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FT diz que sensação de bem-estar no Brasil é ‘fachada’ e critica estilo ‘mandão’ de Dilma

20 de maio de 2013 | 8h19

Agência Estado

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Fernando Nakagawa, correspondente da Agência Estado

LONDRES – O Brasil precisa correr para aproveitar o capital internacional existente, que atualmente é barato e abundante, para aumentar o investimento na economia. A sugestão é do jornal “Financial Times”. Em editorial publicado nesta segunda-feira, a publicação diz que a sensação de que tudo corre bem no Brasil é apenas uma “fachada” e diz que o estilo “mandão” de Dilma Rousseff é bom para evitar a corrupção, mas estaria atrasando a economia, especialmente o investimento. O texto critica ainda a escolha do governo: em vez de reformas amplas, apoia setores “mimados”, como as montadoras.

O editorial diz que o Brasil “corre o risco, mais uma vez, de frustrar imensas expectativas”. “A aparente sensação de bem-estar do Brasil é uma fachada. O crescimento da economia no ano passado foi de menos de 1%, pouco melhor que a zona do euro. Este ano, o Brasil está crescendo menos que o Japão. A inflação está corroendo a confiança do consumidor e há uma sensação de mal-estar. A causa é o abrandamento do investimento, tendência que começou em meados de 2011 e continua. Mais investimento é exatamente o que o Brasil precisa para manter os empregos e tornar-se a potência global a que aspira ser.”

O texto lembra que o investimento brasileiro equivale a 18% do Produto Interno Bruto (PIB), bem menos que os 24% destinados pelos vizinhos latino-americanos e os quase 30% dos países da Ásia. A culpa, diz o FT, é dos governantes e o problema não vem de hoje. “Brasília deve ter grande parte dessa culpa. A extravagância do modelo econômico impulsionado pelo consumo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se esgotou. O modelo Dilma, apesar dos primeiros sinais promissores, está provando (apenas) ser um pouco melhor”, diz o texto.

“O estilo ‘mandão’ dela não é adequado para a persuasão colaborativa exigida pelo tipo particular de política de coalizão do Brasil. A tomada de decisão tem sido centralizada, o que evita a corrupção, mas retarda o processo. Dilma também tem evitado consistentemente as reformas orientadas para o mercado em favor do protecionismo de alguns setores preferidos e seus lobbies, como as mimadas montadoras”, critica o texto.

Para o FT, outro exemplo dessa falta de foco do governo brasileiro está na infraestrutura. “O Brasil quer captar bilhões de dólares para a construção de novos portos, aeroportos, viadutos e estradas. Existe o interesse e o compromisso firme dos investidores. No entanto, surpreendentemente, o marco regulatório em vigor não é apropriado para permitir a construção dessa nova infraestrutura. O dinheiro está sendo deixado sobre a mesa desnecessariamente”, diz o texto.

“O Brasil precisa desesperadamente de mais investimento. O baixo nível da poupança interna significa que grande parte desse financiamento deve vir do exterior. O capital está barato no momento, mas não será para sempre. O Brasil tem uma grande janela de oportunidade. Dilma Rousseff e seu governo precisam fazer as coisas acontecerem enquanto essa janela segue aberta”, diz o editorial.

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UBS dará prêmio de US$ 25 mil a projeto social inovador no Brasil

16 de maio de 2013 | 11h50

Yolanda Fordelone

Estão abertas as inscrições para o Visionaris – Prêmio UBS ao Empreendedor Social, que tem um total de US$ 40 mil para apoiar a filantropia no País.

O tema do Visionaris 2013 é “Profissionalizando o empreendimento social”. Segundo o banco, o principal requisitos para ganhar o prêmio é ter uma ideia que tenha impacto no âmbito social, apresente aspectos inovadores, combinando práticas profissionalizantes e uma sólida estrutura financeira.

A premiação ocorrerá no dia 24 de outubro, na Casa do Saber em São Paulo. O ganhador receberá um certificado e a quantia de US$ 25 mil ou o equivalente em moeda nacional para investir em sua organização.

Cada um dos outros finalistas receberá um certificado e a quantia de US$ 5 mil, ou eu equivalente me moeda nacional.

Os finalistas serão escolhidos por uma comissão de seleção da qual participam personalidades do mundo da filantropia, investidores sociais e clientes do UBS.

O projeto foi criado em 2004 em parceria com a Ashoka, organização internacional fundada em 1980 com o propósito de colaborar na profissionalização dos empreendedores sociais ao redor do mundo. Empreendedores sociais interessados em se inscrever podem solicitar o formulário pelo e-mail:  contato at ponteaponte.com.br.

