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Radar Cultural

Roberto Nascimento – O Estado de S. Paulo

Debaixo de chuva forte, trajando uma capa amarela, Axl Rose subiu ao palco para encerrar o Rock in Rio com duas horas de atraso, neste domingo.

A espera fez com que diversas pessoas tivessem de ser atendidas com princípio de hipotermia. O público vaiou de forma intermitente conforme a chuva aumentava.

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A apresentação começou com a faixa-título do último álbum lançado pela banda Chinese Democracy, de 2008. Na sequência, o grupo tocou um de seus maiores sucessos, Welcome to the Jungle, do álbum de estreia, Appetite for Destruction, lançado em 1987.

 

 

 

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O System of a Down foi a penúltima atração do Palco Mundo no Rock in Rio. Se pouco conversaram com os fãs,  a interação com o público veio mesmo pelo som potente da guitarra de Daron Malakian e os vocais poderosos de Serj Tankian.

Não faltaram na apresentação os hits Chop Suey, Toxicity e B.Y.O.B., do repertório escolhido de quase três dezenas de canções extraídas dos seis álbuns da banda.

 

 

Setlist do show:

Prison Song
B.Y.O.B.
Revenga
Needles
Deer Dance
Radio/Vídeo
Hypnotize
Question
Suggestions
Psycho
Chop Suey
Lonely Day
Bounce
Lost in Hollywood
Kill Rock n’ Roll
Forest
Science
Mind
Innervision
Holy Mountains
Aerials
Vicinity of Obscenity
Tentative
Cigaro
Suite-Pee
War?
Toxicity
Sugar

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Roberta Pennafort – O Estado de S. Paulo

A situação está confusa na entrada de credenciados do Rock in Rio, pela qual funcionários de lanchonetes da Cidade do Rock, jornalistas e outras pessoas que trabalham no festival o acessam.

Há cerca de uma hora, um grupo de 100 pessoas tentou forçar a entrada pelas grades que cercam a Cidade do Rock. A Polícia Militar chegou a soltar bombas de efeito moral para dispersá-las.

A Guarda Municipal e agentes da empresa Prosegur estão neste momento reforçando as grades junto com o Batalhão de Choque da PM.

Nesta entrada, que fica distante cerca de 300 metros do acesso para o público em geral, se concentram cerca de 300 pessoas sem ingressos. Durante os seis primeiros dias do Rock in Rio, a cena foi a mesma, só que sem confusão. O número não chegava a 30 pessoas, e elas viam os shows por trás das grades, dando-se por satisfeitas. Hoje, por ser a última noite, os ‘sem-ingresso’ estão mais agressivos.

Mais cedo, seguranças contaram que algumas tentaram entrar com credenciais de pessoas recrutadas temporariamente para trabalhar em lanchonetes da Cidade do Rock. Uma menina chegou a comprar uma credencial destas, mas foi barrada na entrada.

A barreira montada na Avenida Salvador Allende para distanciar essas pessoas das grades foi aumentada.

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Roberto Nascimento – O Estado de S. Paulo

O pop metal do Evanescence foi, até agora, o melhor show do último dia do Rock in Rio. Liderada pela cantora gótica Amy Lee, a banda alterna o peso das guitarras com baladas ao piano. É metal com tons dramáticos e potencial de catarse.

Amy tem um vozeirão, que dá a energia necessária e faz os hits sairem com eficácia. A banda acompanha com densidade semelhante.

Durante o show de Amy, fica óbvio, sendo que o Evanescence tocou depois de Pitty, de onde a cantora baiana tirou sua fórmula de hardcore.

Setlist do show:

What You Want
Going Under
The Other Side
Weight of the World
Made of Stone
My Imortal
My Heart Is Broken
Your Star
Sick
The Change
Sober
Imaginary
Never Go Back
Bring Me to Life

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O Palco Sunset viu a união de Brasil e Portugal no último dia de Rock in Rio. Os Titãs e os portugueses do Xutos & Pontapés subiram ao palco juntos para uma apresentação no que contou com sucessos de ambos os grupos.

