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Radar Cultural

O Multishow vai reprisar alguns dos shows principais do SWU, que aconteceu no último final de semana, a partir desta quinta-feira, 17. As transmissões serão diárias até o próximo domingo, 20.

Na noite de hoje, será exibido o show da banda Alice In Chains. Nesta sexta, será a vez de rever as apresentações de Sonic Youth e Chris Cornell. No sábado, o canal transmite o show de Simple Plan e Hole, todos a partir das 21h30.

 

O horário do domingo será diferente, às 19h. Nesse dia o público poderá assistir ao show de Damian Marley.

A assessoria de imprensa da emissora informou que ainda não há previsão de exibição de outras atrações do festival, que teve mais de 70 shows, entre eles elogiadas apresentações de Tedeschi Trucks Band, Faith No More e Lynyrd Skynyrd.


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Lipe Fleury – estadão.com.br

Lá vem o Patton pataqui-patacolá: a segunda edição do SWU terminou com uma bombástica apresentação dos californianos do Faith No More. Não é metal. Não é rap. Não é punk, nem funk. E é tudo isso. Versátil, experimental, ou esquizofrênico, o grupo fez um show explosivo, e, com autoridade, colocou um ponto final no festival.

O nada menos que genial vocalista Mike Patton é um comandante frenético em cima do palco. Conjura palavrões em português, berra de maneira demente em um megafone, rouba a câmera da produção do festival para filmar takes da galera e se joga no plateia, para a inquietação dos seguranças de colete verde-limão.

Decorado com panos brancos e vasos floridos, citando a Umbanda – cujo dia nacional é celebrado em 15 de novembro -, o cenário transmite uma pureza que contradiz a aparente subversão alucinante da banda. Ninguém mais se preocupa com a chuva ou o barro. Patton cativou o maior público do SWU, um autêntico mar de gente a perder de vista.

Entre as canções tocadas, Caffeine, Surprise! You’re Dead, King for a Day e a clássica Epic chamam atenção. O som do Faith No More é autoral, criativo e cada um dos espectadores aguarda ansiosamente a próxima maluquice do vocalista.

Pads românticos tocados pelo tecladista Roddy Bottum se confundem com solos de guitarra que poderiam ter saído de um disco do Metallica. Patton urra, late e geme no microfone enquanto Billy Gould, baixista que tocou durante anos com a doentia banda de metal Brujeria, segura a parada na companhia do carismático baterista Mike Bordin.

Com a participação especial do coro infantil de Heliópolis, o show termina emocionante, sem fazer reféns.

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Jair Stangler – estadão.com.br

O Alice in Chains foi a penúltima banda a se apresentar no palco principal do SWU.  Com a chuva que continua a cair fortemente em Paulínia, a banda, que é da cidade americana de Seattle, berço do Grunge, deve ter se sentido em casa.

A banda mostrou competência no palco, em um show sem erros, e repleto de clássicos da banda. o grupo abriu o show com Them Bones, Dam That River e Rain When I Die. A surpresa ficou por conta de Check My Brain, que não estava no set list divulgado antes do show. O público, que cantou junto o tempo inteiro foi ao delírio quando a banda emendou Angry Chair com Man in the Box. Na sequencia, mais hits, finalizando com Would?

O  vocalista DuVal, que substituiu Layne Staley, morto em decorrência de seu vício em heroína em 2002, se destacou. É impressionante a semelhança que seu estilo de cantar guarda com o de seu antecessor.  O Alice in Chains, no entanto, não inventa. Poucas vezes , o guitarrista Jerry Cantrell pouco improvisou. Ainda assim, sua estave impecável. Basicamente, a banda repetiu, com muita competência e para deleite dos fãs, o que já está registrado em suas gravações.

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Pedro Antunes – Jornal da Tarde

Parecia uma grande micareta, com caipirinhas e sujeitos rebolando no palco. Mas ao invés de É o Tchan, ou do Babado Novo, no palco estava o grupo canadense Simple Plan.  Uma grande farofada de música emo pop, com os músicos batendo palminhas na ponta do palco. O dançarino Jacaré certamente faria melhor.

Com um atraso considerável de 45 minutos, a banda subiu no palco ao som de Shut Up, seguida pela saltitante (dã) Jump. O público era majoritariamente feminino – ao menos eram elas que mais gritavam – e jovem. Afinal, Stone Temple Pilots e Alice In Chains se apresentavam nos palcos principais.

O fato é que o Simple Plan sabe como agradar. Usam e abusam de uma fórmula que já foi mais do que gasta: refrões fortes, com frases prolongadas nas últimas notas, uso do backing vocal para reforçar a melodia na cabeça, linhas de guitarra  crescentes e decrescentes. Pronto, você tem uma música pop. E, com pitadas de composições com coração partido, você fez uma música do Simple Plan!

Evidentemente, a banda tem um público fiel que, em dia de grunge e rock dos anos 90, foi até Paulínia para presenciar menos de uma hora de show de seu grupo preferido. E o Simple Plan não decepcionou essas pessoas.

O show era previsível, sim, igualzinho ao que eles já fizeram das outras vezes. Mas, para aquelas meninas (lembrando da maioria feminina), nada disso parece importar.

Com o atraso, a banda precisou apressar um pouco as coisas e começou a deixar músicas previamente selecionadas de fora do set.

O interessante é que a banda, que uma vez já foi classificada de emocore, deixou de executar algumas de suas odes à síndrome de coração partido, como Untitled (How Could This Happen to Me?) e Don’t Wanna Think About You.

A farofa veio com um medley esquisitíssimo de Fuck You (do Cee Lo Green), Dynamite (Taio Cruz) e Raise Your Glass (P!nk), enquanto o vocalista Pierre Bouvier pedia mais caipirinhas para o barman que estava instalado dentro do palco.

