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No expediente e no tempo de folga

Redação

segunda-feira 07/07/14

Casal dividiu o empregador por duas décadas

Gustavo Coltri

Heloiza e Everaldo Mantoan compartilham mais de duas décadas de experiências juntos, tanto dentro quanto fora de casa. Eles começaram a namorar em 1989, quando ambos trabalhavam em uma fábrica em Cajati, no Vale do Ribeira. Ela envolvia-se com a parte administrativa da empresa, ligada à exploração de minerais; ele com as compras de suprimentos.

Everaldo mudou-se naquele ano para a cidade, depois de alguns anos viajando pelo Estado. Desde 1986, quando Heloiza assumiu o trabalho na companhia, eles haviam se encontrado algumas vezes em reuniões informais entre os funcionários. Até se apaixonarem.

“Nós nunca tivemos uma relação hierárquica direta nem livre arbítrio para fazer uma benesse para um ou pra outro. E, quando estávamos trabalhando na empresa, nos comportávamos com muita ética, mesmo que as áreas interagissem”, conta Heloiza, hoje com 57 anos.

Ela diz que a companhia não possuía uma política restritiva com relação aos relacionamentos conjugais ou amorosos, mas admite ter sofrido com alguns percalços nos primeiros meses – e não foi por interferências da vida doméstica no ambiente profissional. “Era complicado porque levávamos assuntos de trabalho para casa. E isso gerava algumas discussões, até um certo ponto em que decidimos não fazer mais isso.”

Em 1991, eles se casaram, embora já morassem juntos em uma das hospedarias fornecidas pelo empregador para os casais contratados. Na época, esse era um benefício concedido somente aos funcionários com relacionamentos oficiais, um problema contornado após uma conversa com a chefia. “Eles foram flexíveis”, conta.

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Ainda no início dos anos 1990, mudou-se para o Pará, em outras empreitadas da mesma companhia na capital, Belém, e no interior. Heloiza passou a atuar na área de serviços administrativos de infraestrutura, e Everaldo seguiu carreira na área de compras da organização.

O casamento com a empresa responsável pelo encontro dos dois acabou em 2008, ano em que o casal decidiu se aposentar. Já a união continua muito bem, agora bem na beira do mar, no litoral paulista. “Ao longo desses 20 an0s, as empresas evoluíram. Elas aceitam mais essa condição esse relacionamento nas organizações, e as pessoas são mais bem orientadas.”