 

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Pitty subiu ao Palco Mundo na última noite do Rock in Rio 2011 com repertório só de grandes sucessos. A cantora abriu a apresentação com Anacrônico, faixa-título do álbum lançado pela cantora em 2005.

O público respondeu bem a canções como Equalize, Me Adora e a música que alçou a cantora às paradas de sucesso, Máscara.

Em uma edição marcada por várias homenagens, a roqueira baiana incluiu Se Você Pensa, de Roberto Carlos no setlist. E, de improviso, como ela mesma afirmou, encerrou o show com Smells Like Teen Spirit, do Nirvana, que fez o público pular muito.

 

 

Setlist do show:

Anacrônico
Admirável Chip Novo
Semana que Vem
Memórias
Fracasso
Se Você Pensa
Comum de Dois
Equalize
Na Sua Estante
Pulsos
Me Adora
Máscara

 

 

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A banda subiu ao palco principal do Rock in Rio pontualmente às 18h50. A exemplo de Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, o vocalista do Detonautas Tico Santa Cruz fez um breve discurso contra a corrupção, citando o presidente do Senado José Sarney.

O público aproveita a deixa e inicia um forte coro de “Ei, Sarney, vai tomar no c*!”. Tico completa falando que prefere mil vezes conviver com um maconheiro honesto do que com um bandido de terno e gravata, referindo-se a declaração do deputado estadual Magno Bacelar (PV-MA).

O ânimo dos músicos foi correspondido durante toda a apresentação, e as canções mais famosas foram entoadas pelos quase cem mil presentes. Os cariocas tocaram até Raul Seixas, e encerraram o show com um riff que lembrou “Immigrant Song”, do Led Zeppelin, e fez uma pequena homenagem ao Nirvana ao sair do palco com os altos falantes tocando uma gravação de “Smells Like Teen Spirit”.

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O Sol já foi embora da Cidade do Rock, e a primeira apresentação da noite fica a cargo de Marcelo Camelo, ex-Los Hermanos, e a banda californiana The Growlers. Um grande número de músicos ocupa o Palco Sunset: membros da banda paulistana Hurtmold, que acompanha Camelo em suas turnês, se juntaram ao quartero norte-americano e mais alguns tocadores de metais.

A plateia, mais desaminada do que na apresentação anterior, só correspondeu quando foram tocadas canções dos Los Hermanos, como “Além do que se vê”, esta seguida por um rápido coro entoado pelo público: “Uh, Los Hermanos!”

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Animado e em grande número, o público pede som mais alto no Palco Sunset enquanto assiste à entrada dos Mutantes. O líder do grupo e único membro original Sérgio Dias menciona a parceria de muitos anos com Tom Zé, mas o baiano ainda não se juntou à banda, que abre com “Qualquer Bobabem”.

Contrariando o setlist divulgado antes do show, a apresentação continua com “Minha Menina”, agora sim com Tom Zé no palco. 

Após tímida participação em duas canções e aparentemente cansado, Tom Zé deixa o palco mais uma vez. Quem esperava que a parceria durasse mais do que cinco minutos deve sair decepcionado.

Cantada em uníssono pelos fãs, “A Balada do Louco” é a canção mais bem recebida.

Empunhando um violão de 12 cordas, Beto Lee, filho da integrante original dos Mutantes Rita Lee, tocou “Ando Meio Desligado” ao lado da banda, com direito a solos prolongados. 

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Fantasiados de políticos, com terno, gravata, faixa verde-amarela no peito, e meia-calça na cabeça em alusão ao disfarce comumente usado por ladrões e assaltantes, o irreverente Tom Zé e sua talentosa banda introduziram a primeira faixa da apresentação, “Balcão de Negócios”.

O público corresponde às excentricidades, cantando, dançando e repetindo as frases proferidas pelo músico.

Os Mutantes devem se juntar ao baiano no Palco Sunset em breve.

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