Por Jotabê Medeiros
Fotos: Filipe Araujo/AE
SÃO PAULO – Às 21h33, de terno azul, o mítico contrabaixo “canhoto” nas mãos, Paul McCartney entrou no palco do Morumbi, prometendo alguma diversão para a noitada. Acenou para os fãs e emendou uma sequência á amplamente conhecida: Venus and Mars, Rockshow, Jet, All My Loving, Drive my CAr, Highway e Let me Roll it. Muita gente chorava e se abraçava pelo gramado. Artistas como a atriz Leandra Leal, o cantor Lenine e o estilista Tufi Duek circulavam pelas áreas VIPs.

“Oi, tudo bem? Oi, boa noite. Boa noite, São Paulo. Boa noite, Brasil”, disse o ex-beatle, devidamente ensaiadinho no português. “E aí, galera? Irráááá!”, gritou. E foi pontuando as canções com as frases decoradas. “Esta noite eu vou falar porutugês. Mas vou falar mais inglês”, disse, arrancando risos. A partir de The Long and Winding Road, ele foi ao piano, sem terno, mostrando os suspensórios. O Morumbi estava encantado. “Eu escrevi essa música para o meu amigo John”, disse Paul, antes de cantar HERE TODAY.

“Obrigado, paulistas”, disse Paul, cujo repertório previa 35 músicas na noite, que se estenderia até a madrugada desta segunda-feira. O beatle estava animado: pouco antes do show, entre as 16h e as 17h, ele fez a passagem de som, que foi assistida por 200 fãs. Nela, tocou até uma música dos Rolling Stones, segundo seus assessores.



Jair Stangler
Paul McCartney entrou no palco às 21h35 e, diante do Morumbi lotado (64 mil pessoas) deu início ao show com as mesmas músicas que abriram o espetáculo em Porto Alegre.
As três primeiras foram canções da década de 70 da banda Wings: Venus and Mars e Rock Show, de 1975, e Jet (de 1974).
Em seguida, reproduziu o clássico All My Loving, dos Beatles, e mostrou que anda mesmo treinando o idioma português: “boa noite, paulistas”.

Início do show de Paul no Morumbi. Foto: Filipe Araujo/AE
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