanto robusto”, disse ao “FT” Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco WestLB em São Paulo.

A reportagem também reproduz trecho de um relatório do Itaú: “A melhora na perspectiva econômica, no fluxo de capitais estrangeiros e uma redução na percepção do risco estão estimulando o apetite por ofertas de ações no mercado”.

O jornal acrescenta que, “para os investidores do mercado de ações do Brasil, o afrouxamento da política monetária está produzindo dividendos”. De agosto do ano passado até hoje, o Banco Central já cortou a taxa básica de juros em dois pontos percentuais, de 12,5% ao ano para 10,5%.

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China já tem 850 mil profissionais no exterior e enfrenta problemas

6 de fevereiro de 2012 | 11h31

Sílvio Guedes Crespo

mailson_da_nobrega.JPGEsse é o número de pessoas trabalhando fora do país em multinacionais chinesas ou no suprimento de matérias-primas, como informou artigo recente do ‘Financial Times‘. Leia abaixo comentário de Mailson da Nóbrega* (foto) a respeito

David Pilling escreveu interessante artigo sobre um dos dilemas que afligem a China em meio à sua ascensão ao posto de potência mundial. Trata-se da necessidade de manter expressivo contingente de chineses no exterior, trabalhando em suas multinacionais ou em atividades associadas ao suprimento de matérias primas de que o país necessita. E de como os chineses se relacionam com os países onde mantém interesses. Pilling começa lembrando um conhecido episódio, que foi também relatado no recente livro de Henry Kissinger (sobre a China). Em 1793, o rei inglês George III enviou um emissário à China para tentar abrir o país ao comércio internacional e, claro, aos produtos ingleses. O imperador Quianlong recusou-se a conversar, pois o seu país, que se considerava o centro do mundo, não precisava de importações. A China moderna, diz Pilling, não pode dizer o mesmo. “Além de tecnologia, agora Beijing demanda commodities estrangeiras: petróleo, cobre, minério de ferro e montes de outras matérias primas para sustentar a transformação que gerou o “made in China”.

É por isso que 25.000 chineses estão no Sudão e no Sudão do Sul, este último um país recentemente criado, que é o sétimo mais importante fornecedor de petróleo à China. “Este distante envolvimento tem um preço, que de vez em quando é pago com sangue”. Há duas semanas, 29 trabalhadores da construção de estradas foram raptados por rebeldes na região fronteiriça do Sudão, um dos quais pode ter sido morto. Em outro incidente, 25 trabalhadores chineses da construção civil foram liberados na semana passada, após ficarem reféns de assaltantes na região do Sinai do Egito. Em outubro, 13 marinheiros chineses foram mortos no rio Mekong, na Tailândia.

Proteger os próprios cidadãos no exterior é difícil para qualquer país, diz o autor. “Mas isso pode de ser mais difícil para a China, uma potência relutante que pretende manter a ilusão de ter baixo perfil internacional. “Esse desejo se choca com a realidade, pois as necessidades comerciais da China a atraem para um mundo problemático. A verdade chegou para muitos no país quando Beijing lutou para evacuar nada menos do que 35.000 trabalhadores chineses da Líbia, outro infeliz exportador de petróleo. No Sudão, a China se envolveu em desagradável disputa entre as capitais dos dois países em torno da divisão da receita do petróleo. A maior parte está no sul, mas precisa ser bombeado para o norte. Além disso, as estradas que os trabalhadores chineses estão ajudando a construir perto da fronteira estariam sendo usadas pelos tropas sudanesas contra os rebeldes.

A China tem cerca de 850 mil trabalhadores no exterior, com centenas de milhares deles em lugares potencialmente instáveis da África, Ásia e América Latina e no Oriente Médio. O país tem encorajado a criação de empresas “privadas” de segurança, muitas vezes por servidores do Exército de Liberação do Povo, que contratam membros “aposentados” das forças de segurança da China.

