O Rock in Rio vai deixar ótimas lembranças e algumas PÉSSIMAS! Elegemos as maiores gafes e os acontecimentos mais deselegantes do festival.
Hoje é dia de rock, bebê
Menos gafe do que hit do Rock In Rio, a frase virou bordão logo no primeiro dia do festival. Proferida pela atriz Christiane Torloni, em um estado bem alegre, durante uma entrevista ao vivo para o Multishow, se tornou viral nas redes sociais instantaneamente, com direito a hashtag no Twitter, e é reproduzida pelas bocas (e dedos) de espectadores e celebridades até agora. No fim, a discussão sobre o comportamento de Torloni frente às câmeras e a repercussão supostamente moralista, taxada por alguns, ficou em segundo plano.
Cláudia Leitte X metaleiros
A baiana entrou na programação do dia mais pop do festival. Tocou no Palco Mundo no mesmo dia de Rihanna e Katy Perry. Abusou do rebolado, das acrobacias e… Dos covers de rock. Cantou Led Zeppelin e inseriu um trecho de Satisfaction, dos Rolling Stones, no meio de Beijar na Boca. A inovação não deu certo com o público e rendeu muitas críticas. Mas a maior gafe veio a seguir: Claudia Leitte não gostou dos comentários e postou uma mensagem aos “recalcados” no seu blog. “Não gostar de Axé é normal! Anormal é achar-se superior porque conhece John Coltrane ou porque adora o Metallica. Procurem no Google sobre a história de um ariano que se achava superior aos judeus…”.
Mau cheiro
Os três primeiros dias de Rock In Rio chegaram a um ponto caótico em termos de organização. As pessoas reclamavam de esperar até uma hora para comprar um lanche e várias outras para brincar na roda gigante ou na tirolesa. A falta de lixeiras deixou a Cidade do Rock imunda e um vazamento de esgoto deixou banheiros alagados e a região em volta deles cheias de poças de urina e água, que não foram absorvidos pelo concreto e pela grama sintética. É claro que o fator falta de educação colaborou. O problema foi sanado no final de semana seguinte.
Palco Sunset
O palco da mistura de estilos já começou com problemas. O som ruim atrapalhou os artistas e suas performances e atrasou as apresentações no primeiro final de semana de Rock In Rio. Mas essa não foi a única reclamação que girou em torno da proposta. A escalação dos artistas virou alvo de críticas por parte do público, que não entendeu o porquê de o Sepultura (com o Tambours du Bronx) ter tocado no palco secundário, enquanto a banda Glória abria o Dia do Metal no Palco Principal. E o que falar de parcerias que ao invés de serem grandes shows inéditos, virarem apresentações individuais de cada artista, revezadas em um mesmo palco?
Rihanna estrela
A jovem cantora caribenha é um sucesso nas paradas e lotou a Cidade do Rock no primeiro dia de apresentações. Apesar de levantar a plateia e liderar coros de seus hits, seu carisma ficou muito aquém ao de outras divas, como Shakira, Katy Perry e até mesmo Ke$ha. Além da falta de entrosamento com a plateia, Rihanna causou nos bastidores: quando estava saindo do Rock In Rio, deu de cara com o caminhão que fazia o transporte do material reciclável. A cantora fez tanto rebuliço que a circulação de caminhões naquela área foi proibida durante os períodos de shows e o recolhimento de lixo ficou interrompido por 12 horas. Bobagem, né?!
Procura-se o Guns de 91
São Pedro foi bondoso com o Rock In Rio. A chuva só pegou de verdade no último show da última noite de festival. Ainda bem, porque causou transtornos grandes. Empoçou o gramado sintético e o palco e atrasou o show da atração mais esperada do dia, o Guns N’Roses, que entrou 90 minutos mais tarde que o previsto – às 2h30 da manhã. Axl Rose saudou os fãs encharcados com um bom dia e os acompanhou em um show longuíssimo, que veio terminar quase ao raiar do sol. O problema é que quem esperava a mesma energia da apresentação de 1991 se decepcionou. Axl, o único integrante remanescente daquela formação, não alcança mais as mesmas notas e não dança como antes e os solos dos membros “Chinese Democracy” não eram o que o público queria ver. Os pontos altos do show foram as tentativas de resgatar um Guns que não existe mais.
Concordam? Discordam? Acrescentariam alguma coisa? Conte pra gente!
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O Sol já foi embora da Cidade do Rock, e a primeira apresentação da noite fica a cargo de Marcelo Camelo, ex-Los Hermanos, e a banda californiana The Growlers. Um grande número de músicos ocupa o Palco Sunset: membros da banda paulistana Hurtmold, que acompanha Camelo em suas turnês, se juntaram ao quartero norte-americano e mais alguns tocadores de metais.
A plateia, mais desaminada do que na apresentação anterior, só correspondeu quando foram tocadas canções dos Los Hermanos, como “Além do que se vê”, esta seguida por um rápido coro entoado pelo público: “Uh, Los Hermanos!”
Animado e em grande número, o público pede som mais alto no Palco Sunset enquanto assiste à entrada dos Mutantes. O líder do grupo e único membro original Sérgio Dias menciona a parceria de muitos anos com Tom Zé, mas o baiano ainda não se juntou à banda, que abre com “Qualquer Bobabem”.