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‘FT’: Bancos centrais questionam privacidade de dados da ‘Bloomberg’

14 de maio de 2013 | 13h19

Agência Estado

Andréia Lago, da Agência Estado

Os principais bancos centrais estão questionando a agência Bloomberg sobre como seus dados de utilização de dados financeiros dos terminais da agência são acompanhados por funcionários da empresa. Além do Banco do Japão e do Federal Reserve, o Banco Central Europeu (BCE) e o Bundesbank, da Alemanha, entraram em contato com a agência para esclarecer o acompanhamento de suas atividades nos terminais, informa o diário britânico Financial Times na sua edição online.

O BCE informou que entrou em contato com a Bloomberg sobre a confidencialidade após a revelação de que jornalistas da agência tinham acesso às atividades dos clientes nos terminais de informações financeiras da companhia, com conhecimento de datas e funções acessadas pelos clientes. A prática foi denunciada pelo banco de investimentos Goldman Sachs há cerca de um mês, mas só veio a público no fim da semana passada.

“O BCE leva muito a sério a proteção da confidencialidade na utilização de produtos de dados pelos seus funcionários e autoridades”, informou o banco europeu. “Nossos especialistas estão em contato com a Bloomberg.”

Os questionamentos de autoridades monetárias da Europa seguem-se às dúvidas já levantadas por outros clientes da agência, como o Federal Reserve e o Tesouro dos EUA, alertados pelo vazamento da queixa apresentada pelo Goldman Sachs.

Diferentemente de Ben Bernanke, do Fed, o presidente do BCE, Mario Draghi, não tem um terminal da agência de notícias na sua mesa.

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‘FT’: Brasileiras caem no ranking das 50 melhores escolas de negócios do mundo

13 de maio de 2013 | 11h31

Agência Estado

Guilherme Waltenberg, da Agência Estado

SÃO PAULO – As duas escolas de negócios brasileiras que figuram no ranking das 50 melhores instituições de educação executiva do mundo, segundo o jornal britânico Financial Times – Fundação Dom Cabral e Insper -, caíram posições da edição de 2012 para este ano, aponta estudo divulgado hoje (13) pelo periódico inglês. A fundação mineira Dom Cabral passou da 8ª para a 16ª posição e o Insper caiu do 27º para o 36º lugar. Além das duas brasileiras, há apenas mais uma latino-americana entre as 50 melhores escolas de negócios do mundo, a argentina IAE Business School. Em 2012, os argentinos estavam em 26º lugar. Agora, estão na 30ª colocação.

Neste ano, o ranking é liderado pela francesa HEC Paris, seguida pela espanhola Iese Business School. A norte-americana Harvard aparece em quinto lugar. No ano passado a Iese liderou o ranking.

O diretor de Desenvolvimento da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, recebeu bem o resultado dizendo que a queda de oito posições não é motivo para desânimo. “Os critérios do ranking são milimétricos. Estarmos nesse grupo seletíssimo de escolas de negócios representa, para nós, um grande desafio, que é o de fazer uma escola brasileira jogar o jogo global da educação executiva contra as tradições norte-americana e europeia. Não é um mar de rosas”, afirmou.” O orgulho é muito grande, há cerca de 4 mil escolas de negócios no mundo e estamos entre as 20 melhores.”

Já o diretor de Educação Executiva do Insper, Luca Borroni, justificou a queda pelo acirramento da competição, mas ressaltou o fato de, mesmo assim, a escola continuar entre as 50 melhores. “O ranking está se tornando cada vez mais global e acirrado, com uma participação mais intensa das melhores escolas europeias e norte-americanas. Mais uma vez o Insper se classificou entre as três melhores escolas da América Latina em um ranking que é referência internacional”, ressaltou.

O ranking de educação executiva do jornal é resultado de uma avaliação conjunta de dois outros rankings – o de Programas Customizados e o de Programas Abertos. A Fundação Dom Cabral aparece em 16º lugar no primeiro critério, que analisa cursos preparados de acordo com a necessidade de empresas, e em 23º no segundo, que analisa os cursos destinados ao desenvolvimento de executivos em geral. O Insper é 36º e 38º nesses escritórios, respectivamente.

Para a construção do ranking do jornal britânico, são analisadas as opiniões das empresas clientes das escolas de educação executiva do mundo todo, o que representa 80% da avaliação. Os outros 20% são feitos com os dados enviados pelas próprias instituições de ensino.