Alguns oficiais da Marinha dizem que a China precisará de bases no exterior para proteger seus interesses. Isso iria contra a ideologia oficial prevalecente desde 1949, segundo a qual somente as potências coloniais necessitam de presença militar no exterior. Jia Qinglin, membro do Politburo, tentou reforçar a mensagem de não-intervenção perante líderes africanos. “Nós sustentamos que todos os países, grandes ou pequenos, são iguais e por isso nos opomos a que os grandes, fortes e ricos intimidem os pequenos, fracos e pobres”, disse ele. Para Pilling, a única categoria que ele não mencionou é a do país que é grande, forte mas ainda pobre. Esse país é a China. “Ela é indiscutivelmente a primeira desse tipo na história”.

Mailson da Nóbrega foi ministro da Fazenda (1988 a 1990) e hoje é sócio da Tendências Consultoria Integrada e membro de conselhos de administração de empresas no Brasil e no exterior. Ele colabora com o Radar Econômico comentando artigos e reportagens da imprensa internacional.

Blog: http://mailsondanobrega.com.br/blog/

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Imprensa global noticia violência em cidade turística na BA

5 de fevereiro de 2012 | 19h22

Sílvio Guedes Crespo

Atualizado às 21h48

A greve de policiais militares na Bahia tem sido acompanhada  por diversos veículos de comunicação estrangeiros, quase sempre fazendo referência à proximidade do Carnaval e ao fato de que o Brasil abrigará a Copa do Mundo de 2014.

“A onda de violência ocorre em um momento em que Salvador se prepara para a celebração do Carnaval, que recebe dezenas de milhares de turistas todo ano”, afirmou o site da BBC News.

O “Wall Street Journal” apontou o “clima de medo” em Salvador. “A cidade está entre as mais violentas de um país com uma taxa de homicídios quatro vezes maior que a dos EUA. Salvador, popular por seu clima quente e gastronomia e música únicas, também deve receber jogos da Copa do Mundo de 2014″, afirmou o diário americano.

“Autoridades do Estado e muitos residentes locais culpam policiais em greve por espalhar uma onda de crimes e a sensação de impunidade”, afirmou o “Journal”. A reportagem entrevistou o dono de um restaurante do shopping Iguatemi de Salvador segundo o qual “a polícia incentivou a onda de crimes”.

A rede de TV Al Jazeera informou que as Forças Armadas “patrulham a cidade que se prepara para receber milhões de turistas para a sua festa anual de Carnaval”.

O jornal espanhol “El País” escreveu que “uma greve de bombeiros de policiais mantém submersa no caos a cidade de São Salvador da Bahia, destino de turismo internacional.

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Artista que grafitou 1ª sede do Facebook tem hoje US$ 200 mi

2 de fevereiro de 2012 | 12h14

Sílvio Guedes Crespo

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David Choe, o rapaz da foto acima, foi o artista contratado para pintar as paredes da primeira sede do Facebook. Ele aceitou receber o pagamento em ações da empresa em vez de dinheiro. Se vender os papéis quando a empresa entrar na bolsa, ganhará aproximadamente US$ 200 milhões , relata o “New York Times“.

A título de comparação, a tela de Pablo Picasso “Nu, folhas verdes e busto” (1932) foi vendida em 2010 por US$ 106,6 milhões, o que, pelo menos até aquela data, era o maior valor já registrado em leilões de arte.

Choe é apenas um entre vários personagens que ganharam milhões por terem apostado no Facebook. O primeiro investidor externo à companhia, Peter Thiel, pôs US$ 500 mil na companhia em 2004. Hoje ele tem 44,7 milhões de ações, que podem valer mais de US$ 2 bilhões.

Outro que se saiu bem foi Bono Vox, do U2, que pagou US$ 210 milhões por ações da companhia em novembro 2009, como relatou à época o jornal “The Guardian“. Naquele momento, não foi divulgado o valor total do Facebook. Porém, em agosto do ano passado, a companhia foi avaliada em US$ 65 bilhões, e o mesmo “Guardian” afirmou que a participação de Bono era de US$ 975 milhões. Se hoje o Facebook vale US$ 100 bilhões, então a parte do vocalista do U2 está em US$ 1,5 bilhão.

Mas o maior beneficiado de todos é evidentemente o fundador da empresa, Mark Zuckerberg, 27, que hoje tem 534 milhões de ações da companhia, juntas avaliadas em US$ 28,4 bilhões. O rapaz tem apenas 28% do capital da companhia, porém mantém 57% dos direitos de voto, o que lhe garante o controle do negócio.

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