Contrariando o setlist divulgado antes do show, a apresentação continua com “Minha Menina”, agora sim com Tom Zé no palco.
Após tímida participação em duas canções e aparentemente cansado, Tom Zé deixa o palco mais uma vez. Quem esperava que a parceria durasse mais do que cinco minutos deve sair decepcionado.
Cantada em uníssono pelos fãs, “A Balada do Louco” é a canção mais bem recebida.
Empunhando um violão de 12 cordas, Beto Lee, filho da integrante original dos Mutantes Rita Lee, tocou “Ando Meio Desligado” ao lado da banda, com direito a solos prolongados.
Fantasiados de políticos, com terno, gravata, faixa verde-amarela no peito, e meia-calça na cabeça em alusão ao disfarce comumente usado por ladrões e assaltantes, o irreverente Tom Zé e sua talentosa banda introduziram a primeira faixa da apresentação, “Balcão de Negócios”.
O público corresponde às excentricidades, cantando, dançando e repetindo as frases proferidas pelo músico.
Os Mutantes devem se juntar ao baiano no Palco Sunset em breve.
Adriana Del Ré
Está cada vez mais difícil ir de táxi até a Cidade do Rock. Já é complicado conseguir que um taxista pare ao seu sinal. E quando se consegue a proeza, vem o segundo desafio: convencê-lo a levar você ao Rock in Rio. Há quem se recuse prontamente, o que vai contra os princípios da profissão – de que um taxista não pode se negar a levar o passageiro a lugar algum. Há aqueles que aceitam, só que fazem cara feia e vão bufando o caminho inteiro. Eles alegam que ficam muito tempo presos no trânsito depois que o passageiro desembarca e reclamam que a organização não os deixam ter acesso a áreas restritas, onde só vans e ônibus autorizados podem entrar.
Os taxistas cariocas, aliás, estão sendo fiscalizados de perto durante esse período do festival, porque virou recorrente a prática de fecharem o preço da corrida antes, o que é proibido. Assim, uma corrida até a Cidade do Rock que, por exemplo, sairia cerca de R$ 50 com o taxímetro rodando, pode chegar, nesses dias, a mais de R$ 100.
A banda espanhola de rock The Monomes acaba de entrar no Palco Sunset para o primeiro show do sétimo dia do Rock in Rio, que contará com atrações como System of a Down, Guns n’ Roses, e Os Mutantes que tocarão acompanhados de Tom Zé.
O português David Fonseca, cantor popular com mais de 400.000 discos vendidos em seu país natal, se apresenta neste momento ao lado do grupo espanhol para um pequeno público na Cidade do Rock. Como nos outros dias, a primeira banda a tocar no Palco Sunset enfrenta o desafio de agitar uma plateia ainda tímida e diminuta.
Roberta Pennafort – O Estado de S. Paulo
Frejat abre a noite no palco principal do Rock In Rio. O cantor se apresenta pela primeira vez em carreira solo no festival. O ex guitarrista do Barão Vermelho começa show com Exagerado, da antiga banda.
Frejat abriu o palco Mundo pontualmente, ainda durante apresentação de Arnaldo Antunes e Erasmo Carlos no Sunset – saudados por ele, entre outros amigos do line up.
O cantor, que estourou nacionalmente em 1985, no primeiro Rock In Rio, com o Barão Vermelho, focou o repertório em hits, seus, da banda e de outros artistas, como Você e Réu confesso, de Tim Maia, e Caleidoscópio, dos Paralamas. A plateia faz coro.
Setlist do show:
Exagerado
Você não entende nada
Por que a gente é assim?
Medley – Não vou ficar – Tim Maia/ Caleidoscópio – Herbert Vianna/
Réu Confesso – TIm Maia / Você – Tim Maia
Segredos
Malandragem
Amor pra Recomeçar
Por Você
Ainda É Cedo
Bete Balanço
Puro Êxtase
Erasmo Carlos e Arnaldo Antunes subiram juntos ao palco no último show do Sunset deste sábado. O repertório deve conter músicas dos dois cantores. O show ainda acontece enquanto Frejat sobe ao Palco Mundo para a primeira apresentação da noite.
Setlist:
Iê Iê Iê
Essa Mulher
A Casa É Sua
Invejoso
Socorro
Judiaria
Televisão
Sou Uma Criança
Jogo Sujo
Kamasutra
Quero Que Vá Tudo Pro Inferno
É Proibido Fumar
Festa de Arromba
Vem Quente
Roberta Pennafort – O Estado de São Paulo – RIO
Zeca Baleiro se apresenta sob um lindo pôr do sol, fazendo jus ao nome do palco alternativo. Tendo como convidado o congolês Lokua Kanza, que canta em português, inglês, francês e lingala, Baleiro preferiu lados B, como Vai de Madureira e Versos perdidos. O público, que já era bom no início da tarde, parece pretender ficar pelo gramado até a noite começar.
Setlist do show:
Filosofia
Você não liga pra mim
Vai de madureira
Versos perdidos
Plus Vivant
Mundo dos Negócios
Shadow Dancer
Wapi
Babylon
Bola dividida
Telegrama
Toca Raul
2013
2012
2011
2010