Confira as dez primeiras colocadas do ranking:

1 – HEC Paris (França)
2 – Iese Business School (Espanha)
3 – IMD (Suíça)
4 – Esade Business School (Espanha)
5 – Harvard Business School (Estados Unidos)
6 – Stanford Graduate School of Business (Estados Unidos)
7 – University of Chicago: Booth (Estados Unidos)
8 – Center for Creative Leadership (Estados Unidos)
9 – Thunderbird School of Global Management (Estados Unidos)
10 – Insead (França)

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Espanhóis fazem fila para disputar vaga de salva-vidas

11 de maio de 2013 | 15h40

Cley Scholz

valen

Disputa por vaga teve prova aquática na praia da Pinedo/Efe

 

VALÊNCIA – Uma convocação feita pela Cruz Vermelha para trabalho temporário de salva-vidas nas praias da Espanha teve concorrência de mais de dez candidatos por vaga, apesar do mau tempo e da chuva forte neste sábado, 11.

Segundo a agência de notícias Efe, 1.463 pessoas compareceram para se candidatar às 140 vagas oferecidas para trabalhar na praia de Valência, durante o verão. O teste de seleção foi feito com prova prática de natação na praia de Pinedo.

O número de candidatos foi quase o dobro dos 850 que disputaram o mesmo número de vagas no verão do ano passado, informou a Cruz Vermelha.

As vagas oferecidas são para médicos, enfermeiros, socorristas sanitários e aquáticos, chefes de embarcações e motoristas de ambulância.

A disputa acirrada por vagas temporárias reflete a situação do desemprego na Espanha, um dos países mais atingidos pela crise na europa.

No primeiro trimestre, o país superou pela primeira vez em sua história a marca de 6 milhões de desempregados, o equivalente a mais de 27% da população economicamente ativa, segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas. A população total da Espanha é de 47,3 milhões de habitantes.

O desemprego cresceu em quase todas as regiões. Todos os setores da economia foram atingidos pela crise. Desde 2002 não havia tão poucos espanhóis empregados: 16,6 milhões. Mais de 3,5 milhões estão procurando emprego sem sucesso há pelo menos um ano.

Entre os jovens, a situação é mais grave. Dos espanhóis com menos de 25 anos, mais de 960 mil – 57,2% – não têm emprego.
valencia

Disputa teve mais de dez candidatos por vaga/Efe

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Itaú Unibanco nega que tenha fechado compra da Credicard

9 de maio de 2013 | 9h26

Economia&Negócios

Texto atualizado às 14h

O Itaú Unibanco informa, em resposta ao questionamento da BM&FBovespa sobre possível aquisição de carteira de cartões de crédito da Credicard no Brasil e na América Latina, que, neste momento, “não há qualquer transação ou contrato firmado que justifique a divulgação de fato relevante”.

“O Itaú Unibanco comunicará imediatamente a conclusão de qualquer negociação”, afirma em comunicado ao mercado, no qual diz que “está continuamente analisando potenciais operações que agreguem valor aos nossos acionistas”.

O jornal Folha de S.Paulo afirmou, em sua edição desta quinta-feira, 9, que o Itaú fechou a compra da emissora de cartões por quase R$ 3 bilhões. Segundo o jornal, o pagamento não envolverá troca de ações e será feito em dinheiro, podendo ser parcelado. O anúncio oficial, diz ainda o jornal, deve ser feito no começo da próxima semana, após os advogados acertarem os detalhes do negócio.

Veja também:

Itaú Unibanco confirma entrega de proposta por Credicard

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‘Economist’ elogia Belo Monte, mas lança dúvida sobre viabilidade da usina

2 de maio de 2013 | 16h38

Agência Estado

Fernando Nakagawa, correspondente

A construção da usina elétrica de Belo Monte é elogiada pela revista britânica The Economist na edição que chega às bancas nesta quinta-feira. Com o argumento de que o impacto ambiental será menor que o propagado pelos ecologistas, a publicação exalta a obra erguida no meio da floresta amazônica. A reportagem, porém, lança dúvidas sobre a viabilidade econômica do empreendimento.

Com o título Os erros e acertos de Belo Monte, a revista diz que após “passar muito tempo para construir o terceiro maior projeto hidrelétrico do mundo, o Brasil corre o risco de receber um pequeno retorno do investimento de US$ 14 bilhões”. O argumento da reportagem é que a usina custará muito mais que o previsto, o que pode prejudicar a rentabilidade do projeto. Segundo a publicação, o Orçamento da obra saltou dos originais R$ 16 bilhões para os atuais cerca de R$ 29 bilhões ou cerca de US$ 14 bilhões.