Em outro momento, uma menina ganhou o baixo de David Desrosiers por usar uma camista “cool”, segundo ele.

Depois da sequência arrebatadora de Welcome To My Life e Anything, a banda deixou o palco. Mas voltou para o bis, com uma versão semi-acústica de Perfect, maior hit do grupo do disco  No Pads, No Helmets…Just Balls, de 2001. E o palco que já teve a explosão louca de Courtney Love se despediu do palco com o hardcore piegas do Simple Plan.

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14.novembro.2011 22:37:07

Megadeth recorda clássicos

Lipe Fleury – estadão.com.br

A flying V de Dave Mustaine estampa a arte da capa de Rust in Peace, disco que completou duas décadas no ano passado e foi apresentado na íntegra no Credicard Hall em 2010 em um show que comemorou uma das maiores obras da história do metal. No SWU, o fãs puderam conferir faixas deste e de outros grandes discos do Megadeth.

Riffs acelerados são tocados com peso e precisão, cativando a legião de headbangers dedicados que canta os refrões e imita em movimentos desvairados os solos de Dave Broderick em uma guitarra imaginária. A lealdade dos metaleiros aos seus ídolos é algo sincero e bonito de se ver.

Em Peace Sells, faixa-título do segundo álbum, a harmonia entre os integrantes do Megadeth fica clara. Tanto na argamassa sincronizada do baterista Shawn Drover com o baixista Dave Ellefson, único membro original além de Mustaine, quanto na dobradinha das guitarras, a consistência em viradas rápidas e bem articuladas é notável.

Apesar de calculado, o som da banda pioneira do thrash metal não deixa de ser cheio de vida, e sentimentos que vão da cólera à euforia são transmitidos a cada palhetada. Como em outras apresentações do dia, a proficiência dos músicos chama a atenção. O prolífico e celebrado Mike Patton fecha a noite só daqui a algumas horas, mas o último dia do SWU já pode ser considerado o melhor dos três.

Setlist
Trust
Wake up dead
Hangar 18
A Tout le Monde
Whose Life
Headcrusher
Public Enemy
Sweating Bullets
Symphony of Destruction
Peace Sells
Holy Wars

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14.novembro.2011 21:21:00

Primus faz show irreverente

Bonecos de astronautas inflados saúdam o público no fundo do palco, enquanto o cômico Primus conduz seu circo virtuoso misturando funk e metal com um resultado voluptuoso e de difícil definição.

O divertido Les Claypool, provavelmente um dos maiores baixistas vivos, slapeia elaboradas linhas em seu instrumento e canta letras irônicas simultaneamente com naturalidade. Les é sem dúvida uma das personalidades mais curiosas da música, lembrando Zappa em sua irreverência.

Quando o som é bom, não tem erro. Mesmo quem não conhece o trabalho do Primus pula, dança e assiste embasbacado à perícia do trio.

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Jotabê Medeiros – O Estado de S. Paulo

 

“Velho, tinha informação da minha empresa no meu celular! O que faço, velho?”,suplicava a garota, procurando informação entre os seguranças do SWU. Dezenas de casos semelhantes foram registrados no início dessa noite do último dia do festival, furtos principalmente de celulares e carteiras e extravio de documentos. Os seguranças estavam encaminhando os reclamantes para a entrada do festival, o posto policial ao lado do Teatro Paulínia, que abriga o Fórum de Sustentabilidade.

“Muita gente, na verdade, acaba encontrando o que reclama lá nos ‘achados e perdidos’. São coisas que perdem na hora em que pulam, dançando, e acabam entregando lá. Quase não dá para conversar com eles, porque alguns já estão meio altos”, disse um dos orientadores, nas imediações do Palco Energia, logo após o show do 311.

O SWU não registrou até agora casos de arrastões com violência, como o Rock in Rio. Os banheiros também não estavam registrando filas, ao menos até agora. Com a chuva e a chegada da lama, os banheiros estão lotados e as poças de lama fazem com que parte deles esteja inacessível para os frequentadores.

Lama já confere ao festival aspecto de Woodstock do ano

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14.novembro.2011 20:02:51

Sonic Youth faz barulho

Lipe Fleury – estadão.com.br

Quando Thurston Moore e Kim Gordon anunciaram seu divórcio no mês passado, dúvidas e rumores quanto ao futuro do Sonic Youth povoaram a internet.

No que pode o último show de sua história, a banda ignora qualquer tipo de especulação e capricha em uma performance entrosada e repleta de ruídos. “Mal posso esperar para vê-los novamente”, disse Thurston Moore antes de tocar Teenage Riot, a última música do show, o que pode contraria fãs mais pessimistas e dá a entender que a separação não vai acarretar no fim da banda.

Canções que fundamentaram o noise rock ao longo de uma respeitável carreira de quase 30 anos são executadas com a mesma pegada de sempre. As tradicionais dancinhas giratórias da vocalista também estão lá.

Apesar de previsíveis, as interações de Moore com sua guitarra, que incluem esfregar o instrumento contra os amplificadores e na quina do palco, evocando o feedback pelo qual é famoso, seguem divertidas para os fãs e perturbadoras para o resto. Barulho, barulho e barulho parece ser o lema do dia no SWU.

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14.novembro.2011 19:27:11

Muita lama no SWU

Depois de quase três dias de shows e bastante chuva em Paulínia, o espaço em que acontece o SWU virou um lamaçal.

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14.novembro.2011 19:14:05

Sonic Youth divulga setlist

A banda divulgou as prováveis músicas que tocarão na apresentação agendada para a apresentação que começou por volta das 19h15. Confira:

 

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