A revista cita, por exemplo, que o preço da energia de Belo Monte será comparável à da energia eólica – uma fonte conhecida por ser mais cara que a hidrelétrica. O texto diz que recentes leilões de energia eólica “com centenas de concorrentes do setor privado” tiveram vencedores que ofereceram o megawatt-hora por valor entre R$ 90 e R$ 100. Quando o consórcio Norte Energia levou o direito sobre a energia de Belo Monte, a proposta vencedora foi de R$ 77,97 por MWh. “Desde então, o orçamento (relacionado à usina) aumentou um terço”.

A revista diz que o governo “insiste que os custos são um problema da Norte Energia”. “Isso parece falso. O grupo é quase totalmente estatal”, diz a revista com a lembrança de que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concedeu um empréstimo de R$ 22,5 bilhões à Norte Energia em novembro. “O maior crédito da história do banco”. “Se Belo Monte se tornar um elefante branco, a conta recairá sobre o contribuinte”, diz a revista.

A reportagem, que visitou as obras da usina, defende que o impacto ambiental de Belo Monte será menor que o dito por ecologistas. Um dos argumentos é que o método de construção é mais moderno e gerará menos danos à natureza. O preço dessa condição mais amigável ao meio-ambiente é que a unidade será menos eficiente que usinas antigas.

A revista também comenta que o Brasil tem experimentado mudança na matriz energética nos últimos anos – especialmente após o apagão de 2001 e 2002, com a maior participação da geração termoelétrica. Essa participação tende a crescer ainda mais com a futura exploração dos campos de gás de xisto. O texto comenta, ainda, que mesmo com o aumento do nível dos reservatórios observado recentemente, o Brasil segue usando a energia térmica para formar “uma reserva” nos reservatórios suficiente para atender a demanda durante a Copa do Mundo de 2014. “A repetição de um apagão seria uma humilhação nacional”.

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‘NYT’ tem lucro 90% menor no primeiro trimestre

26 de abril de 2013 | 9h43

Economia&Negócios

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Para recuperar o crescimento, a companhia planeja novos modelos de assinatura com preços mais baixos. Foto: Gary Hershorn/ Reuters

Christine Haughney  - THE NEW YORK TIMES

A New York Times Company informou ontem um declínio do lucro líquido no primeiro trimestre do ano, enquanto seus executivos continuam o reposicionamento da empresa em um veículo global para a era digital. Entre as atuais mudanças do setor, a companhia anunciou também planos de introdução de modelos de assinaturas a preços inferiores, como parte de uma estratégia de crescimento mais ampla que foi detalhada ontem.

A companhia está se reformulando por causa das dificuldades registradas na publicidade impressa e online. No primeiro trimestre, o lucro líquido foi de US$ 3,1 milhões em comparação a US$ 42,1 milhões no mesmo período do ano passado.

Veja também:

‘New York Times’ investe em novos produtos no mercado digital 

O total da receita no trimestre declinou 2% para US$ 465,9 milhões. No geral, a receita da companhia referente à publicidade caiu 11,2%, para US$ 191,2 milhões, em comparação a US$ 215,5 milhões. A publicidade impressa nos jornais da companhia, que incluem The New York Times, The Boston Globe e The International Herald Tribune, encolheu 13,3%. A receita da publicidade digital caiu 4%.

Em um persistente sinal positivo para a companhia, a receita da circulação aumentou 6,5% porque o New York Times intensificou suas iniciativas relativas à assinatura digital, e elevou os preços de sua edição impressa. O número de assinantes na internet, no e-reader e em outras edições digitais de The Times e The International Herald Tribune cresceu para 676 mil, um salto de quase 49% em relação ao mesmo trimestre no ano passado. As assinaturas digitais de The Boston Globe e do BostonGlobe.com cresceram mais de 50% em comparação ao mesmo período de 2012, para 32 mil assinantes.

“Os resultados referentes ao primeiro trimestre refletem as nossas persistentes medidas para a reformulação da The New York Times Company”, disse em um comunicado Mark Thompson, presidente e diretor executivo da companhia. “Apresentaremos ainda outras iniciativas estratégicas destinadas a impulsionar ainda mais a marca The Times e a redação com o objetivo de criar novos produtos e serviços destinados a uma variedade maior de clientes, nos EUA e no mundo todo.”

Projeto. Ao divulgar seu lucro líquido trimestral, a companhia revelou mais detalhes sobre uma estratégia de crescimento que começará a implementar no quarto trimestre deste ano e no início do próximo. Thompson disse que a empresa planeja oferecer tipos de assinaturas mais variados que permitirão aos leitores pagar menos pelo acesso aos “artigos mais importantes e interessantes do The Times” ou a conteúdo na área de política, artes ou alimentação.

Para os ávidos leitores do New York Times, será criada ainda uma assinatura especial que incluirá serviços, como o acesso a eventos no The Times. A companhia pretende ampliar ainda mais a gama de produtos e serviços da marca, como jogos e comércio eletrônico, e aumentar sua atividades no campo de eventos e conferências, de olho no aumento da receita.

(Tradução: Anna Capovilla)

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As sugestões mais bizarras para cortar o orçamento dos EUA

24 de abril de 2013 | 18h40

Economia&Negócios

O que os escoteiros, as cabras e um uniforme único para as Forças Armadas dos Estados Unidos têm em comum? Eles são exemplos de soluções que, na opinião dos contribuintes norte-americanos, contribuirão para diminuir o problema orçamentário do país. O levantamento das sugestões “bizarras” foi realizado pelo ‘Washington Post’.

Desde 2009, o governo de Barack Obama propõe uma espécie de enquete online na qual qualquer um poderia sugerir cortes de gastos que tornariam a gestão pública mais eficiente. Foram 86 mil opiniões desde então, mas só 67 foram adotadas de fato. Todos os anos, o governo americano seleciona as quatro melhores, totalizando 16 desde então. Além destas, outras 51 ideias foram acatadas e incluídas na proposta anual de orçamento.

Entre as sugestões, um dos cidadãos sugeriu que os escoteiros fossem os responsáveis por lavar, a um custo baixo, os carros do governo – e além disso ganhar medalhas de honra ao mérito.

Outro levantou dados para mostrar que o controle de ervas-daninhas e demais pragas fosse realizado pelo o que ficou cunhado como “as cabras do governo”. No lugar de agrotóxicos e mão de obra dispendiosos, um exército animal para combater as pragas.

A padronização dos uniformes de camuflagem das Forças Armadas é também outra maneira de cortar gastos, de acordo com um cidadão. Usar diferentes “uniformes de batalha” (e gastar para desenvolver isso), opina um eleitor, é um exemplo de falta de responsabilidade fiscal.

Outra sugestão diz que o envio de calendários impressos aos funcionários públicos todos os anos também é outra fonte de gastos a ser enxugada. “Uma vez que o governo já paga pelo uso do Microsoft Outlook, todos os funcionários deveriam usar esse calendário ‘de graça’ e eliminar os calendários impressos”, diz outro cidadão.

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Nos EUA, Tombini descarta falta de capital para o Brasil

18 de abril de 2013 | 18h37

Agência Estado

Fábio Alves e Altamiro Silva Júnior, enviados especiais

Os controles de capitais implementados desde o final de 2010 não reduziram a disponibilidade de financiamento para o setor privado brasileiro, de acordo com o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini. A declaração foi feita na palestra Liberalização e Gestão de Controle de Capitais, durante evento da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em Washington.

“Apesar de medidas para reduzir o ingresso de capitais, não há escassez de funding para o setor privado”, disse Tombini, num painel moderado pelo economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, e com a participação do presidente do Banco Central de Israel e ex-primeiro-vice-diretor-gerente do FMI, Stanley Fischer. Tombini citou o volume de investimentos estrangeiros diretos (FDI, na sigla em inglês) e também a forte captação de empresas brasileiras nos mercados de capitais.

O presidente do BC relatou que, devido à necessidade de países desenvolvidos adotarem estímulos, como juros próximos a zero e ações de políticas monetárias “não convencionais”, os países emergentes são obrigados a enfrentar vez por outra ingressos de capitais “grandes e voláteis”. Com isso, os países emergentes têm de lançar mão de instrumentos para atingir “os objetivos de assegurar a estabilidade financeira, de um lado, e estabilidade monetária, de outro”, afirmou Tombini na palestra.

Ao comentar sobre o impacto das ações “não convencionais” de política monetária por parte de bancos centrais de países avançados, ele falou que o excesso de liquidez (“spillovers”) oriundo desses estímulos é uma realidade. Segundo Tombini, o BC brasileiro apresentará um estudo sobre o impacto do excesso de liquidez na economia mundial. “Temos visto esses spillovers num volume bem significativo em alguns dos grandes programas de compras de ativos adotados nos últimos anos.”

O BC informou que, devido ao período de silêncio observado após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que elevou na noite passada a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 7,50%, Tombini e o diretor de Assuntos Internacionais, Luiz Awazu Pereira da Silva, não devem falar com a imprensa durante a reunião do FMI e do Banco Mundial, que se estende até domingo, 21.

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